07 janeiro 2014
Não sei se foi de a Merkel ter partido a bacia ou por ter morrido o Eusébio
05 janeiro 2014
A luz dos dias
04 janeiro 2014
Não era em Maio?
Está a trovejar. Em Janeiro. Eu bem tinha dito que estava calor. (Quinze graus em Janeiro é calor. )
Maioridade
Vim à terra e não me apeteceu andar às compras. Não como dantes. Não preciso de roupa mesmo que seja confeccionada em Portugal, não tenho vontade de experimentar sapatos mesmo que me desse jeito substituir um par preto que já não anda a cem por cento. Deve ser isto, ser finalmente adulta. Isto e sentir-me bem e não ter vontade de fugir quando vou na rua com a minha mãe e encontramos colegas dela, apreciar a terra pequena onde não há nem fazem falta autocarros para ir de uma ponta à outra. Quinze minutos a pé a andar bem não custam nada, mesmo que depois dos segundos ou terceiros quinze minutos haja músculos que se queixem por não estarem habituados a tanto andar. Nunca se sai de casa só uma vez, é tudo tão perto que cada vez que se pensa "preciso disto" vai-se logo tratar do assunto pondo, literalmente, os pés ao caminho.
Ganhei um novo apreço pelo comércio tradicional, onde pergunto onde estão as coisas e logo as encontro sem ter que dar mil voltas (e o pvp tabelado e os descontos que os lojistas fazem quase sempre), onde se leva algo para casa a ver se serve e no dia seguinte se passa outra vez a pagar ou devolver. A confiança nas pessoas, no comércio, já nem me lembrava que é assim.
03 janeiro 2014
A minha enorme capacidade de concentração
01 janeiro 2014
De 2013
27 dezembro 2013
Está um frio de cão
Devia ter trazido o portátil que aquece. Aquele que normalmente precisaria de uma almofada por baixo para não me aquecer as pernas demais. Só passaram umas horas e já estou com saudades do aquecimento central. Vou vestir mais uma camisola. E procurar um cobertor. Ou um saco de água quente. Estão mais dez graus que em Munique, mas em casa, menos quinze, por aí. Não há lareira. No país mais quente da Europa (dos mais quentes, vá), está um frio de rachar. Incrível.
25 dezembro 2013
Diz que é Natal
22 dezembro 2013
Pânico numa casa de engenheiros
O pânico passa pelas diferentes fases.
1- A net foi abaixo. Vai ver o router.
2 - Já fiz reset ao router. A net ainda não funciona. A luz está vermelha. E se o modem avariou? (Pânico moderado. Alerta amarelo.)
3- Qual é a password desta treta? (Alerta laranja. Todos os engenheiros de roda do modem/router e do computador a ele ligado por um cabo. Luzes extra ligadas, no canto das ligações ao exterior - telefone, modem - não há muita iluminação. Descobrimos pó de meses, nunca ninguém limpa o ninho de ratos que é aquele monte de cabos e caixas de electrónica. Neste momento, ninguém quer saber do pó.)
4- Entrei no router. O gajo não diz o que está mal. A luz da internet está vermelha mas todas as outras estão verdes. O gajo insiste que quer fazer um update de cada vez que alguém se liga ao dispositivo. Hmmm. (Alerta laranja. Tudo sentado no chão com cara de caso a olhar para o écran.)
5- Onde raios anda a password e username hipercomplicados do acesso à net? (Ir buscar papelada com quase 10 anos.) Isto continua a não funcionar. Quanto tempo é que um router/modem deveria durar (não é assim tão velho como isso)? É sábado à noite. Domingo está tudo fechado. Se for problema a resolver pela telekom, ninguém vai estar disponível durante quinze dias. As lojas só estão abertas segunda e terça de manhã. Para arranjar outro router/modem, identificar se é esse o problema, ir e voltar, vai ser o cabo dos trabalhos. (Alerta vermelho.)
6- E que tal fazer um reset de fábrica? (Ligar ao google pelo telefone, procurar como se faz.)
7- Copiar todos os settings para um documento. Reset ao router. Esperar. Panicar.
8- Nada parece funcionar. É tardíssimo. Desistir. (Alerta vermelho.) Desligar o computador.
9- Enquanto o computador desliga, a luz vermelha do router passa a verde. (Alerta amarelo?) Ligar todos os dispositivos outra vez, procurar sinal de vida da net.
10- Trocar a password do wi-fi. Voltar a verificar todos os dispositivos (alerta amarelo).
11- Funciona! Já podemos dormir descansados.
12- Olha! Aqui diz que é um problema comum deste router, o software mais recente tens problemas de instabilidade e a solução é mesmo fazer um reset de fábrica!
13- Sim, sim, já sei, e se fôssemos dormir? Ah, espera só mais um minuto, ainda tenho que imprimir aquela papelada que é precisa daqui a umas horas... (Pânico desinstalado.)
A calma que precede a tempestade
19 dezembro 2013
Antro de perdição
Consegui sair dali rapidamente, com um único saco de compras e o sentimento de missão cumprida. Agora ando aqui a magicar uma maneira de fazer uma garagem para os carrinhos de Lego com embalagens de cartão. Há dias em que tenho cinco anos. Ou oito, vá.
18 dezembro 2013
Coisas que aprendi com o stumbleupon
Temos bacalhau
Falta ir buscar bolo-rei, e imaginar quantos ovos se gastam nesta altura do ano. Duas dúzias? Quatro? Arredonda-se para cima ou para baixo, que nesta terra as caixas grandes de ovos trazem uma dezena?
O Natal, pela primeira vez, vai ser em Munique. A logística da coisa envolve importação de produtos típicos como o bacalhau, e a passagem obrigatória no Mitte Meer para trazer o bolo rei que só eu e o meu pai comemos, mas que faz parte e tem que haver. A vantagem maior é não ter que meter presentes embrulhados numa mala de viagem, ou ter que os embrulhar no destino com papel chungoso - porque nunca chego a tempo de ir comprar papel que me agrade, e na terrinha não há cá (lá) lojas fancy. Pois, o embrulho não é importante, mas eu gosto de embrulhar presentes e o Natal tem piada pelas coisas todas de que se gosta, embrulhar presentes incluído. Eu por mim até embrulhava os presentes da família toda (menos os meus, claro, que também gosto de surpresas).
Portanto, da tradição, temos o bacalhau e o bolo rei, leite creme e o Molotof da minha mãe, e o que mais nos lembrarmos, muito tempo na cozinha a fazer petiscos, provar, beber e lavar louça, come il faut. Com um bocado de sorte saltamos a parte da discussão monumental (da qual no ano seguinte nos rimos) e encontro um baralho de cartas perdidas, para o clássico de sueca entre um par de sortudos e outro de azarados (os pares variam). E o melhor de tudo, tenho uns dias de férias, que estou mesmo a precisar. Está quase.
