14 outubro 2011
Querida Pátria
(ou: pobres e mal agradecidos?)
Não te queixes do calor. Já cancelaram os fundos para o aquecimento.
06 outubro 2011
O interesse
Há uns anos, fiz um curso de quinze dias que deixou o professor pasmado. Ele comentava com quem o tinha convencido a dar aquele curso que nas suas aulas normais os alunos não estavam atentos (não seriam todos, acrescento eu), tinham pressa de ir embora, não manifestavam grande interesse pelo assunto. E ali estava ele, a mesma pessoa, com um grupo de alunos diferente, cada aluno com um background completamente diferente do do lado, de diferentes nacionalidades, e a situação era quase o reverso do que o que este professor estava habituado. A atenção era total, o interesse também, e quando o tempo terminava nenhum dos alunos arrumava as coisas para ir embora, antes continuava o trabalho que estava a fazer, ou a tirar as dúvidas que tinham surgido, e depois, muito lentamente, depois de serem relembrados várias vezes que a aula tinha acabado, lá arrumavam as tralhas e seguiam para o ponto seguinte do programa (o jantar!).
Até hoje estou convencida que a diferença era que todos estes alunos tinham escolhido aquele curso, aquele tema, porque à partida estavam interessados nele. Não porque os pais os tinham obrigado a ir para ali, não porque sentiam que aquilo era um passo necessário na vida (não era), não porque lhes fosse dar melhores perspectivas de emprego (mas talvez ajudasse), não por nenhuma razão externa excepto o gosto pelo tema. Era um curso extra curricular, numa língua estrangeira para todos, com gente que não conheciam, com promessas de festa à mistura, mas suficientemente técnico para suscitar interesse por si próprio. E durante aquelas semanas aprendemos uma data de coisas sobre as quais não tínhamos a mínima noção à partida, desfrutámos da aprendizagem, fomos a festas todas as noites, e fizemos um professor muito feliz.
Até hoje estou convencida que a diferença era que todos estes alunos tinham escolhido aquele curso, aquele tema, porque à partida estavam interessados nele. Não porque os pais os tinham obrigado a ir para ali, não porque sentiam que aquilo era um passo necessário na vida (não era), não porque lhes fosse dar melhores perspectivas de emprego (mas talvez ajudasse), não por nenhuma razão externa excepto o gosto pelo tema. Era um curso extra curricular, numa língua estrangeira para todos, com gente que não conheciam, com promessas de festa à mistura, mas suficientemente técnico para suscitar interesse por si próprio. E durante aquelas semanas aprendemos uma data de coisas sobre as quais não tínhamos a mínima noção à partida, desfrutámos da aprendizagem, fomos a festas todas as noites, e fizemos um professor muito feliz.
02 outubro 2011
A apanhar maçãs
Ter uma macieira carregadinha de maçãs a dar sopa é a desculpa perfeita para subir a uma árvore pela primeira vez desde anos, e fingir que se tem um propósito para além de simplesmente trepar por ali acima. Na realidade, a fruta foi apanhada recorrendo a um utensílio que até agora desconhecia, uma espécie de pau telescópico com um aro redondo com dentes a sair por um lado e um saquinho do outro, mas ainda consegui apanhar duas empoleirada lá em cima. Esta árvore não foi podada de modo a facilitar a subida de humanos, disse eu, e desci dali com as duas maçãs a justificar o comportamento de macaco. Quatro baldes depois, pergunto-me, o que é que se faz com tanta maçã?
(Só me lembro de uma coisa, levar para o trabalho e anunciar que há maçãs biológicas para quem quiser, rir-me do termo bio, porque nada é mais biológico que maçãs que cresceram numa árvore que não só não viu produtos químicos como não foi regada nem podada...)
Já agora, alguém conhece uma boa receita de tarte de maçã? :)
(Só me lembro de uma coisa, levar para o trabalho e anunciar que há maçãs biológicas para quem quiser, rir-me do termo bio, porque nada é mais biológico que maçãs que cresceram numa árvore que não só não viu produtos químicos como não foi regada nem podada...)
