02 novembro 2013

Segurança

Hoje em dia para um único serviço pedem-me para criar tantas senhas, pins, perguntas de segurança, nome de utilizador, todos com uma data de regras que não fazem sentido lógico para a minha imaginação, que mal acabo de criar um perfil com as tais senhas, pins, perguntas e respostas de segurança, nome de utilizador, email, e sei lá mais o quê, já não me lembro de mais de metade dos dados que criei. Segurança perfeita, nem eu consigo entrar na conta.

23 outubro 2013

Quem é que disse que tinha de escolher?

Fartinha de usar sapatos rasos no trabalho, e analisando a frio o problema de usar saltos na rua - principalmente a dificuldade de andar em certos passeios e conduzir - decidi escolher algo diferente. Inspirada por um senhor* - na verdadeira acepção da palavra - recusei-me a escolher: agora tenho sapatos rasos no carro para conduzir e andar na rua, e uso os sapatos de salto no trabalho. O conforto e a alturidade necessária nesta terra de gente grande.


* ok, ok, este senhor de quem falo não usa sapatos de salto, que eu saiba, mas tem sapatos de conduzir, essa é que é a verdadeira inspiração.

Eu sou uma pessoa que fica feliz com pouco

Salada de frutos exóticos no menu do almoço. Cortada à minha frente. Fruta vinda especialmente do fornecedor que tem fruta madura absolutamente maravilhosa - para quem mora aqui, encontrar fruta amadurecida naturalmente, em vez de colhida verde e amadurecida num frigorífico sabe-se lá onde, é um verdadeiro achado, e no caso de frutas como papaia, manga, melão e melancia, quase impossível.
Já ganhei o dia.

22 outubro 2013

E agora para algo completamente diferente

A propósito dos cortes e tal, podíamos ter uma assembleia com um deputado de cada partido apenas. Quando fosse para votar alguma coisa, pesavam-se os votos de cada um consoante a percentagem de votos que tinha tido nas eleições. Teríamos o menor parlamento do mundo, e no fundo, ia dar ao mesmo. E deixava-se de falar em "disciplina de voto". Gastava-se menos em garrafinhas de água também.

19 outubro 2013

Ao virar da esquina



Ao passear pelas ruas de Barcelona, dei com um palácio com as portas abertas. Entrei, porque havia uma exposição que dizia que era grátis - eu não tinha muito tempo, não ia pagar para me entreter por meia hora - e acabei por ir ver outra. (O link é da exposição que efectivmente fui ver.) Por engano, por acidente, por acaso do destino, por uma sorte desgraçada. Afinal, em vez de ir espreitar a exposição de moda de Barcelona (não sei pormenores, estava fechada naquele dia), entrei pela porta de uma exposição de uma ilustradora catalã. Alegria, meus amigos, o que eu gosto de ilustrações e de desenhos, o que eu gostei daquelas histórias em três línguas - catalão, espanhol e inglês - o que eu me ri com a bruxa que encontrou uma moeda de ouro e decidiu casar-se, o que me emocionei, e me ri, com a história do nascimento das três gémeas, que divertida a história da girafa e seus amigos que decidiram tornar-se músicos e cantores. Que imaginação fantástica que levou uma artista a fazer malas, cozinhas de brincar de todos os tamanhos, pequenos teatros de marionetas, instrumentos musicais, tudo em cartão, um material mais que disponível. Lindo, maravilhoso, inspirado e inspirador, adorei. O que eu gostava de saber desenhar assim. A foto é de páginas de um caderno da autora, Roser Capdevilla. A ver, se estiverem por Barcelona até 27 de Abril do próximo ano.

18 outubro 2013

30º 60º 90º

Imaginam o que é dormir com uma máquina de lavar ao lado, sempre no ciclo de centrifugação? E se a máquina estiver constantemente a trabalhar, dia e noite, sem parar? E se forem várias máquinas ao mesmo tempo?

Fartinha de rogar pragas ao tipo que me escolheu o poiso para estas noites fora de casa. Não sei como é que alguém consegue dormir aqui. Nem sei como é que eu própria, habituada ao silêncio total, consigo.

16 outubro 2013

O karma é lixado

Hoje quase que morria engasgada com uma espinha de peixe que se me espetou na garganta. E nem sequer sei que peixe estava a comer. Venderam-mo como pescada mas era mais parecido com truta...
Era só o que me faltava, uma lápide a dizer que morri engasgada com um peixe de identidade desconhecida.

Um dia de Outono

Tem dias que não me importava nada de viver num sítio assim.


Everytime I go away

15 outubro 2013

Quem vai ao mar perde o lugar

Quien se fue a Sevilla, perdió su silla. Qui va à la chasse perd sa place. Pois se é para perder alguma coisa, que seja por ir ao mar...

12 outubro 2013

Admirável mundo novo

A Marie Claire UK traz de oferta um creme de mãos que vale mais tem um pvp superior ao da revista. Estou tentada a comprar o creme (que é dos meus favoritos) e deitar fora o brinde (a revista).

Eu pensava que eram os portugueses

Os espanhóis são os mestres do "fazer em cima do joelho". Deixar para a última hora. O cúmulo da descontracção.

08 outubro 2013

Descomprimir

Andava a ver o site da asos, numa de "ver montras", e mais uma vez pareceu-me que a maioria das modelos que eles usam são muito, mas mesmo muito, miúdas. Eu gosto muito da maneira como a asos apresenta os seus produtos: fotos que não parecem ter sido muito alteradas por fotoshop, e vídeo de passerele que dá para perceber se a roupa é demasiado curta, demasiado transparente, e como é que assenta... a uma miúda de catorze anos. Aqui é que a porca torce o rabo. Que eu não tenho 20 anos nem vontade de usar roupa roubada do armário de uma hipotética filha adolescente que também não tenho (ainda). Portanto, modelos magras, não tenho problemas, modelos com idade para ser minhas filhas, não pode ser. E aqui fico com a sensação que a asos está a excluir uma fatia muito grande do mercado: há mais gente com 30 anos ou mais do que gente com 30 anos ou menos e que não se importa de se identificar com a imagem de adolescente. Ou pré-adolescente. O que é pena, porque às vezes preciso de roupa nova e não tenho paciência ou tempo para ir às lojas, mas acabo por não conseguir comprar certas peças que me agradam porque estão ali a ser vestidas por uma miudita, que muitas vezes mal se consegue equilibrar em cima dos saltos que a mandaram usar.
 Ao indagar se haveria mais alguém com opinião sobre os modelos do site da asos - a internet é realmente uma fonte inesgotável de apontamentos sobre as coisas menos importantes que se possam imaginar - encontrei o awkward asos models. Este tumblr publica imagens de modelos da asos com o ar mais estranho - desde o permanentemente pensativo até ao adolescente com ar de sem-abrigo. Pronto, já é velhote e deixou de publicar, mas mesmo assim tem piada.

01 outubro 2013

Munique em grande velocidade

Para os amigos que vêm à cidade em turismo, tenho uma colecção de sítios onde os levar, consoante a disponibilidade de tempo e a previsão metereológica. E esta lista é só a dos sítios onde se pode ir com um bilhete de metro. Aqui fica, para consulta futura, mas sem fotos que não me apetece andar a vasculhar o meu vasto arquivo.
 
-  Castelo e parque de Nymphenburg (tem partes gratuitas, mas a visita dentro do castelo penso que se paga), é visita para umas horas, dependendo se se fazem as visitas guiadas; 
 - Zona pedonal: desde Karlsplatz até Marienplatz, passando pelo Viktualienmarkt. Em Marienplatz há diversos cafés/restaurantes com esplanadas, incluindo o Glockenspiel, no edifício em frente à câmara - fica no quarto andar e tem vista para (surpresa!) o Glockenspiel. A câmara (Rathaus) situa-se na Marienplatz, ao meio dia (também às 11h00 e às 17h00, mas estas horas não garanto) dá as horas com uns bonecos lá em cima que dão umas voltas enquanto tocam os sinos do glockenspiel. Ao lado do Viktualienmarkt há uma Victorian House de que eu gosto muito (casa de chá inglesa, têm scones e crumpets com lemon curd);
-  Passagem pela Ópera, e na Residenz que é ali ao lado; a Maximillianstrasse nessa zona é um must (é a rua hiper chique de Munique); 
 - Também vale a pena passear na zona que continua até isartor; a Hofbräuhaus fica por ali - é uma boa alternativa à Oktoberfest e está aberta todo o ano; 
- Englischer Garten com passagem na "onda" e na torre chinesa, possível paragem no biergarten;

- Museu BMW (têm visitas guiadas em inglês, mas convém telefonar a marcar porque costumam esgotar); 
- outros museus interessantes: as três pinacotecas (eu gosto da moderna), e o deutsches museum. As pinacotecas têm bilhetes mais baratos ao domingo. Há diversos museus de arte e temáticos, óptimos para passar dias chuvosos.

- Para quem gosta de igrejas: as mais famosas são a Frauenkirche (entre Karlsplatz e Marienplatz) e a Theatinerkirche perto de Odeonsplatz. Em Odeonsplatz há também um parque o Hofgarten, e na entrada costuma haver músicos ou outros artistas.

- Para quem já viu o centro todo e também foi ao Museu da BMW, há ainda o Olympiapark, com o estádio olímpico e a Olympiaturm, que oferece vistas panorâmicas lá do alto e ainda um restaurante que roda em volta da torre.