14 dezembro 2013
Estamos naquela altura do ano...
Agora o Festivus até tem um website.
Feliz Festivus! :o)
13 dezembro 2013
Devia haver um segundo Natal, lá para o fim de Janeiro
11 dezembro 2013
Por estes dias
Tem-se visto o sol durante a tarde.
Comido muitos doces.
Alguém fez uns mini-brigadeiros com licor (ou algo alcoólico) deliciosos. Atropelei algumas pessoas para lhes chegar. Elas compreenderam. Eu reincidi. Eram mesmo bons.
Deitar tarde e levantar cedo mais vezes do que gostaria.
Problemas filosóficos: podemos transformar um avental numa questão de princípio? Porque é que os meninos usam um chapéu de chef e as meninas têm que usar avental? É de pequenino que se cultivam os princípios da igualdade de oportunidades, da escolha, e da carneirada. Depois dizem que é genético. Acho que me vou meter em sarilhos. Detesto aventais.
Preciso de férias.
06 dezembro 2013
04 dezembro 2013
03 dezembro 2013
Ursos
Provavelmente esta curiosidade só serve para irritar pessoas. Mas inesperadamente consegui utilizá-la a propósito disto. Que é por si um exemplo de como irritar pessoas.
Delegar
30 novembro 2013
Notas soltas, antes de fechar a loja
2. Recebi uma encomenda embalada numa caixa de cartão com dimensões mais de 6 vezes do que seria necessário. Quando vi o pacote não consegui imaginar o que é que eu teria comprado que necessitava de uma embalagem tão grande - a resposta é nada, a embalagem deveria ser bem mais pequena.
3. Mudei o motor de pesquisa pré-definido para o duck duck go. Pode não ser tão bom como o google, mas por outro lado, é bem melhor. E dá para rir. Por falar em tracking, começa a ser difícil usar seja o que for na net sem um registo prévio. Não gosto.
4. Ia comprar um livro, e depois lembrei-me que devo tê-lo. A 2300km de distância. Em momentos como este, não me importava de ter a versão digital.
5. Os vídeos de matemática do youtube são uma seca. Lentos, levam demasiado tempo a explicar o assunto. Deve haver alguns bons, mas estão soterrados pela quantidade de conteúdo muito mau. As pessoas até podiam estar cheias de boas intenções. Infelizmente não tenho tempo para confirmar. Por outro lado, os vídeos da academia Khan são bastante mais rápidos e menos maçudos. Não encontrei melhor. Se dependesse da net para gostar de matemática, estava condenada. Felizmente a minha mãe tratou disso mal teve oportunidade. Obrigada mãe.
6. Para uns minutos de diversão, procurem a vaca invisível. É giro. Muuuuu!
29 novembro 2013
Bolachinhas
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27 novembro 2013
Abaixo de zero
22 novembro 2013
Sinos a tocar
Outros pormenores que dificultam a tarefa são a dificuldade em embrulhar os presentes que ainda não foram comprados, embora alguns já estejam à espera de ser embrulhados desde Agosto. Quando eu era miúda uma das coisas que mais gostava de fazer era andar pela casa à procura dos presentes que já estavam escondidos pelos meus pais em qualquer lado. Pergunto-me se passa pela cabeça dos meus miúdos andar à caça das coisas que já estão guardadas à espera da altura certa.
As bolachinhas, claro, posso fazer as que quiser que os miúdos fazem-nas desaparecer em três tempos. Qual guardar em caixinhas e testar a ver quanto tempo realmente aguentam em boas condições de textura e sabor. Uma semana, no máximo, se fizer a receita a dobrar, porque os miúdos comem-nas todas. E os graúdos ajudam.
Com a cabeça no polvo (bhléc) e o bacalhau, bolo-rei e molotof da minha mãe. E rabanadas. Vai ser um longo mês à espera.
20 novembro 2013
Das preocupações
Acho que nunca se deixa completamente de ter preocupações. Aos 20, aos 30, aos 50, aos 70. Sim, mesmo aos 70 ainda se têm preocupações. Se a nossa vida corre bem, preocupamo-nos com os filhos. Ou com os netos. Ou com os pais. Ou com o resto da família.
Se temos um bom emprego, pensamos se deveríamos ser mais ambiciosos. Se até temos ainda alguma ambição, preocupamo-nos em descobrir onde chegar aonde queremos chegar. Se estamos reformados, preocupamo-nos em como passar o tempo.
O cabelo? Eu tenho um cabelo bom - de um modo geral posso acordar e sair de casa sem sequer me pentear, que vou com bom aspecto. Ou acho que vou com bom aspecto, o que pode não ser assim tão positivo. Mas não domino o secador. Eu não sei para que servem as escovas redondas e não entendo como é que alguém as consegue usar para secar o cabelo da parte de trás. O secador é um mistério. E eu já tenho mais que idade para conhecer o secador mesmo muito bem. Prática é que nem por isso - é raro usar o secador.
O creme dos olhos faz-me bolhinhas brancas na zona onde se deveria por o creme. Quando tenho algum, normalmente porque veio de oferta com alguma coisa, acabo por usar como creme das mãos ou para os lábios. E sim, tenho mais que idade para usar creme dos olhos.
Maquilhagem. Possivelmente devia usar. Na prática, uso umas três vezes por ano, em ocasiões muito especiais. Não há pachorra. Nem para base, nem rímel, nem sombra, nem blush, nem uma data de coisas que nem sei o que são, como ou onde colocar. E aquela cena do enrolador de pestanas parece um instrumento de tortura. E não me parece que faça nada.
Beber? Funciono um bocado ao contrário da maioria dos mortais, bebo pouco. Decidi há anos deixar de beber por razões sociais, e desde então sou mais feliz. Mesmo. Não bebo espumante, mesmo que seja meia noite e passagem de ano, porque não gosto. Não bebo vinho tinto, e posso provar vinho branco mas gosto de poucos. Fico "alegre" se beber um único copo de uma bebida alcoólica e não sei o que é uma ressaca. Nem tenciono descobrir. Mas gosto de um cocktail de vez em quando, ou um copito de vinho do Porto em ocasiões especiais.
Os meus joelhos não doem, mesmo quando deviam. Ahah. Em compensação tenho que fazer desporto de vez em quando para não ter dores de costas, consequência do meu estilo de vida sedentário. Também há uns massagistas que resolvem esse problema, e é uma bela maneira de acabar com dores, receber uma massagem, mas a maior parte do tempo, um bocadinho de desporto et voilá, fico como nova. A não ser que faça outra rotura de ligamentos. Hum.
