27 janeiro 2012
Há gente que só merece coisas boas
O meu lado bom está a considerar convocar um gajo para uma reunião que não existe. O lado mau? Não perguntem.
23 janeiro 2012
óptimo
Já vi por aí gente a escrever "optimo", numa tentativa de adesão ao acordo ortográfico. Afligi-me momentaneamente. Eu, dinossaura da ortografia, que continuo a escrever óptimo e Egipto e até leio algumas das supostas consoantes mudas, admiti que "optimo" estivesse bem, e perguntei-me onde teria ido parar a regra de que "todas as palavras exdrúxulas levam acento". E por causa da regra, que do acordo hortográfico* não percebo nada, fui ver o dicionário da priberam que, apesar de online e grátis, sempre saberá melhor destas coisas de como se escrevem e escreviam as palavras do que eu. Resumindo e concluindo, escrevam óptimo, como eu, ou ótimo segundo o acordo e teoricamente como o Brasil - se bem que estou capaz de jurar que li em textos brasileiros ôtimo, mas já estou por tudo. Ou então, porreiro pá, fantástico, genial, muito bom, fabuloso, fora de série, maravilhoso.
Será que o bom também é inimigo do otimo?
*sim, é uma piada
Será que o bom também é inimigo do otimo?
*sim, é uma piada
17 janeiro 2012
Isto agora e' assim
Encontrei uns objectos pesados para segurar livros (isto deve ter um nome, mas ja' me fartei de procurar e nao encontro) e logo tratei de tirar uma fotografia. E depois, tinha mesmo que brincar com ela. que isto de tirar uma foto e pronto ja' nao se usa, e eu nem tinha mais que fazer (mentira, mentira).
16 janeiro 2012
14 janeiro 2012
Orquídea
Uma das tantas que não só se recusa a morrer, indiferente aos maus tratos que leva, e mês apos mês desabrocha. Sem duvida, uma flor com carácter.
12 janeiro 2012
Não há cá molas
Não prendo a roupa a secar com molas. Nunca. Odeio as marcas das molas, odeio a trabalheira que é procurar a mola, prender a roupa, pegar na peça seguinte, mola seguinte, e a decisão: uma mola no canto de duas peças de roupa ou duas molas por cada peça de roupa. E as molas que nunca chegam para que isso seja uma verdadeira questão - se só há uma solução então não se põe o problema. (Quer dizer, matematicamente sim, mas na prática, não.)
A roupa vai para o estendal pendurada a meio, segura-se pela gravidade e aguenta-se porque dentro de casa não há vento, nem correntes de ar. Vantagens, ou desvantagens, de não por a roupa a secar na rua.
No entanto, até tenho molas. Molas giras, pintadas, com bonecos colados. Joaninhas, flores e coisas assim fofinhas. As molas só me servem para segurar as orquídeas. Eu que sempre matei toda e qualquer planta que me aparecesse à frente, por algum motivo finalmente acertei com uma espécie. As orquídeas são fáceis, é uma questão de lhes encontrar o sítio certo, e depois esquecer. Admirar as flores novas, mudá-las de sítio se aquele não está a dar. Na casa antiga era nas janelas viradas Norte. Na casa nova o sítio favorito delas é o parapeito das janelas viradas a sudoeste. Ali se acotovelam (como é que arranjei tantas orquídeas, deve ter sido na espectativa de que morressem rapidamente), crescem umas por cima das outras. Brancas, amarelas, e quase cor de rosa. Quando dou por ela já estão a deitar caules novos, ou têm novos rebentos que irão originar flores. E pensar que em tempos só me dei bem com cactos.
A roupa vai para o estendal pendurada a meio, segura-se pela gravidade e aguenta-se porque dentro de casa não há vento, nem correntes de ar. Vantagens, ou desvantagens, de não por a roupa a secar na rua.
No entanto, até tenho molas. Molas giras, pintadas, com bonecos colados. Joaninhas, flores e coisas assim fofinhas. As molas só me servem para segurar as orquídeas. Eu que sempre matei toda e qualquer planta que me aparecesse à frente, por algum motivo finalmente acertei com uma espécie. As orquídeas são fáceis, é uma questão de lhes encontrar o sítio certo, e depois esquecer. Admirar as flores novas, mudá-las de sítio se aquele não está a dar. Na casa antiga era nas janelas viradas Norte. Na casa nova o sítio favorito delas é o parapeito das janelas viradas a sudoeste. Ali se acotovelam (como é que arranjei tantas orquídeas, deve ter sido na espectativa de que morressem rapidamente), crescem umas por cima das outras. Brancas, amarelas, e quase cor de rosa. Quando dou por ela já estão a deitar caules novos, ou têm novos rebentos que irão originar flores. E pensar que em tempos só me dei bem com cactos.
coisas que preferia nao saber
Um gajo pode-se aleijar a serio a tentar endireitar uma ficha micro-usb torta. Tenho dois micro furinhos no dedo a comprova-lo. Doi que se farta.
