01 maio 2012
Cabedal
A minha amiga tem uma mota. Preocupo-me com a minha amiga, nao pela mota em si, mas por causa da maneira como ela anda de mota. Nao e' a velocidade. E' uma mota com pouca potencia, e nao tem grande velocidade maxima. A minha amiga vive em Portugal e anda de mota em estradas em que nao ha' grande respeito entre condutores. E ela usa capacete, pois, que e' obrigatorio. Mas por mais que tente, nao consigo convence-la a usar equipamento adequado. Um motard deve usar botas proprias, luvas, calcas e casaco com proteccao em caso de queda. Acidentes acontecem. O minimo que devemos fazer e' protegermo-nos dentro do possivel para que, se acontecer, sairmos ilesos. Uma amiga minha partiu o tornozelo porque caiu da mota, que estava parada num semaforo. Quando eu andava a ter aulas de mota, a mota caiu-me em cima do pe' por forma que nem conseguia mexer-me, e nem conseguiria ter saido debaixo dela sem ajuda, mas nao senti nada. Escapei sem nenhuma marca, nenhum arranhao, apenas a memoria de que as botas tinham sido muito boa ideia. E depois disso, voltei a deixar cair a mota duas vezes, parada, mas fiquei bem, e a mota, um pouco arranhada, mas tambem ficou bem. Tenho tido sorte. Mas conheco gente que escapou de acidentes incriveis por causa do equipamento de proteccao. Que saiu do local do acidente com a policia a reportar um acidentado em estado muito grave (perigo de vida) que saiu ileso do hospital. Gostava que o equipamento de proteccao se tornasse obrigatorio. Botas, luvas, calcas e casaco. Mesmo no verao, debaixo do calor abrasador. Enquanto nao, resta-me continuar a pedir 'a minha amiga que se proteja. Por ela, e por mim, que a adoro.
Eu, mulher de ciencia, ou, pelo menos, de tecnologia de ponta (nunca pensei dizer isto e muito menos escreve-lo), de vez em quando tenho uns ataques de parvoice em que me da' para falar, ou escrever, sobre futilidades. Por exemplo, no sabado li a Vogue na cabeleireira (ja' nao ia la' ha' meses, havia imensa leitura do genero para por em dia), e vi uns sapatos azuis lindos de saltos muito altos, muitissimo parecidos com uns que comprei no ano passado, mas que me custaram menos de um sexto do preco que vinha indicado na revista. Usei-os nesse dia so' porque me lembrei que existiam, e sao lindos mesmo, e nao me lembrava de me fazerem doer os pes (confirmo). E depois pensei, podia escrever um post sobre os sapatos, mas para isso precisava de uma foto dos mesmos, e uma foto da' muito trabalho, e eu nao tenho paciencia. E depois nao escrevi o post.
E agora, ia escrever um post sobre as miudas que escrevem sobre futilidades como sapatos ou roupas, e ate' metem as fotos e tudo, mas um dia da'-lhes um ataque nao sei bem de que e escrevem um post sobre ciencia. E como eu acho isso fantastico, genial mesmo. Mas depois acordei, e reparei que as miudas que normalmente escrevem sobre futilidades nao escrevem sobre ciencia, e embora eu imagine que saibam perfeitamente quanto e' um sexto do preco de uns sapatos, tambem nao escrevem sobre isso. Como tal, este post tornou-se um nao post.
Mas os sapatos...
Ha' dias em que 10 cm a mais (ou 12) podem fazer toda a diferenca. Ha' dias em que da' jeito olhar certas pessoas nos olhos sem ter que olhar para cima. E ha' dias em que uns sapatos de salto se podem tornar uma arma... sabiam que uns saltos podem partir o craneo a alguem?
16 abril 2012
Deve ser isto, ser grande
Enquanto que em Portugal se discute a proibição de fumar dentro de um carro com criancinhas (acho bem), por aqui, na terra da prosperidade, onde o déficit é dos outros e toda a gente se sente credora, há grandes cartazes da Marlboro. E outros da Gitanes. E muitos outros. Enquanto que as directivas da UE são para os outros respeitarem, e já agora, incorporarem nas suas leis nacionais, aqui continua-se a ignorar a directiva de 2003 sobre a publicidade ao tabaco. A rua, provavelmente, não é um espaço de "media". De onde se pode deduzir que o tabaco só faz mal se não se for alemão, ou que os alemães têm melhores pulmões que os outros, ou então, que as directivas da UE são para os outros cumprirem.
