16 março 2012

Saudades...

Tenho andado numa roda viva, de um lado para o outro, com milhões de coisas para fazer. Um stress que nem vos digo nem vos conto (não é assim tão mau), incompetentes que só dão trabalho e chatice (e depois levam na cabeça), e agora, e ainda para mais a minha mulher tem-me falhado. Podia dizer que tenho saudades das férias, da paz e sossego, da gente que torna a minha vida melhor (raios para a mulher), do sol (que finalmente apareceu quando eu já estava à beira da depressão), do verão a sério, do meu país, da minha língua, das revistas cor de rosa ou simplesmente do brasileiro das bolas de berlim na praia do Algarve. Mas não. Apanhei uma constipação que me deu cabo das costas, de quem tenho saudades mesmo é do massagista.

20 fevereiro 2012

Regresso ao passado

Se usarmos um sistema de trocas não monetárias - eu "ofereço" um serviço, por exemplo arranjo-te o computador que avariou, e tu dás-me algo que eu queira, por exemplo, fazes-me o jantar - como é que o Estado vai conseguir taxar uma coisa destas?
Conseguir, bem, é fácil, é valorar cada tarefa na unidade monetária e obrigar as pessoas a pagar uma percentagem desse valor ao Estado. No entanto, num cenário de problemas monetários (imaginem que não havia moeda, de todo), ou de crise do Estado (se não há funcionários, quem é que se vai dedicar a estas tarefas?), ou até, de falta de funcionários com tempo para se dedicarem a maneiras mais imaginativas de sacar impostos à malta, pergunto-me se haveria, efectivamente, maneira de taxar um sistema de trocas.

(isto porque estava aqui a pensar na Grécia e no regresso ao dracma, mas a Grécia tem problemas ainda mais graves que estes - diria que não é defeito, é feitio - e duvido muito que se livrem deles nas próximas décadas)

Portátil

Será que ainda se vendem compram impressoras pequenas? A última que eu comprei, há uma data de anos atrás, era pequenita, imprimia A4 e tinha boa qualidade, usava cartuchos pequeninos e era, numa palavra, fantástica. Lembro-me de na loja me tentarem convencer a levar outra mais cara (assumo, escolhi a mais barata que lá havia), com a desculpa que os cartuchos pequenos não davam para nada, mas persisti, que eu imprimo pouca coisa e de que me servem cartuchos maiores e mais caros, cheios de tinta seca? A melhor parte ainda, foi o facto de a impressora ter custado menos que os dois tinteiros, um preto e um de cores, que trazia. Houvesse lá outra igual e não a teria lá deixado.
Isto para dizer que a velhinha, jeitosinha, impressora avariou, e foi substituida por uma mais moderna. A impressora nova é enorme e faz tudo e mais alguma coisa, desde imprimir, tirar fotocópias, digitalizar documentos, até envia faxes e tudo. Claro que, sendo um monstro gigantesco, precisa de um móvel só para ela, e vive um bocadinho mais longe do computador do que seria desejável.

Ora estava eu a fazer contas à vida, e fiquei com umas saudades imensas da impressorinha que morreu. Isto porque uma impressora portátil custa os olhos da cara, e a aquela mini impressora tinha sido uma pechincha. A impressora mais pequena que encontrei foi esta, e é um bocado maior que a falecida... Mas porque é que será que deixaram de fazer coisas simples? Um dia destes aparece a iprinter, igual em tamanho à minha velha impressora, preço pelo menos 10 vezes mais, que, com o marketing certo, será um sucesso imediato.

16 fevereiro 2012

Gregos

Nunca as expressoes "ver-se grego" e "tragedia grega" foram tao faceis de explicar aos meus amigos estrangeiros. Pergunto-me se os gregos sempre se viram gregos (nao me lembro de nada que justifique esta expressao).

post para gajas

(e para os gajos, se quiserem, aqui nao se discrimina)

Ja' nao via o homem do old spice ha' muito tempo. E por homem do old spice nao quero dizer o meu pai, nem, provavelmente, nenhum homem que use old spice. O caso e' que eu me interesso por marketing, e fico fascinada por boas campanhas. Ora, para quem nao segue o Super Bowl, o importante no caso e' que tem tanta gente a ver que o intervalo do jogo tem os segundos mais caros da televisao norte americana. E o famoso anuncio da old spice (vao ver, vale a pena) foi seguido por uma campanha no twitter/youtube em que o homem do old spice ia fazendo videos dedicados a pessoas mais ou menos anonimas, ou um bocadinho famosas... A historia toda esta' aqui, e os videos, deliciosos (por muitos motivos), encontram-se no youtube.

(via rita maria)

Riscos pedidos

Risos pedidos. Risos perdidos.
Desculpem o engano, o que eu queria aqui deixar (aqui vai) era o link para o perdido pela cidade, um blog giro, com desenhos e textos que me fizeram rir, e que estava a abrir com um post que ensina a desenhar camelos... ;)

07 fevereiro 2012

O turismo nacional

(serviço público: Faro-Porto e vice-versa: use a Ryanair)

Há algo de estranho no meu país, quando a única transportadora aérea que faz vôos directos entre Faro e o Porto é irlandesa. Sim, a malvada Ryanair. E o preço do vôo é aproximadamente o mesmo que um bilhete em segunda classe no alfa pendular Faro-Porto, que demora umas horas largas a chegar. Ainda assim o comboio demora só mais um bocadinho que o vôo Faro-Lisboa-Porto, este último com um preço de ida exorbitante (malucos!). Não havia um plano para um TGV Faro-Porto/Vigo? a UE já deve ter gasto o dinheiro todo... (é melhor eu não ir por aqui senão não acabo o post hoje).

