Hoje já nasceram 132 portugueses, e morreram 141. (pordata)
Na Baviera há 13 feriados por ano. Tenho a impressão que se esqueceram de algum... (aqui)
09 junho 2011
08 junho 2011
Ligações
Para quem dá voltas por aí, de computador na mão e sempre à procura de ligação à net...
No ano de 2011 estaria à espera que houvesse, por todo o lado, ligação sem fios, fácil, prática e rápida, e de preferência a um custo baixo. Infelizmente não é tão simples quanto isso, e às vezes há truques que nos levam rapidamente a mil novecentos e noventa e tal... Há locais onde o acesso à net sem fios é pago, e o acesso com fios é grátis (não me perguntem porquê, não faço ideia) . A maioria das pessoas que têm acesso Wi-Fi nos seus aparelhos não transporta consigo um fio para se ligar, por isso isto é só para gente prevenida. Ainda para mais, descobri isto por via da necessidade ;), os cabos de ligação à internet (com fio) não são os mesmos em todos os países. Se têm um cabo que funcione em Portugal, aqui não encontram onde o encaixar, já que as fichas têm formatos diferentes. Estava a ver o tipo de ligações que há, e só encontrei isto, um site onde mostram as ligações telefónicas, que não é bem a mesma coisa. Dizem-me que França, Alemanha e Bélgica (pelo menos) usam a mesma ligação. Deve haver adaptadores, mas não pesquisei.
De qualquer forma, para já estou despachada. Vou meter um cabo de ligação à net na mala.
(Freebie: quando se forem meter num avião no aeroporto do Porto, levem o cabo para se entreterem enquanto esperam. É grátis, só têm que ir prevenidos, e até há tomadas de electricidade e tudo.)
No ano de 2011 estaria à espera que houvesse, por todo o lado, ligação sem fios, fácil, prática e rápida, e de preferência a um custo baixo. Infelizmente não é tão simples quanto isso, e às vezes há truques que nos levam rapidamente a mil novecentos e noventa e tal... Há locais onde o acesso à net sem fios é pago, e o acesso com fios é grátis (não me perguntem porquê, não faço ideia) . A maioria das pessoas que têm acesso Wi-Fi nos seus aparelhos não transporta consigo um fio para se ligar, por isso isto é só para gente prevenida. Ainda para mais, descobri isto por via da necessidade ;), os cabos de ligação à internet (com fio) não são os mesmos em todos os países. Se têm um cabo que funcione em Portugal, aqui não encontram onde o encaixar, já que as fichas têm formatos diferentes. Estava a ver o tipo de ligações que há, e só encontrei isto, um site onde mostram as ligações telefónicas, que não é bem a mesma coisa. Dizem-me que França, Alemanha e Bélgica (pelo menos) usam a mesma ligação. Deve haver adaptadores, mas não pesquisei.
De qualquer forma, para já estou despachada. Vou meter um cabo de ligação à net na mala.
(Freebie: quando se forem meter num avião no aeroporto do Porto, levem o cabo para se entreterem enquanto esperam. É grátis, só têm que ir prevenidos, e até há tomadas de electricidade e tudo.)
11 maio 2011
E por falar em roupa
Ultimamente as minhas t-shirts de algodão aparecem com buracos. Buraquinhos, um ou dois, muito pequenos, pouco maiores que uma picada de alfinete ou agulha. Suponho que se fossem traças os buracos fossem maiores, e afectassem outras peças de roupa, e por isso o mistério continua por resolver. Talvez seja a máquina de lavar, mas, mais uma vez, porquê apenas as t-shirts? E porquê só as minhas? A roupa do resto da família não sofre do mesmo mal... Discriminação é o que é. Às tantas tenho bichos que se alimentam de um tipo específico de tecido precisamente no meu armário.
Ultrapassar a crise
Horas depois de me render às compras online (mango e zara, atenção, nada que seja propriamente território desconhecido), descubro este blogue. A ideia é fantástica, e parece-me que a autora tem roupas melhores que as minhas (suponho que seja o efeito "galinha da vizinha"), o que é genial por diversos motivos (por exemplo: aproveitar roupas fantásticas, poupar dinheiro em compras desnecessárias, avaliar o que é realmente necessário, brincar com a situação, usar os recursos melhor). Eu ainda estou a recuperar de não ter comprado roupa praticamente nenhuma durante dois anos (gravidez e pós parto) e ainda estar a substituir camisolas com borboto e calças que aparentemente encolheram, e assim me justifico não me meter numa coisa destas, mas gosto muito da ideia. Quase tanto como aproveitar o aniversário para obter patrocínios para as minha compras online. :-)
(Entretanto, na Alemanha, parece que a economia vai de vento em popa.)
