Ai o que eu gosto do céu azul e do mar. E do tempo quente.
Mais dois dias e chega Maio. Maio costumava ser o inicio do verão quando eu era pequena. Aqui, apenas significa que estou mais perto do verão. Saudades.
29 abril 2013
Biblioteca de livros digitais
(via Mau Feitio)
O plano nacional de leitura, com todos os defeitos que possa ter, gerou esta biblioteca de livros digitais. Diversos livros digitalizados, página a página, e ainda com opção de leitura digital (áudio-livro). Fantástico para ver com a miúda. Eu prefiro ler-lhe livros de autores portugueses, porque muitas vezes não gosto das traduções dos livros infantis estrangeiros, e a verdade é que os nossos livros também são bons. Para quando não posso simplesmente comprar um livro novo para a pequenita, ter esta biblioteca online é genial.
O plano nacional de leitura, com todos os defeitos que possa ter, gerou esta biblioteca de livros digitais. Diversos livros digitalizados, página a página, e ainda com opção de leitura digital (áudio-livro). Fantástico para ver com a miúda. Eu prefiro ler-lhe livros de autores portugueses, porque muitas vezes não gosto das traduções dos livros infantis estrangeiros, e a verdade é que os nossos livros também são bons. Para quando não posso simplesmente comprar um livro novo para a pequenita, ter esta biblioteca online é genial.
24 abril 2013
MEC
A parte melhor de o Miguel Esteves Cardoso ter um livro novo é poder ler todas as entrevistas que ele deu recentemente. As crónicas do público são pouco. O livro vai ser bom (encomendei, agora espero que me chegue às mãos). As entrevistas são amorosas.
22 abril 2013
A aprender rapidamente
Se perguntares a alguém a opinião sobre uma terceira pessoa e te recusarem uma resposta, cautela. Por muito negativa que uma resposta possa ser, é mais positiva que uma recusa categórica em emitir uma opinião. Neste caso, recusar terminantemente dizer seja o que for que se possa pensar, transmite uma advertência que não se pode ignorar. As palavras que ficam por dizer, em conjunto com a linguagem corporal, e a decisão irrevogável de falar sobre o assunto, traduzem um aviso luminoso gigantesco no meio da conversa. Se fores por aí vais por tua conta e risco. Um grande risco. Queres mesmo arriscar?
20 abril 2013
BFF
Dás a receita do bolo de chocolate que a tua amiga adorou, ela faz um e não sai bem. (Porquê, não sei, juro que lhe dei exactamente a minha receita.) Ela telefona em pânico porque tinha prometido levar esse bolo a um jantar, os dois de teste correram mal, e pede-te para fazeres um desta vez e depois um dia fazerem o bolo juntas, para ela perceber onde é que errou. Na boa, tinha tempo, fiz dose dupla, uma para ela e outro cá para casa, e toda a gente ficou contente. Minha amiga, estou sempre disposta a trocar um bolo por aquele molho picante que o meu rapaz adora. ;-)
Fundamentalmente, é por isto que somos amigas. Eu ajudo, tu ajudas, rimos juntas e assim somos mais felizes.
Fundamentalmente, é por isto que somos amigas. Eu ajudo, tu ajudas, rimos juntas e assim somos mais felizes.
19 abril 2013
Ideias mesmo boas
Tarte de leite creme com morangos.
(base de massa quebrada, recheio de leite creme, morangos por cima)
Deliciosa.
(base de massa quebrada, recheio de leite creme, morangos por cima)
Deliciosa.
16 abril 2013
Tudo o que sempre quis saber I
sobre as maçãs do lago Constança.
As maçãs do lago Constança são mais baratas que as outras. Não as encontro no supermercado, só na bomba de gasolina. São deliciosas no Outono. Relativamente boas no Inverno. Em Abril, não valem cinco tostões furados.
As maçãs do lago Constança são mais baratas que as outras. Não as encontro no supermercado, só na bomba de gasolina. São deliciosas no Outono. Relativamente boas no Inverno. Em Abril, não valem cinco tostões furados.
13 abril 2013
Estranho
Tenho imensa dificuldade em lembrar-me da idade das pessoas. Da minha, da dos membros da minha família, dos meus filhos. A maior parte das vezes se me perguntam a idade, ou a idade dos que me são próximos, engano-me. Posso enganar-me para trás ou para a frente, não é um erro sistemático dessa forma. Os meus miúdos ficam ofendidos, principalmente o mais velho quando digo que ele tem menos anos que na realidade. Não faço por mal, simplesmente são números que mudam frequentemente (uma vez por ano, para mim, não dá para acompanhar).
Faz uns dias, alguém me perguntou a idade para uma estatística. As idades estavam agrupadas, e eu fiz um esforço para acertar no grupo correcto (e consegui, para variar). O senhor que me tinha feito a pergunta ficou muito espantado, parece-me que não acreditou na resposta, olhando para mim, pensou que eu fosse mais nova. Respondi-lhe que também me custa a acreditar mas já sou velha (hihi). Na verdade, estou na margem entre um dos grupos de idade e o outro, e aquele em que me incluo ia até aos 50 anos, pelo que compreendo a confusão do senhor. Mas a verdade é que até eu fico surpreendida quando me lembro da minha idade verdadeira. Ou a dos meus miúdos, cada vez mais crescidos. O tempo passa tão depressa.
Faz uns dias, alguém me perguntou a idade para uma estatística. As idades estavam agrupadas, e eu fiz um esforço para acertar no grupo correcto (e consegui, para variar). O senhor que me tinha feito a pergunta ficou muito espantado, parece-me que não acreditou na resposta, olhando para mim, pensou que eu fosse mais nova. Respondi-lhe que também me custa a acreditar mas já sou velha (hihi). Na verdade, estou na margem entre um dos grupos de idade e o outro, e aquele em que me incluo ia até aos 50 anos, pelo que compreendo a confusão do senhor. Mas a verdade é que até eu fico surpreendida quando me lembro da minha idade verdadeira. Ou a dos meus miúdos, cada vez mais crescidos. O tempo passa tão depressa.
12 abril 2013
Iupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Almocei bolos de bacalhau com salada de feijão frade. O melhor almoço de cantina desde há mais de 10 anos, ou seja, desde que fiz as malas no Porto e as desfiz em Munique, sem data de regresso final. No fim fui agradecer à cozinheira, que me fez ganhar o dia (a semana, o mês?), e passar o recado que fizessem disto mais vezes.
Já não vou a Portugal desde o Natal. As saudades apertam, e nem os almoços dos conterrâneos nem a comida chegam para me fazer sentir melhor. É grave.
Já não vou a Portugal desde o Natal. As saudades apertam, e nem os almoços dos conterrâneos nem a comida chegam para me fazer sentir melhor. É grave.
11 abril 2013
Inventor Europeu do Ano 2013
(and now for something completely different)
Nomeados na categoria Indústria, António Velez Marques, Helena Pereira, Rui Reis, Susana Silva, da Corticeira Amorim, pela invenção intitulada "Expansion of cork through microwave radiation" (titulo da patente portuguesa: Processo de pré-expansão de cortiça por submissão a radiação de microondas).
Este ano há um prémio do público, sujeito a votação através deste link (vejam a barra lateral direita), onde também podem encontrar mais informação sobre esta e outras invenções a concurso.
Votem! Não custa nada, e ainda se habilitam a ganhar um de 10 tablets (Apple iPad, Microsoft Surface ou Samsung Galaxy Note 10.1).
Nomeados na categoria Indústria, António Velez Marques, Helena Pereira, Rui Reis, Susana Silva, da Corticeira Amorim, pela invenção intitulada "Expansion of cork through microwave radiation" (titulo da patente portuguesa: Processo de pré-expansão de cortiça por submissão a radiação de microondas).
Este ano há um prémio do público, sujeito a votação através deste link (vejam a barra lateral direita), onde também podem encontrar mais informação sobre esta e outras invenções a concurso.
Votem! Não custa nada, e ainda se habilitam a ganhar um de 10 tablets (Apple iPad, Microsoft Surface ou Samsung Galaxy Note 10.1).
09 abril 2013
Limpezas de primavera
A limpar a lista de feeds. Tudo o que não e' actualizado há mais de um, dois, três anos, foi de vela. Próxima etapa: adicionar novos feeds. :-)
(Como no Truman show, quando o Truman sai do cenário, o que e' que esta' a dar nos outros canais?)
(Como no Truman show, quando o Truman sai do cenário, o que e' que esta' a dar nos outros canais?)
08 abril 2013
06 abril 2013
Os novos scanners nos aeroporto
Se os novos scanners de pessoas servirem para evitar ser apalpada nos controlos de segurança dos aeroportos, mal posso esperar para que passem a ser o controlo standard. Tive a sorte (?!) de ser seleccionada para testar um deles e, achei rápido, eficiente e cómodo (e estava atrasada para o meu voo). Não sei se as imagens da discórdia apareceram em algum lugar, eu não as vi. De qualquer forma, antes uma imagem tipo raio-x que uma desconhecida a por-me as mãos em cima.
O google reader anuncia que vai fechar...
Remando contra a maré, não só continuo a utiliza'-lo como ate' acrescento mais blogs 'a minha lista. No entanto, já testei outros e cheguei 'a conclusao que de futuro, quando já não houver outra hipótese, passarei a usar o feedly, que ate' importa a lista do reader e tudo. O que eu queria mesmo era continuar a usar o reader... tal como antes destes queria que o bloglines (que agora não vale nadinha) tivesse continuado a funcionar.
04 abril 2013
Note to self
Quando for de ferias para qualquer lado, levar sempre dois casacos. Um mais quente, outro mais fresco.
Farta de carregar o casacão de Inverno.
Farta de carregar o casacão de Inverno.
01 abril 2013
Das festas
O Natal e' quando um homem (o mais provável e' ser uma mulher) quiser. A árvore de Natal tamanho mini ainda esta' montada na sala, as prendas que ficaram para trás em Dezembro ainda estão por entregar. Se calhar e' por isso que em Munique ainda neva.
O Carnaval e' quando uma criança quiser. A minha pequena decide regularmente vestir-se de rato, leão, morango, princesa (Mérida e' a favorita), ou outras coisas. Eu deixo-a ir assim para o kindergarten se ela quiser. Eles acham piada. No kindergarten novo, para onde ira' no próximo ano lectivo, ate' têm uma zona para eles se fantasiarem como quiserem.
A minha Páscoa pode não ter tido cabrito (não gosto) nem amêndoas das que eu gosto (amêndoa por dentro, chocolate ou açúcar por fora, preferência pelas de chocolate). Mas teve ovos de chocolate ate' enjoar. E mar. E sol. A Escócia esta na lista dos meus sítios favoritos. E tem sempre bom tempo quando cá estou.
O Carnaval e' quando uma criança quiser. A minha pequena decide regularmente vestir-se de rato, leão, morango, princesa (Mérida e' a favorita), ou outras coisas. Eu deixo-a ir assim para o kindergarten se ela quiser. Eles acham piada. No kindergarten novo, para onde ira' no próximo ano lectivo, ate' têm uma zona para eles se fantasiarem como quiserem.
A minha Páscoa pode não ter tido cabrito (não gosto) nem amêndoas das que eu gosto (amêndoa por dentro, chocolate ou açúcar por fora, preferência pelas de chocolate). Mas teve ovos de chocolate ate' enjoar. E mar. E sol. A Escócia esta na lista dos meus sítios favoritos. E tem sempre bom tempo quando cá estou.
30 março 2013
'As compras
'A procura de um blazer.