Não saio daqui sem acrescentar que aquelas caixas para se fumar nos aeroportos são uma grande bosta, aquilo tresanda por todo o lado e expande o pivete até às gates e zonas de acesso. Abram espaços ao ar livre para fumadores, ou então acabem com esta treta. Andam a enganar quem?
Não saio daqui sem acrescentar que aquelas caixas para se fumar nos aeroportos são uma grande bosta, aquilo tresanda por todo o lado e expande o pivete até às gates e zonas de acesso. Abram espaços ao ar livre para fumadores, ou então acabem com esta treta. Andam a enganar quem?
02 abril 2012
Há dias pornográficos... no mau sentido.
Almocei (deixei a meio) uma salsicha que tinha dentro queijo. Queijo, ou gordura branca que escorria quando cortaval mais uma rodela. (Ai, dona A., amanhã vou ter uma conversa consigo! Isto é coisa que se recomende aos clientes?). Isto, e estou a passar o dia a olhar para vibradores, ou coisas parecidas. Vou ficar com um torcicolo de tanto virar o pescoço para um lado e para o outro (isto é para pôr onde?!). Tem dias que o meu trabalho é f***** lixado.
Para os mais curiosos, tomem lá um vibrador eléctrico de 1914. E não digam que vão daqui. Não se aceitam reclamações.
Para os mais curiosos, tomem lá um vibrador eléctrico de 1914. E não digam que vão daqui. Não se aceitam reclamações.
22 março 2012
Veio o sol, os passarinhos, o quentinho
é tempo de sonecas à gato, gelados e muita energia.
Com o sol, ficou tudo bem, o mundo voltou à sua ordem natural, e todas as coisas que não estavam a correr bem decidiram endireitar-se só porque sim. Ou então, pelo menos, assim me parece, e às vezes o que conta é o que parece mesmo que não seja. Se parece estar tudo bem, deve estar, mesmo que haja por ali um bocadinho de pó escondido.
E agora para coisas verdadeiramente importantes, alguém sabe uma receita de molho custard/baunilha/leite creme para acompanhar o meu gelado de morango? ;)
Agradecida.
Com o sol, ficou tudo bem, o mundo voltou à sua ordem natural, e todas as coisas que não estavam a correr bem decidiram endireitar-se só porque sim. Ou então, pelo menos, assim me parece, e às vezes o que conta é o que parece mesmo que não seja. Se parece estar tudo bem, deve estar, mesmo que haja por ali um bocadinho de pó escondido.
E agora para coisas verdadeiramente importantes, alguém sabe uma receita de molho custard/baunilha/leite creme para acompanhar o meu gelado de morango? ;)
Agradecida.
16 março 2012
Saudades...
Tenho andado numa roda viva, de um lado para o outro, com milhões de coisas para fazer. Um stress que nem vos digo nem vos conto (não é assim tão mau), incompetentes que só dão trabalho e chatice (e depois levam na cabeça), e agora, e ainda para mais a minha mulher tem-me falhado. Podia dizer que tenho saudades das férias, da paz e sossego, da gente que torna a minha vida melhor (raios para a mulher), do sol (que finalmente apareceu quando eu já estava à beira da depressão), do verão a sério, do meu país, da minha língua, das revistas cor de rosa ou simplesmente do brasileiro das bolas de berlim na praia do Algarve. Mas não. Apanhei uma constipação que me deu cabo das costas, de quem tenho saudades mesmo é do massagista.
20 fevereiro 2012
Regresso ao passado
Se usarmos um sistema de trocas não monetárias - eu "ofereço" um serviço, por exemplo arranjo-te o computador que avariou, e tu dás-me algo que eu queira, por exemplo, fazes-me o jantar - como é que o Estado vai conseguir taxar uma coisa destas?
