08 outubro 2013

Descomprimir

Andava a ver o site da asos, numa de "ver montras", e mais uma vez pareceu-me que a maioria das modelos que eles usam são muito, mas mesmo muito, miúdas. Eu gosto muito da maneira como a asos apresenta os seus produtos: fotos que não parecem ter sido muito alteradas por fotoshop, e vídeo de passerele que dá para perceber se a roupa é demasiado curta, demasiado transparente, e como é que assenta... a uma miúda de catorze anos. Aqui é que a porca torce o rabo. Que eu não tenho 20 anos nem vontade de usar roupa roubada do armário de uma hipotética filha adolescente que também não tenho (ainda). Portanto, modelos magras, não tenho problemas, modelos com idade para ser minhas filhas, não pode ser. E aqui fico com a sensação que a asos está a excluir uma fatia muito grande do mercado: há mais gente com 30 anos ou mais do que gente com 30 anos ou menos e que não se importa de se identificar com a imagem de adolescente. Ou pré-adolescente. O que é pena, porque às vezes preciso de roupa nova e não tenho paciência ou tempo para ir às lojas, mas acabo por não conseguir comprar certas peças que me agradam porque estão ali a ser vestidas por uma miudita, que muitas vezes mal se consegue equilibrar em cima dos saltos que a mandaram usar.
 Ao indagar se haveria mais alguém com opinião sobre os modelos do site da asos - a internet é realmente uma fonte inesgotável de apontamentos sobre as coisas menos importantes que se possam imaginar - encontrei o awkward asos models. Este tumblr publica imagens de modelos da asos com o ar mais estranho - desde o permanentemente pensativo até ao adolescente com ar de sem-abrigo. Pronto, já é velhote e deixou de publicar, mas mesmo assim tem piada.

01 outubro 2013

Munique em grande velocidade

Para os amigos que vêm à cidade em turismo, tenho uma colecção de sítios onde os levar, consoante a disponibilidade de tempo e a previsão metereológica. E esta lista é só a dos sítios onde se pode ir com um bilhete de metro. Aqui fica, para consulta futura, mas sem fotos que não me apetece andar a vasculhar o meu vasto arquivo.
 
-  Castelo e parque de Nymphenburg (tem partes gratuitas, mas a visita dentro do castelo penso que se paga), é visita para umas horas, dependendo se se fazem as visitas guiadas; 
 - Zona pedonal: desde Karlsplatz até Marienplatz, passando pelo Viktualienmarkt. Em Marienplatz há diversos cafés/restaurantes com esplanadas, incluindo o Glockenspiel, no edifício em frente à câmara - fica no quarto andar e tem vista para (surpresa!) o Glockenspiel. A câmara (Rathaus) situa-se na Marienplatz, ao meio dia (também às 11h00 e às 17h00, mas estas horas não garanto) dá as horas com uns bonecos lá em cima que dão umas voltas enquanto tocam os sinos do glockenspiel. Ao lado do Viktualienmarkt há uma Victorian House de que eu gosto muito (casa de chá inglesa, têm scones e crumpets com lemon curd);
-  Passagem pela Ópera, e na Residenz que é ali ao lado; a Maximillianstrasse nessa zona é um must (é a rua hiper chique de Munique); 
 - Também vale a pena passear na zona que continua até isartor; a Hofbräuhaus fica por ali - é uma boa alternativa à Oktoberfest e está aberta todo o ano; 
- Englischer Garten com passagem na "onda" e na torre chinesa, possível paragem no biergarten;

- Museu BMW (têm visitas guiadas em inglês, mas convém telefonar a marcar porque costumam esgotar); 
- outros museus interessantes: as três pinacotecas (eu gosto da moderna), e o deutsches museum. As pinacotecas têm bilhetes mais baratos ao domingo. Há diversos museus de arte e temáticos, óptimos para passar dias chuvosos.

- Para quem gosta de igrejas: as mais famosas são a Frauenkirche (entre Karlsplatz e Marienplatz) e a Theatinerkirche perto de Odeonsplatz. Em Odeonsplatz há também um parque o Hofgarten, e na entrada costuma haver músicos ou outros artistas.

