Milhentos anos depois de terminar o curso, a dúvida:
Aquele professor que deixava o pessoal levar o que quisesse para o exame de cruzinhas (álgebra 1, os exercícios practicamente não tinham números, era tudo letras, o que para uma cadeira de matemática, é obra), será que ainda faz exames de consulta? Na altura, até o portátil podíamos levar, se tivéssemos um (só um cromo é que levou, na antiguidade os portáteis eram coisas muito caras e muito pouca gente tinha). Além do mais, nem que levássemos um, não saberíamos o que fazer com ele, pelo menos a maioria de nós. Naqueles tempos, os idos de mil novecentos e troca o passo, ainda nem telemóveis havia (pelo menos dos que coubessem no bolso), e a coca-cola distribuiu pagers pela miudagem - eram uma coisa praticamente inútil mas todos tínhamos um, para o style. Mas o que não havia na altura, e agora há, é a possibilidade de terminar o exame e mandar um SMS com o resultado ao amigo na mesma sala, sem ninguém dar por nada.
Será que o professor ainda faz testes de consulta? E, se sim, que consulta será permitida?
Isto pode parecer algo desprovido de qualquer importância, à primeira vista. No entanto, para aquelas noites em que tenho sonhos-pesadelos em que volto a ter que fazer exames que já passei na pré-história, esta informação dava jeito. É que da primeira vez não foi nada fácil, imaginem agora, tanto tempo depois, sem ter ido às aulas.
(A minha vida não é fácil, nem quando estou a dormir.)
(Estive a "ajudar" o rapaz com química pré-universitária, tem exame amanhã. Não sei nadinha daquilo. E eu tive química até ao 12º ano, e mais uma cadeira na faculdade, e era mesmo boa naquilo. Prevejo noites e noites sem dormir. Bem, sem dormir bem.)
30 maio 2013
29 maio 2013
Falso alarme
Alarme de incêndio num edifício público: toda a gente abandona o edifício.
Alarme de incêndio em casa: como é que se desliga essa porcaria? Abana um jornal por baixo do sensor a ver se passa. E tudo continua sentado como se nada se passasse.
Alarme de incêndio em casa: como é que se desliga essa porcaria? Abana um jornal por baixo do sensor a ver se passa. E tudo continua sentado como se nada se passasse.
26 maio 2013
Um caso escocês
De cada vez que cá venho, o tempo fica bom. Dizem que na Escócia está sempre a chover, que faz frio, que é meteorologicamente horrível. Não tenho visto nada disso. Não é Portugal, pois não, mas em Portugal o sol não se põe às dez da noite por estes dias. Podia dizer que este país faz tudo o que pode para me conquistar.
24 maio 2013
Curtas de férias II
Uma das coisas que mais me faz falta em férias é uma caneca do tamanho certo. Canecas há muitas, é verdade, mas eu habituei-me a beber uma certa quantidade de bebidas quentes (café, leite, chá) e se me trocam as canecas fica-me sempre a faltar um bocadinho. As canecas que apanho nos sítios onde tenho passado férias são, cada vez mais, canecas com 200ml de capacidade. 20cl. 5 canecas por litro de leite.
Tenho de me lembrar de meter uma caneca certa na mala de viagem para destinos onde não sei o que me vai calhar em termos de canecas. Há poucas coisas que me façam grande falta. Uma caneca de 330ml traz os meus pequenos almoços e lanches mais próximos da perfeição.
Tenho de me lembrar de meter uma caneca certa na mala de viagem para destinos onde não sei o que me vai calhar em termos de canecas. Há poucas coisas que me façam grande falta. Uma caneca de 330ml traz os meus pequenos almoços e lanches mais próximos da perfeição.
23 maio 2013
Curtas de férias I
Há um caminho longo e um caminho curto para a praia. O caminho curto atravessa ruas residenciais, a zona comercial, a estrada, e vai finalmente dar ao porto, que fica entre as praias. O caminho longo dá directamente para o campo. Atravessa pontes e tem vista sobre o mar desde o princípio ao fim. Descendo o monte, o caminho ladeado por árvores cheira maravilhosamente. Insectos gigantes da família dos mosquitos e melgas ameaçam atacar a cada instante. Agradeço mentalmente o facto de não estar calor e ter trazido casaco (e o cabelo comprido a tapar o pescoço e orelhas), e ando o mais depressa que posso até chegar ao campo de golfe. Free at last, acabou-se a mosquitada. O golfe está cheio de gente, pelo que não me atrevo a cortar caminho. Mais umas centenas de metros, e chegamos à praia. Quase deserta, como convém. Várias obras de engenharia civil depois, a barriga começa a dar horas. O regresso faz-se pelo caminho curto. Tão cedo não quero voltar a ver mosquitos gigantes.
17 maio 2013
O meu BILF
Ah, pois, passei o dia todo a pensar nisto, e só quando fui ao meu feeder é que me lembrei.
José Bandeira. Já escreveu mais. Inteligente, culto até mais não, tira fotografias que obrigam a pensar, e desenha cartoons com humor e certeiros. Com um sentido de humor apurado, um contador de histórias que me prendem a atenção de cada vez que que as leio. E releio. E por ser tão diferente de mim, e tão interessante nessas diferenças, tem-me vindo a cativar ao longo dos anos. E ainda para mais seguia-o numa rede qualquer onde o avatar era a foto abaixo. Barba giríssima, um guitarra na mão, a preto e branco, um retrato sexy.
Tenho paixonetas assim por homens inteligentes capazes de uma boa e longa conversa. E a inteligência é a característica que mais me atrai num homem, logo seguida do sentido de humor. José Bandeira, do Bandeira ao Vento. Um senhor BILF.
José Bandeira. Já escreveu mais. Inteligente, culto até mais não, tira fotografias que obrigam a pensar, e desenha cartoons com humor e certeiros. Com um sentido de humor apurado, um contador de histórias que me prendem a atenção de cada vez que que as leio. E releio. E por ser tão diferente de mim, e tão interessante nessas diferenças, tem-me vindo a cativar ao longo dos anos. E ainda para mais seguia-o numa rede qualquer onde o avatar era a foto abaixo. Barba giríssima, um guitarra na mão, a preto e branco, um retrato sexy.
Tenho paixonetas assim por homens inteligentes capazes de uma boa e longa conversa. E a inteligência é a característica que mais me atrai num homem, logo seguida do sentido de humor. José Bandeira, do Bandeira ao Vento. Um senhor BILF.
Partidas e chegadas
Passo o ano a fazer (e desfazer) malas. As estatísticas confirmam-se: fazer malas, 5 minutos, desfazer, uma semana. O tempo que demoro a desfazer a mala, no regresso, pode diminuir ligeiramente se meter a roupa toda para lavar (técnica entretanto aperfeiçoada, tento nunca lavar a roupa fora de casa), ou aumentar se contar o tempo de levar a mala vazia para o lugar... Não é preguiça o meu problema, não, é uma vida muito atarefada... ahem...
16 maio 2013
É hoje, é hoje!
Não posso andar de um lado para o outro sem me darem os parabéns :-).
O telefone não pára de tocar ou apitar com mensagens, e o email está constantemente a receber coisas novas.
Sei muito bem que muito disto é o "efeito facebook". O resto, são amigos, ou colegas com boa memória.
Posso estar cada vez mais velha (e sim, desta vez é que foi, estou oficialmente uma cota, eu nem sei como é que cheguei aos a esta idade tão depressa), mas isso também tem as suas coisas boas.
A minha pimpolha acordou tão excitada como se fosse o aniversário dela, e lá foi acordar o irmão para prepararem as minhas prendas. Tomámos um pequeno-almoço de fim-de-semana, abri as prendas, e fomos à nossa vida (trabalho, escola).
Muitos miminhos, como deve ser. Alguma coisa devo ter feito bem para merecer tanto carinho.
O telefone não pára de tocar ou apitar com mensagens, e o email está constantemente a receber coisas novas.
Sei muito bem que muito disto é o "efeito facebook". O resto, são amigos, ou colegas com boa memória.
Posso estar cada vez mais velha (e sim, desta vez é que foi, estou oficialmente uma cota, eu nem sei como é que cheguei aos a esta idade tão depressa), mas isso também tem as suas coisas boas.
A minha pimpolha acordou tão excitada como se fosse o aniversário dela, e lá foi acordar o irmão para prepararem as minhas prendas. Tomámos um pequeno-almoço de fim-de-semana, abri as prendas, e fomos à nossa vida (trabalho, escola).
Muitos miminhos, como deve ser. Alguma coisa devo ter feito bem para merecer tanto carinho.
15 maio 2013
Rosa
Blazer rosa forte para a video conferência. A estrela do que seria, sem ele, uma imagem apenas branca, sem interesse nenhum. Para outros, garrafas no background. Há gente com sorte.
12 maio 2013
Das vantagens de fazer anos
Uma pessoa ganha coragem para não fazer o que não quer e admiti-lo descaradamente. Reuniões chatas? Queira desculpar, mas faço anos, não vou. Nem é que não possa, e nem digo que não posso. Não quero, mesmo, compreenda. A vida é demasiado curta para desperdiçar horas preciosas assim. Podia festejar assim todos os dias.
Segurança é...
Roupa cor de rosa fluorescente. Pode não combinar com absolutamente nada, pode ferir a vista, pode ser a coisa mais berrante que alguma vez se viu, mas isso tudo contribui para o título de roupa mais segura para andar na rua. Roupa com tão grande visibilidade só pode evitar acidentes. Ninguém dirá que não viu.
07 maio 2013
05 maio 2013
Coimbra
Estes estudantes andam muito a pé. E bebem muito. E cantam alto. A altas horas da noite.
(Não me estou a queixar.)
(Não me estou a queixar.)
02 maio 2013
As avós como exemplo
Fui dar com esta TED talk sobre "o direito à compreensão". São quinze minutos bem passados, a pensar sobre o que lemos em documentos que deveríamos compreender, porque no fim os assinamos.
A Sandra Fisher Martins fala sobre a linguagem dos documentos, e no fim escolhe a figura da avó para nos fazer pensar em como simplificar as coisas. Achei a ideia genial, embora não seja, para mim, nova. O importante é que fez clique com outras "avós" da minha vida.
O professor Daniel Bessa explicava economia recorrendo ao exemplo da sua avó ("na mercearia da minha avó era assim... " e continuava). Provavelmente ainda o faz. Era genial, porque imediatamente tornava um assunto complexo acessível fazendo o paralelismo com coisas que toda a gente compreendia.
