05 novembro 2010

no bolso das calças

Aquela sensação que se tem quando se encontra uma nota no bolso das calças com que não se estava a contar? Multipliquem isso umas quantas vezes... :D
(está bem que a nota era minha e só estava esquecida, mas mesmo assim, gosto)

25 outubro 2010

a fada da chucha

há mães lixadas. não estivesse eu na terra onde putos de 6 anos andam de carrinho de bebé e até acharia normal, mas assim não acho. uma mãe veio-se meter com a minha menina, porque ia de chucha na rua. que tem que por a chucha não sei onde, que depois vem a fada das chuchas e leva para os pais dos bebés que não têm dinheiro para comprar chuchas, mas deixa uma prenda. raisparta. como se as chuchas fossem para partilhar assim. como se a miúda tivesse 5 anos. eu é que ando muito bem disposta, senão mandava-a a um sítio que eu cá sei, e até podia levar a chucha e tudo. deixa-me a miúda em paz, que ela quando quiser larga. ou quando eu quiser. e ainda não está na hora. gostava de saber onde é que gente com telhados de vidro arranja lata para atirar pedras.

sou eu que digo

o bar mais fixe é o dos livros. foi pena estar tão cheio que não deu para experimentar as poltronas, mas também se me tivesse lá sentado agarrava-me a um livro e dali não saia, nem bebia, nem nada. e os rapazes das gravatas cor de laranja eram engraçados.

13 outubro 2010

Elefante

Ando a ler Saramago. De repente as minhas frases mais compridas e cheias de parenteses deixam de parecer compridas e cheias de parenteses. Gosto disso. É como se tivesse ganho permissão para escrever frases ainda mais longas, e com ainda mais à partes lá no meio. Genial. O meu obrigada ao Nobel. :-)

11 outubro 2010

Chaves, porcas e parafusos

No sétimo e oitavo anos tive uma disciplina que se chamava mecanotecnia. Na realidade não estava muito interessada naquilo, o que eu queria mesmo era ter práticas administrativas para aprender a escrever à máquina usando os dedos todos, o que me teria poupado um curso esotérico para o mesmo efeito há uns dois anos atrás que me irritou de tão parvo que era, mas vinha em pacote com o que eu queria mesmo, que era electrotecnia, e por isso lá tive que gramar com a cadeira e esquecer as brincadeiras com a máquina de escrever.
A parte mais interessante daqueles dois anos, ou pelo menos a que para alguma coisa serviu, foram as primeiras aulas, quando o professor nos ensinou os nomes das ferramentas. Desde a chave de boca regulável, vulgo chave inglesa (a nossa até era espanhola), chaves de fendas e de porcas, a guilhotina, ferro de soldar e máscara de protecção, limas, serras, formão,  dois armários cheios de coisas mais um sem fim de máquinas espalhadas pela oficina, e que não estávamos autorizados a usar sem supervisão.
O meu interesse pelas coisas mecânicas é limitado, eu gosto mais de fios eléctricos e computadores, mas confesso que dá um jeitão saber como usar uma chave philips, um alicate ou um martelo. Saber que antes de serrar qualquer coisa provavelmente é boa ideia fixar o objecto que se vai serrar. O único problemazinho é ter-me posto a andar do país onde isto tudo era (quase) canja, e vindo para uma terra onde não faço a mínima ideia do nome das ferramentas. O tempo que se perde na loja à procura da chave certa. Preciso de um dicionário ilustrado. Ou então passo a levar um desenho.