Já agora, alguém conhece uma boa receita de tarte de maçã? :)
18 setembro 2011
Sobre conduzir do outro lado da estrada
De vez em quando a mão direita vai direitinha `a porta do carro, porque e' ali que costuma estar a alavanca das mudanças. Ir pelo lado esquerdo da estrada não e' tão mau, porque o cérebro lembra-se que o condutor costuma estar no centro da estrada e o lugar do condutor mudou. As rotundas felizmente tem placas triangulares antes e depois, o que acaba por facilitar. 400 yards e' já ali, seja la' quanto isso for. Mas o mais esquisito são os mini-sinais a indicar as velocidades máximas nas estradas fora das localidades.
A conduzir devagarinho, just in case. Mas uma coisa e' certa, isto e' divertido.
A conduzir devagarinho, just in case. Mas uma coisa e' certa, isto e' divertido.
17 setembro 2011
Para o que me havia de dar
Estou que nem posso, pelo que a história é curta. Fui à cabeleireira (odeio, odeio). Disse uma frase da qual me vou arrepender nas próximas semanas todas as vezes que me olhar ao espelho. Parece-me que vou passar a usar chapéu. Incluindo debaixo de tecto. Sugestões?
04 setembro 2011
Para matar saudades
Para matar saudades, antes de dormir passo uns momentos a olhar para o Porto. A ponte D.Luís, a ribeira, três rabelos, o rio, as luzes da noite. A vista do meu quarto, à noite, com a persiana corrida, é essa. Comprei-a no Ikea há uns dias, e o melhor de tudo foi que no momento da descoberta ("Olha! Um quadro do Porto", dizia eu) um alemão muito excitado descobria-a também. E dizia à namorada (?) "É o Porto! É o Porto!", e pegou no quadro-foto e levou-o para a mãe dele. É bonito. A foto é bonita. E é bonito, da parte do Ikea, trazer um bocadinho de mim até cá.
31 agosto 2011
Então é assim ;)
Ainda ontem estava na praia, a ouvir os mais ou menos imaginativos vendedores de bolas de berlim, a recordar os pregões dos vendedores de jornais (correio da manhã! diário de notícias! o jogo!) que devo ter ouvido pela última vez há uns 20 anos ou mais (ai a velhice!), a apanhar sol a horas que não se deve e ler (ver) mais revistas do que é aconselhável, e agora estou aqui.
Podia fazer um resumo.
Contar a história do Anderson, o vendedor de bolas de berlim fabulástico que anima(va) a praia todos os dias com as suas cantorias, pregões, bolas de berlim (com creme, sem creme e de chocolate), e que regularmente era brindado com uma salva de palmas. O Anderson que até tem um clube de fãs no facebook (procurem por bolinhas light), e que ao meio dia anunciava que se ia embora, quem quisesse dormir que aproveitasse pois ele regressaria às quatro para acordar todo o mundo. E depois, podia recordar os vendedores de bolas de berlim de outras praias, os que dizem que a ASAE não os deixa vender bolas com creme... (bola sem creme, para mim não é nada) Anderson, és o maior. Tão bom que enquanto outros vendedores se arrastam pela praia e vendem uma bolinha aqui, outra ali, o Anderson despacha duas malas térmicas em três tempos, e ainda tem uns miúdos que lhe vêm trocar malas vazias por outras cheias, que isto de vender bolas de berlim é para quem sabe e tem amor à arte (a arte deve ser a da cantoria). Desde o "amanhã de manhã", o "de quem será o filho" e outros êxitos adaptados à temática bolas de berlim, o pregão "quem comeu, comeu, quem não comeu, perdeu" vão ficar gravados na memória por uns tempos... Ainda agora me vim embora e já estou com saudades das minhas bolinhas light que não engordam... LOL (não faço ideia o que é que as tornava light, mas lá que eram uma maravilha e não engordei... :P)
Podia falar da desgraçada da crise, e das tantas medidas que andam a ser anunciadas diariamente e dizer que com tanto pau, não sei como é que o pessoal se aguenta, mesmo com sol e praia. De onde deduzo que devia ter evitado os jornais, que olhos que não lêem notícias dessas, coração que não sente...