Conseguir, bem, é fácil, é valorar cada tarefa na unidade monetária e obrigar as pessoas a pagar uma percentagem desse valor ao Estado. No entanto, num cenário de problemas monetários (imaginem que não havia moeda, de todo), ou de crise do Estado (se não há funcionários, quem é que se vai dedicar a estas tarefas?), ou até, de falta de funcionários com tempo para se dedicarem a maneiras mais imaginativas de sacar impostos à malta, pergunto-me se haveria, efectivamente, maneira de taxar um sistema de trocas.
(isto porque estava aqui a pensar na Grécia e no regresso ao dracma, mas a Grécia tem problemas ainda mais graves que estes - diria que não é defeito, é feitio - e duvido muito que se livrem deles nas próximas décadas)
Conseguir, bem, é fácil, é valorar cada tarefa na unidade monetária e obrigar as pessoas a pagar uma percentagem desse valor ao Estado. No entanto, num cenário de problemas monetários (imaginem que não havia moeda, de todo), ou de crise do Estado (se não há funcionários, quem é que se vai dedicar a estas tarefas?), ou até, de falta de funcionários com tempo para se dedicarem a maneiras mais imaginativas de sacar impostos à malta, pergunto-me se haveria, efectivamente, maneira de taxar um sistema de trocas.
(isto porque estava aqui a pensar na Grécia e no regresso ao dracma, mas a Grécia tem problemas ainda mais graves que estes - diria que não é defeito, é feitio - e duvido muito que se livrem deles nas próximas décadas)
Portátil
Será que ainda se vendem compram impressoras pequenas? A última que eu comprei, há uma data de anos atrás, era pequenita, imprimia A4 e tinha boa qualidade, usava cartuchos pequeninos e era, numa palavra, fantástica. Lembro-me de na loja me tentarem convencer a levar outra mais cara (assumo, escolhi a mais barata que lá havia), com a desculpa que os cartuchos pequenos não davam para nada, mas persisti, que eu imprimo pouca coisa e de que me servem cartuchos maiores e mais caros, cheios de tinta seca? A melhor parte ainda, foi o facto de a impressora ter custado menos que os dois tinteiros, um preto e um de cores, que trazia. Houvesse lá outra igual e não a teria lá deixado.
Isto para dizer que a velhinha, jeitosinha, impressora avariou, e foi substituida por uma mais moderna. A impressora nova é enorme e faz tudo e mais alguma coisa, desde imprimir, tirar fotocópias, digitalizar documentos, até envia faxes e tudo. Claro que, sendo um monstro gigantesco, precisa de um móvel só para ela, e vive um bocadinho mais longe do computador do que seria desejável.
Ora estava eu a fazer contas à vida, e fiquei com umas saudades imensas da impressorinha que morreu. Isto porque uma impressora portátil custa os olhos da cara, e a aquela mini impressora tinha sido uma pechincha. A impressora mais pequena que encontrei foi esta, e é um bocado maior que a falecida... Mas porque é que será que deixaram de fazer coisas simples? Um dia destes aparece a iprinter, igual em tamanho à minha velha impressora, preço pelo menos 10 vezes mais, que, com o marketing certo, será um sucesso imediato.
Isto para dizer que a velhinha, jeitosinha, impressora avariou, e foi substituida por uma mais moderna. A impressora nova é enorme e faz tudo e mais alguma coisa, desde imprimir, tirar fotocópias, digitalizar documentos, até envia faxes e tudo. Claro que, sendo um monstro gigantesco, precisa de um móvel só para ela, e vive um bocadinho mais longe do computador do que seria desejável.
Ora estava eu a fazer contas à vida, e fiquei com umas saudades imensas da impressorinha que morreu. Isto porque uma impressora portátil custa os olhos da cara, e a aquela mini impressora tinha sido uma pechincha. A impressora mais pequena que encontrei foi esta, e é um bocado maior que a falecida... Mas porque é que será que deixaram de fazer coisas simples? Um dia destes aparece a iprinter, igual em tamanho à minha velha impressora, preço pelo menos 10 vezes mais, que, com o marketing certo, será um sucesso imediato.