Dei a volta a uma data de lojas em Munique. A única onde o corte me assentava, e não tinha os botões demasiado acima ou abaixo, era a Zara. 50 euros, mais ou menos, davam para comprar um blazer. (Não trouxe, porque a cor ou os ombros ou isto ou aquilo não era exactamente o que queria. Sou esquisita.) A procura continua. Entrei numa department store, encontrei uns blazers engraçadinhos. 200 euros, made in China. Fiquei revoltada. Por 200 euros não podiam mandar fazer a roupa na Europa?
Dei a volta a uma data de lojas em Munique. A única onde o corte me assentava, e não tinha os botões demasiado acima ou abaixo, era a Zara. 50 euros, mais ou menos, davam para comprar um blazer. (Não trouxe, porque a cor ou os ombros ou isto ou aquilo não era exactamente o que queria. Sou esquisita.) A procura continua. Entrei numa department store, encontrei uns blazers engraçadinhos. 200 euros, made in China. Fiquei revoltada. Por 200 euros não podiam mandar fazer a roupa na Europa?
26 março 2013
da Escócia
Tanta coisa que havia para dizer, mas não temos tempo (como dizia o Herman quando eu era catraia). Podia falar aqui do mar, dos castelos, da arquitectura (futurista-antiga, mas isto dava todo um post com fotografias). Da extrema simpatia das pessoas (e isso dava todo outro post, que ainda hoje tivemos um dia em grande por causa da simpatia das gentes). Do charme que e' andar por estas ruas. Da surpresa da exposição na biblioteca nacional sobre mulheres (escocesas) cientistas. Sim, aqui podem dar-se ao luxo de escolher as mulheres cientistas deles para fazer exposições, e estamos a falar de mulheres que já morreram há imenso tempo. E podia falar nas miúdas no colégio de engenharia da universidade, agarradas ao osciloscópio, gerador de ondas, breadboards e componentes eletrónicos vários (lindas meninas).
No entanto, isto de andar de um lado para o outro e passar imenso tempo num pais onde não se vive leva-nos ao inevitável assunto da comida. E depois de experimentar tantos restaurantes, cheguei 'a teoria das sobremesas:
Na Escócia, qualquer restaurante que se preze tem pelo menos uma sobremesa onde se menciona chocolate pelo menos três vezes.
Hoje foi brownie de chocolate com gelado de baunilha, gelado de chocolate, molho de chocolate e chantily. Era assim que vinha no menu. Na prática, pedi-lhes para ficarem eles com o chantily (odeio), e o que se verificou foi:
brownie de chocolate em cubinhos
gelado de baunilha
gelado de chocolate
molho de chocolate
canudo de chocolate de leite a enfeitar
pepitas de chocolate la' pelo meio.
Chocolate 5 vezes. Delicioso. Tentei imaginar maneiras de incorporar mais chocolate na sobremesa sem estragar o equilíbrio do doce e da baunilha, mas não consegui. Talvez uma variação usando chocolate branco e/ou preto. Ainda assim, em equipa que ganha não se mexe, e, ate' hoje, esta e' a sobremesa vencedora. 5 estrelas.
No entanto, isto de andar de um lado para o outro e passar imenso tempo num pais onde não se vive leva-nos ao inevitável assunto da comida. E depois de experimentar tantos restaurantes, cheguei 'a teoria das sobremesas:
Na Escócia, qualquer restaurante que se preze tem pelo menos uma sobremesa onde se menciona chocolate pelo menos três vezes.
Hoje foi brownie de chocolate com gelado de baunilha, gelado de chocolate, molho de chocolate e chantily. Era assim que vinha no menu. Na prática, pedi-lhes para ficarem eles com o chantily (odeio), e o que se verificou foi:
brownie de chocolate em cubinhos
gelado de baunilha
gelado de chocolate
molho de chocolate
canudo de chocolate de leite a enfeitar
pepitas de chocolate la' pelo meio.
Chocolate 5 vezes. Delicioso. Tentei imaginar maneiras de incorporar mais chocolate na sobremesa sem estragar o equilíbrio do doce e da baunilha, mas não consegui. Talvez uma variação usando chocolate branco e/ou preto. Ainda assim, em equipa que ganha não se mexe, e, ate' hoje, esta e' a sobremesa vencedora. 5 estrelas.
23 março 2013
Eu e' mais bolos
Mais um dia cinzento, mas estou de ferias. Enquanto chega a hora de fazer a mala e não, sai um chesecake de lima e um pudim de chocolate para a mesa do canto. Esta' um belo de dia inverno. Cinzento, frio, desagradável. Perfeito para fugir daqui para fora. Ainda não e' hoje. Mas ao menos há bolos.
21 março 2013
Diz que é primavera
Esteve a nevar. O céu tem estado cinzento mas há pequenas abertas que me dão a esperança de ainda ver o sol hoje. Está um belo dia para trabalhar.
Da ASAE
Estava a pensar em bolas de berlim (saudades do verão), pelo que tive que fazer esta pesquisa.
Eu acho que a ASAE é uma coisa boa. Acho que a comida que se compra deve vir "limpinha", acho que os locais onde se vende comida devem cumprir normas de higiene. E, de cada vez que vejo os kitchen nightmares, ou de cada vez que vejo um alemão pegar num pão com a mão e metê-lo num saco para eu levar para casa, e de seguir pegar no dinheiro e tocar em tudo e mais alguma coisa, sim, aprecio o trabalho da ASAE.
A ASAE tem as costas largas.
Quanto às bolas de berlim vendidas na praia, e outras dúvidas semelhantes, encontram-se esclarecidas aqui.
Eu acho que a ASAE é uma coisa boa. Acho que a comida que se compra deve vir "limpinha", acho que os locais onde se vende comida devem cumprir normas de higiene. E, de cada vez que vejo os kitchen nightmares, ou de cada vez que vejo um alemão pegar num pão com a mão e metê-lo num saco para eu levar para casa, e de seguir pegar no dinheiro e tocar em tudo e mais alguma coisa, sim, aprecio o trabalho da ASAE.
A ASAE tem as costas largas.
Quanto às bolas de berlim vendidas na praia, e outras dúvidas semelhantes, encontram-se esclarecidas aqui.
20 março 2013
Coisas que me enchem de felicidade
Comprar na net soutiens (em promoção, iupi), experimentar quando chegam a casa, e servirem. Parece pouco, mas se pensar nas horas de vida que já desperdicei em lojas a procurar um soutien do meu tamanho, e o que já paguei por soutiens em desespero de causa... E as vendedoras a tentar convencer-me que um 34C e' a mesma coisa que um 32D (não e').
18 março 2013
14 março 2013
Coisas diferentes
Senso comum e bom senso.
Um é abundante.
O outro faz muita falta.
(O que eu gostava de poder distribuir bom senso. Às vezes parece que vivo noutro planeta.)
Um é abundante.
O outro faz muita falta.
(O que eu gostava de poder distribuir bom senso. Às vezes parece que vivo noutro planeta.)
Das notícias em papel
Quis comprar o DN, versão pdf do jornal em papel ou equivalente. Comprar. Pagar por uma versão digital de um jornal. Tentei, mas não consegui. Aqui não chega o DN em papel. Posso ler a maior parte dos artigos (todos?) na página do jornal. No entanto, não encontrei uma versão digital. Com os anúncios. Os classificados.Uma contracapa que se visse.
Já não se vendem jornais.
[Adenda] Afinal dá. Passei-lhe por cima, na altura, e nem apreendi o que é que aquilo fazia. Mil desculpas ao DN, my bad.
Já não se vendem jornais.
[Adenda] Afinal dá. Passei-lhe por cima, na altura, e nem apreendi o que é que aquilo fazia. Mil desculpas ao DN, my bad.
10 março 2013
Obrigada
Aos amigos que nos dizem as coisas tal qual elas são, sem paninhos quentes, sem meias medidas. Sim, ficou mal. Esquece isso, não presta.
Não preciso de massagens ao ego. Os elogios sentidos, quando as coisas correm bem, das pessoas que não têm pejo de dizer que correu mal quando efectivamente correu mal, valem muito mais.
Para se chegar ao genial, passa-se algumas vezes pelo medíocre. Para se chegar ao genial, tem que se conseguir distinguir um do outro.
Não preciso de massagens ao ego. Os elogios sentidos, quando as coisas correm bem, das pessoas que não têm pejo de dizer que correu mal quando efectivamente correu mal, valem muito mais.
Para se chegar ao genial, passa-se algumas vezes pelo medíocre. Para se chegar ao genial, tem que se conseguir distinguir um do outro.
07 março 2013
Street view
O google acrescentou mais ruas portuguesas aos seus mapas. Fartei-me de passear pelas ruas da minha terra, num sentido de trânsito ao sol, no sentido contrario num dia nublado. Dei a volta pela minha terra a ver quem andava na rua - sim, podem ter distorcido as caras mas toda a gente sabe quem e' que estava naqueles passeios.
Tanto azul. Tanta luz. Que saudades.
Tanto azul. Tanta luz. Que saudades.
04 março 2013
Mas o que é isto?
O que é aquela bola amarela lá em cima, aquela coisa azul a substituir o cinzento do céu, mas o que é isto que me ofusca?
Ah, é o sol. Parece que o inverno mais cinzento dos últimos 40 anos vai sofrer uma interrupção de uns dias (pelo menos). Já não era sem tempo.
Ah, é o sol. Parece que o inverno mais cinzento dos últimos 40 anos vai sofrer uma interrupção de uns dias (pelo menos). Já não era sem tempo.
02 março 2013
2 de Março
A seguir a manif aqui (tweets agregados em tempo real, fotos, cartazes, tudo).
Que pena que tenho de não poder estar em Portugal hoje. Fica o link, para quem está longe, como eu.
Que pena que tenho de não poder estar em Portugal hoje. Fica o link, para quem está longe, como eu.
Estranho
Testemunhar a cena em que um adolescente explica ao meu filho que a mãe (eu!) e' fixe. Essas coisas não se dizem,o miúdo pode acreditar.
01 março 2013
Evolução
A arte de desenvolver expressões faciais que permitem dizer tudo sem articular uma palavra.
28 fevereiro 2013
Tempo livre
Brincar com Legos e com apps de edição de imagem. Mesmo que os resultados sejam uma porcaria.
want to live like common people
Não entendo como certas lojas ainda sobrevivem. Podia comprar uma caixa de Lego na internet. Era mais barato, entregavam em casa, não tinha que esperar em filas para pagar, não tinha que pagar um saco para transportar as compras. E na única vez no ano que entro na loja, arrependo-me. Se calhar, e' só a toys-r-us.
27 fevereiro 2013
Sou a maior
Este post estava ali em draft que era para não dar azar...
Confirma-se, sou a maior.
Tenho dias em que realmente me sinto gigante e me acho o máximo. E só para poder sentir-me assim há coisas que valem a pena, mesmo que não tragam mais vantagem nenhuma. E agora com licença, vou dar mais umas palmadinhas nas minhas próprias costas.
Confirma-se, sou a maior.
Tenho dias em que realmente me sinto gigante e me acho o máximo. E só para poder sentir-me assim há coisas que valem a pena, mesmo que não tragam mais vantagem nenhuma. E agora com licença, vou dar mais umas palmadinhas nas minhas próprias costas.
Depois do exame
Uma pessoa dá-se conta que já não sabe bem o que é uma vida normal. Com que é que eu costumava ocupar os tempos livres? O que é que eu fazia fora do trabalho? O que é que as pessoas normais fazem quando chegam a casa?
E agora, vou stressar com quê?
Não é bem que me falte que fazer, tenho um projecto na gaveta que estou cheinha de vontade de voltar a pegar-lhe, e é tão bom que nem sei bem até onde poderá ir - longe - mas é uma falta de sentido de urgência que estou a estranhar. Assim como o dia em que acabei o curso e fiquei à espera que começasse o trabalho (que já tinha, mas só começava dali a uns meses). Só que não está bom tempo e não há praia, e trabalho, pelo que são só os tempos "livres" que estão por preencher de forma intensiva. Acho que me vou dedicar a fazer construções de Lego.