- Para quem já viu o centro todo e também foi ao Museu da BMW, há ainda o Olympiapark, com o estádio olímpico e a Olympiaturm, que oferece vistas panorâmicas lá do alto e ainda um restaurante que roda em volta da torre.

30 setembro 2013

O mundo a conspirar

A minha melhor amiga daqui vai-se mudar para longe. A minha amiga do coração, que partilha do meu sentido de humor, inteligente, leal, divertida, vai-se embora. Estou a dramatizar, a distância não é assim tanta, hora e meia de avião mais os tempos mortos (ir para o aeroporto, esperar pelo embarque, rezar para que não esteja overbooked, voar, esperar pela mala, viagem até ao destino final), mas vai-me custar tanto.
A minha amiga que me bate à porta quando precisa de ajuda, a minha amiga que me dá uma mão sem hesitar sempre que lhe peço, a minha amiga que conta histórias mirabolantes e tem ideias geniais, a minha amiga com um bom senso e sentido de justiça bem acima da média, a minha amiga-irmã que fica sempre do meu lado quando as coisas me correm menos bem.
Ela ainda não se foi e já estou cheia de saudades.

28 setembro 2013

A agonia da escolha

Preciso de enviar uma foto para acompanhar um resumo do meu CV. Não tenho nenhuma foto profissional, nem de fato, nem, em poucas palavras, uma que goste. Estou a pensar em mandar uma com o equipamento de motard vestido. Pelo menos deve ser original.

Atirar com o telefone

Alguém dizia que os adolescentes de hoje provavelmente sentem uma enorme frustração por não poderem desligar o telefone na cara de alguém com a violência dos tempos dos telefones à antiga.
Não se pode sentir a falta de algo que nunca se experienciou.

24 setembro 2013

Défice de atenção

Há uns tempos discutia com um amigo qual a duração ideal de um vídeo publicado na internet. Ele argumentava que seriam alguns minutos (uns 3? já nem me lembro). Na minha opinião, qualquer coisa com mais de 30 segundos tinha de ser verdadeiramente excepcional para captar a atenção. E se calhar, estes 30 segundos já são um exagero, metade devia ser suficiente.
Não sei se isto é apenas verdade para mim, e a minha amostra de pessoas disponíveis parecidas comigo, ou se será válido para a minha faixa etária e a faixa ligeiramente acima da minha (a geração X), famosa por ter um défice de atenção elevado.
No meu caso, tenho uma velocidade de leitura muito rápida, escrevo no computador quase à velocidade do discurso falado, falo também bastante depressa - principalmente na minha língua materna - e não gosto de perder tempo. Sou despachada, evito filas sempre que posso, tento optimizar o tempo de forma a desperdiçar o mínimo possível. Afinal de contas, a vida é curta. E quanto aos vídeos?
Ninguém fala tão depressa quanto eu leio, pelo menos de forma inteligível. Se o vídeo for daqueles de "conversa", se houver possibilidade de ler a transcrição, é isso mesmo que vou fazer. Além da questão do tempo, há a questão da maneira como a minha memória funciona: tenho muito mais facilidade em lembrar-me de informação escrita do que ouvida, principalmente se for informação técnica. Por outro lado, se houver bons gráficos num vídeo (ou quadro, ou apresentação), essa forma de escrita pode ajudar-me a reter a informação.
E os vídeos de lazer? Durante o dia tenho tendência a não ter tempo para eles. Se me enviarem um link muito bom guardo para mais tarde - e às vezes fica para dia de S.Nunca porque o tempo livre que tenho para vídeos é extremamente curto. Tudo o que for vídeo da net e abro tem 5 a 10 segundos para provar que vale a pena. Muitas vezes chego à conclusão que não devia ter perdido tempo com os vídeos que obrigam a aturar uns segundos de publicidade antes de começarem - muitas vezes perco mais tempo a ver a publicidade do que a efectivamente ver o tal vídeo me me mandaram.
Finalmente, a televisão e afins.
Eu não costumo ver filmes. Durante o dia não tenho duas horas livres, e à noite... devo estar cansada. Os filmes duram tanto tempo que eu adormeço a meio. Andei um mês para ver o Mon Oncle, e nunca o consegui ver de uma ponta à outra. Na televisão, então é uma desgraça, vejo um bocado e nunca mais apanho o resto. Sobra o cinema. Para o qual também tenho muito pouco tempo. Gosto muito, mas é um bocado como os livros, só há disponibilidade nas férias. Portanto, é uma hipótese bastante limitada.
Os meus vídeos favoritos, são séries. Em DVD, as séries completas para ver episódios uns atrás dos outros, ou não, consoante a vontade. Ando sempre à procura da próxima caixa que valha a pena. Episódios entre 20 e 45 minutos, idealmente.
Quanto aos vídeos na net, há quem tenha feito contas e diga que os vídeos visualizados na net no ano passado têm em média pouco mais de 5 minutos. (fonte) E que, talvez por causa de pessoas como eu, há cada vez mais serviços  de publicação de micro-vídeos. Por mim, óptimo. Já agora, para quando o nextflix sem restrições na Europa inteira? :D