30 setembro 2013

O mundo a conspirar

A minha melhor amiga daqui vai-se mudar para longe. A minha amiga do coração, que partilha do meu sentido de humor, inteligente, leal, divertida, vai-se embora. Estou a dramatizar, a distância não é assim tanta, hora e meia de avião mais os tempos mortos (ir para o aeroporto, esperar pelo embarque, rezar para que não esteja overbooked, voar, esperar pela mala, viagem até ao destino final), mas vai-me custar tanto.
A minha amiga que me bate à porta quando precisa de ajuda, a minha amiga que me dá uma mão sem hesitar sempre que lhe peço, a minha amiga que conta histórias mirabolantes e tem ideias geniais, a minha amiga com um bom senso e sentido de justiça bem acima da média, a minha amiga-irmã que fica sempre do meu lado quando as coisas me correm menos bem.
Ela ainda não se foi e já estou cheia de saudades.

28 setembro 2013

A agonia da escolha

Preciso de enviar uma foto para acompanhar um resumo do meu CV. Não tenho nenhuma foto profissional, nem de fato, nem, em poucas palavras, uma que goste. Estou a pensar em mandar uma com o equipamento de motard vestido. Pelo menos deve ser original.

Atirar com o telefone

Alguém dizia que os adolescentes de hoje provavelmente sentem uma enorme frustração por não poderem desligar o telefone na cara de alguém com a violência dos tempos dos telefones à antiga.
Não se pode sentir a falta de algo que nunca se experienciou.

24 setembro 2013

Défice de atenção

Há uns tempos discutia com um amigo qual a duração ideal de um vídeo publicado na internet. Ele argumentava que seriam alguns minutos (uns 3? já nem me lembro). Na minha opinião, qualquer coisa com mais de 30 segundos tinha de ser verdadeiramente excepcional para captar a atenção. E se calhar, estes 30 segundos já são um exagero, metade devia ser suficiente.
Não sei se isto é apenas verdade para mim, e a minha amostra de pessoas disponíveis parecidas comigo, ou se será válido para a minha faixa etária e a faixa ligeiramente acima da minha (a geração X), famosa por ter um défice de atenção elevado.
No meu caso, tenho uma velocidade de leitura muito rápida, escrevo no computador quase à velocidade do discurso falado, falo também bastante depressa - principalmente na minha língua materna - e não gosto de perder tempo. Sou despachada, evito filas sempre que posso, tento optimizar o tempo de forma a desperdiçar o mínimo possível. Afinal de contas, a vida é curta. E quanto aos vídeos?
Ninguém fala tão depressa quanto eu leio, pelo menos de forma inteligível. Se o vídeo for daqueles de "conversa", se houver possibilidade de ler a transcrição, é isso mesmo que vou fazer. Além da questão do tempo, há a questão da maneira como a minha memória funciona: tenho muito mais facilidade em lembrar-me de informação escrita do que ouvida, principalmente se for informação técnica. Por outro lado, se houver bons gráficos num vídeo (ou quadro, ou apresentação), essa forma de escrita pode ajudar-me a reter a informação.
E os vídeos de lazer? Durante o dia tenho tendência a não ter tempo para eles. Se me enviarem um link muito bom guardo para mais tarde - e às vezes fica para dia de S.Nunca porque o tempo livre que tenho para vídeos é extremamente curto. Tudo o que for vídeo da net e abro tem 5 a 10 segundos para provar que vale a pena. Muitas vezes chego à conclusão que não devia ter perdido tempo com os vídeos que obrigam a aturar uns segundos de publicidade antes de começarem - muitas vezes perco mais tempo a ver a publicidade do que a efectivamente ver o tal vídeo me me mandaram.
Finalmente, a televisão e afins.
Eu não costumo ver filmes. Durante o dia não tenho duas horas livres, e à noite... devo estar cansada. Os filmes duram tanto tempo que eu adormeço a meio. Andei um mês para ver o Mon Oncle, e nunca o consegui ver de uma ponta à outra. Na televisão, então é uma desgraça, vejo um bocado e nunca mais apanho o resto. Sobra o cinema. Para o qual também tenho muito pouco tempo. Gosto muito, mas é um bocado como os livros, só há disponibilidade nas férias. Portanto, é uma hipótese bastante limitada.
Os meus vídeos favoritos, são séries. Em DVD, as séries completas para ver episódios uns atrás dos outros, ou não, consoante a vontade. Ando sempre à procura da próxima caixa que valha a pena. Episódios entre 20 e 45 minutos, idealmente.
Quanto aos vídeos na net, há quem tenha feito contas e diga que os vídeos visualizados na net no ano passado têm em média pouco mais de 5 minutos. (fonte) E que, talvez por causa de pessoas como eu, há cada vez mais serviços  de publicação de micro-vídeos. Por mim, óptimo. Já agora, para quando o nextflix sem restrições na Europa inteira? :D

Dos livros

Lia (leu, li), os livros da bibioteca todos. Bem, todos não. Lia (leu, li) todos os livros da secção infantil da biblioteca. Todos os que se podiam levar emprestados (levar para casa), aos cinco de cada vez, e no dia seguinte ia trocar por outros. Todos os que eram apenas para leitura na biblioteca, passara (passou, passei) manhãs infindas a ler um atrás do outro. Quando a biblioteca recebia livros novos era uma alegria, logo que estavam prontos a ser emprestados, para leitura no local ou fora, eram imediatamente devorados.
Lia (leu, li) aí uma metade dos livros da secção juvenil. Nunca leu (li) os livros classificados para gente crescida, ou por temas, embora continuasse a usar a biblioteca para estudar matemática com as amigas.
Depois da biblioteca, os livros passaram a ser companhia de férias. Livros grandes, pequenos, devorados a grande velocidade nas horas contadas do verão e do Natal. E às vezes livros de contos, antes de dormir, um conto por noite porque os livros de contos não se devem ler de uma ponta à outra como se não houvesse amanhã.
Quando vieram os miúdos, regressou (regressei) aos livros infantis. Desta vez a escolher o que se lê pelo conteúdo, pelo autor, pelas ilustrações. A preferir autores portugueses, personagens com nomes de miúdos que lhe (me) poderiam ter feito companhia na escola, realidades com que se (me) identifica (identifico). Livros que são como algodão doce, almofadas de penas, a cama quando se acorda de manhã e é fim de semana e faz sol.
Dos outros livros que lê (leio), pesados, com letras pequenas, que fazem ler para trás e para a frente, de tantas referências que têm, não se contam histórias.

20 setembro 2013

Das companhias low cost

Não sei como é que vou conseguir meter roupa para mais de uma semana dentro de uma única mala. Bagagem de mão. Com a dificuldade acrescida de que tem que ser roupa de trabalho. A cereja no cimo do bolo: vou precisar de roupa para o frio e para o calor. O pior de tudo vai ser escolher os sapatos.
Problemas de primeiro mundo, né.

18 setembro 2013

Por aqui também há eleições

Se pensam que encontraram tesourinhos deprimentes nos cartazes das eleições autárquicas, olhem só o cartaz que puseram a decorar a cidade de Munique:




Poste sim, poste não, um destes. Há ainda uma outra versão em cartaz gigante. Ando há 19 dias a olhar para estes rabos republicanos. A pergunta que eles fazem é "que rabo é que você vai escolher a seguir?" (rabo tem duplo sentido). As cores dos rabos: vermelho, verde, preto e amarelo correspondem respectivamente aos quatro maiores partidos políticos. Aquilo que realmente me pergunto é: onde é que arranjaram gente para fazer isto? Será que este cartaz é a prova que os alemães usam qualquer desculpa para tirar a roupa? Dois dos rabos parecem ser de mulher e outros dois de homem, estarei enganada? E finalmente, será que isto conquista votos?

(já não escrevia um post sobre rabos alemães há demasiado tempo)

17 setembro 2013

Genial - blog do dia

Por causa de uma pesquisa na net que nada tinha a ver com blogues, fui dar ao do Mauro Souza, e que achado este blogue se revelou. O Mauro é ilustrador, e os desenhos e ilustrações que publica no seu blog são geniais. Adoro as cores, o preto e branco, os bonecos, tudo. Estou capaz de desatar a comprar os livros infanto-juvenis que ele ilustrou só para me deliciar a ver as imagens. Vão lá ver, é lindo mesmo.

16 setembro 2013

Está bom é para trabalhar. Dentro de quatro paredes. E um tecto.

O verão acabou. Acabou no dia em que regressei de férias, no instante em que atravessei a fronteira geográfica que, no fundo, também é uma fronteira metereológica. Já não vejo o sol há uns dias, tempo demais. Para contrastar, alguém ligou as notícias na televisão, que eu tenho por hábito não ver, e apanhei o momento da previsão do estado do tempo. Calor, sol, e fogos florestais em Portugal. Cinzento e frio por aqui. O (supostamente inteligente) sistema de aquecimento central está naqueles dias em que não sabe se há-de decidir ligar-se ou não, se está mesmo a arrefecer ou se são só umas horas de tempo mais frio. Volto a ser visitante assídua dos sites de previsão do tempo. Amanhã, 12 graus de temperatura máxima. Acho que está na altura de acender uma fogueira a lareira.

11 setembro 2013

Não percebo

A cena de tirar fotos aos saltos. Em espaços públicos. Onde mais ninguém anda aos saltos. Sem nenhum motivo de alegria em particular. Não percebo isto de dar saltos para a fotografia. E depois, ficam ali a pular às meias horas, até que o fotógrafo apanhe uma do instante certo. Estranho.