E agora, vou stressar com quê?
Não é bem que me falte que fazer, tenho um projecto na gaveta que estou cheinha de vontade de voltar a pegar-lhe, e é tão bom que nem sei bem até onde poderá ir - longe - mas é uma falta de sentido de urgência que estou a estranhar. Assim como o dia em que acabei o curso e fiquei à espera que começasse o trabalho (que já tinha, mas só começava dali a uns meses). Só que não está bom tempo e não há praia, e trabalho, pelo que são só os tempos "livres" que estão por preencher de forma intensiva. Acho que me vou dedicar a fazer construções de Lego.
26 fevereiro 2013
Expira...
Agora só me faltam uns dias de sol.
Percebi que não é a neve que me chateia, não é o inverno em si que me anda a incomodar. O problema é a falta de sol. Isto tem sido um dia ou dois de sol por semana, quando é, e já estou farta. Preciso de sol!
Percebi que não é a neve que me chateia, não é o inverno em si que me anda a incomodar. O problema é a falta de sol. Isto tem sido um dia ou dois de sol por semana, quando é, e já estou farta. Preciso de sol!
24 fevereiro 2013
Procrastinar
Tenho que me sentar a estudar durante pelo menos quatro horas. Não me apetece. Tenho? Bem, ter, ter, não tenho, mas provavelmente e' boa ideia. Sei que quando começar não vai custar nada (a não ser quando terminar e me doer tudo de estar sentada e concentrada durante tanto tempo), o que custa e' sentar-me à secretária.
La fora esta' tudo branco. Quase monocromático. Não há sol. O meu joelho ainda não recuperou da lesão do ligamento cruzado, pelo que nem que quisesse, não posso esquiar. Não tenho nada que verdadeiramente me distraia ou razoes minimamente fortes para fazer algo que não seja sentar-me a estudar. A cadeira e' suficientemente confortável, sem o ser em demasia, pelo que nem essa e' uma desculpa aceitável para não ir.
Sobra o sofá confortável. O portátil no colo. Os vídeos que a malta põe no facebook. Os artigos de jornal no twitter. Os telefonemas para a família. Os blogues. O dia ser comprido.
Já vou. Vou já.
La fora esta' tudo branco. Quase monocromático. Não há sol. O meu joelho ainda não recuperou da lesão do ligamento cruzado, pelo que nem que quisesse, não posso esquiar. Não tenho nada que verdadeiramente me distraia ou razoes minimamente fortes para fazer algo que não seja sentar-me a estudar. A cadeira e' suficientemente confortável, sem o ser em demasia, pelo que nem essa e' uma desculpa aceitável para não ir.
Sobra o sofá confortável. O portátil no colo. Os vídeos que a malta põe no facebook. Os artigos de jornal no twitter. Os telefonemas para a família. Os blogues. O dia ser comprido.
Já vou. Vou já.
20 fevereiro 2013
Romanos fresquinhos!
Apesar dos milhares de quilómetros de distância, é maravilhoso ter a possibilidade de desancar gente que nos conhece bem (em privado) por fazerem figuras tristes em público, na internet. (Ou ser desancado, isto toca a todos.) O poder de simplesmente emitir uma longa opinião, escrevendo furiosamente num teclado, por forma a que, do outro lado, o destinatário saiba exactamente em que tom estaríamos a dizer aquilo que está a ser escrito. A mensagem ser transmitida e recebida imediatamente, a resposta do outro lado prontamente enviada. A resposta traduzindo, por palavras, esta expressão.
A cena, quase retirada de um filme, em que o velhote dá conselhos ao rapaz que acha que sabe tudo, desta vez expressa nos caracteres exibidos num écran de computador. Alternativamente, assistir ou participar numa cena de porrada retirada de um quadradinho do Astérix.
Genial.
A cena, quase retirada de um filme, em que o velhote dá conselhos ao rapaz que acha que sabe tudo, desta vez expressa nos caracteres exibidos num écran de computador. Alternativamente, assistir ou participar numa cena de porrada retirada de um quadradinho do Astérix.
Genial.
19 fevereiro 2013
Chocolate
Tenho andado a estudar como já não estudava há anos e anos. A melhor parte? Chocolate nos intervalos. Kit Kat, Maltesers, Ritter Sport. Adoro estudar chocolate. :-)
18 fevereiro 2013
Eu, snowgaze, já não uso saltos há quase 3 meses
Não porque queira deixar o vicio (o hábito diário, vá), mas por causa da lesão do ligamento cruzado anterior. Sim, aquela do futebol. Long long story.
Também não jogo futebol há quase 3 meses. Estava aqui a tentar encontrar o lado positivo disto tudo (adormeci durante a ressonância magnética, acho que se resume a isso), mas tenho um adolescente em casa e ele pegou-me o sentimento de que a vida é injusta e o mundo está contra mim. Pronto, pronto, isto já passa.
Também não jogo futebol há quase 3 meses. Estava aqui a tentar encontrar o lado positivo disto tudo (adormeci durante a ressonância magnética, acho que se resume a isso), mas tenho um adolescente em casa e ele pegou-me o sentimento de que a vida é injusta e o mundo está contra mim. Pronto, pronto, isto já passa.
Coisas que eu não sabia
Botas sem salto também podem fazer bolhas nos pés, mesmo sem ter andado em caminhadas, mesmo usando peúgas por dentro.
Que saudades dos meus saltos.
Que saudades dos meus saltos.
Pesadelo
Jantar fora no dia dos namorados. Não por escolha, mas por falta de opção. Parzinhos por todo o lado. Rosas vermelhas. Menu poeticamente adulterado (get me out of here, please!). Serviço leeeento, quando só queríamos era sair dali o mais depressa possível. A rosa vermelha no final, entregue pelo empregado.
Não é que me falte o romantismo (que falta, sou pouco dada a essas coisas). O que me mata é o absoluto cliché da situação.
Não é que me falte o romantismo (que falta, sou pouco dada a essas coisas). O que me mata é o absoluto cliché da situação.
11 fevereiro 2013
Sem se calar
'Aquela malta que se queixa que não gosta de viajar com crianças ou bebes no mesmo avião. Gostava de ver se não mudavam de ideias se apanhassem num voo os quatro italianos que viajaram mesmo ao meu lado. Mil vezes um bebe' a chorar ininterruptamente.
10 fevereiro 2013
Lista
Guia para uma viagem descansada com miúdos pequenos.
. rebuçados ou gomas;
. PC e dvds;
. auscultadores;
. caderno e lápis.
Quanto ao resto, é fazer figas para que não haja atrasos e o avião não fique no ar. ;)
Os doces são para os momentos de levantar voo e aterrar. Ajudam a descomprimir os ouvidos.
. rebuçados ou gomas;
. PC e dvds;
. auscultadores;
. caderno e lápis.
Quanto ao resto, é fazer figas para que não haja atrasos e o avião não fique no ar. ;)
Os doces são para os momentos de levantar voo e aterrar. Ajudam a descomprimir os ouvidos.
05 fevereiro 2013
Alívio
Aquele momento em que deixas de falar para um robot (ou tentar preencher o formulário electrónico que não te deixa fazer as coisas como deve ser) e finalmente consegues falar com um humano.
As maravilhas da vida moderna - faz-se tudo na internet para facilitar, e quando não funciona vês-te grego para encontrar alguém do outro lado da linha telefónica.
As maravilhas da vida moderna - faz-se tudo na internet para facilitar, e quando não funciona vês-te grego para encontrar alguém do outro lado da linha telefónica.
04 fevereiro 2013
Recomendações
Passo pela página do LinkedIn, para ver já nem sei o quê. Num dos meus contactos, aparece uma pergunta do robot do LinkedIn: "recomendaria esta pessoa?". Recomendaria, pois. Recomendá-lo-ia à minha amiga calma, sossegada, inteligente e sonhadora, que se ia dar com ele como deus e os anjos. Recomendá-lo-ia à minha outra amiga mais selvagem, inteligente, divertida, e que precisa de estabilidade, embora reconheça que ela se pudesse fartar dele passado uns tempos. Um bonitão alto, moreno, com ar de cachorrinho abandonado, inteligente, com uma boa posição na vida (dessas não sei, ficava para uma delas descobrir), simpático, tímido, e muito leal, então não recomendava. Profissionalmente, não faço ideia. A nível pessoal, recomendo pois.
01 fevereiro 2013
Chuva
So' tirei a foto por causa do guarda-chuva amarelo. De onde se poderia deduzir que ando a ver How I Met Your Mother a mais. Na verdade ainda nem vi nenhum episódio da nova serie.
31 janeiro 2013
E o bacalhau?
Tanta campanha de facebook contra tudo e mais alguma coisa, tanta treta sobre a mala Chanel, tanto faça like para isto ou aquilo que não interessa a ninguém - e eu não vejo ninguém incomodado com o bacalhau.
Vai hoje a votos a introdução de fosfatos no bacalhau. A proibição (?) do bacalhau ser salgado à maneira portuguesa. Diz que essa mudança trará uma alteração na "cor, textura e sabor" do bacalhau. E ninguém se organiza? Tanta coisa porque a ASAE tinha fechado a ginginha do Rossio, mas o bacalhau, vendido e consumido de norte a sul do país (e no estrangeiro, quando cá chega), não põe o Zé povinho a mexer-se?
Eu aqui encontro bacalhau congelado. Não foi seco e salgado, e depois demolhado, foi simplesmente congelado. Garanto que nem para bacalhau à Brás serve. (Serve, mas é um pobre substituto do bacalhau verdadeiro, é como usar outro peixe branco em vez do bacalhau.)
Isto é a austeridade a chegar ao bacalhau?
Vai hoje a votos a introdução de fosfatos no bacalhau. A proibição (?) do bacalhau ser salgado à maneira portuguesa. Diz que essa mudança trará uma alteração na "cor, textura e sabor" do bacalhau. E ninguém se organiza? Tanta coisa porque a ASAE tinha fechado a ginginha do Rossio, mas o bacalhau, vendido e consumido de norte a sul do país (e no estrangeiro, quando cá chega), não põe o Zé povinho a mexer-se?
Eu aqui encontro bacalhau congelado. Não foi seco e salgado, e depois demolhado, foi simplesmente congelado. Garanto que nem para bacalhau à Brás serve. (Serve, mas é um pobre substituto do bacalhau verdadeiro, é como usar outro peixe branco em vez do bacalhau.)
Isto é a austeridade a chegar ao bacalhau?
30 janeiro 2013
A fila
webcam do centro de Munique
Uma fila de pessoas gigantesca à espera de vez para assinarem uma petição contra propinas. (Não, não estão a dar nada.) Comentário de um alemão: "pensava que só os britânicos ou os australianos eram capazes de fazer filas assim". Eu aposto que nem que estivessem dez graus negativos e a nevar eles arredavam pé.
Uma fila de pessoas gigantesca à espera de vez para assinarem uma petição contra propinas. (Não, não estão a dar nada.) Comentário de um alemão: "pensava que só os britânicos ou os australianos eram capazes de fazer filas assim". Eu aposto que nem que estivessem dez graus negativos e a nevar eles arredavam pé.
