08 outubro 2014
Não é para qualquer um
Ultimamente este problema agudizou-se. Eu só costumava adormecer a ver filmes. Ou documentários. Programas longos, digamos. Mas agora até a ver séries adormeço. Mesmo aquelas em que os episódios duram vinte minutos. Mesmo a lembrar-me em que sítio adormeci e a recomeçar a partir daí, já adormeci três vezes a ver o mesmo episódio da teoria do Big Bang. E não são micro sestas, eu adormeço a ver isto a seguir ao jantar e quando acordo vou para a cama. Vamos lá ver se é hoje que acabo aquele episódio que já ando a ver desde o início da semana...
03 outubro 2014
D'oh!
Tão brilhante como um dia de sol
Este, encontrei-o na Califórnia. Não é um Porsche com uma pintura muito elaborada, é um Porsche espelhado.
02 outubro 2014
Admirável mundo novo
Há dias em que se descobre mais um sítio onde se podia ser feliz.
01 outubro 2014
Setembro versão ping pong
Passeios à beira mar, Atlântico e Pacífico.
Poucas noites em casa. Cada noite em sua cama.
Um miúdo a começar a universidade (como é que isto aconteceu?). Uma miúda a entrar para a escola (foi um instante!). Trabalho, muito trabalho. Antes assim. Isto agora acalma, um bocadinho. Na confusão dos dias, das semanas, já só me orientava com o calendário. Bendito smartfone.
04 setembro 2014
Selfies
02 setembro 2014
O regresso
A miúda pergunta se já é Inverno. Não, ainda é Verão. O Verão então deve ter trocado com o Outono. Pois, se calhar.
O amigo espanhol pergunta-me como estou. Estamos iguais, amigo, os anos começam a pesar e esta tradição de regressar directamente do verão como o conhecemos para o frio e chuva, é cada vez mais desagradável. Sim, daqui a umas semanas esquecemo-nos. Uma pessoa embrenha-se no trabalho e nas rotinas e o resto fica em segundo plano durante uns meses.
Almocei truta com batatas fritas. Nunca gostei de truta. Tinha muitas espinhas, quase me engasguei. Nem comi sobremesa, fruta ou o que fosse.
Despachei uma data de pendentes. Várias pilhas deles. Lembrei-me que tenho um blogue.
29 agosto 2014
Está quase
Como dizia um emigrante num programa da SIC no outro dia, o que custa mais é a primeira semana. A mim, duas coisas. A mais imediata, o levantar cedo. A outra é o almoço.
12 agosto 2014
11 agosto 2014
Não prima pela beleza
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| "Pierre de Fermat" by This file is lacking author information. - http://www-groups.dcs.st-and.ac.uk/~history/PictDisplay/Fermat.html. Licensed under Public domain via Wikimedia Commons. |
27 julho 2014
A minha praia
Encaro as férias como morar temporariamente noutro sítio - porque não gosto de mudanças. Ficar mais que alguns dias num lugar tem que ter uma aparência de permanência. Crio rapidamente hábitos, gosto da familiariedade. Não sinto necessidade de estar sempre a experimentar coisas novas. Sei que gosto muito do meu café com leite, sumo de laranja e torrada de manhã, não quero trocar por salmão fumado, champanhe e tostas. Ou outra coisa qualquer. Se experimentar um restaurante novo e gostar, volto lá vezes sem conta. Gosto da minha praia. Conheço muitas outras, já fui frequentadora habitual, ano após ano, de mais que uma, ao longo da costa, mas agora, esta é a minha. Escolhida por mim, mesmo nos anos em que ia de férias para outros lados, era a esta que eu vinha parar uma e outra vez. Há coisas a que não há como escapar.
Dou um passeio ao longo de outras praias, observo a quantidade de gente, os comportamentos dos frequentadores, as ondas, as rochas, o tipo de pedras e conchinhas, se e quando tem algas. A minha praia é melhor, fico por lá. Sei quem é o nadador salvador, converso com a senhora do bar, conheço todos os vendedores de bolas de berlim e os seus pregões e forma de andar. Os vizinhos das manhãs, são sempre os mesmos, ano após ano. Reformados, compraram apartamentos à beira-mar, e voltam à terra deles só quando precisam de tratar de alguma burocracia. Ou então de uma consulta, sintoma do estado do país, quando se têm que fazer 300 quilómetros para ir ao médico. Abro a tabela de marés religiosamente, gosto de estar a par das marés, alta e baixa, e das alturas respectivas. Interesso-me pela previsão da actividade piscícola. Sei até onde vai a água quando a maré alta chega aos 3,4m e que, quando chega aos 3,9m, quase não há espaço para toalhas. Quando a maré baixa até aos 0,4m as rochas estão o mais descobertas possível, e isto acontece, no máximo dois dias por mês. Pela lua cheia os peixes ficam doidos, andam em cardumes quase à superfície, vêem-se-lhes as bocas a tentar apanhar não sei bem quê. Os maiores, mais sagazes, nadam mais fundo. As gaivotas deliciam-se com a pescaria fácil. As mais jovens comem até não conseguirem levantar vôo.
Há falésias lindas, em risco de cair, sinais que indicam perigo, olimpicamente ignorados por algumas pessoas. Numa zona, fazem quase um círculo, onde adolescentes jogam vólei ao fim da tarde. Noutra zona, as falésias desenham uma baía, cortam as ondas, criam uma zona de calmaria, quase um lago. Aí ancoram veleiros e barcos a motor dias inteiros, tornando-se parte da paisagem.
Na época balnear, os serviços de praia fecham às sete da tarde. Na verdade, tudo tem horário, e nem é preciso relógio para saber as horas na minha praia. Perto do meio dia a maioria das pessoas vai embora. Pelas quatro chegam outras. Há poucos que venham de manhã e regressem à tarde. Alguns chegam pelo meio dia e abalam pelas quatro ou cinco horas. Pelas seis, a praia começa a esvaziar, e às sete já fica muito pouca gente. Depois das sete, por vezes, aparece um ou outro cão, apesar de proibido. Às oito e meia, quando a praia já está toda à sombra e o sol prestes a pôr-se, vão embora os últimos entusiastas. Amanhã há mais.
25 julho 2014
hummm
Já a mãe, não consegue perceber porque é que isto é muito mais cansativo que as férias normais. Tem dias em que se lembra do trabalho com nostalgia. Não fora a chuva - eu gosto do meu verão sem ela - arrumava a tralha e ia embora.
21 julho 2014
A admirar a curvatura da terra
19 julho 2014
Como as cerejas
Voltando à crónica, o outro ponto alto, de regresso à infância, é quando o autor utiliza oito adjectivos para caracterizar o espírito desta mania de controlar e limitar as liberdades individuais. E ao ler essa lista de adjectivos saltam-me à memória dois ou três livros da colecção que está no quarto da minha filha. A musicalidade que tem a leitura de uma boa quantidade de adjectivos seguidos, a graça que traz a um texto.
Esta crónica, escrita para adultos, desperta a criança que há em mim. Há pouca gente a escrever assim.
16 julho 2014
A mosca na sopa
13 julho 2014
Quantas vezes toca o carteiro
O que traz cartas costuma passa normalmente de manhã, antes de eu ir trabalhar. Vem na sua bicicleta amarela com um espaço gigante para a correspondência na frente e um apoio para a bicicleta se aguentar de pé quando ele sai para meter as cartas na caixa do correio. Não toca à campainha, e não costuma dar sequer os bons dias se uma pessoa se cruza com ele à porta. Mesmo nos dias de sol.
