Ainda estamos em Novembro, mas estou como as lojas, cheia de vontade de montar a árvore de Natal, embrulhar os presentes, fazer bolachinhas. Vantagens das árvores artificiais - é só tirar da caixa, não é preciso esperar que comecem a vender as árvores verdadeiras. Assim sim, é quando eu quiser.
Outros pormenores que dificultam a tarefa são a dificuldade em embrulhar os presentes que ainda não foram comprados, embora alguns já estejam à espera de ser embrulhados desde Agosto. Quando eu era miúda uma das coisas que mais gostava de fazer era andar pela casa à procura dos presentes que já estavam escondidos pelos meus pais em qualquer lado. Pergunto-me se passa pela cabeça dos meus miúdos andar à caça das coisas que já estão guardadas à espera da altura certa.
As bolachinhas, claro, posso fazer as que quiser que os miúdos fazem-nas desaparecer em três tempos. Qual guardar em caixinhas e testar a ver quanto tempo realmente aguentam em boas condições de textura e sabor. Uma semana, no máximo, se fizer a receita a dobrar, porque os miúdos comem-nas todas. E os graúdos ajudam.
Com a cabeça no polvo (bhléc) e o bacalhau, bolo-rei e molotof da minha mãe. E rabanadas. Vai ser um longo mês à espera.
22 novembro 2013
20 novembro 2013
Das preocupações
(inspirado pela Rita, o post que ela refere e o artigo do NYT referido, do qual só li a parte disponível a quem não se registou)
Acho que nunca se deixa completamente de ter preocupações. Aos 20, aos 30, aos 50, aos 70. Sim, mesmo aos 70 ainda se têm preocupações. Se a nossa vida corre bem, preocupamo-nos com os filhos. Ou com os netos. Ou com os pais. Ou com o resto da família.
Se temos um bom emprego, pensamos se deveríamos ser mais ambiciosos. Se até temos ainda alguma ambição, preocupamo-nos em descobrir onde chegar aonde queremos chegar. Se estamos reformados, preocupamo-nos em como passar o tempo.
O cabelo? Eu tenho um cabelo bom - de um modo geral posso acordar e sair de casa sem sequer me pentear, que vou com bom aspecto. Ou acho que vou com bom aspecto, o que pode não ser assim tão positivo. Mas não domino o secador. Eu não sei para que servem as escovas redondas e não entendo como é que alguém as consegue usar para secar o cabelo da parte de trás. O secador é um mistério. E eu já tenho mais que idade para conhecer o secador mesmo muito bem. Prática é que nem por isso - é raro usar o secador.
O creme dos olhos faz-me bolhinhas brancas na zona onde se deveria por o creme. Quando tenho algum, normalmente porque veio de oferta com alguma coisa, acabo por usar como creme das mãos ou para os lábios. E sim, tenho mais que idade para usar creme dos olhos.
Maquilhagem. Possivelmente devia usar. Na prática, uso umas três vezes por ano, em ocasiões muito especiais. Não há pachorra. Nem para base, nem rímel, nem sombra, nem blush, nem uma data de coisas que nem sei o que são, como ou onde colocar. E aquela cena do enrolador de pestanas parece um instrumento de tortura. E não me parece que faça nada.
Beber? Funciono um bocado ao contrário da maioria dos mortais, bebo pouco. Decidi há anos deixar de beber por razões sociais, e desde então sou mais feliz. Mesmo. Não bebo espumante, mesmo que seja meia noite e passagem de ano, porque não gosto. Não bebo vinho tinto, e posso provar vinho branco mas gosto de poucos. Fico "alegre" se beber um único copo de uma bebida alcoólica e não sei o que é uma ressaca. Nem tenciono descobrir. Mas gosto de um cocktail de vez em quando, ou um copito de vinho do Porto em ocasiões especiais.
Os meus joelhos não doem, mesmo quando deviam. Ahah. Em compensação tenho que fazer desporto de vez em quando para não ter dores de costas, consequência do meu estilo de vida sedentário. Também há uns massagistas que resolvem esse problema, e é uma bela maneira de acabar com dores, receber uma massagem, mas a maior parte do tempo, um bocadinho de desporto et voilá, fico como nova. A não ser que faça outra rotura de ligamentos. Hum.