28 janeiro 2013
A adiar
Gosto tanto da foto aqui debaixo que perco a vontade de postar seja o que for. Isto já passa. :)
23 janeiro 2013
22 janeiro 2013
Cor de rosinha
A praguejar baixinho porque certas e determinadas lojas (C&A, H&M, S.Oliver e Esprit, pelo menos) só têm calças slim fit para menina. Tão slim, que às vezes mal passam nas pernas da miúda, que é uma magricela. Tão terrivelmente apertadas, fashion, e femininas, que me vejo obrigada a comprar calças "de rapaz". Na secção das meninas, nem no Inverno têm calças quentinhas, com forro, que dêm mais espaço para as meias calças (e as pernas, caramba, as pernas!).
Quanto às partes de cima, é só parvoíce atrás de parvoíce. Mensagens como "just buy me flowers", "i <3 shopping", "ballet princess", e já vi bem pior que isto embora não me recorde exactamente da terminologia usada para aqui reproduzir. Algumas dessas mensagens impressas em t-shirts envergonhar-me-iam como mãe, e aposto que qualquer pessoa que saiba inglês e as leia na camisola de uma miúda que nem na escola anda perceberia como tudo isto é bizarro.
Ninguém me manda comprar nas lojas mainstream, é certo, e se lá comprar há também os básicos (uma única cor) e a roupa de menino (porque eu é que decido, como compradora, se é de menino ou de menina), mas de cada vez que entro numa loja destas pergunto-me como é que em pleno século XXI ainda nos deixamos manipular, encaixar em gavetas completamente artificiais, como é que deixamos perpetuar estas espectativas e formatação de género desde a mais tenra idade.
A minha menina pode não ser maria-rapaz. Mas também não cabe no estereotipo da "menina" tola, cor de rosa e fofinha em todas as ocasiões.
É incrível que, em Munique, haja mulheres jovens com filhos que sejam acusadas de serem más mães,sofram do preconceito retrógrado que puxa as mulheres para baixo, porque cometeram o horrível pecado de trabalharem e deixarem os filhos nos infantários. Pecado esse não atenuado pelo facto de o trabalho ser em part-time, em muitos casos. Em pleno século XXI, há que critique uma médica que trabalha como médica e deixa os filhos na creche para poder ser médica. Mesmo que isso signifique deitar anos e anos de estudos e trabalho ao lixo, mesmo que isso signifique a infelicidade da mãe, e, consequentemente, a dos filhos.
Eu sei que a roupa não é nada. Que as Barbies, os brinquedos "de menina" e "de menino" não são nada. Que há escolas onde as crianças até são incentivadas a experimentar tudo, bonecos, comboios, legos, livros, cozinhas, trabalhos manuais de todo o tipo, mesmo que depois os adultos que lá entram tenham atitudes antiquadas, sexistas e altamente reprováveis. Mas isto tudo junto tem que ser combatido. Eu não quero que a minha filha daqui a uns anos tenha que ouvir que o lugar dela é em casa, ou que algum dia lhe passe pela cabeça perder a sua independência ou não chegar a alcançar essa independência e tudo o que lhe está subjacente. É pena não haver mais gente a pensar na liberdade das suas filhas. E a agir no interesse dessa liberdade.
21 janeiro 2013
9/221
Quando era miúda aprendi que nunca se devia subestimar o adversário. Que se devia respeitar, não baixar a guarda, prevenir que o outro saiba tanto ou mais que eu. Uma vez, outra vez, tantas vezes me enganei.
Um gajo pensa que teve um resultado mauzinho, porque podia ter sido melhor e ficou na linha de água (sim, claro, podia ter sido bem pior). Pensa que a concorrência lhe deve ter dado uma abada, porque a concorrência com toda a certeza percebe mais destas coisas e tem os assuntos todos em dia. A concorrência tem obrigação de saber disto, e como tal não se deve ter espalhado, nem sequer escorregado em alguma parte.
Mas não. Quando pensava que teria dos piores resultados, afinal, dentro do mau, foi bom.
Mais uma vez, sobre-estimei a concorrência. O adversário, no entanto, continua de pé. Nem sempre a concorrência é o real adversário.
Um gajo pensa que teve um resultado mauzinho, porque podia ter sido melhor e ficou na linha de água (sim, claro, podia ter sido bem pior). Pensa que a concorrência lhe deve ter dado uma abada, porque a concorrência com toda a certeza percebe mais destas coisas e tem os assuntos todos em dia. A concorrência tem obrigação de saber disto, e como tal não se deve ter espalhado, nem sequer escorregado em alguma parte.
Mas não. Quando pensava que teria dos piores resultados, afinal, dentro do mau, foi bom.
Mais uma vez, sobre-estimei a concorrência. O adversário, no entanto, continua de pé. Nem sempre a concorrência é o real adversário.
20 janeiro 2013
Hmmm
No último ano, reduzimos o consumo de electricidade em 10%. O preço, no entanto, vai aumentar 20%. Raios.
(Neste caso, a solução "se não consegues vencê-los junta-te a eles" deve passar por comprar a empresa de electricidade.)
(Neste caso, a solução "se não consegues vencê-los junta-te a eles" deve passar por comprar a empresa de electricidade.)
17 janeiro 2013
O que faz falta (nos vídeos digitais)
Pergunto-me se esta malta de hoje em dia alguma vez viu vídeos em VHS. Se alguma vez teve o prazer de passar à frente os anúncios, os irritantes avisos legais, se viu e ouviu partes de filmes em velocidade rápida.
A geração digital pode escolher a linguagem do áudio e das legendas nos filmes que compra (mas não nos alugueres digitais legais, o que é um contra-senso), mas não pode passar à frente as acusações de roubo num produto que comprou.
Malta que ainda viu cassetes, não acham que faz falta um fast forward parecido nos produtos digitais? Vídeos do youtube com a possibilidade de imagem acelerada. E som.
DVDs e Blurays. O que eu gostava de passar cenas de filmes em versão rápida mas que ainda desse para entender o que se passou. Vídeos de apresentações a correr em versão compreensível mas a uma velocidade que o meu cérebro conseguisse processar, em vez da gravação lenta, pausada, que me dá sono.
É por isto que gosto cada vez menos de vídeos. Consigo ler muito rápido, chego à informação que me interessa num instante, mas num vídeo que tenha que ver não há maneira de acelerar. E eu já não estou habituada a ir devagar.
A geração digital pode escolher a linguagem do áudio e das legendas nos filmes que compra (mas não nos alugueres digitais legais, o que é um contra-senso), mas não pode passar à frente as acusações de roubo num produto que comprou.
Malta que ainda viu cassetes, não acham que faz falta um fast forward parecido nos produtos digitais? Vídeos do youtube com a possibilidade de imagem acelerada. E som.
DVDs e Blurays. O que eu gostava de passar cenas de filmes em versão rápida mas que ainda desse para entender o que se passou. Vídeos de apresentações a correr em versão compreensível mas a uma velocidade que o meu cérebro conseguisse processar, em vez da gravação lenta, pausada, que me dá sono.
É por isto que gosto cada vez menos de vídeos. Consigo ler muito rápido, chego à informação que me interessa num instante, mas num vídeo que tenha que ver não há maneira de acelerar. E eu já não estou habituada a ir devagar.
06 janeiro 2013
A mochila
Lembram-se da minha mochila, perdida no comboio para o aeroporto de Munique? Cheinha, a abarrotar de coisas, como um portátil, DVDs da ovelha choné (para a miúda se entreter), máquina fotográfica, auscultadores, telemóvel extra (e desbloqueado), modem USB, pen USB, chocolates, prendas embrulhadas para oferecer, e ainda uma data de tralhas diversas?
Já está em meu poder. Intacta. Que no meio do azar eu tenha sempre uma sortedesgraçada genial.
(Contei a história todinha à minha melhor amiga. Em chegando a meio ela já dizia, a rir, que de certeza que a mochila me ia ser devolvida intacta, que eu tenho uma sorte que nunca mais acaba. É verdade, nasci com o rabo virado para a lua, como diz a minha mãe. E ainda bem, imagino a trabalheira que teria se não fosse assim ;).)
Já está em meu poder. Intacta. Que no meio do azar eu tenha sempre uma sorte
(Contei a história todinha à minha melhor amiga. Em chegando a meio ela já dizia, a rir, que de certeza que a mochila me ia ser devolvida intacta, que eu tenho uma sorte que nunca mais acaba. É verdade, nasci com o rabo virado para a lua, como diz a minha mãe. E ainda bem, imagino a trabalheira que teria se não fosse assim ;).)
Pequenas coisas
De volta a casa, encontrei algo no supermercado que me encheu de felicidade. Algo muito simples: manteiga salgada. Bem, semi-salgada ou moderadamente salgada, mas absoutamente deliciosa no pão. Para quem vive em Portugal o difícil será encontrar manteiga sem sal, mas por cá é exactamente ao contrário, quase todas as manteigas são sem sal.
No pão quente, uma maravilha.
Bom ano.
No pão quente, uma maravilha.
Bom ano.
02 janeiro 2013
I think I'm paranoid
A ver todos os vídeos do youtube enquanto estou no "my country". A tirar a barriga de misérias para conhecer músicas novas e tudo o mais que me aparece em links de blogues e facebook. Enquanto faço as malas para o regresso a casa, em Munique (e descobrir se os chocolates que estavam dentro da mochila sobreviveram), mais uns vídeos. Vou ter saudades disto, também.
27 dezembro 2012
26 dezembro 2012
Sorte
1. Corremos para apanhar o autocarro. Foi por pouco.
2. Esqueci-me da mochila no comboio.
3. Controlo de segurança no aeroporto. Apercebo-me de que me esqueci da mochila no comboio e entro em pânico. Costumo guardar os bilhetes de identidade e cartões de embarque na mochila. Felizmente, desta vez tinha-os na carteira, que ainda estava comigo. Uma sorte no meio do azar.
4. Contacto os serviços de perdidos e achados dos comboios (não havia tempo para voltar atrás). Dizem que vão procurar.
5. No avião. Passo a viagem a pensar na mochila. Computador, DVDs, prendas que tinha lá dentro. Pen USB e modem USB. Phones. Roupa de emergência para o caso de me perderem a mala. Documentos oficiais de difícil substituição. Faço uma lista do que me lembro que lá estava. Nunca tinha perdido uma mochila na vida, nunca tinha perdido nada tão importante. (OK, relativamente importante, não é o fim do mundo.)
6. Lisboa. Enquanto trocamos de avião, recebo uma chamada de Munique. Encontraram a mochila e perguntam se posso mandar alguém a buscá-la. Posso.
7. Porto. A mochila já foi resgatada. As prendas serão entregues depois do Natal. Não sei se o conteúdo está lá como o deixei, mas aposto que sim. Confirmo no ano novo.
Tenho uma sorte que nunca mais acaba. A sério.
2. Esqueci-me da mochila no comboio.
3. Controlo de segurança no aeroporto. Apercebo-me de que me esqueci da mochila no comboio e entro em pânico. Costumo guardar os bilhetes de identidade e cartões de embarque na mochila. Felizmente, desta vez tinha-os na carteira, que ainda estava comigo. Uma sorte no meio do azar.
4. Contacto os serviços de perdidos e achados dos comboios (não havia tempo para voltar atrás). Dizem que vão procurar.
5. No avião. Passo a viagem a pensar na mochila. Computador, DVDs, prendas que tinha lá dentro. Pen USB e modem USB. Phones. Roupa de emergência para o caso de me perderem a mala. Documentos oficiais de difícil substituição. Faço uma lista do que me lembro que lá estava. Nunca tinha perdido uma mochila na vida, nunca tinha perdido nada tão importante. (OK, relativamente importante, não é o fim do mundo.)
6. Lisboa. Enquanto trocamos de avião, recebo uma chamada de Munique. Encontraram a mochila e perguntam se posso mandar alguém a buscá-la. Posso.
7. Porto. A mochila já foi resgatada. As prendas serão entregues depois do Natal. Não sei se o conteúdo está lá como o deixei, mas aposto que sim. Confirmo no ano novo.
