21 setembro 2010

Mitos urbanos

Eu pensava que era mais rápido ir para o trabalho de mota. E, normalmente, suponho que seja, aí uns 5 minutos mais rápido, e umas 1000 vezes mais divertido que as alternativas. O problema é que estamos em plena Oktoberfest. Quinze dias de trânsito infernal. Não há opção: transportes públicos estão lotados, as estradas congestionadas, e ainda corro o risco, se usar a mota, de levar com algum bêbado ou um automobilista menos atento. Bolas. Ainda agora começou e já estou a contar os dias até que acabe.

(Por outro lado, o pessoal a passar em traje tradicional -  tanto lederhosen e dirndl como os trajes de outros países como a Escócia ;) - tem a sua graça. E aqueles grupos que criam a própria t-shirt com piadas? O máximo.)

11 setembro 2010

Em jeans, sapatilhas e t-shirt 1☺

Na floresta fizeram um parque de escalada. Não é que seja bem escalada aquilo que se faz, é mais andar com um arnês e cordas de segurança a saltar de árvore em árvore. De corda em corda. Agarrada pelas mãos, pelos pés, pelo que calha. A olhar cá para baixo a partir do cimo de uma árvore, a 17 metros de altura. A olhar para o chão, lá tão longe, enquanto se tenta agarrar aquele tubo que nos vai impedir de ficar pendurados pelo arnês, com ar de parvos, enquanto lá em baixo a vigilante observa com ar de "eu bem disse que isso não era para principiantes". Agarrada a um triângulo de metal e a deslizar por uma corda por uma distância interminável, a pensar "carago, que eu peso mais do que as minhas mãos e braços aguentam!". A passar pelo meio de pneus (ah, tão giro), por pontes tipo Indiana Jones, por outras que são constituídas por uma sequência de baloiços. Pondo um pé no meio de uma corda, bem agarrada dos lados, tudo a abanar, e a pensar na Helena o tempo todo ("aimeudeus"). Quase que dizia "no que é que me fui meter", e "como é que eu vou sair daqui", mas lá me safei sem grandes safanões no meu orgulho. ;-) E os skates entre as árvores?? Fantástico! :-) E descer da árvore como se não houvesse cordas nem nada, só a saltar de ramo em ramo, foi tão giro. A cereja no cimo do bolo foi o miúdo ter sido o herói do dia, ao ajudar a mãe e a dar dicas à senhora que ia à frente dele, que ia mesmo aflitinha... Um rapagão. :)
(E sim, estou com as mãos vermelhas, tenho uns cortezitos, uma perna deve ter acertado em qualquer coisa dura porque tenho um inchaço, doem-me os músculos das costas e dos braços, e os pés e as mãos. Mas estou contente como se tivesse 5 anos, e isso é fantástico.)

10 setembro 2010

Mais um primeiro dia.

A miúda voltou para a "escola" esta semana. Creche, não escola. No primeiro dia levou um comboio, e mal chegou agarrou-se logo às outras meninas e meninos para mostrar o brinquedo (que já tinha desde o Natal, mas com as férias passou a ser "novo"). Nem me mandou um beijinho à distância para dizer adeus (mas já tinha dado um antes de entrar na sala, que eu já sei como ela é quando aquela porta se abre). Lágrimas, choro, agarrar-se a uma coisa qualquer e não largar, não são cenas para ela. Mas tem dias em que tenho que ficar um bocadinho mais para a despedida. A minha bonequinha adora a escola. E eu fico muito contente por ela gostar de lá estar.

07 setembro 2010

E o burro é...