Preocupações de emigra. Vou ficar aqui até quando? 5 anos? 10? Até me reformar? Quando é que me irei reformar? E os miúdos? Vão ficar aqui? Até que ponto é que são portugueses? Quão portugueses é que são? Quão alemães são? A primeira vez que tive uma conversa demorada com o meu chefe, quando vim para cá, ele explicou-me que os nossos filhos não serão nunca portugueses, alemães, austríacos, etc., mas sim cidadãos do mundo. Quer me agrade quer não, hoje, passados 11 anos, acho que o homem tinha razão. Preocupação de mãe é agora, mas que referências é que estes miúdos têm, e com quem é que se irão identificar quando chegarem aos 20, 30 anos? Quem será, e quão grande será o grupo de gente da idade deles que terá tido as mesmas vivências de infância, se é que há mais alguém, para além dos irmãos. Eu posso falar sobre o dartacão, verão azul, gelados fizz limão, as manifs contra a pga, as 3 cadeiras no 12ºano, etc. etc., em pé de igualdade com milhares de pessoas. E eles?
Lixo. O caixote do lixo indiscriminado só é esvaziado de 15 em 15 dias. Para obrigar a malta a reciclar. Desde que comecei a separar as embalagens, papel e lixo biológico o lixo indiscriminado deixou de ser uma preocupação tão grande - em quinze dias fazemos mais lixo do que o que cabe num caixote. Agora a preocupação é quem é que leva o saco das embalagens ao ecoponto?
Getting ou having your shit together são expressões que acho que nunca percebi completamente. Não sei bem se se referem à globalidade dos aspectos da vida de uma pessoa, ou se apenas a algumas vertentes, dependentes da situação. Penso que as duas coisas, dependendo do contexto. Mas não conheço ninguém que me pareça estar com a vida completamente sob controlo, ou livre de preocupações. Enquanto estamos vivos, há sempre alguma coisa que nos há-de escapar, ou algo por que ansiamos, ou algo que nos preocupa. E isso é bom, é sinal que vivemos, não apenas sobrevivemos.
Acho que nunca se deixa completamente de ter preocupações. Aos 20, aos 30, aos 50, aos 70. Sim, mesmo aos 70 ainda se têm preocupações. Se a nossa vida corre bem, preocupamo-nos com os filhos. Ou com os netos. Ou com os pais. Ou com o resto da família.
Se temos um bom emprego, pensamos se deveríamos ser mais ambiciosos. Se até temos ainda alguma ambição, preocupamo-nos em descobrir onde chegar aonde queremos chegar. Se estamos reformados, preocupamo-nos em como passar o tempo.
O cabelo? Eu tenho um cabelo bom - de um modo geral posso acordar e sair de casa sem sequer me pentear, que vou com bom aspecto. Ou acho que vou com bom aspecto, o que pode não ser assim tão positivo. Mas não domino o secador. Eu não sei para que servem as escovas redondas e não entendo como é que alguém as consegue usar para secar o cabelo da parte de trás. O secador é um mistério. E eu já tenho mais que idade para conhecer o secador mesmo muito bem. Prática é que nem por isso - é raro usar o secador.
O creme dos olhos faz-me bolhinhas brancas na zona onde se deveria por o creme. Quando tenho algum, normalmente porque veio de oferta com alguma coisa, acabo por usar como creme das mãos ou para os lábios. E sim, tenho mais que idade para usar creme dos olhos.
Maquilhagem. Possivelmente devia usar. Na prática, uso umas três vezes por ano, em ocasiões muito especiais. Não há pachorra. Nem para base, nem rímel, nem sombra, nem blush, nem uma data de coisas que nem sei o que são, como ou onde colocar. E aquela cena do enrolador de pestanas parece um instrumento de tortura. E não me parece que faça nada.
Beber? Funciono um bocado ao contrário da maioria dos mortais, bebo pouco. Decidi há anos deixar de beber por razões sociais, e desde então sou mais feliz. Mesmo. Não bebo espumante, mesmo que seja meia noite e passagem de ano, porque não gosto. Não bebo vinho tinto, e posso provar vinho branco mas gosto de poucos. Fico "alegre" se beber um único copo de uma bebida alcoólica e não sei o que é uma ressaca. Nem tenciono descobrir. Mas gosto de um cocktail de vez em quando, ou um copito de vinho do Porto em ocasiões especiais.
