15 setembro 2008
Chegou, de um dia para o outro, o Inverno. Abruptamente, sem dar tempo a que uma pessoa se habituasse a dias menos quentes, chegam o frio, com alguma chuva a acompanhar. Felizmente já cá estou há duas semanas, e desde o primeiro dia que venho a antecipar um cenário destes. Por incrível que (me) pareça, fiquei com pena dos bávaros que vieram hoje ou ontem de férias. Há lá maior balde de água fria (literalmente) que apanhar um tempo destes logo a seguir a umas férias num destino paradisíaco (todos onde haja sol e calor)?
09 setembro 2008
one
O meu brinquedo novo é muito fixe. Vem com Linux, é muito fácil de usar, arranca em super velocidade, comparando com o computador de secretária (o "a sério"), liga-se à net bem mais depressa, e tem tudo o que me faz falta para andar, literalmente, em cima do joelho.
Já não usava Linux há uns 8 anos. Nem sequer me lembrava como se editavam ficheiros, nada de nada. Ainda assim, isto não custa nada. Mudar a configuracao do teclado (para alemão) foi a coisa mais difícil que fiz até agora, mas com a ajuda da internet, a partir desta pequena maravilha, foi um instante. O melhor de tudo, em relacao aos computadores que se compram nesta terra, foi que pude escolher a linguagem do sistema operativo. Fantástico. Por menos 50 euros do que custaria o mesmo bichinho com o windows (em alemão, sem escolha possível)que mais tarde ou mais cedo trataria de por o sistema a arrastar-se como se fora um caracolito.
Os últimos dois dias passei-os em fóruns sobre Linux, a ver quais eram as opiniões sobre o aspire one, enquanto ele não vinha. Já percebi que há imensas pessoas a usar esta coisinha linda e que se podem fazer imensas coisas que não vêm pré-instaladas. De repente, o disco de 120GB parece-me enorme. Isto é giro, tem bom aspecto, e não tem a marca do Bill - sempre que penso em windows vêm-me à memória dois computadores que precisam de uma limpeza geral que vai ser penosa e extremamente demorada.
Eu já disse que estou contente? Next step, emprestar o netbook ao puto. A ver como ele se dá com o bicho.
*ainda me falta instalar o corrector de português, para ter as cedilhas. mas isso é brincadeira de crianca.
Já não usava Linux há uns 8 anos. Nem sequer me lembrava como se editavam ficheiros, nada de nada. Ainda assim, isto não custa nada. Mudar a configuracao do teclado (para alemão) foi a coisa mais difícil que fiz até agora, mas com a ajuda da internet, a partir desta pequena maravilha, foi um instante. O melhor de tudo, em relacao aos computadores que se compram nesta terra, foi que pude escolher a linguagem do sistema operativo. Fantástico. Por menos 50 euros do que custaria o mesmo bichinho com o windows (em alemão, sem escolha possível)que mais tarde ou mais cedo trataria de por o sistema a arrastar-se como se fora um caracolito.
Os últimos dois dias passei-os em fóruns sobre Linux, a ver quais eram as opiniões sobre o aspire one, enquanto ele não vinha. Já percebi que há imensas pessoas a usar esta coisinha linda e que se podem fazer imensas coisas que não vêm pré-instaladas. De repente, o disco de 120GB parece-me enorme. Isto é giro, tem bom aspecto, e não tem a marca do Bill - sempre que penso em windows vêm-me à memória dois computadores que precisam de uma limpeza geral que vai ser penosa e extremamente demorada.
Eu já disse que estou contente? Next step, emprestar o netbook ao puto. A ver como ele se dá com o bicho.
*ainda me falta instalar o corrector de português, para ter as cedilhas. mas isso é brincadeira de crianca.
Assalto à moda alemã*
Há uns dias ouvi uma história, em segunda mão, de um assalto a um banco que se verificou há umas semanas no Sul da Alemanha. Um indivíduo de uma terra pequena decidiu assaltar um banco de outra terreola vizinha. Mas não pensem que este indivíduo era um meliante qualquer. Em primeiro lugar, utilizou uma máscara para cobrir a cara. Até aqui, parecerá ao leitor que este assaltante não se distingue dos outros, mas a verdade é que a história deste assalto é muito diferente das que normalmente ouvimos nos (tele)jornais. Pois o meliante chega ao banco a meio do dia, e está uma velhinha a ser atendida. E o que é que ele faz? Começa aos gritos, brandindo a arma e ordenando a entrega de todo o dinheiro que por ali houver? Não. Este bandido é bem educado. Espera pacientemente a sua vez, e só quando o empregado acaba de atender a velhinha é que se aproxima do balcão, e pede que por favor lhe entreguem o dinheiro que por ali houver. Entretanto, um dos empregados pergunta a outro se já carregou no botão, o qual responde afirmativamente. Ao mesmo tempo, no piso superior um funcionário alertava o informático que tirasse umas fotos com as câmaras de vídeo. O informático estava ocupado “a fazer umas coisas”, pelo que repondeu que já ia (calma, calma), mas quando lhe explicaram que estava a decorrer um assalto, executou imediatamente a tarefa de tirar as fotos. Entretanto o assaltante apressa-se a guardar o dinheirinho, e põe-se a andar dali para fora. E qual o meio de fuga utilizado? Ali não havia metro nem comboio nem transporte público, pelo que o meliante escolheu usar ...uma bicicleta. A polícia ainda demorou algum tempo, e como ao chegar já não havia rasto do ladrão (devia ser um ciclista profissional), enviaram um helicóptero, que também não consegui encontrar o homem. Posteriormente veio-se a saber que ele teria um carro escondido a uns kilómetros de distância, perto da floresta (é o que não falta por aí, é floresta para um gajo esconder um carro), que usou para continuar a fuga.
Ora um ladrão desta envergadura, educado e amigo do ambiente, para onde é que vai depois de um assalto a um banco? Para as Bahamas? Para a República Domicana? Para as Maldivas? Não. Um gajo destes só podia ir... para casa da mamã.
No dia seguinte, a mãe vê a notícia do roubo num jornal local. Apesar da cara tapada, ela reconhece o filho pelas roupas que ele usava. O que é que esta mãe faz: avisa o filho, ou ele se entrega à justiça ou ela terá que o denunciar. E assim acaba a história, com o assaltante de bancos a entregar-se na esquadra mais próxima por ordem de sua mãe.
* título largamente exagerado, até porque é o único assalto de que ouvi falar em pormenor, mas dado a minha exposição exagerada a noticiários portugueses nos últimos meses, perfeitamente aceitável
Ora um ladrão desta envergadura, educado e amigo do ambiente, para onde é que vai depois de um assalto a um banco? Para as Bahamas? Para a República Domicana? Para as Maldivas? Não. Um gajo destes só podia ir... para casa da mamã.
No dia seguinte, a mãe vê a notícia do roubo num jornal local. Apesar da cara tapada, ela reconhece o filho pelas roupas que ele usava. O que é que esta mãe faz: avisa o filho, ou ele se entrega à justiça ou ela terá que o denunciar. E assim acaba a história, com o assaltante de bancos a entregar-se na esquadra mais próxima por ordem de sua mãe.
* título largamente exagerado, até porque é o único assalto de que ouvi falar em pormenor, mas dado a minha exposição exagerada a noticiários portugueses nos últimos meses, perfeitamente aceitável
08 setembro 2008
Quando é que isto irá acabar (faltam 4 meses)
Desde Janeiro que estou convencida que o ano é 2009. Já perguntei mais vezes "em que ano estamos" desde essa altura do que na vida inteira antes disso. Já deitei coisas fora por pensar ter terminado a validade. Felizmente, já falta pouco.
07 setembro 2008
notebook
Qual será a maior aventura, comprar um brinquedo com Linux instalado, ou um brinquedo que venha com Linux em alemão? A resposta é fácil. Como optar entre a primeira e a segunda dá demasiado trabalho, a aventura vai ser total. Fico na esperança de poder limpar tudo e instalar de novo em inglês (que em português também não me entendo, que quando eu comecei a brincar com computadores tanto o software como o sistema operativo eram em inglês - sim, no meu tempo...)
Que divertido que vai ser. E pensar que ainda há dias não me quis dar ao trabalho de mudar o template do blogue à mão...
(também podia ir para a versão do tio Bill. preocupar-me com o espaço em disco e o anti-vírus, as actualizações constantes e redução da performance ao longo do tempo de vida do aparelho. mas qual era a graça de saber exactamente onde está tudo, e saber que para pôr um periférico a funcionar basta ligá-lo? para essas coisas tenho o desktop, que bem precisa de uma limpeza completa, da forma que se tem vindo a arrastar.)
Que divertido que vai ser. E pensar que ainda há dias não me quis dar ao trabalho de mudar o template do blogue à mão...
(também podia ir para a versão do tio Bill. preocupar-me com o espaço em disco e o anti-vírus, as actualizações constantes e redução da performance ao longo do tempo de vida do aparelho. mas qual era a graça de saber exactamente onde está tudo, e saber que para pôr um periférico a funcionar basta ligá-lo? para essas coisas tenho o desktop, que bem precisa de uma limpeza completa, da forma que se tem vindo a arrastar.)
06 setembro 2008
Pergunta para 100 pontos
Pode-se usar uma placa USB de acesso à internet móvel num computador com LINUX?
(estava a pensar nesta pseudo banda larga)
Ando a sonhar com uma coisinha linda de meter no bolso e surfar a net, que em vez de usar o sistema operativo que não quero nem ver*, vem com LINUX, que já não uso há anos. Suspeito que se me meto nesta ainda vou arranjar trabalhos para os quais não tenho muita paciência...
*windows vista - que vem noutros portáteis
(estava a pensar nesta pseudo banda larga)
Ando a sonhar com uma coisinha linda de meter no bolso e surfar a net, que em vez de usar o sistema operativo que não quero nem ver*, vem com LINUX, que já não uso há anos. Suspeito que se me meto nesta ainda vou arranjar trabalhos para os quais não tenho muita paciência...
*windows vista - que vem noutros portáteis
05 setembro 2008
Frase do dia
"as tripas da minha sogra já estão encomendadas"
não viesse de um portuense, esta frase devia dar cadeia...
não viesse de um portuense, esta frase devia dar cadeia...
04 setembro 2008
Momento baby-blog
Custa-me a acreditar que haja quem se interesse pela minha coisinha mais fofa - a miúda, porque o miúdo é um lingrinhas ossudo que quando toca em alguém faz logo nódoas negras.
Eu que nunca quis saber de bebés (só dos meus), porque choram, dão trabalho, têm ranho no nariz (os meus NUNCA!), metem as mãos em todo o lado e depois ficam nojentos (os meus também metem/meteram a mão em todo o lado e ficam/ficaram nojentos, mas eu limpo-os logo a seguir que não suporto criancinhas que a seguir vão sujar tudo o resto - principalmente se for a minha roupa), enfim, são só desvantagens, e nunca percebi porque é que havia quem os tivesse, quanto mais querer enfiar histórias sobre os rebentos, continuo sem perceber para que é que alguém quer saber da minha menina mai-linda que é incomparavelmente melhor que qualquer outro bebé - excepção feita ao meu menino que também foi um bebé do melhor que há.
Ainda assim, para quem realmente quer saber, eu hoje digo. A minha menina é linda, parece-se com a minha avó paterna, ri-se como se passasse o dia no circo (e passa, que cá em casa temos todos cara de palhaço), senta-se e durante a noite faz duas coisas muito importantes: dorme, e dá a volta à cama. Tanto que, como por estes dias não tem que ir a lado nenhum de manhã (bela vida, como a invejo) às vezes saio sem que ela ainda tenha acordado. Quando chego a casa brinda-me com um grande sorriso e mais gargalhadas, e depois leva mimo e mais mimo. É assim. Adora comer, detesta ver os outros à mesa sem que a ela lhe toque nada, é um miminho, e idolatra o irmão.
Como eu sempre suspeitei, comprar roupa para uma menina é muito mais divertido, a escolha é enorme, e acabo por me exceder e trazer roupa a mais. O que nao é um problema, porque de cada vez que ela se suja, por pouco que seja, troca logo de roupa.
De modos que é isto. Já podem dormir descansados (como ela).
Eu que nunca quis saber de bebés (só dos meus), porque choram, dão trabalho, têm ranho no nariz (os meus NUNCA!), metem as mãos em todo o lado e depois ficam nojentos (os meus também metem/meteram a mão em todo o lado e ficam/ficaram nojentos, mas eu limpo-os logo a seguir que não suporto criancinhas que a seguir vão sujar tudo o resto - principalmente se for a minha roupa), enfim, são só desvantagens, e nunca percebi porque é que havia quem os tivesse, quanto mais querer enfiar histórias sobre os rebentos, continuo sem perceber para que é que alguém quer saber da minha menina mai-linda que é incomparavelmente melhor que qualquer outro bebé - excepção feita ao meu menino que também foi um bebé do melhor que há.
Ainda assim, para quem realmente quer saber, eu hoje digo. A minha menina é linda, parece-se com a minha avó paterna, ri-se como se passasse o dia no circo (e passa, que cá em casa temos todos cara de palhaço), senta-se e durante a noite faz duas coisas muito importantes: dorme, e dá a volta à cama. Tanto que, como por estes dias não tem que ir a lado nenhum de manhã (bela vida, como a invejo) às vezes saio sem que ela ainda tenha acordado. Quando chego a casa brinda-me com um grande sorriso e mais gargalhadas, e depois leva mimo e mais mimo. É assim. Adora comer, detesta ver os outros à mesa sem que a ela lhe toque nada, é um miminho, e idolatra o irmão.
Como eu sempre suspeitei, comprar roupa para uma menina é muito mais divertido, a escolha é enorme, e acabo por me exceder e trazer roupa a mais. O que nao é um problema, porque de cada vez que ela se suja, por pouco que seja, troca logo de roupa.
De modos que é isto. Já podem dormir descansados (como ela).
Na desportiva
Guardo religiosamente desde segunda-feira um saco de desporto no meu local de trabalho. Lá dentro tenho o equipamento completo para fazer ginástica ou praticar o desporto que me apetecer. Religiosamente significa que ainda não lhe toquei. De segunda a quinta tive zero vontade de praticar desporto, para além dos habituais 50 passos até à casa de banho ou os 365 para o restaurante - para, que à volta preferia ser arrastada. Amanhã é que vai ser. Eu hei-de eliminar meia grama (meio grama, eu sei, mas não gosto) de gordura.
03 setembro 2008
É a primeira semana de Setembro e as escolas Bávaras ainda não abriram. Faz calor (vinte e tal graus, sistemas de arrefecimento ligados), e está tudo calmo. De repente lembro-me que gosto de trabalhar em Agosto, quando a cidade está completamente vazia e os escritórios também, mas também me lembro que costuma fazer um tempo horrível - se todos os dias de verão fossem como o de hoje era tão bom - e que mesmo assim adoro passear de carro quando não há trânsito. (nem me falem no ambiente, nem nos preços da gasolina, que em dias como o de hoje nem apetece debater coisas como essas e ir dar ao princípio do utilizador pagador e do frei tomás) Gosto desta calma que se vai acabar em breve, para primeiro dar lugar ao regresso de toda a gente, e depois, à loucura da invasão da cidade para a Oktoberfest. É a calma antes da tempestade.
