24 fevereiro 2010

Lavoisier

Ando com pouca paciência para este blogue.Para o que costumo (costumava) escrever por aqui. Hei-de voltar a escrever como (sobre o que) escrevia. Por enquanto vou apenas coleccionando coisas giras por aqui. Diz que também é um blogue.

17 fevereiro 2010

Há livros tao bons, tão bons...

...que toda a gente tenta oferecer ao meu miúdo. Como o diário de um banana. Vi o livro em Portugal em Novembro, e trouxe-lho (os, são dois). Ele leu, eu li, e ambos aprovámos. Há lá nada melhor que o diário de um adolescente atormentado pelo irmão mais velho. Os livros são tão bons que no natal recebeu-os outra vez, duas vezes, duas vezes tive que ir trocar os mesmos livros que eu já tinha comprado. Great minds think alike. Ou então a minha família tem poucas ideias. ;)

14 fevereiro 2010

Música a rodos

Já ouviram falar no youtube music discovery? Está aqui. Basicamente, uma pessoa escolhe uma música ou um grupo e aquilo cria uma playlist baseada nessa música ou grupo. Dá um jeitão, por exemplo quando queremos ouvir a música X mas não estamos com tempo ou inspiração para escolher a seguinte. Aconselho vivamente.

31 janeiro 2010

Morrer Lentamente

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!”
Pablo Neruda

(entretanto já vi outras traduções, um pouco diferentes. não tem importância. a mensagem é a mesma)

30 janeiro 2010

smoke in the eyes

E um dia o acaso empurra-nos para uma sala com um gira-discos a tocar, bebidas e aperitivos e uns gajos a contar histórias engraçadas umas atrás das outras, e rimos até nos doer a cara de tanto rir, e nem importa o fumo dos cubanos nem o frio que vem da janela. E quando acaba ficamos a pensar que se calhar devíamos ter continuado com a galhofa por mais um bocado.

21 janeiro 2010

vrrrrrrrrumm

Não hei-de morrer sem tirar a carta de mota. Das grandes, a sério. (Parece que agora posso conduzir motas até 125cc, só soube depois de decidir tirar a carta, de modos que para o fazer, lá terei que me aventurar com as grandalhonas.)

Antes que chegue a crise de meia idade. Para não virem cá depois dizer - ah e tal, tu estás é com uma crise de meia idade. Nha nha nha nha nha.

(sempre quis conduzir uma mota. sempre cravei boleias aos amigos que tinham mota. e sempre tive - e tenho - medo de ter um acidente de mota. vou ter cuidado. para já é só mesmo a carta.)

13 janeiro 2010

O que eu queria

era um livro que me fizesse rir.
Quando era miúda, ria-me enquanto lia na biblioteca vazia, para além da bibliotecária, que olhava para mim com cara de má. Mas ria-me na mesma.
Mais tarde ria-me na rua, com um livro na mão enquanto ia aqui ou ali.
Em Munique, ria-me no comboio no caminho para o trabalho, apesar dos olhares reprovadores de outros passageiros. E nas salas de espera dos médicos, de livro na mão, enquanto aguardava a minha vez.
Já não leio um livro que me faça rir há algum tempo. Vou ter que gamar o novo do Menino Nicolau que dei ao meu filho. (Há lá nada melhor que o menino Nicolau. E daquela vez que o Nicolau e os amigos foram jogar futebol contra uma equipa de meninos de outra escola e perderam, e os pais ficaram tão chateados com a falta de habilidade dos miúdos que depois jogaram uns contra os outros? Tão fixe...)

12 janeiro 2010

O que eu queria mesmo estar a fazer era...

Fazer tricot (%&"*@#%* eu??? chiça, nem morta). Pseudo-roupa para as bonecas da miúda.
Tocar guitarra/aprender a tocar guitarra. Não necessariamente por esta ordem.
Ler. Bem confortável, de livro na mão, a cabeça na vida de outra gente que não existe.
Sentar-me no sofá ao sol. Ou deitar-me numa espreguiçadeira ao sol - no quentinho.
Sentar-me em frente a uma lareira, durante horas, com um pauzinho na mão para ir queimando aos poucos. Brincar com o fogo.

