12 dezembro 2009
Na fila do supermercado
Um dia destes fui ao supermercado comprar chá (pensava eu). Claro que entre a prateleira do chá e todas as outras por onde tive que passar acabei por encontrar outras coisas que me faziam falta (pão! e o resto já não me recordo), e quando cheguei à caixa tinha mais de meia dúzia de coisas nas mãos. Quando estava quase a chegar a minha vez, reparei que atrás de mim se encontrava uma senhora já com alguma idade, que trazia nas mãos apenas pão, e que me pareceu já ter o dinheiro contado e tudo. Naturalmente (para mim) olhei para ela e perguntei se não queria passar à frente. Ela ficou sensibilizada (é muito simpático da sua parte), comovida até, diria, mas não aceitou. Para mim, era uma questão de educação, se calhar não tanto pela idade da senhora mas porque trazia tão pouco que a mim não me faria diferença nenhuma esperar um minuto enquanto ela se despachava. Mas confesso que fiquei um pouco baralhada por ela não ter querido passar à frente. E pensando bem, acho que nunca vi ninguém, por cá, ter um gesto semelhante.
08 dezembro 2009
Eu não devia ver anúncios...
A minha miúda tem um peluche do IKEA que é um panda. Não lho ia trazer, mas ela agarrou-se a ele e repetiu "panda" tantas vezes que achei que o esforço devia ser recompensado. Gosta tanto do panda, que no outro dia lembrei-me de lhe por a televisão no canal dos miúdos que tem o dito como estrela principal. Foi a loucura. De cada vez que dava a canção de natal havia dança e risota em casa. :)
Até aqui, tudo normal... o problema é que nesta altura do ano os anúncios a brinquedos não páram. É um atrás do outro. E são giros. Tanto os anúncios como os brinquedos. O rapaz lá de casa ficou logo a saber o que é que quer de prenda de Natal. E eu, que só ia fazer uns livrinhos para a miúda com desenhos das palavras que ela já conhece em Português e mais umas novas para ela aprender, tramei-me. Descobri uma boneca muito gira. Que traz um microfone e canta músicas infantis - o atirei o pau ao gato, por exemplo. Eu quero essa boneca. A dificuldade está em encontrá-la. Não posso propriamente ir ao Continente ou ao Toys R Us. Nos sites portugueses não a encontrei. E só descobri que a boneca se chama pop star melody aqui. Estou tramada.
Até aqui, tudo normal... o problema é que nesta altura do ano os anúncios a brinquedos não páram. É um atrás do outro. E são giros. Tanto os anúncios como os brinquedos. O rapaz lá de casa ficou logo a saber o que é que quer de prenda de Natal. E eu, que só ia fazer uns livrinhos para a miúda com desenhos das palavras que ela já conhece em Português e mais umas novas para ela aprender, tramei-me. Descobri uma boneca muito gira. Que traz um microfone e canta músicas infantis - o atirei o pau ao gato, por exemplo. Eu quero essa boneca. A dificuldade está em encontrá-la. Não posso propriamente ir ao Continente ou ao Toys R Us. Nos sites portugueses não a encontrei. E só descobri que a boneca se chama pop star melody aqui. Estou tramada.
30 novembro 2009
Em Macau
A viciar-me em chá de jasmim e bolinhos de amêndoa. Já comi um pastel de nata e não estava nada mau. Acho imensa piada aos produtos de farmácia chineses - comprei uma "cena" com não sei o quê de dragão para as dores nos pés - na verdade aquilo é basicamente óleo de eucalipto, menta e cânfora, mas eles chamam-lhe de dragão.Como queiram. Comprei uns marcadores florescentes para o meu filho, com cheirinho e tudo (bem, esta parte se calhar vai estragar tudo), por 2 patacas cada. Uma pataca são uns 10 cêntimos.
Os táxis são baratíssimos (onde é que um gajo vai a algum lado por menos de dois euros? só aqui!), embora os condutores nem sempre falem inglês ou entendam o que se quer. Viva o cartão do hotel e os mapas, que é o que me vale para poder andar de um lado para o outro.
No centro é um mar de gente, anda tudo às compras pelas ruas estreitas, as pessoas acotovelam-se, até parece que está tudo em saldos. Vendem carne de porco numa espécie de tablete grande, não faço ideia como é que tratam aquilo mas andavam a oferecer pessoas para provar. Não provei nada na rua, com alguma pena, sei lá o que me pode acontecer (eu bem vi os remédios chineses contra a indisposição). Ainda assim, arrisquei o pastel de nata, esse tinha mesmo que comer. :)
O hotel tem internet a uma boa velocidade, o que é porreiro porque vim sozinha e por isso tenho muito mais tempo livro do que teria noutras circunstâncias. Infelizmente a diferença horária é de 7 horas para a frente em relação à Alemanha, o que significa que durante a semana é praticamente impossível falar com a família, pois quando eles estão livres, eu estou a dormir, e vice versa. No entanto, como tenho net, tenho feito uns vídeos que lhes mando por mail, para verem o que ando a fazer. Muito à frente. :)
Os táxis são baratíssimos (onde é que um gajo vai a algum lado por menos de dois euros? só aqui!), embora os condutores nem sempre falem inglês ou entendam o que se quer. Viva o cartão do hotel e os mapas, que é o que me vale para poder andar de um lado para o outro.