Tenho uma sorte que nunca mais acaba. A sério.
24 dezembro 2012
É Natal, é Natal!
Natal na terrinha. Paz e sossego nas ruas, não andasse a malta com caixas de bolo rei nas mãos e nem se notava a diferença.
Ainda há bocado fui num instante (a pé) comprar uma prenda de última hora. Nem filas, nem atropelos, nem trânsito. Planos para a tarde? Comprar a última prenda que me falta (há sempre alguma coisa que fica para o último dia), decidir entre fazer leite creme ou bolo de chocolate. Ou os dois. E comer rabanadas da minha mãe a seguir ao almoço.
Adoro o Natal.
Ainda há bocado fui num instante (a pé) comprar uma prenda de última hora. Nem filas, nem atropelos, nem trânsito. Planos para a tarde? Comprar a última prenda que me falta (há sempre alguma coisa que fica para o último dia), decidir entre fazer leite creme ou bolo de chocolate. Ou os dois. E comer rabanadas da minha mãe a seguir ao almoço.
Adoro o Natal.
17 dezembro 2012
Natal no centro de Munique
Finalmente la' fui, eu também, 'as compras de Natal. na rua, como deve ser, num dia relativamente quente (graus positivos - t-shirt, cachecol e casaco), que e' como eu prefiro. Muita gente, muitas decorações, lojas cheias. La' despachei as ultimas prendas que me faltavam (os homens, são sempre eles que ficam para o fim, que não há orçamento para as coisas que eu sei que eles iam gostar - robots e helicópteros e coisas assim). E no fim ainda tive que ir 'a loja de chocolates, a loja de chocolates. Tem graça, pois fica ao lado de uma loja da Neuhaus, que supostamente e' boa. Mas a Neuhaus estava 'as moscas, enquanto que a loja estava cheia e com fila que se prolongava por uns metros pela rua fora. Quatro senhoras la' dentro aviavam os clientes o mais depressa que podiam, e eu ia tirando fotos, vendo o mail, mandando SMS, conversando com as pessoas que esperavam também, e ouvindo o violinista que fazia serviço publico com o seu repertório (no meio da confusão acabei por me esquecer de ir la' agradecer no final, 'a próxima tenho de me lembrar). Ainda pensei em ir 'a minha vida, que tinha outros afazeres, e voltar mais tarde, mas ainda bem que o não fiz, pois quando finalmente sai da loja com o meu saquinho a fila la' fora tinha duplicado de tamanho. Suponho que só termine no dia 24 'a hora de fechar.
Por este ano, acho que e' tudo. Despachei a maioria das compras de Natal online e o resto foi hoje. Por agora, chega de "rua", lojas, comércios, mercados, para mim.
15 dezembro 2012
O meu avô
O meu avô foi emigrante em França e na Suíça durante alguns anos. Não falava muito desses tempos, mas contava duas histórias repetidas vezes, ambas sobre mal entendidos. Num dos sítios para onde foi trabalhar ao almoço perguntaram-lhe se queria pêra. Ou ele assim entendeu. E o meu avô respondeu, em português que era a única língua que sabia, "Que venha a pêra , o que vem, morre!". Deram-lhe uma cerveja.
A outra história passou-se num supermercado. O meu avô viu uma lata de algo que pensou que fosse carne, e perguntou a uma empregada se aquilo era bom. A empregada disse que sim, o meu avô pagou e levou para casa, para o jantar. Era comida de gato. Ele nunca contou se descobriu o que era antes ou depois de abrir a lata...
Penso no meu avô muitas vezes.
Naquela altura não havia internet. Os telefonemas eram caros e as pessoas não tinham telefones em casa, telefonava-se a uma hora marcada para a mercearia ou o café da terra. Não havia tv cabo nem satélites que lhe valessem, e provavelmente nem o jornal apanhava.
Mandavam-se cartas que demoravam a chegar.
Não me consigo imaginar no lugar do meu avô naquele período. O que me custa a mim, com televisão, internet, chamadas em flat rate para Portugal, viagens baratas, fins de semana no meu país, verões na praia do estrangeiro que é o Algarve. Revistas, jornais, notícias, tremoços, bolacha maria, sumol, bacalhau e até cerelac no supermercado.
E como o meu avô, tantos outros passaram por tantas dificuldades. Hoje é tão mais fácil.
A outra história passou-se num supermercado. O meu avô viu uma lata de algo que pensou que fosse carne, e perguntou a uma empregada se aquilo era bom. A empregada disse que sim, o meu avô pagou e levou para casa, para o jantar. Era comida de gato. Ele nunca contou se descobriu o que era antes ou depois de abrir a lata...
Penso no meu avô muitas vezes.
Naquela altura não havia internet. Os telefonemas eram caros e as pessoas não tinham telefones em casa, telefonava-se a uma hora marcada para a mercearia ou o café da terra. Não havia tv cabo nem satélites que lhe valessem, e provavelmente nem o jornal apanhava.
Mandavam-se cartas que demoravam a chegar.
Não me consigo imaginar no lugar do meu avô naquele período. O que me custa a mim, com televisão, internet, chamadas em flat rate para Portugal, viagens baratas, fins de semana no meu país, verões na praia do estrangeiro que é o Algarve. Revistas, jornais, notícias, tremoços, bolacha maria, sumol, bacalhau e até cerelac no supermercado.
E como o meu avô, tantos outros passaram por tantas dificuldades. Hoje é tão mais fácil.
11 dezembro 2012
07 dezembro 2012
Regresso ao passado
Estou a ter um curso com um sósia do Vasco Granja. Espero que a qualquer momento o homem comece a desenhar. Ate' agora não tive sorte nenhuma.
05 dezembro 2012
Bolachinhas
É quase Natal, e isso traduz-se em experiências a fazer bolachas. Desta vez, umas com imensos frutos secos, que eu adoro, e que não obrigam a estender a massa com um rolo da massa, nem a cortar figuras, que eu detesto porque dá mais trabalho do que valem as bolachas.
Ficaram ligeiramente tostadas demais (é o que dá abandoná-las no forno e ir fazer outras coisas, mas eu não gosto da cozinha e às vezes nem o alarme me salva as experiências culinárias), mas são deliciosas.
A receita foi do flagrante delícia.. Pronto, as minhas não ficaram tão redondinhas e ainda para mais alargaram no tabuleiro (acho que as devia ter esfriado no congelador em vez de no frigorífico), mas sabem bem, que é o que interessa. Ah, e só deu 12, e não 48, e estão a desaparecer muito rapidamente... O que vale é que são muito fáceis de fazer pelo que sou capaz de, logo que me apeteça, tratar de fazer mais. Nham nham.
Ficaram ligeiramente tostadas demais (é o que dá abandoná-las no forno e ir fazer outras coisas, mas eu não gosto da cozinha e às vezes nem o alarme me salva as experiências culinárias), mas são deliciosas.
A receita foi do flagrante delícia.. Pronto, as minhas não ficaram tão redondinhas e ainda para mais alargaram no tabuleiro (acho que as devia ter esfriado no congelador em vez de no frigorífico), mas sabem bem, que é o que interessa. Ah, e só deu 12, e não 48, e estão a desaparecer muito rapidamente... O que vale é que são muito fáceis de fazer pelo que sou capaz de, logo que me apeteça, tratar de fazer mais. Nham nham.
É Natal, é Natal!
Chegou a árvore. O vizinho tocou-nos à campainha depois do jantar e entregou-a (os meus vizinhos do lado são muito simpáticos - e úteis!). Os miúdos (a miúda, vá) puseram-se aos saltos de roda dela, todos contentes. O grande faz um ar incrédulo, e pergunta se a árvore de Natal é verdadeira. Levou logo com um "claro!", seguido de um "que é que queres dizer com isso?". Ora bem, no ano passado fiz, pela primeira vez na minha casa, a experiência de comprar uma árvore daquelas que crescem numa floresta (também conhecido por viveiro). Não correu nada bem - passados uns dias estava murcha e os ramos começaram a descair, e quanto mais o Natal se aproximava mais a árvore murchava. Diz que é preciso pôr-lhe água todos os dias (é por isto que gosto de cactos). Portanto, este ano regressámos ao modelo "árvore de Natal feita com plástico e arame", a verdadeiríssima árvore de Natal que aguenta qualquer condição climatérica. Agora tenho que ir comprar bolas, que as que tenho usado no passado são muito poucas. É isso ou amarfanhar papel de cores e atirar lá para cima, ver se alguém nota.
Quanto aos pinheiros propriamente ditos, era o que os meus pais costumavam ter lá em casa. Tenho imensa pena de ter falhado o famoso Natal, em que, em pleno jantar de Natal, alguém reparou que a árvore estava a mexer-se. Foram ver, e tinha bichos lá pelo meio (não sei quais, não estava lá), que deviam ser grandinhos para fazer a árvore abanar. Desde aí, até o resto da família se rendeu às árvores artificiais, ao menos estas não começam a abanar furiosamente a meio da ceia.
Quanto aos pinheiros propriamente ditos, era o que os meus pais costumavam ter lá em casa. Tenho imensa pena de ter falhado o famoso Natal, em que, em pleno jantar de Natal, alguém reparou que a árvore estava a mexer-se. Foram ver, e tinha bichos lá pelo meio (não sei quais, não estava lá), que deviam ser grandinhos para fazer a árvore abanar. Desde aí, até o resto da família se rendeu às árvores artificiais, ao menos estas não começam a abanar furiosamente a meio da ceia.
27 novembro 2012
Perigoso é andar na rua
Umas aleijam-se a jogar futebol. (O joelho está quase normal, já consigo correr devagar e tudo, obrigada.) Outras é a sair do autocarro. Mal por mal, eu ao menos estava-me a divertir. :o)
26 novembro 2012
Trigonometria 3D
Já não pegava na minha calculadora cientifica, a seria, há uns 10 anos. Não consegui descobrir como por aquilo a calcular ângulos em graus. Felizmente ainda sei como se transformam radianos em graus.
Não sei se alguma vez soube o que e' um tetraedro, mas agora sei. Ah, as maravilhas de calcular ângulos de sólidos...
Não sei se alguma vez soube o que e' um tetraedro, mas agora sei. Ah, as maravilhas de calcular ângulos de sólidos...
23 novembro 2012
O desportomais perigoso
Há uns dias fui jogar futebol com as miúdas, como fazemos quase todas as semanas. O entusiasmo do costume, golos, corridas mais rápidas e outras mais lentas, agora troca que eu vou 'a baliza um bocado, a diversão de sempre.
Isto das miúdas e' uma figura de estilo, sou eu a esquecer-me que somos grandes e temos empregos sérios, e algumas de nos também têm filhos e tudo. Umas velhas, portanto, a jogar futebol como se tivessem 6 anos. 10 anos, vá.
Andava eu toda contente por ali e deixei o entusiasmo levar a melhor. Veio uma bola mais alta e eu achei que tinha que saltar para lhe dar uma cabeçada antes que a adversária mais perto la' chegasse, que ela ate' era mais alta que eu e tudo. Ao tentar saltar o mais alto possivel, algo no meu joelho estalou. Não bati em nada nem em ninguém, mas ao saltar algo, provavelmente um ligamento, achou que aquilo era esforço a mais e fez um barulho esquisito. Ao cair, coloquei todo o meu peso na outra perna, a ver se não piorava a coisa. Não doía, mas não consegui apoiar-me naquela perna durante meia hora. Entretanto o joelho inchou um bocadinho, e' como se tivesse algum liquido ao lado da rotula e também um pouco na parte de trás do joelho. Já não ando a coxear, mas ainda não consigo correr, que o joelho ainda não aguenta certo tipo de movimentos. 30 anos a jogar futebol e nunca tinha tido um acidente que fosse. Tirando aquela entorse há uns 12 anos.