Enjoei o verde
E se tivesse tempo, fazia o meu próprio template. Como não tenho - ter tenho, mas não quero passá-lo em coisas chatas como essa por enquanto - fica assim. Uma mudança que me custou meia dúzia de cliques.
Et voilá.
Et voilá.
Cum carago
O dia começa com um convite para lembrar, relembrar, debater, esmiuçar, revolver até às entranhas a parte mais triste, chata, dolorosa, incomodativa, ainda e para sempre em ferida da minha vida. E que é que eu faço? Em vez de mandar a pessoa à fava, não, que temos que ser uns para os outros e se todos temos problemas, e às vezes problemas parecidos, o melhor é ajudarmo-nos uns aos outros quando (sempre que) podemos. E pronto, lá pus o meu sorriso 724 (eu tenho muitos) e disse que sim, vamos lá então remexer o lixo, reabrir a cicatriz - ai se desse para cortar um bocado! - e fazer de conta que hoje em dia está tudo bem (será que vai estar algum dia? se eu não contasse viver para sempre estaria mais optimista).
O que vale é que logo a seguir dei uma olhadela nos blogues que andei a perder neste tempo todo (tanto!) que me puseram imediatamente à gargalhada (baixinho, para o vizinho não se queixar). Assim que descobrir como enfiar um rato dentro de um balão vou fazer uma surpresa a alguém :D.
O que vale é que logo a seguir dei uma olhadela nos blogues que andei a perder neste tempo todo (tanto!) que me puseram imediatamente à gargalhada (baixinho, para o vizinho não se queixar). Assim que descobrir como enfiar um rato dentro de um balão vou fazer uma surpresa a alguém :D.
02 setembro 2008
Já não via esquilos há tanto tempo
desde que as super férias começaram. E quando regresso, onde é que os encontro, aqueles animais tão fofinhos, aos magotes? Na estrada. No meio da estrada. Esmagados.
3 - 2- 1 - And we're back!
De volta. E pela primeira vez desde há uns anos, regressei num dia de sol e bom tempo (acima de 20 graus é sempre bom tempo). Ainda não tenho saudades de nada, e para variar, ainda nem pensei em planear as próximas férias (comprar bilhetes de avião antes que fiquem ao dobro do preço, essas coisas).
O espetáculo continua. Regresso à "minha" cadeira, e ao processo de tornar o meu rabo quadrado. Adoro o meu trabalho sedentário.
O espetáculo continua. Regresso à "minha" cadeira, e ao processo de tornar o meu rabo quadrado. Adoro o meu trabalho sedentário.
08 maio 2008
Pausa :)
Não é que não tenha tempo para escrever - apenas não me apetece.
Não é que não tenha do que escrever - assunto não me falta.
Agora está na altura de viver a vida apenas. Mais tarde escreverei sobre ela. Se ainda me lembrar de como tudo é relativo, e de como agora nada tem a mesma importância que tinha há três meses, e como agora sinto as coisas de maneira diferente. Deve ser da falta de stress, de viver a vida com muita calma, muita mais do que costumo ter.
Este blogue entra em licença de maternidade. Volto em Setembro, quando a minha vida voltar ao normal.
(dica para quem não sabe como passar o tempo: usar desenhos para colorir como motivos para pintar t-shirts. é fácil, basta pôr o desenho por baixo da t-shirt e pintar por cima. em menos de meia hora fica pronto. os bebés não se queixam do desenho ou da falta de jeito.)
Não é que não tenha do que escrever - assunto não me falta.
Agora está na altura de viver a vida apenas. Mais tarde escreverei sobre ela. Se ainda me lembrar de como tudo é relativo, e de como agora nada tem a mesma importância que tinha há três meses, e como agora sinto as coisas de maneira diferente. Deve ser da falta de stress, de viver a vida com muita calma, muita mais do que costumo ter.
Este blogue entra em licença de maternidade. Volto em Setembro, quando a minha vida voltar ao normal.
(dica para quem não sabe como passar o tempo: usar desenhos para colorir como motivos para pintar t-shirts. é fácil, basta pôr o desenho por baixo da t-shirt e pintar por cima. em menos de meia hora fica pronto. os bebés não se queixam do desenho ou da falta de jeito.)
24 abril 2008
Coisas que se aprendem porque se tem um miúdo em idade escolar
Língua portuguesa. Antes da reforma (pelo menos para já). Covarde, com que eu ia implicar, é a mesma coisa que cobarde, segundo o dicionário. Pergunto-me se o dicionário é daqueles que trocam os bês pelos vês.
23 abril 2008
Coisas que tenho feito
Coisas.
Brincar às bonecas com a minha bonequinha. Dar-lhe de comer. Vesti-la e mudar-lhe a fralda. Com a minha sorte, só me calham os xixis, aquela bodega malcheirosa tem calhado ao pai eheheh. Dar-lhe banho. Comprar-lhe mais roupa, não porque ela precise, mas porque eu gosto de a ver com roupa diferente, e as coisas de bebé são tão giras. Mudá-la várias vezes ao dia. Adormecê-la ao colo, dar-lhe miminhos e maus hábitos. E bons hábitos, como dormir à fartazana, e aprender que é mais importante dormir do que estar sempre a comer (mas comer também é importante). Eu já disse que ela dorme muito bem? Tipo, a noite toda, acorda de manhã cedo (lá para as 7) e depois volta a dormir sem chatear ninguém.
Ter grandes conversas com a minha boneca, que já responde, e se ri para mim - e para o pai, e mais alguns privilegiados.
Levar a bonequinha a passear quando está bom tempo, e visitar alguns vizinhos (os mais simpáticos) que não se importam de ter visitantes inesperados.
E trabalho de escrava - lavar, passar, lavar... e outra vezes, trabalho de preguiçosa - dormir, descansar, dormir, ir à net, descansar...
Além disto, muita tv, muito mahjong, e um livro que guardo na casa de banho, mas que descobri que comprei repetido ou então sonhei com esta história ao pormenor. Raisparta a amazon, se não mo tivessem recomendado (eles deviam saber que já tenho o raio do livro, carago, foi a eles que o comprei) não o tinha comprado... é o que dá comprar livros sem os desfolhar primeiro. E acreditar num computador.
E ir às compras, sozinha, de vez em quando, só para estar sozinha e me lembrar que existo, e que há vida para além dos cinco quilos de gente fofinha e amorosa que num instante se pode transformar num monstrinho capaz de aterrorizar qualquer um (qualquer um que não saiba como calar a monstrinha, eheh).
Brincar às bonecas com a minha bonequinha. Dar-lhe de comer. Vesti-la e mudar-lhe a fralda. Com a minha sorte, só me calham os xixis, aquela bodega malcheirosa tem calhado ao pai eheheh. Dar-lhe banho. Comprar-lhe mais roupa, não porque ela precise, mas porque eu gosto de a ver com roupa diferente, e as coisas de bebé são tão giras. Mudá-la várias vezes ao dia. Adormecê-la ao colo, dar-lhe miminhos e maus hábitos. E bons hábitos, como dormir à fartazana, e aprender que é mais importante dormir do que estar sempre a comer (mas comer também é importante). Eu já disse que ela dorme muito bem? Tipo, a noite toda, acorda de manhã cedo (lá para as 7) e depois volta a dormir sem chatear ninguém.
Ter grandes conversas com a minha boneca, que já responde, e se ri para mim - e para o pai, e mais alguns privilegiados.
Levar a bonequinha a passear quando está bom tempo, e visitar alguns vizinhos (os mais simpáticos) que não se importam de ter visitantes inesperados.
E trabalho de escrava - lavar, passar, lavar... e outra vezes, trabalho de preguiçosa - dormir, descansar, dormir, ir à net, descansar...
Além disto, muita tv, muito mahjong, e um livro que guardo na casa de banho, mas que descobri que comprei repetido ou então sonhei com esta história ao pormenor. Raisparta a amazon, se não mo tivessem recomendado (eles deviam saber que já tenho o raio do livro, carago, foi a eles que o comprei) não o tinha comprado... é o que dá comprar livros sem os desfolhar primeiro. E acreditar num computador.
E ir às compras, sozinha, de vez em quando, só para estar sozinha e me lembrar que existo, e que há vida para além dos cinco quilos de gente fofinha e amorosa que num instante se pode transformar num monstrinho capaz de aterrorizar qualquer um (qualquer um que não saiba como calar a monstrinha, eheh).
18 abril 2008
Futebol
Sim, futebol. O eterno tema de todo e qualquer blogue. Para uns, a questão é de clube, Para outros, a selecção é que está a dar. Outros (outro) é mais uma viagem ao passado (quando os calções eram bem mais curtos). Hoje deu-me para roubar isto ao sniper:

Assim até dá gosto. Poderia perguntar porque é que eles não jogam assim, sem t-shirt (os com t-shirt contra os sem t-shirt, e ao intervalo mudavam de campo e os despidos vestiam-se e vice-versa). Mas como uma vez chutei a bola contra um guarda-redes descamisado e ele ficou vermelho (com as riscas da bola bem marcadas na barriga) por uns largos minutos, percebo que isso fosse um jogo demasiado violento. Mas era mais giro, isso era.

Assim até dá gosto. Poderia perguntar porque é que eles não jogam assim, sem t-shirt (os com t-shirt contra os sem t-shirt, e ao intervalo mudavam de campo e os despidos vestiam-se e vice-versa). Mas como uma vez chutei a bola contra um guarda-redes descamisado e ele ficou vermelho (com as riscas da bola bem marcadas na barriga) por uns largos minutos, percebo que isso fosse um jogo demasiado violento. Mas era mais giro, isso era.
Coisas boas
Andar de baloiço. Dos zero anos até ao infinito (porquê impor limites?).
(Hoje andei sozinha e acompanhada. A miúda só tem dois meses mas adora andar de baloiço. Muito mais devagar do que quando ando sozinha, claro.)
(Hoje andei sozinha e acompanhada. A miúda só tem dois meses mas adora andar de baloiço. Muito mais devagar do que quando ando sozinha, claro.)
Disléxica y5shtl
Sou só eu que tenho dificuldades em acertar nos caracteres daquelas caixinhas que verificam que não somos robots? às vezes é o caraças para acertar com o que lá está escrito...
13 abril 2008
Correntes...
...em resposta à Rita, e porque não tenho tido tempo para responder a nada (também estou em falta com a Cromossoma X, pelo menos). Mas esta é fácil (dodging the other ones*, eheh), é a pergunta em que toda a gente pensa várias vezes na vida e, como tal, de resposta pronta.
Se ganhasse a lotaria, pagava as minhas dívidas (e não ganhando pago na mesma), aquelas que quase toda a gente tem, a não ser que tenha pais mesmo muito ricos. De resto, não mudava nada. A minha vida é assim tão boa. Distribuía pela família. Deve ser por isso que não ganho. Além de que não jogo por princípio - precisamente porque não sei o que faria se ganhasse o prémio, e, conhecendo-me, isso era bem capaz de acontecer.
*isto faz-me lembrar uma que vi hoje: o Louçã a dizer oportunamente "I rest my case", e o seu interlocutor, outro político, a dizer "no, you do not rest your case". Teve graça, pelo ridículo da resposta. E confirmou que cada vez mais todos nos rendemos às boas expressões na única língua que funciona, a original.
Se ganhasse a lotaria, pagava as minhas dívidas (e não ganhando pago na mesma), aquelas que quase toda a gente tem, a não ser que tenha pais mesmo muito ricos. De resto, não mudava nada. A minha vida é assim tão boa. Distribuía pela família. Deve ser por isso que não ganho. Além de que não jogo por princípio - precisamente porque não sei o que faria se ganhasse o prémio, e, conhecendo-me, isso era bem capaz de acontecer.
*isto faz-me lembrar uma que vi hoje: o Louçã a dizer oportunamente "I rest my case", e o seu interlocutor, outro político, a dizer "no, you do not rest your case". Teve graça, pelo ridículo da resposta. E confirmou que cada vez mais todos nos rendemos às boas expressões na única língua que funciona, a original.
08 abril 2008
Tempo...
Entre acalmar a pequena e certificar-me de que o grande não sofre de ciúmes disfarçados de outra coisa qualquer, às vezes é difícil fazer coisas tão simples, básicas, e urgentes, como ir à casa de banho. Uma gaja aguenta-se sem comer durante umas horas, pode não tomar banho durante uma semana, pode andar semanas a dormir mal, mas às vezes não se pode aguentar nem mais um segundo sem correr para a casa de banho.
03 abril 2008
Sabemos que estamos desactualizados quando...
-mãe, viste uma coisa igual a esta, que estava no meu porta-lápis?
- quê, uma coisa verde igual a essa, que parecia pastilha elástica, do tamanho de pastilha elástica, que ontem estava esmagada no teu porta-lápis?
- sim...
- deitei-a fora, pensava que era pastilha elástica e até pensei que era nojento andares a colar pastilha elástica no porta-lápis...
- mãe, isso era patex (?), é para colar coisas....
- deixa lá filho, se te faz falta, arranja-se isso amanhã... (e não é que aquela gosma verde não era pastilha elástica?! nem me lembrei de perguntar onde é que arranjou aquilo...)
- quê, uma coisa verde igual a essa, que parecia pastilha elástica, do tamanho de pastilha elástica, que ontem estava esmagada no teu porta-lápis?
- sim...
- deitei-a fora, pensava que era pastilha elástica e até pensei que era nojento andares a colar pastilha elástica no porta-lápis...
- mãe, isso era patex (?), é para colar coisas....
- deixa lá filho, se te faz falta, arranja-se isso amanhã... (e não é que aquela gosma verde não era pastilha elástica?! nem me lembrei de perguntar onde é que arranjou aquilo...)
02 abril 2008
01 abril 2008
Sete semanas
Depois de sete semanas de ausência, passei no trabalho para tratar de papeladas urgentes. Passado tanto tempo, é natural que me esquecesse de alguma coisa. Da chave. Do cartão de identificação. De vestir umas calças que não parecessem ser as de pintar a casa (é só fashion;), note-se que a palavra chave nesta frase é parecessem). Do caminho...
O segurança (novo) deixou-me entrar sem fazer perguntas. É o que dá ser uma gaja boa.*
* isto fez-me lembrar um episódio do Seinfeld, em que uma gaja boa tem um acidente e se safa descaradamente, e mais tarde, naquelas conversas à Seinfeld, ele ou o George diz, sobre as gajas boas, they could get away with murder... não digo tanto, mas...