Preocupações de emigra. Vou ficar aqui até quando? 5 anos? 10? Até me reformar? Quando é que me irei reformar? E os miúdos? Vão ficar aqui? Até que ponto é que são portugueses? Quão portugueses é que são? Quão alemães são? A primeira vez que tive uma conversa demorada com o meu chefe, quando vim para cá, ele explicou-me que os nossos filhos não serão nunca portugueses, alemães, austríacos, etc., mas sim cidadãos do mundo. Quer me agrade quer não, hoje, passados 11 anos, acho que o homem tinha razão. Preocupação de mãe é agora, mas que referências é que estes miúdos têm, e com quem é que se irão identificar quando chegarem aos 20, 30 anos? Quem será, e quão grande será o grupo de gente da idade deles que terá tido as mesmas vivências de infância, se é que há mais alguém, para além dos irmãos. Eu posso falar sobre o dartacão, verão azul, gelados fizz limão, as manifs contra a pga, as 3 cadeiras no 12ºano, etc. etc., em pé de igualdade com milhares de pessoas. E eles?
Lixo. O caixote do lixo indiscriminado só é esvaziado de 15 em 15 dias. Para obrigar a malta a reciclar. Desde que comecei a separar as embalagens, papel e lixo biológico o lixo indiscriminado deixou de ser uma preocupação tão grande - em quinze dias fazemos mais lixo do que o que cabe num caixote. Agora a preocupação é quem é que leva o saco das embalagens ao ecoponto?
Getting ou having your shit together são expressões que acho que nunca percebi completamente. Não sei bem se se referem à globalidade dos aspectos da vida de uma pessoa, ou se apenas a algumas vertentes, dependentes da situação. Penso que as duas coisas, dependendo do contexto. Mas não conheço ninguém que me pareça estar com a vida completamente sob controlo, ou livre de preocupações. Enquanto estamos vivos, há sempre alguma coisa que nos há-de escapar, ou algo por que ansiamos, ou algo que nos preocupa. E isso é bom, é sinal que vivemos, não apenas sobrevivemos.
19 novembro 2013
Um ano à Sá Pinto
Passados três meses lá fui ver o homem outra vez, e não gostei do que ele me disse, que foi pouco ou nada. Sem se querer comprometer com afirmações do que é que poderia fazer ou quando, mandou-me uma conta choruda pelos dez minutos da consulta, e mandou-me voltar lá dali a uns tempos. Resolvi que não iria voltar a vê-lo.
Só em Junho me atrevi a voltar ao ténis de mesa - uma única vez, pois senti o joelho a queixar-se, embora não tenha piorado nada. Julho e Agosto dediquei-me à natação, e as primeiras duas semanas foi quando o joelho finalmente começou a ir ao lugar, senti bocados lá dentro a esticar e encaixar enquanto nadava. Sem nunca ter tido dores. Aliás, nem no momento da lesão tive dores algumas.
Hoje foi o dia em que finalmente voltei a jogar futebol. Cheia de medo de dar cabo do pobre joelho outra vez, corri metade do que costumava correr, senti o joelho a dizer "eh pá, não sei se estou preparado para isto", mas não tive dores e aguentei a um ritmo médio com algumas paragens à baliza.
Isto vai ao sítio. Já estava fartinha de só usar o ginásio.
18 novembro 2013
Foi segunda, hoje?
E depois ajuda receber boas notícias logo de manhã, uma pessoa até se esquece que é segunda e dormiu pouco de noite. Esta segunda soube a terça.
15 novembro 2013
Aquela campanha da Isabelinha
14 novembro 2013
Do fundo do baú
13 novembro 2013
Da escuridão
12 novembro 2013
Como frustrar um espertalhão
Falar com o tipo no dito espaço como se aquele arranjo nem estivesse ali. Plantas penduradas ao contrário? A coisa mais normal do mundo. Encontram-se aqui, por exemplo. Um cacto morto, isso sim, é muito mais difícil de obter. Agora que penso nisto, aquele vaso pendurado ao contrário é perigoso. Um dia destes o tipo vai-lhe dar uma cabeçada. E corre o risco de ficar com uma planta a fazer de cabelo.
11 novembro 2013
Coisas doces com muito açúcar
Vi aqui, e tive que fazer. Mini bolachas com pepitas de chocolate (compradas), merengue italiano, e chocolate derretido em cima. Muito bom, para comer frio.
(Para quem nunca tinha usado um saco de pasteleiro nem um termómetro para comida na vida, nada mal.)
10 novembro 2013
Papel e cartão
06 novembro 2013
A minha orquídea tem um bebé
Nunca tinha tido uma coisa destas - é espantoso. Eu, que matei um cacto de sede - aguentou uns anos mas até um cacto precisa de água de vez em quando - agora tenho orquídeas a reproduzir-se. Extraordinário.
04 novembro 2013
Aquelas tabletes da Milka às quais falta um quadrado
...agora há umas tabletes de chocolate com um quadrado em falta. No verso da embalagem, diz que se quiseres esse quadrado basta mandar uma mensagem para um determinado local, e eles enviam...
...na mesma prateleira do supermercado, há tabletes de chocolate completas, ao mesmo preço. Estão a ver qual é que comprei?
(Mas há alguém no seu perfeito juízo que compre uma tablete incompleta de propósito para depois pedir o quadrado em falta mais tarde? O que é que me está aqui a escapar? O chocolate não era suposto ser uma recompensa imediata? E quanto chocolate a Milka deixou de vender por causa disto? A julgar pela quantidade que ficou no supermercado...)
02 novembro 2013
Segurança
23 outubro 2013
Quem é que disse que tinha de escolher?
* ok, ok, este senhor de quem falo não usa sapatos de salto, que eu saiba, mas tem sapatos de conduzir, essa é que é a verdadeira inspiração.
Eu sou uma pessoa que fica feliz com pouco
Já ganhei o dia.
22 outubro 2013
E agora para algo completamente diferente
19 outubro 2013
Ao virar da esquina
Ao passear pelas ruas de Barcelona, dei com um palácio com as portas abertas. Entrei, porque havia uma exposição que dizia que era grátis - eu não tinha muito tempo, não ia pagar para me entreter por meia hora - e acabei por ir ver outra. (O link é da exposição que efectivmente fui ver.) Por engano, por acidente, por acaso do destino, por uma sorte desgraçada. Afinal, em vez de ir espreitar a exposição de moda de Barcelona (não sei pormenores, estava fechada naquele dia), entrei pela porta de uma exposição de uma ilustradora catalã. Alegria, meus amigos, o que eu gosto de ilustrações e de desenhos, o que eu gostei daquelas histórias em três línguas - catalão, espanhol e inglês - o que eu me ri com a bruxa que encontrou uma moeda de ouro e decidiu casar-se, o que me emocionei, e me ri, com a história do nascimento das três gémeas, que divertida a história da girafa e seus amigos que decidiram tornar-se músicos e cantores. Que imaginação fantástica que levou uma artista a fazer malas, cozinhas de brincar de todos os tamanhos, pequenos teatros de marionetas, instrumentos musicais, tudo em cartão, um material mais que disponível. Lindo, maravilhoso, inspirado e inspirador, adorei. O que eu gostava de saber desenhar assim. A foto é de páginas de um caderno da autora, Roser Capdevilla. A ver, se estiverem por Barcelona até 27 de Abril do próximo ano.