07 outubro 2010

De blogue em blogue
(muffins de banana)

Por causa da Rita fui parar aqui onde me saltou logo à vista a foto de bolinhos. E a receita. Aquilo parecia bom - bem, o meu critério é apenas se alguém experimentou e ficou satisfeito, a partir daí só fazendo eu mesma - por isso também tive que fazer uns muffins (que é uma palavra mais gira que queques).
Ora esta receita não leva manteiga nem gordura nenhuma, a não ser para untar as forminhas, e enquanto misturava os ingredientes achei que aquilo estava pouco fofo, pelo que acrescentei um bocadinho de manteiga. Sem medir, um bocadinho pequeno, uma ou duas colheres de sopa, talvez. E não tinha nozes, pelo que substituí por amêndoas, a pensar que também deve dar. E enquanto misturava os ingredientes secos dizia para a pequenita, que isto de fazer bolos tem mais graça com companhia, esta receita deve ser americana, isto de misturar os ingredientes secos e os outros desta forma faz-me lembrar aquele programa de culinária que costumava dar na sic gaja, o everyday cooking, acho que era assim que se chamava.
Vinte minutos no forno, et voilá, estão prontos os bolinhos, já tarde para que alguém os coma como sobremesa. Ainda assim lá tive que me sacrificar e comer um, para decidir se junto a receita à minha colecção ou deito fora.
Conclusões:
As bananas que usei não estavam suficientemente maduras, e isso nota-se.
Metade da farinha devia ter sido Maizena, para os muffins não ficarem tão "queques" (por outras palavras, para os bolinhos ficarem mais fofos).
As amêndoas foram uma boa ideia. E como já estavam cortadas e tudo, nem deram trabalho. Também não medi, foi tudo a olho, umas duas mãos cheias, das minhas que não são muito grandes.
Provavelmente seria interessante juntar bananas (maduras, desfeitas) à receita das queijadas de iogurte, que faço dia sim dia não por serem tão fáceis e muito boas. (Eventualmente subsitituir um dos iogurtes por uma ou duas bananas para não ficar líquido demais.) Tenho de experimentar.

Cada vez mais, sou fã de bolinhos assim. Fazem-se num instante e não dão muito trabalho. São óptimos para levar para a escola, embora tenha o efeito de haver sempre quem peça a receita, e a minha vontade de traduzir as "minhas" receitas para alemão seja nula. Ando aqui a magicar uma maneira de "escrever" as receitas rapidamente com desenhos...

06 outubro 2010

A minha vizinha

A minha vizinha é fantástica. Podia pôr-me aqui a enumerar razões pelas quais acho que a minha vizinha é, provavelmente, a melhor do mundo, mas não tenho tempo. Ainda assim deixo aqui uma, para memória futura. Hoje a minha vizinha deu-me um chocolate. E nem sequer era um chocolate qualquer, era um Lindt de leite, um dos meus preferidos. Não para os miúdos, para mim. A minha vizinha é fantástica, nem ela sabe o quanto.

Entre aqui e ali

Aqui é animado, barulhento, stressante, divertido, hilariante. Há coisas pelo chão, a cozinha nem sempre está arrumada, e depois do jantar é muito sossegado. Aqui nunca tenho tempo para tudo o que queria fazer - de qualquer forma, acho que não há maneira de algum dia ter tempo para fazer tudo o que quero fazer, seja onde for, simplesmente porque essa lista cresce mais depressa do que eu consigo dar vazão ao que já lá estava. Aqui come-se bem e com regras, há sopa e legumes e fruta, e fazem-se doces por pura diversão. Aqui gravam-se programas de televisão para ver quando houver tempo (o tal que escasseia) e acumulam-se livros nas prateleiras. Aqui tem-se vontade de deitar metade das coisas fora, algumas para substituir por outras, a maioria apenas para criar espaço. Aqui sente-se o frio da rua e é preciso coragem para sair de casa.
Ali parece sossegado, mas também nunca há tempo. Ali vai-se ao cinema e ao brunch, deixa-se sempre tudo arrumado, vêem-se os episódios da Anatomia de Grey. Ali nunca se tem disposição para ir à net, coleccionam-se revistas "in München", tomam-se banhos de espuma. Ali planeia-se ler livros, mas nunca há tempo. Ali a rua é mais convidativa, mesmo que chova e não haja guarda-chuva, e tudo pareça mais perto do que realmente é.