Para o que me havia de dar. Prometer um burro de peluche à miúda. Porquê, mas porquê?
Depois de procurar em diversas lojas (e nada), lá fui à Meca dos brinquedos em Munique, a loja de Karlsplatz da Obletter. É fantástica, têm tudo e mais alguma coisa, incluindo burros de peluche (ainda fiquei lá um bocado, fascinada com os fantoches de todos os tamanhos, e até um conde de contar tamanho gigante). Burros que não parecem burros, o burro do Shrek que não é nada fofinho e por isso não pode servir de almofada, burros com focinho de vaca, burros que parecem machos, burros com ar de cavalos cinzentos... Enfim. Lá encontrei um burro com ar de burro para a miúda, e fui à minha vida, não antes de perguntar se se pode trocar no caso de a miúda "já ter", que é um eufemismo para "não gostar".
O burro é um animal muito ignorado, deixem que vos diga, está aqui uma oportunidade de alguém o adoptar como mascote e vender rios de burros numa manobra genial de marketing que deveria ter ocorrido aquando do famoso "e o burro sou eu?". Mas pronto, eu acho que ainda dá. Para além de que há uns tempos corri as lojas todas duma terreola onde até alugavam burros para dar uma voltinha*, tudo porque achei que um amigo meu, que é um casmurro de primeira, devia receber um burro teimoso de presente, a ver se percebia a piada, mas nada, não encontrei nenhum burro. Havia tartarugas, girafas, hipopótamos, elefantes, tudo e mais alguma coisa, mas burros, só vivos, num pasto ali à beira. Um desperdício, que belo souvenir que dava, junto com um daqueles moinhos que se vendem em todo o lado... (por falar em moinhos, para quando um gerador eólico em tamanho pequeno, para levar para casa?)

*(isto pode soar um bocadinho esquisito, mas eu já tive um burro na família - o animal, não um familiar dotado de pouca inteligência - e sim, às vezes íamos dar uma voltinha no burro. Poucas vezes, que não se pode abusar dos animais, principalmente quando eles são assalariados, daqueles que recebem em géneros - fardos de palha, no caso, e só da boa que a palha seca o burro deixava-a para o dono)

03 setembro 2010

(em processo de limpezas)

É nas férias que uma pessoa finalmente se apercebe de que não precisa mesmo de nada. Ou de muito pouca coisa. Se podemos empacotar o necessário e mais algumas coisas numa mala, e não sentimos grande falta de tudo o que ficou para trás, é porque não precisamos disso.
Uns amigos foram para a Austrália por 6 meses. Deixaram quase tudo. Cada membro da família levou uma mochila. Está bem que não era uma mochila pequenina, mas... se o necessário para 6 meses cabe numa mochila, precisaremos mesmo de tanta tralha?

Silly

Isto agora é sapatos, roupa, revistas de moda ao quilo. Já sei tudo o que está in, já percebi que há coisas que nem que estivessem em saldo com 90% de desconto eu compraria (por ainda serem demasiado caras), que há um mundo que até agora estava por descobrir, por falta de interesse. Provavelmente o que me faltou até agora foi amigas com quem ir às compras frequentemente, que me dessem conselhos sobre maquilhagem e quais as carteiras que combinam com os vestidos. E que me pintassem as unhas, que a minha tentativa anual sai sempre frustrada, já que metade do verniz vai parar ao dedo, e o resultado é eu limpar aquilo tudo e ficar com manchas...
As saias de couro são giríssimas, mas não faço ideia com o que é que se usam sem ficar com ar de quem vai desatar à pancada com quem se atravessar no meu caminho. Os casacos de pele (falsa) são giros, e estupidamente caros, e pergunto-me se aguentarão com uma carga de água em cima. As saias à anos 50 podem ser muito bonitas e ficar muito bem e tal, mas nada me fará vestir como a minha avó. A roupa inspirada nos anos 70 só me faz lembrar as fotos de quando os meus pais eram novos e tudo era castanho (a roupa, as fotos, tudo). Não sei como é que se pode usar uma saia xadrez sem parecer uma miúda do liceu, e os calções de lã com meias compridas e botas são giríssimos, sim, mas eu lembro-me de já ter usado isso há milhões de anos atrás, o que provavelmente quer dizer que é para esquecer. Já vi dezenas de vestidos lindíssimos que nunca teria oportunidade de usar - e isto recorda-me aquele site que aluga roupa de griffe - e carteiras giras e feias que valeriam mais (antes de sair da loja) do que qualquer coisa que alguma vez metesse lá dentro. Não faço ideia como se combinam padrões, e tenho horror a andar de manga comprida mesmo no Inverno. Preciso de um casaco quente, mas "camel" só me faz lembrar camelos e isso não é nada bom. Ainda para mais, tigres e leopardos na cidade chamam mais atenção do que eu estou disposta a receber.
Mais um dia e acaba-se o estado vegetativo e a parvalheira temporária e posso voltar a dedicar-me àquilo que realmente me faz palpitar. Em jeans, sapatilhas e t-shirt.