18 outubro 2013
30º 60º 90º
Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.
16 outubro 2013
O karma é lixado
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.
15 outubro 2013
Quem vai ao mar perde o lugar
12 outubro 2013
Admirável mundo novo
Eu pensava que eram os portugueses
10 outubro 2013
08 outubro 2013
Descomprimir
Ao indagar se haveria mais alguém com opinião sobre os modelos do site da asos - a internet é realmente uma fonte inesgotável de apontamentos sobre as coisas menos importantes que se possam imaginar - encontrei o awkward asos models. Este tumblr publica imagens de modelos da asos com o ar mais estranho - desde o permanentemente pensativo até ao adolescente com ar de sem-abrigo. Pronto, já é velhote e deixou de publicar, mas mesmo assim tem piada.
01 outubro 2013
Munique em grande velocidade
- Castelo e parque de Nymphenburg (tem partes gratuitas, mas a visita dentro do castelo penso que se paga), é visita para umas horas, dependendo se se fazem as visitas guiadas;
- Zona pedonal: desde Karlsplatz até Marienplatz, passando pelo Viktualienmarkt. Em Marienplatz há diversos cafés/restaurantes com esplanadas, incluindo o Glockenspiel, no edifício em frente à câmara - fica no quarto andar e tem vista para (surpresa!) o Glockenspiel. A câmara (Rathaus) situa-se na Marienplatz, ao meio dia (também às 11h00 e às 17h00, mas estas horas não garanto) dá as horas com uns bonecos lá em cima que dão umas voltas enquanto tocam os sinos do glockenspiel. Ao lado do Viktualienmarkt há uma Victorian House de que eu gosto muito (casa de chá inglesa, têm scones e crumpets com lemon curd);
- Passagem pela Ópera, e na Residenz que é ali ao lado; a Maximillianstrasse nessa zona é um must (é a rua hiper chique de Munique);
- Também vale a pena passear na zona que continua até isartor; a Hofbräuhaus fica por ali - é uma boa alternativa à Oktoberfest e está aberta todo o ano;
- Englischer Garten com passagem na "onda" e na torre chinesa, possível paragem no biergarten;
- Museu BMW (têm visitas guiadas em inglês, mas convém telefonar a marcar porque costumam esgotar);
- outros museus interessantes: as três pinacotecas (eu gosto da moderna), e o deutsches museum. As pinacotecas têm bilhetes mais baratos ao domingo. Há diversos museus de arte e temáticos, óptimos para passar dias chuvosos.
- Para quem gosta de igrejas: as mais famosas são a Frauenkirche (entre Karlsplatz e Marienplatz) e a Theatinerkirche perto de Odeonsplatz. Em Odeonsplatz há também um parque o Hofgarten, e na entrada costuma haver músicos ou outros artistas.
- Para quem já viu o centro todo e também foi ao Museu da BMW, há ainda o Olympiapark, com o estádio olímpico e a Olympiaturm, que oferece vistas panorâmicas lá do alto e ainda um restaurante que roda em volta da torre.
30 setembro 2013
O mundo a conspirar
A minha amiga que me bate à porta quando precisa de ajuda, a minha amiga que me dá uma mão sem hesitar sempre que lhe peço, a minha amiga que conta histórias mirabolantes e tem ideias geniais, a minha amiga com um bom senso e sentido de justiça bem acima da média, a minha amiga-irmã que fica sempre do meu lado quando as coisas me correm menos bem.
Ela ainda não se foi e já estou cheia de saudades.
28 setembro 2013
A agonia da escolha
Atirar com o telefone
Não se pode sentir a falta de algo que nunca se experienciou.
24 setembro 2013
Défice de atenção
Não sei se isto é apenas verdade para mim, e a minha amostra de pessoas disponíveis parecidas comigo, ou se será válido para a minha faixa etária e a faixa ligeiramente acima da minha (a geração X), famosa por ter um défice de atenção elevado.
No meu caso, tenho uma velocidade de leitura muito rápida, escrevo no computador quase à velocidade do discurso falado, falo também bastante depressa - principalmente na minha língua materna - e não gosto de perder tempo. Sou despachada, evito filas sempre que posso, tento optimizar o tempo de forma a desperdiçar o mínimo possível. Afinal de contas, a vida é curta. E quanto aos vídeos?
Ninguém fala tão depressa quanto eu leio, pelo menos de forma inteligível. Se o vídeo for daqueles de "conversa", se houver possibilidade de ler a transcrição, é isso mesmo que vou fazer. Além da questão do tempo, há a questão da maneira como a minha memória funciona: tenho muito mais facilidade em lembrar-me de informação escrita do que ouvida, principalmente se for informação técnica. Por outro lado, se houver bons gráficos num vídeo (ou quadro, ou apresentação), essa forma de escrita pode ajudar-me a reter a informação.
E os vídeos de lazer? Durante o dia tenho tendência a não ter tempo para eles. Se me enviarem um link muito bom guardo para mais tarde - e às vezes fica para dia de S.Nunca porque o tempo livre que tenho para vídeos é extremamente curto. Tudo o que for vídeo da net e abro tem 5 a 10 segundos para provar que vale a pena. Muitas vezes chego à conclusão que não devia ter perdido tempo com os vídeos que obrigam a aturar uns segundos de publicidade antes de começarem - muitas vezes perco mais tempo a ver a publicidade do que a efectivamente ver o tal vídeo me me mandaram.
Finalmente, a televisão e afins.
Eu não costumo ver filmes. Durante o dia não tenho duas horas livres, e à noite... devo estar cansada. Os filmes duram tanto tempo que eu adormeço a meio. Andei um mês para ver o Mon Oncle, e nunca o consegui ver de uma ponta à outra. Na televisão, então é uma desgraça, vejo um bocado e nunca mais apanho o resto. Sobra o cinema. Para o qual também tenho muito pouco tempo. Gosto muito, mas é um bocado como os livros, só há disponibilidade nas férias. Portanto, é uma hipótese bastante limitada.
Os meus vídeos favoritos, são séries. Em DVD, as séries completas para ver episódios uns atrás dos outros, ou não, consoante a vontade. Ando sempre à procura da próxima caixa que valha a pena. Episódios entre 20 e 45 minutos, idealmente.