03 fevereiro 2012

Fevereiro

Temperaturas máximas durante o dia a chegar a uns fabulosos -11°C, sensação térmica de -18°C. Ainda bem que está aí o fim de semana. Ninguém me tira de casa com este frio.

27 janeiro 2012

23 janeiro 2012

óptimo

Já vi por aí gente a escrever "optimo", numa tentativa de adesão ao acordo ortográfico. Afligi-me momentaneamente. Eu, dinossaura da ortografia, que continuo a escrever óptimo e Egipto e até leio algumas das supostas consoantes mudas, admiti que "optimo" estivesse bem, e perguntei-me onde teria ido parar a regra de que "todas as palavras exdrúxulas levam acento". E por causa da regra, que do acordo hortográfico* não percebo nada, fui ver o dicionário da priberam que, apesar de online e grátis, sempre saberá melhor destas coisas de como se escrevem e escreviam as palavras do que eu. Resumindo e concluindo, escrevam óptimo, como eu, ou ótimo segundo o acordo e teoricamente como o Brasil - se bem que estou capaz de jurar que li em textos brasileiros ôtimo, mas já estou por tudo. Ou então, porreiro pá, fantástico, genial, muito bom, fabuloso, fora de série, maravilhoso.
Será que o bom também é inimigo do otimo?

*sim, é uma piada

17 janeiro 2012

Isto agora e' assim


Encontrei uns objectos pesados para segurar livros (isto deve ter um nome, mas ja' me fartei de procurar e nao encontro) e logo tratei de tirar uma fotografia. E depois, tinha mesmo que brincar com ela. que isto de tirar uma foto e pronto ja' nao se usa, e eu nem tinha mais que fazer (mentira, mentira).

14 janeiro 2012

Orquídea

Uma das tantas que não só se recusa a morrer, indiferente aos maus tratos que leva, e mês apos mês desabrocha. Sem duvida, uma flor com carácter.

12 janeiro 2012

Não há cá molas

Não prendo a roupa a secar com molas. Nunca. Odeio as marcas das molas, odeio a trabalheira que é procurar a mola, prender a roupa, pegar na peça seguinte, mola seguinte, e a decisão: uma mola no canto de duas peças de roupa ou duas molas por cada peça de roupa. E as molas que nunca chegam para que isso seja uma verdadeira questão - se só há uma solução então não se põe o problema. (Quer dizer, matematicamente sim, mas na prática, não.)
A roupa vai para o estendal pendurada a meio, segura-se pela gravidade e aguenta-se porque dentro de casa não há vento, nem correntes de ar. Vantagens, ou desvantagens, de não por a roupa a secar na rua.

No entanto, até tenho molas. Molas giras, pintadas, com bonecos colados. Joaninhas, flores e coisas assim fofinhas. As molas só me servem para segurar as orquídeas. Eu que sempre matei toda e qualquer planta que me aparecesse à frente, por algum motivo finalmente acertei com uma espécie. As orquídeas são fáceis, é uma questão de lhes encontrar o sítio certo, e depois esquecer. Admirar as flores novas, mudá-las de sítio se aquele não está a dar. Na casa antiga era nas janelas viradas Norte. Na casa nova o sítio favorito delas é o parapeito das janelas viradas a sudoeste. Ali se acotovelam (como é que arranjei tantas orquídeas, deve ter sido na espectativa de que morressem rapidamente), crescem umas por cima das outras. Brancas, amarelas, e quase cor de rosa. Quando dou por ela já estão a deitar caules novos, ou têm novos rebentos que irão originar flores. E pensar que em tempos só me dei bem com cactos.

coisas que preferia nao saber

Um gajo pode-se aleijar a serio a tentar endireitar uma ficha micro-usb torta. Tenho dois micro furinhos no dedo a comprova-lo. Doi que se farta.

10 janeiro 2012

Ano novo na terra das salsichas

Para já, a maior diferença é que aqui as pessoas se atrevem a desejar feliz ano novo umas às outras. Na terra do sol só querem é que passe depressa.
Saudinha, como diria a minha madrinha adoptada, saudinha.

Resoluções de ano novo

Cozinhar (bolarar) menos. Por muito divertido que seja fazer bolos, por muito deliciosos que saiam, parece que o açúcar faz mal e a manteiga também. Gemas de ovo são absolutamente fabulosas mas também fazem mal ao colesterol.

Em alternativa, levar os bolos ao vizinho ou para o trabalho. O mal distribuído torna-se mais fácil de suportar.

Ah, o cheirinho e tal...

A árvore de Natal caiu. Morreu de calor, secou completamente e desfez-se. Para o ano, plástico.

05 janeiro 2012

Esta'-se tao bem aqui ao sol

Sou um gato. Sou como um gato. Um gato com dono, que nao tem que procurar comida, vai 'a casa de banho, que se estica ao sol e dorme uma soneca no quentinho. Independente como um gato, preguicosa como um gato.
Maravilha. Ha' la' nada melhor que uma soneca ao sol.