Fartinha de usar sapatos rasos no trabalho, e analisando a frio o problema de usar saltos na rua - principalmente a dificuldade de andar em certos passeios e conduzir - decidi escolher algo diferente. Inspirada por um senhor* - na verdadeira acepção da palavra - recusei-me a escolher: agora tenho sapatos rasos no carro para conduzir e andar na rua, e uso os sapatos de salto no trabalho. O conforto e a alturidade necessária nesta terra de gente grande.
* ok, ok, este senhor de quem falo não usa sapatos de salto, que eu saiba, mas tem sapatos de conduzir, essa é que é a verdadeira inspiração.
23 outubro 2013
Eu sou uma pessoa que fica feliz com pouco
Salada de frutos exóticos no menu do almoço. Cortada à minha frente. Fruta vinda especialmente do fornecedor que tem fruta madura absolutamente maravilhosa - para quem mora aqui, encontrar fruta amadurecida naturalmente, em vez de colhida verde e amadurecida num frigorífico sabe-se lá onde, é um verdadeiro achado, e no caso de frutas como papaia, manga, melão e melancia, quase impossível.
Já ganhei o dia.
Já ganhei o dia.
22 outubro 2013
E agora para algo completamente diferente
A propósito dos cortes e tal, podíamos ter uma assembleia com um deputado de cada partido apenas. Quando fosse para votar alguma coisa, pesavam-se os votos de cada um consoante a percentagem de votos que tinha tido nas eleições. Teríamos o menor parlamento do mundo, e no fundo, ia dar ao mesmo. E deixava-se de falar em "disciplina de voto". Gastava-se menos em garrafinhas de água também.
19 outubro 2013
Ao virar da esquina
Ao passear pelas ruas de Barcelona, dei com um palácio com as portas abertas. Entrei, porque havia uma exposição que dizia que era grátis - eu não tinha muito tempo, não ia pagar para me entreter por meia hora - e acabei por ir ver outra. (O link é da exposição que efectivmente fui ver.) Por engano, por acidente, por acaso do destino, por uma sorte desgraçada. Afinal, em vez de ir espreitar a exposição de moda de Barcelona (não sei pormenores, estava fechada naquele dia), entrei pela porta de uma exposição de uma ilustradora catalã. Alegria, meus amigos, o que eu gosto de ilustrações e de desenhos, o que eu gostei daquelas histórias em três línguas - catalão, espanhol e inglês - o que eu me ri com a bruxa que encontrou uma moeda de ouro e decidiu casar-se, o que me emocionei, e me ri, com a história do nascimento das três gémeas, que divertida a história da girafa e seus amigos que decidiram tornar-se músicos e cantores. Que imaginação fantástica que levou uma artista a fazer malas, cozinhas de brincar de todos os tamanhos, pequenos teatros de marionetas, instrumentos musicais, tudo em cartão, um material mais que disponível. Lindo, maravilhoso, inspirado e inspirador, adorei. O que eu gostava de saber desenhar assim. A foto é de páginas de um caderno da autora, Roser Capdevilla. A ver, se estiverem por Barcelona até 27 de Abril do próximo ano.
18 outubro 2013
30º 60º 90º
Imaginam o que é dormir com uma máquina de lavar ao lado, sempre no ciclo de centrifugação? E se a máquina estiver constantemente a trabalhar, dia e noite, sem parar? E se forem várias máquinas ao mesmo tempo?
Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.
Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.
16 outubro 2013
O karma é lixado
Hoje quase que morria engasgada com uma espinha de peixe que se me espetou na garganta. E nem sequer sei que peixe estava a comer. Venderam-mo como pescada mas era mais parecido com truta...
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.
15 outubro 2013
Quem vai ao mar perde o lugar
Quien se fue a Sevilla, perdió su silla.
Qui va à la chasse perd sa place.
Pois se é para perder alguma coisa, que seja por ir ao mar...
12 outubro 2013
Admirável mundo novo
A Marie Claire UK traz de oferta um creme de mãos que vale mais tem um pvp superior ao da revista. Estou tentada a comprar o creme (que é dos meus favoritos) e deitar fora o brinde (a revista).
Eu pensava que eram os portugueses
Os espanhóis são os mestres do "fazer em cima do joelho". Deixar para a última hora. O cúmulo da descontracção.