Os meus joelhos não doem, mesmo quando deviam. Ahah. Em compensação tenho que fazer desporto de vez em quando para não ter dores de costas, consequência do meu estilo de vida sedentário. Também há uns massagistas que resolvem esse problema, e é uma bela maneira de acabar com dores, receber uma massagem, mas a maior parte do tempo, um bocadinho de desporto et voilá, fico como nova. A não ser que faça outra rotura de ligamentos. Hum.
Preocupações de emigra. Vou ficar aqui até quando? 5 anos? 10? Até me reformar? Quando é que me irei reformar? E os miúdos? Vão ficar aqui? Até que ponto é que são portugueses? Quão portugueses é que são? Quão alemães são? A primeira vez que tive uma conversa demorada com o meu chefe, quando vim para cá, ele explicou-me que os nossos filhos não serão nunca portugueses, alemães, austríacos, etc., mas sim cidadãos do mundo. Quer me agrade quer não, hoje, passados 11 anos, acho que o homem tinha razão. Preocupação de mãe é agora, mas que referências é que estes miúdos têm, e com quem é que se irão identificar quando chegarem aos 20, 30 anos? Quem será, e quão grande será o grupo de gente da idade deles que terá tido as mesmas vivências de infância, se é que há mais alguém, para além dos irmãos. Eu posso falar sobre o dartacão, verão azul, gelados fizz limão, as manifs contra a pga, as 3 cadeiras no 12ºano, etc. etc., em pé de igualdade com milhares de pessoas. E eles?
Lixo. O caixote do lixo indiscriminado só é esvaziado de 15 em 15 dias. Para obrigar a malta a reciclar. Desde que comecei a separar as embalagens, papel e lixo biológico o lixo indiscriminado deixou de ser uma preocupação tão grande - em quinze dias fazemos mais lixo do que o que cabe num caixote. Agora a preocupação é quem é que leva o saco das embalagens ao ecoponto?
Getting ou having your shit together são expressões que acho que nunca percebi completamente. Não sei bem se se referem à globalidade dos aspectos da vida de uma pessoa, ou se apenas a algumas vertentes, dependentes da situação. Penso que as duas coisas, dependendo do contexto. Mas não conheço ninguém que me pareça estar com a vida completamente sob controlo, ou livre de preocupações. Enquanto estamos vivos, há sempre alguma coisa que nos há-de escapar, ou algo por que ansiamos, ou algo que nos preocupa. E isso é bom, é sinal que vivemos, não apenas sobrevivemos.
19 novembro 2013
Um ano à Sá Pinto
Faz um ano, mais coisa menos coisa, que dei cabo de um ligamento a jogar futebol. Nada demais, não rompeu completamente, e deu-me a oportunidade de fazer uma TAC que eu achei perfeitamente genial. Deitada naquela máquina com ar de ficção científica, com instruções para não me mexer durante 20 minutos, e um barulho que parecia que estavam ali a martelar ritmicamente ao meu ouvido, fiz o que faço melhor quando não tenho nada que fazer, que é dormir. No final, a parte que eu gostei mesmo, foi de ver as imagens das secções do meu joelho, com o veredicto do médico: era um esticamento do ligamento, e não ia precisar de operação. Três meses, pelo menos, sem jogar nem fazer ski - mesmo antes da época começar - e mês e meio com uma cena de metal à volta da perna, à cyborg. Uma animação. E fisioterapia.
Passados três meses lá fui ver o homem outra vez, e não gostei do que ele me disse, que foi pouco ou nada. Sem se querer comprometer com afirmações do que é que poderia fazer ou quando, mandou-me uma conta choruda pelos dez minutos da consulta, e mandou-me voltar lá dali a uns tempos. Resolvi que não iria voltar a vê-lo.
Só em Junho me atrevi a voltar ao ténis de mesa - uma única vez, pois senti o joelho a queixar-se, embora não tenha piorado nada. Julho e Agosto dediquei-me à natação, e as primeiras duas semanas foi quando o joelho finalmente começou a ir ao lugar, senti bocados lá dentro a esticar e encaixar enquanto nadava. Sem nunca ter tido dores. Aliás, nem no momento da lesão tive dores algumas.