E o pior e' que nem cheguei à bola.
Isto das miúdas e' uma figura de estilo, sou eu a esquecer-me que somos grandes e temos empregos sérios, e algumas de nos também têm filhos e tudo. Umas velhas, portanto, a jogar futebol como se tivessem 6 anos. 10 anos, vá.
Andava eu toda contente por ali e deixei o entusiasmo levar a melhor. Veio uma bola mais alta e eu achei que tinha que saltar para lhe dar uma cabeçada antes que a adversária mais perto la' chegasse, que ela ate' era mais alta que eu e tudo. Ao tentar saltar o mais alto possivel, algo no meu joelho estalou. Não bati em nada nem em ninguém, mas ao saltar algo, provavelmente um ligamento, achou que aquilo era esforço a mais e fez um barulho esquisito. Ao cair, coloquei todo o meu peso na outra perna, a ver se não piorava a coisa. Não doía, mas não consegui apoiar-me naquela perna durante meia hora. Entretanto o joelho inchou um bocadinho, e' como se tivesse algum liquido ao lado da rotula e também um pouco na parte de trás do joelho. Já não ando a coxear, mas ainda não consigo correr, que o joelho ainda não aguenta certo tipo de movimentos. 30 anos a jogar futebol e nunca tinha tido um acidente que fosse. Tirando aquela entorse há uns 12 anos.
E o pior e' que nem cheguei à bola.
19 novembro 2012
Dorie às Sextas
(sim, eu sei, mais uma pausa)
Isto aqui é só para não me esquecer, porque de futuro posso vir a precisar. Ora onde é que eu vi as pastilhas de chocolate amargo (e também havia de outros tipos)? Foi na Hussel. Quando me der para fazer a receita desta semana, porque eu gosto muito de doces, fazê-los e comê-los, já sei onde é que posso ir buscar este ingrediente. Merengue de chocolate e farinha de amêndoa, já estou a suspirar... :-)
[o meu eu futuro agradece]
Isto aqui é só para não me esquecer, porque de futuro posso vir a precisar. Ora onde é que eu vi as pastilhas de chocolate amargo (e também havia de outros tipos)? Foi na Hussel. Quando me der para fazer a receita desta semana, porque eu gosto muito de doces, fazê-los e comê-los, já sei onde é que posso ir buscar este ingrediente. Merengue de chocolate e farinha de amêndoa, já estou a suspirar... :-)
[o meu eu futuro agradece]
10 anos...
Calhou ver uns excertos da sic notícias. No écran, o Pacheco Pereira. Depois, o Marcelo. Envelheceram 10 anos desde a última vez que os vi. É natural, provavelmente já não os via há 10 anos. Por outro lado, é surpreendente, como é que isto aconteceu tão depressa. Puxa, o pior ainda é que eu própria envelheci 10 anos nos últimos 10 anos. Ainda agora era uma miúda. A maior parte do tempo esqueço-me que já não sou.
O tempo é o que fazemos dele
Quanto mais coisas tenho para fazer, maior é a quantidade de pausas que faço. Quanto mais interrupções voluntárias e meio do que ando a fazer, mais coisas saem feitas ao fim do dia. Por esta ordem de ideias, devia fazer pausas de 5 em 5 minutos... O céu é o limite.
12 novembro 2012
O velho e o burro
Isto de ir ao facebook tem consequências. No caso, tanta gente a falar do vídeo do professor Marcelo, que lá tive que ir ver do que se estava a falar. Não vou dizer nada em relação ao vídeo, que acho que fala por si. No entanto, as imagens recordaram-me de outra coisa. Há uns 8 ou 9 anos atrás, apareceu-me nas mãos um livro alemão que pretendia ensinar a língua de Camões neste país. Se bem me recordo era da Langenscheidt, uma das maiores editoras de cá. Na capa tinha uma imagem de um burro e um velho, com certeza tirada em Portugal quando ainda havia burros. Lembro-me de conversas por causa dessa imagem, pois muitos alemães associavam a Portugal um atraso que não tínhamos, porque pura e simplesmente não conheciam o país. Alguns pensavam que nem estradas decentes tínhamos (e nessa altura já o país tinha sido atravessado em todos os sentidos por autoestradas e IPs pagos em grande parte pela CEE).
Sinceramente, não me parece que factos (como os feriados, na Baviera 13) e imagens (como um dos meus sítios favoritos no meio dos "meus" montes em Portugal, pespegado em outdoors na cidade de Munique) façam alguma diferença. Não é por aí. Mas é triste que não haja uma cabeça capaz de desenvolver um argumento sólido, que não haja um governo capaz de por em primeiro lugar, sempre, o interesse da Nação. O que é que esta malta aprendeu, e onde, pergunto-me, que não tem capacidade para fazer melhor.
Sinceramente, não me parece que factos (como os feriados, na Baviera 13) e imagens (como um dos meus sítios favoritos no meio dos "meus" montes em Portugal, pespegado em outdoors na cidade de Munique) façam alguma diferença. Não é por aí. Mas é triste que não haja uma cabeça capaz de desenvolver um argumento sólido, que não haja um governo capaz de por em primeiro lugar, sempre, o interesse da Nação. O que é que esta malta aprendeu, e onde, pergunto-me, que não tem capacidade para fazer melhor.
11 novembro 2012
To chocolate cake or not to chocolate cake...
Tenho andado a adiar escrever porque queria meter aqui uma foto, mas entretanto a foto não vem cá parar sozinha e eu tenho muita preguiça para ir buscar a maquina, tirar o cartão de memoria, copiar para o computador, dar um jeitinho na imagem, e postar, finalmente, a dita. E como já lá vai uma semana, concluo que isto e' uma das tarefas que vai ficar para dia de S. Nunca ao fim da tarde, que esse dia e' que vai ser o mais produtivo da vida inteira.
Entretanto a minha atencao virou-se para este bolo de chocolate (Chocolate blackout cake), e por muito que gostasse de poder adiar o teste, vai ter que ser hoje. Já so' penso em bolo de chocolate com creme de chocolate e po' de bolachas de chocolate por cima, e isso nao e' saudável (eheheh). A vantagem de hoje ser domingo e' que há tempo para o fazer (ontem certifiquei-me de que havia todos os ingredientes, que hoje não posso ir a correr ate' 'a loja, quer dizer, poder posso mas só se quiser bater com o nariz na porta), e, por outro lado, como amanha e' segunda posso sempre levar as sobras para os colegas de trabalho, que nao se cansam de se voluntariar para estas minhas experiencias. Posso sempre fingir que estou a celebrar 10 anos de Alemanha, 10 anos deste emprego, 10 anos a aturar alguns malucos e 10 anos em que fiz alguns bons amigos. A verdade e' que hoje só consigo pensar em fazer este bolo de chocolate, e as reflexoes dos tais 10 anos, que e' tanto, mas tanto tempo, ficarao para outro dia. Hoje e' um dia de outono chuvoso, cheio de nuvens, perfeito para bolo de chocolate e lareira. First things first.
Entretanto a minha atencao virou-se para este bolo de chocolate (Chocolate blackout cake), e por muito que gostasse de poder adiar o teste, vai ter que ser hoje. Já so' penso em bolo de chocolate com creme de chocolate e po' de bolachas de chocolate por cima, e isso nao e' saudável (eheheh). A vantagem de hoje ser domingo e' que há tempo para o fazer (ontem certifiquei-me de que havia todos os ingredientes, que hoje não posso ir a correr ate' 'a loja, quer dizer, poder posso mas só se quiser bater com o nariz na porta), e, por outro lado, como amanha e' segunda posso sempre levar as sobras para os colegas de trabalho, que nao se cansam de se voluntariar para estas minhas experiencias. Posso sempre fingir que estou a celebrar 10 anos de Alemanha, 10 anos deste emprego, 10 anos a aturar alguns malucos e 10 anos em que fiz alguns bons amigos. A verdade e' que hoje só consigo pensar em fazer este bolo de chocolate, e as reflexoes dos tais 10 anos, que e' tanto, mas tanto tempo, ficarao para outro dia. Hoje e' um dia de outono chuvoso, cheio de nuvens, perfeito para bolo de chocolate e lareira. First things first.
02 novembro 2012
Postal de Edimburgo
Os escoceses têm sobremesas geniais. Ainda não entrei num restaurante que não tivesse pelo menos uma sobremesa de chocolate com chocolate e mais chocolate. Tipicamente bolo de chocolate com creme de chocolate e molho de chocolate, por vezes acompanhado de gelado de baunilha ou outras coisas. E um morango para enfeitar.
A cidade e' muito bonita. E' como de fosse feita de castelos e mais castelos, encostados uns aos outros. Há casas e mais casas com torreões e muitos outros detalhes arquitectónicos. Eu que nem ligo a estas coisas, acho delicioso.
Os edifícios, pelo menos no centro, têm todos ar de terem vários séculos. Por dentro podem ter sido modernizados ate' quase parecerem edifícios de outra cidade europeia qualquer, mas depois chega-se a um recanto e lá estão as escadas de madeira antigas, vitrais como já não se fazem, painéis de madeira nas paredes com reentrâncias tipo janelas, entalhes e outros elementos. E isto pode ser dentro de uma loja, um café ou um restaurante. A cidade foi construida em vários níveis/andares, e isso aparece em aspectos como pontes no meio de uma rua que de um lado têm um jardim dois níveis abaixo, e do outro a rua continua normalmente, mas uns metros à frente, do outro lado da rua onde deveria haver mais casas há um buraco onde se vê uma descida de outra rua diversos níveis abaixo. Estive num restaurante que funciona em quatro pisos, em que tanto o piso mais alto como o piso mais baixo têm acesso ao nível da rua... duas ruas diferentes, claro. Como a casa de banho era num andar intermédio, havia pessoas meias perdidas que já não sabiam para que andar voltar.
Na zona residencial, as casas são impressionantes. Um pé direito que nunca mais acaba, janelas imponentes, fachada de pedra. Lindas. Alinhadas nas ruas largas, a pedra clara ao sol ou 'a chuva, muito arrumadinhas, bonitas, limpinhas. Idílico.
Há autocarros de dois andares. Para os turistas servem um duplo propósito, enquanto nos levam de um lado para o outro aproveitamos para ver a cidade de um ponto mais elevado.
No centro há imensas lojas de kilts para turistas, com gaitas de foles eletrónicas a tocar 'a porta. Além de kilts baratos vendem todo o tipo de souvenirs. O mais interessante e' que se conseguem encontrar coisas diferentes das lojas de recuerdos do resto do mundo (já alguem reparou que aqueles moinhos de porcelana que vendem na Madeira sao os mesmos que vendem na Holanda?).
Há whisky rooms (bares de whisky), restaurantes de todo o tipo de cozinha, pela rua vêem-se homens de kilt que andam na vida deles, para alem dos que o usam por necessidade profissional.
Ainda não me sentei no Elephant House, local famoso por ter sido onde pelo menos parte do Harry foi escrito, embora tenha passado 'a porta diversas vezes. Mas esta' sempre apinhado, e eu não tenho paciência para esperar. O italiano do outro lado da rua serve um café decente, e é ligeiramente mais fácil encontrar lugar para sentar.
A biblioteca publica (da cidade) e' um must. Madeira castanha escura, secretarias antigas e respectivas cadeiras, wi-fi, estantes de madeira escura cheias de livros de tudo e mais alguma coisa. Computadores, algumas cadeiras confortaveis, tectos muito altos. Do outro lado da rua, encontra-se a biblioteca nacional. Menos interessante se o que procuras e' wi-fi. ;)
Muitos museus. Um deles anuncia que a entrada e' grátis, bem como as visitas guiadas. O paraíso para turistas com pouco dinheiro.