03 setembro 2013

Aquele momento estranho

Ia desejar os parabéns ao rapaz que faz anos, e comecei pelo início:

"Parabéns."
As mensagens deste género começam sempre assim. Depois acrescentei,

"onde quer que estejas".
E pensei, isto soa estranho. O rapaz está vivo, ainda alguém pensa que lhe aconteceu alguma coisa.
Ia escrever também: "sei que isto soa esquisito, mas tanto quanto sei, estás no meio do mar".
Reconsiderei, isto parece ainda mais estranho - e caso de polícia. Ainda me vêm bater à porta a perguntar pelo rapaz, e eu nem vou poder dizer mais do que um "sei lá, deve estar no meio do mar - e nem sei qual."
Apaguei tudo. Escrevi apenas parabéns. Não se podem mandar mensagens personalizadas a marinheiros.

01 setembro 2013

O amor aos gelados

Há muitos anos atrás - na realidade já não me lembro há quantos, mas "muitos" é relativo, e para mim foi há uma ou duas vidas atrás que isto aconteceu - tinha por hábito comprar gelados no shopping. Isto no tempo em que os stands no meio dos corredores ou nas zonas de cruzamento eram novidade. Na lojinha dos gelados onde costumava ir, havia um rapaz que era sempre uma simpatia. Ou me fazia umas bolas maiores, ou me dava uma bola extra, já não me lembro bem, mas tinha sempre um gesto simpático que eu agradecia com um sorriso. Os sorrisos não custam nada e alegram o dia à maior parte das pessoas, pensava eu (e ainda penso). Hoje em dia não sei bem se aquilo era só simpatia ou se eu é que não percebi que o rapaz andava a ver se arranjava coragem para me perguntar se queria ir tomar um café com ele. Eu nestas coisas sempre fui um bocado inocente.
Durante este verão escolhi uma gelataria pelos gelados maravilhosos que tinham. Das primeiras vezes fui servida por um senhor que fazia umas bolas de gelado bem grandes - isto de aliar a quantidade à qualidade é um factor essencial - mas mais tarde calhava-me sempre uma rapariga nova. E não é que a rapariga, provavelmente compartilhando a minha apreciação por um bom gelado, de cada vez que eu lá ia me oferecia sempre um gelado novo para eu provar?
Por artes do destino e sortes de pneus furados, fui parar a uma outra terra que normalmente evito no verão, com tempo para gastar e pouco ou nada que fazer. Encontrei uma gelataria italiana onde só entrei porque estava vazia e eu precisava de paz, onde o empregado brasileiro me fez um batido de gelado e fruta a pedido, absolutamente perfeito. Quando percebeu o quanto eu aprecio gelados, tornei-me a cobaia dos sabores: provei gelados de tiramisu (maravilhoso, e eu nem gosto de tiramisu) e de figo. Fiquei com pena de não ter mais tempo morto ou a capacidade de encher a barriga de gelado porque se pudesse era ali mesmo que eu ficava a deliciar-me.
De onde deduzo que a única coisa que a malta dos gelados tem em mente é que as coisas boas devem ser partilhadas. E eu concordo.

31 agosto 2013

Memórias dos últimos dias

Os incêndios em Trás-os-Montes. Vi uns quatro ao longe, enormes, helicópteros a voar baixo transportando água fumo branco, fumo preto. Montes ardidos, o fogo a chegar perto das casas em alguns locais. Horrível. Um monte ardido, num fogo antigo, e um aspecto curioso: no meio do preto todo que tinha ficado para trás, um rectângulo de oliveiras relativamente novas que escapou. Perguntei a quem sabe, como é possível escapar um terreno no meio de tanta área ardida, e a resposta veio pronta: os olivais devem ser lavrados. Em sendo lavrados o fogo por ali não passa, pois não tem por onde arder. Pareceu-me sensato, e depois reparei que há imensos olivais novos na região. Pode ser que parte da solução para os incêndios esteja, ironicamente, na agricultura.

30 agosto 2013

Tenho que ir

Coisas que espero recordar daqui a dez meses, no caso de ter hipótese de voltar a ter umas férias tão compridas como estas:
1 - quando fizer a mala, não preciso de trazer a roupa de verão TODA. Metade chega. Roupa para uma semana, e uma muda de roupa quente, chega perfeitamente. Lá porque vou estar num sitio durante quase dois meses isso não quer dizer que tenha que trazer a casa toda atrás. E aquela t-shirt que já não uso há cinco anos, provavelmente já devia ter outro dono.
2 - a mesma coisa para a mala da miúda. No verão não é necessária assim tanta roupa. Se for preciso, lava-se, numas horas fica logo seca e pronta a usar.
3 - da próxima vez, fazer de conta que a mala do carro tem metade do tamanho. Estou sempre a dizer que antigamente os carros eram bem mais pequenos e chegavam para tudo. Quanto mais espaço se tem, mais tralha se anda a passear pelo mundo. Para nada.
4 - a ideia de trazer uma caixa (pequena) com os brinquedos da miúda foi genial. Já a colecção de DVDs a ver durante as férias precisa, claramente, de diminuir de tamanho para metade. Ou um terço.
5 - menos malas. Se planear trazer menos malas, talvez traga/leve menos tralha.
6 - ter em conta que uma coisa são as coisas que se trazem, outra é a esperança de que haja espaço na mala do carro para, ao partir, esvaziar o supermercado (sim, estou a exagerar - mas nos meus sonhos seria mesmo assim). E por falar em supermercado, ainda tenho que ir comprar tremoços. E sumol.

29 agosto 2013

Das compras e vendas online

Nunca fui muito amiga do ebay - a primeira experiência correu-me mal e nunca voltei a confiar nele - ainda assim, de vez em quando, vou espreitar o site, a ver como aquilo anda. Da última vez (penúltima, vá) pareceu-me que se tinha transformado num local onde muita gente expunha produtos de lojas ou grandes negócios que iam bem para lá da compra e venda entre pessoas normais, por assim dizer. Venho de mais uma espreitadela com a impressão de que o ebay dos leilões  deixou de existir. Os power sellers transformaram-se simplesmente em vendedores, o site numa grande montra profissional, para profissionais, e os tipos que se fartaram do carrinho telecomandado e o querem vender em segunda mão, demasiado difíceis de encontrar no meio da barafunda. 

28 agosto 2013

Uma sorte do caraças

Há dias em que as coisas correm menos bem, e os planos que tínhamos vão por água abaixo num minuto. Alteram-se os planos, espera-se que os problemas sejam resolvidos, aproveita-se a situação da melhor maneira possível, pratica-se um modo de ser zen que não nos é particularmente  familiar, e agradece-se ter-se uma miúda de 5 anos para quem a vida é sempre uma festa.
E há dias em que se planeia uma coisa, corre tudo mal, e no fim tudo se torna muito melhor que o plano original. Perdemo-nos no meio do nada, passamos o carro por uns quelhos onde sobram escassos centímetros de cada lado, bebemos das fontes à beira da estrada - nem sabia que ainda havia disso - chegamos tarde e mal, e cheios de fome, ao restaurante escondido noutro buraco e que ainda para mais não servia refeições - mas encontrámo-lo, caraças. Plano B, o café mais perto, só para sócios  e viajantes com ar derreado, ar fresco, sandes, bebidas e melão, gente simpaticíssima, e no fim, indicações como encontrar o paraíso. Sim, aquele mesmo que se encontra a decorar a parede do local que nos salvou de morrer de fome e sede. Seguimos caminho, paraíso encontrado, pequenos contratempos ultrapassados, e ficamos por ali a desfrutar enquanto nos apeteceu. No regresso, mais uma vez a incapacidade de seguir por uma estrada onde passassem dois carros - não sei se por inexistência dela ou apenas falta de sinalização - muitos montes, muito verde, alguns sustos com carros em direcção contrária. Muitas gargalhadas de felicidade, que bem que nos soube este dia de aventuras.

23 agosto 2013

Luas


Uma das vantagens de se passar muito tempo no mesmo sítio é olharmos para as coisas com mais atenção. Com os mesmos olhos, mas olhando de maneira diferente a cada dia, ou a cada noite. Por exemplo, a lua. Quando estou em casa a maior parte das vezes nem me lembro que há lua,e quando me lembro, o mais frequente é nem a poder ver. Pessimista talvez, realista quiçá, a verdade é que o céu nublado, aliado ao facto de as luzes da cidade impossibilitarem que se vejam as estrelas, fazem com que a minha curiosidade sobre o que se passa lá por cima acabe por se limitar ao anseio de que faça sol durante o dia. De noite, não vejo nada.
Da lua, que não vejo durante a maior parte do ano, reparei agora que aparece, ou nasce, em sítios diferentes e a horas diferentes consoante a fase da lua. A lua cheia aparenta ser maior, nasce mais tarde e mais para nordeste que um quarto crescente, por exemplo. Vi o luar a brilhar no mar, como que iluminando uma estrada de águas calmas, e desejei estar num barco ao largo, só para ver aquela luz de outro ângulo.


21 agosto 2013

Bonecos

 Não fui ver os Monstros ao cinema em Julho, e agora ando há semanas a ver se ele volta a aparecer, numa sessãozita que seja, nem que fosse tarde e a más horas, mas nada.
Recuso-me a ver os Smurfs enquanto não lhes chamarem Estrumfes outra vez. Não gostei muito do Cars pelo que não estou interessada no Planes. Se calhar estou enganada e estou a perder um grande filme, mas duvido.
Sim, eu no verão vou ao cinema. Tenho tempo, há sessões na hora de maior calor em que não se deve estar na praia, lá dentro está fresquinho. E gosto muito mais dos cinemas em Portugal, mesmo os mais antigos. Batem aos pontos o cinema onde vou em Munique. E parece-me que por cá mostram muitos mais filmes de animação - os meus preferidos.
O ponto alto deste verão foi o Gru. Um filme muito engraçado, ganhou muito em relação ao primeiro em grande parte por terem aumentado imenso o protagonismo dos minions, e a miúda mais velha é um must, quando crescer vai partir, literalmente, muitos corações eheh. Não me importava de ver outra vez, mas o mais certo é que o DVD acabe lá em casa pelo que o prognóstico é de repetições frequentes, pelo que não vale a pena gastar o dinheiro dos bilhetes de novo. E por falar em filmes de animação, não sei me está a escapar qualquer coisa mas parece-me que já não mostram versões originais no cinema. Alguém confirma? Eu adorava ver as versões originais com os meus amigos e as versões dobradas com os miúdos, mas não encontrei versões originais na minha pesquisa na net, nem nos cinemas do Algarve. Estranho.