Hoje foi o dia em que finalmente voltei a jogar futebol. Cheia de medo de dar cabo do pobre joelho outra vez, corri metade do que costumava correr, senti o joelho a dizer "eh pá, não sei se estou preparado para isto", mas não tive dores e aguentei a um ritmo médio com algumas paragens à baliza.
Isto vai ao sítio. Já estava fartinha de só usar o ginásio.
Passados três meses lá fui ver o homem outra vez, e não gostei do que ele me disse, que foi pouco ou nada. Sem se querer comprometer com afirmações do que é que poderia fazer ou quando, mandou-me uma conta choruda pelos dez minutos da consulta, e mandou-me voltar lá dali a uns tempos. Resolvi que não iria voltar a vê-lo.
Só em Junho me atrevi a voltar ao ténis de mesa - uma única vez, pois senti o joelho a queixar-se, embora não tenha piorado nada. Julho e Agosto dediquei-me à natação, e as primeiras duas semanas foi quando o joelho finalmente começou a ir ao lugar, senti bocados lá dentro a esticar e encaixar enquanto nadava. Sem nunca ter tido dores. Aliás, nem no momento da lesão tive dores algumas.
Hoje foi o dia em que finalmente voltei a jogar futebol. Cheia de medo de dar cabo do pobre joelho outra vez, corri metade do que costumava correr, senti o joelho a dizer "eh pá, não sei se estou preparado para isto", mas não tive dores e aguentei a um ritmo médio com algumas paragens à baliza.
Isto vai ao sítio. Já estava fartinha de só usar o ginásio.
18 novembro 2013
Foi segunda, hoje?
Para uma segunda ser um dia maravilhoso basta que esteja sol. E que isso seja um acontecimento porque a última vez que o tinha visto tenha sido há tanto tempo que já nem me consigo lembrar. Hoje processei alguma vitamina D, e nem me lembrei de tirar alguma foto para recordar nos próximos dias cinzentos.
E depois ajuda receber boas notícias logo de manhã, uma pessoa até se esquece que é segunda e dormiu pouco de noite. Esta segunda soube a terça.
E depois ajuda receber boas notícias logo de manhã, uma pessoa até se esquece que é segunda e dormiu pouco de noite. Esta segunda soube a terça.
15 novembro 2013
Aquela campanha da Isabelinha
Aquela das sapatilhas em cunha disfarçada, na H&M. Não gosto de nada. Nunca serei uma féchionista.
14 novembro 2013
Do fundo do baú
Há mais de três anos, a Susana escreveu um post intitulado "1 razão científica para nos dedicarmos à meditação taoísta". Na altura achei-o tão bom que o enviei por email para todas as pessoas que na minha opinião precisavam de dar uma boa gargalhada. Hoje voltei a lê-lo, e a rir-me quase tanto como da primeira vez - e da primeira vez só me ri mais porque o li repetidas vezes. A Susana escreve poucas vezes, mas quando escreve é de ir às lágrimas. Vou continuar a guardar este link, para aqueles dias em que tudo parece cinzento. Ou para me inspirar quando tiver problemas com alguma multinacional.
13 novembro 2013
Da escuridão
São sete da tarde noite e já estou cheia de sono. Não é por muito madrugar. O sol pôs-se às 16:39, se bem que esta frase é um exagero poético, que eu não vi sol nenhum hoje. Não gosto do horário de Inverno, mesmo que este seja o horário "natural" e o adaptado seja o horário de Verão. Que me interessa se o sol "nasce" às 7h17 em vez de às 8h17, esta hora roubada ao fim do dia é a que me faz falta. E dá sono.
12 novembro 2013
Como frustrar um espertalhão
Um tipo arranja um vaso com uma planta e coloca-o no escritório. Pendurado no tecto. Com a planta a crescer para baixo.
Falar com o tipo no dito espaço como se aquele arranjo nem estivesse ali. Plantas penduradas ao contrário? A coisa mais normal do mundo. Encontram-se aqui, por exemplo. Um cacto morto, isso sim, é muito mais difícil de obter. Agora que penso nisto, aquele vaso pendurado ao contrário é perigoso. Um dia destes o tipo vai-lhe dar uma cabeçada. E corre o risco de ficar com uma planta a fazer de cabelo.