Podia discorrer sobre o maldito acordo ortográfico, por causa do qual não reconheço palavras e por vezes nem descubro a acentuação (como é que se lêem certas palavras) para depois poder perceber que palavra é que é. E também podia dizer que há jornalistas que escrevem tão mal, e ninguém os corrige, com acordo ou sem acordo, que me custa a compreender como é que continuam a trabalhar para publicações em que a rainha deveria ser a palavra escrita. Deve ser a crise, às tantas pagam-lhes pouco ou nada e os pobres ficam sem tempo ou motivação para não assassinar a língua.
Também podia só dizer que não devia ser permitido usar o photoshop em fotografias de catálogos. Estou piursa porque uma carteira que apareceu em meia dúzia de revistas e na net vinha habilmente fotografada e photoshopada, ao ponto de as cores serem mais claras e brilhantes... quem a vê ao vivo quase nem a reconhece. E se fosse caso único...
No entanto estou com uma dor de cabeça que não posso, deve ser a aclimatização ao outono repentino... isto das viagens de avião tem as suas desvantagens. Como tal, não vou escrever nada. Isto há-de tudo passar.
Podia fazer um resumo.
Contar a história do Anderson, o vendedor de bolas de berlim fabulástico que anima(va) a praia todos os dias com as suas cantorias, pregões, bolas de berlim (com creme, sem creme e de chocolate), e que regularmente era brindado com uma salva de palmas. O Anderson que até tem um clube de fãs no facebook (procurem por bolinhas light), e que ao meio dia anunciava que se ia embora, quem quisesse dormir que aproveitasse pois ele regressaria às quatro para acordar todo o mundo. E depois, podia recordar os vendedores de bolas de berlim de outras praias, os que dizem que a ASAE não os deixa vender bolas com creme... (bola sem creme, para mim não é nada) Anderson, és o maior. Tão bom que enquanto outros vendedores se arrastam pela praia e vendem uma bolinha aqui, outra ali, o Anderson despacha duas malas térmicas em três tempos, e ainda tem uns miúdos que lhe vêm trocar malas vazias por outras cheias, que isto de vender bolas de berlim é para quem sabe e tem amor à arte (a arte deve ser a da cantoria). Desde o "amanhã de manhã", o "de quem será o filho" e outros êxitos adaptados à temática bolas de berlim, o pregão "quem comeu, comeu, quem não comeu, perdeu" vão ficar gravados na memória por uns tempos... Ainda agora me vim embora e já estou com saudades das minhas bolinhas light que não engordam... LOL (não faço ideia o que é que as tornava light, mas lá que eram uma maravilha e não engordei... :P)
Podia falar da desgraçada da crise, e das tantas medidas que andam a ser anunciadas diariamente e dizer que com tanto pau, não sei como é que o pessoal se aguenta, mesmo com sol e praia. De onde deduzo que devia ter evitado os jornais, que olhos que não lêem notícias dessas, coração que não sente...
Podia discorrer sobre o maldito acordo ortográfico, por causa do qual não reconheço palavras e por vezes nem descubro a acentuação (como é que se lêem certas palavras) para depois poder perceber que palavra é que é. E também podia dizer que há jornalistas que escrevem tão mal, e ninguém os corrige, com acordo ou sem acordo, que me custa a compreender como é que continuam a trabalhar para publicações em que a rainha deveria ser a palavra escrita. Deve ser a crise, às tantas pagam-lhes pouco ou nada e os pobres ficam sem tempo ou motivação para não assassinar a língua.
Também podia só dizer que não devia ser permitido usar o photoshop em fotografias de catálogos. Estou piursa porque uma carteira que apareceu em meia dúzia de revistas e na net vinha habilmente fotografada e photoshopada, ao ponto de as cores serem mais claras e brilhantes... quem a vê ao vivo quase nem a reconhece. E se fosse caso único...