07 janeiro 2010

Balanço ;)

2009 foi um ano do caraças.
Em 2009 aprendi (re-aprendi) que a vida não se planeia, acontece.
Em 2009 tive que reavaliar os meus amigos. Reclassificar os muito amigos, menos amigos, pouco mais que conhecidos, pessoas com quem vivi e aprendi muito, mas com quem já não tenho nada em comum para além de memórias e um carinho especial. Aprendi que as pessoas mudam, e não mudam à mesma velocidade nem na mesma direcção, nem pelos mesmos motivos. E porventura nem se apercebem de que mudaram.
Em 2009 passei a ver as coisas com olhos novos. E nasceu em mim uma necessidade de "voltar às raízes". Nao de me mudar, mas de conhecer e reconhecer os sítios e as pessoas que significam muito para mim.
Em 2009 aprendi coisas sobre mim que ainda não me tinha apercebido. Coisas boas. E lembrei-me que vale a pena parar para pensar.
Em 2009 lembrei-me que a vida é para ser vivida, e não adiada.
2009 foi um grande ano. Não foram só rosas, que teria sido o costume, mas foi aquilo que eu precisava que fosse. Um daqueles anos em que há coisas fantásticas, mas ao mesmo tempo se dá com a cabeça na parede e percebemos que isso dói.

Um grande 2010 para todos.

16 dezembro 2009

Na fila do supermercado... (outra vez)

Bem, desta vez não foi bem no supermercado. Fui à Saturn (equivalente ao Media Markt) buscar umas coisas para distribuir, tipo pai Natal, e quando cheguei à caixa (era o meu dia de sorte a loja estava pouco cheia e as caixas sem filas) vinha tão bem disposta que me sai um "Hello!" com um grande sorriso, em inglês e tudo. E o rapaz da caixa, olhou para mim e disse olá, registou os produtos, foi simpático quando eu tive uma dúvida sobre os preços, e ficou a olhar para mim mesmerizado, com um sorriso à toa, e dificuldades em falar. Era capaz de apostar (aposto) que se apaixonou ali mesmo, nuns escassos segundos. Sim, era um miúdo cheio de acne, que provavelmente nem tem idade para tirar a carta. Só eles é que se conseguem apaixonar em segundos e ficar completamente abananados e à rasca daquela maneira. Tão querido.

(só quando cheguei a casa é que me apercebi da cena completa. ainda estava tão bem disposta, de ter tido um dia em cheio, que achei o máximo. teenagers...)

12 dezembro 2009

Na fila do supermercado

Um dia destes fui ao supermercado comprar chá (pensava eu). Claro que entre a prateleira do chá e todas as outras por onde tive que passar acabei por encontrar outras coisas que me faziam falta (pão! e o resto já não me recordo), e quando cheguei à caixa tinha mais de meia dúzia de coisas nas mãos. Quando estava quase a chegar a minha vez, reparei que atrás de mim se encontrava uma senhora já com alguma idade, que trazia nas mãos apenas pão, e que me pareceu já ter o dinheiro contado e tudo. Naturalmente (para mim) olhei para ela e perguntei se não queria passar à frente. Ela ficou sensibilizada (é muito simpático da sua parte), comovida até, diria, mas não aceitou. Para mim, era uma questão de educação, se calhar não tanto pela idade da senhora mas porque trazia tão pouco que a mim não me faria diferença nenhuma esperar um minuto enquanto ela se despachava. Mas confesso que fiquei um pouco baralhada por ela não ter querido passar à frente. E pensando bem, acho que nunca vi ninguém, por cá, ter um gesto semelhante.

08 dezembro 2009

Eu não devia ver anúncios...