Falar com o tipo no dito espaço como se aquele arranjo nem estivesse ali. Plantas penduradas ao contrário? A coisa mais normal do mundo. Encontram-se aqui, por exemplo. Um cacto morto, isso sim, é muito mais difícil de obter. Agora que penso nisto, aquele vaso pendurado ao contrário é perigoso. Um dia destes o tipo vai-lhe dar uma cabeçada. E corre o risco de ficar com uma planta a fazer de cabelo.
11 novembro 2013
Coisas doces com muito açúcar
Vi aqui, e tive que fazer. Mini bolachas com pepitas de chocolate (compradas), merengue italiano, e chocolate derretido em cima. Muito bom, para comer frio.
(Para quem nunca tinha usado um saco de pasteleiro nem um termómetro para comida na vida, nada mal.)
10 novembro 2013
Papel e cartão
A H&M enviou-me um catálogo. Eu devia estar bem disposta, afinal era fim de semana (que aqui entregam correio ao sábado), e em vez de o deitar directamente no lixo, quer dizer no caixote da reciclagem, sem sequer o levar para dentro de casa, abri o dito catálogo. Dei uma vista de olhos. Encontrei uma única peça de roupa que até poderia ter comprado. Fui à net, procurar a dita peça, com o intuito de a encomendar. Não havia. Estava esgotada na maior parte dos tamanhos, incluindo o meu, com tolerância de um tamanho abaixo e outro acima. Mas porque é que eu perdi tempo a ver o catálogo? Foi parar ao lixo. Caixote azul, reciclagem de papel. Eu nem gosto de compras à distância.
06 novembro 2013
A minha orquídea tem um bebé
Tenho uma orquídea que um dia começou a deitar folhas e raízes novas no caule, a uns 20cm de altura. Achei aquilo estranho, eu sou perita é em matar plantas, e fui perguntar ao meu amigo que percebe de flores. Diz que a orquídea está a ter um bebé, e mandou-me ir ao google ver vídeos para descobrir exactamente onde cortar, para transplantar o bebé para outro vaso. Calha bem, até tenho um vaso com coisas de orquídea lá dentro de uma que morreu recentemente.
Nunca tinha tido uma coisa destas - é espantoso. Eu, que matei um cacto de sede - aguentou uns anos mas até um cacto precisa de água de vez em quando - agora tenho orquídeas a reproduzir-se. Extraordinário.
Nunca tinha tido uma coisa destas - é espantoso. Eu, que matei um cacto de sede - aguentou uns anos mas até um cacto precisa de água de vez em quando - agora tenho orquídeas a reproduzir-se. Extraordinário.
04 novembro 2013
Aquelas tabletes da Milka às quais falta um quadrado
Se calhar estou a ver mal mas...
...agora há umas tabletes de chocolate com um quadrado em falta. No verso da embalagem, diz que se quiseres esse quadrado basta mandar uma mensagem para um determinado local, e eles enviam...
...na mesma prateleira do supermercado, há tabletes de chocolate completas, ao mesmo preço. Estão a ver qual é que comprei?
(Mas há alguém no seu perfeito juízo que compre uma tablete incompleta de propósito para depois pedir o quadrado em falta mais tarde? O que é que me está aqui a escapar? O chocolate não era suposto ser uma recompensa imediata? E quanto chocolate a Milka deixou de vender por causa disto? A julgar pela quantidade que ficou no supermercado...)
...agora há umas tabletes de chocolate com um quadrado em falta. No verso da embalagem, diz que se quiseres esse quadrado basta mandar uma mensagem para um determinado local, e eles enviam...
...na mesma prateleira do supermercado, há tabletes de chocolate completas, ao mesmo preço. Estão a ver qual é que comprei?
(Mas há alguém no seu perfeito juízo que compre uma tablete incompleta de propósito para depois pedir o quadrado em falta mais tarde? O que é que me está aqui a escapar? O chocolate não era suposto ser uma recompensa imediata? E quanto chocolate a Milka deixou de vender por causa disto? A julgar pela quantidade que ficou no supermercado...)