Durante o dia, se houver encomendas a receber, um dos outros aparece. Pode ser a qualquer hora, de segunda a sábado, uma carrinha da DHL ou outras, conforme. A maior parte destes condutores-carteiros devem ser parentes do Speedy Gonzalez. Até conduzem relativamente devagar, embora estacionem sempre mesmo em frente à porta onde vão fazer a entrega, mesmo que seja em segunda fila e estejam a empatar o trânsito. Mas não tocam duas vezes à campainha. Tocam uma vez (alguns desconfio que nem tocam), e começam logo a preencher o aviso para se ir recolher a encomenda à estação.
Agora imaginem que estão em casa, e é sábado de manhã. Ainda estão na cama porque a semana de trabalho foi comprida, cansativa, e se calhar ontem ainda tiveram um jantar de amigos, ou foram a um concerto, ou para os copos. Toca a campainha. A primeira reacção é "que se lixe, vão chatear outro", porque ainda estão ensonados e só pensam nas testemunhas de jeová que têm por hábito bater à porta nas alturas mais inconvenientes. Mas passados uns segundos lembram-se daquela coisa que encomendaram e pela qual têm estado ansiosamente à espera. E saltam da cama porque as filas na estação de correios são sempre tão longas, e os correios são longe, e depois só a partir de segunda é que poderiam ir buscar a encomenda. Ao saltar da cama, olham para o que trazem (ou não) vestido. Correm para o roupão, embrulham-se a ele, e dirigem-se a toda a velocidade para a porta. Um aviso de encomenda é uma coisa que um carteiro experiente preenche em muito poucos segundos. Eles nem sequer se preocupam em escrever correctamente o nome do destinatário, põem a hora e está a andar. Chegam à porta, trancada, gritam "espere aí!", procuram a chave, abrem a porta, e saem, descalços e tudo. Ufa. Uma ida aos correios evitada. Voltam para dentro e olham-se ao espelho. É por isto que é só nos filmes que as mulheres abrem a porta ao carteiro em lingerie .
11 julho 2014
Optimismo é
(Mas como é que o Brasil não marcou uns 4 ou 5 golos???)
07 julho 2014
Se eu morrer, espero não ter deixado a diversão para o fim
Na primária, dizia eu, tínhamos que escolher entre fazer primeiro a prova de meio físico ou de matemática, e isto em acordo com o nosso colega de carteira, que faria a outra prova. Eu e a minha colega nunca tínhamos discussões sobre o assunto. Ambas gostávamos mais de matemática, e menos de meio físico, mas tínhamos atitudes diametralmente opostas sobre o que deveria vir primeiro. Eu preferia começar pela matemática, a minha colega pelo meio físico. Para mim vinha primeiro o prazer, para ela, vinha primeiro a chatice (ia escrever obrigação, mas na verdade, ambas as provas eram uma obrigação, não havia como escapar a nenhuma delas).
Mais tarde, numas férias de verão daquelas mesmo antes de me começar a interessar por rapazes (se bem que isto nem venha ao caso), a minha família combinou com uma família amiga irmos juntos para o Algarve. Em chegando lá, eu e a filha destes amigos demos um passeio de reconhecimento e catalogámos minuciosamente todas as coisas que queríamos fazer durante as férias. Tínhamos combinado fazer uma coisa da lista por dia. Infelizmente para mim, logo num dos primeiros dias fiquei doente, e em vez de ir riscando os items já completados da lista de diversões, passei o resto das férias no hospital ou na cama, fechada debaixo de tecto. Jurei que nunca mais deixava nada divertido para amanhã.
Entretanto, com a idade adulta, vou riscando cada vez mais as coisas que não gosto ou não me interesso das listas de coisas a fazer - sendo que este tipo de coisas só aparece como sugestão de outras pessoas. A vida é curta para desperdiçar com coisas que não valem a pena.
06 julho 2014
É o caraças pá
1- Pânico
2- Pesadelos
3- Esperar que algum serviço de atendimento abra (dia e meio), para perguntar
4- Pesquisas na net - resultado inconclusivo
5- aaaaaaaaaaaaaaaaaarghhhhhhhhhhhhhh
6- Culpar o governo pelo estado da Nação
7- Tirar conclusões sobre o país, perguntar-se mas como é que isto é possível - sendo que "isto" cobre múltiplas situações, como o estado as coisas, o país não estar às moscas, a falta de justiça, o como é possível viver com o jugo da culpa de tudo e mais alguma coisa sempre às costas (sim, culpa de ter eleito ou não ter votado nesta gente ou noutra, culpa porque aconteça o que acontecer a filosofia é de que se é culpado até prova em contrário, e mesmo aí, ainda haverá dúvidas, culpa de o dispositivo que comprámos e apitou noutros locais, de repente ter decidido não funcionar e a injustiça que é comprarmos uma porcaria de um aparelho que quando não funciona, sem aviso, nos caia em cima o custo da portagem mais taxas de tudo e mais alguma coisa. E taxas sobre a venda de porcarias que nos deviam facilitar a vida e acabam por nos dar ainda mais dores de cabeça? Nada.
8- Variar entre as alternativas 1 a 7.
28 junho 2014
É a história da minha vida
Quem ouviu, riu-se. Compreendo, pelo factor supresa, além de que a palavra tem alguma graça onomatopeica. Na verdade, também não é algo que se diga muitas vezes. Engonhar, aplicava-se ali tão bem, era a palavra perfeita. Se esta causa sorrisos, o que teria causado um "chapar a reca". Ora aí está uma expressão que até a mim me faz rir, de tão raras vezes que ainda faz parte do vocabulário.
17 junho 2014
Saudades do VHS
13 junho 2014
Lista
2. Esta semana de trabalho foi curta, e a próxima também vai ser - na quinta, mais um feriado, olarila, e vem mesmo a calhar. Ainda assim, tive tanta coisa para fazer que hoje ao chegar do trabalho só pensava que estava a precisar de um dia de férias - e só passado um bom bocado é que me lembrei que amanhã é sábado, pelo que não tenho que meter férias nenhumas, e respirei de alívio.
3. Ouvi falar em transformadas de Laplace e entrei em quase pânico por praticamente não me lembrar como funcionam, nem ter um livro à mão para consultar. Esta geração de miúdos, engenheiros no forno, não usa livros, tem os apontamentos todos no computador, depois perguntam coisas e esperam que uma pessoa vá automaticamente à secção do cérebro correcta, limpe as teias de aranha em menos que nada, e comece a debitar a matéria. Nada mais longe da verdade. Nas últimas férias encontrei uns apontamentos meus da faculdade, velhinhos velhinhos, mas perfeitamente legíveis, comecei a folhear, constatei que alguns deles eram de uma das minhas cadeiras favoritas (e do meu professor favorito), e não me lembrava de nada daquilo - embora ainda tenha na memória, a maneira como o professor dava as aulas,
12 junho 2014
09 junho 2014
A melhor coisa da Alemanha, ou, pelo menos, da Baviera
Os outros morangos, os dos supermercados, já há muito que chegaram de Espanha, vermelhos, vermelhos e verdes, grandes, rijos, com pouco ou nenhum sabor. Suspeito que Huelva fornece morangos à Europa toda. Os espanhóis chamam fresas aos morangos, mas a estes gigantes andaluzes chamam freson.