10 janeiro 2012
Ano novo na terra das salsichas
Para já, a maior diferença é que aqui as pessoas se atrevem a desejar feliz ano novo umas às outras. Na terra do sol só querem é que passe depressa.
Saudinha, como diria a minha madrinha adoptada, saudinha.
Saudinha, como diria a minha madrinha adoptada, saudinha.
Resoluções de ano novo
Cozinhar (bolarar) menos. Por muito divertido que seja fazer bolos, por muito deliciosos que saiam, parece que o açúcar faz mal e a manteiga também. Gemas de ovo são absolutamente fabulosas mas também fazem mal ao colesterol.
Em alternativa, levar os bolos ao vizinho ou para o trabalho. O mal distribuído torna-se mais fácil de suportar.
Em alternativa, levar os bolos ao vizinho ou para o trabalho. O mal distribuído torna-se mais fácil de suportar.
Ah, o cheirinho e tal...
A árvore de Natal caiu. Morreu de calor, secou completamente e desfez-se. Para o ano, plástico.
05 janeiro 2012
Esta'-se tao bem aqui ao sol
Sou um gato. Sou como um gato. Um gato com dono, que nao tem que procurar comida, vai 'a casa de banho, que se estica ao sol e dorme uma soneca no quentinho. Independente como um gato, preguicosa como um gato.
Maravilha. Ha' la' nada melhor que uma soneca ao sol.
Maravilha. Ha' la' nada melhor que uma soneca ao sol.
04 janeiro 2012
Bem escondido
Nao consigo encontrar a minha copia d'"O Economista Disfarcado". O livro e' muito bom, tao bom que alguem o levou "emprestadado". Raio de economia.
O inicio do fim
Arrumei a roupa suja. Ja me estao a por fora de casa. Ainda nao, antes dos reis nao arredo pe daqui. Podia estar mais quentinho, sim, mas estou aqui muito bem.
O chrome nao tem spellchecker. De qualquer modo, isto desde o (des)acordo ortografico nunca mais foi o mesmo.
O chrome nao tem spellchecker. De qualquer modo, isto desde o (des)acordo ortografico nunca mais foi o mesmo.
21 dezembro 2011
A todos um bom Natal :)
Comecei o dia a reclamar. A mandar vir. E a dizer que a mim não me calam. Posso não conseguir o que quero, apesar de ter toda a razão, mas vão ter que me aturar. Estou como um cão agarrado a um osso e não vou largar. Hmpf.
Feliz Natal a todos.
Feliz Natal a todos.
20 dezembro 2011
Oh não!
Sem tv cabo, e a chegar atrasada para o Natal (o Natal e' quando eu quiser, e este ano chega varias vezes, embora nem todas as pessoas saibam disso), acabo de me aperceber que perdi, estou a perder, e já não chego a tempo de ver, os anúncios de Natal. Não vou ter hipótese de ver repetidamente o mesmo filme publicitário de 30 segundos num mesmo intervalo, nem de saber quais são as coisas que este ano me iriam tentar, principalmente no departamento dos brinquedos. Por um lado, eheh, antes assim. Por outro... contem la' quais são os melhores que eu vou procurar no youtube. :D
19 dezembro 2011
Síndrome do Reader a zero
A blogosfera deve estar toda de férias. Ou a fazer compras de Natal. Ou a fazer os presentes, quais ajudantes de pai Natal.
Des-subscrevi os blogues que se tornaram publicitários. Fora esses, por estes dias, ninguém escreve.
Des-subscrevi os blogues que se tornaram publicitários. Fora esses, por estes dias, ninguém escreve.
Negócio da China
Portugal está a pagar juros a 16,197 por cento (a dois anos)e a 15,738 por cento (a cinco anos) (daqui).
Quando eu era adolescente, as taxas de juro eram dessa ordem. Na altura, isso para mim significava que o dinheiro duplicava em 5 anos.
Supondo juros a 5 anos de 15%, com capitalização anual, ao fim de 5 anos tem-se 201% do investimento de volta. Pois, falta tirar os impostos.