20 agosto 2013

zzzz

Constipação de verão. Tosse seca, dor de garganta, dor de ouvidos. Primeiro esperei que passasse, depois, como não passou, lá fui a farmácia. Deram-me um anti-inflamatório e um xarope para a tosse.
Tomei as duas coisas, ri-me da caixa do xarope ("pode influenciar a condução de veículos ou maquinaria pesada"), e... dormi. Dormi de noite, dormi de dia, perguntei-me mas porque será que tenho tanto sono, e finalmente o meu cérebro adormecido atingiu. Não, não foi o nirvana.  Foi o xarope. Quando tiver insónias já sei como se resolve o problema. No entanto, enquanto puder vou evitar aquele líquido do demo, que tenho mais que fazer e não quero dormir o dia todo.

18 agosto 2013

Este se calhar é só para emigras...

...a aproveitar o facto de estar"no meu país" e o youtube me deixar ver tudo. Todos os links que os amigos deixam no facebook. Vídeos para testar se sei o nome de uma música qualquer. Links de blogues. Sugestões do próprio youtube.
Ainda me lembro do tempo em que a internet não tinha filtros regionais, nem detectava nem mudava língua nenhuma automaticamente, nem decidia por mim o que é que eu podia ver ou não. E não é memória de elefante, não. Antes fosse. Agora dou por mim a testar o que é que posso ou não aceder conforme o país em que me encontro. Qual a versão de big brother que está instalada dependendo do sítio ou modo de acesso. Se os sites detectam a língua consoante as definições do sistema operativo ou do país do ISP. Um dia achei que a internet era maravilhosa porque era livre. E foi.
(E fui também ver este, por causa deste meu post.)

17 agosto 2013

Aquela malta que...

...vai comer e fala de comida, acaba de comer e continua a falar de comida, por horas e horas, ad aeternum? Cansa. Enche.

10 agosto 2013

Moda

No ano passado comprei uma t-shirt que tem umas caveiras com cabelo estampadas, e uma tinha ainda um chapéu. E rosas, acho que tinha rosas. Só passados uns meses percebi que era uma referência a uma das bandas da minha adolescência, os Guns'N Roses. Bem, nem fui eu que reparei - eu só gostei da estampa - a minha irmã é que notou. É natural, afinal ela fartou-se de desenhar aquelas caveiras do tempo do Use your illusion (I e II).
Este verão comprei outra t-shirt com uma caveira na frente. Esta diz "In Bloom". Eu li aquilo e pensei "Nirvana". Pergunto-me quantas miúdas terão aquela t-shirt no armário e nunca ouviram o "In Bloom".

(inspirado pela São João)

(Por falar em São João, Rui, vai ver o Febre dos Fenos que é genial.)

07 agosto 2013

Pára tudo!

O wordpress dá para fazer follow de blogues por email. E para enviar os posts novos por email com a frequência desejada (imediatamente, a uma certa hora, uma vez por semana).

Descobri um blog novo

(ó tempo que isto não me acontecia)

O blog em si não é novo, é novo para mim que não o conhecia. Estava na barra lateral da Wallis e suscitou-me curiosidade suficiente para ir espreitá-lo. Chama-se Um casulo com varanda, e vai já para o meu feeder. Enquanto não publica posts novos (publicou um hoje, não estou aqui a queixar-me de nada!), leiam os arquivos, como eu. É uma delícia.

05 agosto 2013

De mal a pior, e de mal a melhor

Primeiro acabam-me com o reader, depois vejo-me obrigada a mudar para o feedly (o que eu resisti!), agora o feedly vai passar a ter uma versão "pro", por uns meros 5 euros (ou dólares?) por mês. De onde se deduz que provavelmente a versão grátis vai passar a ter anúncios, e outras coisas que estragarão o serviço que nunca chegou aos calcanhares do reader. Será porventura a altura ideal para procurar outras maneiras de ler os feeds - contaram-me que há uns serviços que os enviam por email que talvez sejam interessantes, ou quiçá, programar um leitor de feeds (não estou com vontade nenhuma) levezinho comme il faut. Enfim, suponho que seja assim que o mundo ande para a frente, e que a tecnologia evolui, umas coisas acabam-se para dar lugar a outras, não necessariamente por esta ordem de consequências.
Assim como assim estamos em Agosto e a blogosfera está de molho, pelo que não há grandes riscos de perder posts geniais por causa da salgalhada tecnológica. Mais tarde ou mais cedo isto há-de-se compôr.

Já agora, descobri - provavelmente tarde e mal - a infopédia, dicionário da Porto Editora que além do significado da palavra em português dá logo sinónimos em outras cinco línguas. Um achado. Priberam, já eras.

16 julho 2013

Silly season

Passa-se o ano inteiro dentro de quatro paredes - casa, trabalho, casa, trabalho - vê-se televisão e revistas no cabeleireiro ou na sala de espera dos médicos, e acha-se que sim, estamos gordas, gordíssimas, ainda para mais sabendo que agora as revistas até usam o photoshop para engordar as modelos que fotografam que é para o comum dos mortais não declarar guerra aberta à magreza extrema. Há sempre qualquer coisa que está mal, que não é perfeita, porque os nossos corpos têm vontades próprias e não dependem só do que comemos (e comemos sempre mal), da quantidade de água que bebemos (é sempre pouca), do exercício que fazemos (nunca chega), e, em suma, porque não nos parecemos assim tanto como as modelos das revistas ou as mulheres que aparecem na televisão (ok, aqui há excepções, não exageremos que na televisão vai aparecendo de tudo um pouco).
Chega Abril, Maio, meses das dietas loucas em tudo quanto é jornal e revista, nunca estamos bem estejamos como estivermos, e quando me começo a lembrar da malta que (sobre)vive à custa de bebidas verdes que eu nem morta meteria nos lábios penso que prefiro ser como sou e comer o que como, a andar para aí a comer cenas que não lembram ao diabo para ficar um pau de virar tripas. A sério, eu como sopa se a houver, salada e legumes, mas não me tirem as batatas, o arroz, a carne, o marisco, os ovos, o leite, os iogurtes, o queijo, os doces, um ou mais deste grupo, não, não me tirem a comida de que eu gosto. Não sinto necessidade nenhuma de pesar 50 quilos, obrigada, e prefiro carregar dois ou três quilitos a mais do que deixar de comer as coisas que me põem um sorriso na cara. Posso não ser magra, mas sou feliz. Feliz com um frango de churrasco à frente (adoro), uma torta de ovos, um café com açúcar, uma sopa de agriões, um bacalhau com batatas e legumes cozidos.
Vindo o verão, a praia, nunca estamos suficientemente morenas, e depois ficamos morenas demais, mas pensamos por uns instantes nos quilitos a mais, até que se chega lá. À praia. A praia é democrática, dá para toda a gente. Gordos, magros, novos e velhos, gulosos e virtuosos. E está cheia de portugueses, com a mesma genética que eu. É como se de repente tivesse aberto uma revista viva, com gente de todos os tamanhos, uns mais bonitos, outros menos, uns de formas mais abonadas, outros menos, uns mais resistentes ao sol, outros menos. E só posso sentir-me bem na minha pele, que vai ficando dourada do sol. Está tudo lindamente, estou lindamente, e agora vou mas é dar um mergulho, que a água hoje está completamente calma pois quase não há ondas. Por cá não há baleias, somos todos golfinhos.

15 julho 2013

Uma mala Chanel

Estava na praia a pensar na vida - a praia é um sítio genial, mesmo no pico do Verão e cheia de gente, dá para fazer imensas coisas para as quais normalmente não se tem tempo ou disposição. Pensar na vida, por exemplo, dormir umas sonecas durante o dia (mesmo que haja meia dúzia de miúdos aos berros), descontrair, deixar-se ir. Observar pessoas, desde as famílias de pais e filhos ou avós e netos, adolescentes com os amigos, pares de namorados de todas as idades, e vendedores de tudo e mais alguma coisa. A bem-regressada bola de berlim com creme já marchou várias vezes - uma pessoa resiste ao primeiro vendedor que passa, resiste ao segundo, e quando passa o terceiro ou o quarto desiste, afinal já fez uma caminhada ou nadou um bom bocado no mar, aquela bolinha vem mesmo a calhar. E, desta vez, uma novidade para mim, reparo que há vendedores de malas Luis Vuiton. (Podia ir ver se escrevi bem ou mal, mas não interessa, pois é evidente que malas das verdadeiras, cujos preços são superiores a dois ou três salários mínimos, não se vendem na praia.)
Primeira questão que me ocorre - qual a velocidade a que o tipo consegue correr quando avistar a polícia. É que enquanto andam a vender óculos de sol de plástico, a questão é se têm licença para vender na praia, há-de ser uma coisa, quando começam a vender produtos contrafeitos, o problema já é outro, provavelmente mais grave.
Lembro-me da história da mala Chanel. No Inverno, na altura do Natal, até me podia parecer razoável, a ideia de ter uma mala cara, boa, que dure uma vida. Com certeza que haverá situações em que seja completamente apropriado usar uma carteira de óptima qualidade, bonita, apresentável.
No entanto, a meio de Julho, a ideia de gastar uma enormidade numa carteira parece-me incrível. Mesmo que me saísse o euromilhões, duvido que fosse capaz de gastar tanto dinheiro numa coisa deste género, por muitas qualidades que a carteira possa ter. De cada vez que olho para as malas Luis Vuiton do mercador ambulante penso: o original equivale a quinze dias de férias com a família. Ou um carro em segunda mão. E ainda, mas quem é que anda com uma coisa tão valiosa na rua? (Depois lembro-me de Cannes, mas isso é outro mundo.)

