19 junho 2011

O-O

Há uns anitos que tenho um netbook cujo sistema operativo é Linux. Eu de Linux percebo pouco, muito pouco, mas quando comprei o bichinho os 50 euros a menos, comparativamente à mesma máquina com o sistema operativo das janelas ;), para além da rapidez ao iniciar e fechar o computador, pesaram. (E só depois me lembrei de outras vantagens, como o não precisar de anti-vírus e o facto de, ao longo dos meses e anos de uso, a máquina nunca ter ficado mais lenta, o nunca ter apanhado um trojan que me obrigasse a formatar o disco e me fizesse perder horas e paciência.) Uso o meu computadorzinho principalmente para ir à net a partir do sofá, quando estou em viagens, mas também para trabalhar, só porque é tao mais rápido que os laptops do trabalho, uma velocidade estonteante em comparaçao.
E depois há a desvantagem, que tem a sua graça e lado positivo também. É o não peceber nada. É de cada vez que preciso de uma coisa qualquer andar às aranhas. Ao início muitas vezes - que me lembre, para configurar o teclado (sistema operativo em inglês, mas teclado alemão que ele não descobriu sozinho, e ainda assim fiquei toda contente por ter a escolha, que o windows não me teria dado), para instalar o skype, para fazer upgrade para o firefox 3 (vinha instalado o 2).
Já há imenso tempo que não tinha que fazer nada de especial - era usar e pronto. O firefox updatava-se sozinho (LOL, sim, actualizava-se sozinho). Até agora. Com o Firefox 4 clicar no botão não chegou. Pelo que voltei a andar às aranhas, a pesquisar no google, a procurar nos fóruns. Desta vez foi um bocadinho mais rápido. Porque já sei o mais básico (Alt+F2 e escrever xterm para abrir um terminal), que nos primeiros dias não sabia. Porque sei que o "macles" é dos sítios com mais informação e mais fiável - não sei onde está, mas a minha pesquisa no google há-de encontrá-lo na primeira página de resultados.
E o mais engraçado é que quase me sinto geek a escrever linhas como 
wget -N http://kojipkgs.fedoraproject.org/packages/gcc/4.3.2/7/i386/libstdc++-4.3.2-7.i386.rpm

(Escrever mesmo, não copiar e colar, que para ver como isto se faz é preciso usar outra máquina que eu sem firefox no Linux nao sei (ainda) ver páginas web).
Quase, porque nem sei bem o que aquilo significa. (mas faço uma ideia). E a sensação dura uns meros segundos porque ainda há pouco tinha passado praticamente uma hora a tentar configurar os MMS do meu telemóvel marado e nao consegui. Not geek enough... No fundo, aquilo que me prende a este computadorzito, que começa a ser grande para o hardware que tem lá dentro (os modelos mais modernos são quase o mesmo, mas significativamente mais magrinhos) é mesmo este lado de geek. Se o trocasse por outro, estaria a trocar o meu Linux (já alterado para mim), por um windows, com a obrigatoriedade de usar um anti-vírus, as chatices das línguas, o progressivo arrastamento da máquina ao longo do tempo que se usa, o software que instalaria e o que se instalaria a si mesmo. E, da mesma maneira que tenho algumas saudades do MS-DOS, dos terminais de texto com écran preto e letras verdes onde via o mail com o pine, um dia terei saudades desta sensação de poder fazer uma coisa que nem toda a gente é capaz. Também a tenho com outras coisas na minha vida (tantas, na verdade), mas esta é especial.

E já que o motivo que me levou a fazer este post foi o update para o firefox 4 no meu acer aspire one com linux, se alguém cá vier parar ao engano, pode seguir este link que o macles tem a solução do problema.

