25 dezembro 2010
vê-se mesmo que estou de férias
esta gente da operação triunfo canta tão mal. já estou como o outro (shrek 3): mata-me primeiro e canta depois.
22 dezembro 2010
Há coisas fantásticas...
Tipo esta. Depois de um stress do catano, parece que afinal é provável que possa ir passar o Natal a casa. Numa casa onde há bacalhau, polvo (blhec), rabanadas, bolo rei, e mais uma data de coisas que por cá não há.
E pronto. Se eu mandasse proibia greves de transportes nos dois dias antes do Natal e mais nada. Ou então quem fizesse greve era impedido de estar com a família no Natal... Obrigadinha aos senhores do governo que lá convenceram a malta da Groundforce a cancelar a greve. Um grande bem hajam, da minha parte e da minha família.
BOM NATAL!!! ☺
E pronto. Se eu mandasse proibia greves de transportes nos dois dias antes do Natal e mais nada. Ou então quem fizesse greve era impedido de estar com a família no Natal... Obrigadinha aos senhores do governo que lá convenceram a malta da Groundforce a cancelar a greve. Um grande bem hajam, da minha parte e da minha família.
BOM NATAL!!! ☺
17 dezembro 2010
Peter
Não acredito em médicos. Diz que são úteis quando uma pessoa está doente, mas para além da receita do xarope para a tosse e as pastilhas para a garganta, parece-me que a maior parte das vezes andam a dar tiros para o ar a ver se acertam. Posto isto, também tenho uma fé inabalável na medicina. Ou melhor, nos fármacos. Quando vou ao médico espero que me dêem drogas a sério e não as mezinhas da bruxa, que é como quem diz, aqueles comprimidos que não precisam de receita, aqueles da homeopatia. Gente, se eu quisesse ir ao bruxo não ia ao médico. Se quisesse acupunctura não ia ao médico. Se quisesse uma massagem não ia ao médico. De vez em quando espanto-me com a quantidade de coisas que não se sabem sobre o corpo humano - e aí perdo-o-lhes o que não sabem, porque parece que é mesmo difícil, e o que me apetecia era desatar a fazer experiências com pessoas, só para ver o que acontece... eu sou assim, felizmente não me deu para a medicina e fiquei-me pelas coisas inanimadas (se bem que os electrões estão cheinhos de energia), o que me permite desatar a fazer experiências assim sem mais nem menos, sem correr o risco de aleijar ninguém.
Divirjo.
O Peter é um médico, e é fantástico. Já me fartei de lhe fazer visitas - literalmente, estou farta de lá ir e só o conheço há dois meses - e sempre que o vejo surpreende-me por ser tão bom. Bom médico, entenda-se. Não é que saiba mais que os outros - desconfio que sabem todos muito pouco, pelo menos sobre o mal que me afecta - mas por ser daqueles que tem tempo, calma, simpatia, e uma extrema empatia. E explica as coisas, algo que eu já não estava habituada, já que nos últimos anos tenho sempre a impressão que quando entro por um consultório adentro o médico mal me vê e já está mortinho para me ver de costas. A sair porta fora, entenda-se. Tenho um quase fraquinho pelo Peter. Só por ele ser assim tão simpático. Nunca me diz que não. Quer sempre que eu volte. E ainda não me mandou a conta... :-)
(na Alemanha recebe-se a conta depois de ter ido à consulta, e a maior parte das vezes nem se sabe de antemão quanto é que será)
Divirjo.
O Peter é um médico, e é fantástico. Já me fartei de lhe fazer visitas - literalmente, estou farta de lá ir e só o conheço há dois meses - e sempre que o vejo surpreende-me por ser tão bom. Bom médico, entenda-se. Não é que saiba mais que os outros - desconfio que sabem todos muito pouco, pelo menos sobre o mal que me afecta - mas por ser daqueles que tem tempo, calma, simpatia, e uma extrema empatia. E explica as coisas, algo que eu já não estava habituada, já que nos últimos anos tenho sempre a impressão que quando entro por um consultório adentro o médico mal me vê e já está mortinho para me ver de costas. A sair porta fora, entenda-se. Tenho um quase fraquinho pelo Peter. Só por ele ser assim tão simpático. Nunca me diz que não. Quer sempre que eu volte. E ainda não me mandou a conta... :-)
(na Alemanha recebe-se a conta depois de ter ido à consulta, e a maior parte das vezes nem se sabe de antemão quanto é que será)
Chocolate. Massapão.