Dos livros

Lia (leu, li), os livros da bibioteca todos. Bem, todos não. Lia (leu, li) todos os livros da secção infantil da biblioteca. Todos os que se podiam levar emprestados (levar para casa), aos cinco de cada vez, e no dia seguinte ia trocar por outros. Todos os que eram apenas para leitura na biblioteca, passara (passou, passei) manhãs infindas a ler um atrás do outro. Quando a biblioteca recebia livros novos era uma alegria, logo que estavam prontos a ser emprestados, para leitura no local ou fora, eram imediatamente devorados.
Lia (leu, li) aí uma metade dos livros da secção juvenil. Nunca leu (li) os livros classificados para gente crescida, ou por temas, embora continuasse a usar a biblioteca para estudar matemática com as amigas.
Depois da biblioteca, os livros passaram a ser companhia de férias. Livros grandes, pequenos, devorados a grande velocidade nas horas contadas do verão e do Natal. E às vezes livros de contos, antes de dormir, um conto por noite porque os livros de contos não se devem ler de uma ponta à outra como se não houvesse amanhã.
Quando vieram os miúdos, regressou (regressei) aos livros infantis. Desta vez a escolher o que se lê pelo conteúdo, pelo autor, pelas ilustrações. A preferir autores portugueses, personagens com nomes de miúdos que lhe (me) poderiam ter feito companhia na escola, realidades com que se (me) identifica (identifico). Livros que são como algodão doce, almofadas de penas, a cama quando se acorda de manhã e é fim de semana e faz sol.
Dos outros livros que lê (leio), pesados, com letras pequenas, que fazem ler para trás e para a frente, de tantas referências que têm, não se contam histórias.

20 setembro 2013

Das companhias low cost

Não sei como é que vou conseguir meter roupa para mais de uma semana dentro de uma única mala. Bagagem de mão. Com a dificuldade acrescida de que tem que ser roupa de trabalho. A cereja no cimo do bolo: vou precisar de roupa para o frio e para o calor. O pior de tudo vai ser escolher os sapatos.
Problemas de primeiro mundo, né.

18 setembro 2013

Por aqui também há eleições

Se pensam que encontraram tesourinhos deprimentes nos cartazes das eleições autárquicas, olhem só o cartaz que puseram a decorar a cidade de Munique:




Poste sim, poste não, um destes. Há ainda uma outra versão em cartaz gigante. Ando há 19 dias a olhar para estes rabos republicanos. A pergunta que eles fazem é "que rabo é que você vai escolher a seguir?" (rabo tem duplo sentido). As cores dos rabos: vermelho, verde, preto e amarelo correspondem respectivamente aos quatro maiores partidos políticos. Aquilo que realmente me pergunto é: onde é que arranjaram gente para fazer isto? Será que este cartaz é a prova que os alemães usam qualquer desculpa para tirar a roupa? Dois dos rabos parecem ser de mulher e outros dois de homem, estarei enganada? E finalmente, será que isto conquista votos?

