25 dezembro 2010

22 dezembro 2010

Há coisas fantásticas...

Tipo esta. Depois de um stress do catano, parece que afinal é provável que possa ir passar o Natal a casa. Numa casa onde há bacalhau, polvo (blhec), rabanadas, bolo rei, e mais uma data de coisas que por cá não há.

E pronto. Se eu mandasse proibia greves de transportes nos dois dias antes do Natal e mais nada. Ou então quem fizesse greve era impedido de estar com a família no Natal... Obrigadinha aos senhores do governo que lá convenceram a malta da Groundforce a cancelar a greve. Um grande bem hajam, da minha parte e da minha família.

BOM NATAL!!! ☺

17 dezembro 2010

Peter

Não acredito em médicos. Diz que são úteis quando uma pessoa está doente, mas para além da receita do xarope para a tosse e as pastilhas para a garganta, parece-me que a maior parte das vezes andam a dar tiros para o ar a ver se acertam. Posto isto, também tenho uma fé inabalável na medicina. Ou melhor, nos fármacos. Quando vou ao médico espero que me dêem drogas a sério e não as mezinhas da bruxa, que é como quem diz, aqueles comprimidos que não precisam de receita, aqueles da homeopatia. Gente, se eu quisesse ir ao bruxo não ia ao médico. Se quisesse acupunctura não ia ao médico. Se quisesse uma massagem não ia ao médico. De vez em quando espanto-me com a quantidade de coisas que não se sabem sobre o corpo humano - e aí perdo-o-lhes o que não sabem, porque parece que é mesmo difícil, e o que me apetecia era desatar a fazer experiências com pessoas, só para ver o que acontece... eu sou assim, felizmente não me deu para a medicina e fiquei-me pelas coisas inanimadas (se bem que os electrões estão cheinhos de energia), o que me permite desatar a fazer experiências assim sem mais nem menos, sem correr o risco de aleijar ninguém.
Divirjo.
O Peter é um médico, e é fantástico. Já me fartei de lhe fazer visitas - literalmente, estou farta de lá ir e só o conheço há dois meses - e sempre que o vejo surpreende-me por ser tão bom. Bom médico, entenda-se. Não é que saiba mais que os outros - desconfio que sabem todos muito pouco, pelo menos sobre o mal que me afecta - mas por ser daqueles que tem tempo, calma, simpatia, e uma extrema empatia. E explica as coisas, algo que eu já não estava habituada, já que nos últimos anos tenho sempre a impressão que quando entro por um consultório adentro o médico mal me vê e já está mortinho para me ver de costas. A sair porta fora, entenda-se. Tenho um quase fraquinho pelo Peter. Só por ele ser assim tão simpático. Nunca me diz que não. Quer sempre que eu volte. E ainda não me mandou a conta... :-)


(na Alemanha recebe-se a conta depois de ter ido à consulta, e a maior parte das vezes nem se sabe de antemão quanto é que será)

Chocolate. Massapão.

Ora aí está uma bela despedida antes das férias. Acho que tenho um novo colega favorito.
(Italiano. É só charme... ;))

22 novembro 2010

Proibido estacionar

Num feriado, chego a casa e a minha vizinha vem logo cumprimentar-me, e contar-me a novidade do dia. A polícia tinha passado pela nossa rua, e multado todos os carros que, como sempre, estavam estacionados meio em cima do passeio. Note-se que há uns anos atrás já tinha ocorrido a multa-porque-estava-demasiado-perto-do-muro, em que o polícia sacou de uma fita métrica para ver se um carro estava demasiado em cima do passeio e a seguir multou, um único carro. Desta vez, em pleno feriado, correu os carros todos que estavam na minha rua, pois toda a gente estaciona da mesma maneira, que a rua é relativamente estreita e assim pode-se circular melhor (e os peões também têm espaço, e os carrinhos de bebé, que isto é tudo gente de família e com muita consideração pelos outros ;)). Os vizinhos bem protestaram, que se estacionassem como deve ser não haveria espaço para os camiões do lixo e afins, mas o polícia disse que as regras são assim, assunto arrumado.
(Os meus vizinhos são fantásticos, protestam com a polícia. E avisam os outros para não caírem na mesma ratoeira.)

Um ou dois dias depois já os vizinhos se tinham organizado. Fui informada que devia estacionar do mesmo lado que todos os outros, para ser mais fácil passar. Podia ter pensado que isto é um atrevimento, que é preciso uma grande lata para ousar impedir-me de utilizar o meu direito de estacionar do lado que me apetecer, desde que seja permitido, mas a verdade é que fiquei impressionada com a organização dos meus vizinhos. É que foi tudo pensado ao pormenor. Escolheram o lado da estrada onde os camioes e carros das obras têm que parar durante a semana. Pensaram em todos. E nem foi preciso encomendarem um sinal de proibiçao de estacionar para o lado interdito. Já passou quase um mês e até agora devo ter visto uma única vez um carro estacionado do lado "errado". Devia ser visita de alguém.

(Os meus vizinhos são fantásticos. A sério.)


PS - O passeio é muito baixinho, do tipo em que geralmente até é permitido estacionar duas rodas.

17 novembro 2010

Às vezes tenho vontade de fazer coisas muito simpáticas. Algumas vezes faço-as. Outras vezes, espero que passe. Outras vezes fico a remoer por achar que não posso, não se pode fazer tudo o que queremos, nem porque sabemos que aquilo faria alguém feliz. As pessoas não querem ser felizes só porque sim, querem pagar um preço para poderem ser um bocadinho mais felizes, acham que só se carregarem uma cruz é que valem alguma coisa. E aquele bocadinho de felicidade que lhes podia chegar se simplesmente o quisessem aceitar é demasiado, muito mais do que o que acham que merecem. E estão enganadas, tão enganadas. Um desperdício, é o que é.

Não sei como é que isto aconteceu...

Estou ocupada até Janeiro. Fins de semana, férias de Natal, sei lá mais o quê. Suponho que em Janeiro, depois dos reis, estarei de ressaca. Ou então não, que daqui até lá ainda dá para planear muita coisa. E em Janeiro os dias começam a ser outra vez mais compridos e ao fim de semana pode-se ir ao ski ou andar de trenó.

14 novembro 2010

O governo é fantástico

Compra dinheiro à China e a Timor a 7%, mas aos portugueses não pode pagar 1% que seja... (certificado de aforro de Novembro de 2009 rende, se levantado um ano depois, 0,693%). Seriously...

é só mimo

Tenho uma caixa de chocolates (bombons) belgas por abrir e só me apetece Mon chéri (que, evidentemente, não há em casa).

12 novembro 2010

Ontem por esta hora estava cheia de pica. Fiz o jantar em 20 minutos e nem dei tempo para ouvir a resposta à pergunta "queres salada de tomate", disse apenas "não tenho tempo para estar à espera, já está feita", e pronto. E depois só dormi quatro horas, e acordei a meio da noite completamente desperta. Hoje pensava que ia ser a mesma coisa. Não está a ser. Preguiçar também é bom. Zero minutos a fazer o jantar porque houve quem o fizesse por mim. :) Eficiência...

05 novembro 2010

Ando sempre a comprar elásticos para o cabelo. Só perco os meus preferidos, os que já não há maneira de substituir.

no bolso das calças

Aquela sensação que se tem quando se encontra uma nota no bolso das calças com que não se estava a contar? Multipliquem isso umas quantas vezes... :D
(está bem que a nota era minha e só estava esquecida, mas mesmo assim, gosto)

25 outubro 2010

a fada da chucha

há mães lixadas. não estivesse eu na terra onde putos de 6 anos andam de carrinho de bebé e até acharia normal, mas assim não acho. uma mãe veio-se meter com a minha menina, porque ia de chucha na rua. que tem que por a chucha não sei onde, que depois vem a fada das chuchas e leva para os pais dos bebés que não têm dinheiro para comprar chuchas, mas deixa uma prenda. raisparta. como se as chuchas fossem para partilhar assim. como se a miúda tivesse 5 anos. eu é que ando muito bem disposta, senão mandava-a a um sítio que eu cá sei, e até podia levar a chucha e tudo. deixa-me a miúda em paz, que ela quando quiser larga. ou quando eu quiser. e ainda não está na hora. gostava de saber onde é que gente com telhados de vidro arranja lata para atirar pedras.

sou eu que digo

o bar mais fixe é o dos livros. foi pena estar tão cheio que não deu para experimentar as poltronas, mas também se me tivesse lá sentado agarrava-me a um livro e dali não saia, nem bebia, nem nada. e os rapazes das gravatas cor de laranja eram engraçados.