Ora aí está uma bela despedida antes das férias. Acho que tenho um novo colega favorito.
(Italiano. É só charme... ;))
(Italiano. É só charme... ;))
22 novembro 2010
Proibido estacionar
Num feriado, chego a casa e a minha vizinha vem logo cumprimentar-me, e contar-me a novidade do dia. A polícia tinha passado pela nossa rua, e multado todos os carros que, como sempre, estavam estacionados meio em cima do passeio. Note-se que há uns anos atrás já tinha ocorrido a multa-porque-estava-demasiado-perto-do-muro, em que o polícia sacou de uma fita métrica para ver se um carro estava demasiado em cima do passeio e a seguir multou, um único carro. Desta vez, em pleno feriado, correu os carros todos que estavam na minha rua, pois toda a gente estaciona da mesma maneira, que a rua é relativamente estreita e assim pode-se circular melhor (e os peões também têm espaço, e os carrinhos de bebé, que isto é tudo gente de família e com muita consideração pelos outros ;)). Os vizinhos bem protestaram, que se estacionassem como deve ser não haveria espaço para os camiões do lixo e afins, mas o polícia disse que as regras são assim, assunto arrumado.
(Os meus vizinhos são fantásticos, protestam com a polícia. E avisam os outros para não caírem na mesma ratoeira.)
Um ou dois dias depois já os vizinhos se tinham organizado. Fui informada que devia estacionar do mesmo lado que todos os outros, para ser mais fácil passar. Podia ter pensado que isto é um atrevimento, que é preciso uma grande lata para ousar impedir-me de utilizar o meu direito de estacionar do lado que me apetecer, desde que seja permitido, mas a verdade é que fiquei impressionada com a organização dos meus vizinhos. É que foi tudo pensado ao pormenor. Escolheram o lado da estrada onde os camioes e carros das obras têm que parar durante a semana. Pensaram em todos. E nem foi preciso encomendarem um sinal de proibiçao de estacionar para o lado interdito. Já passou quase um mês e até agora devo ter visto uma única vez um carro estacionado do lado "errado". Devia ser visita de alguém.
(Os meus vizinhos são fantásticos. A sério.)
PS - O passeio é muito baixinho, do tipo em que geralmente até é permitido estacionar duas rodas.
(Os meus vizinhos são fantásticos, protestam com a polícia. E avisam os outros para não caírem na mesma ratoeira.)
Um ou dois dias depois já os vizinhos se tinham organizado. Fui informada que devia estacionar do mesmo lado que todos os outros, para ser mais fácil passar. Podia ter pensado que isto é um atrevimento, que é preciso uma grande lata para ousar impedir-me de utilizar o meu direito de estacionar do lado que me apetecer, desde que seja permitido, mas a verdade é que fiquei impressionada com a organização dos meus vizinhos. É que foi tudo pensado ao pormenor. Escolheram o lado da estrada onde os camioes e carros das obras têm que parar durante a semana. Pensaram em todos. E nem foi preciso encomendarem um sinal de proibiçao de estacionar para o lado interdito. Já passou quase um mês e até agora devo ter visto uma única vez um carro estacionado do lado "errado". Devia ser visita de alguém.
(Os meus vizinhos são fantásticos. A sério.)
PS - O passeio é muito baixinho, do tipo em que geralmente até é permitido estacionar duas rodas.
17 novembro 2010
Às vezes tenho vontade de fazer coisas muito simpáticas. Algumas vezes faço-as. Outras vezes, espero que passe. Outras vezes fico a remoer por achar que não posso, não se pode fazer tudo o que queremos, nem porque sabemos que aquilo faria alguém feliz. As pessoas não querem ser felizes só porque sim, querem pagar um preço para poderem ser um bocadinho mais felizes, acham que só se carregarem uma cruz é que valem alguma coisa. E aquele bocadinho de felicidade que lhes podia chegar se simplesmente o quisessem aceitar é demasiado, muito mais do que o que acham que merecem. E estão enganadas, tão enganadas. Um desperdício, é o que é.
Não sei como é que isto aconteceu...
Estou ocupada até Janeiro. Fins de semana, férias de Natal, sei lá mais o quê. Suponho que em Janeiro, depois dos reis, estarei de ressaca. Ou então não, que daqui até lá ainda dá para planear muita coisa. E em Janeiro os dias começam a ser outra vez mais compridos e ao fim de semana pode-se ir ao ski ou andar de trenó.