18 junho 2011

Dos sapatos

Tenho uns sapatos novos, fantásticos, da Zara. Prenda de anos, 12 cm de salto, com plataforma que é para não cair dali abaixo, 3 cores (laranja, rosa e vermelho, sim, são lindos), e claro, no primeiro dia em que os usei deram-me cabo dos pés. Exagero, vá, foi só uma bolhinha que nem rebentou, mas o suficiente para no dia seguinte andar de sapatilhas. E depois, o dilema, o que é que eu calço? A vontade de andar de sapatilhas é pouca (não gosto de usar com saia, e está calor para andar de calças)... pelo que tirei do armário os sapatos do ano passado porque eram os mais confortáveis (bem, havia mais uma opção mas como eram sandálias com tiras mesmo no sítio da bolha, passei). Uns meros 10 cm de salto, também com plataforma à frente. E aí acendeu uma luzinha na minha cabeça, se os sapatos mais confortáveis que tenho são de salto bem alto, algo está errado no meu armário. Onde andam os sapatos rasos?

09 junho 2011

Números

Hoje já nasceram 132 portugueses, e morreram 141. (pordata)
Na Baviera há 13 feriados por ano. Tenho a impressão que se esqueceram de algum... (aqui)

08 junho 2011

Ligações

Para quem dá voltas por aí, de computador na mão e sempre à procura de ligação à net...
No ano de 2011 estaria à espera que houvesse, por todo o lado, ligação sem fios, fácil, prática e rápida, e de preferência a um custo baixo. Infelizmente não é tão simples quanto isso, e às vezes há truques que nos levam rapidamente a mil novecentos e noventa e tal... Há locais onde o acesso à net sem fios é pago, e o acesso com fios é grátis (não me perguntem porquê, não faço ideia) . A maioria das pessoas que têm acesso Wi-Fi nos seus aparelhos não transporta consigo um fio para se ligar, por isso isto é só para gente prevenida. Ainda para mais, descobri isto por via da necessidade ;), os cabos de ligação à internet (com fio) não são os mesmos em todos os países. Se têm um cabo que funcione em Portugal, aqui não encontram onde o encaixar, já que as fichas têm formatos diferentes. Estava a ver o tipo de ligações que há, e só encontrei isto, um site onde mostram as ligações telefónicas, que não é bem a mesma coisa. Dizem-me que França, Alemanha e Bélgica (pelo menos) usam a mesma ligação. Deve haver adaptadores, mas não pesquisei.
De qualquer forma, para já estou despachada. Vou meter um cabo de ligação à net na mala.

(Freebie: quando se forem meter num avião no aeroporto do Porto, levem o cabo para se entreterem enquanto esperam. É grátis, só têm que ir prevenidos, e até há tomadas de electricidade e tudo.)

11 maio 2011

E por falar em roupa

Ultimamente as minhas t-shirts de algodão  aparecem com buracos. Buraquinhos, um ou dois, muito pequenos, pouco maiores que uma picada de alfinete ou agulha. Suponho que se fossem traças os buracos fossem maiores, e afectassem outras peças de roupa, e por isso o mistério continua por resolver. Talvez seja a máquina de lavar, mas, mais uma vez, porquê apenas as t-shirts? E porquê só as minhas? A roupa do resto da família não sofre do mesmo mal... Discriminação é o que é. Às tantas tenho bichos que se alimentam de um tipo específico de tecido precisamente no meu armário.

Ultrapassar a crise

Horas depois de me render às compras online (mango e zara, atenção, nada que seja propriamente território desconhecido), descubro este blogue. A ideia é fantástica, e parece-me que a autora tem roupas melhores que as minhas (suponho que seja o efeito "galinha da vizinha"), o que é genial por diversos motivos (por exemplo: aproveitar roupas fantásticas, poupar dinheiro em compras desnecessárias, avaliar o que é realmente necessário, brincar com a situação, usar os recursos melhor). Eu ainda estou a recuperar de não ter comprado roupa praticamente nenhuma durante dois anos (gravidez e pós parto) e ainda estar a substituir camisolas com borboto e calças que aparentemente encolheram, e assim me justifico não me meter numa coisa destas, mas gosto muito da ideia. Quase tanto como aproveitar o aniversário para obter patrocínios para as minha compras online. :-)



(Entretanto, na Alemanha, parece que a economia vai de vento em popa.)

29 abril 2011

Parar é morrer (?)