13 julho 2013

Halibut

(Isto também se poderia intitular "porque é que ninguém me avisou".)

O Halibut - pomada com óxido de zinco, para as assaduras das fraldas nos bebés entre outros usos possíveis - cheira a peixe. Se calhar é daí que lhe vem o nome, embora o peixe que vem indicado nos ingredientes seja o bacalhau (óleo de fígado do dito) e não halibute.

(Se eu soubesse isto, não o tinha comprado.)

11 julho 2013

Conselho para a vida

Homem, indiano:
"I should have married the woman of my parents' dreams" (devia ter casado com a mulher dos sonhos dos meus pais)
- The best exotic Marigold hotel


Muito bom.

Estão verdes

Anda para aí um rapaz que tem uma mota Triumph, preta, linda que só ela. Pneus largos, mota larga, assento bem baixinho. Estava eu a passar e a babar com a mota, sai-me um "que mota tão gira, mas não dava para mim, parece-me mais pesada que a minha, de certeza que a deixava cair". O rapaz riu-se. Eu também me riria, se não tivesse mesmo deixado a minha mota cair duas vezes, duas, ambas as vezes  da posição de parada. Isto contado ninguém acredita, como me falhou o balanço e deixei a mota cair em câmara lenta, duas vezes. Duas. Uma para a esquerda, outra para a direita, para equilibrar. Entretanto mandei baixar o assento e não me voltou a acontecer, mas já passou imenso tempo e ainda me dói. Tadinha da mota, ainda tem uns riscos para que eu não me esqueça.

10 julho 2013

Raios

Sai uma pessoa da praia a horas recomendáveis, pouco depois do meio dia, para apanhar um escaldão logo a seguir. E como é que isto sucede, perguntam vocês, e como é que eu sei que não foi mas é na praia? Ora, no caminho a pé para casa (5 minutos, senhores!) parei para comprar laranjas. Parei, à sombra, uns minutinhos para comprar laranjas na rua (laranjas portuguesas, que o continente só estava a vender laranjas estrangeiras e eu acho mal e portanto não comprei), e quando cheguei a casa estava um bocadito vermelha no nariz. Pensava eu que era só o nariz, até que virei alvo de chacota por causa das minhas costas e frente. E eu pensei, raios, pus protector mas depois fui à água e tramei-me, deve ter saído e nem dei por nada, mas depois vi-me ao espelho, e o que é facto é que tenho a bela da marca do biquini e da t-shirt. Como não uso t-shirt na praia, concluo que aqueles 5 minutos a pé depois da praia da manhã são a parte mais perigosa do dia todo. A partir de hoje saio da praia a tempo de chegar a casa ao meio dia. Já não tenho idade para apanhar escaldões - que é nunca, mas sabem como era antigamente, quando não havia propriamente protector solar, nesses tempos apanhei realmente uns escaldões que nem quero que me lembre. Hoje fiquei um nadinha vermelha, amanhã quando acordar não vai ser nada, mas era escusado, fica-me de emenda.

09 julho 2013

Azul, azul e mais azul


O Inverno foi duro e cinzento, a primavera praticamente não existiu, o verão, para mim, começa agora. Faz-me falta o azul quando não o há por muito tempo.

07 julho 2013

E faz-se luz

Os meus pais andam a aprender inglês. Usam um programa de computador que lhes mostra coisas e vai dizendo as palavras que estão escritas no écran. Eu acho a ideia de uns velhotes com mais de 60 anos cada um andarem a aprender inglês absolutamente deliciosa. São uns queridos os meus pais. As coisas que eles fazem por causa das escolhas das filhas. Mas uma coisa é a ideia, outra coisa é a prática. Isto de aprender línguas, ainda para mais numa idade avançada (mais de 18 anos, diria eu ;)) não é nada fácil. E usando um programa de computador, em vez de ter aulas com um professor, poderá não ser a melhor ideia... ou talvez a dificuldade seja o facto de haver tantas maneiras de falar inglês correctas - porque em cada país de língua oficial inglesa, há vários sotaques regionais, e não se pode, na minha opinião, dizer que algum deles é "errado".
Estava eu a apreciar os meus pais na sua aula de inglês - e eles tão orgulhosos dos seus progressos (e eu deles) , quando comecei a ter dificuldade em entender o que estava a ser dito, no computador.
"Put the lettuce in the right order", entendi eu, mas afinal era "put the letters in the right order". Sim, porque é que alguém diria para ordenar a alface, eu também não estava a perceber o sentido. A minha mãe insistia que o meu pai dizia "sex" em vez de "six", e, ouvindo o programa, aquilo não era bem "six" que dizia... Mais uns exemplos, e fez-se luz. Pai, mãe, sois os maiores.


I've been so sad
Since you said my accent was bad
He's wearin' a frown
This Caledonian clown

I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away

Some days I stand
On your green and pleasant land
How dare I show face
When my diction is such a disgrace

I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away

You say that if I want to get ahead
The language I use should be left for dead
It doesn't please your ear
And though you tell it like a leg-pull
It seems you're still full of John Bull
You just refuse to hear

Oh what can I do
To be understood by you
Perhaps for some money
I could talk like a bee dripping honey.

I'm just going to have to learn to hesitate
To make sure my words
On your Saxon ears don't grate
But I wouldn't know a single word to say
If I flattened all the vowels
And threw the 'R' away

You say that if I want to get ahead
The language I use should be left for dead
It doesn't please your ear
And though you tell it like a leg-pull
I think you're still full of John Bull
You just refuse to hear

06 julho 2013

04 julho 2013

Taxar as impressoras

Estou pasmada com esta notícia do DN (impressoras podem ser tributadas para direitos de autor). (press release aqui)

Tenho uma impressora em casa, ligada ao meu computador. Imprimo meia dúzia de folhas por ano, normalmente cartas oficiais, por exemplo para a seguradora, documentos privados criados em word ou excel por mim, e ocasionalmente bilhetes de avião. Pensando bem, o único documento que habitualmente imprimo e do qual não detenho o direito de autor é o ocasional bilhete de avião. No entanto não é esse tipo de documento que está em questão.

O tribunal europeu de justiça, na sequência de julgamentos em tribunais alemães, decidiu que os Estados membros poderão impôr taxas de direitos de autor sobre as impressoras ligadas a um computador. Cabe aos Estados decidir como e quanto, e se haverá excepções.
Em conversa com a jonasnuts no twitter, percebo que a ideia, em Portugal, é que muita gente fotocopia livros e como tal faria sentido cobrar direitos de autor sobre as impressoras. No entanto, tenho que argumentar que, se é essa a razão, então apenas se deveria taxar as fotocopiadoras industriais. Ninguém imprime em casa um livro, sai muitíssimo mais caro que fotocopiar e demora imenso tempo. Além do mais há na net serviços de impressão de pdf em formato livro que cobram pouquíssimo, comparando com o custo de impressão doméstico. 
O artigo fala em "imprimir uma página" como violação de direitos de autor. Penso que isto é um argumento falacioso, e que imprimir uma única página até poderá não infringir nenhum direito de autor, dependendo do documento em causa.
Não gosto de ser tratada como criminosa à partida, e ainda menos de ser tratada como criminosa independentemente de haver ou não provas de que não cometi o crime. Nem sequer se assume que somos inocentes até ser provada a culpa, qualquer pessoa que compre uma impressora é imediatamente culpado independentemente de nunca vir a ofender o direito de autor de ninguém.

E já agora, quem é que me vai pagar a minha parte dos direitos de autor, já que alguém (eu e outros) com toda a certeza irão imprimir documentos cujo direito de autor me pertence?

01 julho 2013

Um dia de sol na Baviera

Sentada a ver o mundo passar, a apanhar sol, deparo-me com esta cena. Um velhote a fumar na soleira da porta de um edifício com ar antigo, tectos muito altos, janelas enormes. Ao  lado da porta, um sinal indicativo das empresas que ali funcionam, mais os médicos de medicina interna. Acho sempre estranho ver pessoas a fumar à porta dos edifícios onde funcionam estabelecimentos de saúde.
Mais uns minutos, aparece um rapaz. Só o vi por trás,  e não estava nada à espera do que vi. Sabem daquela "moda" de andar com as calças no fundo do rabo? Normalmente as calças a cair vêm acompanhadas de boxers compridos por dentro. Estas tinham em falta esse componente essencial, pelo que fui brindada com uma tira de rabo tão larga que até se notava o redondo. E pronto, a minha mente de miúda de 15 anos achou que isto tinha que ser partilhado. Agora riam-se comigo. Acrescento que enquanto o rapaz passou em frente ao velhote, entrou pela porta do edifício e subiu as escadas interiores, o velhote ficou a segui-lo com o olhar o tempo todo. Portanto não sou só eu a depravada. Pronto, está bem, sou, o velhote olhava com um olhar altamente reprovador, mas no fundo se calhar até estava a admirar a paisagem, mas é...