(Entretanto, na Alemanha, parece que a economia vai de vento em popa.)
29 abril 2011
Parar é morrer (?)
Isto é do caraças. Uma pessoa passa dos trinta, e de repente parece que o mundo se organizou para se pôr a dar palpites sobre o que se pode ou não fazer. Era só o que faltava. Não é que isso me vá impedir de fazer seja o que for, afinal de contas lá porque o mundo está errado isso não quer dizer que tenha que guardar a sua opinião para si próprio... da mesma maneira que eu dou a minha quando me apetece.
Começa assim.
Querido mundo.
Lá porque já passei os trinta, isso não quer dizer que esteja a ter uma crise de meia idade só porque tirei a carta e comprei uma mota. (2500km de prazer absoluto até agora) Afinal de contas, tenciono viver bem para lá dos 60 anos. Se pensares bem, até os governos estão a contar com isso, e aproveitam para convencer a malta da minha idade que vai ter que trabalhar até lá para os 70. Toma lá esta.
Lá porque tenho um emprego estável (e fantástico) não quer dizer que não tenha que aprender mais nada. Mais ainda, isso não é razão para não me dedicar a coisas que não têm nada a ver com o meu trabalho. Lá porque me apeteceu tirar a carta de marinheiro isso não confirma que esteja numa crise de meia idade ou algo que o valha. Além do mais, se fosse pela adrenalina ficava-me pela mota. Ou tirava o curso de paraquedismo e nas férias ia para o campo saltar de um avião umas 20 vezes ao dia em vez de ir para a praia com os miúdos, como as pessoas "normais".
Por falar em paraquedismo.
Já agora, se eu tivesse feito o meu salto tandem depois dos trinta, será que isso também contaria como crise de meia idade? Qual é a tua, pá, que dualidade de critérios é esta?
Querido mundo, a minha vontade de morrer é menos que zero. É por isso que uso o equipamento de protecção completo quando ando de mota, e me arrepio toda quando vejo passar um motoqueiro (sim, que um motard não se veste assim) de pernas ou braços ao léu, a tentar a sorte. Mas também é por isso que tenho de fazer coisas novas. Experimentar comida que nunca provei. Ouvir música que nunca tinha ouvido antes. Ir aonde não fui. Conhecer quem ainda não conheci. Que é para não morrer por dentro muito antes de exalar o último suspiro.
Se não gostas... azar o teu.
Começa assim.
Querido mundo.
Lá porque já passei os trinta, isso não quer dizer que esteja a ter uma crise de meia idade só porque tirei a carta e comprei uma mota. (2500km de prazer absoluto até agora) Afinal de contas, tenciono viver bem para lá dos 60 anos. Se pensares bem, até os governos estão a contar com isso, e aproveitam para convencer a malta da minha idade que vai ter que trabalhar até lá para os 70. Toma lá esta.
Lá porque tenho um emprego estável (e fantástico) não quer dizer que não tenha que aprender mais nada. Mais ainda, isso não é razão para não me dedicar a coisas que não têm nada a ver com o meu trabalho. Lá porque me apeteceu tirar a carta de marinheiro isso não confirma que esteja numa crise de meia idade ou algo que o valha. Além do mais, se fosse pela adrenalina ficava-me pela mota. Ou tirava o curso de paraquedismo e nas férias ia para o campo saltar de um avião umas 20 vezes ao dia em vez de ir para a praia com os miúdos, como as pessoas "normais".
Por falar em paraquedismo.
Já agora, se eu tivesse feito o meu salto tandem depois dos trinta, será que isso também contaria como crise de meia idade? Qual é a tua, pá, que dualidade de critérios é esta?
Querido mundo, a minha vontade de morrer é menos que zero. É por isso que uso o equipamento de protecção completo quando ando de mota, e me arrepio toda quando vejo passar um motoqueiro (sim, que um motard não se veste assim) de pernas ou braços ao léu, a tentar a sorte. Mas também é por isso que tenho de fazer coisas novas. Experimentar comida que nunca provei. Ouvir música que nunca tinha ouvido antes. Ir aonde não fui. Conhecer quem ainda não conheci. Que é para não morrer por dentro muito antes de exalar o último suspiro.