Tenho um colega que usa a avó dele (mas podemos substituir por qualquer outra avó) como exemplo do que toda a gente deve saber em termos de tecnologia. Outras pessoas usam "um motorista de autocarro" ou "um licenciado em humanidades", mas a avó é imbatível.
Eu uso os velhotes (a partir de agora chamar-lhe-ei avós) como exemplo a seguir na escolha dos cafés com o melhor atendimento e os melhores bolos. Os avós merecem respeito porque já viveram muito, e sabem muitas coisas que se calhar nem nos passam pela cabeça.
Gosto desta TED, não só pela ideia principal de que é necessário simplificar a linguagem dos documentos, em particular dos documentos legais, mas também pela ideia de pensarmos na avó para o fazer.
E como é que se escreve como se fosse para a avó?
1. Começar pelo mais importante (ela tem mais que fazer, por isso vão directamente ao assunto, e escrevam com respeito e sem paternalismos)
2. Escrever com frases curtas.
3. Usar linguagem simples, nada de palavras complicadas.
Simples. Eu sou a primeira a violar estas regras todas quando tenho de escrever alguma coisa, mas vou tentar lembrar-me disto e melhorar. :-) Fazer de conta que estou a escrever para a minha avó.
A Sandra Fisher Martins fala sobre a linguagem dos documentos, e no fim escolhe a figura da avó para nos fazer pensar em como simplificar as coisas. Achei a ideia genial, embora não seja, para mim, nova. O importante é que fez clique com outras "avós" da minha vida.
O professor Daniel Bessa explicava economia recorrendo ao exemplo da sua avó ("na mercearia da minha avó era assim... " e continuava). Provavelmente ainda o faz. Era genial, porque imediatamente tornava um assunto complexo acessível fazendo o paralelismo com coisas que toda a gente compreendia.
Tenho um colega que usa a avó dele (mas podemos substituir por qualquer outra avó) como exemplo do que toda a gente deve saber em termos de tecnologia. Outras pessoas usam "um motorista de autocarro" ou "um licenciado em humanidades", mas a avó é imbatível.
Eu uso os velhotes (a partir de agora chamar-lhe-ei avós) como exemplo a seguir na escolha dos cafés com o melhor atendimento e os melhores bolos. Os avós merecem respeito porque já viveram muito, e sabem muitas coisas que se calhar nem nos passam pela cabeça.
Gosto desta TED, não só pela ideia principal de que é necessário simplificar a linguagem dos documentos, em particular dos documentos legais, mas também pela ideia de pensarmos na avó para o fazer.
E como é que se escreve como se fosse para a avó?
1. Começar pelo mais importante (ela tem mais que fazer, por isso vão directamente ao assunto, e escrevam com respeito e sem paternalismos)
2. Escrever com frases curtas.
3. Usar linguagem simples, nada de palavras complicadas.
Simples. Eu sou a primeira a violar estas regras todas quando tenho de escrever alguma coisa, mas vou tentar lembrar-me disto e melhorar. :-) Fazer de conta que estou a escrever para a minha avó.
01 maio 2013
A caixa do demo
A miúda recebeu uma caixa de materiais para fazer os seus próprios cartões 3D. Para além do facto de a caixa indicar uma idade aconselhada de 6 anos ou mais (ou seja, ou quem comprou foi generoso, ou tinha na ideia que ela guardasse a caixa para mais tarde - o que por si só evidencia a falta de compreensão da mente de uma miúda de 5 anos) aquilo envolve uma data de trabalho manual. Recortar, colar, pintar. Muito bonito, 'a primeira vista. O terror começa quando olho para os objectos a recortar: aquilo em vez de ser uma coisa com linhas direitas, uma ou outra linha mais curva, vá lá, rapidamente se transforma num circuito de saliências e reentrâncias minúsculas, que requerem a perícia, não de uma criança de 6 anos ou mais, mas de uma pessoa que ganhe a vida a fazer scrapbooks. Uma tesoura de pontas redondas não tem como recortar tais pormenores, e uma tesoura normal pouco mais consegue fazer. O 3D não passa de obrigar a miúda a mãe a recortar uma imagem grande, e depois pormenores mais pequenos da mesma imagem que a miúda (vá lá) irá colar a uma espécie de esponjinha minúscula com cola dos dois lados - perfeita para os dedinhos dela. Quando chego ao enésimo passarinho e respectivas penas salientes, já só me apetece mutilar o malvado pássaro, cortar o nariz 'a princesa, e queimar os corações em efeito de flor. O projecto de 4 cartões rapidamente se transforma em "um cartão por dia", que eu tenho dificuldades em usar a tesoura por mais de 5 minutos, quanto mais meias horas seguidinhas. Para que é que ela quer tanto cartão, ainda para mais, se era para o dia da mãe devia haver outro voluntário a recortar tanto desenho.
Estes monstros do marketing deviam ser obrigados a fazer cartões 3D com tesouras de pontas redondas antes de classificarem estas coisas como para maiores de 6. O que a caixa deveria dizer era que é preciso um mestrado em trabalhos manuais ou belas artes para fazer aqueles belos cartões, caso contrário mais vale recortar bonecos de uma caixa de cereais e colá-los num papel branco. Sempre se estragava menos material e o que se poupava em nervos. Se alguma vez me lembrar de oferecer um kit de trabalhos manuais a um pequeno humano vai ser uma caixinha com simples papel branco, cola, tesoura, e lápis ou marcadores. Ao menos com isto não pode haver erros. E um conselho: recortem primeiro, pintem depois.
Estes monstros do marketing deviam ser obrigados a fazer cartões 3D com tesouras de pontas redondas antes de classificarem estas coisas como para maiores de 6. O que a caixa deveria dizer era que é preciso um mestrado em trabalhos manuais ou belas artes para fazer aqueles belos cartões, caso contrário mais vale recortar bonecos de uma caixa de cereais e colá-los num papel branco. Sempre se estragava menos material e o que se poupava em nervos. Se alguma vez me lembrar de oferecer um kit de trabalhos manuais a um pequeno humano vai ser uma caixinha com simples papel branco, cola, tesoura, e lápis ou marcadores. Ao menos com isto não pode haver erros. E um conselho: recortem primeiro, pintem depois.
Determinação
Tenho, e admiro nos outros, imensamente.
A capacidade de se decidir o que se quer, independentemente da idade. A capacidade de descobrir o caminho para se chegar os destino que se escolheu. E depois, fazer todo o trabalho necessário para atingir o que se quer. Nada disto é fácil. Tudo isto demonstra carácter.
A capacidade de se decidir o que se quer, independentemente da idade. A capacidade de descobrir o caminho para se chegar os destino que se escolheu. E depois, fazer todo o trabalho necessário para atingir o que se quer. Nada disto é fácil. Tudo isto demonstra carácter.
30 abril 2013
A intenção é que conta
No fim de semana ofereceram-me um ramo de tulipas. No sábado ainda estavam fechadas. Depois de abrirem, deitaram imenso pólen. Aguentei enquanto pude,mas não consigo mais, tive que me livrar delas. Mil desculpas aos amigos que trouxeram as flores, mas erraram na época do ano para o fazer.
Batem leve levemente
como quem chama por mim
será chuva, será gente?
Nada disso, são as flores das cerejeiras a cobrir o chão de branco.
será chuva, será gente?
Nada disso, são as flores das cerejeiras a cobrir o chão de branco.
29 abril 2013
Rais parta o pólen
Como é possível, minha gente, isto foi Inverno até há uns dias e depois veio a Primavera toda de uma vez. Eu explico, de repente deixou de fazer frio, a mãe Natureza mandou o alerta a tudo quanto era ser vivo, e todas as plantas desataram a reproduzir-se que nem doidas. Ou seja, os poléns estão todos no ar, mais concentrados que se a Primavera tivesse chegado com mais calma, e qualquer pessoa que seja minimamente alérgica anda aflita. eu estou com uma comichão horrível no ouvido interno e nos fundinhos do nariz, sítios impossíveis de coçar. O céu entretanto voltou ao habitualíssimo cinzento, as temperaturas desceram para os 13 graus, mas chuva, nem vê-la. E enquanto não chover, continuarei a tentar coçar-me nestas zonas improváveis.
A treinar uma nova qualidade
Se não tens nada de bom a acrescentar, fica calada.
(Hahahahaha! Mas tem tanta piada deitar mais achas para a fogueira...)
(Cala-te mas é que depois a malta chateia-se.)
(Mas eu queria rir-me um bocadinho mais.)
(Vai para dentro, vai, esquece, não se passou nada.)
(Ohhhhhhh!)
(Hahahahaha! Mas tem tanta piada deitar mais achas para a fogueira...)
(Cala-te mas é que depois a malta chateia-se.)
(Mas eu queria rir-me um bocadinho mais.)
(Vai para dentro, vai, esquece, não se passou nada.)
(Ohhhhhhh!)
Já vai, já vai...
Ai o que eu gosto do céu azul e do mar. E do tempo quente.
Mais dois dias e chega Maio. Maio costumava ser o inicio do verão quando eu era pequena. Aqui, apenas significa que estou mais perto do verão. Saudades.
Mais dois dias e chega Maio. Maio costumava ser o inicio do verão quando eu era pequena. Aqui, apenas significa que estou mais perto do verão. Saudades.
Biblioteca de livros digitais
(via Mau Feitio)
O plano nacional de leitura, com todos os defeitos que possa ter, gerou esta biblioteca de livros digitais. Diversos livros digitalizados, página a página, e ainda com opção de leitura digital (áudio-livro). Fantástico para ver com a miúda. Eu prefiro ler-lhe livros de autores portugueses, porque muitas vezes não gosto das traduções dos livros infantis estrangeiros, e a verdade é que os nossos livros também são bons. Para quando não posso simplesmente comprar um livro novo para a pequenita, ter esta biblioteca online é genial.
O plano nacional de leitura, com todos os defeitos que possa ter, gerou esta biblioteca de livros digitais. Diversos livros digitalizados, página a página, e ainda com opção de leitura digital (áudio-livro). Fantástico para ver com a miúda. Eu prefiro ler-lhe livros de autores portugueses, porque muitas vezes não gosto das traduções dos livros infantis estrangeiros, e a verdade é que os nossos livros também são bons. Para quando não posso simplesmente comprar um livro novo para a pequenita, ter esta biblioteca online é genial.