13 outubro 2010

Elefante

Ando a ler Saramago. De repente as minhas frases mais compridas e cheias de parenteses deixam de parecer compridas e cheias de parenteses. Gosto disso. É como se tivesse ganho permissão para escrever frases ainda mais longas, e com ainda mais à partes lá no meio. Genial. O meu obrigada ao Nobel. :-)

11 outubro 2010

Chaves, porcas e parafusos

No sétimo e oitavo anos tive uma disciplina que se chamava mecanotecnia. Na realidade não estava muito interessada naquilo, o que eu queria mesmo era ter práticas administrativas para aprender a escrever à máquina usando os dedos todos, o que me teria poupado um curso esotérico para o mesmo efeito há uns dois anos atrás que me irritou de tão parvo que era, mas vinha em pacote com o que eu queria mesmo, que era electrotecnia, e por isso lá tive que gramar com a cadeira e esquecer as brincadeiras com a máquina de escrever.
A parte mais interessante daqueles dois anos, ou pelo menos a que para alguma coisa serviu, foram as primeiras aulas, quando o professor nos ensinou os nomes das ferramentas. Desde a chave de boca regulável, vulgo chave inglesa (a nossa até era espanhola), chaves de fendas e de porcas, a guilhotina, ferro de soldar e máscara de protecção, limas, serras, formão,  dois armários cheios de coisas mais um sem fim de máquinas espalhadas pela oficina, e que não estávamos autorizados a usar sem supervisão.
O meu interesse pelas coisas mecânicas é limitado, eu gosto mais de fios eléctricos e computadores, mas confesso que dá um jeitão saber como usar uma chave philips, um alicate ou um martelo. Saber que antes de serrar qualquer coisa provavelmente é boa ideia fixar o objecto que se vai serrar. O único problemazinho é ter-me posto a andar do país onde isto tudo era (quase) canja, e vindo para uma terra onde não faço a mínima ideia do nome das ferramentas. O tempo que se perde na loja à procura da chave certa. Preciso de um dicionário ilustrado. Ou então passo a levar um desenho.

07 outubro 2010

De blogue em blogue
(muffins de banana)

Por causa da Rita fui parar aqui onde me saltou logo à vista a foto de bolinhos. E a receita. Aquilo parecia bom - bem, o meu critério é apenas se alguém experimentou e ficou satisfeito, a partir daí só fazendo eu mesma - por isso também tive que fazer uns muffins (que é uma palavra mais gira que queques).
Ora esta receita não leva manteiga nem gordura nenhuma, a não ser para untar as forminhas, e enquanto misturava os ingredientes achei que aquilo estava pouco fofo, pelo que acrescentei um bocadinho de manteiga. Sem medir, um bocadinho pequeno, uma ou duas colheres de sopa, talvez. E não tinha nozes, pelo que substituí por amêndoas, a pensar que também deve dar. E enquanto misturava os ingredientes secos dizia para a pequenita, que isto de fazer bolos tem mais graça com companhia, esta receita deve ser americana, isto de misturar os ingredientes secos e os outros desta forma faz-me lembrar aquele programa de culinária que costumava dar na sic gaja, o everyday cooking, acho que era assim que se chamava.
Vinte minutos no forno, et voilá, estão prontos os bolinhos, já tarde para que alguém os coma como sobremesa. Ainda assim lá tive que me sacrificar e comer um, para decidir se junto a receita à minha colecção ou deito fora.
Conclusões:
As bananas que usei não estavam suficientemente maduras, e isso nota-se.
Metade da farinha devia ter sido Maizena, para os muffins não ficarem tão "queques" (por outras palavras, para os bolinhos ficarem mais fofos).
As amêndoas foram uma boa ideia. E como já estavam cortadas e tudo, nem deram trabalho. Também não medi, foi tudo a olho, umas duas mãos cheias, das minhas que não são muito grandes.
Provavelmente seria interessante juntar bananas (maduras, desfeitas) à receita das queijadas de iogurte, que faço dia sim dia não por serem tão fáceis e muito boas. (Eventualmente subsitituir um dos iogurtes por uma ou duas bananas para não ficar líquido demais.) Tenho de experimentar.

Cada vez mais, sou fã de bolinhos assim. Fazem-se num instante e não dão muito trabalho. São óptimos para levar para a escola, embora tenha o efeito de haver sempre quem peça a receita, e a minha vontade de traduzir as "minhas" receitas para alemão seja nula. Ando aqui a magicar uma maneira de "escrever" as receitas rapidamente com desenhos...

06 outubro 2010

A minha vizinha

A minha vizinha é fantástica. Podia pôr-me aqui a enumerar razões pelas quais acho que a minha vizinha é, provavelmente, a melhor do mundo, mas não tenho tempo. Ainda assim deixo aqui uma, para memória futura. Hoje a minha vizinha deu-me um chocolate. E nem sequer era um chocolate qualquer, era um Lindt de leite, um dos meus preferidos. Não para os miúdos, para mim. A minha vizinha é fantástica, nem ela sabe o quanto.

Entre aqui e ali

Aqui é animado, barulhento, stressante, divertido, hilariante. Há coisas pelo chão, a cozinha nem sempre está arrumada, e depois do jantar é muito sossegado. Aqui nunca tenho tempo para tudo o que queria fazer - de qualquer forma, acho que não há maneira de algum dia ter tempo para fazer tudo o que quero fazer, seja onde for, simplesmente porque essa lista cresce mais depressa do que eu consigo dar vazão ao que já lá estava. Aqui come-se bem e com regras, há sopa e legumes e fruta, e fazem-se doces por pura diversão. Aqui gravam-se programas de televisão para ver quando houver tempo (o tal que escasseia) e acumulam-se livros nas prateleiras. Aqui tem-se vontade de deitar metade das coisas fora, algumas para substituir por outras, a maioria apenas para criar espaço. Aqui sente-se o frio da rua e é preciso coragem para sair de casa.
Ali parece sossegado, mas também nunca há tempo. Ali vai-se ao cinema e ao brunch, deixa-se sempre tudo arrumado, vêem-se os episódios da Anatomia de Grey. Ali nunca se tem disposição para ir à net, coleccionam-se revistas "in München", tomam-se banhos de espuma. Ali planeia-se ler livros, mas nunca há tempo. Ali a rua é mais convidativa, mesmo que chova e não haja guarda-chuva, e tudo pareça mais perto do que realmente é.

04 outubro 2010

Como um verdadeiro nativo

A Oktoberfest acaba hoje. Normalmente teria terminado domingo (ontem), mas este ano decidiram continuar mais um dia devido ao 200° aniversário. Um dia extra de trânsito infernal, transportes públicos congestionados, bêbados a partir das 9-10 da manhã pela cidade. Um dia extra de garrafas partidas pela via pública, ruas cortadas, passeios cheios de gente que quase não se tem em pé. Para o ano há mais.

30 setembro 2010

Coisas que me irritam

Pessoas supostamente inteligentes a comparar o incomparável. Assim como maçãs e pêras, ou batatas e cebolas. Ou mais como maçãs e carros, ou batatas e camisolas.

29 setembro 2010

post de gaija ;)

Saí de casa a sentir-me gorda. Isto é raro, eu não sou gorda sou bem proporcionada ;), e costumo sentir-me apenas "normal" ou muito bem". Fantástica, em alguns dias. Mas há uns dias senti-me gorda (foi só um dia, calma). Pus um vestido (ao mesmo tempo que pensava "hmm está um bocadinho justo demais) e botas, que está um bocadinho frio, mais um casaco para usar de manhã e ao fim do dia, e nem pensei mais nisso de estar a sentir fosse o que fosse, que o dia é comprido mas há muito que fazer e pouco tempo para pensar noutras coisas. E no fim do dia, já cansada, a fazer compras com a pequenita pela mão, recebo uns elogios de desconhecidos (de ambos os sexos, genial!). Não é que instantaneamente me tivesse sentido magra, mas esqueci logo o assunto de vez. Estou muito bem, obrigada

27 setembro 2010

Fim

Eu gostava mais do bloglines. Mas acabou-se. Agora vou pelo google reader até encontrar algo melhor.

21 setembro 2010

Mitos urbanos

Eu pensava que era mais rápido ir para o trabalho de mota. E, normalmente, suponho que seja, aí uns 5 minutos mais rápido, e umas 1000 vezes mais divertido que as alternativas. O problema é que estamos em plena Oktoberfest. Quinze dias de trânsito infernal. Não há opção: transportes públicos estão lotados, as estradas congestionadas, e ainda corro o risco, se usar a mota, de levar com algum bêbado ou um automobilista menos atento. Bolas. Ainda agora começou e já estou a contar os dias até que acabe.

(Por outro lado, o pessoal a passar em traje tradicional -  tanto lederhosen e dirndl como os trajes de outros países como a Escócia ;) - tem a sua graça. E aqueles grupos que criam a própria t-shirt com piadas? O máximo.)

11 setembro 2010

Em jeans, sapatilhas e t-shirt 1☺

Na floresta fizeram um parque de escalada. Não é que seja bem escalada aquilo que se faz, é mais andar com um arnês e cordas de segurança a saltar de árvore em árvore. De corda em corda. Agarrada pelas mãos, pelos pés, pelo que calha. A olhar cá para baixo a partir do cimo de uma árvore, a 17 metros de altura. A olhar para o chão, lá tão longe, enquanto se tenta agarrar aquele tubo que nos vai impedir de ficar pendurados pelo arnês, com ar de parvos, enquanto lá em baixo a vigilante observa com ar de "eu bem disse que isso não era para principiantes". Agarrada a um triângulo de metal e a deslizar por uma corda por uma distância interminável, a pensar "carago, que eu peso mais do que as minhas mãos e braços aguentam!". A passar pelo meio de pneus (ah, tão giro), por pontes tipo Indiana Jones, por outras que são constituídas por uma sequência de baloiços. Pondo um pé no meio de uma corda, bem agarrada dos lados, tudo a abanar, e a pensar na Helena o tempo todo ("aimeudeus"). Quase que dizia "no que é que me fui meter", e "como é que eu vou sair daqui", mas lá me safei sem grandes safanões no meu orgulho. ;-) E os skates entre as árvores?? Fantástico! :-) E descer da árvore como se não houvesse cordas nem nada, só a saltar de ramo em ramo, foi tão giro. A cereja no cimo do bolo foi o miúdo ter sido o herói do dia, ao ajudar a mãe e a dar dicas à senhora que ia à frente dele, que ia mesmo aflitinha... Um rapagão. :)
(E sim, estou com as mãos vermelhas, tenho uns cortezitos, uma perna deve ter acertado em qualquer coisa dura porque tenho um inchaço, doem-me os músculos das costas e dos braços, e os pés e as mãos. Mas estou contente como se tivesse 5 anos, e isso é fantástico.)

