07 janeiro 2014

Não sei se foi de a Merkel ter partido a bacia ou por ter morrido o Eusébio

O avião da TAP chegou a horas, mas as malas estiveram 45 minutos para sair. O supermercado estava aberto, mas produtos frescos, nem vê-los. Estão todos de luto e não avisaram?

05 janeiro 2014

A luz dos dias

Choveu com força toda a noite, de manhã mais miudinha, de tarde dormi uma soneca ao sol, vi as nuvens, e tive pena de não ter arte para a fotografia. Pois que nestes dias vi o sol, nuvens, nevoeiro, chuva e céu nublado, mas sempre com uma luz diurna forte e maravilhosa. Para recordar apenas nas gavetas da minha memória, dias lindos, de todas as formas.

04 janeiro 2014

Não era em Maio?

Está a trovejar. Em Janeiro. Eu bem tinha dito que estava calor. (Quinze graus em Janeiro é calor. )

Maioridade

Vim à terra e não me apeteceu andar às compras. Não como dantes. Não preciso de roupa mesmo que seja confeccionada em Portugal,  não tenho vontade de experimentar sapatos mesmo que me desse jeito substituir um par preto que já não anda a cem por cento. Deve ser isto, ser finalmente adulta. Isto e sentir-me bem e não ter vontade de fugir quando vou na rua com a minha mãe e encontramos colegas dela, apreciar a terra pequena onde não há nem fazem falta autocarros para ir de uma ponta à outra. Quinze minutos a pé a andar bem não custam nada, mesmo que depois dos segundos ou terceiros quinze minutos haja músculos que se queixem por não estarem habituados a tanto andar. Nunca se sai de casa só uma vez, é tudo tão perto que cada vez que se pensa "preciso disto" vai-se logo tratar do assunto pondo, literalmente,  os pés ao caminho.
Ganhei um novo apreço pelo comércio tradicional, onde pergunto onde estão as coisas e logo as encontro sem ter que dar mil voltas (e o pvp tabelado e os descontos que os lojistas fazem quase sempre), onde se leva algo para casa a ver se serve e no dia seguinte se passa outra vez a pagar ou devolver. A confiança nas pessoas,  no comércio,  já nem me lembrava que é assim.

03 janeiro 2014

A minha enorme capacidade de concentração

Enquanto estou a fazer coisas no computador, não me apercebo de mais nada à minha volta. Quando paro, pedem-me uma moedinha. Não tenho disso, meto a mão ao bolso e saem de lá um cão, um estrumfe, e sete anões. Juro que não estavam lá há uns minutos. O meu bolso deve ser mágico.

01 janeiro 2014

De 2013

levo a surpresa do poder de um simples obrigado. Por duas vezes, um obrigada entusiasmado a pessoas que estavam simplesmente a fazer o seu trabalho, e das duas vezes, as duas senhoras a quem se dirigiu, ficaram comovidíssimas. Minhas queridas, não foi nada. O prazer foi todo meu. Depois disto fico a pensar mas que vidas são estas, em que um pequeno acto de simpatia causa um efeito tão grande.

27 dezembro 2013

Está um frio de cão

Um briol que não se aguenta. Um gelo entranhado nas casas.
Devia ter trazido o portátil que aquece. Aquele que normalmente precisaria de uma almofada por baixo para não me aquecer as pernas demais. Só passaram umas horas e já estou com saudades do aquecimento central. Vou vestir mais uma camisola. E procurar um cobertor. Ou um saco de água quente. Estão mais dez graus que em Munique, mas em casa, menos quinze, por aí. Não há lareira. No país mais quente da Europa (dos mais quentes, vá), está um frio de rachar. Incrível.