Se não gostas... azar o teu.
26 abril 2011
De boca aberta
Já repararam que pelo menos em revistas e na publicidade em geral, as mulheres aparecem quase sempre de boca aberta? (Aberta, semi-aberta, vai dar ao mesmo.) Há uns tempos estava a folhear uma revista e até contem: 9 em cada 10 fotos a mulher retratada tinha a boca aberta. Nas produções de moda (portanto, mais de uma fotografia da mesma pessoa) a posição da cara até era a mesma - duas ou três variações, com uma pose facial claramente favorita. Nos catálogos de venda à distância a mesma coisa. Nos emails das lojas de roupa, idem. Se calhar sou eu, que como não ando a tirar fotografias às pessoas sem mais nem menos, não reparo que talvez haja uma tendência natural para abrir a boca quando a câmara está prestes a disparar. No entanto não me parece. Tirando quando estamos a comer, ou a falar, ou a beber, ou, literalmente de boca aberta, não me parece habitual ver para dentro de tantos lábios assim sem mais nem menos. Deve ser muita fome. Se calhar estão à espera que alguém lhes dê de comer...
30 março 2011
15C e sol
Quinze graus não é assim tanto. Mesmo com sol. Mas é bom. Perfeito por trás da janela. Perfeito á frente da janela. Fantástico, só por ser assim.
Adoro a primavera. É a minha estação do ano preferida, até porque logo a seguir vem o verão (gostaram da lógica?). Deve ser porque gosto de inícios, e a primavera é o início do bom tempo, e de tantas coisas boas que vêm umas a seguir às outras até à próxima mudança de hora (não, porque depois vêm as abóboras, e o natal e a passagem de ano, e também gosto disso, mas em quantidade, há muito mais coisas que aprecio no tempo mais quente). Desde a fruta, o sol, as férias, o mar, o azul do céu, o quentinho, a roupa mais leve, os sapatos abertos. A energia extra.
Vera, és a minha prima preferida. (eheheh, não há primavera que não venha com esta piadinha)
Adoro a primavera. É a minha estação do ano preferida, até porque logo a seguir vem o verão (gostaram da lógica?). Deve ser porque gosto de inícios, e a primavera é o início do bom tempo, e de tantas coisas boas que vêm umas a seguir às outras até à próxima mudança de hora (não, porque depois vêm as abóboras, e o natal e a passagem de ano, e também gosto disso, mas em quantidade, há muito mais coisas que aprecio no tempo mais quente). Desde a fruta, o sol, as férias, o mar, o azul do céu, o quentinho, a roupa mais leve, os sapatos abertos. A energia extra.
Vera, és a minha prima preferida. (eheheh, não há primavera que não venha com esta piadinha)
28 março 2011
Se tivesse muitos livros
arrumava-os por cores.
Só porque sim, porque algum critério se há-de usar, e ao menos assim, ficava giro. Mas não tenho muitos livros. Ter até tenho, mas desaparecem-me de casa, dão a volta pela família, alguns pelos amigos, e no fim vão parar à estante da minha outra casa (que não é minha) do meu outro quarto (que não é meu), juntamente com tantos outros livros que já deram a volta às mãos todas. Ou então vão parar a sítios que eu não conheço, perdidos nas suas andanças. Só ficam os que ainda não li, mais um ou dois que ainda não tiveram oportunidade de se pôr a andar.
Gosto de livros. Na mesa de cabeceira, nos corredores, nos quartos, na sala, na cozinha. Na casa de banho só os tolero.
Ficassem eles pela minha casa e arrumá-los-ia por cores.
Só porque sim, porque algum critério se há-de usar, e ao menos assim, ficava giro. Mas não tenho muitos livros. Ter até tenho, mas desaparecem-me de casa, dão a volta pela família, alguns pelos amigos, e no fim vão parar à estante da minha outra casa (que não é minha) do meu outro quarto (que não é meu), juntamente com tantos outros livros que já deram a volta às mãos todas. Ou então vão parar a sítios que eu não conheço, perdidos nas suas andanças. Só ficam os que ainda não li, mais um ou dois que ainda não tiveram oportunidade de se pôr a andar.