Quanto aos vídeos na net, há quem tenha feito contas e diga que os vídeos visualizados na net no ano passado têm em média pouco mais de 5 minutos. (fonte) E que, talvez por causa de pessoas como eu, há cada vez mais serviços de publicação de micro-vídeos. Por mim, óptimo. Já agora, para quando o nextflix sem restrições na Europa inteira? :D
Dos livros
Lia (leu, li) aí uma metade dos livros da secção juvenil. Nunca leu (li) os livros classificados para gente crescida, ou por temas, embora continuasse a usar a biblioteca para estudar matemática com as amigas.
Depois da biblioteca, os livros passaram a ser companhia de férias. Livros grandes, pequenos, devorados a grande velocidade nas horas contadas do verão e do Natal. E às vezes livros de contos, antes de dormir, um conto por noite porque os livros de contos não se devem ler de uma ponta à outra como se não houvesse amanhã.
Quando vieram os miúdos, regressou (regressei) aos livros infantis. Desta vez a escolher o que se lê pelo conteúdo, pelo autor, pelas ilustrações. A preferir autores portugueses, personagens com nomes de miúdos que lhe (me) poderiam ter feito companhia na escola, realidades com que se (me) identifica (identifico). Livros que são como algodão doce, almofadas de penas, a cama quando se acorda de manhã e é fim de semana e faz sol.
Dos outros livros que lê (leio), pesados, com letras pequenas, que fazem ler para trás e para a frente, de tantas referências que têm, não se contam histórias.
20 setembro 2013
Das companhias low cost
Problemas de primeiro mundo, né.
18 setembro 2013
Por aqui também há eleições
Poste sim, poste não, um destes. Há ainda uma outra versão em cartaz gigante. Ando há 19 dias a olhar para estes rabos republicanos. A pergunta que eles fazem é "que rabo é que você vai escolher a seguir?" (rabo tem duplo sentido). As cores dos rabos: vermelho, verde, preto e amarelo correspondem respectivamente aos quatro maiores partidos políticos. Aquilo que realmente me pergunto é: onde é que arranjaram gente para fazer isto? Será que este cartaz é a prova que os alemães usam qualquer desculpa para tirar a roupa? Dois dos rabos parecem ser de mulher e outros dois de homem, estarei enganada? E finalmente, será que isto conquista votos?
(já não escrevia um post sobre rabos alemães há demasiado tempo)
17 setembro 2013
Genial - blog do dia
16 setembro 2013
Está bom é para trabalhar. Dentro de quatro paredes. E um tecto.
11 setembro 2013
Não percebo
03 setembro 2013
Aquele momento estranho
"Parabéns."
As mensagens deste género começam sempre assim. Depois acrescentei,
"onde quer que estejas".
E pensei, isto soa estranho. O rapaz está vivo, ainda alguém pensa que lhe aconteceu alguma coisa.
Ia escrever também: "sei que isto soa esquisito, mas tanto quanto sei, estás no meio do mar".
Reconsiderei, isto parece ainda mais estranho - e caso de polícia. Ainda me vêm bater à porta a perguntar pelo rapaz, e eu nem vou poder dizer mais do que um "sei lá, deve estar no meio do mar - e nem sei qual."
Apaguei tudo. Escrevi apenas parabéns. Não se podem mandar mensagens personalizadas a marinheiros.
01 setembro 2013
O amor aos gelados
Durante este verão escolhi uma gelataria pelos gelados maravilhosos que tinham. Das primeiras vezes fui servida por um senhor que fazia umas bolas de gelado bem grandes - isto de aliar a quantidade à qualidade é um factor essencial - mas mais tarde calhava-me sempre uma rapariga nova. E não é que a rapariga, provavelmente compartilhando a minha apreciação por um bom gelado, de cada vez que eu lá ia me oferecia sempre um gelado novo para eu provar?
Por artes do destino e sortes de pneus furados, fui parar a uma outra terra que normalmente evito no verão, com tempo para gastar e pouco ou nada que fazer. Encontrei uma gelataria italiana onde só entrei porque estava vazia e eu precisava de paz, onde o empregado brasileiro me fez um batido de gelado e fruta a pedido, absolutamente perfeito. Quando percebeu o quanto eu aprecio gelados, tornei-me a cobaia dos sabores: provei gelados de tiramisu (maravilhoso, e eu nem gosto de tiramisu) e de figo. Fiquei com pena de não ter mais tempo morto ou a capacidade de encher a barriga de gelado porque se pudesse era ali mesmo que eu ficava a deliciar-me.
De onde deduzo que a única coisa que a malta dos gelados tem em mente é que as coisas boas devem ser partilhadas. E eu concordo.
31 agosto 2013
Memórias dos últimos dias
30 agosto 2013
Tenho que ir
1 - quando fizer a mala, não preciso de trazer a roupa de verão TODA. Metade chega. Roupa para uma semana, e uma muda de roupa quente, chega perfeitamente. Lá porque vou estar num sitio durante quase dois meses isso não quer dizer que tenha que trazer a casa toda atrás. E aquela t-shirt que já não uso há cinco anos, provavelmente já devia ter outro dono.
2 - a mesma coisa para a mala da miúda. No verão não é necessária assim tanta roupa. Se for preciso, lava-se, numas horas fica logo seca e pronta a usar.
3 - da próxima vez, fazer de conta que a mala do carro tem metade do tamanho. Estou sempre a dizer que antigamente os carros eram bem mais pequenos e chegavam para tudo. Quanto mais espaço se tem, mais tralha se anda a passear pelo mundo. Para nada.
4 - a ideia de trazer uma caixa (pequena) com os brinquedos da miúda foi genial. Já a colecção de DVDs a ver durante as férias precisa, claramente, de diminuir de tamanho para metade. Ou um terço.
5 - menos malas. Se planear trazer menos malas, talvez traga/leve menos tralha.
6 - ter em conta que uma coisa são as coisas que se trazem, outra é a esperança de que haja espaço na mala do carro para, ao partir, esvaziar o supermercado (sim, estou a exagerar - mas nos meus sonhos seria mesmo assim). E por falar em supermercado, ainda tenho que ir comprar tremoços. E sumol.
29 agosto 2013
Das compras e vendas online
28 agosto 2013
Uma sorte do caraças
E há dias em que se planeia uma coisa, corre tudo mal, e no fim tudo se torna muito melhor que o plano original. Perdemo-nos no meio do nada, passamos o carro por uns quelhos onde sobram escassos centímetros de cada lado, bebemos das fontes à beira da estrada - nem sabia que ainda havia disso - chegamos tarde e mal, e cheios de fome, ao restaurante escondido noutro buraco e que ainda para mais não servia refeições - mas encontrámo-lo, caraças. Plano B, o café mais perto, só para sócios e viajantes com ar derreado, ar fresco, sandes, bebidas e melão, gente simpaticíssima, e no fim, indicações como encontrar o paraíso. Sim, aquele mesmo que se encontra a decorar a parede do local que nos salvou de morrer de fome e sede. Seguimos caminho, paraíso encontrado, pequenos contratempos ultrapassados, e ficamos por ali a desfrutar enquanto nos apeteceu. No regresso, mais uma vez a incapacidade de seguir por uma estrada onde passassem dois carros - não sei se por inexistência dela ou apenas falta de sinalização - muitos montes, muito verde, alguns sustos com carros em direcção contrária. Muitas gargalhadas de felicidade, que bem que nos soube este dia de aventuras.