(já não escrevia um post sobre rabos alemães há demasiado tempo)

17 setembro 2013

Genial - blog do dia

Por causa de uma pesquisa na net que nada tinha a ver com blogues, fui dar ao do Mauro Souza, e que achado este blogue se revelou. O Mauro é ilustrador, e os desenhos e ilustrações que publica no seu blog são geniais. Adoro as cores, o preto e branco, os bonecos, tudo. Estou capaz de desatar a comprar os livros infanto-juvenis que ele ilustrou só para me deliciar a ver as imagens. Vão lá ver, é lindo mesmo.

16 setembro 2013

Está bom é para trabalhar. Dentro de quatro paredes. E um tecto.

O verão acabou. Acabou no dia em que regressei de férias, no instante em que atravessei a fronteira geográfica que, no fundo, também é uma fronteira metereológica. Já não vejo o sol há uns dias, tempo demais. Para contrastar, alguém ligou as notícias na televisão, que eu tenho por hábito não ver, e apanhei o momento da previsão do estado do tempo. Calor, sol, e fogos florestais em Portugal. Cinzento e frio por aqui. O (supostamente inteligente) sistema de aquecimento central está naqueles dias em que não sabe se há-de decidir ligar-se ou não, se está mesmo a arrefecer ou se são só umas horas de tempo mais frio. Volto a ser visitante assídua dos sites de previsão do tempo. Amanhã, 12 graus de temperatura máxima. Acho que está na altura de acender uma fogueira a lareira.

11 setembro 2013

Não percebo

A cena de tirar fotos aos saltos. Em espaços públicos. Onde mais ninguém anda aos saltos. Sem nenhum motivo de alegria em particular. Não percebo isto de dar saltos para a fotografia. E depois, ficam ali a pular às meias horas, até que o fotógrafo apanhe uma do instante certo. Estranho.

03 setembro 2013

Aquele momento estranho

Ia desejar os parabéns ao rapaz que faz anos, e comecei pelo início:

"Parabéns."
As mensagens deste género começam sempre assim. Depois acrescentei,

"onde quer que estejas".
E pensei, isto soa estranho. O rapaz está vivo, ainda alguém pensa que lhe aconteceu alguma coisa.
Ia escrever também: "sei que isto soa esquisito, mas tanto quanto sei, estás no meio do mar".
Reconsiderei, isto parece ainda mais estranho - e caso de polícia. Ainda me vêm bater à porta a perguntar pelo rapaz, e eu nem vou poder dizer mais do que um "sei lá, deve estar no meio do mar - e nem sei qual."
Apaguei tudo. Escrevi apenas parabéns. Não se podem mandar mensagens personalizadas a marinheiros.

01 setembro 2013

O amor aos gelados

Há muitos anos atrás - na realidade já não me lembro há quantos, mas "muitos" é relativo, e para mim foi há uma ou duas vidas atrás que isto aconteceu - tinha por hábito comprar gelados no shopping. Isto no tempo em que os stands no meio dos corredores ou nas zonas de cruzamento eram novidade. Na lojinha dos gelados onde costumava ir, havia um rapaz que era sempre uma simpatia. Ou me fazia umas bolas maiores, ou me dava uma bola extra, já não me lembro bem, mas tinha sempre um gesto simpático que eu agradecia com um sorriso. Os sorrisos não custam nada e alegram o dia à maior parte das pessoas, pensava eu (e ainda penso). Hoje em dia não sei bem se aquilo era só simpatia ou se eu é que não percebi que o rapaz andava a ver se arranjava coragem para me perguntar se queria ir tomar um café com ele. Eu nestas coisas sempre fui um bocado inocente.
Durante este verão escolhi uma gelataria pelos gelados maravilhosos que tinham. Das primeiras vezes fui servida por um senhor que fazia umas bolas de gelado bem grandes - isto de aliar a quantidade à qualidade é um factor essencial - mas mais tarde calhava-me sempre uma rapariga nova. E não é que a rapariga, provavelmente compartilhando a minha apreciação por um bom gelado, de cada vez que eu lá ia me oferecia sempre um gelado novo para eu provar?
Por artes do destino e sortes de pneus furados, fui parar a uma outra terra que normalmente evito no verão, com tempo para gastar e pouco ou nada que fazer. Encontrei uma gelataria italiana onde só entrei porque estava vazia e eu precisava de paz, onde o empregado brasileiro me fez um batido de gelado e fruta a pedido, absolutamente perfeito. Quando percebeu o quanto eu aprecio gelados, tornei-me a cobaia dos sabores: provei gelados de tiramisu (maravilhoso, e eu nem gosto de tiramisu) e de figo. Fiquei com pena de não ter mais tempo morto ou a capacidade de encher a barriga de gelado porque se pudesse era ali mesmo que eu ficava a deliciar-me.
De onde deduzo que a única coisa que a malta dos gelados tem em mente é que as coisas boas devem ser partilhadas. E eu concordo.