10 setembro 2010

Mais um primeiro dia.

A miúda voltou para a "escola" esta semana. Creche, não escola. No primeiro dia levou um comboio, e mal chegou agarrou-se logo às outras meninas e meninos para mostrar o brinquedo (que já tinha desde o Natal, mas com as férias passou a ser "novo"). Nem me mandou um beijinho à distância para dizer adeus (mas já tinha dado um antes de entrar na sala, que eu já sei como ela é quando aquela porta se abre). Lágrimas, choro, agarrar-se a uma coisa qualquer e não largar, não são cenas para ela. Mas tem dias em que tenho que ficar um bocadinho mais para a despedida. A minha bonequinha adora a escola. E eu fico muito contente por ela gostar de lá estar.

07 setembro 2010

E o burro é...

Para o que me havia de dar. Prometer um burro de peluche à miúda. Porquê, mas porquê?
Depois de procurar em diversas lojas (e nada), lá fui à Meca dos brinquedos em Munique, a loja de Karlsplatz da Obletter. É fantástica, têm tudo e mais alguma coisa, incluindo burros de peluche (ainda fiquei lá um bocado, fascinada com os fantoches de todos os tamanhos, e até um conde de contar tamanho gigante). Burros que não parecem burros, o burro do Shrek que não é nada fofinho e por isso não pode servir de almofada, burros com focinho de vaca, burros que parecem machos, burros com ar de cavalos cinzentos... Enfim. Lá encontrei um burro com ar de burro para a miúda, e fui à minha vida, não antes de perguntar se se pode trocar no caso de a miúda "já ter", que é um eufemismo para "não gostar".
O burro é um animal muito ignorado, deixem que vos diga, está aqui uma oportunidade de alguém o adoptar como mascote e vender rios de burros numa manobra genial de marketing que deveria ter ocorrido aquando do famoso "e o burro sou eu?". Mas pronto, eu acho que ainda dá. Para além de que há uns tempos corri as lojas todas duma terreola onde até alugavam burros para dar uma voltinha*, tudo porque achei que um amigo meu, que é um casmurro de primeira, devia receber um burro teimoso de presente, a ver se percebia a piada, mas nada, não encontrei nenhum burro. Havia tartarugas, girafas, hipopótamos, elefantes, tudo e mais alguma coisa, mas burros, só vivos, num pasto ali à beira. Um desperdício, que belo souvenir que dava, junto com um daqueles moinhos que se vendem em todo o lado... (por falar em moinhos, para quando um gerador eólico em tamanho pequeno, para levar para casa?)

*(isto pode soar um bocadinho esquisito, mas eu já tive um burro na família - o animal, não um familiar dotado de pouca inteligência - e sim, às vezes íamos dar uma voltinha no burro. Poucas vezes, que não se pode abusar dos animais, principalmente quando eles são assalariados, daqueles que recebem em géneros - fardos de palha, no caso, e só da boa que a palha seca o burro deixava-a para o dono)

03 setembro 2010

(em processo de limpezas)

É nas férias que uma pessoa finalmente se apercebe de que não precisa mesmo de nada. Ou de muito pouca coisa. Se podemos empacotar o necessário e mais algumas coisas numa mala, e não sentimos grande falta de tudo o que ficou para trás, é porque não precisamos disso.
Uns amigos foram para a Austrália por 6 meses. Deixaram quase tudo. Cada membro da família levou uma mochila. Está bem que não era uma mochila pequenina, mas... se o necessário para 6 meses cabe numa mochila, precisaremos mesmo de tanta tralha?

Silly

Isto agora é sapatos, roupa, revistas de moda ao quilo. Já sei tudo o que está in, já percebi que há coisas que nem que estivessem em saldo com 90% de desconto eu compraria (por ainda serem demasiado caras), que há um mundo que até agora estava por descobrir, por falta de interesse. Provavelmente o que me faltou até agora foi amigas com quem ir às compras frequentemente, que me dessem conselhos sobre maquilhagem e quais as carteiras que combinam com os vestidos. E que me pintassem as unhas, que a minha tentativa anual sai sempre frustrada, já que metade do verniz vai parar ao dedo, e o resultado é eu limpar aquilo tudo e ficar com manchas...
As saias de couro são giríssimas, mas não faço ideia com o que é que se usam sem ficar com ar de quem vai desatar à pancada com quem se atravessar no meu caminho. Os casacos de pele (falsa) são giros, e estupidamente caros, e pergunto-me se aguentarão com uma carga de água em cima. As saias à anos 50 podem ser muito bonitas e ficar muito bem e tal, mas nada me fará vestir como a minha avó. A roupa inspirada nos anos 70 só me faz lembrar as fotos de quando os meus pais eram novos e tudo era castanho (a roupa, as fotos, tudo). Não sei como é que se pode usar uma saia xadrez sem parecer uma miúda do liceu, e os calções de lã com meias compridas e botas são giríssimos, sim, mas eu lembro-me de já ter usado isso há milhões de anos atrás, o que provavelmente quer dizer que é para esquecer. Já vi dezenas de vestidos lindíssimos que nunca teria oportunidade de usar - e isto recorda-me aquele site que aluga roupa de griffe - e carteiras giras e feias que valeriam mais (antes de sair da loja) do que qualquer coisa que alguma vez metesse lá dentro. Não faço ideia como se combinam padrões, e tenho horror a andar de manga comprida mesmo no Inverno. Preciso de um casaco quente, mas "camel" só me faz lembrar camelos e isso não é nada bom. Ainda para mais, tigres e leopardos na cidade chamam mais atenção do que eu estou disposta a receber.
Mais um dia e acaba-se o estado vegetativo e a parvalheira temporária e posso voltar a dedicar-me àquilo que realmente me faz palpitar. Em jeans, sapatilhas e t-shirt.

31 agosto 2010

O velhote

Todos os dias, ele está lá. O velhote do cabelo grisalho e do fato-de-banho-cueca azul. Todos os dias ensina miúdos a nadar. A princípio pensei que fossem os netos, depois fiquei na dúvida. Umas vezes eram uns miúdos, outras vezes outras. Só o velhote era sempre o mesmo. Ele nem deve ser assim tão velho, velhos são os trapos, e eu começo a perder a noção do que é ser realmente velho. Deve ser velhice. A minha.
Um dia apercebi-me de uma mulher que dizia aos filhos para irem ter com o velhote, e eles irem, e o velhote ensinar os miúdos. Primeiro tentou explicar-lhes dentro de água. Depois, trouxe-os para o areal. Gesticulava muito, falava sem parar, e os miúdos, de vez em quando, respondiam-lhe noutra língua. Foi aí que me convenci que o velhote devia ser o professor de natação oficioso ali da praia, e até pensei em mandar-lhe os meus miúdos. Eles também poderiam responder-lhe numa das línguas que sabem, e o velhote continuaria a tentar fazer-lhes entender, na dele, como é que se faz. Mas não. Mais uns dias, que eu às vezes demoro a perceber bem as coisas, e reparei que sim, eram vários miúdos, mas eram sempre os mesmos. E até eram parecidos. Portanto aquilo deve ser tudo família, e andam uns para um lado, outros para outro, uns para uns países, outros para outros, e encontram-se todos ali na praia, para apanhar sol e pôr a conversa em dia, mesmo que em línguas diferentes. Um bocadinho como a minha família.

27 agosto 2010

One in a million

Às vezes tenho a clara sensação de que o universo está a tentar dizer-me qualquer coisa. Sendo o "qualquer coisa" algo como "eu sei que às vezes te esqueces, vá-se lá saber porquê, mas eu estou do teu lado. toma lá esta abébia que é para te lembrares". A sério. É fantástico. E às vezes di-lo tão alto que até custa a ouvir, e demora umas horas a processar.
(Imaginem que tinham visto o sorteio do totoloto. E até tinham jogado. E passado umas quatro ou cinco horas vão ver se algum número confere. Aí reparam que afinal todos os números que jogaram, saíram. E ficam a pensar puxa, eu nem me lembrava de ter registado este boletim. Que sorte. Assim. Meios apáticos. E continuam apáticos até ao dia de receber o prémio. À espera que o acontecimento registe nas vossas cabecinhas. E depois... bem, depois não sei. Ainda não cheguei lá.)