Um grande cinema com ar de centro comercial colocou um anuncio gigante nos vidros exteriores. Não me recordo o que e' que estão a promover, embora tenha estado em frente diversas vezes, mas tem 4 rapazes da equipa de rugby escocesa em tronco nu em tamanho gigante. Seja o que for que estejam a publicitar, e' um belo anúncio. Podiam usa'-lo para promover o país pelo mundo inteiro.
O transito e' engraçado. As pessoas atravessam a rua quando o sinal para os peões esta' vermelho, e' as vezes parece que ficam perigosamente perto de serem atropeladas.
Os supermercados são muito grandes, e o modelo de vendas funciona muito 'a base do leve dois pague um, e coisas semelhantes. Ontem comprei duas coisas para oferecer, e tive que trazer uma terceira, pois o terceiro produto seria grátis. Não se preocupem, não se estraga nada :).
Amanha e' dia de danças escocesas. Vou a uma Kaylee (Ceilid).Vou tentar não me distrair muito com os kilts a esvoaçar enquanto aquela malta dança (hihihi).
A cidade e' muito bonita. E' como de fosse feita de castelos e mais castelos, encostados uns aos outros. Há casas e mais casas com torreões e muitos outros detalhes arquitectónicos. Eu que nem ligo a estas coisas, acho delicioso.
Os edifícios, pelo menos no centro, têm todos ar de terem vários séculos. Por dentro podem ter sido modernizados ate' quase parecerem edifícios de outra cidade europeia qualquer, mas depois chega-se a um recanto e lá estão as escadas de madeira antigas, vitrais como já não se fazem, painéis de madeira nas paredes com reentrâncias tipo janelas, entalhes e outros elementos. E isto pode ser dentro de uma loja, um café ou um restaurante. A cidade foi construida em vários níveis/andares, e isso aparece em aspectos como pontes no meio de uma rua que de um lado têm um jardim dois níveis abaixo, e do outro a rua continua normalmente, mas uns metros à frente, do outro lado da rua onde deveria haver mais casas há um buraco onde se vê uma descida de outra rua diversos níveis abaixo. Estive num restaurante que funciona em quatro pisos, em que tanto o piso mais alto como o piso mais baixo têm acesso ao nível da rua... duas ruas diferentes, claro. Como a casa de banho era num andar intermédio, havia pessoas meias perdidas que já não sabiam para que andar voltar.
Na zona residencial, as casas são impressionantes. Um pé direito que nunca mais acaba, janelas imponentes, fachada de pedra. Lindas. Alinhadas nas ruas largas, a pedra clara ao sol ou 'a chuva, muito arrumadinhas, bonitas, limpinhas. Idílico.
Há autocarros de dois andares. Para os turistas servem um duplo propósito, enquanto nos levam de um lado para o outro aproveitamos para ver a cidade de um ponto mais elevado.
No centro há imensas lojas de kilts para turistas, com gaitas de foles eletrónicas a tocar 'a porta. Além de kilts baratos vendem todo o tipo de souvenirs. O mais interessante e' que se conseguem encontrar coisas diferentes das lojas de recuerdos do resto do mundo (já alguem reparou que aqueles moinhos de porcelana que vendem na Madeira sao os mesmos que vendem na Holanda?).
Há whisky rooms (bares de whisky), restaurantes de todo o tipo de cozinha, pela rua vêem-se homens de kilt que andam na vida deles, para alem dos que o usam por necessidade profissional.
Ainda não me sentei no Elephant House, local famoso por ter sido onde pelo menos parte do Harry foi escrito, embora tenha passado 'a porta diversas vezes. Mas esta' sempre apinhado, e eu não tenho paciência para esperar. O italiano do outro lado da rua serve um café decente, e é ligeiramente mais fácil encontrar lugar para sentar.
A biblioteca publica (da cidade) e' um must. Madeira castanha escura, secretarias antigas e respectivas cadeiras, wi-fi, estantes de madeira escura cheias de livros de tudo e mais alguma coisa. Computadores, algumas cadeiras confortaveis, tectos muito altos. Do outro lado da rua, encontra-se a biblioteca nacional. Menos interessante se o que procuras e' wi-fi. ;)
Muitos museus. Um deles anuncia que a entrada e' grátis, bem como as visitas guiadas. O paraíso para turistas com pouco dinheiro.
Um grande cinema com ar de centro comercial colocou um anuncio gigante nos vidros exteriores. Não me recordo o que e' que estão a promover, embora tenha estado em frente diversas vezes, mas tem 4 rapazes da equipa de rugby escocesa em tronco nu em tamanho gigante. Seja o que for que estejam a publicitar, e' um belo anúncio. Podiam usa'-lo para promover o país pelo mundo inteiro.
O transito e' engraçado. As pessoas atravessam a rua quando o sinal para os peões esta' vermelho, e' as vezes parece que ficam perigosamente perto de serem atropeladas.
Os supermercados são muito grandes, e o modelo de vendas funciona muito 'a base do leve dois pague um, e coisas semelhantes. Ontem comprei duas coisas para oferecer, e tive que trazer uma terceira, pois o terceiro produto seria grátis. Não se preocupem, não se estraga nada :).
Amanha e' dia de danças escocesas. Vou a uma Kaylee (Ceilid).Vou tentar não me distrair muito com os kilts a esvoaçar enquanto aquela malta dança (hihihi).
28 outubro 2012
Digo isto todas as vezes que uso o youtube
Isto (o youtube) já passava a ser um serviço subscrito, eventualmente pago ou a viver à custa de publicidade, em que o copyright não seria um issue. De cada vez que tento ver um vídeo que alguém linkou e tem uma musica qualquer, 90% das vezes diz-me que não, que na Alemanha o detentor do copyright não deixa. Youtube sucks big time. Dêem lá a volta a isso, que como está não é progresso, é regresso ao passado. Queremos viver no futuro!
Depois do Outono, vem o Inverno
Umas vezes mais tarde, outras vezes mais cedo. Desta vez, veio cedo.
Ontem acordei com chuva. Virei-me para o outro lado e continuei a dormir. Hoje acordei e estava uma claridade fora do comum. Espreitei pela janela e vi isto. Tudo branco. Pensei "bolas, vou ter que limpar o passeio", virei-me para o lado e continuei a dormir. Isto é o que faz a diferença entre um emigrante recente e um emigrante que já cá está há tanto tempo que, apesar de continuar a não ser um nativo, já faz parte da mobília. Alguém que tenha vindo mais recentemente vê neve e alegra-se. Alegra-se apenas. A neve em Portugal é algo relativamente raro. Quando neva, pára tudo. Aqui não. A neve pode abafar os sons, pode haver um pouco menos de gente nas ruas, mas a vida continua como se não fosse nada. E passada a fase inicial do branco bonito, a cidade que se cobriu de branco torna-se suja, a neve torna-se castanha ou preta, suja, molhada, incomodativa.
Ontem acordei com chuva. Virei-me para o outro lado e continuei a dormir. Hoje acordei e estava uma claridade fora do comum. Espreitei pela janela e vi isto. Tudo branco. Pensei "bolas, vou ter que limpar o passeio", virei-me para o lado e continuei a dormir. Isto é o que faz a diferença entre um emigrante recente e um emigrante que já cá está há tanto tempo que, apesar de continuar a não ser um nativo, já faz parte da mobília. Alguém que tenha vindo mais recentemente vê neve e alegra-se. Alegra-se apenas. A neve em Portugal é algo relativamente raro. Quando neva, pára tudo. Aqui não. A neve pode abafar os sons, pode haver um pouco menos de gente nas ruas, mas a vida continua como se não fosse nada. E passada a fase inicial do branco bonito, a cidade que se cobriu de branco torna-se suja, a neve torna-se castanha ou preta, suja, molhada, incomodativa.
27 outubro 2012
Tenho um vestido novo
Só me apetece dançar com ele. E calha bem, foi para isso mesmo que o comprei. E chegou mesmo a tempo.
23 outubro 2012
Regresso à adolescência
No verão tive um ataque de acne na cara. Borbulhas como nunca me tinham aparecido na vida, umas atrás das outras, inchadas, vermelhas, quase um cenário de filme de terror (ou de filme de adolescente em que eu seria a nerd). Na altura fui à farmácia de um dos hipers, onde a técnica me disse que aquilo era mas é uma alergia solar. Eu pensava que seria alergia ao protector solar e queria comprar um hipoalergénico, mas ela aconselhou-me uns comprimidos para a alergia solar, e eu fui na conversa, até eram mais baratos que o protector XPTO e tudo. Resultado, nicles. Andei 4 meses a pensar que tinha uma alergia, e a trocar de creme da cara a ver se melhorava, a parar de por creme, enfim, tentei uma data de coisas e a minha cara continuava em erupção contínua.
Ontem, finalmente, entrei na drogaria para comprar fosse o que fosse que tivesse ácido salicílico para resolver o que cada vez mais me parecia um problema de acne. Clearasil super rápido acção em 4 horas, foi o que trouxe. Mais barato que os comprimidos anti alergia, mais barato que qualquer creme anti não sei quê contra as alergias e peles sensíveis e sei lá o que mais. Coloquei uma vez à noite, outra de manhã e notei logo uma diferença enorme.
Quer eu queira quer não queira, sou uma adolescente. Ou pelo menos, é o que pensa a minha pele. Antes isto que uma alergia ao sol.
Ontem, finalmente, entrei na drogaria para comprar fosse o que fosse que tivesse ácido salicílico para resolver o que cada vez mais me parecia um problema de acne. Clearasil super rápido acção em 4 horas, foi o que trouxe. Mais barato que os comprimidos anti alergia, mais barato que qualquer creme anti não sei quê contra as alergias e peles sensíveis e sei lá o que mais. Coloquei uma vez à noite, outra de manhã e notei logo uma diferença enorme.
Quer eu queira quer não queira, sou uma adolescente. Ou pelo menos, é o que pensa a minha pele. Antes isto que uma alergia ao sol.
21 outubro 2012
Eu ainda sou do tempo...
...em que só havia telefones com fio, e se punham no hall da casa. E nem toda a gente tinha telefone. E nas aldeias só o café tinha um, que era serventia de todos (a pagar, claro).
E depois vieram os telemóveis. que eram grandes e pesados mas tinham um écran mínimo e só davam para fazer chamadas e mandar mensagens. E antes disso ainda houve os bips (pagers), mas duraram pouco porque ninguém gostava deles.
Saudades? Nenhumas. Os telefones fixos sem fios são geniais e só pecam por fazerem menos coisas que um telemóvel actual. Os telemóveis ultrapassaram a fase em que os amigos comparavam a ver quem tinha o mais pequeno, e agora e a ver quem tem o maior... écran.
E depois vieram os telemóveis. que eram grandes e pesados mas tinham um écran mínimo e só davam para fazer chamadas e mandar mensagens. E antes disso ainda houve os bips (pagers), mas duraram pouco porque ninguém gostava deles.
Saudades? Nenhumas. Os telefones fixos sem fios são geniais e só pecam por fazerem menos coisas que um telemóvel actual. Os telemóveis ultrapassaram a fase em que os amigos comparavam a ver quem tinha o mais pequeno, e agora e a ver quem tem o maior... écran.
A procura de uma lista de compras
para o telefone. Aquilo até tem um bloco notas, mas não me apetece utilizá-lo. O continente é que era, lembro-me que tinham umas listas em papel geniais, ordenadas por secção e tudo. Por cá nunca vi nada disso. Bastava fazer a mesma coisa para app, não tem nada que saber...