24 abril 2013
MEC
A parte melhor de o Miguel Esteves Cardoso ter um livro novo é poder ler todas as entrevistas que ele deu recentemente. As crónicas do público são pouco. O livro vai ser bom (encomendei, agora espero que me chegue às mãos). As entrevistas são amorosas.
22 abril 2013
A aprender rapidamente
Se perguntares a alguém a opinião sobre uma terceira pessoa e te recusarem uma resposta, cautela. Por muito negativa que uma resposta possa ser, é mais positiva que uma recusa categórica em emitir uma opinião. Neste caso, recusar terminantemente dizer seja o que for que se possa pensar, transmite uma advertência que não se pode ignorar. As palavras que ficam por dizer, em conjunto com a linguagem corporal, e a decisão irrevogável de falar sobre o assunto, traduzem um aviso luminoso gigantesco no meio da conversa. Se fores por aí vais por tua conta e risco. Um grande risco. Queres mesmo arriscar?
20 abril 2013
BFF
Dás a receita do bolo de chocolate que a tua amiga adorou, ela faz um e não sai bem. (Porquê, não sei, juro que lhe dei exactamente a minha receita.) Ela telefona em pânico porque tinha prometido levar esse bolo a um jantar, os dois de teste correram mal, e pede-te para fazeres um desta vez e depois um dia fazerem o bolo juntas, para ela perceber onde é que errou. Na boa, tinha tempo, fiz dose dupla, uma para ela e outro cá para casa, e toda a gente ficou contente. Minha amiga, estou sempre disposta a trocar um bolo por aquele molho picante que o meu rapaz adora. ;-)
Fundamentalmente, é por isto que somos amigas. Eu ajudo, tu ajudas, rimos juntas e assim somos mais felizes.
Fundamentalmente, é por isto que somos amigas. Eu ajudo, tu ajudas, rimos juntas e assim somos mais felizes.
19 abril 2013
Ideias mesmo boas
Tarte de leite creme com morangos.
(base de massa quebrada, recheio de leite creme, morangos por cima)
Deliciosa.
(base de massa quebrada, recheio de leite creme, morangos por cima)
Deliciosa.
16 abril 2013
Tudo o que sempre quis saber I
sobre as maçãs do lago Constança.
As maçãs do lago Constança são mais baratas que as outras. Não as encontro no supermercado, só na bomba de gasolina. São deliciosas no Outono. Relativamente boas no Inverno. Em Abril, não valem cinco tostões furados.
As maçãs do lago Constança são mais baratas que as outras. Não as encontro no supermercado, só na bomba de gasolina. São deliciosas no Outono. Relativamente boas no Inverno. Em Abril, não valem cinco tostões furados.
13 abril 2013
Estranho
Tenho imensa dificuldade em lembrar-me da idade das pessoas. Da minha, da dos membros da minha família, dos meus filhos. A maior parte das vezes se me perguntam a idade, ou a idade dos que me são próximos, engano-me. Posso enganar-me para trás ou para a frente, não é um erro sistemático dessa forma. Os meus miúdos ficam ofendidos, principalmente o mais velho quando digo que ele tem menos anos que na realidade. Não faço por mal, simplesmente são números que mudam frequentemente (uma vez por ano, para mim, não dá para acompanhar).
Faz uns dias, alguém me perguntou a idade para uma estatística. As idades estavam agrupadas, e eu fiz um esforço para acertar no grupo correcto (e consegui, para variar). O senhor que me tinha feito a pergunta ficou muito espantado, parece-me que não acreditou na resposta, olhando para mim, pensou que eu fosse mais nova. Respondi-lhe que também me custa a acreditar mas já sou velha (hihi). Na verdade, estou na margem entre um dos grupos de idade e o outro, e aquele em que me incluo ia até aos 50 anos, pelo que compreendo a confusão do senhor. Mas a verdade é que até eu fico surpreendida quando me lembro da minha idade verdadeira. Ou a dos meus miúdos, cada vez mais crescidos. O tempo passa tão depressa.
Faz uns dias, alguém me perguntou a idade para uma estatística. As idades estavam agrupadas, e eu fiz um esforço para acertar no grupo correcto (e consegui, para variar). O senhor que me tinha feito a pergunta ficou muito espantado, parece-me que não acreditou na resposta, olhando para mim, pensou que eu fosse mais nova. Respondi-lhe que também me custa a acreditar mas já sou velha (hihi). Na verdade, estou na margem entre um dos grupos de idade e o outro, e aquele em que me incluo ia até aos 50 anos, pelo que compreendo a confusão do senhor. Mas a verdade é que até eu fico surpreendida quando me lembro da minha idade verdadeira. Ou a dos meus miúdos, cada vez mais crescidos. O tempo passa tão depressa.
12 abril 2013
Iupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Almocei bolos de bacalhau com salada de feijão frade. O melhor almoço de cantina desde há mais de 10 anos, ou seja, desde que fiz as malas no Porto e as desfiz em Munique, sem data de regresso final. No fim fui agradecer à cozinheira, que me fez ganhar o dia (a semana, o mês?), e passar o recado que fizessem disto mais vezes.
Já não vou a Portugal desde o Natal. As saudades apertam, e nem os almoços dos conterrâneos nem a comida chegam para me fazer sentir melhor. É grave.
Já não vou a Portugal desde o Natal. As saudades apertam, e nem os almoços dos conterrâneos nem a comida chegam para me fazer sentir melhor. É grave.
11 abril 2013
Inventor Europeu do Ano 2013
(and now for something completely different)
Nomeados na categoria Indústria, António Velez Marques, Helena Pereira, Rui Reis, Susana Silva, da Corticeira Amorim, pela invenção intitulada "Expansion of cork through microwave radiation" (titulo da patente portuguesa: Processo de pré-expansão de cortiça por submissão a radiação de microondas).
Este ano há um prémio do público, sujeito a votação através deste link (vejam a barra lateral direita), onde também podem encontrar mais informação sobre esta e outras invenções a concurso.
Votem! Não custa nada, e ainda se habilitam a ganhar um de 10 tablets (Apple iPad, Microsoft Surface ou Samsung Galaxy Note 10.1).
Nomeados na categoria Indústria, António Velez Marques, Helena Pereira, Rui Reis, Susana Silva, da Corticeira Amorim, pela invenção intitulada "Expansion of cork through microwave radiation" (titulo da patente portuguesa: Processo de pré-expansão de cortiça por submissão a radiação de microondas).
Este ano há um prémio do público, sujeito a votação através deste link (vejam a barra lateral direita), onde também podem encontrar mais informação sobre esta e outras invenções a concurso.
Votem! Não custa nada, e ainda se habilitam a ganhar um de 10 tablets (Apple iPad, Microsoft Surface ou Samsung Galaxy Note 10.1).
09 abril 2013
Limpezas de primavera
A limpar a lista de feeds. Tudo o que não e' actualizado há mais de um, dois, três anos, foi de vela. Próxima etapa: adicionar novos feeds. :-)
(Como no Truman show, quando o Truman sai do cenário, o que e' que esta' a dar nos outros canais?)
(Como no Truman show, quando o Truman sai do cenário, o que e' que esta' a dar nos outros canais?)
08 abril 2013
06 abril 2013
Os novos scanners nos aeroporto
Se os novos scanners de pessoas servirem para evitar ser apalpada nos controlos de segurança dos aeroportos, mal posso esperar para que passem a ser o controlo standard. Tive a sorte (?!) de ser seleccionada para testar um deles e, achei rápido, eficiente e cómodo (e estava atrasada para o meu voo). Não sei se as imagens da discórdia apareceram em algum lugar, eu não as vi. De qualquer forma, antes uma imagem tipo raio-x que uma desconhecida a por-me as mãos em cima.
O google reader anuncia que vai fechar...
Remando contra a maré, não só continuo a utiliza'-lo como ate' acrescento mais blogs 'a minha lista. No entanto, já testei outros e cheguei 'a conclusao que de futuro, quando já não houver outra hipótese, passarei a usar o feedly, que ate' importa a lista do reader e tudo. O que eu queria mesmo era continuar a usar o reader... tal como antes destes queria que o bloglines (que agora não vale nadinha) tivesse continuado a funcionar.
04 abril 2013
Note to self
Quando for de ferias para qualquer lado, levar sempre dois casacos. Um mais quente, outro mais fresco.
Farta de carregar o casacão de Inverno.
Farta de carregar o casacão de Inverno.
01 abril 2013
Das festas
O Natal e' quando um homem (o mais provável e' ser uma mulher) quiser. A árvore de Natal tamanho mini ainda esta' montada na sala, as prendas que ficaram para trás em Dezembro ainda estão por entregar. Se calhar e' por isso que em Munique ainda neva.
O Carnaval e' quando uma criança quiser. A minha pequena decide regularmente vestir-se de rato, leão, morango, princesa (Mérida e' a favorita), ou outras coisas. Eu deixo-a ir assim para o kindergarten se ela quiser. Eles acham piada. No kindergarten novo, para onde ira' no próximo ano lectivo, ate' têm uma zona para eles se fantasiarem como quiserem.
A minha Páscoa pode não ter tido cabrito (não gosto) nem amêndoas das que eu gosto (amêndoa por dentro, chocolate ou açúcar por fora, preferência pelas de chocolate). Mas teve ovos de chocolate ate' enjoar. E mar. E sol. A Escócia esta na lista dos meus sítios favoritos. E tem sempre bom tempo quando cá estou.
O Carnaval e' quando uma criança quiser. A minha pequena decide regularmente vestir-se de rato, leão, morango, princesa (Mérida e' a favorita), ou outras coisas. Eu deixo-a ir assim para o kindergarten se ela quiser. Eles acham piada. No kindergarten novo, para onde ira' no próximo ano lectivo, ate' têm uma zona para eles se fantasiarem como quiserem.
A minha Páscoa pode não ter tido cabrito (não gosto) nem amêndoas das que eu gosto (amêndoa por dentro, chocolate ou açúcar por fora, preferência pelas de chocolate). Mas teve ovos de chocolate ate' enjoar. E mar. E sol. A Escócia esta na lista dos meus sítios favoritos. E tem sempre bom tempo quando cá estou.
30 março 2013
'As compras
'A procura de um blazer.