O segurança (novo) deixou-me entrar sem fazer perguntas. É o que dá ser uma gaja boa.*
* isto fez-me lembrar um episódio do Seinfeld, em que uma gaja boa tem um acidente e se safa descaradamente, e mais tarde, naquelas conversas à Seinfeld, ele ou o George diz, sobre as gajas boas, they could get away with murder... não digo tanto, mas...
24 março 2008
Coisas que devia fazer mais vezes
Saltar em cima de camas (de hotel), só porque é divertido.
(a minha cama está reservada para os saltos dos meus pimpolhos, e nem esses aguenta, de vez em quando é preciso umas marteladas para se poder dormir na horizontal)
(a minha cama está reservada para os saltos dos meus pimpolhos, e nem esses aguenta, de vez em quando é preciso umas marteladas para se poder dormir na horizontal)
20 março 2008
O primeiro dia
Com o primeiro dia de primavera veio o primeiro (e provavelmente último) dia de neve desde há muitas semanas - tantas que nem me lembro quando foi a última vez que nevou. E às seis da manhã já estava um vizinho a limpar o passeio em frente à casa dele, que é como quem diz, a raspar o chão com uma pá de metal*. Pergunto-me se o tipo acorda todos os dias àquela hora, ou se passou o inverno inteirinho à espera da oportunidade de acordar os vizinhos às 6 da matina.
*foi rápido, que a neve era pouca e estava molhada, por esta hora já derreteu tudo, aquilo eram mesmo saudades
*foi rápido, que a neve era pouca e estava molhada, por esta hora já derreteu tudo, aquilo eram mesmo saudades
Primavera
A primavera chegou. E pontualmente, com ela, um dia de neve. É o inverno a fazer de conta que existiu.
19 março 2008
As fotos da praxe
De bebés no banho. Todos as temos. Todos as odiamos profundamente. Todos desejamos que os nossos pais nunca tivessem posto as mãos numa máquina fotográfica. E depois, quando temos filhos, vingamo-nos neles, que não têm culpa nenhuma, rindo-nos da bela figurinha que eles fazem numa banheirinha de água quente, já zangados por antecipação, como se soubessem o que aí vem.
À minha bonequinha apenas prometo que não vou mostrar essas fotos a ninguém. Pelo menos a ninguém que ela não queira.
À minha bonequinha apenas prometo que não vou mostrar essas fotos a ninguém. Pelo menos a ninguém que ela não queira.
17 março 2008
Máximo. Qual máximo?
Hoje o petróleo está a (aproximadamente) 70 euros o barril.
112 dólares o barril nos EUA.
1 euro a (mais de) 1,59 dólares.
É fazer as contas.
112 dólares o barril nos EUA.
1 euro a (mais de) 1,59 dólares.
É fazer as contas.
Factos inúteis II
Quando era miúda, só havia dois canais de televisão. Quando ainda era muito pequena, lembro-me de só haver programação a partir do meio dia, e mais tarde, a partir das 10. E ao sábado dar o compacto da novela. E de nos levantarmos cedo para ver os desenhos animados - os bonecos, dizíamos nós. E quando acabava a programação infantil - em que um dos pontos altos era o Vasco Granja a mostrar animações checas e a fazer desenhos num quadro a partir de borrões - íamos para a rua, onde a malta se encontrava para brincar. Antes de qualquer brincadeira porém, era indispensável discutir os desenhos animados. Era uma espécie de análise, que resultava em nos rirmos mais que uma vez da mesma piada. Podia haver um programa de televisão assim. O pessoal telefonava para lá, e em vez de discutir política ou futebol, dizia "viram o Doogie Howser a mandar as duas fotos por telemóvel ao amigo, para o convencer a conduzir para uma cidade bué longe para engatar miúdas em vez de estudar para o exame?" E depois alguém diria que sim, e que tinha sido muito engraçado, uma pessoa a pensar que a foto seria das miúdas e afinal era do Doogie a quase "hipnotizar" o amigo. E depois alguém ia telefonar a perguntar "alguém viu o quarto episódio do House na TVI no outro dia? É que aquilo dá tão tarde que adormeci antes de mudar de canal e gravei o programa errado. E logo na TVI, que não repete..." E alguém havia de contar o resumo e as partes mais fixes, e recontar as melhores piadas par toda a gente se rir outra vez. E pronto. Mais uma ideia brilhante que ninguém vai aproveitar.
Factos inúteis I
Quem é que nunca adormeceu numa discoteca? E agora, quem é que nunca adormeceu numa discoteca sem estar bêbedo?
15 março 2008
Passaram-se
É o chamado "não regular bem da cabeça". Bora a Espanha fazer um piercing? É aproveitar quando forem fazer as compras do mês e meter gasolina...
(será que isto era notícia de 1 de Abril que saiu no dia errado? é que só pode...)
(será que isto era notícia de 1 de Abril que saiu no dia errado? é que só pode...)
13 março 2008
Atraso
O you tube deve andar doido. Tinha postado (tentado postar) o vídeo abaixo há 5 dias atrás. Só hoje apareceu. Mais vale tarde do que nunca (?). Assim não dá para uma pessoa se motivar a meter vídeos no blogue. Logo no segundo, isto.
12 março 2008
11 março 2008
Fui às compras
Já não posso ver cor-de-rosa à frente. Que falta de imaginação. Já o azul escuro não me desagrada de todo...
Os provedores são todos iguais
Com a minha ligação, devia ser possível ter 16Mbps de velocidade de acesso à internet (downloads). Segundo a telecom. Segundo o contrato, que só é possível terminar 24 meses depois de se ter iniciado. Segundo a assistência telefónica. Segundo a página do provedor.
Por curiosidade, hoje testei a velocidade da minha internet, até porque ontem tive imensas dificuldades de navegação durante a tarde. Às 9 da manhã tinha pouco mais de 2Mbps. Por agora, nem chega a 1Mbps (está entre os 700 e os 900Kbps). Queria mudar o contrato para um de 6Mbps - na esperança que a velocidade na realidade não mude muito. Para isso vai ser preciso convencer a telecom que os 16 mega prometidos não chegam cá. O site deles nem dá para testar a velocidade real da ligação. Com alguma sorte, amanhã por esta hora ou tenho mais de 10Mbps ou o contrato desce 10 euros por mês. Honestamente, preferia pagar menos. Não preciso de grande velocidade na net - se precisasse, já tinha notado antes do teste. 2Mbps é mais que razoável. O que chateia, é pagar 16Mbps e ter menos de 1Mbps, e ainda ter que dar voltas e mais voltas a exigir aquilo que prometem e me fazem pagar. Não há direito.
[Adenda] Já cheguei aos 15 Mega. Para isso tive que comprar um modem novo - mas também, o outro já tinha mais de cinco anos. Agora alguns sites descarregam mais rápido, outros nem por isso. De qualquer forma, o mínimo que exijo é aquilo que me prometem. Estou mais satisfeita.
Por curiosidade, hoje testei a velocidade da minha internet, até porque ontem tive imensas dificuldades de navegação durante a tarde. Às 9 da manhã tinha pouco mais de 2Mbps. Por agora, nem chega a 1Mbps (está entre os 700 e os 900Kbps). Queria mudar o contrato para um de 6Mbps - na esperança que a velocidade na realidade não mude muito. Para isso vai ser preciso convencer a telecom que os 16 mega prometidos não chegam cá. O site deles nem dá para testar a velocidade real da ligação. Com alguma sorte, amanhã por esta hora ou tenho mais de 10Mbps ou o contrato desce 10 euros por mês. Honestamente, preferia pagar menos. Não preciso de grande velocidade na net - se precisasse, já tinha notado antes do teste. 2Mbps é mais que razoável. O que chateia, é pagar 16Mbps e ter menos de 1Mbps, e ainda ter que dar voltas e mais voltas a exigir aquilo que prometem e me fazem pagar. Não há direito.
[Adenda] Já cheguei aos 15 Mega. Para isso tive que comprar um modem novo - mas também, o outro já tinha mais de cinco anos. Agora alguns sites descarregam mais rápido, outros nem por isso. De qualquer forma, o mínimo que exijo é aquilo que me prometem. Estou mais satisfeita.
09 março 2008
Bugiar
É o que me apetece dizer a algumas pessoas, que vão bugiar. A variante "vai pentear macacos para o Alentejo" também me soa bem. Infelizmente, se eu dissesse qualquer uma destas frases a quem o merece ouvir, não iriam surtir o efeito desejado. Há muito que mandar bocas a alguém numa língua que o visado não conhece perdeu a piada.
Futebol vs teatro
Estou cada vez mais convencida de que se os campos de futebol estivessem atapetados a cimento, em vez de relva, se perdiam os maiores actores do país.
07 março 2008
A minha escola
Andei na única escola no concelho (preparatória e secundária, que naquela altura ainda havia escolas primárias em todas as aldeias), perdida no meio do nada dos montes, numa altura em que ainda não havia rankings (agora que há, está lá para o meio da tabela, mas no sítio onde está não há concorrência, e os alunos vêm de todos os meios sociais que há naquela terra), para onde os professores não queriam ir, onde a maior parte dos professores vinham de longe, alugavam quartos e iam "a casa" nos fins de semana que podiam, e onde muitas vezes as aulas de várias disciplinas começavam várias semanas depois do início oficial do ano lectivo, quando os últimos professores eram colocados por mini-concurso (seja lá isso o que for). Os professores que já lá estavam há muitos anos - os da terra, que davam aulas de matemática, física, química, biologia, português, inglês - davam explicações, os que iam e vinham todos os anos, sempre gente nova, às vezes pouco mais velhos que os alunos mais velhos da escola, esses ou se entregavam à depressão (uma expressão que na altura não se ouvia, mas bem se via como eles andavam tristes e desanimados, uns porque não conseguiam fazer-se respeitar, outros talvez com saudades da família, dos amigos, e da vida num sítio onde realmente se passasse alguma coisa), outros saíam à noite frequentemente, para as poucas discotecas do sítio, e outros ainda, dedicavam-se a actividades extra-curriculares (na altura não só eram completamente facultativas como só existiam se houvesse um professor caridoso e dedicado que as organizasse, em termos de tempo, espaço, contactos com outras escolas quando era caso disso, e motivação dos alunos, e isto, claro, sem receber um tostão).
Apesar das dificuldades - pois não havia dinheiro para laboratórios bem equipados, a sala de computadores tinha um ou dois que raramente era usados (como é que se mete uma turma inteira numa sala que dá para meia dúzia de pessoas?) - todos os anos havia uma massa crítica de professores que se dedicavam a fazer com que a escola fosse mais do que o sítio onde se ia às aulas. Ou não ia, pois se no inverno nevasse era feriado garantido, já que nem os professores nem parte dos alunos conseguia chegar à escola, uma vez que as estradas ficavam logo intransitáveis, e no verão às vezes havia alunos mais interessados em ir apanhar sol e dar uns mergulhos do que em ficar fechados dentro de uma sala de aulas.
Durante o tempo em que lá andei, lembro-me de muito amor à camisola de vários professores. Desde a professora de matemática, efectiva, que lançou um jornal de matemática e nos incentivava a participar em actividades nessa área, e que num ano esteve doente e não dava aulas, mas cumpria o seu horário (estava lá sempre) na biblioteca, onde ajudava os alunos que lhe pediam (andavam sempre de roda dela). A professora de física, também efectiva, que organizava o dia da física, e nos levava a participar em actividades relacionadas com a disciplina, que mantinha a fama de ser má e estar sempre aos berros (e resultava, na aula dela ninguém se atrevia a perturbar), mas que era um amor de pessoa. Outro professor de matemática, efectivo, que dava treinos de basquet e ténis de mesa, um professor de educação física, efectivo, que treinava as equipas de futebol e estava encarregue do atletismo (encontrar atletas e levá-los a campeonatos, não sei se havia treinos). Um professor de biologia, efectivo, que também treinou a equipa de futebol feminino. Uma professora de educação física que só esteve lá um ano, treinava os rapazes em basquet de uma forma que eles nunca esquecerão: apesar de eu não lá estar (o treinador das raparigas era o professor de matemática) lembro-me bem de como eles falavam de que se se atrasassem tinham que dar mais umas corridas à volta do campo, se falhassem no treino de lançamentos, tinham que fazer 5 flexões, e mais coisas desse género, e a verdade é que eles adoravam a mulher (quanto mais me bates...). Um professor de electrotecnia que também só lá esteve um ano organizou um concurso que na altura era popular na televisão, em que utilizava material eléctrico que provavelmente pagou do seu bolso, outro professor de português que também só lá esteve um ano pôs a escola a editar um jornal conjunto (até aí quando havia jornal era sempre só de um dos anos lectivos ou até só de uma turma). As professoras de inglês organizavam viagens educativas a Inglaterra para os alunos do 11°ano, com passeios a museus, universidades e monumentos, e em que os alunos ficavam durante aqueles dias a viver com famílias inglesas, para praticar a língua o mais possível. E isto, só para falar de professores que eu conhecia bem, pois concerteza que outros havia que organizaram outras coisas com os seus alunos e que eu desconheço. E a cereja no cimo do bolo é que quando precisei de ajuda, fora das aulas, e que às vezes implicava os professores estarem disponíveis fora do seu horário de trabalho, para projectos que nem sequer tinham directamente nada a ver com a escola, sempre tive professores disponíveis a ajudar, e isto também foi verdade no caso de professores que não me davam (nem nunca deram) aulas a mim ou aos colegas que estavam integrados nesses projectos.
Nesta escola havia de tudo. Betinhos, queques, rufias, violência, facadas, ameaças de bomba, meninos bem, marrões, baldas, revoltados, metaleiros, tudo. Bons alunos, maus alunos, alunos médios. Rapazes giros (tão giros!), médios, e feios, altos, baixos, gordos (um ou dois, naquele tempo não havia gordos) médios e magros. Bons professores, maus professores, professores assim-assim. Contínuos chatos, que não nos deixavam usar o ginásio quando não tínhamos aulas, ou nos impediam de jogar a bola contra a parede do edifício da manutenção, nas traseiras da escola, ou que não nos deixavam ir buscar a bola ao telhado quando ela lá ia parar. E contínuos bons, que se preocupavam connosco, e nos davam o almoço se por algum motivo não tivéssemos conseguido almoçar nesse dia.
Enquanto os anos iam passado e eu estava nesta escola, nesta terra esquecida, achava que não tinha tido as oportunidades que os miúdos da minha idade que moravam em cidades grandes teriam. Só muito mais tarde me apercebi que tive quase todas as oportunidades que precisava, e acabei por fazer muito mais coisas do que quase todos os estudantes que conheci mais tarde, e que moravam em grandes cidades. A verdade é que apesar de tudo, ou por causa disto tudo (e muito mais), fui muito feliz na minha escola.