19 outubro 2012
Este Outono
Eu não gosto lá muito do Outono. Lembro-me de gostar muito de Setembro, do regresso às aulas, livros novos, artigos de papelaria nos supermercados, do ar de novidade que o acompanha, mas o início de Setembro ainda é Verão. O Outono é mais para Outubro, quando o ar começa a esfriar rapidamente, os casacos saem do armário, as sandálias são arrumadas até ao fim da Primavera, a época da chuva começa, e às vezes até caem as primeiras neves. Não gosto do frio. Gosto de me esticar ao sol como um gato, pronta a dormir uma soneca, gosto de me sentar numa esplanada com uma bebida à frente a apanhar raios de sol, gosto quando o meu cabelo fica tão quente que quase podia estrelar um ovo em cima dele. Gosto quando está tão quente que sinto uma gota de suor a escorrer pela perna nua abaixo, mesmo que não esteja tão quente que possa estar à sombra sem sentir frio.
Até gosto de acender a lareira, castanhas assadas, abóboras e muitas outras coisas que vêm com o Outono, mas do frio que o acompanha, não gosto nada.
E como não gosto do Outono, tinha que registar que este está a ser o melhor Outono de sempre. Há semanas que praticamente não chove, o sol brilha, à tarde está quentinho e pode-se passear na rua com t-shirt. As esplanadas estão apetecíveis, os italianos ainda vendem gelados, e o ambiente é de um verão tardio. As folhas caem, a luz do sol nas árvores de cores laranja ou avermelhada é fabulosa, o céu está 90% azul. Havia de ser sempre assim, o Outono.
Até gosto de acender a lareira, castanhas assadas, abóboras e muitas outras coisas que vêm com o Outono, mas do frio que o acompanha, não gosto nada.
E como não gosto do Outono, tinha que registar que este está a ser o melhor Outono de sempre. Há semanas que praticamente não chove, o sol brilha, à tarde está quentinho e pode-se passear na rua com t-shirt. As esplanadas estão apetecíveis, os italianos ainda vendem gelados, e o ambiente é de um verão tardio. As folhas caem, a luz do sol nas árvores de cores laranja ou avermelhada é fabulosa, o céu está 90% azul. Havia de ser sempre assim, o Outono.
13 outubro 2012
No supermercado
Faço compras à pressa, como sempre, uma corrida contra o tempo, que tenho mais que fazer e num instante a companhia se farta de andar por ali. Na zona da fruta, a minha preferida, demoro um bocadinho mais. Há melões, meloas, melancia, aposto que nem um deles viu o sol, amadurecidos à força num frigorífico ou armazém, com sorte saberão a agua com um leve travo à fruta que se estará a comer. Deixo-os ficar. Morangos, os últimos do ano, caros, alvos das minhas suspeitas, os morangos de pré-época são sempre muito melhores que os pós-época, não obrigada, prefiro esperar pelos de março ou abril. Laranjas, maçãs, bananas, nozes, uvas. E castanhas. Trago algumas, para assar ao lume, meia dúzia a seguir ao jantar, Lá fora está frio, castanhas assadas vão bem com frio, aquecem as mãos e o estômago.
Despacho o resto das compras e dirijo-me a caixa. A funcionária passa os produtos pelo scanner, uns atrás dos outro, até que chega às castanhas. Não se lembra do código, procura nas listas, finalmente desiste, e pergunta à colega. A resposta vem pronta: o código, e a localização do mesmo na lista. Está nos produtos exóticos. Castanhas, exóticas???
Despacho o resto das compras e dirijo-me a caixa. A funcionária passa os produtos pelo scanner, uns atrás dos outro, até que chega às castanhas. Não se lembra do código, procura nas listas, finalmente desiste, e pergunta à colega. A resposta vem pronta: o código, e a localização do mesmo na lista. Está nos produtos exóticos. Castanhas, exóticas???
09 outubro 2012
Admirável mundo novo
A miúda de 4 anos a explicar ao miúdo de 16 como é que se usa o tablet. Genial. A navegar pelos diferentes menus, a escolher as diversas apps, desde desenhar, jogar, ler livros, escolher vídeos no youtube ou os promocionais da app store, e "escrever uma carta". Eu sempre disse que estas coisas com touchscreen foram criadas para crianças muito pequenas.
08 outubro 2012
Uma sorte desgraçada
Quando precisava de estar no meu melhor, saio de casa e reparo que tenho um rasgão na parte de baixo da traseira da saia. Tarde demais para voltar atrás, faço figas para que não se note muito, e siga para bingo. Nota-se. Faço figas para que a maior parte da gente que vou ver seja portadora de um cromossoma Y, e aquilo passe despercebido. Confirma-se, homens por todo o lado. Raios para a saia. Passo a maior parte do dia sentada. Quando me levanto, tento que ninguém fique nas minhas costas. Extremamente bem educada, é isso que eu sou. ;-)
O dia termina. Finalmente chego a casa, tiro a saia, vejo finalmente o tamanho do rasgão. Um centímetro, quase dois, Não tem salvação. Uma saia a menos, e um dia que podia ter corrido melhor. No entanto, congratulo-me. Não foi assim tão mau. Consegui esquecer-me do desastre a maior parte do tempo. Nos próximos dias vou tentar lembrar-me de comprar um estojo de costura de emergência para ter no trabalho. Não que saiba coser, não sei, mas numa situação como esta tinha dado um jeitinho. Pensando melhor, vou mas é guardar uma roupa de emergência no trabalho. Muito mais fácil.
O dia termina. Finalmente chego a casa, tiro a saia, vejo finalmente o tamanho do rasgão. Um centímetro, quase dois, Não tem salvação. Uma saia a menos, e um dia que podia ter corrido melhor. No entanto, congratulo-me. Não foi assim tão mau. Consegui esquecer-me do desastre a maior parte do tempo. Nos próximos dias vou tentar lembrar-me de comprar um estojo de costura de emergência para ter no trabalho. Não que saiba coser, não sei, mas numa situação como esta tinha dado um jeitinho. Pensando melhor, vou mas é guardar uma roupa de emergência no trabalho. Muito mais fácil.
01 outubro 2012
Como isto anda
Apeteceu-me fazer biscoitos. Encontrei estes, de cacau e amendoim, e como não tinha amendoim substituí por amêndoa laminada. Ficaram bons, mas fofos (para biscoitos). Se fizer outra vez tenciono torrar a amêndoa ou amendoim na frigideira antes de juntar 'a massa.
Hoje, agora que já desapareceu metade dos biscoitos (dois deles quebrados em pedacinhos e misturados em sorvete de limão, uma delícia), encontrei os amendoins numa gaveta. Ups, fica para a próxima.
Hoje, agora que já desapareceu metade dos biscoitos (dois deles quebrados em pedacinhos e misturados em sorvete de limão, uma delícia), encontrei os amendoins numa gaveta. Ups, fica para a próxima.
27 setembro 2012
A fotografia
Eu acho que vi este abraço em directo numa das tvs (TVI informação, se não estou em erro). Posso estar enganada, mas pareceu-me ter visto num canto do écran enquanto o comentador falava de números, descontentamento, multidão, tomates.
Esta fotografia é linda. A miúda é linda, o policia é lindo.
Esta é a fotografia daquela manifestação gigantesca. Esta será, provavelmente, a fotografia do ano. Daqui a muito tempo, quando já ninguém se lembrar, esta será a fotografia que marcou um momento, que tem o potencial para marcar a historia. Ou não.
Adriana, Sérgio, da minha parte, obrigada.
A dois
Sonhei que a dois tinha acabado. De repente, ligava a televisão e já não lá estava. Queria ver os -desenhos animados da manhã, mas o écran ficava preto. De repente, pânico. Acabou-se a televisão quando for a Portugal de férias, pois quando havia quatro canais a dois era o único que eu via. Dos outros três, que é como se fossem um pois transmitem o mesmo formato de programa à mesma hora e muitas vezes até conseguem a proeza de ter intervalos ao mesmo tempo, pouco ou nada se aproveita.
Acordei e fui ver se ainda havia dois. Desenhos animados à fartazana, toda a manhã, como a canalha gosta. Estrangeiros, dobrados, uns melhores, outros piores. E lembrei-me do tempo em que havia produção portuguesa, que me faltou durante todo o verão em que só tive quatro canais. Bonecos. Os Amigos do Gaspar e a árvore dos Patafúrdios. Agora há três canais a passear pelo pais com câmaras atrás, mas para os miúdos não sobra nada. Tenham ou não tenham idade escolar. Tenham ou não escola durante todo o dia.
Acordei e fui ver se ainda havia dois. Desenhos animados à fartazana, toda a manhã, como a canalha gosta. Estrangeiros, dobrados, uns melhores, outros piores. E lembrei-me do tempo em que havia produção portuguesa, que me faltou durante todo o verão em que só tive quatro canais. Bonecos. Os Amigos do Gaspar e a árvore dos Patafúrdios. Agora há três canais a passear pelo pais com câmaras atrás, mas para os miúdos não sobra nada. Tenham ou não tenham idade escolar. Tenham ou não escola durante todo o dia.
26 setembro 2012
Big Bang
Apanhei o Sheldon em falso. Ja nem me lembro o que foi, mas afirmava qualquer coisa que só era 50% verdadeira. Pode ter sido falha. Pode ter sido porque a frase correcta demoraria o dobro do tempo a dizer e talvez tenham um limite de tempo de intervenção por personagem. Pode ter sido um teste a ver quem apanhava o erro. Pode não ter sido nada disto.
Não se pode confiar em geeks da televisão.
Não se pode confiar em geeks da televisão.
25 setembro 2012
Zona de guerra
Aquelas vezes em que, logo depois de os brinquedos terem sido arrumados e guardados, a miuda chega a casa, poe uma caixa no meio da sala, e de seguida atira uma granada la' para o meio.
A partir desse momento não há' um lugarzinho onde se possa andar descalço de forma segura. E' só tralha espalhada por todo o lado. E nem são só brinquedos, e' lápis de cor, coisas gamadas da cozinha, eu sei la'. E pensar que isto ainda vai durar alguns anos...
A partir desse momento não há' um lugarzinho onde se possa andar descalço de forma segura. E' só tralha espalhada por todo o lado. E nem são só brinquedos, e' lápis de cor, coisas gamadas da cozinha, eu sei la'. E pensar que isto ainda vai durar alguns anos...
21 setembro 2012
Da sorte
E mais uma vez, o universo organiza-se por forma a facilitar-me a vida. O telefone toca, e alguém me recorda que me pode resolver um problema sem que eu tenha que ter pensado nessa solução, e numa altura em que o problema tinha acabado de surgir. Eu aprecio e agradeço, e lembro-me que nunca vale a pena preocupar-me.
Tenho uma sorte do caraças. Ou, como diz a minha mãe, nasci com o rabo virado para a lua. As vezes esqueço-me.
Tenho uma sorte do caraças. Ou, como diz a minha mãe, nasci com o rabo virado para a lua. As vezes esqueço-me.
20 setembro 2012
Eficiência alemã (?)
Telefona para a secretaria da escola e pergunta quando é que deve inscrever a criança para o próximo ano lectivo. Resposta, hum, ehhh, veja na página da internet da escola. Infelizmente a informação não está lá publicada, por isso é que telefonei. Hum, ehhh, ficamos assim, dê-me o seu contacto e alguém lhe há-de telefonar.
Ainda à espera.
Ainda à espera.
19 setembro 2012
Renascendo das cinzas
Quase dois anos sem olhar para aquilo, e de repente, regresso.
(A twittar como se não houvesse amanhã. Ou escrever posts a sério desse muito trabalho.)
(A twittar como se não houvesse amanhã. Ou escrever posts a sério desse muito trabalho.)
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