Dei a volta a uma data de lojas em Munique. A única onde o corte me assentava, e não tinha os botões demasiado acima ou abaixo, era a Zara. 50 euros, mais ou menos, davam para comprar um blazer. (Não trouxe, porque a cor ou os ombros ou isto ou aquilo não era exactamente o que queria. Sou esquisita.) A procura continua. Entrei numa department store, encontrei uns blazers engraçadinhos. 200 euros, made in China. Fiquei revoltada. Por 200 euros não podiam mandar fazer a roupa na Europa?
Dei a volta a uma data de lojas em Munique. A única onde o corte me assentava, e não tinha os botões demasiado acima ou abaixo, era a Zara. 50 euros, mais ou menos, davam para comprar um blazer. (Não trouxe, porque a cor ou os ombros ou isto ou aquilo não era exactamente o que queria. Sou esquisita.) A procura continua. Entrei numa department store, encontrei uns blazers engraçadinhos. 200 euros, made in China. Fiquei revoltada. Por 200 euros não podiam mandar fazer a roupa na Europa?
26 março 2013
da Escócia
Tanta coisa que havia para dizer, mas não temos tempo (como dizia o Herman quando eu era catraia). Podia falar aqui do mar, dos castelos, da arquitectura (futurista-antiga, mas isto dava todo um post com fotografias). Da extrema simpatia das pessoas (e isso dava todo outro post, que ainda hoje tivemos um dia em grande por causa da simpatia das gentes). Do charme que e' andar por estas ruas. Da surpresa da exposição na biblioteca nacional sobre mulheres (escocesas) cientistas. Sim, aqui podem dar-se ao luxo de escolher as mulheres cientistas deles para fazer exposições, e estamos a falar de mulheres que já morreram há imenso tempo. E podia falar nas miúdas no colégio de engenharia da universidade, agarradas ao osciloscópio, gerador de ondas, breadboards e componentes eletrónicos vários (lindas meninas).
No entanto, isto de andar de um lado para o outro e passar imenso tempo num pais onde não se vive leva-nos ao inevitável assunto da comida. E depois de experimentar tantos restaurantes, cheguei 'a teoria das sobremesas:
Na Escócia, qualquer restaurante que se preze tem pelo menos uma sobremesa onde se menciona chocolate pelo menos três vezes.
Hoje foi brownie de chocolate com gelado de baunilha, gelado de chocolate, molho de chocolate e chantily. Era assim que vinha no menu. Na prática, pedi-lhes para ficarem eles com o chantily (odeio), e o que se verificou foi:
brownie de chocolate em cubinhos
gelado de baunilha
gelado de chocolate
molho de chocolate
canudo de chocolate de leite a enfeitar
pepitas de chocolate la' pelo meio.
Chocolate 5 vezes. Delicioso. Tentei imaginar maneiras de incorporar mais chocolate na sobremesa sem estragar o equilíbrio do doce e da baunilha, mas não consegui. Talvez uma variação usando chocolate branco e/ou preto. Ainda assim, em equipa que ganha não se mexe, e, ate' hoje, esta e' a sobremesa vencedora. 5 estrelas.
No entanto, isto de andar de um lado para o outro e passar imenso tempo num pais onde não se vive leva-nos ao inevitável assunto da comida. E depois de experimentar tantos restaurantes, cheguei 'a teoria das sobremesas:
Na Escócia, qualquer restaurante que se preze tem pelo menos uma sobremesa onde se menciona chocolate pelo menos três vezes.
Hoje foi brownie de chocolate com gelado de baunilha, gelado de chocolate, molho de chocolate e chantily. Era assim que vinha no menu. Na prática, pedi-lhes para ficarem eles com o chantily (odeio), e o que se verificou foi:
brownie de chocolate em cubinhos
gelado de baunilha
gelado de chocolate
molho de chocolate
canudo de chocolate de leite a enfeitar
pepitas de chocolate la' pelo meio.
Chocolate 5 vezes. Delicioso. Tentei imaginar maneiras de incorporar mais chocolate na sobremesa sem estragar o equilíbrio do doce e da baunilha, mas não consegui. Talvez uma variação usando chocolate branco e/ou preto. Ainda assim, em equipa que ganha não se mexe, e, ate' hoje, esta e' a sobremesa vencedora. 5 estrelas.
23 março 2013
Eu e' mais bolos
Mais um dia cinzento, mas estou de ferias. Enquanto chega a hora de fazer a mala e não, sai um chesecake de lima e um pudim de chocolate para a mesa do canto. Esta' um belo de dia inverno. Cinzento, frio, desagradável. Perfeito para fugir daqui para fora. Ainda não e' hoje. Mas ao menos há bolos.
21 março 2013
Diz que é primavera
Esteve a nevar. O céu tem estado cinzento mas há pequenas abertas que me dão a esperança de ainda ver o sol hoje. Está um belo dia para trabalhar.
Da ASAE
Estava a pensar em bolas de berlim (saudades do verão), pelo que tive que fazer esta pesquisa.
Eu acho que a ASAE é uma coisa boa. Acho que a comida que se compra deve vir "limpinha", acho que os locais onde se vende comida devem cumprir normas de higiene. E, de cada vez que vejo os kitchen nightmares, ou de cada vez que vejo um alemão pegar num pão com a mão e metê-lo num saco para eu levar para casa, e de seguir pegar no dinheiro e tocar em tudo e mais alguma coisa, sim, aprecio o trabalho da ASAE.
A ASAE tem as costas largas.
Quanto às bolas de berlim vendidas na praia, e outras dúvidas semelhantes, encontram-se esclarecidas aqui.
Eu acho que a ASAE é uma coisa boa. Acho que a comida que se compra deve vir "limpinha", acho que os locais onde se vende comida devem cumprir normas de higiene. E, de cada vez que vejo os kitchen nightmares, ou de cada vez que vejo um alemão pegar num pão com a mão e metê-lo num saco para eu levar para casa, e de seguir pegar no dinheiro e tocar em tudo e mais alguma coisa, sim, aprecio o trabalho da ASAE.
A ASAE tem as costas largas.
Quanto às bolas de berlim vendidas na praia, e outras dúvidas semelhantes, encontram-se esclarecidas aqui.
20 março 2013
Coisas que me enchem de felicidade
Comprar na net soutiens (em promoção, iupi), experimentar quando chegam a casa, e servirem. Parece pouco, mas se pensar nas horas de vida que já desperdicei em lojas a procurar um soutien do meu tamanho, e o que já paguei por soutiens em desespero de causa... E as vendedoras a tentar convencer-me que um 34C e' a mesma coisa que um 32D (não e').
18 março 2013
14 março 2013
Coisas diferentes
Senso comum e bom senso.
Um é abundante.
O outro faz muita falta.
(O que eu gostava de poder distribuir bom senso. Às vezes parece que vivo noutro planeta.)
Um é abundante.
O outro faz muita falta.
(O que eu gostava de poder distribuir bom senso. Às vezes parece que vivo noutro planeta.)
Das notícias em papel
Quis comprar o DN, versão pdf do jornal em papel ou equivalente. Comprar. Pagar por uma versão digital de um jornal. Tentei, mas não consegui. Aqui não chega o DN em papel. Posso ler a maior parte dos artigos (todos?) na página do jornal. No entanto, não encontrei uma versão digital. Com os anúncios. Os classificados.Uma contracapa que se visse.
Já não se vendem jornais.
[Adenda] Afinal dá. Passei-lhe por cima, na altura, e nem apreendi o que é que aquilo fazia. Mil desculpas ao DN, my bad.
Já não se vendem jornais.
[Adenda] Afinal dá. Passei-lhe por cima, na altura, e nem apreendi o que é que aquilo fazia. Mil desculpas ao DN, my bad.
10 março 2013
Obrigada
Aos amigos que nos dizem as coisas tal qual elas são, sem paninhos quentes, sem meias medidas. Sim, ficou mal. Esquece isso, não presta.
Não preciso de massagens ao ego. Os elogios sentidos, quando as coisas correm bem, das pessoas que não têm pejo de dizer que correu mal quando efectivamente correu mal, valem muito mais.
Para se chegar ao genial, passa-se algumas vezes pelo medíocre. Para se chegar ao genial, tem que se conseguir distinguir um do outro.
Não preciso de massagens ao ego. Os elogios sentidos, quando as coisas correm bem, das pessoas que não têm pejo de dizer que correu mal quando efectivamente correu mal, valem muito mais.
Para se chegar ao genial, passa-se algumas vezes pelo medíocre. Para se chegar ao genial, tem que se conseguir distinguir um do outro.
07 março 2013
Street view
O google acrescentou mais ruas portuguesas aos seus mapas. Fartei-me de passear pelas ruas da minha terra, num sentido de trânsito ao sol, no sentido contrario num dia nublado. Dei a volta pela minha terra a ver quem andava na rua - sim, podem ter distorcido as caras mas toda a gente sabe quem e' que estava naqueles passeios.
Tanto azul. Tanta luz. Que saudades.
Tanto azul. Tanta luz. Que saudades.
04 março 2013
Mas o que é isto?
O que é aquela bola amarela lá em cima, aquela coisa azul a substituir o cinzento do céu, mas o que é isto que me ofusca?
Ah, é o sol. Parece que o inverno mais cinzento dos últimos 40 anos vai sofrer uma interrupção de uns dias (pelo menos). Já não era sem tempo.
Ah, é o sol. Parece que o inverno mais cinzento dos últimos 40 anos vai sofrer uma interrupção de uns dias (pelo menos). Já não era sem tempo.
02 março 2013
2 de Março
A seguir a manif aqui (tweets agregados em tempo real, fotos, cartazes, tudo).
Que pena que tenho de não poder estar em Portugal hoje. Fica o link, para quem está longe, como eu.
Que pena que tenho de não poder estar em Portugal hoje. Fica o link, para quem está longe, como eu.
Estranho
Testemunhar a cena em que um adolescente explica ao meu filho que a mãe (eu!) e' fixe. Essas coisas não se dizem,o miúdo pode acreditar.
01 março 2013
Evolução
A arte de desenvolver expressões faciais que permitem dizer tudo sem articular uma palavra.
28 fevereiro 2013
Tempo livre
Brincar com Legos e com apps de edição de imagem. Mesmo que os resultados sejam uma porcaria.
want to live like common people
Não entendo como certas lojas ainda sobrevivem. Podia comprar uma caixa de Lego na internet. Era mais barato, entregavam em casa, não tinha que esperar em filas para pagar, não tinha que pagar um saco para transportar as compras. E na única vez no ano que entro na loja, arrependo-me. Se calhar, e' só a toys-r-us.