26 agosto 2010

Não gosto da Vogue francesa. Apareceu-me dentro de casa, folheei-a, e decidi que é igual à alemã, não é para mim. Mas depois dei-lhe utilidade. Descobri que é muito boa para matar moscas. Moscas não, que aquilo era um bicho parecido com uma mosca, mas com uma parte traseira mais comprida, e voava devagar e parecia mesmo que se me apanhasse me arrancava um bocado à dentada. Dei-lhe com a Vogue, e depois limpei a parede com um bocadinho de papel higiénico com uma gota de água.

22 agosto 2010

Guerra

Está calor (finalmente, o sol, o suor, o mar, os gelados :D). O único revés é a abundância de mosquitos. Estou toda mordida e cada vez que ponho o pé fora de casa sou picada. Outras vezes é mesmo dentro de casa e tudo. Se os apanho, faço-os em picadinho.

21 agosto 2010

No ir

A pizza estragou tudo. Tudo não. Só o plano de sair de casa a seguir à pizza. Que deixou de fazer sentido por a pizza ter chegado pelo menos uma hora atrasada. E eu nem tinha fome quando mandei vir a pizza, mas entretanto fiquei esganadinha, e atirei-me aos amendoins, e mais dois iogurtes, que era o que havia mais à mão. E quando a pizza finalmente chegou só comi duas fatias, mas fiquei com dor de barriga. Pelo que nem saí, nem dormi, nem estou lá muito bem disposta. Raios. E a pizzaria fica a uns 500 metros de casa. Sacanas. A estragar o início das férias de uma pessoa.*


*na... nada pode estragar o início das férias, a não ser o fim das mesmas. Mas para o fim ainda falta bastante. :D

19 agosto 2010

Uns saem de casa na mota. Outros vestem o fato e vão para o trabalho de monociclo.
(Se não estivesse mais preocupada em olhar para o semáforo e não me deixar cair a mim nem à mota, era uma foto fantástica. O homem de fato no monociclo, não eu na mota.)

18 agosto 2010

O álcool não resolve nada. O chocolate também não.

Tenho saudades, muitas, do calor. Há quase cinco semanas que mal vejo o sol, e as temperaturas andam pelos vinte graus. Está toda a gente de férias, eu devia estar também. Nada que não se resolva daqui a uns dias.
O céu, cinzento, mais o saber que depois de 15 de Agosto é sempre a piorar, é desolador. Faz-me falta a bola amarela lá em cima. Comprei uma mota e só ainda andei 2000km nela. Hoje estive vai não vai para me equipar e dar uma volta (até ao trabalho, pois, mas também conta como passeio), e desisti. Fico assim, sem sol, sem grande vontade para fazer seja o que for. Ainda para mais não tenho nada que me apeteça ler - ficou um vazio enorme depois da triologia da Lisbeth Salander - já vou com uns 5 livros a meio, quer dizer, com meia dúzia de páginas lidas, e nada de me entusiasmar. Algo me diz que vai ser um ano muito comprido, até ao próximo verão. Um dia destes viro sueca e começo a tirar umas semanas de férias aqui e ali, no meio do inverno, para ir para a Tailândia ou um sítio assim, onde haja sol e calor.

12 agosto 2010

Por baixo da roupa

Ia escrever um post sobre as coisas que não preciso (todas, nenhumas, provavelmente), mas depois olhei-me ao espelho. Hoje é dia de saia branca justa. E por isso experimentei, finalmente, umas cuecas novas. "As" cuecas novas, melhor dizendo. Aquelas que me custaram 3 vezes o preço das minhas favoritas, porque teoricamente não "marcam". O problema deve estar na definição de "marcar". Pois, não têm costuras. Mas continuam a ser cuecas, feitas de tecido com uma certa espessura, que ainda que seja milimétrica não é inexistente. Portanto, apesar de relativamente céptica, eu até acreditei que não se vissem as cuecas por debaixo da roupa. Ingenuidade da minha parte, claro, vi agora ao espelho, claro que se vê que tenho cuecas, que a saia é bem justa. E agora, aquilo que realmente interessa, mas o que é que importa seja a quem for que se veja que uso cuecas por baixo da saia (ou das calças)? Porquê esta obcessão por fingir que não se tem ali nada? E daqui para as praias do Algarve (pelo menos): mas porque é que este ano as mulheres andam a meter o fato de banho por dentro do rabo??? (é que é mesmo...) Desde quando é que passou a ser tão importante ter um cu bronzeado? (E porquê, mas porquê, e para quê? O que é que me anda a escapar?) E, caso o seja, porque é que não compram mas é umas tangas e pronto? (Eu sei que não me devia incomodar, que um rabo feio ou bonito me devia ser indiferente, mas nunca tinha visto tanto rabo ao léu na vida, e a maior parte preferia não ter visto. )

26 julho 2010

"O" médico

O único médico que eu gosto por cá é o de clínical geral. (Isto é quase mentira, o médico de senhoras (AHAHAH, piadinha, é o nome que se dá ao ginecologista por aqui) também é simpático.) É o único que parece um médico à portuguesa, mas dos antigos, digamos assim. Não perde tempo com tretas, nem me despacha como se eu tivesse lepra (i.e., sem me dar tempo de perguntar tudo o que me apetecer), e ainda me receita uns xaropes quando tenho uma constipação, em vez de me despachar com um "isso passa daqui a uma semana" e pronto. Tem uma sala de espera com velhotes, em vez de ser só gente nova - sinal de que é um médico paciente (lol) - e fez um ar verdadeiramente preocupado daquela vez que a minha constipação durou duas semanas em vez de uma, e quando fui lá pedir-lhe um papel para me mandar a outro especialista. Apareço sempre sem ter hora marcada, que só lá vou em caso de emergência e as emergências não se planeiam, e nunca tenho de esperar muito tempo. O meu médico de clínica geral é um querido e não vai de férias durante um mês como outros. (Também no Natal lá faz a sua semanita de férias, mas eu não me importo que por essa altura não costumo precisar dele - sim, sou uma interesseira ;).) As poucas vezes que o vejo, costuma olhar-me através dos óculos e fazer cara de "hmmm vamos lá ver o que é que é isso", como se o que eu tenho fosse realmente grave/importante (mesmo que seja uma coisa menor, como uma constipação), e, com ar de quem vai resolver o problema - mesmo que eventualmente seja necessário mais do que uma simples consulta e medicação. Agora que penso nisto, acho que o mais parecido com este médico que já encontrei foi o meu pediatra - e esse de certeza que já se reformou há anos...

22 julho 2010

Devagar, devagarinho...

Falar das coisas, mesmo daquelas que nunca falava, nunca falaria, com ninguém, pode mudar a vida sem que se esteja à espera disso. E de uma maneira que nunca teria esperado. E um dia percebe-se, finalmente, aquilo que se fez, as razões que então se tomaram, e que afinal eram tão ínfimas quando comparado com as razões que se deveriam ter invocado mas que na altura se tinham ignorado porque afinal doíam demais para serem reconhecidas. E depois percebe-se que tudo o que veio depois, directa ou indirectamente, foi por causa de uma decisão (uma sucessão de pequenas decisões), e que a compreensão de tudo o que esteve por trás disso nos muda.
A essência é a mesma, será sempre, muito provavelmente. O que me faz correr também. Para onde quero correr é que não.

19 julho 2010

E porque o blogue serve é mesmo para mandar bitaites...

isto das bolas de berlim sem creme é uma treta. ainda se fosse creme sem bola de berlim... (é que por cá bolas de berlim não faltam, já creme de ovo, ainda não descobri.)

quase que me pus a discutir com a vendedora das bolas de berlim sem creme (mas depois pensei que estava de férias e não me ia chatear). tudo porque ela diz que não vende bolas com creme por causa da ASAE. não é verdade. pode vendê-las desde que estejam acondicionadas de maneira própria, suponho que com uma daquelas malas que mantêm o frio, como as que usam para vender gelados também na praia. tanto assim é, que no ano passado, já depois das polémicas da ASAE, encontrei uma praia onde vendiam as tais bolas com creme, sem medo nenhum. é como tudo. é mais fácil culpar os outros...

23 junho 2010

Assim também eu...

publicidade por email:

"EUA vs Argélia. Aposte 20 € que Argentina vence e ganhe 38 €. Se perder é reembolsado!"

20 junho 2010

Like

Às vezes gostava que o blogue fosse como o facebook. Com controlo de privacidade post a post, para quando me apetecesse escrever um post só para a meia dúzia de pessoas, mas sem que elas soubessem que esse escrito seria semi-privado e não público.

12 junho 2010

Ao vivo... no picadeiro.