Ainda assim... Acredito que o risco de Portugal não pagar a dívida (estas dividas, há muita dívida) é muito pequeno. O único risco que me parece apreciável é o do fim do euro e regresso à moeda antiga, com consequente desvalorização. Ora, as previsões de desvalorização dadas pelos economistas (baseadas na História) é de que essa nova moeda desvalorize entre 30% a 50% relativamente ao euro. Nesse cenário também é de esperar que a desvalorização seja mais abrupta inicialmente, recuperando terreno após um ano.
Portanto... Mesmo que tudo corra mal, é improvável, nestas condições, que quem investe a 5 anos para duplicar o seu dinheiro perca alguma coisa. Infelizmente, só os bancos (que ainda para mais beneficiam de taxas de impostos sobre os lucros mais baixas que os privados) podem emprestar nestas condições ao Estado.
Falta ainda dizer que os bancos andam a pedir emprestado ao BCE a 1% para depois irem emprestar ao Estado a estas taxas de juro obscenas...
Quando eu era adolescente, as taxas de juro eram dessa ordem. Na altura, isso para mim significava que o dinheiro duplicava em 5 anos.
Supondo juros a 5 anos de 15%, com capitalização anual, ao fim de 5 anos tem-se 201% do investimento de volta. Pois, falta tirar os impostos.
Ainda assim... Acredito que o risco de Portugal não pagar a dívida (estas dividas, há muita dívida) é muito pequeno. O único risco que me parece apreciável é o do fim do euro e regresso à moeda antiga, com consequente desvalorização. Ora, as previsões de desvalorização dadas pelos economistas (baseadas na História) é de que essa nova moeda desvalorize entre 30% a 50% relativamente ao euro. Nesse cenário também é de esperar que a desvalorização seja mais abrupta inicialmente, recuperando terreno após um ano.
Portanto... Mesmo que tudo corra mal, é improvável, nestas condições, que quem investe a 5 anos para duplicar o seu dinheiro perca alguma coisa. Infelizmente, só os bancos (que ainda para mais beneficiam de taxas de impostos sobre os lucros mais baixas que os privados) podem emprestar nestas condições ao Estado.
Falta ainda dizer que os bancos andam a pedir emprestado ao BCE a 1% para depois irem emprestar ao Estado a estas taxas de juro obscenas...
14 dezembro 2011
workshop sobre blogues em 5 minutos
Um blogue é uma página web pré-formatada, ordenada por ordem cronológica inversa.
A maioria dos bloggers usam plataformas que não implicam conhecer código HTML ou outros. A facilidade em escrever post atrás de post sem ter que se preocupar com nada mais importante do que o texto, ou as imagens que se colocam nos blogues leva a que qualquer marmelo possa ter um blogue. É fácil e rápido: registo na plataforma (blogspot ou outra), escolha do layout, e post away, é só escrever.
Um blogue é como um diário de que toda a gente tem a chave, ou não, porque também se pode privatizar e dar a chave só a algumas pessoas. E, tal como um diário, não está obrigado a seguir nenhum tipo de escrita, nenhum registo, nenhuma regra, a não ser a que a pessoa quiser. Bem, talvez uma ou duas, de índole legal, mas já vi alguns posts cujos autores não tinham pensado nas consequências de clicar no botão de publicar... A sério, pensem duas vezes antes de se gabarem na net de que saíram de uma loja sem pagar: por um lado fica-vos mal, por outro, correm o risco de a polícia vos bater à porta.
De resto, alguns blogues têm publicidade, a maioria não tem. Os que têm publicidade a mais acabam por perder leitores, porque publicidade é coisa que não nos falta no dia a dia e ler publicidade, parecendo que não, cansa e é chato. Se querem escrever sobre a saia fabulosa da zara que foi uma pechincha, tudo bem, se estão a escrever sobre o produto xpto que vos mandaram pelo correio é capaz de já cheirar mal. Não é fácil escrever um post publicitário que não pareça ter sido encomendado, e quando isso se torna um hábito, enjoa. Além do mais, na minha opinião, os posts publicitários escritos por amadores podem ter um efeito contraproducente para a marca. Eu por exemplo costumava comprar sempre ferrero rocher nesta altura do ano e este ano não só não comprei como até tive uma reacção violenta quando os vi no supermercado (do tipo: blhec, gajos chatos, não quero disso).