14 novembro 2010
O governo é fantástico
Compra dinheiro à China e a Timor a 7%, mas aos portugueses não pode pagar 1% que seja... (certificado de aforro de Novembro de 2009 rende, se levantado um ano depois, 0,693%). Seriously...
é só mimo
Tenho uma caixa de chocolates (bombons) belgas por abrir e só me apetece Mon chéri (que, evidentemente, não há em casa).
12 novembro 2010
Ontem por esta hora estava cheia de pica. Fiz o jantar em 20 minutos e nem dei tempo para ouvir a resposta à pergunta "queres salada de tomate", disse apenas "não tenho tempo para estar à espera, já está feita", e pronto. E depois só dormi quatro horas, e acordei a meio da noite completamente desperta. Hoje pensava que ia ser a mesma coisa. Não está a ser. Preguiçar também é bom. Zero minutos a fazer o jantar porque houve quem o fizesse por mim. :) Eficiência...
05 novembro 2010
no bolso das calças
Aquela sensação que se tem quando se encontra uma nota no bolso das calças com que não se estava a contar? Multipliquem isso umas quantas vezes... :D
(está bem que a nota era minha e só estava esquecida, mas mesmo assim, gosto)
(está bem que a nota era minha e só estava esquecida, mas mesmo assim, gosto)
25 outubro 2010
a fada da chucha
há mães lixadas. não estivesse eu na terra onde putos de 6 anos andam de carrinho de bebé e até acharia normal, mas assim não acho. uma mãe veio-se meter com a minha menina, porque ia de chucha na rua. que tem que por a chucha não sei onde, que depois vem a fada das chuchas e leva para os pais dos bebés que não têm dinheiro para comprar chuchas, mas deixa uma prenda. raisparta. como se as chuchas fossem para partilhar assim. como se a miúda tivesse 5 anos. eu é que ando muito bem disposta, senão mandava-a a um sítio que eu cá sei, e até podia levar a chucha e tudo. deixa-me a miúda em paz, que ela quando quiser larga. ou quando eu quiser. e ainda não está na hora. gostava de saber onde é que gente com telhados de vidro arranja lata para atirar pedras.
sou eu que digo
o bar mais fixe é o dos livros. foi pena estar tão cheio que não deu para experimentar as poltronas, mas também se me tivesse lá sentado agarrava-me a um livro e dali não saia, nem bebia, nem nada. e os rapazes das gravatas cor de laranja eram engraçados.
13 outubro 2010
Elefante
Ando a ler Saramago. De repente as minhas frases mais compridas e cheias de parenteses deixam de parecer compridas e cheias de parenteses. Gosto disso. É como se tivesse ganho permissão para escrever frases ainda mais longas, e com ainda mais à partes lá no meio. Genial. O meu obrigada ao Nobel. :-)
11 outubro 2010
Chaves, porcas e parafusos
No sétimo e oitavo anos tive uma disciplina que se chamava mecanotecnia. Na realidade não estava muito interessada naquilo, o que eu queria mesmo era ter práticas administrativas para aprender a escrever à máquina usando os dedos todos, o que me teria poupado um curso esotérico para o mesmo efeito há uns dois anos atrás que me irritou de tão parvo que era, mas vinha em pacote com o que eu queria mesmo, que era electrotecnia, e por isso lá tive que gramar com a cadeira e esquecer as brincadeiras com a máquina de escrever.
A parte mais interessante daqueles dois anos, ou pelo menos a que para alguma coisa serviu, foram as primeiras aulas, quando o professor nos ensinou os nomes das ferramentas. Desde a chave de boca regulável, vulgo chave inglesa (a nossa até era espanhola), chaves de fendas e de porcas, a guilhotina, ferro de soldar e máscara de protecção, limas, serras, formão, dois armários cheios de coisas mais um sem fim de máquinas espalhadas pela oficina, e que não estávamos autorizados a usar sem supervisão.
O meu interesse pelas coisas mecânicas é limitado, eu gosto mais de fios eléctricos e computadores, mas confesso que dá um jeitão saber como usar uma chave philips, um alicate ou um martelo. Saber que antes de serrar qualquer coisa provavelmente é boa ideia fixar o objecto que se vai serrar. O único problemazinho é ter-me posto a andar do país onde isto tudo era (quase) canja, e vindo para uma terra onde não faço a mínima ideia do nome das ferramentas. O tempo que se perde na loja à procura da chave certa. Preciso de um dicionário ilustrado. Ou então passo a levar um desenho.