No entanto estou com uma dor de cabeça que não posso, deve ser a aclimatização ao outono repentino... isto das viagens de avião tem as suas desvantagens. Como tal, não vou escrever nada. Isto há-de tudo passar.
11 agosto 2011
Isto anda lindo
Acordei e fui à procura das toalhas novas que comprei. Não me conseguia lembrar onde é que as teria guardado. Mais tarde, a realidade atingiu-me, as toalhas tinham sido compradas durante a noite. Em sonhos.
28 julho 2011
Investimentos
Devo ter um chip errado. Escreve-se por aí que a roupa é um investimento. Eu até gostava de ver alguém dizer isto sem se rir. Que comprou as calças XPTO como um investimento, porque aquilo, está-se mesmo a ver, com as lavagens e o uso só vai valorizar. Um investimento com retorno garantido. Mas se calhar estou a interpretar mal o termo investimento. Se calhar o investimento é na economia: do género alguém paga um salário a alguém, que usa esse salário para comprar coisas cujo valor irá rapidamente baixar após a compra, mas quem recebe o dinheiro ao menos pode pagar aos funcionários, e à fábrica, e a renda, e sabe-se lá mais o quê. Sim, um investimento na economia em geral. Deve ser isso.
E eu que achava que um investimento era algo em que depositávamos a confiança de que mais tarde recebêssemos mais (de preferência) do que o que tínhamos investido. Suponho que este seja o efeito imediato do rating da Moodys, já que tudo é lixo e não há confiança nos investimentos mais tradicionais, o melhor é mas é gastar o dinheirinho porque assim ao menos ficamos na mão com algo que se veja. Nem que sejam umas calças que desbotam na primeira lavagem.
E eu que achava que um investimento era algo em que depositávamos a confiança de que mais tarde recebêssemos mais (de preferência) do que o que tínhamos investido. Suponho que este seja o efeito imediato do rating da Moodys, já que tudo é lixo e não há confiança nos investimentos mais tradicionais, o melhor é mas é gastar o dinheirinho porque assim ao menos ficamos na mão com algo que se veja. Nem que sejam umas calças que desbotam na primeira lavagem.
Silly season
Comprei um vestido giríssimo no fim de saldos (uma pechincha, mesmo) e tive que tirar o verniz das unhas menos de 24 horas depois de mo terem colocado porque comecei a roer as unhas. Ou então era o verniz que não valia nada. Se estivesse calor, isto seria mais silly ainda... Tenho saudades do verão!!!
Dorian
Estas férias devo ter lido o número mínimo de livro de sempre. Acabei o "The Road", porque era emprestado e já o tinha à meses na casa de banho. Sou demasiado rápida na casa de banho e aquilo não chegava ao fim lendo duas páginas de cada vez. Verdade seja dita, também não estava a achar grande coisa até que cheguei a cerca de um terço do livro, que é quando finalmente começa a acontecer alguma coisa. Não foi mau, acaba relativamente mal (não gostei, mas também acho que não havia alternativa melhor), e não recomendo vivamente - só moderadamente, mais, se tiverem alguém que empreste :P.
E depois li "The picture of Dorian Gray", em inglês porque foi assim que o encontrei na FNAC a um preço pequenino. Fabuloso do princípio ao fim, tirando umas 3 páginas que me pareceram estar ali a encher chouriços (pode-se dizer isto do Oscar Wilde? imagino que sim, é a minha sincera opinião...) e que acabei por ler na diagonal. Mas sim, fabulosa, a história, a maneira como é contada, a obcessão pela beleza e o tormento interior do rapaz. Em certas ocasiões, à medida que a história se desenrola vê-se mesmo o que vai acontecer a seguir, como naqueles filmes em que já sabemos que o mau vem aí e a rapariga devia era já estar a fugir porta fora, mas ainda assim, excelente. Fabuloso. Ainda não consegui pegar noutro livro porque aquele ainda me ocupa os pensamentos. E ainda para mais, sei de um retrato que podia ser a versão final do de Dorian Gray. Spooky...