Gosto de livros. Na mesa de cabeceira, nos corredores, nos quartos, na sala, na cozinha. Na casa de banho só os tolero.
Ficassem eles pela minha casa e arrumá-los-ia por cores.
13 março 2011
Encolher, encolher...
Sempre que quero diminuir o tamanho de uma imagem - quer seja para mandar pela net, ou para colocar numa moldura digital, ou por qualquer outro motivo - tenho sempre um trabalho imenso. Abrir programa de edição de imagem, escolher a edição de propriedades, diminuir o tamanho, gravar. Repetir para a imagem seguinte. É uma tarefa entediante, principalmente quando trata de muitas imagens.
Descobri há bocadinho um programinha fantástico chamado Fotoframe que serve, basicamente, para diminuir imagens para o tamanho 800x600. É só seleccionar a directoria de origem, escolher a de destino, e as imagens são todas redimensionadas com, praticamente, um clique. Básico, mas perfeito.
Descobri há bocadinho um programinha fantástico chamado Fotoframe que serve, basicamente, para diminuir imagens para o tamanho 800x600. É só seleccionar a directoria de origem, escolher a de destino, e as imagens são todas redimensionadas com, praticamente, um clique. Básico, mas perfeito.
11 março 2011
Precisava de um candeeiro..
... entre o IKEA e a loja de design, passando pela Tchibo (vendem café e tudo o que se pode comprar por catálogo, mas por tempo limitado) onde me fecharam a porta no nariz - literalmente - às 16:05 num sábado, fui parar ao OBI. Que é uma espécie de Mestre Maco ou Leroy Merlin. (O que eu gosto mais no OBI são os quadros. Tenho-me contido, no entanto, e só tenho um, que até é uma fotografia relativamente pequena de duas chávenas de café com espuma de leite, mas que me faz companhia ao pequeno-almoço. Quase que fala comigo, aquela foto.) Quando encontrei um candeeiro de que realmente gostei (base + abat-jour) a menina informou-me simpaticamente que não havia aquela base mas podia encomendar. Apanhou o choque da vida dela - pelo menos pareceu - quando lhe respondi que não valia a pena, não tencionava voltar àquela loja. Parecendo que não, fica muito fora de mão e a minha vontade de me meter em lojas gigantes é nula. Se a loja de decoração perto da minha casa estivesse aberta depois da quatro aos sábados, era lá que tinha ido, mesmo que a brincadeira me tivesse saído um bocadinho mais cara. Sempre gostava de saber como é que estas pseudo lojas que não percebem o conceito de "porta aberta" ou "vender" e têm preços relativamente altos sobrevivem.
Já moro aqui há uma data de tempo,e ainda assim às vezes aprendo de rajada uma data de coisas estranhas sobre Munique. Apesar dos 1,3 milhões de habitantes, as lojas mais giras e únicas fecham às quatro ao sábado (para mim faria mais sentido que abrissem a essa hora). É relativamente complicado encontrar um restaurante que não seja fast food a um domingo à noite, mesmo no centro. Na terça de Carnaval a grande maioria das lojas estão fechadas a partir do almoço. E uma das coisas que mais gosto é comprar um gelado na janela de um restaurante italiano e comê-lo na rua, ao sol. Mesmo que ainda seja Inverno.
Ao fim de uma data de anos, começo a apreciar que as lojas fechem aos domingos. Dois dias como os sábados seria muita confusão - e na verdade é possível sobreviver com um dia de sossego. Ser obrigada a fazer as compras nos outros dias tem as suas vantagens - é como que um incentivo para fazer outras coisas ao domingo. Passear. Ver uma exposição. Andar de bicicleta. Ir a uma das muitas piscinas. Fazer bolos com os miúdos. Levá-los ao parque (um deles!). Difícil é escolher.
Já moro aqui há uma data de tempo,e ainda assim às vezes aprendo de rajada uma data de coisas estranhas sobre Munique. Apesar dos 1,3 milhões de habitantes, as lojas mais giras e únicas fecham às quatro ao sábado (para mim faria mais sentido que abrissem a essa hora). É relativamente complicado encontrar um restaurante que não seja fast food a um domingo à noite, mesmo no centro. Na terça de Carnaval a grande maioria das lojas estão fechadas a partir do almoço. E uma das coisas que mais gosto é comprar um gelado na janela de um restaurante italiano e comê-lo na rua, ao sol. Mesmo que ainda seja Inverno.