Gosto muito destes morangos bávaros, doces e saborosos, apanhados apenas quando estão maduros. Os pés retiram-se puxando e rodando, com o polegar e indicador. Sabem, surpreendentemente, a morango, e o espanto é a sensação que se tem quando se come um, que é a de se sentir que isto, sim, sabe a morango, tudo o resto é uma reles imitação. Apanhados hoje, para vender hoje, dizem no quiosque. Enquanto durarem, não se come outra fruta cá por casa. Deliciosos.
Da comida e do calor
Portanto sobram as alternativas: gelado, iogurte, fruta, salada. Salada nem pensar, almoço salada quase todos os dias, estou farta de salada. Mesmo que vá a um restaurante o problema mantém-se e as alternativas não são melhores. O que vale é que há uns italianos ao fundo da rua, por assim dizer, que têm gelados e batidos. E piza, e massa, também. Pão com chouriço é que nada.
07 junho 2014
O que não se sabe
Não posso estar no campo
Dentro de casa, as orquídeas apanharam bicho. Ainda andam a ver quem ganha, se as flores, se os bichos. O parasita é minúsculo mas com patinhas a espreitar, branco, e deixa uma espécie de pó pelas folhas. Vou aguardar a ver quem ganha. Aposto no bicho.
04 junho 2014
Almas gémeas
03 junho 2014
E a boa notícia do dia
Da liberdade
Ainda assim, hoje encontrei um anormal que andava a evitar há anos. E quando ele se saiu com uma asneira, não pude ficar calada. Se ninguém diz nada, e eu estou ali, vai ouvir, nem que seja só para que fique a saber que há mais opiniões. É aquela coisa de a liberdade dos outros terminar onde a minha começa (e vice-versa), que nos ensinam na escola, mas pelos vistos não faz parte do programa noutros países. Parece-me que o homem não é estúpido - o desfecho teria sido diferente. Mas, apre, que a intolerância, com muita missinha em cima, é difícil de aturar.
30 maio 2014
O paraíso também é isto
Sair à rua à hora do almoço, atravessar a "cidade" a pé. Poucos carros, ouve-se bem a gente nas conversas no meio da rua, todos se cumprimentam. Mais à frente uns homens falam sobre um outro, alguns palavrões a colorir a linguagem. Tenho uma teoria que ando a testar, de qualquer rua dá sempre para ver os montes. Azuis, os montes são azuis ao longe, e há muito monte por onde escolher.
O jardim - é "o jardim", não um jardim - está cheio de flores, sente-se o aroma ao passar, e só depois se repara nas flores. O jardim tem muito mais área cimentada que jardim propriamente dito, mas tem bancos, e há sempre quem aproveite para se sentar um bocadinho.
As lojas fecham daqui a bocadinho, para todos almoçarem, reabrem pelas duas e meia. Antigamente só os cafés e os restaurantes ficavam abertos ao meio dia, hoje em dia fazem-lhes companhia as lojas chinesas que vieram substituir a loja dos trezentos, e o supermercados das cadeias nacionais. E a farmácia de serviço.
Queria atravessar a rua, mas o semáforo está vermelho e um GNR mesmo colado a ele. É melhor esperar, embora o sinta como a coisa errada a fazer. Aquele cruzamento não devia ter semáforos, umas passadeiras e um sinal de stop, como havia dantes, serviam bem e não gastavam electricidade. Um ou outro carro vão passando, deslocados, perdidos, surpreendidos pelos sinais de controlo.
Quase só se ouve gente e pássaros. Nos ninhos, os jovens passarinhos chamam pelos pais, para que não se esqueçam de lhes trazer que comer.
Depois do almoço, dorme-se a sesta.
23 maio 2014
Podcasts
Nas últimas férias na pátria, andava eu sem telefone esperto mas de rádio ligado, a apanhar os bocadinhos cómicos das rádios todas, e ouço alguém a dizer que de manhã estava sempre a mudar de rádio para apanhar as rubricas todas. Aquelas do homem que mordeu o cão, mixórdia de temáticas, nilton, e os outros rapazes que já não me lembro o nome. E depois, não sei bem porque motivo, cheguei a casa, e lembrei-me que isto dos podcasts era engraçado, se desse para ouvir estes bocadinhos de rádio, à hora que me desse jeito, tantos quantos fosse possível ouvir enquanto tivesse tempo livre. Instalei tudo, mandei o telefone fazer downloads, e manter a lista do que já ouvi, que o tempo é curto para repetições, e agora os podcasts acompanham-me a fazer as coisas mais estranhas. No carro, no ginásio, nos tempos mortos. Só me falta lembrar-me de andar com os auscultadores para a lista dos não ouvidos diminuir, em vez de aumentar. Há quem ouça música enquanto corre. Eu ouço podcasts no ginásio.
20 maio 2014
Newsletter
(Eu sei, eu sei, podia ser eu... mas só a vejo logo de manhã e ainda vou a dormir, a essa hora não sou capaz de pensar em nada. A não ser em como estava quentinha no vale dos lençóis.)
Não sou uma rapariga da cidade
Hoje esteve um dia de sol. Um dia quente, quase verão, t-shirt e saia, miúdas de calções, pernas ao léu. Munique inteira saiu à rua, em êxtase, e também com medo que isto dure pouco, já que terminou agora mesmo mais de uma semana de tempo cinzento e frio. Munique tem 1,4 milhões de habitantes. E muitos turistas - prato do dia: irlandeses, austríacos, e mix de asiáticos. Todos na rua, ao mesmo tempo. Sendo Munique uma cidade com uma área relativamente grande, ainda assim, isto dá muita gente por metro quadrado. Muita gente a atropelar-se na fila para os gelados (a sério, e nem faz sentido, os gelados são bons nas gelatarias quase todas). As esplanadas cheias. O rio, ou melhor, a praia de seixos ao longo do rio, também.
Falta-me a paz e sossego. Chego ao fim do dia de trabalho cansada, e já não me apetece fazer nada. Os dias são curtos, e há sempre alguém a querer alguma coisa. Podia dizer que preciso de férias, mas o que eu queria mesmo é de uma densidade populacional inferior a 100 habitantes por quilómetro quadrado.
18 maio 2014
Às vezes é preciso ostracizar a família
Há pessoas que gostam de surpresas. E há o meu pai, que não só abomina surpresas, mas também não consegue conceber que se surpreenda alguém, em tempo algum. E eu, embora não seja a maior fã de surpresas, gosto de só saber o que são as minhas prendas quando as tenho na mão, depois de as desembrulhar.Vou ter que evitar o meu pai até esse momento. E arranjar uns tampões para os ouvidos para os últimos minutos.
Dos miúdos
Quando eles começam a conhecer os números, genial.
A identificação das letras e as primeiras palavras escritas, um ponto alto.
Aprendem a escrever o nome, maravilha.
Vão para a escola, que grandes.
E depois uma sucessão de coisas mais ou menos ao mesmo nível, intercaladas com um e outro momento genial, que é quando vamos descobrindo a que é que eles são mesmo bons, até ao dia. Aquele que, não sei bem porquê, nunca me tinha apercebido que um dia, com certeza, iria chegar. O momento alto na vida de uma mãe geek.
O dia em que nos sentamos à mesa a discutir programação. De software.
(O puto escreveu - codificou - um jogo. Daqueles básicos e viciantes. Precisava de ajuda com a lista dos highscores. Tanta baba...)