Apesar das dificuldades - pois não havia dinheiro para laboratórios bem equipados, a sala de computadores tinha um ou dois que raramente era usados (como é que se mete uma turma inteira numa sala que dá para meia dúzia de pessoas?) - todos os anos havia uma massa crítica de professores que se dedicavam a fazer com que a escola fosse mais do que o sítio onde se ia às aulas. Ou não ia, pois se no inverno nevasse era feriado garantido, já que nem os professores nem parte dos alunos conseguia chegar à escola, uma vez que as estradas ficavam logo intransitáveis, e no verão às vezes havia alunos mais interessados em ir apanhar sol e dar uns mergulhos do que em ficar fechados dentro de uma sala de aulas.
Durante o tempo em que lá andei, lembro-me de muito amor à camisola de vários professores. Desde a professora de matemática, efectiva, que lançou um jornal de matemática e nos incentivava a participar em actividades nessa área, e que num ano esteve doente e não dava aulas, mas cumpria o seu horário (estava lá sempre) na biblioteca, onde ajudava os alunos que lhe pediam (andavam sempre de roda dela). A professora de física, também efectiva, que organizava o dia da física, e nos levava a participar em actividades relacionadas com a disciplina, que mantinha a fama de ser má e estar sempre aos berros (e resultava, na aula dela ninguém se atrevia a perturbar), mas que era um amor de pessoa. Outro professor de matemática, efectivo, que dava treinos de basquet e ténis de mesa, um professor de educação física, efectivo, que treinava as equipas de futebol e estava encarregue do atletismo (encontrar atletas e levá-los a campeonatos, não sei se havia treinos). Um professor de biologia, efectivo, que também treinou a equipa de futebol feminino. Uma professora de educação física que só esteve lá um ano, treinava os rapazes em basquet de uma forma que eles nunca esquecerão: apesar de eu não lá estar (o treinador das raparigas era o professor de matemática) lembro-me bem de como eles falavam de que se se atrasassem tinham que dar mais umas corridas à volta do campo, se falhassem no treino de lançamentos, tinham que fazer 5 flexões, e mais coisas desse género, e a verdade é que eles adoravam a mulher (quanto mais me bates...). Um professor de electrotecnia que também só lá esteve um ano organizou um concurso que na altura era popular na televisão, em que utilizava material eléctrico que provavelmente pagou do seu bolso, outro professor de português que também só lá esteve um ano pôs a escola a editar um jornal conjunto (até aí quando havia jornal era sempre só de um dos anos lectivos ou até só de uma turma). As professoras de inglês organizavam viagens educativas a Inglaterra para os alunos do 11°ano, com passeios a museus, universidades e monumentos, e em que os alunos ficavam durante aqueles dias a viver com famílias inglesas, para praticar a língua o mais possível. E isto, só para falar de professores que eu conhecia bem, pois concerteza que outros havia que organizaram outras coisas com os seus alunos e que eu desconheço. E a cereja no cimo do bolo é que quando precisei de ajuda, fora das aulas, e que às vezes implicava os professores estarem disponíveis fora do seu horário de trabalho, para projectos que nem sequer tinham directamente nada a ver com a escola, sempre tive professores disponíveis a ajudar, e isto também foi verdade no caso de professores que não me davam (nem nunca deram) aulas a mim ou aos colegas que estavam integrados nesses projectos.
Nesta escola havia de tudo. Betinhos, queques, rufias, violência, facadas, ameaças de bomba, meninos bem, marrões, baldas, revoltados, metaleiros, tudo. Bons alunos, maus alunos, alunos médios. Rapazes giros (tão giros!), médios, e feios, altos, baixos, gordos (um ou dois, naquele tempo não havia gordos) médios e magros. Bons professores, maus professores, professores assim-assim. Contínuos chatos, que não nos deixavam usar o ginásio quando não tínhamos aulas, ou nos impediam de jogar a bola contra a parede do edifício da manutenção, nas traseiras da escola, ou que não nos deixavam ir buscar a bola ao telhado quando ela lá ia parar. E contínuos bons, que se preocupavam connosco, e nos davam o almoço se por algum motivo não tivéssemos conseguido almoçar nesse dia.
Enquanto os anos iam passado e eu estava nesta escola, nesta terra esquecida, achava que não tinha tido as oportunidades que os miúdos da minha idade que moravam em cidades grandes teriam. Só muito mais tarde me apercebi que tive quase todas as oportunidades que precisava, e acabei por fazer muito mais coisas do que quase todos os estudantes que conheci mais tarde, e que moravam em grandes cidades. A verdade é que apesar de tudo, ou por causa disto tudo (e muito mais), fui muito feliz na minha escola.
04 março 2008
Beijos na boca
Mete-me impressão ver pais a beijar os filhos na boca. Não fui assim habituada, nem faço isso com os meus filhos.
Mas faz-me ainda mais confusão que, num país onde é normalíssimo os pais beijarem os filhos na boca, tenham eles a idade que tiverem (ora vejam), sejam capazes de condenar crianças por assédio sexual. Será que eles se entendem a eles próprios?
Mas faz-me ainda mais confusão que, num país onde é normalíssimo os pais beijarem os filhos na boca, tenham eles a idade que tiverem (ora vejam), sejam capazes de condenar crianças por assédio sexual. Será que eles se entendem a eles próprios?
02 março 2008
Ninguém me compreende
Isto:
"Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente."
eram as doze palavras. Para aqueles que têm sentido de humor. Ou uma mente distorcida, como a minha.
As outras doze, divididas por três posts, era eu a ser uma pessoa quase normal.
"Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente."
eram as doze palavras. Para aqueles que têm sentido de humor. Ou uma mente distorcida, como a minha.
As outras doze, divididas por três posts, era eu a ser uma pessoa quase normal.
12 palavras (3 de 3)
E ainda mais quatro palavras que me fazem crescer água na boca.
bola de berlim (ok, não é só uma palavra, mas quem é que disse que tinha que seguir as regras?)
pastel de tentúgal (idem)
éclair
nata (pastel de nata)
Estas quatro podiam ser condensadas em três: pastelaria das boas :)
bola de berlim (ok, não é só uma palavra, mas quem é que disse que tinha que seguir as regras?)
pastel de tentúgal (idem)
éclair
nata (pastel de nata)
Estas quatro podiam ser condensadas em três: pastelaria das boas :)
12 palavras (2 de 3)
4 palavras que alegram o dia a qualquer um
grátis
pechincha
oferta
presente/prenda
Ia pôr saldos ou promoções, mas como nem sempre são bons negócios (pechinchas!), não entram aqui.
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12 palavras (1 de 3)
4 palavras que ouvia à minha avó, e que hoje em dia me fazem lembrar dela, se as ouvir, o que é raríssimo (o que diz da minha posição geográfica ao longo do tempo)
chanatos/chanatas -> o mesmo que chinelos/chinelas
bulir -> não bulas no lume!
abalar -> estou de abalada -> vou-me embora
catancho
só tenho pena de já nem me lembrar de tantas outras que cada vez menos pessoas utilizam
chanatos/chanatas -> o mesmo que chinelos/chinelas
bulir -> não bulas no lume!
abalar -> estou de abalada -> vou-me embora
catancho
só tenho pena de já nem me lembrar de tantas outras que cada vez menos pessoas utilizam
01 março 2008
12 palavras
Em resposta ao desafio do sniper (tarde e mal, como de costume, que isto de correntes tem que ser feito com tempo que é coisa que por aqui escasseia, não o tempo em si, mas o tempo para os blogues) aqui vão as palavras que neste momento eu mais aprecio. Ou penso que aprecio.
Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente.
Doze, não é? Já está. :P
Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente.
Doze, não é? Já está. :P
Como na farmácia
Este inverno tem sido quentinho. Para inverno. Não chegou ao do ano passado (que pena), mas ainda assim, as temperaturas abaixo de zero têm sido coisa muito rara, e o próprio raspar do gelo do carro de manhã um desporto que quase nem foi praticado - e ainda bem, que das poucas vezes que tive que o fazer, a barriga metia-se no caminho e quase não chegava ao meio do vidro, que também precisa de ser limpo.
Entre dias de quase primavera - a maior parte - alguns dias de praticamente verão (melhores que alguns dias de verão, diria eu), de almoços na varanda em t-shirt e passeios em roupa de verão (enquanto as outras pessoas, as que não olham para o termómetro antes de sair, se passeavam com os casacões de inverno e suavam que nem porcos), hoje neva. Pouco, que já não há força para tentar convencer-nos de que é mesmo inverno. Sao os últimos suspiros, os esforços desesperados deste inverno fraquinho. Há um ano, mais ou menos, morreu um alpinista numa avalanche. Hoje está mau para andar nas montanhas, provavelmente mais pelo vento forte que pela neve. Como há um ano, está bom é para se ficar em casa, ao quentinho.
Entre dias de quase primavera - a maior parte - alguns dias de praticamente verão (melhores que alguns dias de verão, diria eu), de almoços na varanda em t-shirt e passeios em roupa de verão (enquanto as outras pessoas, as que não olham para o termómetro antes de sair, se passeavam com os casacões de inverno e suavam que nem porcos), hoje neva. Pouco, que já não há força para tentar convencer-nos de que é mesmo inverno. Sao os últimos suspiros, os esforços desesperados deste inverno fraquinho. Há um ano, mais ou menos, morreu um alpinista numa avalanche. Hoje está mau para andar nas montanhas, provavelmente mais pelo vento forte que pela neve. Como há um ano, está bom é para se ficar em casa, ao quentinho.
28 fevereiro 2008
Eu até estou de férias
O 29 de Fevereiro devia ser feriado. Lá porque o ano tem mais um dia, porque é que este é usado para trabalhar?
Sim, estou viva
Deitei-me às 21h30, pela primeira vez na vida (que me lembre) e adormeci quase imediatamente. Depois, foi dormir até à meia-noite, depois até às 4h30, e depois até às 8h30. E depois, quase que dormia mais quatro horas, mas só consegui dormir mais uma. A minha filha é um mimo.
A minha colega alemã que se engana SEMPRE a escrever o meu nome (será assim tão difícil copiar?) mandou-me os parabéns pela menina. Em português. Estou a pensar em perdoar-lhe o engano no nome. nah... quando lhe mandar mails, vou também enganar-me no nome dela. A ver se nota. :P
A minha colega alemã que se engana SEMPRE a escrever o meu nome (será assim tão difícil copiar?) mandou-me os parabéns pela menina. Em português. Estou a pensar em perdoar-lhe o engano no nome. nah... quando lhe mandar mails, vou também enganar-me no nome dela. A ver se nota. :P
21 fevereiro 2008
Lista
Posts por ler no bloglines a aumentar exponencialmente.
2 livros na mesa da sala.
1 jogo de consola por estrear e por abrir.
1 jogo de computador por estrear e por abrir.
1 jogo de consola por acabar.
5 séries do seinfeld por ver. (E pensar que há uns dias me lembrei que há algumas séries do 'allo 'allo que já saíram e que eu queria comprar.)
Mails por responder (pode-se mandar um email a 500 pessoas facilmente, mas é difícil responder às 300 que responderam).
Um monte de coisas para fazer.
E há ainda mais. Agora o tempo é pouco. E a paciência está reservada para a minha menina mais linda. Para tudo o resto, estou-me nas tintas.
2 livros na mesa da sala.
1 jogo de consola por estrear e por abrir.
1 jogo de computador por estrear e por abrir.
1 jogo de consola por acabar.
5 séries do seinfeld por ver. (E pensar que há uns dias me lembrei que há algumas séries do 'allo 'allo que já saíram e que eu queria comprar.)
Mails por responder (pode-se mandar um email a 500 pessoas facilmente, mas é difícil responder às 300 que responderam).
Um monte de coisas para fazer.
E há ainda mais. Agora o tempo é pouco. E a paciência está reservada para a minha menina mais linda. Para tudo o resto, estou-me nas tintas.
19 fevereiro 2008
09 fevereiro 2008
Jazz
Também conhecido por música de domingo de manhã. Quando a única coisa que se quer fazer é continuar a dormir.
06 fevereiro 2008
Coincidência?
Alguns dos blogues que sigo pelo bloglines mudaram-se agora para o sapo. Nas últimas horas não consigo ver nada no sapo. Alguém lhe terá comido as pernas? Ou aquilo de assapar era só uma brincadeira?
O sapo era um bom serviço quando era um motor de pesquisa. Depois passou a ser um portal de m****, e agora, é o que é. Lento, ineficaz, ineficiente. Uma coisa armada em boa mas que não vale grande coisa. Vendido.
O sapo era um bom serviço quando era um motor de pesquisa. Depois passou a ser um portal de m****, e agora, é o que é. Lento, ineficaz, ineficiente. Uma coisa armada em boa mas que não vale grande coisa. Vendido.
Partidos
O partido (separatista) da Baviera é tão radical que me dá vontade de rir. Por eles, falava-se só bávaro e todos os estrangeiros (alemães de fora da Baviera também) seriam expulsos desta bela região. Ao mesmo tempo, os cartazes para as eleições de Março apelam ao fumo livre* - em qualquer lado, suponho. E pedem que os anúncios no metro venham com sotaque da Baviera - só podem estar a falar dos anúncios gravados, porque nas linhas de U-bahn é normal os maquinistas que fazem os anúncios sejam bávaros, e às vezes até só fazem os anúncios em bávaro. Também advogam o forte policiamento (ainda mais forte do que é, deve ser difícil) das zonas de pedestres, contra os ciclistas malvados que insistem em montar as suas bicicletas nessas zonas. No entanto não é raro ver um polícia a multar um ciclista por ir na sua bicicleta em zona proibida, ou no sentido inverso à marcha da pista de ciclistas por onde vai. O mais engraçado de tudo é que eles advogam que as organizações extremistas não se devem poder manifestar em Munique...
*ainda estou para ver um partido em Portugal que tenha apenas este objectivo. E nem vejo porque não. Ouvi dizer que há uns anos o "Partido da festa" (traduzido à letra) se candidatou a eleições com o objectivo único de, com o dinheiro que se recebe pelos votos obtidos, fazer uma festa. E cumpriram a promessa. De onde se prova que por cá também há sentido de humor (ou grande apetência por festas, que vai dar quase ao mesmo).
*ainda estou para ver um partido em Portugal que tenha apenas este objectivo. E nem vejo porque não. Ouvi dizer que há uns anos o "Partido da festa" (traduzido à letra) se candidatou a eleições com o objectivo único de, com o dinheiro que se recebe pelos votos obtidos, fazer uma festa. E cumpriram a promessa. De onde se prova que por cá também há sentido de humor (ou grande apetência por festas, que vai dar quase ao mesmo).
05 fevereiro 2008
5 filmes
Mais vale tarde que nunca (espero), aqui vai, finalmente, a lista dos 5 filmes que, cada um por um motivo diferente, poderiam ser considerados filmes que marcaram (mas pouco) a minha vida. A verdade é que eu nem gosto muito de filmes. Gosto muito de uma boa história, que é uma coisa que raramente apanho nos filmes. Quando vou ao cinema, são mais as vezes que saio de lá arrependida do que as que dou o dinheiro do bilhete por bem empregue. E por isto é que demorei tanto tempo a responder ao desafio do jsa.