31 agosto 2010

O velhote

Todos os dias, ele está lá. O velhote do cabelo grisalho e do fato-de-banho-cueca azul. Todos os dias ensina miúdos a nadar. A princípio pensei que fossem os netos, depois fiquei na dúvida. Umas vezes eram uns miúdos, outras vezes outras. Só o velhote era sempre o mesmo. Ele nem deve ser assim tão velho, velhos são os trapos, e eu começo a perder a noção do que é ser realmente velho. Deve ser velhice. A minha.
Um dia apercebi-me de uma mulher que dizia aos filhos para irem ter com o velhote, e eles irem, e o velhote ensinar os miúdos. Primeiro tentou explicar-lhes dentro de água. Depois, trouxe-os para o areal. Gesticulava muito, falava sem parar, e os miúdos, de vez em quando, respondiam-lhe noutra língua. Foi aí que me convenci que o velhote devia ser o professor de natação oficioso ali da praia, e até pensei em mandar-lhe os meus miúdos. Eles também poderiam responder-lhe numa das línguas que sabem, e o velhote continuaria a tentar fazer-lhes entender, na dele, como é que se faz. Mas não. Mais uns dias, que eu às vezes demoro a perceber bem as coisas, e reparei que sim, eram vários miúdos, mas eram sempre os mesmos. E até eram parecidos. Portanto aquilo deve ser tudo família, e andam uns para um lado, outros para outro, uns para uns países, outros para outros, e encontram-se todos ali na praia, para apanhar sol e pôr a conversa em dia, mesmo que em línguas diferentes. Um bocadinho como a minha família.

27 agosto 2010

One in a million

Às vezes tenho a clara sensação de que o universo está a tentar dizer-me qualquer coisa. Sendo o "qualquer coisa" algo como "eu sei que às vezes te esqueces, vá-se lá saber porquê, mas eu estou do teu lado. toma lá esta abébia que é para te lembrares". A sério. É fantástico. E às vezes di-lo tão alto que até custa a ouvir, e demora umas horas a processar.
(Imaginem que tinham visto o sorteio do totoloto. E até tinham jogado. E passado umas quatro ou cinco horas vão ver se algum número confere. Aí reparam que afinal todos os números que jogaram, saíram. E ficam a pensar puxa, eu nem me lembrava de ter registado este boletim. Que sorte. Assim. Meios apáticos. E continuam apáticos até ao dia de receber o prémio. À espera que o acontecimento registe nas vossas cabecinhas. E depois... bem, depois não sei. Ainda não cheguei lá.)

26 agosto 2010

Não gosto da Vogue francesa. Apareceu-me dentro de casa, folheei-a, e decidi que é igual à alemã, não é para mim. Mas depois dei-lhe utilidade. Descobri que é muito boa para matar moscas. Moscas não, que aquilo era um bicho parecido com uma mosca, mas com uma parte traseira mais comprida, e voava devagar e parecia mesmo que se me apanhasse me arrancava um bocado à dentada. Dei-lhe com a Vogue, e depois limpei a parede com um bocadinho de papel higiénico com uma gota de água.