Fui ver os Greenday, pela primeira vez. Foi genial, fantástico, surpreendente. Duas horas e meia de foguetes, luzes, écrans, e milhares de pessoas aos pulos, ao moche, e aos berros. Com os rapazes a tocar aos saltos, em corrida, deitados (ah! os preguiçosos), o vocalista a chamar meia dúzia de fans ao palco (um de cada vez), deixar alguns cantar, a dar beijos na boca às miúdas (nos lábios, vá), a tirar fotos ao pessoal que veio ao palco com a máquina dos próprios, a incentivar o stage diving. :D E ainda cantou os parabéns ao "what's your name".
Tocaram várias canções do último álbum (21st century breakdown), e depois fizeram um incursão por coisas mais velhas, para os "old school fans". Quando começaram a tocar coisas do dookie (adoro esse álbum) apercebi-me do quão velha sou - esse álbum é fantástico, mas é para aí de 93, estava eu quase a ir para a faculdade. E tocaram o minority, e o american idiot, e uma data de bocados de músicas que não são deles, desde música clássica a rolling stones e beatles, e o king for a day e uma música que eu não conhecia. Fizeram dois encores, sem que houvesse muitos gritos de "zugabe!" (nunca vi tal coisa, em Portugal um fan tem que se esfalfar muito mais a gritar "só mais uma" antes que a banda regresse...), e no último tocaram uma música que eu nunca antes tinha ouvido - tell me when it's time to say I love you, só encontrei no youtube ao vivo - e, inevitavelmente, o time of your life.
Nunca tinha visto um "atirador de papel higiénico", mas confesso que aquelas serpentinas gigantes tiveram graça. E a pistola que atirava t-shirts bem longe também é um gadget engraçado. Com o calor que estava, tenho a certeza que quem estava mais à frente também gostou de ser borrifado com água da mangueira e/ou da pistola de água. :D O miúdo que foi ao palco para brincar um bocado com a pistola de água também pareceu achar piada à coisa.


A parte mais chata foi ir a pé até ao U-bahn e, muito provavelmente, ter andado muito mais do que seria necessário para lá chegar. Uma hora a andar a passo acelerado e hoje fiquei a conhecer todos os músculos que se usam para a andar...

09 junho 2010

:)

Se fosse uma mulher prevenida, andava com uma roupa de emergência. Para o dia em que deixasse cair um bocado do almoço em cima, em vez de passar uma vergonha trocar de roupa, et voilá. ;) Mas não sou, pelo menos não tanto, e a verdade é que já não me sujava a comer desde para aí os meus 5 anos. Ou menos. Por outro lado... quantas vezes é que uma pessoa tem a oportunidade de ir às compras "de emergência", porque tem compromissos inadiáveis e não pode simplesmente aparecer como uma miúda de dois anos que se perdeu da mãe... ;) Com a ajuda preciosa da mais fantástica empregada de loja que já encontrei em Munique, acabei com uma saia branca giríssima (travada, já não via disso há anos, bem, se excluir a que a minha maninha me encontrou há uns dias...) e um top colorido para combinar com o fantástico dia de sol. Paguei, pedi para me tirarem as etiquetas (lá expliquei à menina da caixa que me tinha sujado com o almoço, e ela, muito solidária, contou-me que há uns tempos tinha despejado uma bebida em cima da roupa), fui ao provador trocar de roupa, e ao sair da loja todas as empregadas ficaram a olhar para mim e a tecer comentários sobre como a roupa me fica bem... (mas do género: "fica fantástico, uau!", e com sorrisos e tudo). Ou elas são muito boas a vender roupa ou não estou habituadas a ver os produtos nas clientes. ;)
À conta da minha roupa nova lá pude ir aos meus compromissos com bom ar, e um sorriso, e no fim ainda fui dar um passeio antes de ir para casa. É preciso aproveitar estes dias de verão, que nunca se sabe quanto tempo isto vai durar.

03 junho 2010

up the wall

Às vezes parece que o Universo está a querer dizer-me qualquer coisa. Agora é que devia começar a fazer escalada. Nunca experimentei, e nem achava a ideia grande coisa, mas ultimamente descobri um monte de gente que faz escalada e me anda a tentar convencer a juntar-me ao clube. Isto faz-me lembrar aquela vez em que estava a conversar sobre pára-quedismo com um rapaz e fiquei toda excitada com a ideia, e uns meses mais tarde ele convidou-me para saltar de um avião e eu, apesar de já não achar aquilo muito boa ideia, não consegui dizer que não. E estive vai não vai para desistir até ao último segundo, e depois da experiência (fantástica) só queria ir outra vez, e até já me estava a ver a fazer um curso e saltar de aviões todos os fins de semana. O que só não aconteceu porque não calhou, mas pode acontecer a qualquer momento. Houvesse mais dias de sol...
Sim, escalada... Se calhar as montanhas a sul servem para mais do que esquiar (caminhadas não é comigo).

31 maio 2010

Mais uma vez...

É o máximo quando o universo conspira para me facilitar a vida. Às vezes esqueço-me disso.
(Estou tão contente. Como se me tivesse saído a sorte grande e nem tivesse jogado.)

30 maio 2010

Maratona

Há uns dias passei pelo SET (sony entertainment television) e estava a dar um episódio antigo do sexo e a cidade. E, por causa disso, peguei na minha caixa e comecei a ver (rever) os episódios todos, um por um, um a seguir ao outro, só com intervalos para comer e ir à casa de banho. E dormir... Bem, só ainda vou no fim da segunda série, mas já deu para perceber uma coisa: o Mr. Big não tem nada de giro. Mas é grande, digamos que tem ombros largos, deve dar uns abraços fantásticos, e tem um sorriso de derreter corações. E quando está com o coração partido ouve Sinatra, em vez de chorar. Sinatra. :)

O tempo passa, as pessoas mudam, as opiniões modificam-se. Ainda assim, há coisas que ficam sempre na mesma. Continuo a derreter-me com um sorriso, daqueles em que até os olhos se riem.

29 maio 2010

O sexo... ;)

Andava cheia de vontade de ir ver o sexo e a cidade, mas não fui na quarta (era a estreia) e na quinta li a crítica ao filme no Guardian e fiquei desanimada. Por um lado, pensei, que crédito posso dar a um homem que vai ver este filme e só diz mal... se fosse uma mulher, era capaz de acreditar mais depressa que o filme é uma banhada... Por outro... bem... o homem tinha ido ver o filme, estava mais informado que eu.
Acabei por ir hoje (voltei há bocadinho ;)) e tenho a dizer que gostei, muito. Gostei das piadas, das roupas, das conversas de gaja. E achei graça a ver o cinema como nunca o tinha visto: deviam estar ali 10 mulheres para cada homem, ou mais... Sem dizer mais, gaijas que me lêem, se gostaram da série ou do filme anterior, vão ver, que vale a pena. E levem as amigas.

26 maio 2010

Já é um começo...

Queria arrumar a minha vida mas só consegui arrumar uma secretária. E nem mexi nas gavetas.

É desta que perco os (poucos) leitores que (ainda) cá vêm vinham

"Leio" a Vogue alemã no cabeleireiro, quando lá vou. Na verdade só olho para as fotografias. Chocam-me os preços das coisas que lá vêm, quando diz o preço, faz-me sentir um alien. A parte que mais gosto são os anúncios. (A última que vi tinha lá um de duas páginas de uma marca de roupa que infelizmente me esqueci e incluia a foto de um vestido lindíssimo que fiquei de ir ver à net - que eu combino coisas destas comigo mesma. Infelizmente esqueci-me do nome da marca, pelo que a publicidade não foi assim tão eficiente.)

2 em 1

Transformei um quase cinto (duas tiras de pele entrançadas com umas bolinhas azuis nas pontas) que vinha numa saia num quase colar para usar com a dita. Perfeito. Onde é que eu ia arranjar um colar que desse tão bem com a saia? :P E aquele azul das bolinhas que é quase igual ao do top. Fantástico.

Para começar o dia...

Levei o miúdo à escola, como sempre. Deixei-o no sítio do costume, no acesso próximo, e preparava-me para arrancar quando uma data de miúdos começam a correr para a estrada, na direcção contrária à da escola. O meu primeiro pensamento foi o amoklauf que tinha sido anunciado há uns tempos no tampo de uma mesa da escola, com data e tudo, que não se tinha chegado a concretizar. (Na altura pensei que era brincadeira, alguém que não queria ter aulas nesse dia, como quando eu era miúda e alguém telefonava para a escola a avisar que havia uma bomba, provavelmente para não ter que fazer algum teste.) Já me estava a preparar para pegar no meu rapaz e levá-lo dali para fora rapidamente, quando me apercebi do que realmente se estava a passar. Um grupo de adolescentes mafarricos, cada um com uma pistola de água daquelas gigantes (tipo supersoaker) estavam a atirar a quem chegava. Uma partida portanto. E os miúdos tinham-se organizado, até tinham t-shirts para o evento e tudo. Ainda estou para ver o sentido de humor dos alemães para esta brincadeira. Eu achei graça...