Isto é do caraças. Uma pessoa passa dos trinta, e de repente parece que o mundo se organizou para se pôr a dar palpites sobre o que se pode ou não fazer. Era só o que faltava. Não é que isso me vá impedir de fazer seja o que for, afinal de contas lá porque o mundo está errado isso não quer dizer que tenha que guardar a sua opinião para si próprio... da mesma maneira que eu dou a minha quando me apetece.
Começa assim.
Querido mundo.
Lá porque já passei os trinta, isso não quer dizer que esteja a ter uma crise de meia idade só porque tirei a carta e comprei uma mota. (2500km de prazer absoluto até agora) Afinal de contas, tenciono viver bem para lá dos 60 anos. Se pensares bem, até os governos estão a contar com isso, e aproveitam para convencer a malta da minha idade que vai ter que trabalhar até lá para os 70. Toma lá esta.
Lá porque tenho um emprego estável (e fantástico) não quer dizer que não tenha que aprender mais nada. Mais ainda, isso não é razão para não me dedicar a coisas que não têm nada a ver com o meu trabalho. Lá porque me apeteceu tirar a carta de marinheiro isso não confirma que esteja numa crise de meia idade ou algo que o valha. Além do mais, se fosse pela adrenalina ficava-me pela mota. Ou tirava o curso de paraquedismo e nas férias ia para o campo saltar de um avião umas 20 vezes ao dia em vez de ir para a praia com os miúdos, como as pessoas "normais".
Por falar em paraquedismo.
Já agora, se eu tivesse feito o meu salto tandem depois dos trinta, será que isso também contaria como crise de meia idade? Qual é a tua, pá, que dualidade de critérios é esta?
Querido mundo, a minha vontade de morrer é menos que zero. É por isso que uso o equipamento de protecção completo quando ando de mota, e me arrepio toda quando vejo passar um motoqueiro (sim, que um motard não se veste assim) de pernas ou braços ao léu, a tentar a sorte. Mas também é por isso que tenho de fazer coisas novas. Experimentar comida que nunca provei. Ouvir música que nunca tinha ouvido antes. Ir aonde não fui. Conhecer quem ainda não conheci. Que é para não morrer por dentro muito antes de exalar o último suspiro.
Se não gostas... azar o teu.

26 abril 2011

De boca aberta

Já repararam que pelo menos em revistas e na publicidade em geral, as mulheres aparecem quase sempre de boca aberta? (Aberta, semi-aberta, vai dar ao mesmo.) Há uns tempos estava a folhear uma revista e até contem: 9 em cada 10 fotos a mulher retratada tinha a boca aberta. Nas produções de moda (portanto, mais de uma fotografia da mesma pessoa) a posição da cara até era a mesma - duas ou três variações, com uma pose facial claramente favorita. Nos catálogos de venda à distância a mesma coisa. Nos emails das lojas de roupa, idem. Se calhar sou eu, que como não ando a tirar fotografias às pessoas sem mais nem menos, não reparo que talvez haja uma tendência natural para abrir a boca quando a câmara está prestes a disparar. No entanto não me parece. Tirando quando estamos a comer, ou a falar, ou a beber, ou, literalmente de boca aberta, não me parece habitual ver para dentro de tantos lábios assim sem mais nem menos. Deve ser muita fome. Se calhar estão à espera que alguém lhes dê de comer...

30 março 2011

15C e sol

Quinze graus não é assim tanto. Mesmo com sol. Mas é bom. Perfeito por trás da janela. Perfeito á frente da janela. Fantástico, só por ser assim.
Adoro a primavera. É a minha estação do ano preferida, até porque logo a seguir vem o verão (gostaram da lógica?). Deve ser porque gosto de inícios, e a primavera é o início do bom tempo, e de tantas coisas boas que vêm umas a seguir às outras até à próxima mudança de hora (não, porque depois vêm as abóboras, e o natal e a passagem de ano, e também gosto disso, mas em quantidade, há muito mais coisas que aprecio no tempo mais quente). Desde a fruta, o sol, as férias, o mar, o azul do céu, o quentinho, a roupa mais leve, os sapatos abertos. A energia extra.
Vera, és a minha prima preferida. (eheheh, não há primavera que não venha com esta piadinha)