25 dezembro 2013

22 dezembro 2013

Pânico numa casa de engenheiros

A internet foi abaixo. Sábado à noite. A menos de 24 horas de sermos invadidos por miudagem que não sabe viver sem wi-fi (os miúdos são o menos, os graúdos é que se sentem perdidos sem net).
O pânico passa pelas diferentes fases.
1- A net foi abaixo. Vai ver o router.
2 - Já fiz reset ao router. A net ainda não funciona. A luz está vermelha. E se o modem avariou? (Pânico moderado. Alerta amarelo.)
3- Qual é a password desta treta? (Alerta laranja. Todos os engenheiros de roda do modem/router e do computador a ele ligado por um cabo. Luzes extra ligadas, no canto das ligações ao exterior - telefone, modem - não há muita iluminação. Descobrimos pó de meses, nunca ninguém limpa o ninho de ratos que é aquele monte de cabos e caixas de electrónica. Neste momento, ninguém quer saber do pó.)
4- Entrei no router. O gajo não diz o que está mal. A luz da internet está vermelha mas todas as outras estão verdes. O gajo insiste que quer fazer um update de cada vez que alguém se liga ao dispositivo. Hmmm. (Alerta laranja. Tudo sentado no chão com cara de caso a olhar para o écran.)
5- Onde raios anda a password e username hipercomplicados do acesso à net? (Ir buscar papelada com quase 10 anos.) Isto continua a não funcionar. Quanto tempo é que um router/modem deveria durar (não é assim tão velho como isso)? É sábado à noite. Domingo está tudo fechado. Se for problema a resolver pela telekom, ninguém vai estar disponível durante quinze dias. As lojas só estão abertas segunda e terça de manhã. Para arranjar outro router/modem, identificar se é esse o problema, ir e voltar, vai ser o cabo dos trabalhos. (Alerta vermelho.)
6- E que tal fazer um reset de fábrica? (Ligar ao google pelo telefone, procurar como se faz.)
7- Copiar todos os settings para um documento. Reset ao router. Esperar. Panicar.
8- Nada parece funcionar. É tardíssimo. Desistir. (Alerta vermelho.) Desligar o computador.
9- Enquanto o computador desliga, a luz vermelha do router passa a verde. (Alerta amarelo?) Ligar todos os dispositivos outra vez, procurar sinal de vida da net.
10- Trocar a password do wi-fi. Voltar a verificar todos os dispositivos (alerta amarelo).
11- Funciona! Já podemos dormir descansados.
12- Olha! Aqui diz que é um problema comum deste router, o software mais recente tens problemas de instabilidade e a solução é mesmo fazer um reset de fábrica!
13- Sim, sim, já sei, e se fôssemos dormir? Ah, espera só mais um minuto, ainda tenho que imprimir aquela papelada que é precisa daqui a umas horas... (Pânico desinstalado.)

A calma que precede a tempestade

Meio dia sozinhos em casa. A partir do jantar, reboliço sem fim durante quinze dias. Esta altura do ano é uma animação.

19 dezembro 2013

Antro de perdição

Por causa dos miúdos dos meus amigos, passei pouco menos de uma hora numa loja de brinquedos. O que eu gosto de lojas de brinquedos. Entre Legos, artigos de papelaria (carimbos! cola! canetas e lápis de cores!), carros telecomandados, jogos vários, peluches, coisas para martelar, material mini da Bosch, bonecas do Monster High, e um puto a brincar com as cozinhas, eu estava a ver que não saía dali. A atracção por coisas divertidas e brilhantes é quase inexplicável, ao início, e depois transforma-se num entusiasmo incrível. Admirei as caixas de Lego todas, Lego Friends, City e Technic, ignorei os Mindstorms porque são caríssimos, imaginei utilizações para motores da lego ligados a uma peça rotativa. E, agora que penso nisso, não vi outros dos meus jogos de construção preferidos, os eitech. Hmmm que pena não ter que lá voltar. Também encontrei um dos meus jogos favoritos de miúda (chapéus voadores, o meu era da majora, mais alguém teve isso?), trouxe para oferecer, e resisti a trazer um tragabolas para jogar cá em casa. O tragabolas era aquele jogo que todos os meus amigos queriam ter, e que eu nunca tive quando miúda, por isso é difícil passar por um e não o trazer para casa. A verdade é que anda por aí uma versão de viagem (para 2 pessoas), e por isso é difícil justificar arranjar um de tamanho normal, mas caramba, o tragabolas cá em casa trabalha quase todas as noites, aqueles hipopótamos aqui não passam fome.
Consegui sair dali rapidamente, com um único saco de compras e o sentimento de missão cumprida. Agora ando aqui a magicar uma maneira de fazer uma garagem para os carrinhos de Lego com embalagens de cartão. Há dias em que tenho cinco anos. Ou oito, vá.

18 dezembro 2013

Coisas que aprendi com o stumbleupon

Mais do que tecnologia, ciência, computadores, gadgets, internet, psicologia (de pacote), eu gosto é de me rir. Ajuda se as piadas forem inteligentes, e tiverem um contexto que faça parte dos meus interesses - computadores, ciência, tecnologia. Mas quando tenho tempo para surfar ao acaso na net, eu quero é rir-me um bocado.

Temos bacalhau

O Natal já pode acontecer.
Falta ir buscar bolo-rei, e imaginar quantos ovos se gastam nesta altura do ano. Duas dúzias? Quatro? Arredonda-se para cima ou para baixo, que nesta terra as caixas grandes de ovos trazem uma dezena?