Ao fim de uma data de anos, começo a apreciar que as lojas fechem aos domingos. Dois dias como os sábados seria muita confusão - e na verdade é possível sobreviver com um dia de sossego. Ser obrigada a fazer as compras nos outros dias tem as suas vantagens - é como que um incentivo para fazer outras coisas ao domingo. Passear. Ver uma exposição. Andar de bicicleta. Ir a uma das muitas piscinas. Fazer bolos com os miúdos. Levá-los ao parque (um deles!). Difícil é escolher.
21 fevereiro 2011
tanto para fazer, tão pouco tempo
Este post também se podia chamar "farta de olhar para o calendário". E podia ser um tweet, ou então dois, um a seguir ao outro.
10 fevereiro 2011
Deixem-me dormir
Hoje perguntaram-me se tinha tido problemas a nascer. Até pedi para repetir a pergunta de tão incrédula que fiquei. Já me perguntaram muitas coisas estranhas, mas esta é das mais estranhas. Sei lá. Já foi há tanto tempo, e eu era pequena. Provavelmente estava mais preocupada com pensamentos do tipo "o que é aquela luz" e "porque é que está tanta gente a olhar para mim", e "onde é que está aquela voz que costuma fazer-me companhia" e "bem sei que é primavera mas tenho frio. e fome.". Problemas a nascer. Não mais que toda a gente, os mesmos de toda a gente.
Tão diferentes, tão iguais
A desigual abriu uma loja ali no centro comercial (só há 3, e não são grande coisa, e fecham às 8 da noite e estão fechados aos domingos e feriados). Vendem roupa tão diferente que é toda igual. Aqueles casacos têm todos os mesmos cortes, tecidos de padrões diferentes, e facilmente identificáveis. Tanto trabalho para se distinguirem e afinal são tão monótonos. (Era capaz de apostar que não há uma pessoa a vestir roupa deles que não salte à vista um "olha, comprou aquilo na desigual". É como comprar mobília no IKEA.)
19 janeiro 2011
o youtube e a música
De há uns tempos para cá, a minha frustração com o youtube tem vindo a aumentar exponencialmente. E eu nem sou grande utilizadora do youtube, no sentido de pesquisar por lá algum vídeo em particular. O que se passa é que recebo alguns links de outras pessoas, por mail ou facebook (mais no facebook, até), e depois, vai-se a ver e não dá para ver o conteúdo. Suponho que dependa de país para país, e que isto se passe principalmente, se não exclusivamente, com os vídeos de música. E não só é extremamente frustrante, como, parece-me, uma perda para todos. Por exemplo, há uns tempos comprei um CD duplo dos beautiful south. Gosto muito de uma música que lá está, chamada prettiest eyes. Ora, o que eu faço (fazia!) às vezes quando me apetece ouvir uma música e tenho internet à mão, mas não o CD, e não me apetece andar a procurar a versão digital, vou ao youtube e ouço a música. E à conta disso, há uns tempos vi o vídeo, suponho que o original dessa música, no youtube. Bem, na altura dava para ver o vídeo. Adorei, já nem tanto pela música, mas porque foi feito em Lisboa, maioritariamente numa barbearia das antigas. Agora não há vídeo para ninguém. A música, encontra-se de muitas formas. Os vídeos, nem tanto. Os vídeos, não estão, normalmente, à venda. Eu, por ter comprado o CD, não tenho nenhum direito a nenhum conteúdo extra na internet. Sinceramente, por estas e por outras, parece-me que isto não augura nada de bom para as grandes editoras. Eu não sou a única que não ouve rádio nem vê a MTV. Se não posso ouvir música nova (que para mim é nova, independentemente do quão recente é) da única maneira que ainda tinha acesso a ela, então vou comprar menos música. E eu nem gosto de comprar conteúdos em bits e bytes, prefiro dar dinheiro (mais ou às vezes até menos, ironicamente) por algo que posso tocar, sentir com os meus dedos, colocar nas estantes a acumular pó, ver o efeito, usar como decoração, partir a caixa.