A minha miúda tem um peluche do IKEA que é um panda. Não lho ia trazer, mas ela agarrou-se a ele e repetiu "panda" tantas vezes que achei que o esforço devia ser recompensado. Gosta tanto do panda, que no outro dia lembrei-me de lhe por a televisão no canal dos miúdos que tem o dito como estrela principal. Foi a loucura. De cada vez que dava a canção de natal havia dança e risota em casa. :)
Até aqui, tudo normal... o problema é que nesta altura do ano os anúncios a brinquedos não páram. É um atrás do outro. E são giros. Tanto os anúncios como os brinquedos. O rapaz lá de casa ficou logo a saber o que é que quer de prenda de Natal. E eu, que só ia fazer uns livrinhos para a miúda com desenhos das palavras que ela já conhece em Português e mais umas novas para ela aprender, tramei-me. Descobri uma boneca muito gira. Que traz um microfone e canta músicas infantis - o atirei o pau ao gato, por exemplo. Eu quero essa boneca. A dificuldade está em encontrá-la. Não posso propriamente ir ao Continente ou ao Toys R Us. Nos sites portugueses não a encontrei. E só descobri que a boneca se chama pop star melody aqui. Estou tramada.

30 novembro 2009

Em Macau

A viciar-me em chá de jasmim e bolinhos de amêndoa. Já comi um pastel de nata e não estava nada mau. Acho imensa piada aos produtos de farmácia chineses - comprei uma "cena" com não sei o quê de dragão para as dores nos pés - na verdade aquilo é basicamente óleo de eucalipto, menta e cânfora, mas eles chamam-lhe de dragão.Como queiram. Comprei uns marcadores florescentes para o meu filho, com cheirinho e tudo (bem, esta parte se calhar vai estragar tudo), por 2 patacas cada. Uma pataca são uns 10 cêntimos.
Os táxis são baratíssimos (onde é que um gajo vai a algum lado por menos de dois euros? só aqui!), embora os condutores nem sempre falem inglês ou entendam o que se quer. Viva o cartão do hotel e os mapas, que é o que me vale para poder andar de um lado para o outro.
No centro é um mar de gente, anda tudo às compras pelas ruas estreitas, as pessoas acotovelam-se, até parece que está tudo em saldos. Vendem carne de porco numa espécie de tablete grande, não faço ideia como é que tratam aquilo mas andavam a oferecer pessoas para provar. Não provei nada na rua, com alguma pena, sei lá o que me pode acontecer (eu bem vi os remédios chineses contra a indisposição). Ainda assim, arrisquei o pastel de nata, esse tinha mesmo que comer. :)
O hotel tem internet a uma boa velocidade, o que é porreiro porque vim sozinha e por isso tenho muito mais tempo livro do que teria noutras circunstâncias. Infelizmente a diferença horária é de 7 horas para a frente em relação à Alemanha, o que significa que durante a semana é praticamente impossível falar com a família, pois quando eles estão livres, eu estou a dormir, e vice versa. No entanto, como tenho net, tenho feito uns vídeos que lhes mando por mail, para verem o que ando a fazer. Muito à frente. :)

28 novembro 2009

no aeroporto

uma tossezinha leve, mesmo muito levezinha, uma única vez, e logo um bando de chineses entrou em pânico. hmmm

25 novembro 2009

Canja de Galinha

Passar o dia a chá e torradas, dormir bem mais que o normal, e já me sinto muito melhor. Ainda não a 100%, mas melhor. A canja de galinha ainda vou ter que a fazer (é já a seguir), e ela é que vai acabar de vez com esta constipação chata.

No entanto, pensando bem, não ter passado o dia de um lado para o outro e a falar como de costume, é capaz de ter contribuído bastante para diminuir a tosse e até o nariz a correr. Se calhar à próxima vez que apanhe uma em primeiro lugar fecho-me num sítio qualquer e desligo os telefones, e talvez consiga curá-la sem ter que ficar em casa.