27 fevereiro 2013
Sou a maior
Este post estava ali em draft que era para não dar azar...
Confirma-se, sou a maior.
Tenho dias em que realmente me sinto gigante e me acho o máximo. E só para poder sentir-me assim há coisas que valem a pena, mesmo que não tragam mais vantagem nenhuma. E agora com licença, vou dar mais umas palmadinhas nas minhas próprias costas.
Confirma-se, sou a maior.
Tenho dias em que realmente me sinto gigante e me acho o máximo. E só para poder sentir-me assim há coisas que valem a pena, mesmo que não tragam mais vantagem nenhuma. E agora com licença, vou dar mais umas palmadinhas nas minhas próprias costas.
Depois do exame
Uma pessoa dá-se conta que já não sabe bem o que é uma vida normal. Com que é que eu costumava ocupar os tempos livres? O que é que eu fazia fora do trabalho? O que é que as pessoas normais fazem quando chegam a casa?
E agora, vou stressar com quê?
Não é bem que me falte que fazer, tenho um projecto na gaveta que estou cheinha de vontade de voltar a pegar-lhe, e é tão bom que nem sei bem até onde poderá ir - longe - mas é uma falta de sentido de urgência que estou a estranhar. Assim como o dia em que acabei o curso e fiquei à espera que começasse o trabalho (que já tinha, mas só começava dali a uns meses). Só que não está bom tempo e não há praia, e trabalho, pelo que são só os tempos "livres" que estão por preencher de forma intensiva. Acho que me vou dedicar a fazer construções de Lego.
E agora, vou stressar com quê?
Não é bem que me falte que fazer, tenho um projecto na gaveta que estou cheinha de vontade de voltar a pegar-lhe, e é tão bom que nem sei bem até onde poderá ir - longe - mas é uma falta de sentido de urgência que estou a estranhar. Assim como o dia em que acabei o curso e fiquei à espera que começasse o trabalho (que já tinha, mas só começava dali a uns meses). Só que não está bom tempo e não há praia, e trabalho, pelo que são só os tempos "livres" que estão por preencher de forma intensiva. Acho que me vou dedicar a fazer construções de Lego.
26 fevereiro 2013
Expira...
Agora só me faltam uns dias de sol.
Percebi que não é a neve que me chateia, não é o inverno em si que me anda a incomodar. O problema é a falta de sol. Isto tem sido um dia ou dois de sol por semana, quando é, e já estou farta. Preciso de sol!
Percebi que não é a neve que me chateia, não é o inverno em si que me anda a incomodar. O problema é a falta de sol. Isto tem sido um dia ou dois de sol por semana, quando é, e já estou farta. Preciso de sol!
24 fevereiro 2013
Procrastinar
Tenho que me sentar a estudar durante pelo menos quatro horas. Não me apetece. Tenho? Bem, ter, ter, não tenho, mas provavelmente e' boa ideia. Sei que quando começar não vai custar nada (a não ser quando terminar e me doer tudo de estar sentada e concentrada durante tanto tempo), o que custa e' sentar-me à secretária.
La fora esta' tudo branco. Quase monocromático. Não há sol. O meu joelho ainda não recuperou da lesão do ligamento cruzado, pelo que nem que quisesse, não posso esquiar. Não tenho nada que verdadeiramente me distraia ou razoes minimamente fortes para fazer algo que não seja sentar-me a estudar. A cadeira e' suficientemente confortável, sem o ser em demasia, pelo que nem essa e' uma desculpa aceitável para não ir.
Sobra o sofá confortável. O portátil no colo. Os vídeos que a malta põe no facebook. Os artigos de jornal no twitter. Os telefonemas para a família. Os blogues. O dia ser comprido.
Já vou. Vou já.
La fora esta' tudo branco. Quase monocromático. Não há sol. O meu joelho ainda não recuperou da lesão do ligamento cruzado, pelo que nem que quisesse, não posso esquiar. Não tenho nada que verdadeiramente me distraia ou razoes minimamente fortes para fazer algo que não seja sentar-me a estudar. A cadeira e' suficientemente confortável, sem o ser em demasia, pelo que nem essa e' uma desculpa aceitável para não ir.
Sobra o sofá confortável. O portátil no colo. Os vídeos que a malta põe no facebook. Os artigos de jornal no twitter. Os telefonemas para a família. Os blogues. O dia ser comprido.
Já vou. Vou já.
20 fevereiro 2013
Romanos fresquinhos!
Apesar dos milhares de quilómetros de distância, é maravilhoso ter a possibilidade de desancar gente que nos conhece bem (em privado) por fazerem figuras tristes em público, na internet. (Ou ser desancado, isto toca a todos.) O poder de simplesmente emitir uma longa opinião, escrevendo furiosamente num teclado, por forma a que, do outro lado, o destinatário saiba exactamente em que tom estaríamos a dizer aquilo que está a ser escrito. A mensagem ser transmitida e recebida imediatamente, a resposta do outro lado prontamente enviada. A resposta traduzindo, por palavras, esta expressão.
A cena, quase retirada de um filme, em que o velhote dá conselhos ao rapaz que acha que sabe tudo, desta vez expressa nos caracteres exibidos num écran de computador. Alternativamente, assistir ou participar numa cena de porrada retirada de um quadradinho do Astérix.
Genial.
A cena, quase retirada de um filme, em que o velhote dá conselhos ao rapaz que acha que sabe tudo, desta vez expressa nos caracteres exibidos num écran de computador. Alternativamente, assistir ou participar numa cena de porrada retirada de um quadradinho do Astérix.
Genial.
19 fevereiro 2013
Chocolate
Tenho andado a estudar como já não estudava há anos e anos. A melhor parte? Chocolate nos intervalos. Kit Kat, Maltesers, Ritter Sport. Adoro estudar chocolate. :-)
18 fevereiro 2013
Eu, snowgaze, já não uso saltos há quase 3 meses
Não porque queira deixar o vicio (o hábito diário, vá), mas por causa da lesão do ligamento cruzado anterior. Sim, aquela do futebol. Long long story.
Também não jogo futebol há quase 3 meses. Estava aqui a tentar encontrar o lado positivo disto tudo (adormeci durante a ressonância magnética, acho que se resume a isso), mas tenho um adolescente em casa e ele pegou-me o sentimento de que a vida é injusta e o mundo está contra mim. Pronto, pronto, isto já passa.
Também não jogo futebol há quase 3 meses. Estava aqui a tentar encontrar o lado positivo disto tudo (adormeci durante a ressonância magnética, acho que se resume a isso), mas tenho um adolescente em casa e ele pegou-me o sentimento de que a vida é injusta e o mundo está contra mim. Pronto, pronto, isto já passa.
Coisas que eu não sabia
Botas sem salto também podem fazer bolhas nos pés, mesmo sem ter andado em caminhadas, mesmo usando peúgas por dentro.
Que saudades dos meus saltos.
Que saudades dos meus saltos.
Pesadelo
Jantar fora no dia dos namorados. Não por escolha, mas por falta de opção. Parzinhos por todo o lado. Rosas vermelhas. Menu poeticamente adulterado (get me out of here, please!). Serviço leeeento, quando só queríamos era sair dali o mais depressa possível. A rosa vermelha no final, entregue pelo empregado.
Não é que me falte o romantismo (que falta, sou pouco dada a essas coisas). O que me mata é o absoluto cliché da situação.
Não é que me falte o romantismo (que falta, sou pouco dada a essas coisas). O que me mata é o absoluto cliché da situação.
11 fevereiro 2013
Sem se calar
'Aquela malta que se queixa que não gosta de viajar com crianças ou bebes no mesmo avião. Gostava de ver se não mudavam de ideias se apanhassem num voo os quatro italianos que viajaram mesmo ao meu lado. Mil vezes um bebe' a chorar ininterruptamente.
10 fevereiro 2013
Lista
Guia para uma viagem descansada com miúdos pequenos.
. rebuçados ou gomas;
. PC e dvds;
. auscultadores;
. caderno e lápis.
Quanto ao resto, é fazer figas para que não haja atrasos e o avião não fique no ar. ;)
Os doces são para os momentos de levantar voo e aterrar. Ajudam a descomprimir os ouvidos.
. rebuçados ou gomas;
. PC e dvds;
. auscultadores;
. caderno e lápis.
Quanto ao resto, é fazer figas para que não haja atrasos e o avião não fique no ar. ;)
Os doces são para os momentos de levantar voo e aterrar. Ajudam a descomprimir os ouvidos.
05 fevereiro 2013
Alívio
Aquele momento em que deixas de falar para um robot (ou tentar preencher o formulário electrónico que não te deixa fazer as coisas como deve ser) e finalmente consegues falar com um humano.
As maravilhas da vida moderna - faz-se tudo na internet para facilitar, e quando não funciona vês-te grego para encontrar alguém do outro lado da linha telefónica.
As maravilhas da vida moderna - faz-se tudo na internet para facilitar, e quando não funciona vês-te grego para encontrar alguém do outro lado da linha telefónica.
04 fevereiro 2013
Recomendações
Passo pela página do LinkedIn, para ver já nem sei o quê. Num dos meus contactos, aparece uma pergunta do robot do LinkedIn: "recomendaria esta pessoa?". Recomendaria, pois. Recomendá-lo-ia à minha amiga calma, sossegada, inteligente e sonhadora, que se ia dar com ele como deus e os anjos. Recomendá-lo-ia à minha outra amiga mais selvagem, inteligente, divertida, e que precisa de estabilidade, embora reconheça que ela se pudesse fartar dele passado uns tempos. Um bonitão alto, moreno, com ar de cachorrinho abandonado, inteligente, com uma boa posição na vida (dessas não sei, ficava para uma delas descobrir), simpático, tímido, e muito leal, então não recomendava. Profissionalmente, não faço ideia. A nível pessoal, recomendo pois.
01 fevereiro 2013
Chuva
So' tirei a foto por causa do guarda-chuva amarelo. De onde se poderia deduzir que ando a ver How I Met Your Mother a mais. Na verdade ainda nem vi nenhum episódio da nova serie.
31 janeiro 2013
E o bacalhau?
Tanta campanha de facebook contra tudo e mais alguma coisa, tanta treta sobre a mala Chanel, tanto faça like para isto ou aquilo que não interessa a ninguém - e eu não vejo ninguém incomodado com o bacalhau.