28 março 2011

Se tivesse muitos livros

arrumava-os por cores.
Só porque sim, porque algum critério se há-de usar, e ao menos assim, ficava giro. Mas não tenho muitos livros. Ter até tenho, mas desaparecem-me de casa, dão a volta pela família, alguns pelos amigos, e no fim vão parar à estante da minha outra casa (que não é minha) do meu outro quarto (que não é meu), juntamente com tantos outros livros que já deram a volta às mãos todas. Ou então vão parar a sítios que eu não conheço, perdidos nas suas andanças. Só ficam os que ainda não li, mais um ou dois que ainda não tiveram oportunidade de se pôr a andar.
Gosto de livros. Na mesa de cabeceira, nos corredores, nos quartos, na sala, na cozinha. Na casa de banho só os tolero.
Ficassem eles pela minha casa e arrumá-los-ia por cores.

13 março 2011

Encolher, encolher...

Sempre que quero diminuir o tamanho de uma imagem - quer seja para mandar pela net, ou para colocar numa moldura digital, ou por qualquer outro motivo - tenho sempre um trabalho imenso. Abrir programa de edição de imagem, escolher a edição de propriedades, diminuir o tamanho, gravar. Repetir para a imagem seguinte. É uma tarefa entediante, principalmente quando trata de muitas imagens.

Descobri há bocadinho um programinha fantástico chamado Fotoframe que serve, basicamente, para diminuir imagens para o tamanho 800x600. É só seleccionar a directoria de origem, escolher a de destino, e as imagens são todas redimensionadas com, praticamente, um clique. Básico, mas perfeito.

11 março 2011

Precisava de um candeeiro..

... entre o IKEA e a loja de design, passando pela Tchibo (vendem café e tudo o que se pode comprar por catálogo, mas por tempo limitado) onde me fecharam a porta no nariz - literalmente - às 16:05 num sábado, fui parar ao OBI. Que é uma espécie de Mestre Maco ou Leroy Merlin. (O que eu gosto mais no OBI são os quadros. Tenho-me contido, no entanto, e só tenho um, que até é uma fotografia relativamente pequena de duas chávenas de café com espuma de leite, mas que me faz companhia ao pequeno-almoço. Quase que fala comigo, aquela foto.) Quando encontrei um candeeiro de que realmente gostei (base + abat-jour) a menina informou-me simpaticamente que não havia aquela base mas podia encomendar. Apanhou o choque da vida dela - pelo menos pareceu - quando lhe respondi que não valia a pena, não tencionava voltar àquela loja. Parecendo que não, fica muito fora de mão e a minha vontade de me meter em lojas gigantes é nula. Se a loja de decoração perto da minha casa estivesse aberta depois da quatro aos sábados, era lá que tinha ido, mesmo que a brincadeira me tivesse saído um bocadinho mais cara. Sempre gostava de saber como é que estas pseudo lojas que não percebem o conceito de "porta aberta" ou "vender" e têm preços relativamente altos sobrevivem.
Já moro aqui há uma data de tempo,e ainda assim às vezes aprendo de rajada uma data de coisas estranhas sobre Munique. Apesar dos 1,3 milhões de habitantes, as lojas mais giras e únicas fecham às quatro ao sábado (para mim faria mais sentido que abrissem a essa hora). É relativamente complicado encontrar um restaurante que não seja fast food a um domingo à noite, mesmo no centro. Na terça de Carnaval a grande maioria das lojas estão fechadas a partir do almoço. E uma das coisas que mais gosto é comprar um gelado na janela de um restaurante italiano e comê-lo na rua, ao sol. Mesmo que ainda seja Inverno.
Ao fim de uma data de anos, começo a apreciar que as lojas fechem aos domingos. Dois dias como os sábados seria muita confusão - e na verdade é possível sobreviver com um dia de sossego. Ser obrigada a fazer as compras nos outros dias tem as suas vantagens - é como que um incentivo para fazer outras coisas ao domingo. Passear. Ver uma exposição. Andar de bicicleta. Ir a uma das muitas piscinas. Fazer bolos com os miúdos. Levá-los ao parque (um deles!). Difícil é escolher.