O Natal, pela primeira vez, vai ser em Munique. A logística da coisa envolve importação de produtos típicos como o bacalhau, e a passagem obrigatória no Mitte Meer para trazer o bolo rei que só eu e o meu pai comemos, mas que faz parte e tem que haver. A vantagem maior é não ter que meter presentes embrulhados numa mala de viagem, ou ter que os embrulhar no destino com papel chungoso - porque nunca chego a tempo de ir comprar papel que me agrade, e na terrinha não há cá (lá) lojas fancy. Pois, o embrulho não é importante, mas eu gosto de embrulhar presentes e o Natal tem piada pelas coisas todas de que se gosta, embrulhar presentes incluído. Eu por mim até embrulhava os presentes da família toda (menos os meus, claro, que também gosto de surpresas).

Portanto, da tradição, temos o bacalhau e o bolo rei, leite creme e o Molotof da minha mãe, e o que mais nos lembrarmos, muito tempo na cozinha a fazer petiscos, provar, beber e lavar louça, come il faut. Com um bocado de sorte saltamos a parte da discussão monumental (da qual no ano seguinte nos rimos) e encontro um baralho de cartas perdidas, para o clássico de sueca entre um par de sortudos e outro de azarados (os pares variam). E o melhor de tudo, tenho uns dias de férias, que estou mesmo a precisar. Está quase.

14 dezembro 2013

Estamos naquela altura do ano...

a que se chama Festivus. "A Festivus for the rest of us", a genial expressão do pai do George no Seinfeld, angustiado pelo facto de uns terem Natal, outros terem Hanukkah, e outros não terem uma festa por estes dias de celebrações do solstício. O pai do George era um pouco louco, ok, bastante louco,  e tinha ideias que não lembravam a ninguém e que tentava concretizar por todos os meios possíveis. O homem que deu ao mundo o "bro" (soutien para homem), era pródigo em ideias loucas que fazem todo o sentido - algumas até para o comum dos mortais. Como o Festivus.
Agora o Festivus até tem um website.
Feliz Festivus! :o)

13 dezembro 2013

Devia haver um segundo Natal, lá para o fim de Janeiro

Passo a explicar. Não é o Natal em si, ou as prendas, ou o que se come, ou o pinheiro, presépios e afins. São as luzes. Aqui na terra da Tia Ângela eles são muito poupadinhos. Só há candeeiros de um lado da rua, e funcionam a meio gás. Uma pessoa sai a meio da noite, lá pelas dezassete horas - por extenso para não haver mal entendidos - e está escuro. Agradece-se o facto de a cidade ter mais polícia por metro quadrado do que potenciais meliantes, tenta-se adaptar a visão para o modo toupeira, e ala para casa que é tarde. Em Dezembro, por causa do Natal, a malta não se importa de pagar mais um bocado de electricidade para iluminar as ruas. Não a cidade - que é isso, decorações de Natal, façam vocês que isso parece ser caro - mas os comércios e as famílias. Por estes dias vê-se mais que um palmo à frente do nariz por causa das luzes extra. Ora tendo em conta que o solstício é lá para o dia 21, sempre podiam manter as luzes mais um mesito depois disso. Sempre alumiavam o caminho ao pessoal que tiver que andar lá fora na escuridão do Inverno.

11 dezembro 2013

Por estes dias

Há muitas festas.
Tem-se visto o sol durante a tarde.
Comido muitos doces.
Alguém fez uns mini-brigadeiros com licor (ou algo alcoólico) deliciosos. Atropelei algumas pessoas para lhes chegar. Elas compreenderam. Eu reincidi. Eram mesmo bons.
Deitar tarde e levantar cedo mais vezes do que gostaria.

Problemas filosóficos: podemos transformar um avental numa questão de princípio? Porque é que os meninos usam um chapéu de chef e as meninas têm que usar avental? É de pequenino que se cultivam os princípios da igualdade de oportunidades, da escolha, e da carneirada. Depois dizem que é genético. Acho que me vou meter em sarilhos. Detesto aventais.

Preciso de férias.

03 dezembro 2013

Ursos

 Os ursos polares não são brancos. Têm pele escura e o pêlo é um tubo transparente que reflecte a luz. Como estão normalmente rodeados de branco... parecem brancos. (link - há mais, este é só um exemplo)

Provavelmente esta curiosidade só serve para irritar pessoas. Mas inesperadamente consegui utilizá-la a propósito disto. Que é por si um exemplo de como irritar pessoas.

Delegar

Os crescidos montam a árvore - porque é das artificiais, que as verdadeiras são um pesadelo cá em casa. A miúda põe as bolinhas. Quando encontrar a bonecada, logo se vê. A minha esperança é que quando for para desmontar ela ajude a guardar tudo outra vez. Um par de mãos extra, mesmo que pequeninas, dá muito jeito, e ainda mais com a motivação e entusiasmo que só uma miúda de 5 anos tem.