Amelie - foi o primeiro filme (e único, que me lembre) que vi mais que uma vez no cinema, na mesma versão. E da segunda vez achei-lhe ainda mais graça, pois estava concentrada nas piadas que iam decorrendo. Há ainda um ou dois filmes infantis que vi duas vezes, uma em português com o meu miúdo, e a outra na versão original, que eu detesto dobragens.
Pelo cano abaixo - um filme infantil sobre um rato da cidade que se vê privado da sua vida de lorde a ser despejado pela sanita por um mauzão. Não sei se foi por ter visto o filme em alemão, mas foi a primeira e única vez que adormeci no cinema. E por uns bons 20 minutos ou mais.
Seven - fui obrigada (quase) a ir ver este filme. Detestei. Pode ser uma boa história, mas eu odeio filmes de terror, e tive pesadelos durante meses. Ainda hoje não consigo sequer pensar neste filme sem me arrepiar.
Texas chain saw massacre 2003 - é o que dá ir ao cinema ver um "sneak preview" no dia das bruxas. Foi a primeira vez que saí a meio de um filme - na verdade nem foi a meio, foi quase no início - apesar de já ter visto filmes muito maus até ao fim. O problema é que não suporto filmes de terror - aliás, qualquer filme em que haja gente aos gritos durante algum tempo é-me insuportável.
Cube - Uma boa história, suficientemente interessante para ultrapassar o sangue envolvido (que não é demais). Vi o primeiro, o segundo, e ainda ando para ver o zero. Quero mesmo saber como é que aquilo tudo começou.
Amelie - foi o primeiro filme (e único, que me lembre) que vi mais que uma vez no cinema, na mesma versão. E da segunda vez achei-lhe ainda mais graça, pois estava concentrada nas piadas que iam decorrendo. Há ainda um ou dois filmes infantis que vi duas vezes, uma em português com o meu miúdo, e a outra na versão original, que eu detesto dobragens.
Pelo cano abaixo - um filme infantil sobre um rato da cidade que se vê privado da sua vida de lorde a ser despejado pela sanita por um mauzão. Não sei se foi por ter visto o filme em alemão, mas foi a primeira e única vez que adormeci no cinema. E por uns bons 20 minutos ou mais.
Seven - fui obrigada (quase) a ir ver este filme. Detestei. Pode ser uma boa história, mas eu odeio filmes de terror, e tive pesadelos durante meses. Ainda hoje não consigo sequer pensar neste filme sem me arrepiar.
Texas chain saw massacre 2003 - é o que dá ir ao cinema ver um "sneak preview" no dia das bruxas. Foi a primeira vez que saí a meio de um filme - na verdade nem foi a meio, foi quase no início - apesar de já ter visto filmes muito maus até ao fim. O problema é que não suporto filmes de terror - aliás, qualquer filme em que haja gente aos gritos durante algum tempo é-me insuportável.
Cube - Uma boa história, suficientemente interessante para ultrapassar o sangue envolvido (que não é demais). Vi o primeiro, o segundo, e ainda ando para ver o zero. Quero mesmo saber como é que aquilo tudo começou.
29 janeiro 2008
O mundo aqui tão perto
Em Janeiro as cerejas sabem melhor que no fim de Junho. A percentagem de podres ou estragadas, em Janeiro, é menor. Suponho que venham de avião, já que são chilenas, mas não sei como fazem para que cheguem à banca, no centro da cidade, maduras, doces e rijas, de um vermelho escuro a clamar por umas dentadas. E nem sequer são muito mais caras que as do fim de Junho (fim de época), vindas de Espanha, Grécia ou Turquia, muitas das quais estragadas, ainda não completamente maduras (nunca chegarão a amadurecer tanto quanto deviam), e moles qb.
Maravilhas de viver em Munique.
Maravilhas de viver em Munique.
24 janeiro 2008
Objectos
Depois de a minha carteira-mochila de cabedal (ou imitação, eu sei lá) preto ter dado o berro e nenhuma alma caridosa se ter oferecido para ma substituir por ocasião do Natal (bem podiam ter aproveitado), tenho-me visto grega para resolver o problema onde carregar as cinquenta mil tralhas que preciso impreterivelmente de permanentemente ter comigo (máquina fotográfica, carteira, chaves, baton, anti-seca*, sei lá mais o quê), mais as outras que podem ser urgentemente necessárias devido ao estado de graça (yeah right) em que me encontro (caderneta da grávida, ben-u-ron, rebuçados, e comida :)). De modos que agora ando com uma carteira gigante onde antigamente (há uns meses) costumava transportar o equipamento desportivo, excluindo as sapatilhas, e sinto-me como um burro de carga. Infelizmente, tenho demasiada preguiça para trocar as tralhas todas para outra carteira, bem mais pequena mas onde ainda caberia tudo, e assim sigo, todas as manhãs a relembrar-me do que devia ter feito ontem e não fiz (trocar o conteúdo das carteiras).


Entretanto, e como prenda de natal tardia, houve um génio que me ofereceu o tal rádio com alarmes diferenciados consoante o dia da semana que eu estava desesperadamente a precisar. Posso dizer que é das melhores coisas de sempre, se bem que podia ser melhorado (como tudo na vida). Agora durmo ainda mais/melhor, porque nunca tenho que acordar para desligar o maldito alarme (rádio) - logo neste país, onde de manhã os animadores de rádio acordam cheios de speed(s) e não se calam um segundo, mesmo que seja fim de semana. Para quando um rádio despertador que saiba os feriados?
* anti-seca é um objecto absolutamente necessário nos dias em que sei que vou ter que estar à espera em qualquer sítio. Pode ser um livro, um jogo, ou qualquer outra coisa que me leve a esquecer do sítio onde estou a apanhar a dita seca.
Entretanto, e como prenda de natal tardia, houve um génio que me ofereceu o tal rádio com alarmes diferenciados consoante o dia da semana que eu estava desesperadamente a precisar. Posso dizer que é das melhores coisas de sempre, se bem que podia ser melhorado (como tudo na vida). Agora durmo ainda mais/melhor, porque nunca tenho que acordar para desligar o maldito alarme (rádio) - logo neste país, onde de manhã os animadores de rádio acordam cheios de speed(s) e não se calam um segundo, mesmo que seja fim de semana. Para quando um rádio despertador que saiba os feriados?
* anti-seca é um objecto absolutamente necessário nos dias em que sei que vou ter que estar à espera em qualquer sítio. Pode ser um livro, um jogo, ou qualquer outra coisa que me leve a esquecer do sítio onde estou a apanhar a dita seca.
22 janeiro 2008
#76
Depois do exemplo dos ginásios (apesar de o IVA ter baixado de 21% para 5% em muitos ginásios a conta a pagar pelo cliente não diminuiu), será que vale a pena baixar o IVA? É que se ainda para mais o IVA for reduzido, mas passado algum tempo (quando outro partido ganhar as eleições, por exemplo) aumentar outra vez, aposto que os consumidores só vão ver os preços a aumentar...
18 janeiro 2008
Porque é que não aumentam os preços?
Pois, aí está uma coisa que nunca pensei dizer. Até que trouxe comigo uns pacotes de Belgas caseiras (bem, de caseiras não têm nada a não ser o nome) para descobrir, tarde demais, que os pacotinhos individuais em vez das 6 bolachas de que eu estava à espera, só tinham 4. Isto não se faz. Eu queria comer 6 bolachas por pacote. Se em vez de manterem (?) o preço tivessem mantido a quantidade, ficava bem mais contente. Ainda para mais, parece-me que a embalagem de cartão continua com o mesmo tamanho (sacanice) e as embalagens individuais plástico-metalizadas também (até se sente o imenso ar/espaço livre dentro delas). Claro que este não é o único caso em que a quantidade diminui e o preço se mantém mais ou menos inalterado. Mas fico a pensar onde é que isto irá parar. Em seis embalagens individuais de uma bolacha?
12 janeiro 2008
Vingança
A ameaça terrorista é uma coisa extraordinária. Há uns dias serviu para que os franceses (sim, os franceses) estragassem a festa a uma data de gente, ao causarem a anulação do Lisboa-Dakar. Sim, que todos os anos morre gente no rali, e até agora ainda ninguém se tinha queixado de terrorismo. Mas não perderam pela demora. Controladores aéreos portugueses a trabalhar na ilha açoriana de Santa Maria interceptaram "comunicações terrestres" onde se falava num "presumível ataque terrorista" contra a Torre Eiffel, em Paris. Ora cá está. A mensagem era em francês e inglês, com certeza para que certamente houvesse alguém que a entendesse. Pois, que se fosse em árabe era chato, podiam não saber do que se estava a falar. O teor da informação é "vago e confuso". Deve ser para salvaguardar a possibilidade de não ser nada. O recado foi assim mesmo transmitido aos franceses, que estão em alerta vermelho. Oh meus amigos. Então e fechar a torre Eiffel? Parece-lhes má ideia? Ah e tal, estão em alerta vermelho, mas os milhares de pessoas que diariamente sobem à torre dá demasiado lucro para que lhes fechem os portões? Como é que é? A ameaça era maior no Lisboa-Dakar? Ou isso foi só desculpa?
Quando eu andava na escola secundária, quase todos os anos havia uma ameaça de bomba. Muito provavelmente, algum engraçadinho a querer escapar de um teste. Nos seis anos que lá andei, só uma vez é que evacuaram a escola. Quer dizer, evacuaram o edifício, mas as pessoas aglomeraram-se em seu redor, pelo que se realmente tivesse havido uma bomba numa das salas ainda assim teria havido feridos.
Com esta história de terrorismo, parece tudo mais fácil. É que já nem é preciso fazer ameaças concretas, já nem é preciso telefonar para a polícia. Em Munique, todas as terças de Carnaval há uma festa no mercado. Há umas danças tradicionais e depois uma rádio põe música aos berros e muita gente participa da festa, bebendo até cair para o lado. Este ano, como vai haver eleições, a câmara decidiu que não vai haver festa. É que se houver algum problema, não podem garantir a segurança de todas as pessoas que ali se deslocam (e nem são assim tantas). Surpreendentemente ninguém se atreve a cancelar jogos de futebol, onde a afluência é muito maior. Aí não deve haver perigo.
Um dia destes vamos começar a ficar todos permanentemente fechados em casa. É que sair é demasiado perigoso.
Quando eu andava na escola secundária, quase todos os anos havia uma ameaça de bomba. Muito provavelmente, algum engraçadinho a querer escapar de um teste. Nos seis anos que lá andei, só uma vez é que evacuaram a escola. Quer dizer, evacuaram o edifício, mas as pessoas aglomeraram-se em seu redor, pelo que se realmente tivesse havido uma bomba numa das salas ainda assim teria havido feridos.
Com esta história de terrorismo, parece tudo mais fácil. É que já nem é preciso fazer ameaças concretas, já nem é preciso telefonar para a polícia. Em Munique, todas as terças de Carnaval há uma festa no mercado. Há umas danças tradicionais e depois uma rádio põe música aos berros e muita gente participa da festa, bebendo até cair para o lado. Este ano, como vai haver eleições, a câmara decidiu que não vai haver festa. É que se houver algum problema, não podem garantir a segurança de todas as pessoas que ali se deslocam (e nem são assim tantas). Surpreendentemente ninguém se atreve a cancelar jogos de futebol, onde a afluência é muito maior. Aí não deve haver perigo.
Um dia destes vamos começar a ficar todos permanentemente fechados em casa. É que sair é demasiado perigoso.
O pai Natal existe
Este ano ficou comprovado que o pai Natal existe mesmo. Só não se veste de vermelho, nem é tão velho quanto o pintam, e não tem barbas brancas. E o que traz consigo não são bem presentes. É que às oito da noite de 24 de Dezembro, depois de ter sofrido uma data de vezes pelos cortes de luz - alguma coisa estava a fazer curto-circuito, e ligar o disjuntor não adiantava por mais que uns minutos - enquanto a comidinha estava a fazer, só o pai Natal podia salvar a situação. E salvou. Lá porque durante os outros dias do ano o homem é electricista isso não lhe tira o mérito. E aparecer à minha porta enquanto ainda estava ao telefone é mesmo muito coincidência. Ou milagre. (Bem, o milagre completo teria sido se o bolo não se tivesse estragado. Mas não se pode ter tudo...)
10 janeiro 2008
30 km/h
Confesso que não percebo qual é o escândalo da futura limitação de velocidade em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com "forte presença de tráfego pedonal" para 30 km/h. Mas eu sou daquelas que vai mesmo a 30km/h para obrigar os tipos que vêm atrás a acalmar, porque é nestas zonas onde há mais crianças, e não só não quero atropelar nenhuma como não quero que um dos outros automobilistas atropele a minha. Aliás, há uns dias fiz sinal de luzes a um idiota que me ultrapassou, para ver uns metros mais à frente a polícia... Talvez o problema seja o timing. As pessoas (os portugueses) se calhar começam a estar fartos de tanta proibição de tudo e mais alguma coisa. Principalmente se vier as proibições vierem acompanhadas de multas. O pessoal (há pessoal que) não ganha para tanta taxa, imposto, coima, e sei lá mais o quê. Isso compreendo.
Por outro lado... como vivo num país onde as zonas residenciais (limite 30km/h) são compensadas por autoestradas fabulosas (sem limite de velocidade), se calhar uma compensa a outra. Há lá nada melhor do que ir a uma velocidade qualquer e saber, sem olhar para o velocímetro, que não se está a transgredir.
Por outro lado... como vivo num país onde as zonas residenciais (limite 30km/h) são compensadas por autoestradas fabulosas (sem limite de velocidade), se calhar uma compensa a outra. Há lá nada melhor do que ir a uma velocidade qualquer e saber, sem olhar para o velocímetro, que não se está a transgredir.
09 janeiro 2008
#75
A partir de agora, só deveria poder votar nas eleições quem tivesse lido e compreendido os programas dos partidos. Claro que depois ia ser complicado justificar que o programa diga uma coisa e passados uns meses o governo faça o oposto.
Cartazes
Não sei se passou a ser proibida a publicidade a tabaco, ou se, em virtude da proibição do fumo em espaços fechados, alguém achou que os fumadores agora iam todos parar de fumar. É que os enormes cartazes com miúdas a proclamar que não há nada melhor que um cigarrinho, ou a anunciar que o novo pacote gigante de cigarros mais compridos era realmente barato foram substituídos por anúncios a pastilhas ou comprimidos ou lá o que é que supostamente todos os fumadores agora têm que tomar para deixar esse péssimo vício que é o tabaco.
Devo ter percebido mal. Então os fumadores agora já não podem fumar? Só porque não o podem fazer em locais públicos fechados?