11 maio 2014
Trava-língua
Em Hauptbanhof há um quiosque "Brioche Dorée"(imagem aqui). Ora, o brioche dourado é uma cadeia, que se encontra por França - e desde há algum tempo em Munique, na estação central, também - que vende produtos de pastelaria/padaria/café. Tem algumas coisas de que eu gosto muito: macarrons, brioches, croissants, pain au chocolat, tartes de morango e tarte de limão merengada. Assim de repente, é o que me lembro que tem de melhor. Ora, a primeira vez na vida que eu entrei num Brioche Dorée foi em França - nem me lembro o que é que andava lá a fazer, se turismo, se trabalho, se qualquer outra coisa. E entrei em vários, onde comi bolos, pão, croissants. De todas as vezes, antes de passar pela porta, ensaiava mentalmente o diálogo. O que é que vou querer hoje? "Bonjour. Je voudrais une tarte aux fraises." "Je voudrais deux brioches." "Merci. Bonne journée, au revoir." Coisas assim, melhor ou pior, com mais ou menos erros, mas o importante era que eu ia conseguir comer exactamente aquilo que queria.
Chegamos a Hauptbanhof. Da primeira vez que vi que havia um brioche dourado na estação central, embora em versão quiosque em vez do café, o meu estômago saltou de contente. Brioches! Croissants! Macarrons! Fui logo ver o que tinha na montra, debatendo comigo própria por uns minuto o que é que eu ia experimentar, para começar. E em chegando ao momento de abrir a boca e falar, para pedir o que eu queria, só me saía francês. Pois estando ali todas as etiquetas à minha frente a gritar "tarte aux fraises", "macarrons pistache", "macarrons chocolat", "tarte au citron", como é que eu podia dizer "Ich hätte gern eine tarte aux fraises."? Pura e simplesmente, não saía. Pior, eu começo a fazer o meu pedido em francês, e o empregado não percebia nadinha. O que é irónico, afinal de contas, ele tinha as etiquetas com os nomes à frente dele o dia todo. Mas nada, lá tive que convencer os meus neurónios a trocar para alemão, pelo menos um bocadinho, e, com muito esforço, lá consegui.
Isto foi há alguns meses, pouco mais de um ano. Entretanto, por mais tempo que passe, de cada vez que vou ao Brioche Dorée já sei que me vou debater com as línguas. Por mais que me esforce, qualquer diálogo que não tenha sido previamente ensaiado em alemão na minha cabeça, vai sair em francês. Pelo menos, entretanto, os funcionários já dominam o "oui". E riem-se, quando lhes explico que isto de encomendar em alemão comida francesa, é mesmo difícil para mim.
04 maio 2014
Não gosto nada de planear esta parte das viagens
Uma pessoa pensa que à medida que os putos crescem a coisa se vai simplificando, mas na verdade, enquanto umas partes se tornam extremamente simples, outras partes vão-se tornando extremamente complicadas.
01 maio 2014
30 abril 2014
É uma questão de vida
Fica para amanhã, antes do fim do dia que é a hora dos mosquitos. Sendo feriado, a janela de oportunidade tem uma folga imensa.
Dúvidas existenciais
A dúvida é, se alguém souber a resposta, ora se as orquídeas normalmente se dão em cascas de pinheiro, posso ir ali ao pinheiro mais próximo tirar um bocado de casca para acrescentar aos vasos das orquídeas? Ou será que assim que as raízes entrarem em contacto com o pinheiro estranho, elas se irão suicidar?
Eu podia perguntar à minha mãe, mas ela é o oposto de mim, com ela todas as flores se dão bem, excepto as orquídeas.
Isto só a mim
Hoje vi uma de lemon berry swirl cheesecake que também tenho que fazer em breve - uma colega fez e eu não cheguei a tempo de provar, mas sei que foi um sucesso e a receita tem muito bom ar.
As minhas cobaias estão todas a dieta. E são gajos! O que é que se passa com esta malta? Voluntários para comer bolo em Munique? Estou quase a fazer anos e quero comer bolo, mas só consigo comer uma ou duas fatias por dia...
18 abril 2014
EDO*
Antes era esquecido e ostracizado, mas agora parece-me que já só é ostracizado. Os geradores eólicos a lixar a paisagem toda, a juntar aos postes de electricidade - nunca tinha reparado na quantidade de postes de electricidade que há pelos montes fora, bem sei que é assim que transportamos a electricidade das barragens limpas e ecológicas para o resto do país, mas caramba, será que era mesmo necessário tantos postes gigantes e cabos de diâmetro com potencial para estragar qualquer fotografia. Os tractores fazem barulho de dia, de noite são os cães, que o meu receio de cães vem destas matilhas de cães sem dono, cães sem raça arraçados de lobos, mais os cães de guarda que mordem a quem lhes dá de comer, quanto mais a quem nem conhecem. Comunicam uns com os outros à noite, os cães, têm conversas à distância, ouvem-se a centenas de metros uns dos outros.
As maravilhas outrora desconhecidas agora aparecem na televisão como se fossem a melhor coisa desde sempre, e são invadidas por gente que fala de maneira esquisita e anda pelos caminhos do circuito de manutenção que antigamente era um eufemismo para "fizemos um trilho à volta da barragem a ver se cola, mas ninguém liga nenhuma" e hoje em dia é o grande objectivo da malta que faz 200 quilómetros de carro para chegar ao interior esquecido e depois salta do jipe com botas de caminhada e vai dar um passeio. Ouvem-se as suas conversas a umas largas dezenas de metros, alto e bom som, esta malta não percebe que sem paredes a voz se propaga e toda a gente fica a saber as fofoquices, mesmo que não queira.
Gelados só no tempo deles, lá para fim de Junho, mesmo que estejam 27 graus (real feel 30ºC) e vento quente, mas nas tascas há sumol, cerveja e até ice tea e fanta, apesar de lá dentro cheirar a lareira e a madeira queimada, às tantas andaram a fazer alguma coisa com porco, eu pensava que a época disso era lá para Novembro, mas eu não sou bem uma rapariga da aldeia, nunca vi a matança do porco, só ouvi uma vez e fiquei para nunca mais - coitado do porco, guinchava que se desunhava, e continuou a guinchar por horas, pelo menos pareceram horas. Já não sei como são as tascas, mas ao fim da tarde há meia dúzia de gatos pingados - nem tanto - que as frequentam, café ao balcão, cerveja na esplanada - se é que se pode chamar esplanada a 3 mesas em frente à porta. Há uns anos provavelmente ninguém bebia a cerveja na rua, mas nem as tascas escapam à lei do tabaco, e os homens rudes do campo também são forçados a fumar lá fora. Levam a cerveja com eles. Numa das mesas ficou um papel, com tracinhos e bolinhas, sinal que houve ali jogatana mais cedo. Depois do almoço, talvez. A tasca tem um cão, sem trela, que não dá confiança a ninguém, por vezes porta-se como um gato.