04 outubro 2010

Como um verdadeiro nativo

A Oktoberfest acaba hoje. Normalmente teria terminado domingo (ontem), mas este ano decidiram continuar mais um dia devido ao 200° aniversário. Um dia extra de trânsito infernal, transportes públicos congestionados, bêbados a partir das 9-10 da manhã pela cidade. Um dia extra de garrafas partidas pela via pública, ruas cortadas, passeios cheios de gente que quase não se tem em pé. Para o ano há mais.

30 setembro 2010

Coisas que me irritam

Pessoas supostamente inteligentes a comparar o incomparável. Assim como maçãs e pêras, ou batatas e cebolas. Ou mais como maçãs e carros, ou batatas e camisolas.

29 setembro 2010

post de gaija ;)

Saí de casa a sentir-me gorda. Isto é raro, eu não sou gorda sou bem proporcionada ;), e costumo sentir-me apenas "normal" ou muito bem". Fantástica, em alguns dias. Mas há uns dias senti-me gorda (foi só um dia, calma). Pus um vestido (ao mesmo tempo que pensava "hmm está um bocadinho justo demais) e botas, que está um bocadinho frio, mais um casaco para usar de manhã e ao fim do dia, e nem pensei mais nisso de estar a sentir fosse o que fosse, que o dia é comprido mas há muito que fazer e pouco tempo para pensar noutras coisas. E no fim do dia, já cansada, a fazer compras com a pequenita pela mão, recebo uns elogios de desconhecidos (de ambos os sexos, genial!). Não é que instantaneamente me tivesse sentido magra, mas esqueci logo o assunto de vez. Estou muito bem, obrigada

27 setembro 2010

Fim

Eu gostava mais do bloglines. Mas acabou-se. Agora vou pelo google reader até encontrar algo melhor.

21 setembro 2010

Mitos urbanos

Eu pensava que era mais rápido ir para o trabalho de mota. E, normalmente, suponho que seja, aí uns 5 minutos mais rápido, e umas 1000 vezes mais divertido que as alternativas. O problema é que estamos em plena Oktoberfest. Quinze dias de trânsito infernal. Não há opção: transportes públicos estão lotados, as estradas congestionadas, e ainda corro o risco, se usar a mota, de levar com algum bêbado ou um automobilista menos atento. Bolas. Ainda agora começou e já estou a contar os dias até que acabe.

(Por outro lado, o pessoal a passar em traje tradicional -  tanto lederhosen e dirndl como os trajes de outros países como a Escócia ;) - tem a sua graça. E aqueles grupos que criam a própria t-shirt com piadas? O máximo.)

11 setembro 2010

Em jeans, sapatilhas e t-shirt 1☺

Na floresta fizeram um parque de escalada. Não é que seja bem escalada aquilo que se faz, é mais andar com um arnês e cordas de segurança a saltar de árvore em árvore. De corda em corda. Agarrada pelas mãos, pelos pés, pelo que calha. A olhar cá para baixo a partir do cimo de uma árvore, a 17 metros de altura. A olhar para o chão, lá tão longe, enquanto se tenta agarrar aquele tubo que nos vai impedir de ficar pendurados pelo arnês, com ar de parvos, enquanto lá em baixo a vigilante observa com ar de "eu bem disse que isso não era para principiantes". Agarrada a um triângulo de metal e a deslizar por uma corda por uma distância interminável, a pensar "carago, que eu peso mais do que as minhas mãos e braços aguentam!". A passar pelo meio de pneus (ah, tão giro), por pontes tipo Indiana Jones, por outras que são constituídas por uma sequência de baloiços. Pondo um pé no meio de uma corda, bem agarrada dos lados, tudo a abanar, e a pensar na Helena o tempo todo ("aimeudeus"). Quase que dizia "no que é que me fui meter", e "como é que eu vou sair daqui", mas lá me safei sem grandes safanões no meu orgulho. ;-) E os skates entre as árvores?? Fantástico! :-) E descer da árvore como se não houvesse cordas nem nada, só a saltar de ramo em ramo, foi tão giro. A cereja no cimo do bolo foi o miúdo ter sido o herói do dia, ao ajudar a mãe e a dar dicas à senhora que ia à frente dele, que ia mesmo aflitinha... Um rapagão. :)
(E sim, estou com as mãos vermelhas, tenho uns cortezitos, uma perna deve ter acertado em qualquer coisa dura porque tenho um inchaço, doem-me os músculos das costas e dos braços, e os pés e as mãos. Mas estou contente como se tivesse 5 anos, e isso é fantástico.)