10 outubro 2013
08 outubro 2013
Descomprimir
Andava a ver o site da asos, numa de "ver montras", e mais uma vez pareceu-me que a maioria das modelos que eles usam são muito, mas mesmo muito, miúdas. Eu gosto muito da maneira como a asos apresenta os seus produtos: fotos que não parecem ter sido muito alteradas por fotoshop, e vídeo de passerele que dá para perceber se a roupa é demasiado curta, demasiado transparente, e como é que assenta... a uma miúda de catorze anos. Aqui é que a porca torce o rabo. Que eu não tenho 20 anos nem vontade de usar roupa roubada do armário de uma hipotética filha adolescente que também não tenho (ainda). Portanto, modelos magras, não tenho problemas, modelos com idade para ser minhas filhas, não pode ser. E aqui fico com a sensação que a asos está a excluir uma fatia muito grande do mercado: há mais gente com 30 anos ou mais do que gente com 30 anos ou menos e que não se importa de se identificar com a imagem de adolescente. Ou pré-adolescente. O que é pena, porque às vezes preciso de roupa nova e não tenho paciência ou tempo para ir às lojas, mas acabo por não conseguir comprar certas peças que me agradam porque estão ali a ser vestidas por uma miudita, que muitas vezes mal se consegue equilibrar em cima dos saltos que a mandaram usar.
Ao indagar se haveria mais alguém com opinião sobre os modelos do site da asos - a internet é realmente uma fonte inesgotável de apontamentos sobre as coisas menos importantes que se possam imaginar - encontrei o awkward asos models. Este tumblr publica imagens de modelos da asos com o ar mais estranho - desde o permanentemente pensativo até ao adolescente com ar de sem-abrigo. Pronto, já é velhote e deixou de publicar, mas mesmo assim tem piada.
Ao indagar se haveria mais alguém com opinião sobre os modelos do site da asos - a internet é realmente uma fonte inesgotável de apontamentos sobre as coisas menos importantes que se possam imaginar - encontrei o awkward asos models. Este tumblr publica imagens de modelos da asos com o ar mais estranho - desde o permanentemente pensativo até ao adolescente com ar de sem-abrigo. Pronto, já é velhote e deixou de publicar, mas mesmo assim tem piada.
01 outubro 2013
Munique em grande velocidade
Para os amigos que vêm à cidade em turismo, tenho uma colecção de sítios onde os levar, consoante a disponibilidade de tempo e a previsão metereológica. E esta lista é só a dos sítios onde se pode ir com um bilhete de metro. Aqui fica, para consulta futura, mas sem fotos que não me apetece andar a vasculhar o meu vasto arquivo.
- Castelo e parque de Nymphenburg (tem partes gratuitas, mas a visita dentro do castelo penso que se paga), é visita para umas horas, dependendo se se fazem as visitas guiadas;
- Zona pedonal: desde Karlsplatz até Marienplatz, passando pelo Viktualienmarkt. Em Marienplatz há diversos cafés/restaurantes com esplanadas, incluindo o Glockenspiel, no edifício em frente à câmara - fica no quarto andar e tem vista para (surpresa!) o Glockenspiel. A câmara (Rathaus) situa-se na Marienplatz, ao meio dia (também às 11h00 e às 17h00, mas estas horas não garanto) dá as horas com uns bonecos lá em cima que dão umas voltas enquanto tocam os sinos do glockenspiel. Ao lado do Viktualienmarkt há uma Victorian House de que eu gosto muito (casa de chá inglesa, têm scones e crumpets com lemon curd);
- Passagem pela Ópera, e na Residenz que é ali ao lado; a Maximillianstrasse nessa zona é um must (é a rua hiper chique de Munique);
- Também vale a pena passear na zona que continua até isartor; a Hofbräuhaus fica por ali - é uma boa alternativa à Oktoberfest e está aberta todo o ano;
- Englischer Garten com passagem na "onda" e na torre chinesa, possível paragem no biergarten;
- Museu BMW (têm visitas guiadas em inglês, mas convém telefonar a marcar porque costumam esgotar);
- outros museus interessantes: as três pinacotecas (eu gosto da moderna), e o deutsches museum. As pinacotecas têm bilhetes mais baratos ao domingo. Há diversos museus de arte e temáticos, óptimos para passar dias chuvosos.
- Para quem gosta de igrejas: as mais famosas são a Frauenkirche (entre Karlsplatz e Marienplatz) e a Theatinerkirche perto de Odeonsplatz. Em Odeonsplatz há também um parque o Hofgarten, e na entrada costuma haver músicos ou outros artistas.
- Para quem já viu o centro todo e também foi ao Museu da BMW, há ainda o Olympiapark, com o estádio olímpico e a Olympiaturm, que oferece vistas panorâmicas lá do alto e ainda um restaurante que roda em volta da torre.