A parte mais interessante daqueles dois anos, ou pelo menos a que para alguma coisa serviu, foram as primeiras aulas, quando o professor nos ensinou os nomes das ferramentas. Desde a chave de boca regulável, vulgo chave inglesa (a nossa até era espanhola), chaves de fendas e de porcas, a guilhotina, ferro de soldar e máscara de protecção, limas, serras, formão, dois armários cheios de coisas mais um sem fim de máquinas espalhadas pela oficina, e que não estávamos autorizados a usar sem supervisão.
O meu interesse pelas coisas mecânicas é limitado, eu gosto mais de fios eléctricos e computadores, mas confesso que dá um jeitão saber como usar uma chave philips, um alicate ou um martelo. Saber que antes de serrar qualquer coisa provavelmente é boa ideia fixar o objecto que se vai serrar. O único problemazinho é ter-me posto a andar do país onde isto tudo era (quase) canja, e vindo para uma terra onde não faço a mínima ideia do nome das ferramentas. O tempo que se perde na loja à procura da chave certa. Preciso de um dicionário ilustrado. Ou então passo a levar um desenho.
07 outubro 2010
De blogue em blogue
(muffins de banana)
Por causa da Rita fui parar aqui onde me saltou logo à vista a foto de bolinhos. E a receita. Aquilo parecia bom - bem, o meu critério é apenas se alguém experimentou e ficou satisfeito, a partir daí só fazendo eu mesma - por isso também tive que fazer uns muffins (que é uma palavra mais gira que queques).
Ora esta receita não leva manteiga nem gordura nenhuma, a não ser para untar as forminhas, e enquanto misturava os ingredientes achei que aquilo estava pouco fofo, pelo que acrescentei um bocadinho de manteiga. Sem medir, um bocadinho pequeno, uma ou duas colheres de sopa, talvez. E não tinha nozes, pelo que substituí por amêndoas, a pensar que também deve dar. E enquanto misturava os ingredientes secos dizia para a pequenita, que isto de fazer bolos tem mais graça com companhia, esta receita deve ser americana, isto de misturar os ingredientes secos e os outros desta forma faz-me lembrar aquele programa de culinária que costumava dar na sic gaja, o everyday cooking, acho que era assim que se chamava.
Vinte minutos no forno, et voilá, estão prontos os bolinhos, já tarde para que alguém os coma como sobremesa. Ainda assim lá tive que me sacrificar e comer um, para decidir se junto a receita à minha colecção ou deito fora.
Conclusões:
As bananas que usei não estavam suficientemente maduras, e isso nota-se.
Metade da farinha devia ter sido Maizena, para os muffins não ficarem tão "queques" (por outras palavras, para os bolinhos ficarem mais fofos).
As amêndoas foram uma boa ideia. E como já estavam cortadas e tudo, nem deram trabalho. Também não medi, foi tudo a olho, umas duas mãos cheias, das minhas que não são muito grandes.
Provavelmente seria interessante juntar bananas (maduras, desfeitas) à receita das queijadas de iogurte, que faço dia sim dia não por serem tão fáceis e muito boas. (Eventualmente subsitituir um dos iogurtes por uma ou duas bananas para não ficar líquido demais.) Tenho de experimentar.
Cada vez mais, sou fã de bolinhos assim. Fazem-se num instante e não dão muito trabalho. São óptimos para levar para a escola, embora tenha o efeito de haver sempre quem peça a receita, e a minha vontade de traduzir as "minhas" receitas para alemão seja nula. Ando aqui a magicar uma maneira de "escrever" as receitas rapidamente com desenhos...
Ora esta receita não leva manteiga nem gordura nenhuma, a não ser para untar as forminhas, e enquanto misturava os ingredientes achei que aquilo estava pouco fofo, pelo que acrescentei um bocadinho de manteiga. Sem medir, um bocadinho pequeno, uma ou duas colheres de sopa, talvez. E não tinha nozes, pelo que substituí por amêndoas, a pensar que também deve dar. E enquanto misturava os ingredientes secos dizia para a pequenita, que isto de fazer bolos tem mais graça com companhia, esta receita deve ser americana, isto de misturar os ingredientes secos e os outros desta forma faz-me lembrar aquele programa de culinária que costumava dar na sic gaja, o everyday cooking, acho que era assim que se chamava.