31 agosto 2013

Memórias dos últimos dias

Os incêndios em Trás-os-Montes. Vi uns quatro ao longe, enormes, helicópteros a voar baixo transportando água fumo branco, fumo preto. Montes ardidos, o fogo a chegar perto das casas em alguns locais. Horrível. Um monte ardido, num fogo antigo, e um aspecto curioso: no meio do preto todo que tinha ficado para trás, um rectângulo de oliveiras relativamente novas que escapou. Perguntei a quem sabe, como é possível escapar um terreno no meio de tanta área ardida, e a resposta veio pronta: os olivais devem ser lavrados. Em sendo lavrados o fogo por ali não passa, pois não tem por onde arder. Pareceu-me sensato, e depois reparei que há imensos olivais novos na região. Pode ser que parte da solução para os incêndios esteja, ironicamente, na agricultura.

30 agosto 2013

Tenho que ir

Coisas que espero recordar daqui a dez meses, no caso de ter hipótese de voltar a ter umas férias tão compridas como estas:
1 - quando fizer a mala, não preciso de trazer a roupa de verão TODA. Metade chega. Roupa para uma semana, e uma muda de roupa quente, chega perfeitamente. Lá porque vou estar num sitio durante quase dois meses isso não quer dizer que tenha que trazer a casa toda atrás. E aquela t-shirt que já não uso há cinco anos, provavelmente já devia ter outro dono.
2 - a mesma coisa para a mala da miúda. No verão não é necessária assim tanta roupa. Se for preciso, lava-se, numas horas fica logo seca e pronta a usar.
3 - da próxima vez, fazer de conta que a mala do carro tem metade do tamanho. Estou sempre a dizer que antigamente os carros eram bem mais pequenos e chegavam para tudo. Quanto mais espaço se tem, mais tralha se anda a passear pelo mundo. Para nada.
4 - a ideia de trazer uma caixa (pequena) com os brinquedos da miúda foi genial. Já a colecção de DVDs a ver durante as férias precisa, claramente, de diminuir de tamanho para metade. Ou um terço.
5 - menos malas. Se planear trazer menos malas, talvez traga/leve menos tralha.
6 - ter em conta que uma coisa são as coisas que se trazem, outra é a esperança de que haja espaço na mala do carro para, ao partir, esvaziar o supermercado (sim, estou a exagerar - mas nos meus sonhos seria mesmo assim). E por falar em supermercado, ainda tenho que ir comprar tremoços. E sumol.

29 agosto 2013

Das compras e vendas online

Nunca fui muito amiga do ebay - a primeira experiência correu-me mal e nunca voltei a confiar nele - ainda assim, de vez em quando, vou espreitar o site, a ver como aquilo anda. Da última vez (penúltima, vá) pareceu-me que se tinha transformado num local onde muita gente expunha produtos de lojas ou grandes negócios que iam bem para lá da compra e venda entre pessoas normais, por assim dizer. Venho de mais uma espreitadela com a impressão de que o ebay dos leilões  deixou de existir. Os power sellers transformaram-se simplesmente em vendedores, o site numa grande montra profissional, para profissionais, e os tipos que se fartaram do carrinho telecomandado e o querem vender em segunda mão, demasiado difíceis de encontrar no meio da barafunda. 