30 junho 2013

Uma pessoa pensa que quando for mesmo crescida é que vai ser

Mas a idade não muda nada.
Andei a procrastinar o fim de semana todo. Aposto que lá para a meia-noite é que me vai dar para fazer o que tive mais de 48 horas para fazer.
Enquanto e não...vou fingindo que já comecei. Não sei a quem estou a tentar enganar.

28 junho 2013

Arco-íris

Escreve como se transcrevesse o discurso falado, cheio de entusiasmo impossível de encobrir. Escreve para os senhores cinzentos, de fatos cinzentos, que falam num tom de voz baixo e pausado, devagar, quase em silêncio, sem grandes emoções.
Pergunta-se se algum dia poderá tornar-se assim, grave e cinzenta, ou se o entusiasmo transbordante será suficientemente contagioso.
Cinzento, ou de todas as cores.
Números ou só palavras.

Escolhe a versão colorida. Não se pode fugir ao que se é. A escolha de cortar bocados para encaixar na reentrância não faz sentido. Decide conscientemente distribuir a energia que tem. Será pelo melhor.

25 junho 2013

A evolução do correio electrónico

Na linha do post anterior:

chatos
melgas
mosquitos
insectos irritates e/ou repelentes

por muito que tenham evoluído, ao ponto de serem capazes de enviar emails, estão destinados ao mata-moscas, melgas e mosquitos, que é o filtro do correio electrónico. "Enviar emails deste remetente directamente para a caixa de SPAM". Dois simples passos. Uns segundos perdidos. A qualidade de vida a aumentar rapidamente.

Isto, para os chatos conhecidos. Socialmente evito-os, e agora, electronicamente, morreram.
O nosso amigo MR, que já morreu, é que nos ensinou o truque há já muitos anos. Lixo electrónico vai para o caixote do lixo electrónico. A vida é curta (e a dele, foi), não se pode perder tempo com irritações que não valem nadinha.

24 junho 2013

Se eu fosse um animal

(da série blogosférica: perguntas parvas)

Se eu fosse um animal, seria:

Uma chita, porque corre muito depressa. Fiz mais de dois mil quilómetros no fim de semana e foi o máximo.

Um gato. Adoro dormir sestas ao sol, ou ao quentinho da lareira. Adoro sestas, em geral.

Uma formiga. Uma vez vi uma TED talk sobre formigas que me mudou a vida. As formigas vivem em colónias organizadas, mas metade delas não faz nadinha. Eu tanto sou uma das formigas trabalhadoras como uma das formigas que não fazem nada, quando posso. E o melhor de se dizer que "se eu fosse um animal, seria uma formiga", é que imediatamente as pessoas associam a qualidade de"trabalhadora". As outras formigas da colónia dormem à sombra da bananeira, mas ninguém liga. Toda a fama de se trabalhar, e todo o proveito de descansar. Maravilha.

Uma gaivota. As gaivotas voam, e vivem à beira-mar. Eu adorava viver à beira-mar, e voar era um bónus genial. Sempre poupava em viagens de avião.

Uma vaca. Daquelas que vivem no Alentejo, num monte com vista para o mar. Gostava de ser uma vaca, mas não uma vaca qualquer. Eu gosto do Alentejo, e adoro o mar, repito.

Um bicho carpinteiro. Apesar de os bichos carpinteiros não serem realmente animais de carne e osso, são do melhor para por a miudagem a mexer (e não só). Imaginem a energia de um bicho carpinteiro comparada com aquelas pilhas que duram e duram ;). Às vezes sou como um bicho carpinteiro.

Uma foca. As focas são curiosas acerca dos humanos, e aparentam ser amigáveis. Eu também gosto de observar pessoas, e regra geral sou simpática.

Um ouriço. Por vezes é necessário ter espinhos para se sobreviver.

Uma cegonha. As cegonhas são aves migratórias, que ano após ano, regressam sempre ao mesmo ninho. Também tenho os meus ninhos a que regresso a cada estação.

Um elefante. Porque há coisas que nunca esqueço. Podiam ser mais, não me importava. E aquela tromba deve dar jeito, principalmente no verão, a fazer de mangueira.

Um salmão. Também vou contra a corrente, por vezes

Um camelo.  Era capaz de passar dias sem beber água.

E o melhor de todos, é mesmo aquilo que sou, um ser humano com uma multitude de características, e a melhor de todas, o raciocínio. Que serve para tudo e mais alguma coisa, incluindo escrever posts parvos.

13 junho 2013





O mundo pode ruir à minha volta, que ainda assim o universo se organiza para que a minha vida leve um empurrão para cima, e com carácter de urgência. Em meu redor pode haver nuvens, onde eu estiver, o sol brilha.





09 junho 2013

Na terra das salsichas

Finalmente abri o paio que a minha mãe me mandou no Natal. Quer dizer, eu pensava que era paio, mas a etiqueta dizia salpicão. De Miranda. Era uma maravilha, tinha pouquíssimas partes brancas (também conhecidas por gorduras), durou uns instantes. Dei numa de boa samaritana, partilhei com os amigos, que teceram louvores à minha mãe e trataram de pedir que encomendasse mais. Podia abrir um import-export, os meus amigos não podem provar nada que venha de Portugal, querem logo que traga mais... :-)

Tivemos um dia de verão

Foi bom, pois foi, mas esqueci-me da máquina para registar o evento. Não se pode ter tudo (mas pode-se tentar).

08 junho 2013

Aqui não há feira do livro

Livros? Aquelas cenas que servem para equilibrar um móvel com uma perna curta, fazer fogueiras quando está frio, atirar a alguém que nos esteja a chatear muito, treinar andar muito direitinha, pisa-papeis de emergência, travão para portas, empilhados fazem de mesas improvisadas, pode-se secar folhas ou pétalas de flores dentro deles. Ocupar espaço nas estantes que de outra forma estariam vazias, base para copos ou para outros objectos, fazer peso. Trazer areia da praia. Guardar recibos, postais ou cartas. Isolamento.
Aposto que o McGyver teria muitas outras ideias de como usar um livro.

30 maio 2013

E agora, um pouco de história

Milhentos anos depois de terminar o curso, a dúvida:

Aquele professor que deixava o pessoal levar o que quisesse para o exame de cruzinhas (álgebra 1, os exercícios practicamente não tinham números, era tudo letras, o que para uma cadeira de matemática, é obra), será que ainda faz exames de consulta? Na altura, até o portátil podíamos levar, se tivéssemos um (só um cromo é que levou, na antiguidade os portáteis eram coisas muito caras e muito pouca gente tinha). Além do mais, nem que levássemos um, não saberíamos o que fazer com ele, pelo menos a maioria de nós. Naqueles tempos, os idos de  mil novecentos e troca o passo, ainda nem telemóveis havia (pelo menos dos que coubessem no bolso), e a coca-cola distribuiu pagers pela miudagem - eram uma coisa praticamente inútil mas todos tínhamos um, para o style. Mas o que não havia na altura, e agora há, é a possibilidade de terminar o exame e mandar um SMS com o resultado ao amigo na mesma sala, sem ninguém dar por nada.
Será que o professor ainda faz testes de consulta? E, se sim, que consulta será permitida?

Isto pode parecer algo desprovido de qualquer importância, à primeira vista. No entanto, para aquelas noites em que tenho sonhos-pesadelos em que volto a ter que fazer exames que já passei na pré-história, esta informação dava jeito.  É que da primeira vez não foi nada fácil, imaginem agora, tanto tempo depois, sem ter ido às aulas.
(A minha vida não é fácil, nem quando estou a dormir.)

(Estive a "ajudar" o rapaz com química pré-universitária, tem exame amanhã. Não sei nadinha daquilo. E eu tive química até ao 12º ano, e mais uma cadeira na faculdade, e era mesmo boa naquilo. Prevejo noites e noites sem dormir. Bem, sem dormir bem.)

29 maio 2013

Falso alarme

Alarme de incêndio num edifício público: toda a gente abandona o edifício.
Alarme de incêndio em casa: como é que se desliga essa porcaria? Abana um jornal por baixo do sensor a ver se passa. E tudo continua sentado como se nada se passasse.

26 maio 2013

Um caso escocês

De cada vez que cá venho, o tempo fica bom. Dizem que na Escócia está sempre a chover, que faz frio, que é meteorologicamente horrível. Não tenho visto nada disso. Não é Portugal, pois não, mas em Portugal o sol não se põe às dez da noite por estes dias. Podia dizer que este país faz tudo o que pode para me conquistar.



24 maio 2013

Curtas de férias II

Uma das coisas que mais me faz falta em férias é uma caneca do tamanho certo. Canecas há muitas, é verdade, mas eu habituei-me a beber uma certa quantidade de bebidas quentes (café, leite, chá) e se me trocam as canecas fica-me sempre a faltar um bocadinho. As canecas que apanho nos sítios onde tenho passado férias são, cada vez mais, canecas com 200ml de capacidade. 20cl. 5 canecas por litro de leite.
Tenho de me lembrar de meter uma caneca certa na mala de viagem para destinos onde não sei o que me vai calhar em termos de canecas. Há poucas coisas que me façam grande falta. Uma caneca de 330ml traz os meus pequenos almoços e lanches mais próximos da perfeição.