20 maio 2010

A aventura da carta de mota III
O exame

No dia do exame tive que conduzir a mota até à DGV mais próxima (acho eu que era a DGV, mas se calhar tem outro nome...) que ainda fica a uns quilómetros. Mais um passeio na estrada nacional, desta vez mais longe que eu já tinha ido, e, pela primeira vez, com chuva a cair. Alguma vez tinha que acontecer. Por cima do meu equipamento normal lá pus um impermeável gigantesco, mais para não ficar com frio pois as minhas roupas de motard são à prova de água. No caminho aconteceu-me logo o primeiro susto: ao virar para uma ponte, em que a visibilidade era reduzida por haver muitas árvores, aparece-me um carro em direcção contrária mas que vinha em metade da minha faixa... a sorte é que eu vinha bastante enconstada à direita, senão tinha-me acertado e eu nem teria tempo de reagir. O maluco do condutor tinha o corpo do lado do passageiro, pareceu-me que estaria a tirar uma sandes do porta-luvas ou algo semelhante...
Quando chegámos à cidade lá fui dar o passeio da praxe, ruas residenciais, ruas movimentadas, cruzamentos, rotundas, subidas, descidas. E os malfadados oitos. No início do passeio em ruas planas ou pouco inclinadas, no fim numa subida acentuada. Foi um desastre. À primeira tentativa caí. À segunda - que eu não desisto facilmente, quando estava a terminar a curva aproximei-me demais do passeio, acelerei com a intençao de não cair, e quando dei por ela tinha subido o passeio, fui contra um muro, parti a mota e caí no chão. Não me aleijei, mas fiquei com a confiança bastante abalada. A mota ficou sem o pisca de um lado e um dos apoios dos pés também partiu, quase nem dava para meter as mudanças. Tive que levar a mota a uma oficina por que da maneira que estava nem sequer poderia fazer o exame. Acabei por não almoçar decentemente, e fiquei sentada no passeio enquanto me arranjavam a mota, a deitar contas à vida e a pensar como é que isto podia ser, que miséria, a única coisa que eu não consigo fazer e que me vai fazer chumbar no exame. E ia dizendo para os meus botões que a única hipótese que tinha de me safar seria se, por algum milagre, o examinador me mandasse fazer os oitos numa rua sem inclinação...
Sentada naquele passeio com um olhar miserável, a atrair olhares de pena de quem passava e pessoas a perguntar se tinha caído da mota (sim caí, mas não me aleijei), lá me acalmei, e convenci-me que não era o fim do mundo e que se não passasse desta teria que treinar mais, pois mais tarde ou mais cedo havia de ser capaz de fazer os oitos na perfeição, fosse onde fosse.
Quando a mota já estava pronta lá fui para o local do exame, comi uma tosta à pressa (belo almoço!) e fui à chamada. Todos os candidatos que estavam à espera tinham como equipamento... um capacete. Ainda mandaram umas bocas por eu estar completamente equipada, mas eu ri-me e disse que se caísse ao menos não me ia magoar (e pensei, com as vezes que eu já caí da mota, se não fossem as protecções já tinha partido alguma coisa e desistido disto para todo o sempre).
O meu exame ia ser o segundo, e por isso pude ir ter ao ponto de encontro, que era fora da cidade, na mota, nas calmas. Foi um passeio bom, deu para andar um bocado mais depressa que o costume (70-80km/h é uma velocidade genial ;)), e enquanto rodava naquela estrada pensava que aquilo era o motivo pelo qual eu queria tirar a carta de mota. Acalmei, deixei de me preocupar com o resultado do exame, e decidi desfrutar o passeio, tanto aquele como o de regresso, quando o examinador estivesse atrás de mim a julgar todos os meus movimentos em cima da burra. (ah, ouvi esta na oficina e achei tanta graça...)

Quando o examinador chegou ao ponto de encontro com o outro rapaz em cima da mota (vinha todo contente, sabia que só podia ter passado), o homem olha para mim, com calças, casaco, botas, luvas e capacete, e olha para o rapaz, e diz-lhe, eu admiro um candidato que vem para o exame assim vestido. (Ganhei logo ali uns pontos, pareceu-me.) E depois começa a contar alguns dos seus próprios acidentes de mota, sem equipamento, com muita tolice à mistura, e a sorte de lhes ter sobrevivido, embora às vezes com marcas para a vida, e eu ali a pensar no que é que me fui meter, ainda me espeto contra qualquer coisa e me arrependo desta ideia louca para o resto da minha vida...
O exame começou com umas perguntinhas sobre a mota - como é que se faz o pisca, como é que se ligam os máximos, o que indicam as luzes e os instrumentos no painel da mota. Foi a parte fácil. Depois lá me sentei, liguei a mota, e conduzi de volta à cidade (fantástica, esta parte) a uns 80km/h para o homem não morrer de tédio e com cuidado para não ir demasiado encostada à esquerda e com muita atenção ao tráfego. Em chegando à cidade mandou-me virar à esquerda, à direita, entrar em diversas rotundas e sair das várias maneiras possíveis, tive que parar nas passadeiras e safar-me de umas confusões de trânsito normais para quem está habituado a conduzir um automóvel. Depois de muito passeio em cidade, o examinador lá me manda para uma zona residencial, uma rua larga, mas inclinada e diz-me "agora faça aí os oitos". E eu só pensei pronto, é agora que me lixo, não tenho hipótese, será que vale a pena sequer tentar... Estava mesmo nervosa, mas lá me decidi a tentar, consegui fazer uns oitos, o homem ficou satisfeito e mandou-me continuar e eu nem conseguia acreditar que tinha conseguido, estava toda a tremer... mas a mota essa, ia segura. :) Suponho que já ter tido feito umas viragens à esquerda e à direita mais apertadas em subidas antes dos oitos tenha ajudado a o examinador não me ter mandado fazer oitos num sítio mais difícil. A verdade é que eu consigo dominar a mota a baixas velocidades e situações mais complicadas, mas os oitos em subida dão cabo de mim, é trauma de ter caído tantas vezes.
Depois disto ainda dei mais uns passeios, muitas curvas à esquerda, à direita, subidas, descidas, e depois regressámos ao parque da DGV. O examinador desejou-me felicidades, eu interpretei isso como um "passou" e considerei-o uma prenda de anos. O instrutor de condução também deve ter ficado todo contente, já que assim não tem que me dar mais aulas e não lhe volto a partir a mota. :D

Mais uma vez, acho que tive uma sorte do catano, e depois do que me aconteceu só sei que vou ter muito cuidadinho. Tive que trazer a mota de volta à escola de condução, mais uns quilómetros em estrada nacional e debaixo de chuva, e apreciei tanto o passeio, mais uma vez, que só decidi não comprar uma mota nova muito cara. É que se voltar a cair não quero ficar muito triste por causa da mota... Por agora o plano é esperar pela carta definitiva, arranjar uma motinha para principiantes e praticar muito, de preferência com a companhia de motards com muita experiência.

A aventura da carta de mota II
As aulas práticas

É preciso ter em conta que, há pouco mais de um mês, eu nem sequer sabia onde é que era o acelarador e pensava que a manete da esquerda também era para travar (é a embraiagem). E não fazia ideia que há um botão para ligar, um para paragens de emergência, e que é preciso desfazer os piscas. A minha primeira aula foi aprender a arrancar a mota. Fantástico, consegui andar uns metros, deixei a mota ir abaixo uma vez, e deixei-a cair uma vez (subida em curva). Achei aquilo o máximo. Mais umas aulitas e já pude dar uns passeios fora da cidade, assustar-me com os cães (tanto cão à solta nas aldeias, e cães pastores enormes a tomar conta das ovelhas...), tentar não passar por cima da bosta de vaca para não escorregar... Andei em sítios e estradas onde nunca antes tinha estado, vi paisagens lindíssimas, e parecia-me que 40 km/h era mesmo rápido...
Depois vieram os 8s. Para quem não sabe, o exame de condução consiste num passeio :) em cidade, fora da cidade, e em fazer oitos com a mota numa rua à escolha do examinador. É proibido pôr o pé no chão e cair... Suponho que a ideia seja perceber se o candidato tem capacidade para se desenrascar em situações mais complicadas como curvas apertadas, porque de resto, não estou a ver-me nunca a vida a escolher uma rua menos movimentada para me por para ali a desenhar oitos com a mota... Quero a mota para passear, não para fazer gincanas.
Depois de algum treino lá aprendi a fazer os sacanas dos oitos numa rua de uma zona residencial. O problema veio quando me disseram para os fazer numa rua inclinada... É que a primeira vez que tentei caí, assustei-me, e a partir daí bloqueei e raramente conseguia.

A aventura da carta de mota I

Há coisas giras nesta vida. Uma delas é andar de mota. Sentir o vento, desfrutar a paisagem, estar só na estrada, e ir cantarolando o que vier à cabeça. (E prestar atenção aos cães, que se se enfiam no meio das rodas é tombo certo, e aos buracos na estrada, e aos obstáculos, e aos objectos não identificados e potencialmente escorregadios.) Fazer isto durante umas horas numa estrada nacional deserta tem quase o mesmo efeito que olhar para o mar sentada na areia quando a praia está deserta - com a diferença que depois posso ficar um bocado dorida de estar sempre na mesma posição.

Sempre quis ter carta de mota. Quando era miúda não me deixaram, e agora lá me decidi a deixar de adiar. E tinha que ser depressinha, que já não há tempo a perder. Em quinze dias preparei-me para o exame teórico, e fui tendo umas aulas práticas. Fiz os testes todos que havia na escola, fiz os testes todos do site do IMT, e quando vi o exame à minha frente mal podia acreditar que, das 10 perguntas, não tinha a certeza da resposta a 4 (que nunca tinha visto antes). Durante os 10 minutos do exame vi e revi as respostas, mudei uma no último minuto, e nos 20 minutos seguintes que estive à espera do resultado perguntei-me um milhão de vezes onde é que teria ido parar a minha sorte, como é que podia ser, eu não passar. Isto não podia ser, eu safo-me sempre, que é que eu iria fazer agora. Peguei no livro (sim, também tinha lido o livro todo), confirmei uma das perguntas (das 3 que tinha dúvidas), procurei e não encontrei a resposta às outras, amaldiçoei quem fez o livro e os testes, e quando recebi o resultado do exame... perguntei-me como é que eu tinha duvidado da minha sorte. Tinha acertado todas.