28 agosto 2013

Uma sorte do caraças

Há dias em que as coisas correm menos bem, e os planos que tínhamos vão por água abaixo num minuto. Alteram-se os planos, espera-se que os problemas sejam resolvidos, aproveita-se a situação da melhor maneira possível, pratica-se um modo de ser zen que não nos é particularmente  familiar, e agradece-se ter-se uma miúda de 5 anos para quem a vida é sempre uma festa.
E há dias em que se planeia uma coisa, corre tudo mal, e no fim tudo se torna muito melhor que o plano original. Perdemo-nos no meio do nada, passamos o carro por uns quelhos onde sobram escassos centímetros de cada lado, bebemos das fontes à beira da estrada - nem sabia que ainda havia disso - chegamos tarde e mal, e cheios de fome, ao restaurante escondido noutro buraco e que ainda para mais não servia refeições - mas encontrámo-lo, caraças. Plano B, o café mais perto, só para sócios  e viajantes com ar derreado, ar fresco, sandes, bebidas e melão, gente simpaticíssima, e no fim, indicações como encontrar o paraíso. Sim, aquele mesmo que se encontra a decorar a parede do local que nos salvou de morrer de fome e sede. Seguimos caminho, paraíso encontrado, pequenos contratempos ultrapassados, e ficamos por ali a desfrutar enquanto nos apeteceu. No regresso, mais uma vez a incapacidade de seguir por uma estrada onde passassem dois carros - não sei se por inexistência dela ou apenas falta de sinalização - muitos montes, muito verde, alguns sustos com carros em direcção contrária. Muitas gargalhadas de felicidade, que bem que nos soube este dia de aventuras.

23 agosto 2013

Luas


Uma das vantagens de se passar muito tempo no mesmo sítio é olharmos para as coisas com mais atenção. Com os mesmos olhos, mas olhando de maneira diferente a cada dia, ou a cada noite. Por exemplo, a lua. Quando estou em casa a maior parte das vezes nem me lembro que há lua,e quando me lembro, o mais frequente é nem a poder ver. Pessimista talvez, realista quiçá, a verdade é que o céu nublado, aliado ao facto de as luzes da cidade impossibilitarem que se vejam as estrelas, fazem com que a minha curiosidade sobre o que se passa lá por cima acabe por se limitar ao anseio de que faça sol durante o dia. De noite, não vejo nada.
Da lua, que não vejo durante a maior parte do ano, reparei agora que aparece, ou nasce, em sítios diferentes e a horas diferentes consoante a fase da lua. A lua cheia aparenta ser maior, nasce mais tarde e mais para nordeste que um quarto crescente, por exemplo. Vi o luar a brilhar no mar, como que iluminando uma estrada de águas calmas, e desejei estar num barco ao largo, só para ver aquela luz de outro ângulo.


21 agosto 2013

Bonecos

 Não fui ver os Monstros ao cinema em Julho, e agora ando há semanas a ver se ele volta a aparecer, numa sessãozita que seja, nem que fosse tarde e a más horas, mas nada.
Recuso-me a ver os Smurfs enquanto não lhes chamarem Estrumfes outra vez. Não gostei muito do Cars pelo que não estou interessada no Planes. Se calhar estou enganada e estou a perder um grande filme, mas duvido.
Sim, eu no verão vou ao cinema. Tenho tempo, há sessões na hora de maior calor em que não se deve estar na praia, lá dentro está fresquinho. E gosto muito mais dos cinemas em Portugal, mesmo os mais antigos. Batem aos pontos o cinema onde vou em Munique. E parece-me que por cá mostram muitos mais filmes de animação - os meus preferidos.
O ponto alto deste verão foi o Gru. Um filme muito engraçado, ganhou muito em relação ao primeiro em grande parte por terem aumentado imenso o protagonismo dos minions, e a miúda mais velha é um must, quando crescer vai partir, literalmente, muitos corações eheh. Não me importava de ver outra vez, mas o mais certo é que o DVD acabe lá em casa pelo que o prognóstico é de repetições frequentes, pelo que não vale a pena gastar o dinheiro dos bilhetes de novo. E por falar em filmes de animação, não sei me está a escapar qualquer coisa mas parece-me que já não mostram versões originais no cinema. Alguém confirma? Eu adorava ver as versões originais com os meus amigos e as versões dobradas com os miúdos, mas não encontrei versões originais na minha pesquisa na net, nem nos cinemas do Algarve. Estranho.