23 maio 2013

Curtas de férias I

Há um caminho longo e um caminho curto para a praia. O caminho curto atravessa ruas residenciais, a zona comercial, a estrada, e vai finalmente dar ao porto, que fica entre as praias. O caminho longo dá directamente para o campo. Atravessa pontes e tem vista sobre o mar desde o princípio ao fim. Descendo o monte, o caminho ladeado por árvores cheira maravilhosamente. Insectos gigantes da família dos mosquitos e melgas ameaçam atacar a cada instante. Agradeço mentalmente o facto de não estar calor e ter trazido casaco (e o cabelo comprido a tapar o pescoço e orelhas), e ando o mais depressa que posso até  chegar ao campo de golfe. Free at last, acabou-se a mosquitada. O golfe está  cheio de gente, pelo que não me atrevo a cortar caminho. Mais umas centenas de metros, e chegamos à praia. Quase deserta, como convém. Várias obras de engenharia civil depois, a barriga começa a dar horas. O regresso faz-se pelo caminho curto. Tão cedo não quero voltar a ver mosquitos gigantes.

17 maio 2013

O meu BILF

 Ah, pois, passei o dia todo a pensar nisto, e só quando fui ao meu feeder é que me lembrei.
José Bandeira. Já escreveu mais. Inteligente, culto até mais não, tira fotografias que obrigam a pensar, e desenha cartoons com humor e certeiros. Com um sentido de humor apurado, um contador de histórias que me prendem a atenção de cada vez que que as leio. E releio. E por ser tão diferente de mim, e tão interessante nessas diferenças, tem-me vindo a cativar ao longo dos anos. E ainda para mais seguia-o numa rede qualquer onde o avatar era a foto abaixo. Barba giríssima, um guitarra na mão, a preto e branco, um retrato sexy.
Tenho paixonetas assim por homens inteligentes capazes de uma boa e longa conversa. E a inteligência é a característica que mais me atrai num homem, logo seguida do sentido de humor. José Bandeira, do Bandeira ao Vento. Um senhor BILF.


Partidas e chegadas

Passo o ano a fazer (e desfazer) malas. As estatísticas confirmam-se: fazer malas, 5 minutos, desfazer, uma semana. O tempo que demoro a desfazer a mala, no regresso, pode diminuir ligeiramente se meter a roupa toda para lavar (técnica entretanto aperfeiçoada, tento nunca lavar a roupa fora de casa), ou aumentar se contar o tempo de levar a mala vazia para o lugar... Não é preguiça o meu problema, não, é uma vida muito atarefada... ahem...

feel good

Quantas vezes seguidas se pode ouvir o "indigo eyes"?
Para já, uma manhã inteira.

16 maio 2013

É hoje, é hoje!

Não posso andar de um lado para o outro sem me darem os parabéns :-).
O telefone não pára de tocar ou apitar com mensagens, e o email está constantemente a receber coisas novas.
Sei muito bem que muito disto é o "efeito facebook". O resto, são amigos, ou colegas com boa memória.
Posso estar cada vez mais velha (e sim, desta vez é que foi, estou oficialmente uma cota, eu nem sei como é que cheguei aos a esta idade tão depressa), mas isso também tem as suas coisas boas.
A minha pimpolha acordou tão excitada como se fosse o aniversário dela, e lá foi acordar o irmão para prepararem as minhas prendas. Tomámos um pequeno-almoço de fim-de-semana, abri as prendas, e fomos à nossa vida (trabalho, escola).
Muitos miminhos, como deve ser. Alguma coisa devo ter feito bem para merecer tanto carinho.

15 maio 2013

Rosa

Blazer rosa forte para a video conferência. A estrela do que seria, sem ele, uma imagem apenas branca, sem interesse nenhum. Para outros, garrafas no background. Há gente com sorte.

12 maio 2013

Das vantagens de fazer anos

Uma pessoa ganha coragem para não fazer o que não quer e admiti-lo descaradamente. Reuniões chatas? Queira desculpar, mas faço anos, não vou. Nem é que não possa, e nem digo que não posso. Não quero, mesmo, compreenda. A vida é demasiado curta para desperdiçar horas preciosas assim. Podia festejar assim todos os dias.

Segurança é...

Roupa cor de rosa fluorescente. Pode não combinar com absolutamente nada, pode ferir a vista, pode ser a coisa mais berrante que alguma vez se viu, mas isso tudo contribui para o título de roupa mais segura para andar na rua. Roupa com tão grande visibilidade só pode evitar acidentes. Ninguém dirá que não viu.

05 maio 2013

Coimbra

Estes estudantes andam muito a pé. E bebem muito. E cantam alto. A altas horas da noite.
(Não me estou a queixar.)

02 maio 2013

As avós como exemplo

Fui dar com esta TED talk sobre "o direito à compreensão".  São quinze minutos bem passados, a pensar sobre o que lemos em documentos que deveríamos compreender, porque no fim os assinamos.
A Sandra Fisher Martins fala sobre a linguagem dos documentos, e no fim escolhe a figura da avó para nos fazer pensar em como simplificar as coisas. Achei a ideia genial, embora não seja, para mim, nova. O importante é que fez clique com outras "avós" da minha vida.

O professor Daniel Bessa explicava economia recorrendo ao exemplo da sua avó ("na mercearia da minha avó era assim... " e continuava). Provavelmente ainda o faz. Era genial, porque imediatamente tornava um assunto complexo acessível fazendo o paralelismo com coisas que toda a gente compreendia.
Tenho um colega que usa a avó dele (mas podemos substituir por qualquer outra avó) como exemplo do que toda a gente deve saber em termos de tecnologia. Outras pessoas usam "um motorista de autocarro" ou "um licenciado em humanidades", mas a avó é imbatível.
Eu uso os velhotes (a partir de agora chamar-lhe-ei avós) como exemplo a seguir na escolha dos cafés com o melhor atendimento e os melhores bolos. Os avós merecem respeito porque já viveram muito, e sabem muitas coisas que se calhar nem nos passam pela cabeça.

Gosto desta TED, não só pela ideia principal de que é necessário simplificar a linguagem dos documentos, em particular dos documentos legais, mas também pela ideia de pensarmos na avó para o fazer.
E como é que se escreve como se fosse para a avó?
1. Começar pelo mais importante (ela tem mais que fazer, por isso vão directamente ao assunto, e escrevam com respeito e sem paternalismos)
2. Escrever com frases curtas.
3. Usar linguagem simples, nada de palavras complicadas.

Simples. Eu sou a primeira a violar estas regras todas quando tenho de escrever alguma coisa, mas vou tentar lembrar-me disto e melhorar. :-) Fazer de conta que estou a escrever para a minha avó.

01 maio 2013

A caixa do demo

A miúda recebeu uma caixa de materiais para fazer os seus próprios cartões 3D. Para além do facto de a caixa indicar uma idade aconselhada de 6 anos ou mais (ou seja, ou quem comprou foi generoso, ou tinha na ideia que ela guardasse a caixa para mais tarde - o que por si só evidencia a falta de compreensão da mente de uma miúda de 5 anos) aquilo envolve uma data de trabalho manual. Recortar, colar, pintar. Muito bonito, 'a primeira vista. O terror começa quando olho para os objectos a recortar: aquilo em vez de ser uma coisa com linhas direitas, uma ou outra linha mais curva, vá lá, rapidamente se transforma num circuito de saliências e reentrâncias minúsculas, que requerem a perícia, não de uma criança de 6 anos ou mais, mas de uma pessoa que ganhe a vida a fazer scrapbooks. Uma tesoura de pontas redondas não tem como recortar  tais pormenores, e uma tesoura normal pouco mais consegue fazer. O 3D não passa de obrigar a miúda a mãe  a recortar uma imagem grande, e depois pormenores mais pequenos da mesma imagem que a miúda (vá lá) irá colar a uma espécie de esponjinha minúscula com cola dos dois lados - perfeita para os dedinhos dela. Quando chego ao enésimo passarinho e respectivas penas salientes, já só me apetece mutilar o malvado pássaro, cortar o nariz 'a princesa, e queimar os corações em efeito de flor. O projecto de 4 cartões rapidamente se transforma em "um cartão por dia", que eu tenho dificuldades em usar a tesoura por mais de 5 minutos, quanto mais meias horas seguidinhas. Para que é que ela quer tanto cartão, ainda para mais, se era para o dia da mãe devia haver outro voluntário a recortar tanto desenho.
Estes monstros do marketing deviam ser obrigados a fazer cartões 3D com tesouras de pontas redondas antes de classificarem estas coisas como para maiores de 6. O que a caixa deveria dizer era  que é preciso um mestrado em trabalhos manuais ou belas artes para fazer aqueles belos cartões, caso contrário mais vale recortar bonecos de uma caixa de cereais e colá-los num papel branco. Sempre se estragava menos material e o que se poupava em nervos. Se alguma vez me lembrar de oferecer um kit de trabalhos manuais a um pequeno humano vai ser uma caixinha com simples papel branco, cola, tesoura, e lápis ou marcadores. Ao menos com isto não pode haver erros. E um conselho: recortem primeiro, pintem depois.

Determinação

Tenho, e admiro nos outros, imensamente.
A capacidade de se decidir o que se quer, independentemente da idade. A capacidade de descobrir o caminho para se chegar os destino que se escolheu. E depois, fazer todo o trabalho necessário para atingir o que se quer. Nada disto é fácil. Tudo isto demonstra carácter.

30 abril 2013

A intenção é que conta

No fim de semana ofereceram-me um ramo de tulipas. No sábado ainda estavam fechadas. Depois de abrirem, deitaram imenso pólen. Aguentei enquanto pude,mas não consigo mais, tive que me livrar delas. Mil desculpas aos amigos que trouxeram as flores, mas erraram na época do ano para o fazer.

Batem leve levemente

como quem chama por mim
será chuva, será gente?