10 setembro 2010

Mais um primeiro dia.

A miúda voltou para a "escola" esta semana. Creche, não escola. No primeiro dia levou um comboio, e mal chegou agarrou-se logo às outras meninas e meninos para mostrar o brinquedo (que já tinha desde o Natal, mas com as férias passou a ser "novo"). Nem me mandou um beijinho à distância para dizer adeus (mas já tinha dado um antes de entrar na sala, que eu já sei como ela é quando aquela porta se abre). Lágrimas, choro, agarrar-se a uma coisa qualquer e não largar, não são cenas para ela. Mas tem dias em que tenho que ficar um bocadinho mais para a despedida. A minha bonequinha adora a escola. E eu fico muito contente por ela gostar de lá estar.

07 setembro 2010

E o burro é...

Para o que me havia de dar. Prometer um burro de peluche à miúda. Porquê, mas porquê?
Depois de procurar em diversas lojas (e nada), lá fui à Meca dos brinquedos em Munique, a loja de Karlsplatz da Obletter. É fantástica, têm tudo e mais alguma coisa, incluindo burros de peluche (ainda fiquei lá um bocado, fascinada com os fantoches de todos os tamanhos, e até um conde de contar tamanho gigante). Burros que não parecem burros, o burro do Shrek que não é nada fofinho e por isso não pode servir de almofada, burros com focinho de vaca, burros que parecem machos, burros com ar de cavalos cinzentos... Enfim. Lá encontrei um burro com ar de burro para a miúda, e fui à minha vida, não antes de perguntar se se pode trocar no caso de a miúda "já ter", que é um eufemismo para "não gostar".
O burro é um animal muito ignorado, deixem que vos diga, está aqui uma oportunidade de alguém o adoptar como mascote e vender rios de burros numa manobra genial de marketing que deveria ter ocorrido aquando do famoso "e o burro sou eu?". Mas pronto, eu acho que ainda dá. Para além de que há uns tempos corri as lojas todas duma terreola onde até alugavam burros para dar uma voltinha*, tudo porque achei que um amigo meu, que é um casmurro de primeira, devia receber um burro teimoso de presente, a ver se percebia a piada, mas nada, não encontrei nenhum burro. Havia tartarugas, girafas, hipopótamos, elefantes, tudo e mais alguma coisa, mas burros, só vivos, num pasto ali à beira. Um desperdício, que belo souvenir que dava, junto com um daqueles moinhos que se vendem em todo o lado... (por falar em moinhos, para quando um gerador eólico em tamanho pequeno, para levar para casa?)

*(isto pode soar um bocadinho esquisito, mas eu já tive um burro na família - o animal, não um familiar dotado de pouca inteligência - e sim, às vezes íamos dar uma voltinha no burro. Poucas vezes, que não se pode abusar dos animais, principalmente quando eles são assalariados, daqueles que recebem em géneros - fardos de palha, no caso, e só da boa que a palha seca o burro deixava-a para o dono)

03 setembro 2010

(em processo de limpezas)

É nas férias que uma pessoa finalmente se apercebe de que não precisa mesmo de nada. Ou de muito pouca coisa. Se podemos empacotar o necessário e mais algumas coisas numa mala, e não sentimos grande falta de tudo o que ficou para trás, é porque não precisamos disso.
Uns amigos foram para a Austrália por 6 meses. Deixaram quase tudo. Cada membro da família levou uma mochila. Está bem que não era uma mochila pequenina, mas... se o necessário para 6 meses cabe numa mochila, precisaremos mesmo de tanta tralha?