Ouvi umas histórias engraçadas sobre alguns restaurantes bávaros, onde os clientes habituais, de muitos e muitos anos, se costumam (costumavam?) reunir à mesa, a beber e fumar enquanto jogavam cartas (e enquanto o resto dos clientes almoçava ou jantava). No entanto, em clubes restritos pode-se fumar. Então alguns restaurantes queriam dar a volta à lei, abrindo durante uma certa noite por semana o espaço apenas a quem quisesse estar num ambiente de fumo. Teriam um porteiro que tornaria as pessoas membros do tal clube durante essa noite. O problema é que na Alemanha tudo está regulamentado, e portanto não pode ser assim tão simples... é que não se pode ser membro de um clube durante um espaço de tempo tão restrito. Provavelmente há aqui mais pormenores que eu não sei. Mas ideia de os alemães tentarem dar a volta às leis é... nem sei bem... por um lado, estranha (esta gente adora leis), por outro lado engraçada (fazem-me lembrar os meus compatriotas, há lá nada mais delicioso do que dar a volta ou não cumprir uma lei). Uma coisa é certa, 2008 começa de maneira diferente dos outros anos.
Devo ter percebido mal. Então os fumadores agora já não podem fumar? Só porque não o podem fazer em locais públicos fechados?
Ouvi umas histórias engraçadas sobre alguns restaurantes bávaros, onde os clientes habituais, de muitos e muitos anos, se costumam (costumavam?) reunir à mesa, a beber e fumar enquanto jogavam cartas (e enquanto o resto dos clientes almoçava ou jantava). No entanto, em clubes restritos pode-se fumar. Então alguns restaurantes queriam dar a volta à lei, abrindo durante uma certa noite por semana o espaço apenas a quem quisesse estar num ambiente de fumo. Teriam um porteiro que tornaria as pessoas membros do tal clube durante essa noite. O problema é que na Alemanha tudo está regulamentado, e portanto não pode ser assim tão simples... é que não se pode ser membro de um clube durante um espaço de tempo tão restrito. Provavelmente há aqui mais pormenores que eu não sei. Mas ideia de os alemães tentarem dar a volta às leis é... nem sei bem... por um lado, estranha (esta gente adora leis), por outro lado engraçada (fazem-me lembrar os meus compatriotas, há lá nada mais delicioso do que dar a volta ou não cumprir uma lei). Uma coisa é certa, 2008 começa de maneira diferente dos outros anos.
07 janeiro 2008
Uma espécie de passagem de ano
Depois do jantar fiquei a matutar comigo mesma que isto da passagem de ano, a celebração da passagem do último segundo de um ano para o primeiro segundo do ano seguinte, conquanto o relógio que usamos esteja certo, não tem graça nenhuma. Mas qual é a ideia? É suposto ficar contente porque mudámos de ano? Porquê? Havia maneira de o evitar? Ora isso é que seria uma coisa a assinalar. Chegar às 23h59 de 2007 e decidir que não íamos mudar de ano, afinal 2007 não foi assim tão mau, para quê mudar?
Depois, aqueles tipos malcheirosos que decidiram fazer a passagem de ano de 1984-85 em vez da de 2007-2008 enganaram-me. Então uma pessoa tem a televisão ligada para saber quando é que toda a gente vai andar aos saltos, e os tipos enganam-se no ano? Quando ouvi a contagem decrescente achei que era brincadeira. Se eles estavam no ano errado, como é que podiam estar nos segundos certos? Não fossem os foguetes dos vizinhos (mas isso agora é permitido? os foguetes, não os vizinhos) e bem que tinham ficado em 2007. E nem ficava nada mal.
Depois, aqueles tipos malcheirosos que decidiram fazer a passagem de ano de 1984-85 em vez da de 2007-2008 enganaram-me. Então uma pessoa tem a televisão ligada para saber quando é que toda a gente vai andar aos saltos, e os tipos enganam-se no ano? Quando ouvi a contagem decrescente achei que era brincadeira. Se eles estavam no ano errado, como é que podiam estar nos segundos certos? Não fossem os foguetes dos vizinhos (mas isso agora é permitido? os foguetes, não os vizinhos) e bem que tinham ficado em 2007. E nem ficava nada mal.
Livre de fumo
Confesso que nunca pensei que os portugueses fossem cumprir a lei. (As leis.) Muito menos a do tabaco. Mas além de surpreendida (os cigarros estavam mesmo apagados) fiquei contente pela atmosfera limpa e admirada com a enorme diferença que faz frequentar um espaço público fechado e sem fumo (até hoje, nunca tinha acontecido, por não haver nenhuma hipótese). Posso andar pelos shoppings. Posso estar num café ou restaurante sem que venha fumo para cima de mim. Não tenho que sair a correr, sem sobremesa, por já não aguentar mais o fumo. Quanto às discotecas, para mim vem tarde. Desisti rapidamente de as frequentar (há muitos anos) por não suportar aquelas quantidades de fumo nos olhos. Não é agora que vou virar cliente.
Deve haver quem esteja incomodado. Pela minha parte, andei incomodada toda a vida. Foi preciso vir a UE para me dar a possibilidade de estar num espaço público fechado sem que a minha saúde seja prejudicada. Muito obrigada pela parte que me toca, e pelos meus filhos também.
Deve haver quem esteja incomodado. Pela minha parte, andei incomodada toda a vida. Foi preciso vir a UE para me dar a possibilidade de estar num espaço público fechado sem que a minha saúde seja prejudicada. Muito obrigada pela parte que me toca, e pelos meus filhos também.
21 dezembro 2007
20 dezembro 2007
Chocolates
Desde que passo o Natal (depois ou durante) com a minha sogra que detesto oferecer (e receber) bombons no Natal. Isto porque a generosa senhora partilha todos os chocolates que recebe com quem está por perto. Ora, para mim, isto perverte toda a intenção do presente. Quer dizer, do meu ponto de vista. Porque entretanto dá para perceber que há quem dê bombons já com ela fisgada, ou seja, oferecem algo que querem comer. Está mal. Claro que eu, que gosto de ser a má da fita, não partilho os meus bombons com ninguém. Eventualmente poderei dar alguns ao meu mais que tudo - desde que não tenha sido ele a oferecer, mas ele não se metia numa dessas - mas pára aí. Prendas são prendas, e não se devolvem que é feio. Portanto, quem tiver a bela ideia de me oferecer chocolates ou bombons com a intenção de depois comer alguns à minha pala, está lixado. Aliás, eu faço questão que em ocasiões dessas, os presentes fiquem todos com a certeza de que eu não vou partilhar. Nem sequer é por ser egoísta. Eu gosto de partilhar, mas o gesto tem que partir de mim. As segundas intenções irritam-me.
Os bombons são uma prenda fácil. Um gajo vai ao supermercado, escolhe os que tiverem melhor aspecto, e já está. Se tem muitas prendas para despachar, compra uma data de caixas. É mais rápido do que ir a um centro comercial ou à baixa e escolher uma prenda individualizada para cada pessoa. É menos arriscado do que comprar um CD de música para cada um dos familiares. Assumimos que toda a gente gosta de chocolate, mesmo que estejam a fazer dieta. Mesmo que no fim da época festiva haja quem tenha tantas caixas de bombons em casa que passado meio ano deita a maior parte ao lixo, por ter passado a validade. Ah e tal, podíamos ser pessoas generosas, dar a quem não tem. Onde é que está o banco alimentar contra a fome a seguir ao Natal? (principalmente se não se vive em portugal) Onde é que estão as campanhas de ajuda ao próximo? Ora aqui está uma boa ideia, depois da festa feita, podia haver campanhas de recolha de excessos. Que o que sobra do Natal não são bem "sobras", mas sim excessos cometidos por quem nos quer bem (ou nem tanto).
Mas isto sou eu, a bruxa má do oeste. Deve haver imensas pessoas que adoram receber (e comer) os tais bombons. Até eu abro uma excepção, para uns bombons absolutamente deliciosos (de comer e pedir mais) de uma lojinha aqui em Munique, que um amigo uma vez me ofereceu nos anos. E que não se encontram no supermercado (é pena).
O meu problema é que ainda preciso de (só) uma prenda. E estou condenada a ficar em casa, à espera de homens que trazem coisas e nunca dizem a que hora certa vêm. Sinto-me tentada a comprar a tal caixa de chocolates ali do supermercado em baixo. Mas é para a minha mãe. E ela abomina chocolates ainda mais que eu.
Os bombons são uma prenda fácil. Um gajo vai ao supermercado, escolhe os que tiverem melhor aspecto, e já está. Se tem muitas prendas para despachar, compra uma data de caixas. É mais rápido do que ir a um centro comercial ou à baixa e escolher uma prenda individualizada para cada pessoa. É menos arriscado do que comprar um CD de música para cada um dos familiares. Assumimos que toda a gente gosta de chocolate, mesmo que estejam a fazer dieta. Mesmo que no fim da época festiva haja quem tenha tantas caixas de bombons em casa que passado meio ano deita a maior parte ao lixo, por ter passado a validade. Ah e tal, podíamos ser pessoas generosas, dar a quem não tem. Onde é que está o banco alimentar contra a fome a seguir ao Natal? (principalmente se não se vive em portugal) Onde é que estão as campanhas de ajuda ao próximo? Ora aqui está uma boa ideia, depois da festa feita, podia haver campanhas de recolha de excessos. Que o que sobra do Natal não são bem "sobras", mas sim excessos cometidos por quem nos quer bem (ou nem tanto).
Mas isto sou eu, a bruxa má do oeste. Deve haver imensas pessoas que adoram receber (e comer) os tais bombons. Até eu abro uma excepção, para uns bombons absolutamente deliciosos (de comer e pedir mais) de uma lojinha aqui em Munique, que um amigo uma vez me ofereceu nos anos. E que não se encontram no supermercado (é pena).
O meu problema é que ainda preciso de (só) uma prenda. E estou condenada a ficar em casa, à espera de homens que trazem coisas e nunca dizem a que hora certa vêm. Sinto-me tentada a comprar a tal caixa de chocolates ali do supermercado em baixo. Mas é para a minha mãe. E ela abomina chocolates ainda mais que eu.
18 dezembro 2007
Nem a miséria
Da maneira que está o país, nem para os imigrantes ilegais africanos serve. Não fosse o mau tempo, e teriam ido parar a Espanha, esse paraíso. Os marroquinos ficaram tão assarapantados com o destino que lhes calhou, que alguns tentaram fugir a nado. Antes Marrocos que Portugal. Afinal 1500 a 3000 euros (que é o que estes imigrantes pagam para conseguir lugar na embarcação) são 3,5 a 7 salários mínimos portugueses. Não vale a pena. (notícia aqui)
Oportunidade perdida
Durante 15 dias, mais coisa menos coisa, passei ao lado de um mercedes preto. Durante esses 15 dias, o carro estava estacionado numa rua onde eu passava todos os dias. Todo esse tempo pensei tenho que lhe tirar uma foto. Mas não tirei. O que é que o mercedes tinha de especial? Umas letras brancas, do lado do condutor, que diziam "mafia getaway car".
17 dezembro 2007
Ainda estou aqui
Mas a minha cabeça já foi de férias para o sítio do costume - já estou naquela fase em que para além de pensar nas prendas que ainda falta organizar (o puto dá tanto trabalho) só tenho em mente o bacalhau, as ameijoas, as rabanadas, as natas, os eclaires, as lojas abertas depois das 8 da noite, o leite creme, o telemóvel a tocar. Parece que por lá faz frio. Aqui também (o termómetro indica -3,4°C de momento), mas não o sinto. Na minha casa o clima é sempre tropical. Mesmo que seja Natal.
Mais uns dias, e vou então para o outro quentinho. Onde (também) me fazem as vontades todas (ah, as vantagens de se ser adulta e não se morar com os pais) e consigo andar a um ritmo diferente, o meu ritmo de lá. Na calma da casa dos meus pais, e no corropio de tentar ver os amigos que conseguir encaixar no espaço-tempo de que disponho. Está quase quase, e mal posso esperar.
Mais uns dias, e vou então para o outro quentinho. Onde (também) me fazem as vontades todas (ah, as vantagens de se ser adulta e não se morar com os pais) e consigo andar a um ritmo diferente, o meu ritmo de lá. Na calma da casa dos meus pais, e no corropio de tentar ver os amigos que conseguir encaixar no espaço-tempo de que disponho. Está quase quase, e mal posso esperar.
14 dezembro 2007
A qualidade...
...paga-se, dizem eles. É (supostamente) por isso que os produtos de qualidade são mais caros. Custa mais a produzir aquilo que é de qualidade. E nós, pategos, acreditamos que aquelas sapatilhas da n**e feitas na China ou no Vietname são melhores que as outras (mais baratas, feitas no Vietname ou na China) só porque são mais caras. Para nós, consumidores, que quem as fez recebeu meio tostão furado e trabalhou de sol a sol de segunda a domingo. Tal como acreditamos que os sapatos portugueses são dos melhores do mundo (e são), tanto que até são exportados para todo o lado. Pois é.
Parece que a indústria do calçado em Portugal vai de vento em popa. Que a balança importações-exportações nos é favorável, ao contrário, por exemplo, dos outros países da europa. E no entanto, apesar do desemprego galopante, a indústria do calçado revela problemas sérios em contratar gente. Precisam de mais pessoas, pessoas qualificadas, e não as conseguem encontrar. Queixam-se que os candidatos se recusam a trabalhar depois das 6 e meia. Que não sabem o que é que as pessoas querem da vida, para se recusarem a trabalhar (recusarem-se a ser exploradas, diria eu). Pois é, aparentemente o fenómeno é inexplicável. Tal como o fenómeno dos casais empregados que pedem ajuda ao banco alimentar contra a fome, por não conseguirem fazer face às despesas, apesar dos dois empregos. Pergunto eu, aos senhores da indústria do calçado, quanto é que estão a pagar aos tais empregados que querem que fiquem depois das seis e meia? 400 euros? 500? E andam à procura de pessoal qualificado? A pagar salários de miséria deve ser difícil... Mesmo que a procura seja superior à oferta - e pelos vistos nem é esse o caso.
Parece que a indústria do calçado em Portugal vai de vento em popa. Que a balança importações-exportações nos é favorável, ao contrário, por exemplo, dos outros países da europa. E no entanto, apesar do desemprego galopante, a indústria do calçado revela problemas sérios em contratar gente. Precisam de mais pessoas, pessoas qualificadas, e não as conseguem encontrar. Queixam-se que os candidatos se recusam a trabalhar depois das 6 e meia. Que não sabem o que é que as pessoas querem da vida, para se recusarem a trabalhar (recusarem-se a ser exploradas, diria eu). Pois é, aparentemente o fenómeno é inexplicável. Tal como o fenómeno dos casais empregados que pedem ajuda ao banco alimentar contra a fome, por não conseguirem fazer face às despesas, apesar dos dois empregos. Pergunto eu, aos senhores da indústria do calçado, quanto é que estão a pagar aos tais empregados que querem que fiquem depois das seis e meia? 400 euros? 500? E andam à procura de pessoal qualificado? A pagar salários de miséria deve ser difícil... Mesmo que a procura seja superior à oferta - e pelos vistos nem é esse o caso.