23 agosto 2013
Luas
Uma das vantagens de se passar muito tempo no mesmo sítio é olharmos para as coisas com mais atenção. Com os mesmos olhos, mas olhando de maneira diferente a cada dia, ou a cada noite. Por exemplo, a lua. Quando estou em casa a maior parte das vezes nem me lembro que há lua,e quando me lembro, o mais frequente é nem a poder ver. Pessimista talvez, realista quiçá, a verdade é que o céu nublado, aliado ao facto de as luzes da cidade impossibilitarem que se vejam as estrelas, fazem com que a minha curiosidade sobre o que se passa lá por cima acabe por se limitar ao anseio de que faça sol durante o dia. De noite, não vejo nada.
Da lua, que não vejo durante a maior parte do ano, reparei agora que aparece, ou nasce, em sítios diferentes e a horas diferentes consoante a fase da lua. A lua cheia aparenta ser maior, nasce mais tarde e mais para nordeste que um quarto crescente, por exemplo. Vi o luar a brilhar no mar, como que iluminando uma estrada de águas calmas, e desejei estar num barco ao largo, só para ver aquela luz de outro ângulo.
21 agosto 2013
Bonecos
Recuso-me a ver os Smurfs enquanto não lhes chamarem Estrumfes outra vez. Não gostei muito do Cars pelo que não estou interessada no Planes. Se calhar estou enganada e estou a perder um grande filme, mas duvido.
Sim, eu no verão vou ao cinema. Tenho tempo, há sessões na hora de maior calor em que não se deve estar na praia, lá dentro está fresquinho. E gosto muito mais dos cinemas em Portugal, mesmo os mais antigos. Batem aos pontos o cinema onde vou em Munique. E parece-me que por cá mostram muitos mais filmes de animação - os meus preferidos.
O ponto alto deste verão foi o Gru. Um filme muito engraçado, ganhou muito em relação ao primeiro em grande parte por terem aumentado imenso o protagonismo dos minions, e a miúda mais velha é um must, quando crescer vai partir, literalmente, muitos corações eheh. Não me importava de ver outra vez, mas o mais certo é que o DVD acabe lá em casa pelo que o prognóstico é de repetições frequentes, pelo que não vale a pena gastar o dinheiro dos bilhetes de novo. E por falar em filmes de animação, não sei me está a escapar qualquer coisa mas parece-me que já não mostram versões originais no cinema. Alguém confirma? Eu adorava ver as versões originais com os meus amigos e as versões dobradas com os miúdos, mas não encontrei versões originais na minha pesquisa na net, nem nos cinemas do Algarve. Estranho.
20 agosto 2013
zzzz
Tomei as duas coisas, ri-me da caixa do xarope ("pode influenciar a condução de veículos ou maquinaria pesada"), e... dormi. Dormi de noite, dormi de dia, perguntei-me mas porque será que tenho tanto sono, e finalmente o meu cérebro adormecido atingiu. Não, não foi o nirvana. Foi o xarope. Quando tiver insónias já sei como se resolve o problema. No entanto, enquanto puder vou evitar aquele líquido do demo, que tenho mais que fazer e não quero dormir o dia todo.
18 agosto 2013
Este se calhar é só para emigras...
Ainda me lembro do tempo em que a internet não tinha filtros regionais, nem detectava nem mudava língua nenhuma automaticamente, nem decidia por mim o que é que eu podia ver ou não. E não é memória de elefante, não. Antes fosse. Agora dou por mim a testar o que é que posso ou não aceder conforme o país em que me encontro. Qual a versão de big brother que está instalada dependendo do sítio ou modo de acesso. Se os sites detectam a língua consoante as definições do sistema operativo ou do país do ISP. Um dia achei que a internet era maravilhosa porque era livre. E foi.
(E fui também ver este, por causa deste meu post.)
17 agosto 2013
Aquela malta que...
10 agosto 2013
Moda
Este verão comprei outra t-shirt com uma caveira na frente. Esta diz "In Bloom". Eu li aquilo e pensei "Nirvana". Pergunto-me quantas miúdas terão aquela t-shirt no armário e nunca ouviram o "In Bloom".
(inspirado pela São João)
(Por falar em São João, Rui, vai ver o Febre dos Fenos que é genial.)
07 agosto 2013
Pára tudo!
Descobri um blog novo
O blog em si não é novo, é novo para mim que não o conhecia. Estava na barra lateral da Wallis e suscitou-me curiosidade suficiente para ir espreitá-lo. Chama-se Um casulo com varanda, e vai já para o meu feeder. Enquanto não publica posts novos (publicou um hoje, não estou aqui a queixar-me de nada!), leiam os arquivos, como eu. É uma delícia.
05 agosto 2013
De mal a pior, e de mal a melhor
Assim como assim estamos em Agosto e a blogosfera está de molho, pelo que não há grandes riscos de perder posts geniais por causa da salgalhada tecnológica. Mais tarde ou mais cedo isto há-de-se compôr.
Já agora, descobri - provavelmente tarde e mal - a infopédia, dicionário da Porto Editora que além do significado da palavra em português dá logo sinónimos em outras cinco línguas. Um achado. Priberam, já eras.
01 agosto 2013
30 julho 2013
16 julho 2013
Silly season
Chega Abril, Maio, meses das dietas loucas em tudo quanto é jornal e revista, nunca estamos bem estejamos como estivermos, e quando me começo a lembrar da malta que (sobre)vive à custa de bebidas verdes que eu nem morta meteria nos lábios penso que prefiro ser como sou e comer o que como, a andar para aí a comer cenas que não lembram ao diabo para ficar um pau de virar tripas. A sério, eu como sopa se a houver, salada e legumes, mas não me tirem as batatas, o arroz, a carne, o marisco, os ovos, o leite, os iogurtes, o queijo, os doces, um ou mais deste grupo, não, não me tirem a comida de que eu gosto. Não sinto necessidade nenhuma de pesar 50 quilos, obrigada, e prefiro carregar dois ou três quilitos a mais do que deixar de comer as coisas que me põem um sorriso na cara. Posso não ser magra, mas sou feliz. Feliz com um frango de churrasco à frente (adoro), uma torta de ovos, um café com açúcar, uma sopa de agriões, um bacalhau com batatas e legumes cozidos.