Muitos blogues são estritamente pessoais, falam da vida de quem os escreve ou de aspectos do dia a dia. Outros são mais impessoais, ligados à fotografia, cinema, localidades ou outros temas. Outros ainda são profissionais, servem para promover a actividade do autor, ou mostram aspectos menos visíveis de certas actividades profissionais. Cuidado, no entanto, com o que escrevem num blogue sobre a actividade que exercem, há diversos casos de bloggers que foram despedidos por causa do que publicaram na internet. Digamos que nem sempre será a melhor maneira de trocar de emprego.
Isto é o essencial. Não precisam de saber quase nada disto (à parte aquela linha sobre registo na plataforma) para ter um blogue. A parte do workshop é que agora têm que criar um blogue (se não o tiverem), e escrever lá qualquer coisa. E se quiserem por fotos ou vídeos e não estiverem a conseguir sem ajuda, podem perguntar.
Agora passem para cá 40 euros e vão fazer um bolinho. Pode ser este.
A maioria dos bloggers usam plataformas que não implicam conhecer código HTML ou outros. A facilidade em escrever post atrás de post sem ter que se preocupar com nada mais importante do que o texto, ou as imagens que se colocam nos blogues leva a que qualquer marmelo possa ter um blogue. É fácil e rápido: registo na plataforma (blogspot ou outra), escolha do layout, e post away, é só escrever.
Um blogue é como um diário de que toda a gente tem a chave, ou não, porque também se pode privatizar e dar a chave só a algumas pessoas. E, tal como um diário, não está obrigado a seguir nenhum tipo de escrita, nenhum registo, nenhuma regra, a não ser a que a pessoa quiser. Bem, talvez uma ou duas, de índole legal, mas já vi alguns posts cujos autores não tinham pensado nas consequências de clicar no botão de publicar... A sério, pensem duas vezes antes de se gabarem na net de que saíram de uma loja sem pagar: por um lado fica-vos mal, por outro, correm o risco de a polícia vos bater à porta.
De resto, alguns blogues têm publicidade, a maioria não tem. Os que têm publicidade a mais acabam por perder leitores, porque publicidade é coisa que não nos falta no dia a dia e ler publicidade, parecendo que não, cansa e é chato. Se querem escrever sobre a saia fabulosa da zara que foi uma pechincha, tudo bem, se estão a escrever sobre o produto xpto que vos mandaram pelo correio é capaz de já cheirar mal. Não é fácil escrever um post publicitário que não pareça ter sido encomendado, e quando isso se torna um hábito, enjoa. Além do mais, na minha opinião, os posts publicitários escritos por amadores podem ter um efeito contraproducente para a marca. Eu por exemplo costumava comprar sempre ferrero rocher nesta altura do ano e este ano não só não comprei como até tive uma reacção violenta quando os vi no supermercado (do tipo: blhec, gajos chatos, não quero disso).
Muitos blogues são estritamente pessoais, falam da vida de quem os escreve ou de aspectos do dia a dia. Outros são mais impessoais, ligados à fotografia, cinema, localidades ou outros temas. Outros ainda são profissionais, servem para promover a actividade do autor, ou mostram aspectos menos visíveis de certas actividades profissionais. Cuidado, no entanto, com o que escrevem num blogue sobre a actividade que exercem, há diversos casos de bloggers que foram despedidos por causa do que publicaram na internet. Digamos que nem sempre será a melhor maneira de trocar de emprego.
Isto é o essencial. Não precisam de saber quase nada disto (à parte aquela linha sobre registo na plataforma) para ter um blogue. A parte do workshop é que agora têm que criar um blogue (se não o tiverem), e escrever lá qualquer coisa. E se quiserem por fotos ou vídeos e não estiverem a conseguir sem ajuda, podem perguntar.
Agora passem para cá 40 euros e vão fazer um bolinho. Pode ser este.