No centro é um mar de gente, anda tudo às compras pelas ruas estreitas, as pessoas acotovelam-se, até parece que está tudo em saldos. Vendem carne de porco numa espécie de tablete grande, não faço ideia como é que tratam aquilo mas andavam a oferecer pessoas para provar. Não provei nada na rua, com alguma pena, sei lá o que me pode acontecer (eu bem vi os remédios chineses contra a indisposição). Ainda assim, arrisquei o pastel de nata, esse tinha mesmo que comer. :)
O hotel tem internet a uma boa velocidade, o que é porreiro porque vim sozinha e por isso tenho muito mais tempo livro do que teria noutras circunstâncias. Infelizmente a diferença horária é de 7 horas para a frente em relação à Alemanha, o que significa que durante a semana é praticamente impossível falar com a família, pois quando eles estão livres, eu estou a dormir, e vice versa. No entanto, como tenho net, tenho feito uns vídeos que lhes mando por mail, para verem o que ando a fazer. Muito à frente. :)
28 novembro 2009
no aeroporto
uma tossezinha leve, mesmo muito levezinha, uma única vez, e logo um bando de chineses entrou em pânico. hmmm
25 novembro 2009
Canja de Galinha
Passar o dia a chá e torradas, dormir bem mais que o normal, e já me sinto muito melhor. Ainda não a 100%, mas melhor. A canja de galinha ainda vou ter que a fazer (é já a seguir), e ela é que vai acabar de vez com esta constipação chata.
No entanto, pensando bem, não ter passado o dia de um lado para o outro e a falar como de costume, é capaz de ter contribuído bastante para diminuir a tosse e até o nariz a correr. Se calhar à próxima vez que apanhe uma em primeiro lugar fecho-me num sítio qualquer e desligo os telefones, e talvez consiga curá-la sem ter que ficar em casa.
No entanto, pensando bem, não ter passado o dia de um lado para o outro e a falar como de costume, é capaz de ter contribuído bastante para diminuir a tosse e até o nariz a correr. Se calhar à próxima vez que apanhe uma em primeiro lugar fecho-me num sítio qualquer e desligo os telefones, e talvez consiga curá-la sem ter que ficar em casa.
24 novembro 2009
Logo agora é que tinha de encolher...*
A uns dias de me enfiar num avião com destino ao outro lado do mundo apanhei uma constipação. Ou melhor, há quinze dias que ando com uma constipação a assombrar-me, a zombar de mim como quem diz tu vais para a Ásia, mas corres o risco de pôr lá os pés e seres recambiada imediatamente de volta à Europa.
A culpa é de Portugal, do Porto mais concretamente, que desde que lá fui que não paro de tossir. O belo do nariz tem agora vida própria (é melhor ficar por aqui), e a cara anda congestionada, e penso para comigo, umas vinte vezes por hora, espero não piorar, isto não pode piorar, agora não.
Estou tramada.
*mais alguém se lembra dos desenhos animados da avozinha que encolhia?
A culpa é de Portugal, do Porto mais concretamente, que desde que lá fui que não paro de tossir. O belo do nariz tem agora vida própria (é melhor ficar por aqui), e a cara anda congestionada, e penso para comigo, umas vinte vezes por hora, espero não piorar, isto não pode piorar, agora não.
Estou tramada.
*mais alguém se lembra dos desenhos animados da avozinha que encolhia?
21 novembro 2009
Perfeitos, perfeitos
Podia estar aqui a preocupar-me com a fome no mundo, mas não, preocupo-me com sapatos. Às vezes é assim, tanta coisa que podia estar a fazer, tanta coisa que podia estar a pensar, tanta coisa útil que passo a ignorar porque agora é altura de pensar em sapatos. Até nem tenho tantos sapatos como isso. Pelo menos estou convencida disso. E agora queria uns sapatos. Ando a sonhar com sapatos vermelhos, de plataforma e salto, biqueira redonda. Envernizados, eventualmente, ou com algum tipo de brilho, porque senão como é que se vão ver os sapatos que me andam a povoar os sonhos.
Já vi vários candidatos a sapatos dos meus sonhos. Satisfaziam todos os requisitos, menos a cor. Como é que isto pode ser, haver os sapatos dos meus sonhos em preto, azul, roxo, combinações de cinzento e rosa a dar para o roxo, imitação de pele em tons cinzentos ou roxos, mas não num simples vermelho?
Pelos vistos o vermelho não é para toda a gente. Mas é a minha cor preferida. E hei-de encontrar os sapatos vermelhos perfeitos. Nem que seja numa loja em segunda mão. Ou no ebay. Ou roubados a uma amiga.