Vai hoje a votos a introdução de fosfatos no bacalhau. A proibição (?) do bacalhau ser salgado à maneira portuguesa. Diz que essa mudança trará uma alteração na "cor, textura e sabor" do bacalhau. E ninguém se organiza? Tanta coisa porque a ASAE tinha fechado a ginginha do Rossio, mas o bacalhau, vendido e consumido de norte a sul do país (e no estrangeiro, quando cá chega), não põe o Zé povinho a mexer-se?
Eu aqui encontro bacalhau congelado. Não foi seco e salgado, e depois demolhado, foi simplesmente congelado. Garanto que nem para bacalhau à Brás serve. (Serve, mas é um pobre substituto do bacalhau verdadeiro, é como usar outro peixe branco em vez do bacalhau.)
Isto é a austeridade a chegar ao bacalhau?
Vai hoje a votos a introdução de fosfatos no bacalhau. A proibição (?) do bacalhau ser salgado à maneira portuguesa. Diz que essa mudança trará uma alteração na "cor, textura e sabor" do bacalhau. E ninguém se organiza? Tanta coisa porque a ASAE tinha fechado a ginginha do Rossio, mas o bacalhau, vendido e consumido de norte a sul do país (e no estrangeiro, quando cá chega), não põe o Zé povinho a mexer-se?
Eu aqui encontro bacalhau congelado. Não foi seco e salgado, e depois demolhado, foi simplesmente congelado. Garanto que nem para bacalhau à Brás serve. (Serve, mas é um pobre substituto do bacalhau verdadeiro, é como usar outro peixe branco em vez do bacalhau.)
Isto é a austeridade a chegar ao bacalhau?
30 janeiro 2013
A fila
webcam do centro de Munique
Uma fila de pessoas gigantesca à espera de vez para assinarem uma petição contra propinas. (Não, não estão a dar nada.) Comentário de um alemão: "pensava que só os britânicos ou os australianos eram capazes de fazer filas assim". Eu aposto que nem que estivessem dez graus negativos e a nevar eles arredavam pé.
Uma fila de pessoas gigantesca à espera de vez para assinarem uma petição contra propinas. (Não, não estão a dar nada.) Comentário de um alemão: "pensava que só os britânicos ou os australianos eram capazes de fazer filas assim". Eu aposto que nem que estivessem dez graus negativos e a nevar eles arredavam pé.
28 janeiro 2013
A adiar
Gosto tanto da foto aqui debaixo que perco a vontade de postar seja o que for. Isto já passa. :)
23 janeiro 2013
22 janeiro 2013
Cor de rosinha
A praguejar baixinho porque certas e determinadas lojas (C&A, H&M, S.Oliver e Esprit, pelo menos) só têm calças slim fit para menina. Tão slim, que às vezes mal passam nas pernas da miúda, que é uma magricela. Tão terrivelmente apertadas, fashion, e femininas, que me vejo obrigada a comprar calças "de rapaz". Na secção das meninas, nem no Inverno têm calças quentinhas, com forro, que dêm mais espaço para as meias calças (e as pernas, caramba, as pernas!).
Quanto às partes de cima, é só parvoíce atrás de parvoíce. Mensagens como "just buy me flowers", "i <3 shopping", "ballet princess", e já vi bem pior que isto embora não me recorde exactamente da terminologia usada para aqui reproduzir. Algumas dessas mensagens impressas em t-shirts envergonhar-me-iam como mãe, e aposto que qualquer pessoa que saiba inglês e as leia na camisola de uma miúda que nem na escola anda perceberia como tudo isto é bizarro.
Ninguém me manda comprar nas lojas mainstream, é certo, e se lá comprar há também os básicos (uma única cor) e a roupa de menino (porque eu é que decido, como compradora, se é de menino ou de menina), mas de cada vez que entro numa loja destas pergunto-me como é que em pleno século XXI ainda nos deixamos manipular, encaixar em gavetas completamente artificiais, como é que deixamos perpetuar estas espectativas e formatação de género desde a mais tenra idade.
A minha menina pode não ser maria-rapaz. Mas também não cabe no estereotipo da "menina" tola, cor de rosa e fofinha em todas as ocasiões.
É incrível que, em Munique, haja mulheres jovens com filhos que sejam acusadas de serem más mães,sofram do preconceito retrógrado que puxa as mulheres para baixo, porque cometeram o horrível pecado de trabalharem e deixarem os filhos nos infantários. Pecado esse não atenuado pelo facto de o trabalho ser em part-time, em muitos casos. Em pleno século XXI, há que critique uma médica que trabalha como médica e deixa os filhos na creche para poder ser médica. Mesmo que isso signifique deitar anos e anos de estudos e trabalho ao lixo, mesmo que isso signifique a infelicidade da mãe, e, consequentemente, a dos filhos.
Eu sei que a roupa não é nada. Que as Barbies, os brinquedos "de menina" e "de menino" não são nada. Que há escolas onde as crianças até são incentivadas a experimentar tudo, bonecos, comboios, legos, livros, cozinhas, trabalhos manuais de todo o tipo, mesmo que depois os adultos que lá entram tenham atitudes antiquadas, sexistas e altamente reprováveis. Mas isto tudo junto tem que ser combatido. Eu não quero que a minha filha daqui a uns anos tenha que ouvir que o lugar dela é em casa, ou que algum dia lhe passe pela cabeça perder a sua independência ou não chegar a alcançar essa independência e tudo o que lhe está subjacente. É pena não haver mais gente a pensar na liberdade das suas filhas. E a agir no interesse dessa liberdade.
21 janeiro 2013
9/221
Quando era miúda aprendi que nunca se devia subestimar o adversário. Que se devia respeitar, não baixar a guarda, prevenir que o outro saiba tanto ou mais que eu. Uma vez, outra vez, tantas vezes me enganei.
Um gajo pensa que teve um resultado mauzinho, porque podia ter sido melhor e ficou na linha de água (sim, claro, podia ter sido bem pior). Pensa que a concorrência lhe deve ter dado uma abada, porque a concorrência com toda a certeza percebe mais destas coisas e tem os assuntos todos em dia. A concorrência tem obrigação de saber disto, e como tal não se deve ter espalhado, nem sequer escorregado em alguma parte.
Mas não. Quando pensava que teria dos piores resultados, afinal, dentro do mau, foi bom.
Mais uma vez, sobre-estimei a concorrência. O adversário, no entanto, continua de pé. Nem sempre a concorrência é o real adversário.
Um gajo pensa que teve um resultado mauzinho, porque podia ter sido melhor e ficou na linha de água (sim, claro, podia ter sido bem pior). Pensa que a concorrência lhe deve ter dado uma abada, porque a concorrência com toda a certeza percebe mais destas coisas e tem os assuntos todos em dia. A concorrência tem obrigação de saber disto, e como tal não se deve ter espalhado, nem sequer escorregado em alguma parte.
Mas não. Quando pensava que teria dos piores resultados, afinal, dentro do mau, foi bom.
Mais uma vez, sobre-estimei a concorrência. O adversário, no entanto, continua de pé. Nem sempre a concorrência é o real adversário.
20 janeiro 2013
Hmmm
No último ano, reduzimos o consumo de electricidade em 10%. O preço, no entanto, vai aumentar 20%. Raios.
(Neste caso, a solução "se não consegues vencê-los junta-te a eles" deve passar por comprar a empresa de electricidade.)
(Neste caso, a solução "se não consegues vencê-los junta-te a eles" deve passar por comprar a empresa de electricidade.)
17 janeiro 2013
O que faz falta (nos vídeos digitais)
Pergunto-me se esta malta de hoje em dia alguma vez viu vídeos em VHS. Se alguma vez teve o prazer de passar à frente os anúncios, os irritantes avisos legais, se viu e ouviu partes de filmes em velocidade rápida.
A geração digital pode escolher a linguagem do áudio e das legendas nos filmes que compra (mas não nos alugueres digitais legais, o que é um contra-senso), mas não pode passar à frente as acusações de roubo num produto que comprou.
Malta que ainda viu cassetes, não acham que faz falta um fast forward parecido nos produtos digitais? Vídeos do youtube com a possibilidade de imagem acelerada. E som.
DVDs e Blurays. O que eu gostava de passar cenas de filmes em versão rápida mas que ainda desse para entender o que se passou. Vídeos de apresentações a correr em versão compreensível mas a uma velocidade que o meu cérebro conseguisse processar, em vez da gravação lenta, pausada, que me dá sono.
É por isto que gosto cada vez menos de vídeos. Consigo ler muito rápido, chego à informação que me interessa num instante, mas num vídeo que tenha que ver não há maneira de acelerar. E eu já não estou habituada a ir devagar.
A geração digital pode escolher a linguagem do áudio e das legendas nos filmes que compra (mas não nos alugueres digitais legais, o que é um contra-senso), mas não pode passar à frente as acusações de roubo num produto que comprou.
Malta que ainda viu cassetes, não acham que faz falta um fast forward parecido nos produtos digitais? Vídeos do youtube com a possibilidade de imagem acelerada. E som.
DVDs e Blurays. O que eu gostava de passar cenas de filmes em versão rápida mas que ainda desse para entender o que se passou. Vídeos de apresentações a correr em versão compreensível mas a uma velocidade que o meu cérebro conseguisse processar, em vez da gravação lenta, pausada, que me dá sono.
É por isto que gosto cada vez menos de vídeos. Consigo ler muito rápido, chego à informação que me interessa num instante, mas num vídeo que tenha que ver não há maneira de acelerar. E eu já não estou habituada a ir devagar.
06 janeiro 2013
A mochila
Lembram-se da minha mochila, perdida no comboio para o aeroporto de Munique? Cheinha, a abarrotar de coisas, como um portátil, DVDs da ovelha choné (para a miúda se entreter), máquina fotográfica, auscultadores, telemóvel extra (e desbloqueado), modem USB, pen USB, chocolates, prendas embrulhadas para oferecer, e ainda uma data de tralhas diversas?
Já está em meu poder. Intacta. Que no meio do azar eu tenha sempre uma sortedesgraçada genial.
(Contei a história todinha à minha melhor amiga. Em chegando a meio ela já dizia, a rir, que de certeza que a mochila me ia ser devolvida intacta, que eu tenho uma sorte que nunca mais acaba. É verdade, nasci com o rabo virado para a lua, como diz a minha mãe. E ainda bem, imagino a trabalheira que teria se não fosse assim ;).)