O rio continua no sítio, com corrente forte, sinal de que choveu, bicharada de todo o tamanho e feitio, aranhões de água, peixinhos, cobras, rãs a apanhar sol e aos saltos para a água, formigas gigantes, abelhas, zangões, vespas e moscardos, e as plantas que lhe dão aquele cheiro que só há ali, a verão e calor do meu. Estão a fazer uma ponte nova e nem assim passa por ali ninguém, um camião das obras de vez em quando, em terminando a construção com certeza haverá meia dúzia de carros por dia a a travessá-la, mas dizem-me que tinham que fazer uma nova, que a velha está quase a cair e era perigoso mantê-la. Preferia que tivessem restaurado a ponte velha, mas não se faz disso por cá, que desde os anos 80 que o que os políticos querem é betão em todo o lado, e as pontes antigas levavam muita pedra e isso não pode ser. Deve ser por causa do amor ao betão que temos aqueles geradores eólicos horríveis, aquele cinzento todo deve levar muito cimento. Betão e alcatrão, agora há para aí umas estradas (às moscas, óptimas para quem gosta de conduzir) que rasgam literalmente a paisagem, os campos, os montes, e se vêem ao longe. Deve ser o progresso, mas para a gente que por cá anda, cada vez menos, para os serviços públicos que vão desaparecendo - para dar lugar aos mesmos serviços fornecidos por privados, pois que os serviços fazem falta - é difícil encontrar áreas que ainda não tenham sido corrompidas pelo homem. Nem falo da agricultura, só de que gostava de ainda encontrar alguns sítios onde as estradas não poluíssem visualmente a paisagem, nem cabos eléctricos, nem postes, nem geradores eólicos. Não é fácil. Mais fácil é sentar-me num ermo e não ver ninguém durante horas, porque a verdade é que o interior é esquecido por isso mesmo, tem pouca gente, e a que tem também tem tendência a concentrar-se em cidades.
Vai haver morangos em breve, há imensas tiras de plástico preto a cobrir filas de morangueiros nos campos. Cerejeiras crescem à beira da estrada, como se tivessem nascido ali por acaso, consequência talvez de caroços atirados por quem passa. Lindas. Haverá cerejas em Junho, as primeiras, daquelas que vendem ainda com o pauzinho e às vezes as folhas.
Estamos em Abril e é quase Verão. Ainda agora cheguei e estou quase a ir embora.
07 abril 2014
Os animais são nossos amigos
Quando contei ao doglover cá de casa, arrependi-me imediatamente. A proposta foi de arranjar um cão. Eu não sou muito amiga de cães, quando era pequena tive uma má experiência, e, apesar de eles me adorarem (devo cheirar a comida de cão, só pode), eu prefiro uma distância mínima. Digamos que não me agrada ter um focinho molhado a tocar-me nas pernas. E, acima de tudo, nunca poderia ter um cão a mandar em mim. A obrigar-me a ir à rua, mesmo que me apeteça ficar fechada em casa durante dias, ou esteja a chover, ou frio, ou calor, ou vento. Cada vez que o assunto cão é mencionado, só me vem à cabeça uma piada do Seinfeld: se os extraterrestres viessem à terra, pensariam que quem manda são os cães. Os humanos andam atrás dos cães e apanham a porcaria que os cães fazem. Certamente que o ser vivo mais inteligente é o cão. Os extraterrestres diriam ao primeiro cão que encontrassem, "leva-me ao teu líder".
Bem, pelo lado positivo, se quisessem testar alguém em laboratório provavelmente levariam um cão. Se calhar não é tão má ideia assim.
03 abril 2014
Chegou!
Há quem aprecie as temperaturas agradáveis, o bom tempo, o céu azul, e se alegre com o início da Primavera.
Eu olho para estas flores todas e esfrego os olhos. Chegaram as alergias.
Doutor Infante
31 março 2014
Lápis azul
Há um ano atrás nevava
29 março 2014
25 março 2014
Novos passageiros
(Isto nunca tinha visto. )
Porta de embarque no aeroporto de Frankfurt. Um rato, vindo não sei de onde, atravessa a zona de espera a grande velocidade. Provavelmente vai apanhar o mesmo vôo.
23 março 2014
Memórias de uma cozinha
O tempo todo que vivi naquela casa, especializei-me em cozinhar fosse o que fosse recorrendo a uma panela, e um microondas. Também não tinha forno. Carne estufada (vaca, perú ou frango) com acompanhamento de legumes (cenoura, ervilhas, feijão verde, tomate) e hidratos de carbono (arroz, batata ou massa). Parecendo que não, isto dava uma data de variações da mesma coisa. Não me lembro como, mas sei que também fazia douradinhos com arroz (provavelmente arroz de sobras aquecido no microondas e douradinhos no disco eléctrico). E atum com salada russa ou salada de grão de bico. De sobremesa havia fruta, pois, ou salada de frutas, ou iogurtes. Só na vida seguinte comecei a fazer bolos e outros doces. Às vezes, também fazia sopa - podia fazer a sopa primeiro e depois usar o disco para o que mais viesse, ou simplesmente fazer sopa quando já tivesse para jantar sobras de outra refeição.
Tantos anos depois, sempre que faço "tudo numa panela" lembro-me daquele apartamento. Do cheiro a renovação, do início de uma vida nova. Dentro de tantas limitações que tinha, o tanto de bom que tive ali. O sol a bater-me na cara ao acordar todas as manhãs, causando-me uma boa disposição irritante. Dos jantares com os amigos, os sofás insufláveis do clix.pt (eu tinha lá dinheiro para um sofá a sério) o ventilador e uma mantinha. O jogo do astérix no computador com o puto, com joysticks que eram uma porcaria e que tinham que ser periodicamente abertos para reposicionar os contactos de metal com fita cola. A vez que meti gasóleo no carro a gasolina - a tragédia - a caminho do aeroporto para ir buscar um dinamarquês que nos trouxe os melhores bombons de sempre. Os meses que esticavam para lá do dinheiro, a ginástica financeira que fiz enquanto vivi ali. O puto a pedir um Winnie Pooh grande, e eu a ter que lhe explicar que não tinha dinheiro para lho comprar, e ele que nunca fazia cenas, lágrimas a escorrer pela cara abaixo.
A vizinhança, não muito recomendável, apesar da avenida larga e o colégio "bem" mesmo ali ao lado. O assalto ao meu carro uma noite, o estrago na porta, nada roubado. A cena de faca e alguidar, da vez que os vizinhos andaram à pancada e a polícia teve que intervir. A vizinha que ficou com o dinheiro do condomínio e nem passou recibo nem entregou o dinheiro. Soube mais tarde que tinha problemas financeiros. Teríamos todos, possivelmente.
Os dias de sol. Tantos dias de sol, e como tudo resplandecia durante o dia, a árvore do pátio, o passeio, o sorriso do puto. A outra vizinha, que se ofereceu para tomar conta dele se algum dia precisasse - nunca pedi, não tinha forças para tanto.
Hoje pedi a uma amiga para usar o forno dela. Fiz bolos, ela fez-me o jantar. Ela ficou felicíssima por poder ajudar. Eu ainda estou a aprender a aceitar. Há umas vidas atrás, não teria sido capaz sequer de pedir ajuda.
E por falar em póneis
Um pónei a fazer o moonwalking... :-) Reparem no pormenor à ovelha Choné: no instante que passa o tractor, o pónei pára.
21 março 2014
Cavalos anões
Fez-me lembrar um episódio dos Simpsons em que a Lisa quer à viva força ter um pónei. Concedo que realmente cabem num jardim, e arrependo-me de não ter perguntado quanta comida comem por dia, só por curiosidade que eu não tenho vida compatível com ter animais. Mas estes moram perto da estrada panorâmica em direcção aos Alpes, mesmo ao lado de uma tasca maravilhosa, como que uma taberna à antiga que serve de mercearia, de talho e de fast-food (a sande de schnitzel estava maravilhosa), e até tem Biergarten e tudo. Claro que o Biergarten é à escala dos póneis, ou seja, 3 ou 4 mesas e bancos corridos, em puro estilo bávaro, mas estava vazio e os clientes que entravam e saíam cumprimentavam toda a gente. Mesmo os motoqueiros. Sendo assim, é provável que volte a visitá-los, e eventualmente a perguntar sobre os hábitos destas criaturas, embora corra o risco de não entender as respostas, que isto é longe da cidade cosmopolita e como tal não se fala alemão, mas um dialecto quase incompreensível. Se calhar com tempo, aprende-se.