E depois li "The picture of Dorian Gray", em inglês porque foi assim que o encontrei na FNAC a um preço pequenino. Fabuloso do princípio ao fim, tirando umas 3 páginas que me pareceram estar ali a encher chouriços (pode-se dizer isto do Oscar Wilde? imagino que sim, é a minha sincera opinião...) e que acabei por ler na diagonal. Mas sim, fabulosa, a história, a maneira como é contada, a obcessão pela beleza e o tormento interior do rapaz. Em certas ocasiões, à medida que a história se desenrola vê-se mesmo o que vai acontecer a seguir, como naqueles filmes em que já sabemos que o mau vem aí e a rapariga devia era já estar a fugir porta fora, mas ainda assim, excelente. Fabuloso. Ainda não consegui pegar noutro livro porque aquele ainda me ocupa os pensamentos. E ainda para mais, sei de um retrato que podia ser a versão final do de Dorian Gray. Spooky...
05 julho 2011
Em campo
No campo nunca dói nada. Um murro no pescoço, um remate com força nas canelas, caneladas, quedas, boladas no nariz. Não foi nada, nunca é nada. Mais tarde, quando ninguém vir, é que se sente a dor, o inchaço, as nódoas negras. Ainda assim, volto sempre para mais.
19 junho 2011
O-O
Há uns anitos que tenho um netbook cujo sistema operativo é Linux. Eu de Linux percebo pouco, muito pouco, mas quando comprei o bichinho os 50 euros a menos, comparativamente à mesma máquina com o sistema operativo das janelas ;), para além da rapidez ao iniciar e fechar o computador, pesaram. (E só depois me lembrei de outras vantagens, como o não precisar de anti-vírus e o facto de, ao longo dos meses e anos de uso, a máquina nunca ter ficado mais lenta, o nunca ter apanhado um trojan que me obrigasse a formatar o disco e me fizesse perder horas e paciência.) Uso o meu computadorzinho principalmente para ir à net a partir do sofá, quando estou em viagens, mas também para trabalhar, só porque é tao mais rápido que os laptops do trabalho, uma velocidade estonteante em comparaçao.
E depois há a desvantagem, que tem a sua graça e lado positivo também. É o não peceber nada. É de cada vez que preciso de uma coisa qualquer andar às aranhas. Ao início muitas vezes - que me lembre, para configurar o teclado (sistema operativo em inglês, mas teclado alemão que ele não descobriu sozinho, e ainda assim fiquei toda contente por ter a escolha, que o windows não me teria dado), para instalar o skype, para fazer upgrade para o firefox 3 (vinha instalado o 2).
Já há imenso tempo que não tinha que fazer nada de especial - era usar e pronto. O firefox updatava-se sozinho (LOL, sim, actualizava-se sozinho). Até agora. Com o Firefox 4 clicar no botão não chegou. Pelo que voltei a andar às aranhas, a pesquisar no google, a procurar nos fóruns. Desta vez foi um bocadinho mais rápido. Porque já sei o mais básico (Alt+F2 e escrever xterm para abrir um terminal), que nos primeiros dias não sabia. Porque sei que o "macles" é dos sítios com mais informação e mais fiável - não sei onde está, mas a minha pesquisa no google há-de encontrá-lo na primeira página de resultados.