Já está em meu poder. Intacta. Que no meio do azar eu tenha sempre uma sorte
(Contei a história todinha à minha melhor amiga. Em chegando a meio ela já dizia, a rir, que de certeza que a mochila me ia ser devolvida intacta, que eu tenho uma sorte que nunca mais acaba. É verdade, nasci com o rabo virado para a lua, como diz a minha mãe. E ainda bem, imagino a trabalheira que teria se não fosse assim ;).)
Pequenas coisas
De volta a casa, encontrei algo no supermercado que me encheu de felicidade. Algo muito simples: manteiga salgada. Bem, semi-salgada ou moderadamente salgada, mas absoutamente deliciosa no pão. Para quem vive em Portugal o difícil será encontrar manteiga sem sal, mas por cá é exactamente ao contrário, quase todas as manteigas são sem sal.
No pão quente, uma maravilha.
Bom ano.
No pão quente, uma maravilha.
Bom ano.
02 janeiro 2013
I think I'm paranoid
A ver todos os vídeos do youtube enquanto estou no "my country". A tirar a barriga de misérias para conhecer músicas novas e tudo o mais que me aparece em links de blogues e facebook. Enquanto faço as malas para o regresso a casa, em Munique (e descobrir se os chocolates que estavam dentro da mochila sobreviveram), mais uns vídeos. Vou ter saudades disto, também.
27 dezembro 2012
26 dezembro 2012
Sorte
1. Corremos para apanhar o autocarro. Foi por pouco.
2. Esqueci-me da mochila no comboio.
3. Controlo de segurança no aeroporto. Apercebo-me de que me esqueci da mochila no comboio e entro em pânico. Costumo guardar os bilhetes de identidade e cartões de embarque na mochila. Felizmente, desta vez tinha-os na carteira, que ainda estava comigo. Uma sorte no meio do azar.
4. Contacto os serviços de perdidos e achados dos comboios (não havia tempo para voltar atrás). Dizem que vão procurar.
5. No avião. Passo a viagem a pensar na mochila. Computador, DVDs, prendas que tinha lá dentro. Pen USB e modem USB. Phones. Roupa de emergência para o caso de me perderem a mala. Documentos oficiais de difícil substituição. Faço uma lista do que me lembro que lá estava. Nunca tinha perdido uma mochila na vida, nunca tinha perdido nada tão importante. (OK, relativamente importante, não é o fim do mundo.)
6. Lisboa. Enquanto trocamos de avião, recebo uma chamada de Munique. Encontraram a mochila e perguntam se posso mandar alguém a buscá-la. Posso.
7. Porto. A mochila já foi resgatada. As prendas serão entregues depois do Natal. Não sei se o conteúdo está lá como o deixei, mas aposto que sim. Confirmo no ano novo.
Tenho uma sorte que nunca mais acaba. A sério.
2. Esqueci-me da mochila no comboio.
3. Controlo de segurança no aeroporto. Apercebo-me de que me esqueci da mochila no comboio e entro em pânico. Costumo guardar os bilhetes de identidade e cartões de embarque na mochila. Felizmente, desta vez tinha-os na carteira, que ainda estava comigo. Uma sorte no meio do azar.
4. Contacto os serviços de perdidos e achados dos comboios (não havia tempo para voltar atrás). Dizem que vão procurar.
5. No avião. Passo a viagem a pensar na mochila. Computador, DVDs, prendas que tinha lá dentro. Pen USB e modem USB. Phones. Roupa de emergência para o caso de me perderem a mala. Documentos oficiais de difícil substituição. Faço uma lista do que me lembro que lá estava. Nunca tinha perdido uma mochila na vida, nunca tinha perdido nada tão importante. (OK, relativamente importante, não é o fim do mundo.)
6. Lisboa. Enquanto trocamos de avião, recebo uma chamada de Munique. Encontraram a mochila e perguntam se posso mandar alguém a buscá-la. Posso.
7. Porto. A mochila já foi resgatada. As prendas serão entregues depois do Natal. Não sei se o conteúdo está lá como o deixei, mas aposto que sim. Confirmo no ano novo.
Tenho uma sorte que nunca mais acaba. A sério.
24 dezembro 2012
É Natal, é Natal!
Natal na terrinha. Paz e sossego nas ruas, não andasse a malta com caixas de bolo rei nas mãos e nem se notava a diferença.
Ainda há bocado fui num instante (a pé) comprar uma prenda de última hora. Nem filas, nem atropelos, nem trânsito. Planos para a tarde? Comprar a última prenda que me falta (há sempre alguma coisa que fica para o último dia), decidir entre fazer leite creme ou bolo de chocolate. Ou os dois. E comer rabanadas da minha mãe a seguir ao almoço.
Adoro o Natal.
Ainda há bocado fui num instante (a pé) comprar uma prenda de última hora. Nem filas, nem atropelos, nem trânsito. Planos para a tarde? Comprar a última prenda que me falta (há sempre alguma coisa que fica para o último dia), decidir entre fazer leite creme ou bolo de chocolate. Ou os dois. E comer rabanadas da minha mãe a seguir ao almoço.
Adoro o Natal.
17 dezembro 2012
Natal no centro de Munique
Finalmente la' fui, eu também, 'as compras de Natal. na rua, como deve ser, num dia relativamente quente (graus positivos - t-shirt, cachecol e casaco), que e' como eu prefiro. Muita gente, muitas decorações, lojas cheias. La' despachei as ultimas prendas que me faltavam (os homens, são sempre eles que ficam para o fim, que não há orçamento para as coisas que eu sei que eles iam gostar - robots e helicópteros e coisas assim). E no fim ainda tive que ir 'a loja de chocolates, a loja de chocolates. Tem graça, pois fica ao lado de uma loja da Neuhaus, que supostamente e' boa. Mas a Neuhaus estava 'as moscas, enquanto que a loja estava cheia e com fila que se prolongava por uns metros pela rua fora. Quatro senhoras la' dentro aviavam os clientes o mais depressa que podiam, e eu ia tirando fotos, vendo o mail, mandando SMS, conversando com as pessoas que esperavam também, e ouvindo o violinista que fazia serviço publico com o seu repertório (no meio da confusão acabei por me esquecer de ir la' agradecer no final, 'a próxima tenho de me lembrar). Ainda pensei em ir 'a minha vida, que tinha outros afazeres, e voltar mais tarde, mas ainda bem que o não fiz, pois quando finalmente sai da loja com o meu saquinho a fila la' fora tinha duplicado de tamanho. Suponho que só termine no dia 24 'a hora de fechar.
Por este ano, acho que e' tudo. Despachei a maioria das compras de Natal online e o resto foi hoje. Por agora, chega de "rua", lojas, comércios, mercados, para mim.
15 dezembro 2012
O meu avô
O meu avô foi emigrante em França e na Suíça durante alguns anos. Não falava muito desses tempos, mas contava duas histórias repetidas vezes, ambas sobre mal entendidos. Num dos sítios para onde foi trabalhar ao almoço perguntaram-lhe se queria pêra. Ou ele assim entendeu. E o meu avô respondeu, em português que era a única língua que sabia, "Que venha a pêra , o que vem, morre!". Deram-lhe uma cerveja.
A outra história passou-se num supermercado. O meu avô viu uma lata de algo que pensou que fosse carne, e perguntou a uma empregada se aquilo era bom. A empregada disse que sim, o meu avô pagou e levou para casa, para o jantar. Era comida de gato. Ele nunca contou se descobriu o que era antes ou depois de abrir a lata...
Penso no meu avô muitas vezes.
Naquela altura não havia internet. Os telefonemas eram caros e as pessoas não tinham telefones em casa, telefonava-se a uma hora marcada para a mercearia ou o café da terra. Não havia tv cabo nem satélites que lhe valessem, e provavelmente nem o jornal apanhava.
Mandavam-se cartas que demoravam a chegar.
Não me consigo imaginar no lugar do meu avô naquele período. O que me custa a mim, com televisão, internet, chamadas em flat rate para Portugal, viagens baratas, fins de semana no meu país, verões na praia do estrangeiro que é o Algarve. Revistas, jornais, notícias, tremoços, bolacha maria, sumol, bacalhau e até cerelac no supermercado.
E como o meu avô, tantos outros passaram por tantas dificuldades. Hoje é tão mais fácil.
A outra história passou-se num supermercado. O meu avô viu uma lata de algo que pensou que fosse carne, e perguntou a uma empregada se aquilo era bom. A empregada disse que sim, o meu avô pagou e levou para casa, para o jantar. Era comida de gato. Ele nunca contou se descobriu o que era antes ou depois de abrir a lata...
Penso no meu avô muitas vezes.
Naquela altura não havia internet. Os telefonemas eram caros e as pessoas não tinham telefones em casa, telefonava-se a uma hora marcada para a mercearia ou o café da terra. Não havia tv cabo nem satélites que lhe valessem, e provavelmente nem o jornal apanhava.
Mandavam-se cartas que demoravam a chegar.
Não me consigo imaginar no lugar do meu avô naquele período. O que me custa a mim, com televisão, internet, chamadas em flat rate para Portugal, viagens baratas, fins de semana no meu país, verões na praia do estrangeiro que é o Algarve. Revistas, jornais, notícias, tremoços, bolacha maria, sumol, bacalhau e até cerelac no supermercado.
E como o meu avô, tantos outros passaram por tantas dificuldades. Hoje é tão mais fácil.
11 dezembro 2012
07 dezembro 2012
Regresso ao passado
Estou a ter um curso com um sósia do Vasco Granja. Espero que a qualquer momento o homem comece a desenhar. Ate' agora não tive sorte nenhuma.
05 dezembro 2012
Bolachinhas
É quase Natal, e isso traduz-se em experiências a fazer bolachas. Desta vez, umas com imensos frutos secos, que eu adoro, e que não obrigam a estender a massa com um rolo da massa, nem a cortar figuras, que eu detesto porque dá mais trabalho do que valem as bolachas.
Ficaram ligeiramente tostadas demais (é o que dá abandoná-las no forno e ir fazer outras coisas, mas eu não gosto da cozinha e às vezes nem o alarme me salva as experiências culinárias), mas são deliciosas.
A receita foi do flagrante delícia.. Pronto, as minhas não ficaram tão redondinhas e ainda para mais alargaram no tabuleiro (acho que as devia ter esfriado no congelador em vez de no frigorífico), mas sabem bem, que é o que interessa. Ah, e só deu 12, e não 48, e estão a desaparecer muito rapidamente... O que vale é que são muito fáceis de fazer pelo que sou capaz de, logo que me apeteça, tratar de fazer mais. Nham nham.