Voltando atrás. Há maneiras de copiar vídeos no youtube, enquanto eles se encontram disponíveis. Isso não me interessa, não faço colecção de conteúdos digitais. Aprecio a disponibilidade da internet, o armazenamento central da informação disponível, teoricamente, para todos. Por muitas vezes que pudesse ver os 3 minutos de "prettiest eyes" no youtube, a verdade é que se tivesse copiado o vídeo para o meu computador nunca mais tinha olhado para ele. É que nem sequer tenho paciência para vídeos engraçados que durem tanto tempo. É uma pena que as editoras de música tenham uma abordagem tão agressiva ao copyright - como os miúdos pequenos agarrados a um brinquedo que nem querem, gritando "é meu" só para que os outros não brinquem com ele. E, sinceramente, parece-me um tiro no pé. Eu não vou comprar o vídeo só porque ele (já) não se encontra disponível - nem saberia como o fazer. E se nunca tivesse estado disponível, nem saberia da sua existência, nem estaria aqui a escrever este post. Sinto-me como se um dos meus quadros favoritos tivesse sido roubado de um museu.
Voltando atrás. Há maneiras de copiar vídeos no youtube, enquanto eles se encontram disponíveis. Isso não me interessa, não faço colecção de conteúdos digitais. Aprecio a disponibilidade da internet, o armazenamento central da informação disponível, teoricamente, para todos. Por muitas vezes que pudesse ver os 3 minutos de "prettiest eyes" no youtube, a verdade é que se tivesse copiado o vídeo para o meu computador nunca mais tinha olhado para ele. É que nem sequer tenho paciência para vídeos engraçados que durem tanto tempo. É uma pena que as editoras de música tenham uma abordagem tão agressiva ao copyright - como os miúdos pequenos agarrados a um brinquedo que nem querem, gritando "é meu" só para que os outros não brinquem com ele. E, sinceramente, parece-me um tiro no pé. Eu não vou comprar o vídeo só porque ele (já) não se encontra disponível - nem saberia como o fazer. E se nunca tivesse estado disponível, nem saberia da sua existência, nem estaria aqui a escrever este post. Sinto-me como se um dos meus quadros favoritos tivesse sido roubado de um museu.
10 janeiro 2011
Dos elogios
Começa o ano, e com ele as saudações de feliz ano novo a toda e qualquer pessoa conhecida logo que nos vejamos. Pois, bom ano e tal. Mesmo que hoje até só me apeteça dizer bom dia.
E depois o entusiasmo de ver algumas pessoas. E o choque. Quando disse a dois amigos que gostava das camisolas deles (porque são coloridas, mas sem ser folcóricas, e me pareceram novas) os outros três que estavam com eles ficaram chateados. Então o que é que a minha camisola tem de errado? perguntou um deles. E o outro, que estava de camisa, o que é que as camisolas têm de tão especial? Que homens tão sensíveis. A partir de agora, a ver se me lembro de só os elogiar em privado.
E depois o entusiasmo de ver algumas pessoas. E o choque. Quando disse a dois amigos que gostava das camisolas deles (porque são coloridas, mas sem ser folcóricas, e me pareceram novas) os outros três que estavam com eles ficaram chateados. Então o que é que a minha camisola tem de errado? perguntou um deles. E o outro, que estava de camisa, o que é que as camisolas têm de tão especial? Que homens tão sensíveis. A partir de agora, a ver se me lembro de só os elogiar em privado.
04 janeiro 2011
2010 em livros
Além dos livros emprestados, que por não me terem ficado na memória, não devo ter achado grande coisa, 2010 foi assim:
A viagem do elefante leu-se bem até ao fim, mas sem grande entusiasmo. Suponho que dado o protagonista não deveria ter esperado muito mais. De qualquer forma aprendi que os elefantes barrem, do verbo barrir, pelo que nem que seja só por isso já valeu a pena a leitura. O Diário de Carrie não parecia muito promissor ao início, mas no fundo até tem a sua graça, embora esteja cheio de estereótipos que não me dizem nada (mas melhora, à medida que se vai lendo). Depois comecei o amante de Lady Chaterley, e, para livro pseudo-erótico, achei-o muito filosófico, pelo que está em standby (é que nem cheguei às cenas tórridas, acho eu, só passei por uma muito... deixa cá ver... comedida), e entretanto comecei e já quase terminei o livro do Markl, a Caderneta de Cromos, que, já agora, tem meia dúzia de erros de palmatória (como aquela em que se refere à letra da Anita do Marco Paulo como sendo do José Cid - sim,o José Cid também tem uma "Anita", mas é outra) (e já agora, eu fiz a colecção de cromos do Dartacão e estou capaz de apostar que já vinham com cola...).