10 fevereiro 2011

Deixem-me dormir

Hoje perguntaram-me se tinha tido problemas a nascer. Até pedi para repetir a pergunta de tão incrédula que fiquei. Já me perguntaram muitas coisas estranhas, mas esta é das mais estranhas. Sei lá. Já foi há tanto tempo, e eu era pequena. Provavelmente estava mais preocupada com pensamentos do tipo "o que é aquela luz" e "porque é que está tanta gente a olhar para mim", e "onde é que está aquela voz que costuma fazer-me companhia" e "bem sei que é primavera mas tenho frio. e fome.". Problemas a nascer. Não mais que toda a gente, os mesmos de toda a gente.

Tão diferentes, tão iguais

A desigual abriu uma loja ali no centro comercial (só há 3, e não são grande coisa, e fecham às 8 da noite e estão fechados aos domingos e feriados). Vendem roupa tão diferente que é toda igual. Aqueles casacos têm todos os mesmos cortes, tecidos de padrões diferentes, e facilmente identificáveis. Tanto trabalho para se distinguirem e afinal são tão monótonos. (Era capaz de apostar que não há uma pessoa a vestir roupa deles que não salte à vista um "olha, comprou aquilo na desigual". É como comprar mobília no IKEA.)

19 janeiro 2011

o youtube e a música

De há uns tempos para cá, a minha frustração com o youtube tem vindo a aumentar exponencialmente. E eu nem sou grande utilizadora do youtube, no sentido de pesquisar por lá algum vídeo em particular. O que se passa é que recebo alguns links de outras pessoas, por mail ou facebook (mais no facebook, até), e depois, vai-se a ver e não dá para ver o conteúdo. Suponho que dependa de país para país, e que isto se passe principalmente, se não exclusivamente, com os vídeos de música. E não só é extremamente frustrante, como, parece-me, uma perda para todos. Por exemplo, há uns tempos comprei um CD duplo dos beautiful south. Gosto muito de uma música que lá está, chamada prettiest eyes. Ora, o que eu faço (fazia!) às vezes quando me apetece ouvir uma música e tenho internet à mão, mas não o CD, e não me apetece andar a procurar a versão digital, vou ao youtube e ouço a música. E à conta disso, há uns tempos vi o vídeo, suponho que o original dessa música, no youtube. Bem, na altura dava para ver o vídeo. Adorei, já nem tanto pela música, mas porque foi feito em Lisboa, maioritariamente numa barbearia das antigas. Agora não há vídeo para ninguém. A música, encontra-se de muitas formas. Os vídeos, nem tanto. Os vídeos, não estão, normalmente, à venda. Eu, por ter comprado o CD, não tenho nenhum direito a nenhum conteúdo extra na internet. Sinceramente, por estas e por outras, parece-me que isto não augura nada de bom para as grandes editoras. Eu não sou a única que não ouve rádio nem vê a MTV. Se não posso ouvir música nova (que para mim é nova, independentemente do quão recente é) da única maneira que ainda tinha acesso a ela, então vou comprar menos música. E eu nem gosto de comprar conteúdos em bits e bytes, prefiro dar dinheiro (mais ou às vezes até menos, ironicamente) por algo que posso tocar, sentir com os meus dedos, colocar nas estantes a acumular pó, ver o efeito, usar como decoração, partir a caixa.

Voltando atrás. Há maneiras de copiar vídeos no youtube, enquanto eles se encontram disponíveis. Isso não me interessa, não faço colecção de conteúdos digitais. Aprecio a disponibilidade da internet, o armazenamento central da informação disponível, teoricamente, para todos. Por muitas vezes que pudesse ver os 3 minutos de "prettiest eyes" no youtube, a verdade é que se tivesse copiado o vídeo para o meu computador nunca mais tinha olhado para ele. É que nem sequer tenho paciência para vídeos engraçados que durem tanto tempo. É uma pena que as editoras de música tenham uma abordagem tão agressiva ao copyright - como os miúdos pequenos agarrados a um brinquedo que nem querem, gritando "é meu" só para que os outros não brinquem com ele. E, sinceramente, parece-me um tiro no pé. Eu não vou comprar o vídeo só porque ele (já) não se encontra disponível - nem saberia como o fazer. E se nunca tivesse estado disponível, nem saberia da sua existência, nem estaria aqui a escrever este post. Sinto-me como se um dos meus quadros favoritos tivesse sido roubado de um museu.