22 agosto 2010

Guerra

Está calor (finalmente, o sol, o suor, o mar, os gelados :D). O único revés é a abundância de mosquitos. Estou toda mordida e cada vez que ponho o pé fora de casa sou picada. Outras vezes é mesmo dentro de casa e tudo. Se os apanho, faço-os em picadinho.

21 agosto 2010

No ir

A pizza estragou tudo. Tudo não. Só o plano de sair de casa a seguir à pizza. Que deixou de fazer sentido por a pizza ter chegado pelo menos uma hora atrasada. E eu nem tinha fome quando mandei vir a pizza, mas entretanto fiquei esganadinha, e atirei-me aos amendoins, e mais dois iogurtes, que era o que havia mais à mão. E quando a pizza finalmente chegou só comi duas fatias, mas fiquei com dor de barriga. Pelo que nem saí, nem dormi, nem estou lá muito bem disposta. Raios. E a pizzaria fica a uns 500 metros de casa. Sacanas. A estragar o início das férias de uma pessoa.*


*na... nada pode estragar o início das férias, a não ser o fim das mesmas. Mas para o fim ainda falta bastante. :D

19 agosto 2010

Uns saem de casa na mota. Outros vestem o fato e vão para o trabalho de monociclo.
(Se não estivesse mais preocupada em olhar para o semáforo e não me deixar cair a mim nem à mota, era uma foto fantástica. O homem de fato no monociclo, não eu na mota.)

18 agosto 2010

O álcool não resolve nada. O chocolate também não.

Tenho saudades, muitas, do calor. Há quase cinco semanas que mal vejo o sol, e as temperaturas andam pelos vinte graus. Está toda a gente de férias, eu devia estar também. Nada que não se resolva daqui a uns dias.
O céu, cinzento, mais o saber que depois de 15 de Agosto é sempre a piorar, é desolador. Faz-me falta a bola amarela lá em cima. Comprei uma mota e só ainda andei 2000km nela. Hoje estive vai não vai para me equipar e dar uma volta (até ao trabalho, pois, mas também conta como passeio), e desisti. Fico assim, sem sol, sem grande vontade para fazer seja o que for. Ainda para mais não tenho nada que me apeteça ler - ficou um vazio enorme depois da triologia da Lisbeth Salander - já vou com uns 5 livros a meio, quer dizer, com meia dúzia de páginas lidas, e nada de me entusiasmar. Algo me diz que vai ser um ano muito comprido, até ao próximo verão. Um dia destes viro sueca e começo a tirar umas semanas de férias aqui e ali, no meio do inverno, para ir para a Tailândia ou um sítio assim, onde haja sol e calor.

12 agosto 2010

Por baixo da roupa

Ia escrever um post sobre as coisas que não preciso (todas, nenhumas, provavelmente), mas depois olhei-me ao espelho. Hoje é dia de saia branca justa. E por isso experimentei, finalmente, umas cuecas novas. "As" cuecas novas, melhor dizendo. Aquelas que me custaram 3 vezes o preço das minhas favoritas, porque teoricamente não "marcam". O problema deve estar na definição de "marcar". Pois, não têm costuras. Mas continuam a ser cuecas, feitas de tecido com uma certa espessura, que ainda que seja milimétrica não é inexistente. Portanto, apesar de relativamente céptica, eu até acreditei que não se vissem as cuecas por debaixo da roupa. Ingenuidade da minha parte, claro, vi agora ao espelho, claro que se vê que tenho cuecas, que a saia é bem justa. E agora, aquilo que realmente interessa, mas o que é que importa seja a quem for que se veja que uso cuecas por baixo da saia (ou das calças)? Porquê esta obcessão por fingir que não se tem ali nada? E daqui para as praias do Algarve (pelo menos): mas porque é que este ano as mulheres andam a meter o fato de banho por dentro do rabo??? (é que é mesmo...) Desde quando é que passou a ser tão importante ter um cu bronzeado? (E porquê, mas porquê, e para quê? O que é que me anda a escapar?) E, caso o seja, porque é que não compram mas é umas tangas e pronto? (Eu sei que não me devia incomodar, que um rabo feio ou bonito me devia ser indiferente, mas nunca tinha visto tanto rabo ao léu na vida, e a maior parte preferia não ter visto. )