Em Novembro li a Mini-shopaholic, que suscitou a curiosidade das recepcionistas da clínica onde tive que ir (também queriam ler, eheheh). Bem, a verdade é que eu estava tão absorta na leitura que nem as ouvi chamar-me. :) Quanto ao livro, é mais do mesmo, Becky Bloomwood a fazer o que faz sempre, por a leitora a arrancar cabelos com tanta parvoíce e buracos que vai escavando cada vez mais fundo até que no fim um grande golpe de sorte a salva.
E no verão, que me lembre, foi o Julie & Julia. Não vi o filme, gostei do livro, embora dele leve a lição de não comprar livros de bolso, pela letrinha pequenina e, pior que isso, se estiverem impressos de forma que se torna difícil ler as palavras junto ao meio do livro.
Também comecei o "Chasing Harry Winston" (esqueci-me do título em português, li em inglês), mas achei-o muito tonto, muito parvo, muito fútil, muito irritante, e abandonei-o sem contemplações antes de sequer chegar a meio.
E comecei o "The Road" que é a minha leitura de casa de banho... como eu na realidade não leio na casa de banho e o livro não me entusiasmou o suficiente para o levar para a cama ou para o sofá, suponho que nunca lhe chegarei ao fim.
E antes disso ainda enfardei com os três livros da Lisbeth Salander todos seguidinhos que aquilo são calhamaços do mais viciante que há, só tenho pena que não haja mais. E foram os livros que mais gostei em 2010.
A viagem do elefante leu-se bem até ao fim, mas sem grande entusiasmo. Suponho que dado o protagonista não deveria ter esperado muito mais. De qualquer forma aprendi que os elefantes barrem, do verbo barrir, pelo que nem que seja só por isso já valeu a pena a leitura. O Diário de Carrie não parecia muito promissor ao início, mas no fundo até tem a sua graça, embora esteja cheio de estereótipos que não me dizem nada (mas melhora, à medida que se vai lendo). Depois comecei o amante de Lady Chaterley, e, para livro pseudo-erótico, achei-o muito filosófico, pelo que está em standby (é que nem cheguei às cenas tórridas, acho eu, só passei por uma muito... deixa cá ver... comedida), e entretanto comecei e já quase terminei o livro do Markl, a Caderneta de Cromos, que, já agora, tem meia dúzia de erros de palmatória (como aquela em que se refere à letra da Anita do Marco Paulo como sendo do José Cid - sim,o José Cid também tem uma "Anita", mas é outra) (e já agora, eu fiz a colecção de cromos do Dartacão e estou capaz de apostar que já vinham com cola...).
Em Novembro li a Mini-shopaholic, que suscitou a curiosidade das recepcionistas da clínica onde tive que ir (também queriam ler, eheheh). Bem, a verdade é que eu estava tão absorta na leitura que nem as ouvi chamar-me. :) Quanto ao livro, é mais do mesmo, Becky Bloomwood a fazer o que faz sempre, por a leitora a arrancar cabelos com tanta parvoíce e buracos que vai escavando cada vez mais fundo até que no fim um grande golpe de sorte a salva.
E no verão, que me lembre, foi o Julie & Julia. Não vi o filme, gostei do livro, embora dele leve a lição de não comprar livros de bolso, pela letrinha pequenina e, pior que isso, se estiverem impressos de forma que se torna difícil ler as palavras junto ao meio do livro.
Também comecei o "Chasing Harry Winston" (esqueci-me do título em português, li em inglês), mas achei-o muito tonto, muito parvo, muito fútil, muito irritante, e abandonei-o sem contemplações antes de sequer chegar a meio.
E comecei o "The Road" que é a minha leitura de casa de banho... como eu na realidade não leio na casa de banho e o livro não me entusiasmou o suficiente para o levar para a cama ou para o sofá, suponho que nunca lhe chegarei ao fim.
E antes disso ainda enfardei com os três livros da Lisbeth Salander todos seguidinhos que aquilo são calhamaços do mais viciante que há, só tenho pena que não haja mais. E foram os livros que mais gostei em 2010.
25 dezembro 2010
vê-se mesmo que estou de férias
esta gente da operação triunfo canta tão mal. já estou como o outro (shrek 3): mata-me primeiro e canta depois.