Ficaram ligeiramente tostadas demais (é o que dá abandoná-las no forno e ir fazer outras coisas, mas eu não gosto da cozinha e às vezes nem o alarme me salva as experiências culinárias), mas são deliciosas.
A receita foi do flagrante delícia.. Pronto, as minhas não ficaram tão redondinhas e ainda para mais alargaram no tabuleiro (acho que as devia ter esfriado no congelador em vez de no frigorífico), mas sabem bem, que é o que interessa. Ah, e só deu 12, e não 48, e estão a desaparecer muito rapidamente... O que vale é que são muito fáceis de fazer pelo que sou capaz de, logo que me apeteça, tratar de fazer mais. Nham nham.
É Natal, é Natal!
Chegou a árvore. O vizinho tocou-nos à campainha depois do jantar e entregou-a (os meus vizinhos do lado são muito simpáticos - e úteis!). Os miúdos (a miúda, vá) puseram-se aos saltos de roda dela, todos contentes. O grande faz um ar incrédulo, e pergunta se a árvore de Natal é verdadeira. Levou logo com um "claro!", seguido de um "que é que queres dizer com isso?". Ora bem, no ano passado fiz, pela primeira vez na minha casa, a experiência de comprar uma árvore daquelas que crescem numa floresta (também conhecido por viveiro). Não correu nada bem - passados uns dias estava murcha e os ramos começaram a descair, e quanto mais o Natal se aproximava mais a árvore murchava. Diz que é preciso pôr-lhe água todos os dias (é por isto que gosto de cactos). Portanto, este ano regressámos ao modelo "árvore de Natal feita com plástico e arame", a verdadeiríssima árvore de Natal que aguenta qualquer condição climatérica. Agora tenho que ir comprar bolas, que as que tenho usado no passado são muito poucas. É isso ou amarfanhar papel de cores e atirar lá para cima, ver se alguém nota.
Quanto aos pinheiros propriamente ditos, era o que os meus pais costumavam ter lá em casa. Tenho imensa pena de ter falhado o famoso Natal, em que, em pleno jantar de Natal, alguém reparou que a árvore estava a mexer-se. Foram ver, e tinha bichos lá pelo meio (não sei quais, não estava lá), que deviam ser grandinhos para fazer a árvore abanar. Desde aí, até o resto da família se rendeu às árvores artificiais, ao menos estas não começam a abanar furiosamente a meio da ceia.
Quanto aos pinheiros propriamente ditos, era o que os meus pais costumavam ter lá em casa. Tenho imensa pena de ter falhado o famoso Natal, em que, em pleno jantar de Natal, alguém reparou que a árvore estava a mexer-se. Foram ver, e tinha bichos lá pelo meio (não sei quais, não estava lá), que deviam ser grandinhos para fazer a árvore abanar. Desde aí, até o resto da família se rendeu às árvores artificiais, ao menos estas não começam a abanar furiosamente a meio da ceia.
27 novembro 2012
Perigoso é andar na rua
Umas aleijam-se a jogar futebol. (O joelho está quase normal, já consigo correr devagar e tudo, obrigada.) Outras é a sair do autocarro. Mal por mal, eu ao menos estava-me a divertir. :o)
26 novembro 2012
Trigonometria 3D
Já não pegava na minha calculadora cientifica, a seria, há uns 10 anos. Não consegui descobrir como por aquilo a calcular ângulos em graus. Felizmente ainda sei como se transformam radianos em graus.
Não sei se alguma vez soube o que e' um tetraedro, mas agora sei. Ah, as maravilhas de calcular ângulos de sólidos...
Não sei se alguma vez soube o que e' um tetraedro, mas agora sei. Ah, as maravilhas de calcular ângulos de sólidos...
23 novembro 2012
O desportomais perigoso
Há uns dias fui jogar futebol com as miúdas, como fazemos quase todas as semanas. O entusiasmo do costume, golos, corridas mais rápidas e outras mais lentas, agora troca que eu vou 'a baliza um bocado, a diversão de sempre.
Isto das miúdas e' uma figura de estilo, sou eu a esquecer-me que somos grandes e temos empregos sérios, e algumas de nos também têm filhos e tudo. Umas velhas, portanto, a jogar futebol como se tivessem 6 anos. 10 anos, vá.
Andava eu toda contente por ali e deixei o entusiasmo levar a melhor. Veio uma bola mais alta e eu achei que tinha que saltar para lhe dar uma cabeçada antes que a adversária mais perto la' chegasse, que ela ate' era mais alta que eu e tudo. Ao tentar saltar o mais alto possivel, algo no meu joelho estalou. Não bati em nada nem em ninguém, mas ao saltar algo, provavelmente um ligamento, achou que aquilo era esforço a mais e fez um barulho esquisito. Ao cair, coloquei todo o meu peso na outra perna, a ver se não piorava a coisa. Não doía, mas não consegui apoiar-me naquela perna durante meia hora. Entretanto o joelho inchou um bocadinho, e' como se tivesse algum liquido ao lado da rotula e também um pouco na parte de trás do joelho. Já não ando a coxear, mas ainda não consigo correr, que o joelho ainda não aguenta certo tipo de movimentos. 30 anos a jogar futebol e nunca tinha tido um acidente que fosse. Tirando aquela entorse há uns 12 anos.
E o pior e' que nem cheguei à bola.
Isto das miúdas e' uma figura de estilo, sou eu a esquecer-me que somos grandes e temos empregos sérios, e algumas de nos também têm filhos e tudo. Umas velhas, portanto, a jogar futebol como se tivessem 6 anos. 10 anos, vá.
Andava eu toda contente por ali e deixei o entusiasmo levar a melhor. Veio uma bola mais alta e eu achei que tinha que saltar para lhe dar uma cabeçada antes que a adversária mais perto la' chegasse, que ela ate' era mais alta que eu e tudo. Ao tentar saltar o mais alto possivel, algo no meu joelho estalou. Não bati em nada nem em ninguém, mas ao saltar algo, provavelmente um ligamento, achou que aquilo era esforço a mais e fez um barulho esquisito. Ao cair, coloquei todo o meu peso na outra perna, a ver se não piorava a coisa. Não doía, mas não consegui apoiar-me naquela perna durante meia hora. Entretanto o joelho inchou um bocadinho, e' como se tivesse algum liquido ao lado da rotula e também um pouco na parte de trás do joelho. Já não ando a coxear, mas ainda não consigo correr, que o joelho ainda não aguenta certo tipo de movimentos. 30 anos a jogar futebol e nunca tinha tido um acidente que fosse. Tirando aquela entorse há uns 12 anos.
E o pior e' que nem cheguei à bola.
19 novembro 2012
Dorie às Sextas
(sim, eu sei, mais uma pausa)
Isto aqui é só para não me esquecer, porque de futuro posso vir a precisar. Ora onde é que eu vi as pastilhas de chocolate amargo (e também havia de outros tipos)? Foi na Hussel. Quando me der para fazer a receita desta semana, porque eu gosto muito de doces, fazê-los e comê-los, já sei onde é que posso ir buscar este ingrediente. Merengue de chocolate e farinha de amêndoa, já estou a suspirar... :-)
[o meu eu futuro agradece]
Isto aqui é só para não me esquecer, porque de futuro posso vir a precisar. Ora onde é que eu vi as pastilhas de chocolate amargo (e também havia de outros tipos)? Foi na Hussel. Quando me der para fazer a receita desta semana, porque eu gosto muito de doces, fazê-los e comê-los, já sei onde é que posso ir buscar este ingrediente. Merengue de chocolate e farinha de amêndoa, já estou a suspirar... :-)
[o meu eu futuro agradece]
10 anos...
Calhou ver uns excertos da sic notícias. No écran, o Pacheco Pereira. Depois, o Marcelo. Envelheceram 10 anos desde a última vez que os vi. É natural, provavelmente já não os via há 10 anos. Por outro lado, é surpreendente, como é que isto aconteceu tão depressa. Puxa, o pior ainda é que eu própria envelheci 10 anos nos últimos 10 anos. Ainda agora era uma miúda. A maior parte do tempo esqueço-me que já não sou.
O tempo é o que fazemos dele
Quanto mais coisas tenho para fazer, maior é a quantidade de pausas que faço. Quanto mais interrupções voluntárias e meio do que ando a fazer, mais coisas saem feitas ao fim do dia. Por esta ordem de ideias, devia fazer pausas de 5 em 5 minutos... O céu é o limite.
12 novembro 2012
O velho e o burro
Isto de ir ao facebook tem consequências. No caso, tanta gente a falar do vídeo do professor Marcelo, que lá tive que ir ver do que se estava a falar. Não vou dizer nada em relação ao vídeo, que acho que fala por si. No entanto, as imagens recordaram-me de outra coisa. Há uns 8 ou 9 anos atrás, apareceu-me nas mãos um livro alemão que pretendia ensinar a língua de Camões neste país. Se bem me recordo era da Langenscheidt, uma das maiores editoras de cá. Na capa tinha uma imagem de um burro e um velho, com certeza tirada em Portugal quando ainda havia burros. Lembro-me de conversas por causa dessa imagem, pois muitos alemães associavam a Portugal um atraso que não tínhamos, porque pura e simplesmente não conheciam o país. Alguns pensavam que nem estradas decentes tínhamos (e nessa altura já o país tinha sido atravessado em todos os sentidos por autoestradas e IPs pagos em grande parte pela CEE).
Sinceramente, não me parece que factos (como os feriados, na Baviera 13) e imagens (como um dos meus sítios favoritos no meio dos "meus" montes em Portugal, pespegado em outdoors na cidade de Munique) façam alguma diferença. Não é por aí. Mas é triste que não haja uma cabeça capaz de desenvolver um argumento sólido, que não haja um governo capaz de por em primeiro lugar, sempre, o interesse da Nação. O que é que esta malta aprendeu, e onde, pergunto-me, que não tem capacidade para fazer melhor.
Sinceramente, não me parece que factos (como os feriados, na Baviera 13) e imagens (como um dos meus sítios favoritos no meio dos "meus" montes em Portugal, pespegado em outdoors na cidade de Munique) façam alguma diferença. Não é por aí. Mas é triste que não haja uma cabeça capaz de desenvolver um argumento sólido, que não haja um governo capaz de por em primeiro lugar, sempre, o interesse da Nação. O que é que esta malta aprendeu, e onde, pergunto-me, que não tem capacidade para fazer melhor.
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