16 fevereiro 2012
Gregos
Nunca as expressoes "ver-se grego" e "tragedia grega" foram tao faceis de explicar aos meus amigos estrangeiros. Pergunto-me se os gregos sempre se viram gregos (nao me lembro de nada que justifique esta expressao).
post para gajas
(e para os gajos, se quiserem, aqui nao se discrimina)
Ja' nao via o homem do old spice ha' muito tempo. E por homem do old spice nao quero dizer o meu pai, nem, provavelmente, nenhum homem que use old spice. O caso e' que eu me interesso por marketing, e fico fascinada por boas campanhas. Ora, para quem nao segue o Super Bowl, o importante no caso e' que tem tanta gente a ver que o intervalo do jogo tem os segundos mais caros da televisao norte americana. E o famoso anuncio da old spice (vao ver, vale a pena) foi seguido por uma campanha no twitter/youtube em que o homem do old spice ia fazendo videos dedicados a pessoas mais ou menos anonimas, ou um bocadinho famosas... A historia toda esta' aqui, e os videos, deliciosos (por muitos motivos), encontram-se no youtube.
(via rita maria)
Ja' nao via o homem do old spice ha' muito tempo. E por homem do old spice nao quero dizer o meu pai, nem, provavelmente, nenhum homem que use old spice. O caso e' que eu me interesso por marketing, e fico fascinada por boas campanhas. Ora, para quem nao segue o Super Bowl, o importante no caso e' que tem tanta gente a ver que o intervalo do jogo tem os segundos mais caros da televisao norte americana. E o famoso anuncio da old spice (vao ver, vale a pena) foi seguido por uma campanha no twitter/youtube em que o homem do old spice ia fazendo videos dedicados a pessoas mais ou menos anonimas, ou um bocadinho famosas... A historia toda esta' aqui, e os videos, deliciosos (por muitos motivos), encontram-se no youtube.
(via rita maria)
Riscos pedidos
Risos pedidos. Risos perdidos.
Desculpem o engano, o que eu queria aqui deixar (aqui vai) era o link para o perdido pela cidade, um blog giro, com desenhos e textos que me fizeram rir, e que estava a abrir com um post que ensina a desenhar camelos... ;)
Desculpem o engano, o que eu queria aqui deixar (aqui vai) era o link para o perdido pela cidade, um blog giro, com desenhos e textos que me fizeram rir, e que estava a abrir com um post que ensina a desenhar camelos... ;)
12 fevereiro 2012
07 fevereiro 2012
O turismo nacional
(serviço público: Faro-Porto e vice-versa: use a Ryanair)
Há algo de estranho no meu país, quando a única transportadora aérea que faz vôos directos entre Faro e o Porto é irlandesa. Sim, a malvada Ryanair. E o preço do vôo é aproximadamente o mesmo que um bilhete em segunda classe no alfa pendular Faro-Porto, que demora umas horas largas a chegar. Ainda assim o comboio demora só mais um bocadinho que o vôo Faro-Lisboa-Porto, este último com um preço de ida exorbitante (malucos!). Não havia um plano para um TGV Faro-Porto/Vigo? a UE já deve ter gasto o dinheiro todo... (é melhor eu não ir por aqui senão não acabo o post hoje).
Há algo de estranho no meu país, quando a única transportadora aérea que faz vôos directos entre Faro e o Porto é irlandesa. Sim, a malvada Ryanair. E o preço do vôo é aproximadamente o mesmo que um bilhete em segunda classe no alfa pendular Faro-Porto, que demora umas horas largas a chegar. Ainda assim o comboio demora só mais um bocadinho que o vôo Faro-Lisboa-Porto, este último com um preço de ida exorbitante (malucos!). Não havia um plano para um TGV Faro-Porto/Vigo? a UE já deve ter gasto o dinheiro todo... (é melhor eu não ir por aqui senão não acabo o post hoje).
03 fevereiro 2012
Fevereiro
Temperaturas máximas durante o dia a chegar a uns fabulosos -11°C, sensação térmica de -18°C. Ainda bem que está aí o fim de semana. Ninguém me tira de casa com este frio.
27 janeiro 2012
Há gente que só merece coisas boas
O meu lado bom está a considerar convocar um gajo para uma reunião que não existe. O lado mau? Não perguntem.