18 maio 2010

Aquela coisa do dia perfeito*

Na verdade, não preciso de muito para que um dia seja perfeito. Todos os meus dias têm partes perfeitas, era questão de juntar as partes durante um dia inteiro. Tipo acordar com sol, ir às compras com as minhas irmãs, almoçar com um amigo, ir ao cinema com o miúdo, jantar e ir para os copos com a minha melhor amiga. Ou então, um dia de verão (os dias de verão são todos quase perfeitos ou perfeitos), daqueles em que passo o dia na praia a fazer bodyboard, a ler e a dormir, almoço qualquer coisa leve naquele sítio onde têm uma cama de rede à disposição, e ao jantar vou a um daqueles restaurantes que servem delícias como ameijoas e atum fresco com tomate e ainda têm sobremesas deliciosas como leite-creme. Ou então ir ao karaoke com as minhas manas, companheiras da maior parte das coisas mais divertidas que fiz (e faço) na vida.

E, hoje em dia, um dia perfeito pode ser um dia em que nem esteja assim tanto sol e nem esteja assim tanto calor, e eu vá dar um passeio de mota (sim, já tenho a carta, foi uma aventura).

Um dia perfeito pode ser um sábado ou um domingo (com pequenos-almoços preguiçosos a dar para o brunch, sempre, que eu crio hábitos quando gosto muito das coisas), e também pode ser durante a semana, de férias (quando todos os dias são igualmente importantes e têm quase o mesmo significado) ou de trabalho (eu gosto do trabalho por razões semelhantes a ter gostado da escola).

(por causa disto. e disto)

17 maio 2010

Experimente o pão de ló em miniatura. Pode levar à confiança que são uma maravilha, eu até guardei ali uma caixa para levar para casa. Ah menina, e experimente esse sumo, que é novo, e vai ver que não se arrepende. Leve, que se não gostar é só trazê-lo cá que eu devolvo-lhe o dinheiro do meu bolso. Olhe que só estou a dizer isso porque sei que é mesmo bom, a menina vai gostar.

Só por isto, vale a pena ir ao Porto.

06 maio 2010

Há coisas fantásticas

Há uns tempos atrás (parece ter sido há séculos) alguém me convenceu que quando tivesse a minha menina, nunca mais ia voltar a ter o corpo que tinha. O que até pode ser verdade. Se calhar isto foi dito com a melhor das intenções - um "resigna-te, nunca mais vais andar com a barriga à mostra ou as pernas ao léu" - e a verdade é que, por uns tempos, resultou. Tive a minha menina, mudei o guarda-roupa, convenci-me que não ficava bem com a roupa que antes usava. E continuei a falar com pessoas que me explicaram que, depois de ter filhos, não só estava "fora do mercado" como nem valia a pena imaginar que algum dia algum homem se pudesse interessar por uma mulher... digamos, usada. Eu até achei o comentário estranho (mas em que mundo é que esta gente vive?), a desistência da parte de quem o disse, resignação, impotência, sei lá, mas ainda assim, contestei. Que não é nada assim, lá porque temos filhos não morremos, não deixamos de ser giras, não deixamos de ser pessoas, não deixamos de ser fantásticas. Pelo menos pela parte que me toca. Que depois de ter o primeiro ainda continuei a ser abordada por estranhos na rua, por menos estranhos no trabalho, que continuei a ouvir os assobios ou os comentários de alguns homens quando passava na rua. Mas pronto, se calhar esta gente tem razão, depois do segundo filho, é o fim.
Se alguém algum dia vos disser isto, gajas que me lêem, não acreditem. A vida só acaba para quem se recusa a vivê-la. As pessoas só deixam de ser atraentes se se fecharem em si mesmas. E não é por ter tido meia dúzia de filhos que já não se pode usar uma mini-saia ou um top mais decotado. Ser mãe não implica deixar de ser sexy. Não implica ter apenas os miúdos na cabeça (e nos braços) o tempo todo. Sim, eles ocupam-nos o tempo e os pensamentos, e a nossa vida funciona à volta deles, nem poderia ser de outra maneira. Mas não deixamos de ser, primeiro que tudo, seres humanos. Quem pensam, riem, sentem, exactamente como antes de terem umas criaturinhas para tomar conta, educar, amar.

(Demorou a voltar a sentir-me como antes. Fantástica. Mas agora é assim que me sinto. E isso reflecte-se nas outras pessoas.)

30 abril 2010

vrrrrrummmm

Já andava a adiar tirar a carta de mota há demasiados anos. Mais do que os que tinha quando pedi aos meus pais que me comprassem uma e eles disseram "mas estás maluca! nem penses!". Parece-me que ponderei tempo suficiente. Anunciei à família o que ia fazer, e mais uma vez perguntaram-me se estou maluca. Bem, não mais que há uma data de anos atrás.
E lá fui. As aulas de código foram fantásticas, a começar pelo dia em que o instrutor me perguntou como é que era a regra da prioridade nas rotundas quando eu tirei a carta, há um milhão de anos atrás, e logo um rapazote se sai com um "é pá, eu tinha acabado de nascer nessa altura". O que, sendo verdade, chateia. Pronto, sou oficialmente um dinossauro. Mas eu ao menos já tenho a carta, e as motas que aquele atrevidote quer poder conduzir eu já posso, sem ter que passar nenhum exame. Toma lá.
O exame teórico foi um bocado chato. Assim tipo de eu ficar na dúvida em 4 perguntas (em 10, e só se pode errar uma), sair de lá uma pilha de nervos e a perguntar-me o que é que aconteceu à minha sorte, como é que pode ser, mas eu safo-me sempre!, não estou preparada para não passar, e no fim do filme, descobrir que tinha acertado tudo. (Como é que eu pude duvidar da minha sorte fenomenal, mil perdões.)
As aulas práticas, o andar de mota propriamente dito, é fenomenal. Depois de ultrapassadas as primeiras dificuldades - não é que as manetes não são as duas travões?! e aquela cena de trocar as mudanças com o pé e ter o neutro entre a primeira e a segunda não está com nada! - andar de mota é absolutamente fantástico. E nem é preciso ir muito depressa para se ter uma sensação de liberdade (sim! liberdade), desfrutar da paisagem (sem deixar de olhar para a estrada, que eu tenho medo de escorregar em areia ou outra coisa qualquer e não tenciono cair e aleijar-me) e simplesmente sentir o vento no corpo (não é na cara, que o capacete vai fechado, até para evitar que entrem mosquitos :D).
Difícil, difícil, é fazer os oitos. O exame tem uma parte em que tenho que descrever oitos na estrada, verificar se vem alguém e não por o pé no chão... A dificuldade está em -ironia das ironias -ter que se fazer isto muito devagar, porque o espaço para o fazer é curto. Com uma mota pequena (125cc, 100kg) não tenho problemas, com uma mota a sério - a que vou usar no exame - a coisa já pia mais fino.É que eu não sou assim muito grande, e a mota pesa 200Kg. Se virar o guiador um bocadinho demais o centro de gravidade desloca-se para um sítio onde já não tenho forma de o contrariar - e a mota cai-me em cima. Pois. E caiu, já, duas vezes. Uma das quais foi direitinha em cima do meu pé, que ficou preso debaixo do depósito de combustível, e sem que me fosse possível sair daquela situação sem ajuda. Felizmente estava equipada - fato, capacete, botas, luvas - e em vez de partir o pé, não senti nada. :D Fiquei intacta, só o meu orgulho é que ficou um bocadinho ferido, mas já passou. Eu hei-de conseguir lembrar-me de não virar tanto a mota. E nessa altura vai ser só passeios. :D

21 abril 2010

Puxa

Já ando a escrever blogues há 6 anos. Dei agora por ela. Desde 19 de Abril de 2004. Embora ultimamente escreva cada vez menos - acho que a escrita me sai de forma inversamente proporcional às complicações da minha vida - continuo a achar isto dos blogues fantástico. E em retrospectiva, acho imensa graça a poder rever como me senti em alguma altura. Não é que escreva como se isto fosse um diário, que não o é. Mas tenho coisas nos arquivos que ainda hoje me fazem rir. E outras, crípticas, que já não consigo decifrar. Tenho a impressão que um dia destes volto ao ritmo antigo. E daí talvez não, que quando a minha vida voltar a acelerar posso não ter tempo para parar e escrever sobre o que me passa pela cabeça.

16 abril 2010

Perspectivas

Não perdi o voo de ligação, apesar da porta já ter fechado e o avião estar prestes a sair. Infelizmente não se pode dizer o mesmo da bagagem. Eu cheguei, as malas não.

Por causa da confusão na porta, o funcionário ficou com os meus bilhetes, que substituiu por outros. A chatice é que os bilhetes tinham lá coladas as etiquetas da bagagem. Nunca as tinha perdido antes. Tinha logo que acontecer quando as malas não apanharam o mesmo avião que eu...

Apesar de tudo, a funcionária em Munique conseguiu localizar as malas perdidas (todas as 6!) sem que houvesse dúvidas que aquelas eram mesmo as minhas. Atribuíram-me um número para poder ver na internet por onde andavam, e prometeram entregá-las em breve. E cumpriram, menos de 24 horas depois tinha um rapaz simpático à minha porta com as minhas coisas todas. Fantástico.