- Castelo e parque de Nymphenburg (tem partes gratuitas, mas a visita dentro do castelo penso que se paga), é visita para umas horas, dependendo se se fazem as visitas guiadas;
- Zona pedonal: desde Karlsplatz até Marienplatz, passando pelo Viktualienmarkt. Em Marienplatz há diversos cafés/restaurantes com esplanadas, incluindo o Glockenspiel, no edifício em frente à câmara - fica no quarto andar e tem vista para (surpresa!) o Glockenspiel. A câmara (Rathaus) situa-se na Marienplatz, ao meio dia (também às 11h00 e às 17h00, mas estas horas não garanto) dá as horas com uns bonecos lá em cima que dão umas voltas enquanto tocam os sinos do glockenspiel. Ao lado do Viktualienmarkt há uma Victorian House de que eu gosto muito (casa de chá inglesa, têm scones e crumpets com lemon curd);
- Passagem pela Ópera, e na Residenz que é ali ao lado; a Maximillianstrasse nessa zona é um must (é a rua hiper chique de Munique);
- Também vale a pena passear na zona que continua até isartor; a Hofbräuhaus fica por ali - é uma boa alternativa à Oktoberfest e está aberta todo o ano;
- Englischer Garten com passagem na "onda" e na torre chinesa, possível paragem no biergarten;
- Museu BMW (têm visitas guiadas em inglês, mas convém telefonar a marcar porque costumam esgotar);
- outros museus interessantes: as três pinacotecas (eu gosto da moderna), e o deutsches museum. As pinacotecas têm bilhetes mais baratos ao domingo. Há diversos museus de arte e temáticos, óptimos para passar dias chuvosos.
- Para quem gosta de igrejas: as mais famosas são a Frauenkirche (entre Karlsplatz e Marienplatz) e a Theatinerkirche perto de Odeonsplatz. Em Odeonsplatz há também um parque o Hofgarten, e na entrada costuma haver músicos ou outros artistas.
- Para quem já viu o centro todo e também foi ao Museu da BMW, há ainda o Olympiapark, com o estádio olímpico e a Olympiaturm, que oferece vistas panorâmicas lá do alto e ainda um restaurante que roda em volta da torre.
30 setembro 2013
O mundo a conspirar
A minha melhor amiga daqui vai-se mudar para longe. A minha amiga do coração, que partilha do meu sentido de humor, inteligente, leal, divertida, vai-se embora. Estou a dramatizar, a distância não é assim tanta, hora e meia de avião mais os tempos mortos (ir para o aeroporto, esperar pelo embarque, rezar para que não esteja overbooked, voar, esperar pela mala, viagem até ao destino final), mas vai-me custar tanto.
A minha amiga que me bate à porta quando precisa de ajuda, a minha amiga que me dá uma mão sem hesitar sempre que lhe peço, a minha amiga que conta histórias mirabolantes e tem ideias geniais, a minha amiga com um bom senso e sentido de justiça bem acima da média, a minha amiga-irmã que fica sempre do meu lado quando as coisas me correm menos bem.
Ela ainda não se foi e já estou cheia de saudades.
A minha amiga que me bate à porta quando precisa de ajuda, a minha amiga que me dá uma mão sem hesitar sempre que lhe peço, a minha amiga que conta histórias mirabolantes e tem ideias geniais, a minha amiga com um bom senso e sentido de justiça bem acima da média, a minha amiga-irmã que fica sempre do meu lado quando as coisas me correm menos bem.
Ela ainda não se foi e já estou cheia de saudades.
28 setembro 2013
A agonia da escolha
Preciso de enviar uma foto para acompanhar um resumo do meu CV. Não tenho nenhuma foto profissional, nem de fato, nem, em poucas palavras, uma que goste. Estou a pensar em mandar uma com o equipamento de motard vestido. Pelo menos deve ser original.
Atirar com o telefone
Alguém dizia que os adolescentes de hoje provavelmente sentem uma enorme frustração por não poderem desligar o telefone na cara de alguém com a violência dos tempos dos telefones à antiga.
Não se pode sentir a falta de algo que nunca se experienciou.
Não se pode sentir a falta de algo que nunca se experienciou.
24 setembro 2013
Défice de atenção
Há uns tempos discutia com um amigo qual a duração ideal de um vídeo publicado na internet. Ele argumentava que seriam alguns minutos (uns 3? já nem me lembro). Na minha opinião, qualquer coisa com mais de 30 segundos tinha de ser verdadeiramente excepcional para captar a atenção. E se calhar, estes 30 segundos já são um exagero, metade devia ser suficiente.