02 novembro 2013
Segurança
Hoje em dia para um único serviço pedem-me para criar tantas senhas, pins, perguntas de segurança, nome de utilizador, todos com uma data de regras que não fazem sentido lógico para a minha imaginação, que mal acabo de criar um perfil com as tais senhas, pins, perguntas e respostas de segurança, nome de utilizador, email, e sei lá mais o quê, já não me lembro de mais de metade dos dados que criei. Segurança perfeita, nem eu consigo entrar na conta.
23 outubro 2013
Quem é que disse que tinha de escolher?
Fartinha de usar sapatos rasos no trabalho, e analisando a frio o problema de usar saltos na rua - principalmente a dificuldade de andar em certos passeios e conduzir - decidi escolher algo diferente. Inspirada por um senhor* - na verdadeira acepção da palavra - recusei-me a escolher: agora tenho sapatos rasos no carro para conduzir e andar na rua, e uso os sapatos de salto no trabalho. O conforto e a alturidade necessária nesta terra de gente grande.
* ok, ok, este senhor de quem falo não usa sapatos de salto, que eu saiba, mas tem sapatos de conduzir, essa é que é a verdadeira inspiração.
* ok, ok, este senhor de quem falo não usa sapatos de salto, que eu saiba, mas tem sapatos de conduzir, essa é que é a verdadeira inspiração.
Eu sou uma pessoa que fica feliz com pouco
Salada de frutos exóticos no menu do almoço. Cortada à minha frente. Fruta vinda especialmente do fornecedor que tem fruta madura absolutamente maravilhosa - para quem mora aqui, encontrar fruta amadurecida naturalmente, em vez de colhida verde e amadurecida num frigorífico sabe-se lá onde, é um verdadeiro achado, e no caso de frutas como papaia, manga, melão e melancia, quase impossível.
Já ganhei o dia.
Já ganhei o dia.
22 outubro 2013
E agora para algo completamente diferente
A propósito dos cortes e tal, podíamos ter uma assembleia com um deputado de cada partido apenas. Quando fosse para votar alguma coisa, pesavam-se os votos de cada um consoante a percentagem de votos que tinha tido nas eleições. Teríamos o menor parlamento do mundo, e no fundo, ia dar ao mesmo. E deixava-se de falar em "disciplina de voto". Gastava-se menos em garrafinhas de água também.
19 outubro 2013
Ao virar da esquina
Ao passear pelas ruas de Barcelona, dei com um palácio com as portas abertas. Entrei, porque havia uma exposição que dizia que era grátis - eu não tinha muito tempo, não ia pagar para me entreter por meia hora - e acabei por ir ver outra. (O link é da exposição que efectivmente fui ver.) Por engano, por acidente, por acaso do destino, por uma sorte desgraçada. Afinal, em vez de ir espreitar a exposição de moda de Barcelona (não sei pormenores, estava fechada naquele dia), entrei pela porta de uma exposição de uma ilustradora catalã. Alegria, meus amigos, o que eu gosto de ilustrações e de desenhos, o que eu gostei daquelas histórias em três línguas - catalão, espanhol e inglês - o que eu me ri com a bruxa que encontrou uma moeda de ouro e decidiu casar-se, o que me emocionei, e me ri, com a história do nascimento das três gémeas, que divertida a história da girafa e seus amigos que decidiram tornar-se músicos e cantores. Que imaginação fantástica que levou uma artista a fazer malas, cozinhas de brincar de todos os tamanhos, pequenos teatros de marionetas, instrumentos musicais, tudo em cartão, um material mais que disponível. Lindo, maravilhoso, inspirado e inspirador, adorei. O que eu gostava de saber desenhar assim. A foto é de páginas de um caderno da autora, Roser Capdevilla. A ver, se estiverem por Barcelona até 27 de Abril do próximo ano.
18 outubro 2013
30º 60º 90º
Imaginam o que é dormir com uma máquina de lavar ao lado, sempre no ciclo de centrifugação? E se a máquina estiver constantemente a trabalhar, dia e noite, sem parar? E se forem várias máquinas ao mesmo tempo?
Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.
Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.
16 outubro 2013
O karma é lixado
Hoje quase que morria engasgada com uma espinha de peixe que se me espetou na garganta. E nem sequer sei que peixe estava a comer. Venderam-mo como pescada mas era mais parecido com truta...
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.
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