26 julho 2010

"O" médico

O único médico que eu gosto por cá é o de clínical geral. (Isto é quase mentira, o médico de senhoras (AHAHAH, piadinha, é o nome que se dá ao ginecologista por aqui) também é simpático.) É o único que parece um médico à portuguesa, mas dos antigos, digamos assim. Não perde tempo com tretas, nem me despacha como se eu tivesse lepra (i.e., sem me dar tempo de perguntar tudo o que me apetecer), e ainda me receita uns xaropes quando tenho uma constipação, em vez de me despachar com um "isso passa daqui a uma semana" e pronto. Tem uma sala de espera com velhotes, em vez de ser só gente nova - sinal de que é um médico paciente (lol) - e fez um ar verdadeiramente preocupado daquela vez que a minha constipação durou duas semanas em vez de uma, e quando fui lá pedir-lhe um papel para me mandar a outro especialista. Apareço sempre sem ter hora marcada, que só lá vou em caso de emergência e as emergências não se planeiam, e nunca tenho de esperar muito tempo. O meu médico de clínica geral é um querido e não vai de férias durante um mês como outros. (Também no Natal lá faz a sua semanita de férias, mas eu não me importo que por essa altura não costumo precisar dele - sim, sou uma interesseira ;).) As poucas vezes que o vejo, costuma olhar-me através dos óculos e fazer cara de "hmmm vamos lá ver o que é que é isso", como se o que eu tenho fosse realmente grave/importante (mesmo que seja uma coisa menor, como uma constipação), e, com ar de quem vai resolver o problema - mesmo que eventualmente seja necessário mais do que uma simples consulta e medicação. Agora que penso nisto, acho que o mais parecido com este médico que já encontrei foi o meu pediatra - e esse de certeza que já se reformou há anos...

22 julho 2010

Devagar, devagarinho...

Falar das coisas, mesmo daquelas que nunca falava, nunca falaria, com ninguém, pode mudar a vida sem que se esteja à espera disso. E de uma maneira que nunca teria esperado. E um dia percebe-se, finalmente, aquilo que se fez, as razões que então se tomaram, e que afinal eram tão ínfimas quando comparado com as razões que se deveriam ter invocado mas que na altura se tinham ignorado porque afinal doíam demais para serem reconhecidas. E depois percebe-se que tudo o que veio depois, directa ou indirectamente, foi por causa de uma decisão (uma sucessão de pequenas decisões), e que a compreensão de tudo o que esteve por trás disso nos muda.
A essência é a mesma, será sempre, muito provavelmente. O que me faz correr também. Para onde quero correr é que não.

19 julho 2010

E porque o blogue serve é mesmo para mandar bitaites...

isto das bolas de berlim sem creme é uma treta. ainda se fosse creme sem bola de berlim... (é que por cá bolas de berlim não faltam, já creme de ovo, ainda não descobri.)

quase que me pus a discutir com a vendedora das bolas de berlim sem creme (mas depois pensei que estava de férias e não me ia chatear). tudo porque ela diz que não vende bolas com creme por causa da ASAE. não é verdade. pode vendê-las desde que estejam acondicionadas de maneira própria, suponho que com uma daquelas malas que mantêm o frio, como as que usam para vender gelados também na praia. tanto assim é, que no ano passado, já depois das polémicas da ASAE, encontrei uma praia onde vendiam as tais bolas com creme, sem medo nenhum. é como tudo. é mais fácil culpar os outros...