09 dezembro 2011
Conversas
Outro dia, um amigo inglês contava que cada nacionalidade tinha o seu tema de conversa "de elevador". Para os britânicos, era o tempo, outros já não me lembro, e para os portugueses era a praia. Pois, a praia é um bom tema, pensei eu, que gosto de praia. E depois encontrei outro amigo, um belga apaixonado por uma portuguesa, que contou que os portugueses estão sempre a falar de comida. De um apreciador para outro, anuí. Sim, a comida é realmente um bom tema, e bem mais imediato que a praia. É que se frequentar a praia depende do tempo que faz, a comida é assunto que estica para o ano todo. Gelados no verão, bolos no inverno, bacalhau, leitão, bife e alheiras. Eu que o diga, que ando sempre à procura da especialidade de cada região. Presunto da serra, pastéis de Tentúgal, ovos moles de Aveiro. Folar transmontano, bolas de azeite, pastéis de Belém (ou pastéis de nata noutros sítios), arroz de marisco. É melhor ficar-me por aqui, que começo já a salivar. Mas o mais interessante é que o tema da comida não se limita à comida em si. Há a procura pelo melhor restaurante, ou o que melhor cozinha certo prato, a procura pelos ingredientes para os emigrados como eu (onde será que se encontra uma couve penca ou galega? e um cacete para as rabanadas?), e a procura da "receita certa". Sim, eu adoro a praia, não passo sem uns dias de férias à beira-mar. Mas comer, isso é todos os dias.
07 dezembro 2011
Os profetas ou a desgraça
Noutra vida, fui conhecida por ser europeísta convicta. A livre circulação de pessoas é genial, a livre circulação de bens também, e a moeda única é algo absolutamente fantástico... Entre a circulação de pessoas e a moeda única até os mais anti-europeístas dos meus amigos se rendiam à evidência de que isto da comunidade europeia era algo que tinha as suas vantagens.
Noutros tempos, também achei que a moeda única faria sentido com sistemas fiscais iguais no espaço europeu. Acho que os estados unidos da europa seriam extremamente positivos para todos os povos envolvidos.
Claro, isto foi antes do último alargamento. Foi antes da Grécia implodir, de o milagre irlandês se transformar num pesadelo, e, principalmente antes de sentir a animosidade dos alemães contra os gregos, portugueses, e o que vier a seguir. Antes de ter a sensação de que os alemães estão a tentar pela via económica dominar a europa inteira - ou os outros países se portam bem ou levam tau-tau. Já nem sequer escondem o desejo de mandar em quem não os elegeu, em cilindrar as constituições e os políticos democraticamente eleitos de outras nações. O poder deles (alemães) é o de emitir moeda e decidir as taxas de juro - o que deixa a capacidade de reagir a problemas económicos dos outros países de rastos. E se antes fazia todo o sentido uma união fiscal (antes, quando a presidência da CEE era rotativa e passava pelos países todos), agora já me cheira a mais uma maneira de aniquilar totalmente a capacidade de resposta a problemas económicos dos outros países. Sem poder emitir moeda, tendo as taxas de juro ditadas por um BCE dominado por um outro país, sem capacidade de adaptar a política fiscal ao cenário económico, com as constituições alteradas a mando de políticos de outras nações, que União é esta?
E que legitimidade têm os políticos portugueses, eleitos pelos portugueses, que nunca antes falaram nestes assuntos antes das eleições, para seguir em frente com a desculpa de que tudo isto é necessário?
Somos Homens ou somos ratos?
(estou farta de ler notícias)
Noutros tempos, também achei que a moeda única faria sentido com sistemas fiscais iguais no espaço europeu. Acho que os estados unidos da europa seriam extremamente positivos para todos os povos envolvidos.
Claro, isto foi antes do último alargamento. Foi antes da Grécia implodir, de o milagre irlandês se transformar num pesadelo, e, principalmente antes de sentir a animosidade dos alemães contra os gregos, portugueses, e o que vier a seguir. Antes de ter a sensação de que os alemães estão a tentar pela via económica dominar a europa inteira - ou os outros países se portam bem ou levam tau-tau. Já nem sequer escondem o desejo de mandar em quem não os elegeu, em cilindrar as constituições e os políticos democraticamente eleitos de outras nações. O poder deles (alemães) é o de emitir moeda e decidir as taxas de juro - o que deixa a capacidade de reagir a problemas económicos dos outros países de rastos. E se antes fazia todo o sentido uma união fiscal (antes, quando a presidência da CEE era rotativa e passava pelos países todos), agora já me cheira a mais uma maneira de aniquilar totalmente a capacidade de resposta a problemas económicos dos outros países. Sem poder emitir moeda, tendo as taxas de juro ditadas por um BCE dominado por um outro país, sem capacidade de adaptar a política fiscal ao cenário económico, com as constituições alteradas a mando de políticos de outras nações, que União é esta?
E que legitimidade têm os políticos portugueses, eleitos pelos portugueses, que nunca antes falaram nestes assuntos antes das eleições, para seguir em frente com a desculpa de que tudo isto é necessário?
Somos Homens ou somos ratos?
(estou farta de ler notícias)
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