Publicidade para quê
Entrei em três lojas H&M à procura de uma peça que tenho visto em cartazes por todas as ruas onde passo. Dava uma prenda gira, e não era cara. Ora eu raramente vou à H&M. Quer dizer, antes de engravidar rarissimamente ia à H&M porque não gosto de 95% das coisas que vendem, mas ia à H&M kids pois para miúdos até têm coisas giras. E nos últimos meses fui lá algumas vezes porque é das poucas lojas que têm secção de grávida (tive uns jeans de lá fabulosos, que infelizmente já não me servem - e o número a seguir fica-me a nadar portanto não o comprei). E também têm coisas giras de bebé - mas isso deve ser porque a maior parte das coisas de bebé são giras, seja onde for.
Entrei em 3 lojas, e nada de encontrar a tal peça. Desisti logo. Deve haver umas 50 lojas da H&M só em Munique, mas não tenho pachorra para andar à procura. Era um bom negócio, e eu adoro um bom negócio, mas não vale este tipo de esforço principalmente agora que me canso rapidamente de andar de um lado para o outro. E depois lembrei-me que estes gajos também vendem na net. E fui ver o site. Lá estava a tal peça. E o único tamanho disponível era o XL. Infelizmente (?) o XL não serve a ninguém da minha lista de presentes. O XL, em número mais "normais" é um 48-50. Sendo que a tal peça era uma camisa de dormir curtíssima (e sem bonecos) desconfio que ninguém que vista 48-50 a use. E uma vez que era uma camisa de dormir, e como tal o perigo de encontrar alguém a usar a mesma roupa em público muito reduzido, porque é que não fizeram o dobro ou o triplo das camisas nos tamanhos da maioria das gajas? Por muita obesidade que possa haver por aí, parece-me que o facto de os números grandes ficarem sempre nas prateleiras muito depois de todos os pequenos terem esgotado devia ser uma indicação clara que estão a fazer números grandes a mais e números pequenos a menos. Ou não?
Entrei em 3 lojas, e nada de encontrar a tal peça. Desisti logo. Deve haver umas 50 lojas da H&M só em Munique, mas não tenho pachorra para andar à procura. Era um bom negócio, e eu adoro um bom negócio, mas não vale este tipo de esforço principalmente agora que me canso rapidamente de andar de um lado para o outro. E depois lembrei-me que estes gajos também vendem na net. E fui ver o site. Lá estava a tal peça. E o único tamanho disponível era o XL. Infelizmente (?) o XL não serve a ninguém da minha lista de presentes. O XL, em número mais "normais" é um 48-50. Sendo que a tal peça era uma camisa de dormir curtíssima (e sem bonecos) desconfio que ninguém que vista 48-50 a use. E uma vez que era uma camisa de dormir, e como tal o perigo de encontrar alguém a usar a mesma roupa em público muito reduzido, porque é que não fizeram o dobro ou o triplo das camisas nos tamanhos da maioria das gajas? Por muita obesidade que possa haver por aí, parece-me que o facto de os números grandes ficarem sempre nas prateleiras muito depois de todos os pequenos terem esgotado devia ser uma indicação clara que estão a fazer números grandes a mais e números pequenos a menos. Ou não?
13 dezembro 2007
O que faz falta
Detesto ouvir o alarme quando não tenho que me levantar. Ao fim de semana, por exemplo. O que eu preciso é de algo que seja uma mistura entre um rádio-alarme (o tal que toca todos os dias) e um telemóvel (que só toca quando o manda, embora a selecção seja limitada). Tem que haver uma coisa dessas em qualquer lado. Mas onde?
(Aqui está um. Feiinho e caro (40 dólares em 2005), e não resolve o problema onde é que se compra isto. Há-de haver alguma coisa mais bem parecida nalgum lado. E de preferência - já agora - que toque mais alguma coisa para além de rádio.)
(Aqui está um. Feiinho e caro (40 dólares em 2005), e não resolve o problema onde é que se compra isto. Há-de haver alguma coisa mais bem parecida nalgum lado. E de preferência - já agora - que toque mais alguma coisa para além de rádio.)
12 dezembro 2007
Gestão
Com o bloglines a aproximar-se perigosamente dos 100 feeds (mas como é que eu tenho tempo para ler isso tudo? não tenho, mas às vezes arranjo), impôs-se uma limpeza. Retirei pelo menos uns 13 blogues da lista. No entanto, isso não significa nada. Os que tirei já não eram actualizados há imenso tempo. Entretanto já voltei a acrescentar novos. Viciada incorrigível, é o que sou. E 99 é um bom número (hei-de lá chegar outra vez).
11 dezembro 2007
Pesadelos
Esta noite, um pesadelo novo, completamente inédito, em estreia para mim (e espero que não se repita). Depois destes anos todos com o meu mais que tudo, ele decidiu que ia passar a ir à missa, e à força, ou quase, que queria que eu fosse com ele. E eu, olha que esta, agora que pensava que te conhecia, agora que vamos ter um floquinho para tomar conta, depois deste tempo todo e de todas as conversas e discussões que tivemos, agora que eu pensava que já não me podias supreender (pela negativa), agora é que te sais com essa? Era só o que me faltava, eu não quero ir à missa e não vou. Felizmente acordei. Nem em sonhos volto a entrar em igrejas.
08 dezembro 2007
Conversas privadas (em público)
Não é que eu seja uma cusca. Um bocadinho, vá lá. Mas num transporte público, qualquer conversa que se tenha em tom audível será necessariamente ouvida pelas pessoas que estejam nas imediações, a não ser que tenham alguma coisa enfiada nos ouvidos.
Nos últimos meses até nem tenho andado muito de transportes públicos. Tanto que começo a pensar que, se continuo assim, não vale a pena renovar o meu bilhete anual (pague 9 meses e meio, ande 12), pessoal e intransmissível, que me permite andar pela cidade inteira durante todo o dia e toda a noite, enquanto houver comboios, metro, autocarro, ou eléctrico. E com o meu nome impresso, para que, caso me esqueça do bilhete em casa e seja fiscalizada (nem me lembro quando foi a última vez, talvez tenha sido há um ano ou mais) pague apenas 5 euros de multa em vez dos normais 40. Uma maravilha, patrocinada pelo pagamento adiantado - eles ficam com os juros, eu posso andar sem grandes sobressaltos mesmo que apareça um batalhão de casaco comprido (e feio) azul, pronto para apanhar os penetras. Apanham sempre alguém.
Dizia eu que nos transportes públicos se ouvem as conversas dos companheiros de viagem, mesmo que não se queira. Da mesma maneira que se sentem os cheiros da comida que o pessoal come - tomara que não me chegassem ao nariz, principalmente quando é cheiro a McDonalds à hora do pequeno almoço. Ou couves cozidas (como é que será que se consegue arranjar cheiro forte a couves cozidas?) às 5 e meia da tarde. Pois há uns dias, vinham uns adolescentes no mesmo metro que eu, literalmente a um metro (se tanto) de mim, na galhofa, armados em bons. Sim, eles são os maiores, todos sabemos. O que não sabem é que é pela boca que morre o peixe, e que por solidariedade com todos os miúdos da idade deles, deviam manter a dita fechada. Ou pelo menos falar mais baixo. É que assim não se denunciavam mutuamente.
Vinham os miúdos a explicar como são muito mais inteligentes que os seus próprios pais. Como, em vez de dormir, tinham por hábito esconder o gameboy debaixo dos cobertores quando os pais apareciam para ver se eles estavam a descansar. E eu a pensar cá para comigo, não acredito que os pais destes miúdos não se apercebam. Podem escolher não ver o que se passa, mas serem tão facilmente enganados? Nunca esconderam um livro dos seus próprios pais? Nunca puseram uma toalha a tapar a frincha por baixo da porta enquanto se dedicavam a actividades nocturnas (ler, por exemplo)? Mas, acima de tudo, não estranham os miúdos não estarem 100% acordados (ou 80%, no caso dos mais dorminhocos) de manhã? Eles lá sabem. O meu miúdo é que não achou graça nenhuma quando o apanhei a esconder o jogo na hora em que devia estar a ler. E para o convencer que anda por aí uma conspiração contra ele, contei-lhe da história do metro. Se ele apanha os outros miúdos, estão feitos.
Nos últimos meses até nem tenho andado muito de transportes públicos. Tanto que começo a pensar que, se continuo assim, não vale a pena renovar o meu bilhete anual (pague 9 meses e meio, ande 12), pessoal e intransmissível, que me permite andar pela cidade inteira durante todo o dia e toda a noite, enquanto houver comboios, metro, autocarro, ou eléctrico. E com o meu nome impresso, para que, caso me esqueça do bilhete em casa e seja fiscalizada (nem me lembro quando foi a última vez, talvez tenha sido há um ano ou mais) pague apenas 5 euros de multa em vez dos normais 40. Uma maravilha, patrocinada pelo pagamento adiantado - eles ficam com os juros, eu posso andar sem grandes sobressaltos mesmo que apareça um batalhão de casaco comprido (e feio) azul, pronto para apanhar os penetras. Apanham sempre alguém.
Dizia eu que nos transportes públicos se ouvem as conversas dos companheiros de viagem, mesmo que não se queira. Da mesma maneira que se sentem os cheiros da comida que o pessoal come - tomara que não me chegassem ao nariz, principalmente quando é cheiro a McDonalds à hora do pequeno almoço. Ou couves cozidas (como é que será que se consegue arranjar cheiro forte a couves cozidas?) às 5 e meia da tarde. Pois há uns dias, vinham uns adolescentes no mesmo metro que eu, literalmente a um metro (se tanto) de mim, na galhofa, armados em bons. Sim, eles são os maiores, todos sabemos. O que não sabem é que é pela boca que morre o peixe, e que por solidariedade com todos os miúdos da idade deles, deviam manter a dita fechada. Ou pelo menos falar mais baixo. É que assim não se denunciavam mutuamente.
Vinham os miúdos a explicar como são muito mais inteligentes que os seus próprios pais. Como, em vez de dormir, tinham por hábito esconder o gameboy debaixo dos cobertores quando os pais apareciam para ver se eles estavam a descansar. E eu a pensar cá para comigo, não acredito que os pais destes miúdos não se apercebam. Podem escolher não ver o que se passa, mas serem tão facilmente enganados? Nunca esconderam um livro dos seus próprios pais? Nunca puseram uma toalha a tapar a frincha por baixo da porta enquanto se dedicavam a actividades nocturnas (ler, por exemplo)? Mas, acima de tudo, não estranham os miúdos não estarem 100% acordados (ou 80%, no caso dos mais dorminhocos) de manhã? Eles lá sabem. O meu miúdo é que não achou graça nenhuma quando o apanhei a esconder o jogo na hora em que devia estar a ler. E para o convencer que anda por aí uma conspiração contra ele, contei-lhe da história do metro. Se ele apanha os outros miúdos, estão feitos.
06 dezembro 2007
Sacos, saquinhos e sacões
Uma coisa é pagar o saco, outra coisa, muito diferente, é pagar uma taxa=imposto sobre o tal saco. Numa terra onde já se pagam milhentos impostos por tudo e por nada.
Cá pagam-se os sacos na maioria dos supermercados. Nalguns, há sacos pequenitos que são de borla. Quando se vai ao hiper (ou à coisa mais parecida com um hiper que houver) trazem-se as compras numas caixas de plástico grandes, que podem ser dobradas para não ocupar tanto espaço. E eu - talvez por ser portuguesa - uso os sacos que me dão para o lixo. O mais estranho nisto tudo é que, apesar de comprar poucos sacos (que custam 15 a 25 cêntimos), talvez uns 2 por semana, no máximo, tenho uma colecção enorme em casa. Um sacão cheio de sacos mais pequenos. E a única boa ideia que tive depois desta história toda foi, da próxima vez que mandar as embalagens para reciclar, mandar os sacos juntos. É que mesmo poupando sacos, a verdade é que há sacos a mais na minha casa.
Cá pagam-se os sacos na maioria dos supermercados. Nalguns, há sacos pequenitos que são de borla. Quando se vai ao hiper (ou à coisa mais parecida com um hiper que houver) trazem-se as compras numas caixas de plástico grandes, que podem ser dobradas para não ocupar tanto espaço. E eu - talvez por ser portuguesa - uso os sacos que me dão para o lixo. O mais estranho nisto tudo é que, apesar de comprar poucos sacos (que custam 15 a 25 cêntimos), talvez uns 2 por semana, no máximo, tenho uma colecção enorme em casa. Um sacão cheio de sacos mais pequenos. E a única boa ideia que tive depois desta história toda foi, da próxima vez que mandar as embalagens para reciclar, mandar os sacos juntos. É que mesmo poupando sacos, a verdade é que há sacos a mais na minha casa.
05 dezembro 2007
ASAE
Não querem mandar a ASAE para aqui? É que me mete nojo ver o pessoal a pegar no pão com as mãos nas padarias... blhéc... com as mesmas mãos sujas com que recebem o dinheiro e dão o troco. Para país civilizado (pois...) sairam-me uns grandes recos.
Que delícia
Eu sou muito bem mandada (não perguntem à minha mãe!). Vi aqui (há umas horas apenas), imprimi logo, e fiz logo uns deliciosos muffins... Bem, a autora chamou-lhe bolinhos de chocolate, o meu miúdo chamou-lhes muffins, o meu mais que tudo, chamou-lhes um figo... e eu não lhes chamei nada que não deu tempo, comi logo uma data deles (dos mais pequeninos).
#74
Ainda haverá quem consiga olhar para o Ângelo Correia e não desatar a rir por causa da cena da dentadura que saiu disparada? Eu ontem olhava para a televisão e só pensava, de onde é que eu conheço este senhor... E se não fosse a história da dentadura não só não lhe teria reconhecido a cara, como não me lembraria do nome dele. Lá dizia o outro, there's no such thing as bad publicity...
#73
Já tive um filho. Escrevi um blogue - quer dizer três - e um livro de anedotas para o miúdo (edição limitada a dois exemplares, novas edições ainda possíveis, eventualmente revistas e aumentadas). Plantei couves aos 7 anos - roubei as sementes ao meu pai e pu-las num vaso na varanda. Mais tarde o meu pai mudou-as para o quintal, mas nunca disse uma palavra sobre o assunto. Se contarmos que as couves cresceram mais de um metro, podem contar como árvores. Ainda assim, não sinto que já possa morrer descansada. Não antes dos putos terem 18 anos. E depois logo se vê.
28 novembro 2007
Ai ai ai...
...quem escorrega também cai.