10 janeiro 2011

Dos elogios

Começa o ano, e com ele as saudações de feliz ano novo a toda e qualquer pessoa conhecida logo que nos vejamos. Pois, bom ano e tal. Mesmo que hoje até só me apeteça dizer bom dia.
E depois o entusiasmo de ver algumas pessoas. E o choque. Quando disse a dois amigos que gostava das camisolas deles (porque são coloridas, mas sem ser folcóricas, e me pareceram novas) os outros três que estavam com eles ficaram chateados. Então o que é que a minha camisola tem de errado? perguntou um deles. E o outro, que estava de camisa, o que é que as camisolas têm de tão especial? Que homens tão sensíveis. A partir de agora, a ver se me lembro de só os elogiar em privado.

04 janeiro 2011

2010 em livros

Além dos livros emprestados, que por não me terem ficado na memória, não devo ter achado grande coisa, 2010 foi assim:
A viagem do elefante leu-se bem até ao fim, mas sem grande entusiasmo. Suponho que dado o protagonista não deveria ter esperado muito mais. De qualquer forma aprendi que os elefantes barrem, do verbo barrir, pelo que nem que seja só por isso já valeu a pena a leitura. O Diário de Carrie não parecia muito promissor ao início, mas no fundo até tem a sua graça, embora esteja cheio de estereótipos que não me dizem nada (mas melhora, à medida que se vai lendo). Depois comecei o amante de Lady Chaterley, e, para livro pseudo-erótico, achei-o muito filosófico, pelo que está em standby (é que nem cheguei às cenas tórridas, acho eu, só passei por uma muito... deixa cá ver... comedida), e entretanto comecei e já quase terminei o livro do Markl, a Caderneta de Cromos, que, já agora, tem meia dúzia de erros de palmatória (como aquela em que se refere à letra da Anita do Marco Paulo como sendo do José Cid - sim,o José Cid também tem uma "Anita", mas é outra) (e já agora, eu fiz a colecção de cromos do Dartacão e estou capaz de apostar que já vinham com cola...).
Em Novembro li a Mini-shopaholic, que suscitou a curiosidade das recepcionistas da clínica onde tive que ir (também queriam ler, eheheh). Bem, a verdade é que eu estava tão absorta na leitura que nem as ouvi chamar-me. :) Quanto ao livro, é mais do mesmo, Becky Bloomwood a fazer o que faz sempre, por a leitora a arrancar cabelos com tanta parvoíce e buracos que vai escavando cada vez mais fundo até que no fim um grande golpe de sorte a salva.
E no verão, que me lembre, foi o Julie & Julia. Não vi o filme, gostei do livro, embora dele leve a lição de não comprar livros de bolso, pela letrinha pequenina e, pior que isso, se estiverem impressos de forma que se torna difícil ler as palavras junto ao meio do livro.
Também comecei o "Chasing Harry Winston" (esqueci-me do título em português, li em inglês), mas achei-o muito tonto, muito parvo, muito fútil, muito irritante, e abandonei-o sem contemplações antes de sequer chegar a meio.
E comecei o "The Road" que é a minha leitura de casa de banho... como eu na realidade não leio na casa de banho e o livro não me entusiasmou o suficiente para o levar para a cama ou para o sofá, suponho que nunca lhe chegarei ao fim.
E antes disso ainda enfardei com os três livros da Lisbeth Salander todos seguidinhos que aquilo são calhamaços do mais viciante que há, só tenho pena que não haja mais. E foram os livros que mais gostei em 2010.

25 dezembro 2010