Não sei se isto é apenas verdade para mim, e a minha amostra de pessoas disponíveis parecidas comigo, ou se será válido para a minha faixa etária e a faixa ligeiramente acima da minha (a geração X), famosa por ter um défice de atenção elevado.
No meu caso, tenho uma velocidade de leitura muito rápida, escrevo no computador quase à velocidade do discurso falado, falo também bastante depressa - principalmente na minha língua materna - e não gosto de perder tempo. Sou despachada, evito filas sempre que posso, tento optimizar o tempo de forma a desperdiçar o mínimo possível. Afinal de contas, a vida é curta. E quanto aos vídeos?
Ninguém fala tão depressa quanto eu leio, pelo menos de forma inteligível. Se o vídeo for daqueles de "conversa", se houver possibilidade de ler a transcrição, é isso mesmo que vou fazer. Além da questão do tempo, há a questão da maneira como a minha memória funciona: tenho muito mais facilidade em lembrar-me de informação escrita do que ouvida, principalmente se for informação técnica. Por outro lado, se houver bons gráficos num vídeo (ou quadro, ou apresentação), essa forma de escrita pode ajudar-me a reter a informação.
E os vídeos de lazer? Durante o dia tenho tendência a não ter tempo para eles. Se me enviarem um link muito bom guardo para mais tarde - e às vezes fica para dia de S.Nunca porque o tempo livre que tenho para vídeos é extremamente curto. Tudo o que for vídeo da net e abro tem 5 a 10 segundos para provar que vale a pena. Muitas vezes chego à conclusão que não devia ter perdido tempo com os vídeos que obrigam a aturar uns segundos de publicidade antes de começarem - muitas vezes perco mais tempo a ver a publicidade do que a efectivamente ver o tal vídeo me me mandaram.
Finalmente, a televisão e afins.
Eu não costumo ver filmes. Durante o dia não tenho duas horas livres, e à noite... devo estar cansada. Os filmes duram tanto tempo que eu adormeço a meio. Andei um mês para ver o Mon Oncle, e nunca o consegui ver de uma ponta à outra. Na televisão, então é uma desgraça, vejo um bocado e nunca mais apanho o resto. Sobra o cinema. Para o qual também tenho muito pouco tempo. Gosto muito, mas é um bocado como os livros, só há disponibilidade nas férias. Portanto, é uma hipótese bastante limitada.
Os meus vídeos favoritos, são séries. Em DVD, as séries completas para ver episódios uns atrás dos outros, ou não, consoante a vontade. Ando sempre à procura da próxima caixa que valha a pena. Episódios entre 20 e 45 minutos, idealmente.
Quanto aos vídeos na net, há quem tenha feito contas e diga que os vídeos visualizados na net no ano passado têm em média pouco mais de 5 minutos. (fonte) E que, talvez por causa de pessoas como eu, há cada vez mais serviços de publicação de micro-vídeos. Por mim, óptimo. Já agora, para quando o nextflix sem restrições na Europa inteira? :D
Não sei se isto é apenas verdade para mim, e a minha amostra de pessoas disponíveis parecidas comigo, ou se será válido para a minha faixa etária e a faixa ligeiramente acima da minha (a geração X), famosa por ter um défice de atenção elevado.
No meu caso, tenho uma velocidade de leitura muito rápida, escrevo no computador quase à velocidade do discurso falado, falo também bastante depressa - principalmente na minha língua materna - e não gosto de perder tempo. Sou despachada, evito filas sempre que posso, tento optimizar o tempo de forma a desperdiçar o mínimo possível. Afinal de contas, a vida é curta. E quanto aos vídeos?
Ninguém fala tão depressa quanto eu leio, pelo menos de forma inteligível. Se o vídeo for daqueles de "conversa", se houver possibilidade de ler a transcrição, é isso mesmo que vou fazer. Além da questão do tempo, há a questão da maneira como a minha memória funciona: tenho muito mais facilidade em lembrar-me de informação escrita do que ouvida, principalmente se for informação técnica. Por outro lado, se houver bons gráficos num vídeo (ou quadro, ou apresentação), essa forma de escrita pode ajudar-me a reter a informação.
E os vídeos de lazer? Durante o dia tenho tendência a não ter tempo para eles. Se me enviarem um link muito bom guardo para mais tarde - e às vezes fica para dia de S.Nunca porque o tempo livre que tenho para vídeos é extremamente curto. Tudo o que for vídeo da net e abro tem 5 a 10 segundos para provar que vale a pena. Muitas vezes chego à conclusão que não devia ter perdido tempo com os vídeos que obrigam a aturar uns segundos de publicidade antes de começarem - muitas vezes perco mais tempo a ver a publicidade do que a efectivamente ver o tal vídeo me me mandaram.