Silly

Isto agora é sapatos, roupa, revistas de moda ao quilo. Já sei tudo o que está in, já percebi que há coisas que nem que estivessem em saldo com 90% de desconto eu compraria (por ainda serem demasiado caras), que há um mundo que até agora estava por descobrir, por falta de interesse. Provavelmente o que me faltou até agora foi amigas com quem ir às compras frequentemente, que me dessem conselhos sobre maquilhagem e quais as carteiras que combinam com os vestidos. E que me pintassem as unhas, que a minha tentativa anual sai sempre frustrada, já que metade do verniz vai parar ao dedo, e o resultado é eu limpar aquilo tudo e ficar com manchas...
As saias de couro são giríssimas, mas não faço ideia com o que é que se usam sem ficar com ar de quem vai desatar à pancada com quem se atravessar no meu caminho. Os casacos de pele (falsa) são giros, e estupidamente caros, e pergunto-me se aguentarão com uma carga de água em cima. As saias à anos 50 podem ser muito bonitas e ficar muito bem e tal, mas nada me fará vestir como a minha avó. A roupa inspirada nos anos 70 só me faz lembrar as fotos de quando os meus pais eram novos e tudo era castanho (a roupa, as fotos, tudo). Não sei como é que se pode usar uma saia xadrez sem parecer uma miúda do liceu, e os calções de lã com meias compridas e botas são giríssimos, sim, mas eu lembro-me de já ter usado isso há milhões de anos atrás, o que provavelmente quer dizer que é para esquecer. Já vi dezenas de vestidos lindíssimos que nunca teria oportunidade de usar - e isto recorda-me aquele site que aluga roupa de griffe - e carteiras giras e feias que valeriam mais (antes de sair da loja) do que qualquer coisa que alguma vez metesse lá dentro. Não faço ideia como se combinam padrões, e tenho horror a andar de manga comprida mesmo no Inverno. Preciso de um casaco quente, mas "camel" só me faz lembrar camelos e isso não é nada bom. Ainda para mais, tigres e leopardos na cidade chamam mais atenção do que eu estou disposta a receber.
Mais um dia e acaba-se o estado vegetativo e a parvalheira temporária e posso voltar a dedicar-me àquilo que realmente me faz palpitar. Em jeans, sapatilhas e t-shirt.

31 agosto 2010

O velhote

Todos os dias, ele está lá. O velhote do cabelo grisalho e do fato-de-banho-cueca azul. Todos os dias ensina miúdos a nadar. A princípio pensei que fossem os netos, depois fiquei na dúvida. Umas vezes eram uns miúdos, outras vezes outras. Só o velhote era sempre o mesmo. Ele nem deve ser assim tão velho, velhos são os trapos, e eu começo a perder a noção do que é ser realmente velho. Deve ser velhice. A minha.
Um dia apercebi-me de uma mulher que dizia aos filhos para irem ter com o velhote, e eles irem, e o velhote ensinar os miúdos. Primeiro tentou explicar-lhes dentro de água. Depois, trouxe-os para o areal. Gesticulava muito, falava sem parar, e os miúdos, de vez em quando, respondiam-lhe noutra língua. Foi aí que me convenci que o velhote devia ser o professor de natação oficioso ali da praia, e até pensei em mandar-lhe os meus miúdos. Eles também poderiam responder-lhe numa das línguas que sabem, e o velhote continuaria a tentar fazer-lhes entender, na dele, como é que se faz. Mas não. Mais uns dias, que eu às vezes demoro a perceber bem as coisas, e reparei que sim, eram vários miúdos, mas eram sempre os mesmos. E até eram parecidos. Portanto aquilo deve ser tudo família, e andam uns para um lado, outros para outro, uns para uns países, outros para outros, e encontram-se todos ali na praia, para apanhar sol e pôr a conversa em dia, mesmo que em línguas diferentes. Um bocadinho como a minha família.