Nada disso, são as flores das cerejeiras a cobrir o chão de branco.

29 abril 2013

Rais parta o pólen

Como é possível, minha gente, isto foi Inverno até há uns dias e depois veio a Primavera toda de uma vez. Eu explico, de repente deixou de fazer frio, a mãe Natureza mandou o alerta a tudo quanto era ser vivo, e todas as plantas desataram a reproduzir-se que nem doidas. Ou seja, os poléns estão todos no ar, mais concentrados que se a Primavera tivesse chegado com mais calma, e qualquer pessoa que seja minimamente alérgica anda aflita. eu estou com uma comichão horrível no ouvido interno e nos fundinhos do nariz, sítios impossíveis de coçar. O céu entretanto voltou ao habitualíssimo cinzento, as temperaturas desceram para os 13 graus, mas chuva, nem vê-la. E enquanto não chover, continuarei a tentar coçar-me nestas zonas improváveis.

A treinar uma nova qualidade

Se não tens nada de bom a acrescentar, fica calada.


(Hahahahaha! Mas tem tanta piada deitar mais achas para a fogueira...)
(Cala-te mas é que depois a malta chateia-se.)
(Mas eu queria rir-me um bocadinho mais.)
(Vai para dentro, vai, esquece, não se passou nada.)
(Ohhhhhhh!)

Já vai, já vai...

Ai o que eu gosto do céu azul e do mar. E do tempo quente.
Mais dois dias e chega Maio. Maio costumava ser o inicio do verão quando eu era pequena. Aqui, apenas significa que estou mais perto do verão.  Saudades.

Biblioteca de livros digitais

(via Mau Feitio)


O plano nacional de leitura, com todos os defeitos que possa ter, gerou esta biblioteca de livros digitais. Diversos livros digitalizados, página a página, e ainda com opção de leitura digital (áudio-livro). Fantástico para ver com a miúda. Eu prefiro ler-lhe livros de autores portugueses, porque muitas vezes não gosto das traduções dos livros infantis estrangeiros, e a verdade é que os nossos livros também são bons. Para quando não posso simplesmente comprar um livro novo para a pequenita, ter esta biblioteca online é genial.

24 abril 2013

MEC

A parte melhor de o Miguel Esteves Cardoso ter um livro novo é poder ler todas as entrevistas que ele deu recentemente. As crónicas do público são pouco. O livro vai ser bom (encomendei, agora espero que me chegue às mãos). As entrevistas são amorosas.

22 abril 2013

A aprender rapidamente

Se perguntares a alguém a opinião sobre uma terceira pessoa e te recusarem uma resposta, cautela. Por muito negativa que uma resposta possa ser, é mais positiva que uma recusa categórica em emitir uma opinião. Neste caso, recusar terminantemente dizer seja o que for que se possa pensar, transmite uma advertência que não se pode ignorar. As palavras que ficam por dizer, em conjunto com a linguagem corporal, e a decisão irrevogável de falar sobre o assunto, traduzem um aviso luminoso gigantesco no meio da conversa. Se fores por aí vais por tua conta e risco. Um grande risco. Queres mesmo arriscar?

20 abril 2013

BFF

Dás a receita do bolo de chocolate que a tua amiga adorou, ela faz um e não sai bem. (Porquê, não sei, juro que lhe dei exactamente a minha receita.) Ela telefona em pânico porque tinha prometido levar esse bolo a um jantar, os dois de teste correram mal, e pede-te para fazeres um desta vez e depois um dia fazerem o bolo juntas, para ela perceber onde é que errou. Na boa, tinha tempo, fiz dose dupla, uma para ela e outro cá para casa, e toda a gente ficou contente. Minha amiga, estou sempre disposta a trocar um bolo por aquele molho picante que o meu rapaz adora. ;-)
Fundamentalmente, é por isto que somos amigas. Eu ajudo, tu ajudas, rimos juntas e assim somos mais felizes.

19 abril 2013

Ideias mesmo boas

Tarte de leite creme com morangos.

(base de massa quebrada, recheio de leite creme, morangos por cima)

Deliciosa.

16 abril 2013

Tudo o que sempre quis saber I

sobre as maçãs do lago Constança.

As maçãs do lago Constança são mais baratas que as outras. Não as encontro no supermercado, só na bomba de gasolina. São deliciosas no Outono. Relativamente boas no Inverno. Em Abril, não valem cinco tostões furados.

13 abril 2013

Estranho

Tenho imensa dificuldade em lembrar-me da idade das pessoas. Da minha, da dos membros da minha família, dos meus filhos. A maior parte das vezes se me perguntam a idade, ou a idade dos que me são próximos, engano-me. Posso enganar-me para trás ou para a frente, não é um erro sistemático dessa forma. Os meus miúdos ficam ofendidos, principalmente o mais velho quando digo que ele tem menos anos que na realidade. Não faço por mal, simplesmente são números que mudam frequentemente (uma vez por ano, para mim, não dá para acompanhar).

Faz uns dias, alguém me perguntou a idade para uma estatística. As idades estavam agrupadas, e eu fiz um esforço para acertar no grupo correcto (e consegui, para variar). O senhor que me tinha feito a pergunta ficou muito espantado, parece-me que não acreditou na resposta, olhando para mim, pensou que eu fosse mais nova. Respondi-lhe que também me custa a acreditar mas já sou velha (hihi). Na verdade, estou na margem entre um dos grupos de idade e o outro, e aquele em que me incluo ia até aos 50 anos, pelo que compreendo a confusão do senhor. Mas a verdade é que até eu fico surpreendida quando me lembro da minha idade verdadeira. Ou a dos meus miúdos, cada vez mais crescidos. O tempo passa tão depressa.

12 abril 2013

Iupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Almocei bolos de bacalhau com salada de feijão frade. O melhor almoço de cantina desde há mais de 10 anos, ou seja, desde que fiz as malas no Porto e as desfiz em Munique, sem data de regresso final. No fim fui agradecer à cozinheira, que me fez ganhar o dia (a semana, o mês?), e passar o recado que fizessem disto mais vezes.
Já não vou a Portugal desde o Natal. As saudades apertam, e nem os almoços dos conterrâneos nem a comida chegam para me fazer sentir melhor. É grave.

11 abril 2013

Inventor Europeu do Ano 2013

(and now for something completely different)


Nomeados na categoria Indústria, António Velez Marques, Helena Pereira, Rui Reis, Susana Silva, da Corticeira Amorim, pela invenção intitulada  "Expansion of cork through microwave radiation" (titulo da patente portuguesa: Processo de pré-expansão de cortiça por submissão a radiação de microondas).

Este ano há um prémio do público, sujeito a votação através deste link (vejam a barra lateral direita), onde também podem encontrar mais informação sobre esta e outras invenções a concurso.

Votem! Não custa nada, e ainda se habilitam a ganhar um de 10 tablets (Apple iPad, Microsoft Surface ou Samsung Galaxy Note 10.1).


09 abril 2013

Postal das férias


Está sempre a chover na Escócia. A não ser quando eu lá vou.

Limpezas de primavera

A limpar a lista de feeds. Tudo o que não e' actualizado há mais de um, dois, três anos, foi de vela. Próxima etapa: adicionar novos feeds. :-)

(Como no Truman show, quando o Truman sai do cenário, o que e' que esta' a dar nos outros canais?)

06 abril 2013

Os novos scanners nos aeroporto

Se os novos scanners de pessoas servirem para evitar ser apalpada nos controlos de segurança dos aeroportos, mal posso esperar para que passem a ser o controlo standard. Tive a sorte (?!) de ser seleccionada para testar um deles e, achei rápido, eficiente e cómodo (e estava atrasada para o meu voo). Não sei se as imagens da discórdia apareceram em algum lugar, eu não as vi. De qualquer forma, antes uma imagem tipo raio-x que uma desconhecida a por-me as mãos em cima.

O google reader anuncia que vai fechar...

Remando contra a maré, não só continuo a utiliza'-lo como ate' acrescento mais blogs 'a minha lista. No entanto, já testei outros e cheguei 'a conclusao que de futuro, quando já não houver outra hipótese, passarei a usar o feedly, que ate' importa a lista do reader e tudo. O que eu queria mesmo era continuar a usar o reader... tal como antes destes queria que o bloglines (que agora não vale nadinha) tivesse continuado a funcionar.

04 abril 2013

Note to self

Quando for de ferias para qualquer lado, levar sempre dois casacos. Um mais quente, outro mais fresco.
Farta de carregar o casacão de Inverno.

01 abril 2013

Vista para o mar


Tenho tido  dias assim. Maravilhosos.

Das festas

O Natal e' quando um homem (o mais provável e' ser uma mulher) quiser. A árvore de Natal tamanho mini ainda esta' montada na sala, as prendas que ficaram para trás em Dezembro ainda estão por entregar. Se calhar e' por isso que em Munique ainda neva.

O Carnaval e' quando uma criança quiser. A minha pequena decide regularmente vestir-se de rato, leão, morango, princesa (Mérida e' a favorita), ou outras coisas. Eu deixo-a ir assim para o kindergarten se ela quiser. Eles acham piada. No kindergarten novo, para onde ira' no próximo ano lectivo, ate' têm uma zona para eles se fantasiarem como quiserem.

A minha Páscoa pode não ter tido cabrito (não gosto) nem amêndoas das que eu gosto (amêndoa por dentro, chocolate ou açúcar por fora, preferência pelas de chocolate). Mas teve ovos de chocolate ate' enjoar. E mar. E sol. A Escócia esta na lista dos meus sítios favoritos. E tem sempre bom tempo quando cá estou.