Eu acho que tive uma sorte desgraçada. Além de tudo, apenas perdi cerca de 30 minutos no aeroporto a reclamar, e despachei-me antes do voo de ligação seguinte chegar (portanto, saldo positivo). E não tive que carregar as malas até casa eheheh. :)

11 abril 2010

Sabes que estás em Portugal...

...quando, no dia a seguir ao jogo (um qualquer, não interessa qual é sempre a mesma coisa desde que se fale de futebol), o único assunto que se discute é o jogo. Há quanto tempo não ouvia disto.
Ou então eu é que tenho amigos estrangeiros muito esquisitos que não ligam a bolas redondas e gajos em calções.

21 março 2010

Sabemos que a loja é mesmo boa quando...

Ora anda uma pessoa sossegadinha às compras, a pensar nas camisolas que precisa e calças que já não servem e coisas assim, lá escolhe umas coisitas para experimentar, e quando chega ao provador, vê o casaco perfeito pousado em cima de uma mesa, daquelas onde o pessoal deixa a roupa que não quer, para que alguém depois arrume no lugar. O casaco era feito do material certo, tinha o tamanho (que não estava fácil de encontrar) certo, a cor perfeita para combinar com quase tudo o que já se encontrava no roupeiro em casa... E quando a pessoa resolve experimentar o casaco, leva as mãos ao bolso e encontra um maço de tabaco e um isqueiro. E rapidamente volta a pôr o casaco onde estava, que pelos vistos os casacos perfeitos já têm dono. ;)

14 março 2010

vrrummm...

Fui comprar o equipamento para a mota. (A tal que ainda não tenho.) Eu quero andar de mota mas parece que toda a gente tem acidentes, pelo que de repente tomei consciência de que não se pode andar com roupa normal e um simples capacete num brinquedo destes, porque de vez em quando cai-se. Ou a mota cai em cima de nós. O mínimo obrigatório (capacete) não chega. Casaco, calças, protectores, luvas, botas. Se um dia cair, quero poder levantar-me logo a seguir.
A loja era o máximo. Todos os vendedores são motoqueiros. Alguns há 20 anos, outros menos. Todos já tiveram acidentes, e continuaram a andar de mota, pelo que alguma coisa andam a fazer bem ;). Os melhores conselhos vieram das gajas :D, porque afinal os problemas que eu tenho são os mesmos que elas têm. E comprei umas botas com sola mais grossa, para ficar mais alta, que às vezes pode fazer a diferença entre ficar de pé ou deixar-me cair. É que as motas são umas maquinas pesadotas. Na loja tinham a mota que eu tenciono comprar, pelo que deu para experimentar o equipamento em cima dela. Para ver se os protectores ficam no sítio certo (nem todas as calças são feitas para pernas com o comprimento das minhas ;)) e se o casaco não aperta demais nos braços. Foi fixe. E saí de lá cheia de pressa para tirar a carta (já falta pouco) e dar umas voltas por aí.

Melhores histórias? O rapaz que foi andar de mota para o Alasca por 3 semanas. 2/3 do tempo debaixo de chuva, e ainda assim veio todo contente. O rapaz que teve um acidente e deu cabo da mota, mas saiu ileso. A mulher que anda de mota há 20 anos e teve alguns acidentes, e ainda está aí para as curvas. A miúda que ficou toda excitada com o fato que eu comprei (sim, é tão fixe) e que foi logo buscar as luvas que ficam melhor (sim, com os protectores nos sítios certos) e que ela também vai comprar. ;) Ah, e eu, que já tinha ido a várias lojas só para ver, fiquei mesmo impressionada com a quantidade de mulheres que ali andavam às compras - capacetes, calças, botas. E ao mesmo tempo, percebo, nas outras lojas não havia quase nada para senhoras...

(não tenciono cair. não tenciono andar a velocidades malucas. só dar uns passeios. ainda assim, acredito que mais vale prevenir que remediar...)

06 março 2010

Isto anda assim... ;)
Não vou por aí!

Cântico negro

José Régio


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

24 fevereiro 2010

Lavoisier

Ando com pouca paciência para este blogue.Para o que costumo (costumava) escrever por aqui. Hei-de voltar a escrever como (sobre o que) escrevia. Por enquanto vou apenas coleccionando coisas giras por aqui. Diz que também é um blogue.

17 fevereiro 2010

Há livros tao bons, tão bons...

...que toda a gente tenta oferecer ao meu miúdo. Como o diário de um banana. Vi o livro em Portugal em Novembro, e trouxe-lho (os, são dois). Ele leu, eu li, e ambos aprovámos. Há lá nada melhor que o diário de um adolescente atormentado pelo irmão mais velho. Os livros são tão bons que no natal recebeu-os outra vez, duas vezes, duas vezes tive que ir trocar os mesmos livros que eu já tinha comprado. Great minds think alike. Ou então a minha família tem poucas ideias. ;)

14 fevereiro 2010

Música a rodos

Já ouviram falar no youtube music discovery? Está aqui. Basicamente, uma pessoa escolhe uma música ou um grupo e aquilo cria uma playlist baseada nessa música ou grupo. Dá um jeitão, por exemplo quando queremos ouvir a música X mas não estamos com tempo ou inspiração para escolher a seguinte. Aconselho vivamente.

31 janeiro 2010

Morrer Lentamente

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!”
Pablo Neruda

(entretanto já vi outras traduções, um pouco diferentes. não tem importância. a mensagem é a mesma)

30 janeiro 2010

smoke in the eyes

E um dia o acaso empurra-nos para uma sala com um gira-discos a tocar, bebidas e aperitivos e uns gajos a contar histórias engraçadas umas atrás das outras, e rimos até nos doer a cara de tanto rir, e nem importa o fumo dos cubanos nem o frio que vem da janela. E quando acaba ficamos a pensar que se calhar devíamos ter continuado com a galhofa por mais um bocado.

21 janeiro 2010

vrrrrrrrrumm

Não hei-de morrer sem tirar a carta de mota. Das grandes, a sério. (Parece que agora posso conduzir motas até 125cc, só soube depois de decidir tirar a carta, de modos que para o fazer, lá terei que me aventurar com as grandalhonas.)

Antes que chegue a crise de meia idade. Para não virem cá depois dizer - ah e tal, tu estás é com uma crise de meia idade. Nha nha nha nha nha.

(sempre quis conduzir uma mota. sempre cravei boleias aos amigos que tinham mota. e sempre tive - e tenho - medo de ter um acidente de mota. vou ter cuidado. para já é só mesmo a carta.)

13 janeiro 2010

O que eu queria

era um livro que me fizesse rir.
Quando era miúda, ria-me enquanto lia na biblioteca vazia, para além da bibliotecária, que olhava para mim com cara de má. Mas ria-me na mesma.
Mais tarde ria-me na rua, com um livro na mão enquanto ia aqui ou ali.
Em Munique, ria-me no comboio no caminho para o trabalho, apesar dos olhares reprovadores de outros passageiros. E nas salas de espera dos médicos, de livro na mão, enquanto aguardava a minha vez.
Já não leio um livro que me faça rir há algum tempo. Vou ter que gamar o novo do Menino Nicolau que dei ao meu filho. (Há lá nada melhor que o menino Nicolau. E daquela vez que o Nicolau e os amigos foram jogar futebol contra uma equipa de meninos de outra escola e perderam, e os pais ficaram tão chateados com a falta de habilidade dos miúdos que depois jogaram uns contra os outros? Tão fixe...)

12 janeiro 2010

O que eu queria mesmo estar a fazer era...

Fazer tricot (%&"*@#%* eu??? chiça, nem morta). Pseudo-roupa para as bonecas da miúda.
Tocar guitarra/aprender a tocar guitarra. Não necessariamente por esta ordem.
Ler. Bem confortável, de livro na mão, a cabeça na vida de outra gente que não existe.
Sentar-me no sofá ao sol. Ou deitar-me numa espreguiçadeira ao sol - no quentinho.
Sentar-me em frente a uma lareira, durante horas, com um pauzinho na mão para ir queimando aos poucos. Brincar com o fogo.

07 janeiro 2010

Balanço ;)

2009 foi um ano do caraças.
Em 2009 aprendi (re-aprendi) que a vida não se planeia, acontece.
Em 2009 tive que reavaliar os meus amigos. Reclassificar os muito amigos, menos amigos, pouco mais que conhecidos, pessoas com quem vivi e aprendi muito, mas com quem já não tenho nada em comum para além de memórias e um carinho especial. Aprendi que as pessoas mudam, e não mudam à mesma velocidade nem na mesma direcção, nem pelos mesmos motivos. E porventura nem se apercebem de que mudaram.
Em 2009 passei a ver as coisas com olhos novos. E nasceu em mim uma necessidade de "voltar às raízes". Nao de me mudar, mas de conhecer e reconhecer os sítios e as pessoas que significam muito para mim.
Em 2009 aprendi coisas sobre mim que ainda não me tinha apercebido. Coisas boas. E lembrei-me que vale a pena parar para pensar.
Em 2009 lembrei-me que a vida é para ser vivida, e não adiada.
2009 foi um grande ano. Não foram só rosas, que teria sido o costume, mas foi aquilo que eu precisava que fosse. Um daqueles anos em que há coisas fantásticas, mas ao mesmo tempo se dá com a cabeça na parede e percebemos que isso dói.

Um grande 2010 para todos.