E o mais engraçado é que quase me sinto geek a escrever linhas como
wget -N http://kojipkgs.fedoraproject.org/packages/gcc/4.3.2/7/i386/libstdc++-4.3.2-7.i386.rpm
Quase, porque nem sei bem o que aquilo significa. (mas faço uma ideia). E a sensação dura uns meros segundos porque ainda há pouco tinha passado praticamente uma hora a tentar configurar os MMS do meu telemóvel marado e nao consegui. Not geek enough... No fundo, aquilo que me prende a este computadorzito, que começa a ser grande para o hardware que tem lá dentro (os modelos mais modernos são quase o mesmo, mas significativamente mais magrinhos) é mesmo este lado de geek. Se o trocasse por outro, estaria a trocar o meu Linux (já alterado para mim), por um windows, com a obrigatoriedade de usar um anti-vírus, as chatices das línguas, o progressivo arrastamento da máquina ao longo do tempo que se usa, o software que instalaria e o que se instalaria a si mesmo. E, da mesma maneira que tenho algumas saudades do MS-DOS, dos terminais de texto com écran preto e letras verdes onde via o mail com o pine, um dia terei saudades desta sensação de poder fazer uma coisa que nem toda a gente é capaz. Também a tenho com outras coisas na minha vida (tantas, na verdade), mas esta é especial.
E já que o motivo que me levou a fazer este post foi o update para o firefox 4 no meu acer aspire one com linux, se alguém cá vier parar ao engano, pode seguir este link que o macles tem a solução do problema.
18 junho 2011
Dos sapatos
Tenho uns sapatos novos, fantásticos, da Zara. Prenda de anos, 12 cm de salto, com plataforma que é para não cair dali abaixo, 3 cores (laranja, rosa e vermelho, sim, são lindos), e claro, no primeiro dia em que os usei deram-me cabo dos pés. Exagero, vá, foi só uma bolhinha que nem rebentou, mas o suficiente para no dia seguinte andar de sapatilhas. E depois, o dilema, o que é que eu calço? A vontade de andar de sapatilhas é pouca (não gosto de usar com saia, e está calor para andar de calças)... pelo que tirei do armário os sapatos do ano passado porque eram os mais confortáveis (bem, havia mais uma opção mas como eram sandálias com tiras mesmo no sítio da bolha, passei). Uns meros 10 cm de salto, também com plataforma à frente. E aí acendeu uma luzinha na minha cabeça, se os sapatos mais confortáveis que tenho são de salto bem alto, algo está errado no meu armário. Onde andam os sapatos rasos?
09 junho 2011
08 junho 2011
Ligações
Para quem dá voltas por aí, de computador na mão e sempre à procura de ligação à net...
No ano de 2011 estaria à espera que houvesse, por todo o lado, ligação sem fios, fácil, prática e rápida, e de preferência a um custo baixo. Infelizmente não é tão simples quanto isso, e às vezes há truques que nos levam rapidamente a mil novecentos e noventa e tal... Há locais onde o acesso à net sem fios é pago, e o acesso com fios é grátis (não me perguntem porquê, não faço ideia) . A maioria das pessoas que têm acesso Wi-Fi nos seus aparelhos não transporta consigo um fio para se ligar, por isso isto é só para gente prevenida. Ainda para mais, descobri isto por via da necessidade ;), os cabos de ligação à internet (com fio) não são os mesmos em todos os países. Se têm um cabo que funcione em Portugal, aqui não encontram onde o encaixar, já que as fichas têm formatos diferentes. Estava a ver o tipo de ligações que há, e só encontrei isto, um site onde mostram as ligações telefónicas, que não é bem a mesma coisa. Dizem-me que França, Alemanha e Bélgica (pelo menos) usam a mesma ligação. Deve haver adaptadores, mas não pesquisei.
De qualquer forma, para já estou despachada. Vou meter um cabo de ligação à net na mala.
(Freebie: quando se forem meter num avião no aeroporto do Porto, levem o cabo para se entreterem enquanto esperam. É grátis, só têm que ir prevenidos, e até há tomadas de electricidade e tudo.)