Vindo o verão, a praia, nunca estamos suficientemente morenas, e depois ficamos morenas demais, mas pensamos por uns instantes nos quilitos a mais, até que se chega lá. À praia. A praia é democrática, dá para toda a gente. Gordos, magros, novos e velhos, gulosos e virtuosos. E está cheia de portugueses, com a mesma genética que eu. É como se de repente tivesse aberto uma revista viva, com gente de todos os tamanhos, uns mais bonitos, outros menos, uns de formas mais abonadas, outros menos, uns mais resistentes ao sol, outros menos. E só posso sentir-me bem na minha pele, que vai ficando dourada do sol. Está tudo lindamente, estou lindamente, e agora vou mas é dar um mergulho, que a água hoje está completamente calma pois quase não há ondas. Por cá não há baleias, somos todos golfinhos.
15 julho 2013
Uma mala Chanel
Primeira questão que me ocorre - qual a velocidade a que o tipo consegue correr quando avistar a polícia. É que enquanto andam a vender óculos de sol de plástico, a questão é se têm licença para vender na praia, há-de ser uma coisa, quando começam a vender produtos contrafeitos, o problema já é outro, provavelmente mais grave.
Lembro-me da história da mala Chanel. No Inverno, na altura do Natal, até me podia parecer razoável, a ideia de ter uma mala cara, boa, que dure uma vida. Com certeza que haverá situações em que seja completamente apropriado usar uma carteira de óptima qualidade, bonita, apresentável.
No entanto, a meio de Julho, a ideia de gastar uma enormidade numa carteira parece-me incrível. Mesmo que me saísse o euromilhões, duvido que fosse capaz de gastar tanto dinheiro numa coisa deste género, por muitas qualidades que a carteira possa ter. De cada vez que olho para as malas Luis Vuiton do mercador ambulante penso: o original equivale a quinze dias de férias com a família. Ou um carro em segunda mão. E ainda, mas quem é que anda com uma coisa tão valiosa na rua? (Depois lembro-me de Cannes, mas isso é outro mundo.)
13 julho 2013
Halibut
O Halibut - pomada com óxido de zinco, para as assaduras das fraldas nos bebés entre outros usos possíveis - cheira a peixe. Se calhar é daí que lhe vem o nome, embora o peixe que vem indicado nos ingredientes seja o bacalhau (óleo de fígado do dito) e não halibute.
(Se eu soubesse isto, não o tinha comprado.)
11 julho 2013
Conselho para a vida
"I should have married the woman of my parents' dreams" (devia ter casado com a mulher dos sonhos dos meus pais)
- The best exotic Marigold hotel
Muito bom.
Estão verdes
10 julho 2013
Raios
09 julho 2013
Azul, azul e mais azul
O Inverno foi duro e cinzento, a primavera praticamente não existiu, o verão, para mim, começa agora. Faz-me falta o azul quando não o há por muito tempo.
07 julho 2013
E faz-se luz
Estava eu a apreciar os meus pais na sua aula de inglês - e eles tão orgulhosos dos seus progressos (e eu deles) , quando comecei a ter dificuldade em entender o que estava a ser dito, no computador.
"Put the lettuce in the right order", entendi eu, mas afinal era "put the letters in the right order". Sim, porque é que alguém diria para ordenar a alface, eu também não estava a perceber o sentido. A minha mãe insistia que o meu pai dizia "sex" em vez de "six", e, ouvindo o programa, aquilo não era bem "six" que dizia... Mais uns exemplos, e fez-se luz. Pai, mãe, sois os maiores.
Since you said my accent was bad
He's wearin' a frown
This Caledonian clown
I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away
Some days I stand
On your green and pleasant land
How dare I show face
When my diction is such a disgrace
I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away
You say that if I want to get ahead
The language I use should be left for dead
It doesn't please your ear
And though you tell it like a leg-pull
It seems you're still full of John Bull
You just refuse to hear
Oh what can I do
To be understood by you
Perhaps for some money
I could talk like a bee dripping honey.
I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away
You say that if I want to get ahead
The language I use should be left for dead
It doesn't please your ear
And though you tell it like a leg-pull
I think you're still full of John Bull
You just refuse to hear
06 julho 2013
AH 42 graus à sombra
As saudades que eu tinha disto. :-)
Verão a sério.
04 julho 2013
Taxar as impressoras
Tenho uma impressora em casa, ligada ao meu computador. Imprimo meia dúzia de folhas por ano, normalmente cartas oficiais, por exemplo para a seguradora, documentos privados criados em word ou excel por mim, e ocasionalmente bilhetes de avião. Pensando bem, o único documento que habitualmente imprimo e do qual não detenho o direito de autor é o ocasional bilhete de avião. No entanto não é esse tipo de documento que está em questão.
O tribunal europeu de justiça, na sequência de julgamentos em tribunais alemães, decidiu que os Estados membros poderão impôr taxas de direitos de autor sobre as impressoras ligadas a um computador. Cabe aos Estados decidir como e quanto, e se haverá excepções.
Em conversa com a jonasnuts no twitter, percebo que a ideia, em Portugal, é que muita gente fotocopia livros e como tal faria sentido cobrar direitos de autor sobre as impressoras. No entanto, tenho que argumentar que, se é essa a razão, então apenas se deveria taxar as fotocopiadoras industriais. Ninguém imprime em casa um livro, sai muitíssimo mais caro que fotocopiar e demora imenso tempo. Além do mais há na net serviços de impressão de pdf em formato livro que cobram pouquíssimo, comparando com o custo de impressão doméstico.
O artigo fala em "imprimir uma página" como violação de direitos de autor. Penso que isto é um argumento falacioso, e que imprimir uma única página até poderá não infringir nenhum direito de autor, dependendo do documento em causa.
Não gosto de ser tratada como criminosa à partida, e ainda menos de ser tratada como criminosa independentemente de haver ou não provas de que não cometi o crime. Nem sequer se assume que somos inocentes até ser provada a culpa, qualquer pessoa que compre uma impressora é imediatamente culpado independentemente de nunca vir a ofender o direito de autor de ninguém.
E já agora, quem é que me vai pagar a minha parte dos direitos de autor, já que alguém (eu e outros) com toda a certeza irão imprimir documentos cujo direito de autor me pertence?