23 janeiro 2012
óptimo
Já vi por aí gente a escrever "optimo", numa tentativa de adesão ao acordo ortográfico. Afligi-me momentaneamente. Eu, dinossaura da ortografia, que continuo a escrever óptimo e Egipto e até leio algumas das supostas consoantes mudas, admiti que "optimo" estivesse bem, e perguntei-me onde teria ido parar a regra de que "todas as palavras exdrúxulas levam acento". E por causa da regra, que do acordo hortográfico* não percebo nada, fui ver o dicionário da priberam que, apesar de online e grátis, sempre saberá melhor destas coisas de como se escrevem e escreviam as palavras do que eu. Resumindo e concluindo, escrevam óptimo, como eu, ou ótimo segundo o acordo e teoricamente como o Brasil - se bem que estou capaz de jurar que li em textos brasileiros ôtimo, mas já estou por tudo. Ou então, porreiro pá, fantástico, genial, muito bom, fabuloso, fora de série, maravilhoso.
Será que o bom também é inimigo do otimo?
*sim, é uma piada
Será que o bom também é inimigo do otimo?
*sim, é uma piada
17 janeiro 2012
Isto agora e' assim
Encontrei uns objectos pesados para segurar livros (isto deve ter um nome, mas ja' me fartei de procurar e nao encontro) e logo tratei de tirar uma fotografia. E depois, tinha mesmo que brincar com ela. que isto de tirar uma foto e pronto ja' nao se usa, e eu nem tinha mais que fazer (mentira, mentira).
16 janeiro 2012
14 janeiro 2012
Orquídea
Uma das tantas que não só se recusa a morrer, indiferente aos maus tratos que leva, e mês apos mês desabrocha. Sem duvida, uma flor com carácter.
12 janeiro 2012
Não há cá molas
Não prendo a roupa a secar com molas. Nunca. Odeio as marcas das molas, odeio a trabalheira que é procurar a mola, prender a roupa, pegar na peça seguinte, mola seguinte, e a decisão: uma mola no canto de duas peças de roupa ou duas molas por cada peça de roupa. E as molas que nunca chegam para que isso seja uma verdadeira questão - se só há uma solução então não se põe o problema. (Quer dizer, matematicamente sim, mas na prática, não.)
A roupa vai para o estendal pendurada a meio, segura-se pela gravidade e aguenta-se porque dentro de casa não há vento, nem correntes de ar. Vantagens, ou desvantagens, de não por a roupa a secar na rua.
No entanto, até tenho molas. Molas giras, pintadas, com bonecos colados. Joaninhas, flores e coisas assim fofinhas. As molas só me servem para segurar as orquídeas. Eu que sempre matei toda e qualquer planta que me aparecesse à frente, por algum motivo finalmente acertei com uma espécie. As orquídeas são fáceis, é uma questão de lhes encontrar o sítio certo, e depois esquecer. Admirar as flores novas, mudá-las de sítio se aquele não está a dar. Na casa antiga era nas janelas viradas Norte. Na casa nova o sítio favorito delas é o parapeito das janelas viradas a sudoeste. Ali se acotovelam (como é que arranjei tantas orquídeas, deve ter sido na espectativa de que morressem rapidamente), crescem umas por cima das outras. Brancas, amarelas, e quase cor de rosa. Quando dou por ela já estão a deitar caules novos, ou têm novos rebentos que irão originar flores. E pensar que em tempos só me dei bem com cactos.
A roupa vai para o estendal pendurada a meio, segura-se pela gravidade e aguenta-se porque dentro de casa não há vento, nem correntes de ar. Vantagens, ou desvantagens, de não por a roupa a secar na rua.
No entanto, até tenho molas. Molas giras, pintadas, com bonecos colados. Joaninhas, flores e coisas assim fofinhas. As molas só me servem para segurar as orquídeas. Eu que sempre matei toda e qualquer planta que me aparecesse à frente, por algum motivo finalmente acertei com uma espécie. As orquídeas são fáceis, é uma questão de lhes encontrar o sítio certo, e depois esquecer. Admirar as flores novas, mudá-las de sítio se aquele não está a dar. Na casa antiga era nas janelas viradas Norte. Na casa nova o sítio favorito delas é o parapeito das janelas viradas a sudoeste. Ali se acotovelam (como é que arranjei tantas orquídeas, deve ter sido na espectativa de que morressem rapidamente), crescem umas por cima das outras. Brancas, amarelas, e quase cor de rosa. Quando dou por ela já estão a deitar caules novos, ou têm novos rebentos que irão originar flores. E pensar que em tempos só me dei bem com cactos.
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