Vinte minutos no forno, et voilá, estão prontos os bolinhos, já tarde para que alguém os coma como sobremesa. Ainda assim lá tive que me sacrificar e comer um, para decidir se junto a receita à minha colecção ou deito fora.
Conclusões:
As bananas que usei não estavam suficientemente maduras, e isso nota-se.
Metade da farinha devia ter sido Maizena, para os muffins não ficarem tão "queques" (por outras palavras, para os bolinhos ficarem mais fofos).
As amêndoas foram uma boa ideia. E como já estavam cortadas e tudo, nem deram trabalho. Também não medi, foi tudo a olho, umas duas mãos cheias, das minhas que não são muito grandes.
Provavelmente seria interessante juntar bananas (maduras, desfeitas) à receita das queijadas de iogurte, que faço dia sim dia não por serem tão fáceis e muito boas. (Eventualmente subsitituir um dos iogurtes por uma ou duas bananas para não ficar líquido demais.) Tenho de experimentar.
Cada vez mais, sou fã de bolinhos assim. Fazem-se num instante e não dão muito trabalho. São óptimos para levar para a escola, embora tenha o efeito de haver sempre quem peça a receita, e a minha vontade de traduzir as "minhas" receitas para alemão seja nula. Ando aqui a magicar uma maneira de "escrever" as receitas rapidamente com desenhos...
06 outubro 2010
A minha vizinha
A minha vizinha é fantástica. Podia pôr-me aqui a enumerar razões pelas quais acho que a minha vizinha é, provavelmente, a melhor do mundo, mas não tenho tempo. Ainda assim deixo aqui uma, para memória futura. Hoje a minha vizinha deu-me um chocolate. E nem sequer era um chocolate qualquer, era um Lindt de leite, um dos meus preferidos. Não para os miúdos, para mim. A minha vizinha é fantástica, nem ela sabe o quanto.
Entre aqui e ali
Aqui é animado, barulhento, stressante, divertido, hilariante. Há coisas pelo chão, a cozinha nem sempre está arrumada, e depois do jantar é muito sossegado. Aqui nunca tenho tempo para tudo o que queria fazer - de qualquer forma, acho que não há maneira de algum dia ter tempo para fazer tudo o que quero fazer, seja onde for, simplesmente porque essa lista cresce mais depressa do que eu consigo dar vazão ao que já lá estava. Aqui come-se bem e com regras, há sopa e legumes e fruta, e fazem-se doces por pura diversão. Aqui gravam-se programas de televisão para ver quando houver tempo (o tal que escasseia) e acumulam-se livros nas prateleiras. Aqui tem-se vontade de deitar metade das coisas fora, algumas para substituir por outras, a maioria apenas para criar espaço. Aqui sente-se o frio da rua e é preciso coragem para sair de casa.
Ali parece sossegado, mas também nunca há tempo. Ali vai-se ao cinema e ao brunch, deixa-se sempre tudo arrumado, vêem-se os episódios da Anatomia de Grey. Ali nunca se tem disposição para ir à net, coleccionam-se revistas "in München", tomam-se banhos de espuma. Ali planeia-se ler livros, mas nunca há tempo. Ali a rua é mais convidativa, mesmo que chova e não haja guarda-chuva, e tudo pareça mais perto do que realmente é.
Ali parece sossegado, mas também nunca há tempo. Ali vai-se ao cinema e ao brunch, deixa-se sempre tudo arrumado, vêem-se os episódios da Anatomia de Grey. Ali nunca se tem disposição para ir à net, coleccionam-se revistas "in München", tomam-se banhos de espuma. Ali planeia-se ler livros, mas nunca há tempo. Ali a rua é mais convidativa, mesmo que chova e não haja guarda-chuva, e tudo pareça mais perto do que realmente é.
04 outubro 2010
Como um verdadeiro nativo
A Oktoberfest acaba hoje. Normalmente teria terminado domingo (ontem), mas este ano decidiram continuar mais um dia devido ao 200° aniversário. Um dia extra de trânsito infernal, transportes públicos congestionados, bêbados a partir das 9-10 da manhã pela cidade. Um dia extra de garrafas partidas pela via pública, ruas cortadas, passeios cheios de gente que quase não se tem em pé. Para o ano há mais.
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