No ano de 2011 estaria à espera que houvesse, por todo o lado, ligação sem fios, fácil, prática e rápida, e de preferência a um custo baixo. Infelizmente não é tão simples quanto isso, e às vezes há truques que nos levam rapidamente a mil novecentos e noventa e tal... Há locais onde o acesso à net sem fios é pago, e o acesso com fios é grátis (não me perguntem porquê, não faço ideia) . A maioria das pessoas que têm acesso Wi-Fi nos seus aparelhos não transporta consigo um fio para se ligar, por isso isto é só para gente prevenida. Ainda para mais, descobri isto por via da necessidade ;), os cabos de ligação à internet (com fio) não são os mesmos em todos os países. Se têm um cabo que funcione em Portugal, aqui não encontram onde o encaixar, já que as fichas têm formatos diferentes. Estava a ver o tipo de ligações que há, e só encontrei isto, um site onde mostram as ligações telefónicas, que não é bem a mesma coisa. Dizem-me que França, Alemanha e Bélgica (pelo menos) usam a mesma ligação. Deve haver adaptadores, mas não pesquisei.
De qualquer forma, para já estou despachada. Vou meter um cabo de ligação à net na mala.
(Freebie: quando se forem meter num avião no aeroporto do Porto, levem o cabo para se entreterem enquanto esperam. É grátis, só têm que ir prevenidos, e até há tomadas de electricidade e tudo.)
11 maio 2011
E por falar em roupa
Ultimamente as minhas t-shirts de algodão aparecem com buracos. Buraquinhos, um ou dois, muito pequenos, pouco maiores que uma picada de alfinete ou agulha. Suponho que se fossem traças os buracos fossem maiores, e afectassem outras peças de roupa, e por isso o mistério continua por resolver. Talvez seja a máquina de lavar, mas, mais uma vez, porquê apenas as t-shirts? E porquê só as minhas? A roupa do resto da família não sofre do mesmo mal... Discriminação é o que é. Às tantas tenho bichos que se alimentam de um tipo específico de tecido precisamente no meu armário.
Ultrapassar a crise
Horas depois de me render às compras online (mango e zara, atenção, nada que seja propriamente território desconhecido), descubro este blogue. A ideia é fantástica, e parece-me que a autora tem roupas melhores que as minhas (suponho que seja o efeito "galinha da vizinha"), o que é genial por diversos motivos (por exemplo: aproveitar roupas fantásticas, poupar dinheiro em compras desnecessárias, avaliar o que é realmente necessário, brincar com a situação, usar os recursos melhor). Eu ainda estou a recuperar de não ter comprado roupa praticamente nenhuma durante dois anos (gravidez e pós parto) e ainda estar a substituir camisolas com borboto e calças que aparentemente encolheram, e assim me justifico não me meter numa coisa destas, mas gosto muito da ideia. Quase tanto como aproveitar o aniversário para obter patrocínios para as minha compras online. :-)
(Entretanto, na Alemanha, parece que a economia vai de vento em popa.)
(Entretanto, na Alemanha, parece que a economia vai de vento em popa.)
29 abril 2011
Parar é morrer (?)
Isto é do caraças. Uma pessoa passa dos trinta, e de repente parece que o mundo se organizou para se pôr a dar palpites sobre o que se pode ou não fazer. Era só o que faltava. Não é que isso me vá impedir de fazer seja o que for, afinal de contas lá porque o mundo está errado isso não quer dizer que tenha que guardar a sua opinião para si próprio... da mesma maneira que eu dou a minha quando me apetece.
Começa assim.
Querido mundo.
Lá porque já passei os trinta, isso não quer dizer que esteja a ter uma crise de meia idade só porque tirei a carta e comprei uma mota. (2500km de prazer absoluto até agora) Afinal de contas, tenciono viver bem para lá dos 60 anos. Se pensares bem, até os governos estão a contar com isso, e aproveitam para convencer a malta da minha idade que vai ter que trabalhar até lá para os 70. Toma lá esta.
Lá porque tenho um emprego estável (e fantástico) não quer dizer que não tenha que aprender mais nada. Mais ainda, isso não é razão para não me dedicar a coisas que não têm nada a ver com o meu trabalho. Lá porque me apeteceu tirar a carta de marinheiro isso não confirma que esteja numa crise de meia idade ou algo que o valha. Além do mais, se fosse pela adrenalina ficava-me pela mota. Ou tirava o curso de paraquedismo e nas férias ia para o campo saltar de um avião umas 20 vezes ao dia em vez de ir para a praia com os miúdos, como as pessoas "normais".