01 julho 2013
Um dia de sol na Baviera
Mais uns minutos, aparece um rapaz. Só o vi por trás, e não estava nada à espera do que vi. Sabem daquela "moda" de andar com as calças no fundo do rabo? Normalmente as calças a cair vêm acompanhadas de boxers compridos por dentro. Estas tinham em falta esse componente essencial, pelo que fui brindada com uma tira de rabo tão larga que até se notava o redondo. E pronto, a minha mente de miúda de 15 anos achou que isto tinha que ser partilhado. Agora riam-se comigo. Acrescento que enquanto o rapaz passou em frente ao velhote, entrou pela porta do edifício e subiu as escadas interiores, o velhote ficou a segui-lo com o olhar o tempo todo. Portanto não sou só eu a depravada. Pronto, está bem, sou, o velhote olhava com um olhar altamente reprovador, mas no fundo se calhar até estava a admirar a paisagem, mas é...
30 junho 2013
Uma pessoa pensa que quando for mesmo crescida é que vai ser
Andei a procrastinar o fim de semana todo. Aposto que lá para a meia-noite é que me vai dar para fazer o que tive mais de 48 horas para fazer.
Enquanto e não...vou fingindo que já comecei. Não sei a quem estou a tentar enganar.
28 junho 2013
Arco-íris
Pergunta-se se algum dia poderá tornar-se assim, grave e cinzenta, ou se o entusiasmo transbordante será suficientemente contagioso.
Cinzento, ou de todas as cores.
Números ou só palavras.
Escolhe a versão colorida. Não se pode fugir ao que se é. A escolha de cortar bocados para encaixar na reentrância não faz sentido. Decide conscientemente distribuir a energia que tem. Será pelo melhor.
25 junho 2013
A evolução do correio electrónico
chatos
melgas
mosquitos
insectos irritates e/ou repelentes
por muito que tenham evoluído, ao ponto de serem capazes de enviar emails, estão destinados ao mata-moscas, melgas e mosquitos, que é o filtro do correio electrónico. "Enviar emails deste remetente directamente para a caixa de SPAM". Dois simples passos. Uns segundos perdidos. A qualidade de vida a aumentar rapidamente.
Isto, para os chatos conhecidos. Socialmente evito-os, e agora, electronicamente, morreram.
O nosso amigo MR, que já morreu, é que nos ensinou o truque há já muitos anos. Lixo electrónico vai para o caixote do lixo electrónico. A vida é curta (e a dele, foi), não se pode perder tempo com irritações que não valem nadinha.
24 junho 2013
Se eu fosse um animal
Se eu fosse um animal, seria:
Uma chita, porque corre muito depressa. Fiz mais de dois mil quilómetros no fim de semana e foi o máximo.
Um gato. Adoro dormir sestas ao sol, ou ao quentinho da lareira. Adoro sestas, em geral.
Uma formiga. Uma vez vi uma TED talk sobre formigas que me mudou a vida. As formigas vivem em colónias organizadas, mas metade delas não faz nadinha. Eu tanto sou uma das formigas trabalhadoras como uma das formigas que não fazem nada, quando posso. E o melhor de se dizer que "se eu fosse um animal, seria uma formiga", é que imediatamente as pessoas associam a qualidade de"trabalhadora". As outras formigas da colónia dormem à sombra da bananeira, mas ninguém liga. Toda a fama de se trabalhar, e todo o proveito de descansar. Maravilha.
Uma gaivota. As gaivotas voam, e vivem à beira-mar. Eu adorava viver à beira-mar, e voar era um bónus genial. Sempre poupava em viagens de avião.
Uma vaca. Daquelas que vivem no Alentejo, num monte com vista para o mar. Gostava de ser uma vaca, mas não uma vaca qualquer. Eu gosto do Alentejo, e adoro o mar, repito.
Um bicho carpinteiro. Apesar de os bichos carpinteiros não serem realmente animais de carne e osso, são do melhor para por a miudagem a mexer (e não só). Imaginem a energia de um bicho carpinteiro comparada com aquelas pilhas que duram e duram ;). Às vezes sou como um bicho carpinteiro.
Uma foca. As focas são curiosas acerca dos humanos, e aparentam ser amigáveis. Eu também gosto de observar pessoas, e regra geral sou simpática.
Um ouriço. Por vezes é necessário ter espinhos para se sobreviver.
Uma cegonha. As cegonhas são aves migratórias, que ano após ano, regressam sempre ao mesmo ninho. Também tenho os meus ninhos a que regresso a cada estação.
Um elefante. Porque há coisas que nunca esqueço. Podiam ser mais, não me importava. E aquela tromba deve dar jeito, principalmente no verão, a fazer de mangueira.
Um salmão. Também vou contra a corrente, por vezes
Um camelo. Era capaz de passar dias sem beber água.
E o melhor de todos, é mesmo aquilo que sou, um ser humano com uma multitude de características, e a melhor de todas, o raciocínio. Que serve para tudo e mais alguma coisa, incluindo escrever posts parvos.
13 junho 2013
09 junho 2013
Na terra das salsichas
Tivemos um dia de verão
08 junho 2013
Aqui não há feira do livro
Aposto que o McGyver teria muitas outras ideias de como usar um livro.
30 maio 2013
E agora, um pouco de história
Aquele professor que deixava o pessoal levar o que quisesse para o exame de cruzinhas (álgebra 1, os exercícios practicamente não tinham números, era tudo letras, o que para uma cadeira de matemática, é obra), será que ainda faz exames de consulta? Na altura, até o portátil podíamos levar, se tivéssemos um (só um cromo é que levou, na antiguidade os portáteis eram coisas muito caras e muito pouca gente tinha). Além do mais, nem que levássemos um, não saberíamos o que fazer com ele, pelo menos a maioria de nós. Naqueles tempos, os idos de mil novecentos e troca o passo, ainda nem telemóveis havia (pelo menos dos que coubessem no bolso), e a coca-cola distribuiu pagers pela miudagem - eram uma coisa praticamente inútil mas todos tínhamos um, para o style. Mas o que não havia na altura, e agora há, é a possibilidade de terminar o exame e mandar um SMS com o resultado ao amigo na mesma sala, sem ninguém dar por nada.
Será que o professor ainda faz testes de consulta? E, se sim, que consulta será permitida?
Isto pode parecer algo desprovido de qualquer importância, à primeira vista. No entanto, para aquelas noites em que tenho sonhos-pesadelos em que volto a ter que fazer exames que já passei na pré-história, esta informação dava jeito. É que da primeira vez não foi nada fácil, imaginem agora, tanto tempo depois, sem ter ido às aulas.
(A minha vida não é fácil, nem quando estou a dormir.)
(Estive a "ajudar" o rapaz com química pré-universitária, tem exame amanhã. Não sei nadinha daquilo. E eu tive química até ao 12º ano, e mais uma cadeira na faculdade, e era mesmo boa naquilo. Prevejo noites e noites sem dormir. Bem, sem dormir bem.)
29 maio 2013
Falso alarme
Alarme de incêndio em casa: como é que se desliga essa porcaria? Abana um jornal por baixo do sensor a ver se passa. E tudo continua sentado como se nada se passasse.