22 dezembro 2010
Há coisas fantásticas...
Tipo esta. Depois de um stress do catano, parece que afinal é provável que possa ir passar o Natal a casa. Numa casa onde há bacalhau, polvo (blhec), rabanadas, bolo rei, e mais uma data de coisas que por cá não há.
E pronto. Se eu mandasse proibia greves de transportes nos dois dias antes do Natal e mais nada. Ou então quem fizesse greve era impedido de estar com a família no Natal... Obrigadinha aos senhores do governo que lá convenceram a malta da Groundforce a cancelar a greve. Um grande bem hajam, da minha parte e da minha família.
BOM NATAL!!! ☺
E pronto. Se eu mandasse proibia greves de transportes nos dois dias antes do Natal e mais nada. Ou então quem fizesse greve era impedido de estar com a família no Natal... Obrigadinha aos senhores do governo que lá convenceram a malta da Groundforce a cancelar a greve. Um grande bem hajam, da minha parte e da minha família.
BOM NATAL!!! ☺
17 dezembro 2010
Peter
Não acredito em médicos. Diz que são úteis quando uma pessoa está doente, mas para além da receita do xarope para a tosse e as pastilhas para a garganta, parece-me que a maior parte das vezes andam a dar tiros para o ar a ver se acertam. Posto isto, também tenho uma fé inabalável na medicina. Ou melhor, nos fármacos. Quando vou ao médico espero que me dêem drogas a sério e não as mezinhas da bruxa, que é como quem diz, aqueles comprimidos que não precisam de receita, aqueles da homeopatia. Gente, se eu quisesse ir ao bruxo não ia ao médico. Se quisesse acupunctura não ia ao médico. Se quisesse uma massagem não ia ao médico. De vez em quando espanto-me com a quantidade de coisas que não se sabem sobre o corpo humano - e aí perdo-o-lhes o que não sabem, porque parece que é mesmo difícil, e o que me apetecia era desatar a fazer experiências com pessoas, só para ver o que acontece... eu sou assim, felizmente não me deu para a medicina e fiquei-me pelas coisas inanimadas (se bem que os electrões estão cheinhos de energia), o que me permite desatar a fazer experiências assim sem mais nem menos, sem correr o risco de aleijar ninguém.
Divirjo.
O Peter é um médico, e é fantástico. Já me fartei de lhe fazer visitas - literalmente, estou farta de lá ir e só o conheço há dois meses - e sempre que o vejo surpreende-me por ser tão bom. Bom médico, entenda-se. Não é que saiba mais que os outros - desconfio que sabem todos muito pouco, pelo menos sobre o mal que me afecta - mas por ser daqueles que tem tempo, calma, simpatia, e uma extrema empatia. E explica as coisas, algo que eu já não estava habituada, já que nos últimos anos tenho sempre a impressão que quando entro por um consultório adentro o médico mal me vê e já está mortinho para me ver de costas. A sair porta fora, entenda-se. Tenho um quase fraquinho pelo Peter. Só por ele ser assim tão simpático. Nunca me diz que não. Quer sempre que eu volte. E ainda não me mandou a conta... :-)
(na Alemanha recebe-se a conta depois de ter ido à consulta, e a maior parte das vezes nem se sabe de antemão quanto é que será)
Divirjo.
O Peter é um médico, e é fantástico. Já me fartei de lhe fazer visitas - literalmente, estou farta de lá ir e só o conheço há dois meses - e sempre que o vejo surpreende-me por ser tão bom. Bom médico, entenda-se. Não é que saiba mais que os outros - desconfio que sabem todos muito pouco, pelo menos sobre o mal que me afecta - mas por ser daqueles que tem tempo, calma, simpatia, e uma extrema empatia. E explica as coisas, algo que eu já não estava habituada, já que nos últimos anos tenho sempre a impressão que quando entro por um consultório adentro o médico mal me vê e já está mortinho para me ver de costas. A sair porta fora, entenda-se. Tenho um quase fraquinho pelo Peter. Só por ele ser assim tão simpático. Nunca me diz que não. Quer sempre que eu volte. E ainda não me mandou a conta... :-)
(na Alemanha recebe-se a conta depois de ter ido à consulta, e a maior parte das vezes nem se sabe de antemão quanto é que será)
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