Finalmente, a televisão e afins.
Eu não costumo ver filmes. Durante o dia não tenho duas horas livres, e à noite... devo estar cansada. Os filmes duram tanto tempo que eu adormeço a meio. Andei um mês para ver o Mon Oncle, e nunca o consegui ver de uma ponta à outra. Na televisão, então é uma desgraça, vejo um bocado e nunca mais apanho o resto. Sobra o cinema. Para o qual também tenho muito pouco tempo. Gosto muito, mas é um bocado como os livros, só há disponibilidade nas férias. Portanto, é uma hipótese bastante limitada.
Os meus vídeos favoritos, são séries. Em DVD, as séries completas para ver episódios uns atrás dos outros, ou não, consoante a vontade. Ando sempre à procura da próxima caixa que valha a pena. Episódios entre 20 e 45 minutos, idealmente.
Quanto aos vídeos na net, há quem tenha feito contas e diga que os vídeos visualizados na net no ano passado têm em média pouco mais de 5 minutos. (fonte) E que, talvez por causa de pessoas como eu, há cada vez mais serviços de publicação de micro-vídeos. Por mim, óptimo. Já agora, para quando o nextflix sem restrições na Europa inteira? :D
Dos livros
Lia (leu, li), os livros da bibioteca todos. Bem, todos não. Lia (leu, li) todos os livros da secção infantil da biblioteca. Todos os que se podiam levar emprestados (levar para casa), aos cinco de cada vez, e no dia seguinte ia trocar por outros. Todos os que eram apenas para leitura na biblioteca, passara (passou, passei) manhãs infindas a ler um atrás do outro. Quando a biblioteca recebia livros novos era uma alegria, logo que estavam prontos a ser emprestados, para leitura no local ou fora, eram imediatamente devorados.
Lia (leu, li) aí uma metade dos livros da secção juvenil. Nunca leu (li) os livros classificados para gente crescida, ou por temas, embora continuasse a usar a biblioteca para estudar matemática com as amigas.
Depois da biblioteca, os livros passaram a ser companhia de férias. Livros grandes, pequenos, devorados a grande velocidade nas horas contadas do verão e do Natal. E às vezes livros de contos, antes de dormir, um conto por noite porque os livros de contos não se devem ler de uma ponta à outra como se não houvesse amanhã.
Quando vieram os miúdos, regressou (regressei) aos livros infantis. Desta vez a escolher o que se lê pelo conteúdo, pelo autor, pelas ilustrações. A preferir autores portugueses, personagens com nomes de miúdos que lhe (me) poderiam ter feito companhia na escola, realidades com que se (me) identifica (identifico). Livros que são como algodão doce, almofadas de penas, a cama quando se acorda de manhã e é fim de semana e faz sol.
Dos outros livros que lê (leio), pesados, com letras pequenas, que fazem ler para trás e para a frente, de tantas referências que têm, não se contam histórias.
Lia (leu, li) aí uma metade dos livros da secção juvenil. Nunca leu (li) os livros classificados para gente crescida, ou por temas, embora continuasse a usar a biblioteca para estudar matemática com as amigas.
Depois da biblioteca, os livros passaram a ser companhia de férias. Livros grandes, pequenos, devorados a grande velocidade nas horas contadas do verão e do Natal. E às vezes livros de contos, antes de dormir, um conto por noite porque os livros de contos não se devem ler de uma ponta à outra como se não houvesse amanhã.
Quando vieram os miúdos, regressou (regressei) aos livros infantis. Desta vez a escolher o que se lê pelo conteúdo, pelo autor, pelas ilustrações. A preferir autores portugueses, personagens com nomes de miúdos que lhe (me) poderiam ter feito companhia na escola, realidades com que se (me) identifica (identifico). Livros que são como algodão doce, almofadas de penas, a cama quando se acorda de manhã e é fim de semana e faz sol.
Dos outros livros que lê (leio), pesados, com letras pequenas, que fazem ler para trás e para a frente, de tantas referências que têm, não se contam histórias.
20 setembro 2013
Das companhias low cost
Não sei como é que vou conseguir meter roupa para mais de uma semana dentro de uma única mala. Bagagem de mão. Com a dificuldade acrescida de que tem que ser roupa de trabalho. A cereja no cimo do bolo: vou precisar de roupa para o frio e para o calor. O pior de tudo vai ser escolher os sapatos.
Problemas de primeiro mundo, né.
Problemas de primeiro mundo, né.
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