(Eu não sei bem como ou porquê, mas no campo as casas são enormes, gigantescas, dão para a família toda incluindo avós e netos, bed and breakfast e animais no rés do chão ou num celeiro ao lado. Impressionante.)
Ai, o cheiro da Primavera
19 março 2014
Como fazer um bolo sem forno
Para já só consigo pensar em:
Bolo de panquecas - feito de panquecas empilhadas, coladas por creme à escolha (chocolate, ou queijo creme aromatizado)
Bolo de bolacha - alguma versão alterada sem o café - mas como é que um bolo de bolacha poderá funcionar sem café?
Queques de chocolate de microondas - não é propriamente um bolo, mas serve...
Podia ir a uma pastelaria e encomendar. Mas isso era fugir ao desafio. Há-de haver maneira de fazer bolos sem utilizar o forno.
Cheesecake!
13 março 2014
Sabes que já não vais a Portugal há imenso demasiado tempo quando...
Tive que cortar o cabelo cá. Estou que nem posso, cada vez que me olho ao espelho penso na minha cabeleireira, a quem tenho que ser infiel mais vezes do que gostaria. Quanto tempo é que demorará a passar o efeito deste corte esquisito que à frente ficou demasiado curto e direito. A tortura que é encontrar uma cabeleireira nova que faça um corte que me agrade, já corri não sei quantas em Munique e ainda não acertei.
Apesar do Inverno ter sido muito ameno, tenho saudades do sol e do céu azul. É difícil explicar, porque tem estado imenso sol, mas não é a mesma coisa. Estou com saudades de "casa".
Não é justo
11 março 2014
Platão, esse grande homem
Claro que se me atrever a conhecer esta musa inspiradora - pois, eu sei, é grave - o maior risco que corro não é a decepção de descobrir que mesmo uma pessoa inteligente, eloquente, e com um sentido de humor fora do comum, é apenas um mero mortal. Ou a surpresa de o homem ser isto tudo e muito mais, e ficar viciada na observação de um génio em acção. O risco é nunca mais voltar a olhar para aqueles textos com os mesmos olhos.
09 março 2014
Eu sei que há livros e tal
Os canais de documentários deviam ter algo como um bbc vida selvagem para eu adormecer, e as séries pseudo-cómicas deviam dispensar os risos entalados que me perturbam a paz. De modos que acabo, com os miúdos na cama e portanto sem desculpa plausível, a ver os desenhos animados. Do cartoon network que é o único que não tem publicidade (vá, tem, mas muito pouca), e não aumenta o som durante o intervalo, que é algo para acordar a minha pessoa. E infelizmente deixou de transmitir apenas em inglês - alguns personagens ficaram com umas vozes esganiçadas que também não funcionam como soporífero. Há quem vá dormir para a cama por mais cedo que seja, mas eu estou convencida que perco a nacionalidade se me for deitar antes da meia-noite, e prefiro dormir um bocadinho no sofá.
02 março 2014
Tudo é um jogo
28 fevereiro 2014
Para quem gosta de séries que não encaixam na fórmula de sempre
27 fevereiro 2014
Não encontrando o cão, caçando com gato
Fui à gaveta dos monos, no meu cérebro, onde guardo informações relativamente inúteis mas que nunca se sabe quando poderei voltar a precisar delas. Encontrei o "algoritmo para saber as horas" desenvolvido quando andava na faculdade, precisava de saber as horas muitas vezes ao dia - para chegar aos sítios convenientemente atrasada ou simplesmente para saber quanto mais tinha que aguentar até a aula acabar - e o meu relógio avariou. Na altura só tinha um. Desenvolvi uma especial habilidade para espreitar o relógio de pulso do humano mais próximo, e um sexto sentido para identificar relógios de parede e outros relógios de maior ou menor dimensão em locais públicos, e ainda a aptidão para rapidamente me aperceber das horas através de reflexos em superfícies espelhadas.
Munida do algoritmo, relaxei. Podia não ter um relógio de pulso (analógico), mas havia de me desenrascar. E lá consegui, relógios de pulso dos vizinhos mais próximos devidamente identificados para utilização futura, todos os relógios de parede visíveis referenciados, e no fim até consegui acordar utilizando apenas o meu relógio interno, uns minutos antes do alarme tocar. Que o meu relógio interno funciona, mas nunca fiando.
Assim que deixei de precisar do relógio de pulso analógico, voltei a por o "algoritmo para saber as horas" na gaveta das coisas relativamente inúteis. Mal terminei essa tarefa, encontrei um. A funcionar. Com pilhas. Giro. A rir-se de mim, ao pé do telefone. Sacana.
Livre Livre!
Tenho um calo no dedo. Mas estou contente. Já posso arrumar as resmas de papel.
22 fevereiro 2014
19 fevereiro 2014
O rio mais famoso do Egipto
Eu nunca me apercebi que a minha mãe se preocupasse com a linha. E se calhar é por isso que nem sequer penso em dietas, gosto do meu corpo e de mim. Se podia perder uns quilitos? Podia. Mas também os podia ganhar. E desde que possa continuar a jogar futebol, e não tenha problemas de saúde, o que como não será nunca uma obsessão. Vejo gente à minha volta a fazer dietas de todos os tipos e nem sequer parecem contentes. Perdem peso, mas não ganham felicidade. Eu era lá capaz de comer tanta verdura. Eu é que algum dia passava, um dia que fosse, sem hidratos de carbono. Eu podia lá ser feliz a passar fome.
18 fevereiro 2014
A coisa mais romântica de sempre
A coisa mais romântica de sempre, para a pessoa menos romântica do mundo, é perguntar, perguntar, perguntar sempre, até que um dia a pergunta é feita a sério. Sim, percebemos que dessa vez é que é, pelas borboletas no estômago e o arrepio na espinha. E pronto.
10 fevereiro 2014
O Inverno do meu contentamento
Nas estâncias de ski há alguma neve, muito à conta das máquinas que produzem neve artificial (blhéc), é melhor que nada. Nos picos há sempre neve, nem que esteja congelada ao ponto de parecer gelo, o que não é para todos.
Mas na cidade, tem sido o melhor Inverno de sempre. Alguns dias cinzentos, sim, alguns, poucos, dias de chuva, muitos dias de sol. Temperaturas quase sempre nos graus positivos, quase Primavera para esta zona. Nada daquela porcaria castanha em que se transforma a neve depois do manto branco inicial. (Ainda) nem tirei as camisolas mais quentes do armário, tenho andado sempre de t-shirt e casaco. E os gorros também têm ficado esquecidos na gaveta.
A cereja em cima do bolo seria poder aproveitar este Inverno tão ameno passando o máximo tempo possível fora de quatro paredes. Não se pode ter tudo, parece-me, mas também não me queixo, mesmo do lado de dentro da janela gosto de ver o sol e saber que posso ir lá fora sem congelar o nariz. E, em podendo escolher, prefiro trabalhar com o sol a bater-me na cara.