Não, não caí. Ultimamente. Se bem que há umas semanas tive a brilhante ideia de usar saltos e quase que caía das escadas abaixo. Mentira, caí mesmo. Mas de cu, não estraguei nada nem fui para o hospital a seguir. Fiquei só com uma dor no rabo e no orgulho, e andei com muito cuidadinho o resto do dia. Lembrei-me de uma amiga minha, que uma vez caiu na rua - escorregou e caiu para a frente e ficou estatelada no chão - e que quando ela me contou a história, dorida do corpo e de vergonha, fartei-me de rir. Grande amiga que eu sou. Não era capaz de parar, achei a história tão cómica, porque não estava lá, e como tal só podia imaginar o que tinha acontecido. Na minha imaginação tudo é divertidíssimo.
Isto tudo para dizer que está frio. No caminho para o carro (ando muito preguiçosa) tenho tendência a escorregar em qualquer bocadinho de gelo que haja. O vidro do carro congela durante a noite, e de manhã é preciso raspar o gelo. E se isso nunca foi tarefa fácil, agora é ainda mais difícil. A barriguinha não me deixa chegar ao meio do vidro. Preciso de um carro novo. Ou de um vidro que se limpe automaticamente. Ou que alguém me instale um aquecimento automático (que não instalei logo que comprei o carro porque era caríssima - e agora não deve ser mais barato). Ou de um voluntário que limpe o vidro. Soluções não me faltam. A implementação é que está difícil.
Não, não caí. Ultimamente. Se bem que há umas semanas tive a brilhante ideia de usar saltos e quase que caía das escadas abaixo. Mentira, caí mesmo. Mas de cu, não estraguei nada nem fui para o hospital a seguir. Fiquei só com uma dor no rabo e no orgulho, e andei com muito cuidadinho o resto do dia. Lembrei-me de uma amiga minha, que uma vez caiu na rua - escorregou e caiu para a frente e ficou estatelada no chão - e que quando ela me contou a história, dorida do corpo e de vergonha, fartei-me de rir. Grande amiga que eu sou. Não era capaz de parar, achei a história tão cómica, porque não estava lá, e como tal só podia imaginar o que tinha acontecido. Na minha imaginação tudo é divertidíssimo.
Isto tudo para dizer que está frio. No caminho para o carro (ando muito preguiçosa) tenho tendência a escorregar em qualquer bocadinho de gelo que haja. O vidro do carro congela durante a noite, e de manhã é preciso raspar o gelo. E se isso nunca foi tarefa fácil, agora é ainda mais difícil. A barriguinha não me deixa chegar ao meio do vidro. Preciso de um carro novo. Ou de um vidro que se limpe automaticamente. Ou que alguém me instale um aquecimento automático (que não instalei logo que comprei o carro porque era caríssima - e agora não deve ser mais barato). Ou de um voluntário que limpe o vidro. Soluções não me faltam. A implementação é que está difícil.
24 novembro 2007
23 novembro 2007
Coisas boas, mas mesmo boas
Depois de ter visto um amigo a brincar com a sua wii, quer dizer, a utilizar a wii para ir à net, fiquei a pensar se aquilo seria uma boa ideia para mim. (Eu já tinha uma wii, só não estava era ligada à net.) Esqueci o assunto por umas semanas, até que fui forçada a ficar em casa durante tempo indeterminado, e rapidamente cheguei à conclusão que a televisão não me consegue entreter durante o dia todo (demasiadas repetições, além de que não gosto de tudo o que dá, o que suponho que seja normal mesmo para uma viciada em televisão como eu), mas também não posso ficar muito tempo ao computador (o meu outro vício). Podia ler uns livros (se bem que para isso teria de ir às compras, pois todos os que tenho em casa já li e não tenho por hábito ler a mesma coisa duas vezes - nem ver o mesmo filme duas vezes), mas isso é actividade de férias, e não me sinto propriamente em férias. Falta-me o mar, a areia, o sol, essas coisas.
De modo que me lembrei da wii. A ideia não é usá-la para ver o mail, escrever no blogue (escrever o quê? na horizontal não me apetece escrever nada), ou passar o dia no messenger. A intenção é (finalmente) ver aqueles vídeos todos que me estão sempre a mandar num écran gigante (comparado com o do pc). Detesto ver vídeos com mais de 30 segundos no computador. Não me consigo concentrar neles, começo logo a fazer outras coisas ao mesmo tempo e acabo por não perceber as piadas. Assim é muito melhor. Com um braço, o direito ou o esquerdo (para treinar o cérebro ;)) posso ver os vídeos todos que me apetecer. A única desvantagem, face às séries de televisão, é que provavelmente não vou conseguir adormecer a ver vídeos. É que quando acabar o barulho de fundo vou acordar. Por outro lado, sempre é menos violento do que adormecer com aqueles canais de documentários e acordar com um monte de gente aos gritos porque entretanto começou um programa sobre desastres.
Liguei a wii à net num instante. Foi facílimo, e completamente automático porque a rede sem fios já estava a funcionar. Depois gastei uns trocos a comprar pontos para instalar o browser (opera). Mas foi dinheiro bem gasto. Agora é que o sofá vai mesmo ficar com a forma do meu rabo incrustada.
De modo que me lembrei da wii. A ideia não é usá-la para ver o mail, escrever no blogue (escrever o quê? na horizontal não me apetece escrever nada), ou passar o dia no messenger. A intenção é (finalmente) ver aqueles vídeos todos que me estão sempre a mandar num écran gigante (comparado com o do pc). Detesto ver vídeos com mais de 30 segundos no computador. Não me consigo concentrar neles, começo logo a fazer outras coisas ao mesmo tempo e acabo por não perceber as piadas. Assim é muito melhor. Com um braço, o direito ou o esquerdo (para treinar o cérebro ;)) posso ver os vídeos todos que me apetecer. A única desvantagem, face às séries de televisão, é que provavelmente não vou conseguir adormecer a ver vídeos. É que quando acabar o barulho de fundo vou acordar. Por outro lado, sempre é menos violento do que adormecer com aqueles canais de documentários e acordar com um monte de gente aos gritos porque entretanto começou um programa sobre desastres.
Liguei a wii à net num instante. Foi facílimo, e completamente automático porque a rede sem fios já estava a funcionar. Depois gastei uns trocos a comprar pontos para instalar o browser (opera). Mas foi dinheiro bem gasto. Agora é que o sofá vai mesmo ficar com a forma do meu rabo incrustada.
20 novembro 2007
O futebol
Quando estamos a ver, nem todos somos treinadores de bancada, Maradonas, ou Ronaldos. Mas nem todos temos paciência para apanhar secas. Imagino o que pensarao os tipos que pagaram bilhete.
Futebol
Nao se arranja por aí um seleccionador que nao tenha bigode? Ou é um dos requisitos do trabalho?
Já agora, o Rui Caçador parece o avô cantigas (ora vejam nas notícias). O que até nem calha mal.
Já agora, o Rui Caçador parece o avô cantigas (ora vejam nas notícias). O que até nem calha mal.
19 novembro 2007
Continuem a brincar
Se a selecção masculina de futebol (a) continuar a jogar como até agora (ou seja, para o mínimo dos mínimos), na quarta feira jogará para o empate com a Finlândia e ver-se-á afastada do campeonato (segundo a minha teoria de que quando esta selecção joga para o empate - e isso acontece muitas vezes - perde). A única hipótese é aparecer um gajo que não sabe do plano (como o Makulula) que entra a meio do jogo convencido que tem que marcar golos. Na quarta vemos como é. Se tivesse que apostar, apostaria num 1-0 para a Finlândia. Até porque Scolari está de volta, e portanto as probablilidades de um Makulula entrar são mínimas. A não ser que haja um milagre e todas as outras opções sejam inutilizadas por lesão.
Aos comentadores de futebol (deste e do outro): parem lá de dizer, a cada pseudo-remate, que é/era uma oportunidade de marcar. Na realidade todos os remates são é boas oportunidades para falhar. Uma baliza tão grande e o Simão vai acertar na trave??? Era mais fácil acertar no guarda-redes...
Aos comentadores de futebol (deste e do outro): parem lá de dizer, a cada pseudo-remate, que é/era uma oportunidade de marcar. Na realidade todos os remates são é boas oportunidades para falhar. Uma baliza tão grande e o Simão vai acertar na trave??? Era mais fácil acertar no guarda-redes...
16 novembro 2007
Desporto de Inverno
Confesso que não lhe tinha saudades nenhumas... Hoje fui fazer um favor ao miúdo, de carro, e lá tive que limpar a neve antes de sair. Tinha uns 7-8 cm de neve acumulada, o que deu uns 10 minutos de trabalho a tirar. É que é preciso limpar as janelas mas também o tejadilho, a mala e o capot, para não mandar a avalanche para cima dos outros condutores. Talvez tenha demorado um bocadinho menos, já que fiz batota e pus o carro a trabalhar enquanto fazia a limpeza, com o ar quente ligado lá dentro para me ajudar. Isto é coisa para pôr um alemão que passe aos berros para mim, onde é que já se viu ter o carro a gastar gasolina e a mandar poluentes para o ar sem sequer sair do sítio?
O mais estranho é que estavam -3°C e eu de t-shirt, casaco de malha aberto, e casaco de antes do inverno aberto, não tinha frio nenhum... A diferença que faz o sol brilhar...
O mais estranho é que estavam -3°C e eu de t-shirt, casaco de malha aberto, e casaco de antes do inverno aberto, não tinha frio nenhum... A diferença que faz o sol brilhar...
Não fumador
Parece que por causa da UE a partir de Janeiro os restaurantes (pelo menos) vão passar a ser livres de fumo. E as salas de fumadores têm que estar separadas por paredes (pelo menos) das de não fumadores. Depois de tantos anos a fugir de restaurantes por causa do fumo, só acredito quando vir. Principalmente neste país, onde há cartazes enormes na rua a publicitar cigarros. E onde há anúncios a tabaco no cinema. No entanto, verdade seja dita, alguns restaurantes já se adaptaram, retirando cinzeiros e proibindo o fumo no seu interior. Devagar, devagarinho, o ar vai começar a desanuviar.
14 novembro 2007
Caldo verde
(ou mais uma das minhas ideias brilhantes)
Será que aquelas maquinetas que servem para cortar papel em tirinhas também cortam folhas de couve para o caldo verde?
11 novembro 2007
O duche mais rápido do mundo
O puto mete-se debaixo do chuveiro, aparece molhado e a dizer que já tomou banho. E uma pessoa acredita que ele acaba de tomar o duche mais rápido do mundo. E só porque ia dar-lhe um jeito no cabelo é que me apercebi da verdade. Ao sentir o cabelo meio seco por baixo vi a luz: o tipo meteu-se debaixo do chuveiro e saiu logo a seguir. Sacanita.
10 novembro 2007
Estúpido é...
Apanhar um elevador (em PT, where else), onde uma velha (mais de espírito que de outra coisa, provavelmente) leva consigo um cigarro aceso. No aeroporto, onde só se pode fumar "em áreas designadas". Mandar vir com a velha. E a velha justificar-se que vinha a "esconder o cigarro" (fiquei parva com esta, mas a velha pensa que tem 5 anos ou quê?), e que vinha do café e que lá se pode fumar. Pois é, mas um elevador é um espaço fechado, e vai ali mais gente. A velha está-se a cagar, a viagem era curta, os outros que se lixem. P**a que pariu a velha. A minha vontade era esganá-la. No mínimo.
08 novembro 2007
3 horas
18h00 - queria fazer um bolo
18h20 - dei a volta aos livros todos, e decidi fazer dois: pão de ló e torta de pinhões
18h45 - faço a lista de ingredientes para os dois bolos e verifico o que é que faz falta. A manteiga está em risco de não chegar (é preciso untar pelo menos duas formas, talvez três, porque um dos bolos tem tendência a precisar de uma segunda forma). O supermercado fecha às oito.
19h00 - vou às compras. Além da manteiga, trago pinhões (não quero ficar a zero), hóstias (vinham numa receita de biscoitos que me pode apetecer fazer um dia destes e nunca antes tinha visto à venda) e couve (no supermercado apeteceu-me sopa).
19h15 - penso nos bolos, e começo a fazer o jantar. Ao mesmo tempo faço um telefonema demorado. Cozinhar com o telefone encostado a uma orelha e ao ombro não é nada fácil.
20h00 - a sopa ainda vai a meio e ainda não fiz o prato principal.
20h30 - finalmente sento-me a comer. O jantar está uma delícia. É pena ter-me esquecido de ferver legumes cortados em pedacinhos à parte, acrescentei-os depois de desfazer a primeira parte da sopa em puré, e assim demorou mais tempo. Detesto deixar a sopa para o fim.
20h50 - acabo de comer, e de dar a sobremesa ao puto (laranja às rodelas).
21h00 - esqueço os bolos. Já passei demasiado tempo na cozinha hoje, e a louça ainda está por arrumar. Ainda para mais sujei o fogão todo.
18h20 - dei a volta aos livros todos, e decidi fazer dois: pão de ló e torta de pinhões
18h45 - faço a lista de ingredientes para os dois bolos e verifico o que é que faz falta. A manteiga está em risco de não chegar (é preciso untar pelo menos duas formas, talvez três, porque um dos bolos tem tendência a precisar de uma segunda forma). O supermercado fecha às oito.
19h00 - vou às compras. Além da manteiga, trago pinhões (não quero ficar a zero), hóstias (vinham numa receita de biscoitos que me pode apetecer fazer um dia destes e nunca antes tinha visto à venda) e couve (no supermercado apeteceu-me sopa).
19h15 - penso nos bolos, e começo a fazer o jantar. Ao mesmo tempo faço um telefonema demorado. Cozinhar com o telefone encostado a uma orelha e ao ombro não é nada fácil.
20h00 - a sopa ainda vai a meio e ainda não fiz o prato principal.
20h30 - finalmente sento-me a comer. O jantar está uma delícia. É pena ter-me esquecido de ferver legumes cortados em pedacinhos à parte, acrescentei-os depois de desfazer a primeira parte da sopa em puré, e assim demorou mais tempo. Detesto deixar a sopa para o fim.
20h50 - acabo de comer, e de dar a sobremesa ao puto (laranja às rodelas).
21h00 - esqueço os bolos. Já passei demasiado tempo na cozinha hoje, e a louça ainda está por arrumar. Ainda para mais sujei o fogão todo.
07 novembro 2007
Raisparta
Ainda não consegui perceber porque é que certos blogues desactivam a função do botão direito do rato. Com certeza que não é para que não lhes copiem os textos, porque isso consegue-se (por exemplo) com o botão esquerdo e ctrl-C. Ao desactivar as funções do botão direito perde-se a possibilidade de abrir um link noutra janela (dá jeito, principalmente se se querem seguir dois ou mais links a partir da mesma página) - que é o uso que eu lhe dou, porque a maioria das pessoas nem sequer sabe como fazer isto automaticamente (é fácil!). Só consigo lembrar-me de uma de duas utilidades: 1- irritar-me; 2- descobrir qual o atalho para os links abrirem automaticamente noutra janela.
E agora, que já resmunguei, vou estudar a segunda opção.
E agora, que já resmunguei, vou estudar a segunda opção.
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