Por falar em paraquedismo.
Já agora, se eu tivesse feito o meu salto tandem depois dos trinta, será que isso também contaria como crise de meia idade? Qual é a tua, pá, que dualidade de critérios é esta?
Querido mundo, a minha vontade de morrer é menos que zero. É por isso que uso o equipamento de protecção completo quando ando de mota, e me arrepio toda quando vejo passar um motoqueiro (sim, que um motard não se veste assim) de pernas ou braços ao léu, a tentar a sorte. Mas também é por isso que tenho de fazer coisas novas. Experimentar comida que nunca provei. Ouvir música que nunca tinha ouvido antes. Ir aonde não fui. Conhecer quem ainda não conheci. Que é para não morrer por dentro muito antes de exalar o último suspiro.
Se não gostas... azar o teu.
Começa assim.
Querido mundo.
Lá porque já passei os trinta, isso não quer dizer que esteja a ter uma crise de meia idade só porque tirei a carta e comprei uma mota. (2500km de prazer absoluto até agora) Afinal de contas, tenciono viver bem para lá dos 60 anos. Se pensares bem, até os governos estão a contar com isso, e aproveitam para convencer a malta da minha idade que vai ter que trabalhar até lá para os 70. Toma lá esta.
Lá porque tenho um emprego estável (e fantástico) não quer dizer que não tenha que aprender mais nada. Mais ainda, isso não é razão para não me dedicar a coisas que não têm nada a ver com o meu trabalho. Lá porque me apeteceu tirar a carta de marinheiro isso não confirma que esteja numa crise de meia idade ou algo que o valha. Além do mais, se fosse pela adrenalina ficava-me pela mota. Ou tirava o curso de paraquedismo e nas férias ia para o campo saltar de um avião umas 20 vezes ao dia em vez de ir para a praia com os miúdos, como as pessoas "normais".
Por falar em paraquedismo.
Já agora, se eu tivesse feito o meu salto tandem depois dos trinta, será que isso também contaria como crise de meia idade? Qual é a tua, pá, que dualidade de critérios é esta?
Querido mundo, a minha vontade de morrer é menos que zero. É por isso que uso o equipamento de protecção completo quando ando de mota, e me arrepio toda quando vejo passar um motoqueiro (sim, que um motard não se veste assim) de pernas ou braços ao léu, a tentar a sorte. Mas também é por isso que tenho de fazer coisas novas. Experimentar comida que nunca provei. Ouvir música que nunca tinha ouvido antes. Ir aonde não fui. Conhecer quem ainda não conheci. Que é para não morrer por dentro muito antes de exalar o último suspiro.
Se não gostas... azar o teu.
26 abril 2011
De boca aberta
Já repararam que pelo menos em revistas e na publicidade em geral, as mulheres aparecem quase sempre de boca aberta? (Aberta, semi-aberta, vai dar ao mesmo.) Há uns tempos estava a folhear uma revista e até contem: 9 em cada 10 fotos a mulher retratada tinha a boca aberta. Nas produções de moda (portanto, mais de uma fotografia da mesma pessoa) a posição da cara até era a mesma - duas ou três variações, com uma pose facial claramente favorita. Nos catálogos de venda à distância a mesma coisa. Nos emails das lojas de roupa, idem. Se calhar sou eu, que como não ando a tirar fotografias às pessoas sem mais nem menos, não reparo que talvez haja uma tendência natural para abrir a boca quando a câmara está prestes a disparar. No entanto não me parece. Tirando quando estamos a comer, ou a falar, ou a beber, ou, literalmente de boca aberta, não me parece habitual ver para dentro de tantos lábios assim sem mais nem menos. Deve ser muita fome. Se calhar estão à espera que alguém lhes dê de comer...
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