01 fevereiro 2014
Era uma corrida, sff
O meu vizinho entretanto anda a preparar uma partida relativamente inofensiva. Trocar o papel higiénico na casa de banho por um que não tem ponta e é impossível de rasgar (acho que é este aqui). Felizmente as casas de banho são antiquadas (homens para um lado, senhoras para outro), e como tal estou a salvo, mas agora que já pensei nisto melhor não sei se é uma partida engraçada ou de mau gosto. Alguém devia avisar a rapaziada para levar o jornal quando for usar a sanita.
30 janeiro 2014
Eu fui à praxe
Eu vi a "minha" praxe ao longe das primeiras vezes, e achei aquilo uma brincadeira divertidíssima, e depois também quis entrar. Eu era para não me ter lá ido meter, mas isso foi antes de saber como era na minha faculdade.
E as primeiras coisas que eram anunciadas aos caloiros era que ali não se ia pintar a cara a ninguém, nem fazer a malta andar de fraldas ou parvoíces dessas. Isso era para as outras praxes. A minha praxe foi uma festa. Pronto, nem tanto, teve tardes em que foi uma seca - um ou dois veteranos a falar durante muito tempo, e algumas coisas eram interessantes e outras menos- mas também teve tardes e noites de morrer a rir. Tive aulas fantasma - em que um dos mais velhos nos apareceu a fazer de professor e nos deu uma lista de bibliografia que nunca mais acabava (o Pisconov, o famoso livro de matemática, era seguido do Piscodez, obviamente - para quem não era caloiro - inventado). Rimo-nos muito, muitas vezes, eu se calhar mais do que os outros. Fizemos casco-paper, latada (com latas, e sem mais adereços), noitadas, sessões solenes, cantorias, jantaradas, almoços nas cantinas e nas tascas da cidade, e sim, fomos felizes juntos. O pessoal do segundo ano estava proibido de praxar - para não haver excessos - e a praxe mais organizada, dia sim dia sim durante muitas semanas, estava entregue a alguns alunos do terceiro ano. Os veteranos apareciam para fazer número, mandar bocas, discursar, ensinar algumas coisas pois. Em público, quando se praxava primeiro fazia-se uma parede de capas pretas, para que os estranhos não assistissem . Ok, dentro do possível. Mas ninguém foi mandado comer porcarias, ou teve que rastejar pelo chão. E os "doutores" levavam-nos às aulas. E depois iam-nos buscar. :o)
Nunca me senti obrigada a ir à praxe, e tive pena dos dias em que não pude ir. Nunca me senti maltratada, ou humilhada. E parcialmente terá sido porque era caloira, e as caloiras eram tratadas com mais cuidado, ninguém nos punha um dedo em cima. Vantagens da faculdade estar cheinha de homens. Se calhar a parte mais chocante da minha praxe foi a quantidade de asneiras que dissemos... mas eu sou transmontana, e na minha terra usa-se uma linguagem ainda mais colorida do que a que ouvi na praxe.
Havia um grupo de três colegas que nunca foram à praxe. E usaram traje, e foram ao cortejo e à queima. E não, não eram iguais aos outros. Não é que não tivessem amigos. Ninguém os tratava mal. Davam-se bem com um número menor de pessoas, penso que era aí que residia a maior diferença. Demoraram mais tempo a criar laços. Bom ou mau, não sei, eu até me dava com eles, mas não era como com os outros, com que tinha rido e partilhado horas e horas a fazer as mesmas coisas. Nunca, nos anos todos em que convivemos quase diariamente, aqueles três se tornaram tão próximos como alguns outros que estiveram na praxe comigo. Provavelmente foram dos poucos alunos do meu curso que não tiveram explicações de desenho técnico com um "doutor" que adorava a cadeira e ajudou praticamente todos os caloiros a compreender a matéria.
A minha melhor amiga de sempre conheci-a na praxe. Ficávamos uma ao lado da outra, literalmente e figurativamente, e assim continuamos, tantos anos depois, mesmo que em países diferentes.
Se a praxe é uma coisa boa? Para mim foi. O que é certo é que desde sempre que ouço relatos de coisas terríveis que aconteceram em praxes, e felizmente nunca tive uma experiência que se assemelhasse. Nem ao que aparece nos jornais, nem ao que se vê nas ruas. Nunca me pintaram a cara. Nunca me puseram um dedo em cima. Nunca me tentaram obrigar a fazer nada. O medo que eu tinha à praxe passou quando vi a praxe ao vivo na minha faculdade, e transformou-se num prazer. Sim, eu gostei da praxe. E porquê?
23 janeiro 2014
Há dias em que é divertido
Às vezes escrevo, e depois arrependo-me
10 janeiro 2014
Até me assustei
08 janeiro 2014
Oficialmente, velha. Na terceira idade. Ou meia-idade vá. Mental, que é ainda pior.
Se por um lado me parece que isto é um indício claro que estou a ficar velha, por outro lado, pode ser exactamente o seu contrário. A minha criança interior também não pensa em ficar a pé até a manhã chegar, a noite é para dormir sob pena de ficar rabugenta ou não conseguir acordar a horas no dia seguinte. Tem dias que nem o despertador me consegue arrancar do sono. Eu só conseguiria tirar uma foto do nascer do sol se deixasse a máquina programada para o fazer sozinha.
Começa bem
07 janeiro 2014
Não sei se foi de a Merkel ter partido a bacia ou por ter morrido o Eusébio
05 janeiro 2014
A luz dos dias
04 janeiro 2014
Não era em Maio?
Está a trovejar. Em Janeiro. Eu bem tinha dito que estava calor. (Quinze graus em Janeiro é calor. )
Maioridade
Vim à terra e não me apeteceu andar às compras. Não como dantes. Não preciso de roupa mesmo que seja confeccionada em Portugal, não tenho vontade de experimentar sapatos mesmo que me desse jeito substituir um par preto que já não anda a cem por cento. Deve ser isto, ser finalmente adulta. Isto e sentir-me bem e não ter vontade de fugir quando vou na rua com a minha mãe e encontramos colegas dela, apreciar a terra pequena onde não há nem fazem falta autocarros para ir de uma ponta à outra. Quinze minutos a pé a andar bem não custam nada, mesmo que depois dos segundos ou terceiros quinze minutos haja músculos que se queixem por não estarem habituados a tanto andar. Nunca se sai de casa só uma vez, é tudo tão perto que cada vez que se pensa "preciso disto" vai-se logo tratar do assunto pondo, literalmente, os pés ao caminho.
Ganhei um novo apreço pelo comércio tradicional, onde pergunto onde estão as coisas e logo as encontro sem ter que dar mil voltas (e o pvp tabelado e os descontos que os lojistas fazem quase sempre), onde se leva algo para casa a ver se serve e no dia seguinte se passa outra vez a pagar ou devolver. A confiança nas pessoas, no comércio, já nem me lembrava que é assim.
03 janeiro 2014
A minha enorme capacidade de concentração
01 janeiro 2014
De 2013
27 dezembro 2013
Está um frio de cão
Devia ter trazido o portátil que aquece. Aquele que normalmente precisaria de uma almofada por baixo para não me aquecer as pernas demais. Só passaram umas horas e já estou com saudades do aquecimento central. Vou vestir mais uma camisola. E procurar um cobertor. Ou um saco de água quente. Estão mais dez graus que em Munique, mas em casa, menos quinze, por aí. Não há lareira. No país mais quente da Europa (dos mais quentes, vá), está um frio de rachar. Incrível.
25 dezembro 2013
Diz que é Natal
22 dezembro 2013
Pânico numa casa de engenheiros
O pânico passa pelas diferentes fases.
1- A net foi abaixo. Vai ver o router.
2 - Já fiz reset ao router. A net ainda não funciona. A luz está vermelha. E se o modem avariou? (Pânico moderado. Alerta amarelo.)
3- Qual é a password desta treta? (Alerta laranja. Todos os engenheiros de roda do modem/router e do computador a ele ligado por um cabo. Luzes extra ligadas, no canto das ligações ao exterior - telefone, modem - não há muita iluminação. Descobrimos pó de meses, nunca ninguém limpa o ninho de ratos que é aquele monte de cabos e caixas de electrónica. Neste momento, ninguém quer saber do pó.)
4- Entrei no router. O gajo não diz o que está mal. A luz da internet está vermelha mas todas as outras estão verdes. O gajo insiste que quer fazer um update de cada vez que alguém se liga ao dispositivo. Hmmm. (Alerta laranja. Tudo sentado no chão com cara de caso a olhar para o écran.)
5- Onde raios anda a password e username hipercomplicados do acesso à net? (Ir buscar papelada com quase 10 anos.) Isto continua a não funcionar. Quanto tempo é que um router/modem deveria durar (não é assim tão velho como isso)? É sábado à noite. Domingo está tudo fechado. Se for problema a resolver pela telekom, ninguém vai estar disponível durante quinze dias. As lojas só estão abertas segunda e terça de manhã. Para arranjar outro router/modem, identificar se é esse o problema, ir e voltar, vai ser o cabo dos trabalhos. (Alerta vermelho.)
6- E que tal fazer um reset de fábrica? (Ligar ao google pelo telefone, procurar como se faz.)
7- Copiar todos os settings para um documento. Reset ao router. Esperar. Panicar.
8- Nada parece funcionar. É tardíssimo. Desistir. (Alerta vermelho.) Desligar o computador.
9- Enquanto o computador desliga, a luz vermelha do router passa a verde. (Alerta amarelo?) Ligar todos os dispositivos outra vez, procurar sinal de vida da net.
10- Trocar a password do wi-fi. Voltar a verificar todos os dispositivos (alerta amarelo).
11- Funciona! Já podemos dormir descansados.
12- Olha! Aqui diz que é um problema comum deste router, o software mais recente tens problemas de instabilidade e a solução é mesmo fazer um reset de fábrica!
13- Sim, sim, já sei, e se fôssemos dormir? Ah, espera só mais um minuto, ainda tenho que imprimir aquela papelada que é precisa daqui a umas horas... (Pânico desinstalado.)
A calma que precede a tempestade
19 dezembro 2013
Antro de perdição
Consegui sair dali rapidamente, com um único saco de compras e o sentimento de missão cumprida. Agora ando aqui a magicar uma maneira de fazer uma garagem para os carrinhos de Lego com embalagens de cartão. Há dias em que tenho cinco anos. Ou oito, vá.
18 dezembro 2013
Coisas que aprendi com o stumbleupon
Temos bacalhau
Falta ir buscar bolo-rei, e imaginar quantos ovos se gastam nesta altura do ano. Duas dúzias? Quatro? Arredonda-se para cima ou para baixo, que nesta terra as caixas grandes de ovos trazem uma dezena?
O Natal, pela primeira vez, vai ser em Munique. A logística da coisa envolve importação de produtos típicos como o bacalhau, e a passagem obrigatória no Mitte Meer para trazer o bolo rei que só eu e o meu pai comemos, mas que faz parte e tem que haver. A vantagem maior é não ter que meter presentes embrulhados numa mala de viagem, ou ter que os embrulhar no destino com papel chungoso - porque nunca chego a tempo de ir comprar papel que me agrade, e na terrinha não há cá (lá) lojas fancy. Pois, o embrulho não é importante, mas eu gosto de embrulhar presentes e o Natal tem piada pelas coisas todas de que se gosta, embrulhar presentes incluído. Eu por mim até embrulhava os presentes da família toda (menos os meus, claro, que também gosto de surpresas).
Portanto, da tradição, temos o bacalhau e o bolo rei, leite creme e o Molotof da minha mãe, e o que mais nos lembrarmos, muito tempo na cozinha a fazer petiscos, provar, beber e lavar louça, come il faut. Com um bocado de sorte saltamos a parte da discussão monumental (da qual no ano seguinte nos rimos) e encontro um baralho de cartas perdidas, para o clássico de sueca entre um par de sortudos e outro de azarados (os pares variam). E o melhor de tudo, tenho uns dias de férias, que estou mesmo a precisar. Está quase.
14 dezembro 2013
Estamos naquela altura do ano...
Agora o Festivus até tem um website.
Feliz Festivus! :o)
13 dezembro 2013
Devia haver um segundo Natal, lá para o fim de Janeiro
11 dezembro 2013
Por estes dias
Tem-se visto o sol durante a tarde.
Comido muitos doces.
Alguém fez uns mini-brigadeiros com licor (ou algo alcoólico) deliciosos. Atropelei algumas pessoas para lhes chegar. Elas compreenderam. Eu reincidi. Eram mesmo bons.
Deitar tarde e levantar cedo mais vezes do que gostaria.
Problemas filosóficos: podemos transformar um avental numa questão de princípio? Porque é que os meninos usam um chapéu de chef e as meninas têm que usar avental? É de pequenino que se cultivam os princípios da igualdade de oportunidades, da escolha, e da carneirada. Depois dizem que é genético. Acho que me vou meter em sarilhos. Detesto aventais.
Preciso de férias.
06 dezembro 2013
04 dezembro 2013
03 dezembro 2013
Ursos
Provavelmente esta curiosidade só serve para irritar pessoas. Mas inesperadamente consegui utilizá-la a propósito disto. Que é por si um exemplo de como irritar pessoas.
Delegar
30 novembro 2013
Notas soltas, antes de fechar a loja
2. Recebi uma encomenda embalada numa caixa de cartão com dimensões mais de 6 vezes do que seria necessário. Quando vi o pacote não consegui imaginar o que é que eu teria comprado que necessitava de uma embalagem tão grande - a resposta é nada, a embalagem deveria ser bem mais pequena.
3. Mudei o motor de pesquisa pré-definido para o duck duck go. Pode não ser tão bom como o google, mas por outro lado, é bem melhor. E dá para rir. Por falar em tracking, começa a ser difícil usar seja o que for na net sem um registo prévio. Não gosto.
4. Ia comprar um livro, e depois lembrei-me que devo tê-lo. A 2300km de distância. Em momentos como este, não me importava de ter a versão digital.
5. Os vídeos de matemática do youtube são uma seca. Lentos, levam demasiado tempo a explicar o assunto. Deve haver alguns bons, mas estão soterrados pela quantidade de conteúdo muito mau. As pessoas até podiam estar cheias de boas intenções. Infelizmente não tenho tempo para confirmar. Por outro lado, os vídeos da academia Khan são bastante mais rápidos e menos maçudos. Não encontrei melhor. Se dependesse da net para gostar de matemática, estava condenada. Felizmente a minha mãe tratou disso mal teve oportunidade. Obrigada mãe.
6. Para uns minutos de diversão, procurem a vaca invisível. É giro. Muuuuu!
29 novembro 2013
Bolachinhas
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