Já vi vários candidatos a sapatos dos meus sonhos. Satisfaziam todos os requisitos, menos a cor. Como é que isto pode ser, haver os sapatos dos meus sonhos em preto, azul, roxo, combinações de cinzento e rosa a dar para o roxo, imitação de pele em tons cinzentos ou roxos, mas não num simples vermelho?
Pelos vistos o vermelho não é para toda a gente. Mas é a minha cor preferida. E hei-de encontrar os sapatos vermelhos perfeitos. Nem que seja numa loja em segunda mão. Ou no ebay. Ou roubados a uma amiga.
16 novembro 2009
A foto que eu queria
Há turistas (deve haver) que vão à terra dos meus avós. Se pesquisar no google pelo nome dessa terrinha, ele sugere-me hotéis na localidade. Hotéis. Hoje o que eu queria era fotos de lá. Mas não umas fotos quaisquer. Não as fotos da igreja, do pelourinho, da Câmara Municipal, das piscinas. Nem sequer a foto da fogueira do Natal (ou será que é do ano novo), nem as fotos da procissão que fazem na Páscoa. Eu queria era a foto do que costuma ficar do outro lado da câmara, mas sem as pessoas. A foto da casa dos meus avós, enquanto ainda lá está. E já agora, a foto das estradas empedradas, se é que ainda as há, e a foto das escadas do vizinho, e, já agora, a foto do relógio da torre. E a da figueira que ficava por cima do poço, e ainda lá deve estar. E a foto do burro, que já morreu, e das coisas que estavam na casa dos meus avós enquanto eles lá viveram. Hoje queria mesmo poder ver isto tudo.
11 novembro 2009
Dilema
No sábado levanto-me cedo e vou à H&M ou fico a dormir?
(Aposto no fico a dormir. Não há curiosidade nem paciência para histerismos. Se os sapatos ainda lá estiverem na segunda pode ser que traga uns para casa. Se não... bah. Não valem o esforço.)
(Aposto no fico a dormir. Não há curiosidade nem paciência para histerismos. Se os sapatos ainda lá estiverem na segunda pode ser que traga uns para casa. Se não... bah. Não valem o esforço.)
10 novembro 2009
Ai... o Porto
O Porto já não é o que era. E, ao mesmo tempo, ainda o é.
Andei no "metro" pela primeira vez. Começou logo bem, tinha perguntado a uma senhora o caminho e ela não me largou enquanto não me ajudou a comprar o bilhete certo para o sítio onde eu queria ir. E ainda me explicou, tintim por tintim, como é que funcionava, quando é que aquilo andava debaixo da terra, e onde é que teria que estar atenta. Uma simpatia - e eu nem tinha perguntado nada. São estas coisas que dificilmente se encontram noutros sítios e que apaixonam uma pessoa logo à chegada.
Depois, a viagem. Logo num dia em que tinha apanhado por cá dois alemães a discutir porque um deles estava à conversa ao telemóvel num transporte público, em tom de voz completamente normal, e o outro se sentiu muito incomodado pelo barulho. No "metro" as pessoas falam ao telemóvel de maneira a que toda a gente ouça. E falam umas com as outras, vá lá, alto. Combinam o jantar - quem é que leva o quê, o que é que se vai comer, quem faz o arroz. (- Vai ser arroz de ervilhas! - Não, arroz de legumes! - Então fazes tu! - Pois faço!) E eu fico com água na boca, a pensar nas castanhas e na jeropiga, e até no arroz, de ervilhas ou de legumes, tanto me dá. (E o homem do arroz de legumes a insistir: "Eu sei fazer tudo! Só a massa de pizza é que o não-sei-quantos faz melhor que eu, mas é só porque trabalhou numa pizaria!)
O casal de gente "forte", a contar um ao outro como se sentiam injustiçados por comentários maldosos. Fortes, mas trabalhadores. Fortes sim, esforçados e empenhados, e a fazer pela vida, que quando a coisa fica preta gente assim vai buscar as forças todas e enfrenta o que vier de peito aberto sem se queixar. Cantando e rindo. Bem, não os ouvi cantar, mas a boa disposição não lhes faltava.
A chuva. Tudo cinzento. Os vendedores de rua, com guarda-chuvas grandes ("É a 5! É a 5, menina!"), que saudades dos providenciais vendedores que aparecem quando mais se precisa deles. Cá já apanhei muitas molhas, por falta de guarda-chuva e de vendedores de rua.
Santa Catarina quase vazia, pedintes e sem abrigo os únicos que ainda por ali resistiam. (E a senhora que veio falar comigo e me partiu a alma aos bocadinhos. E o rapaz novo encostado a uma parede, com um papelão escrito em mau português, que dizia ser alemão e querer ficar em Portugal, mas precisava de 40 euros para o passaporte.) E no fim, os Aliados - cinzentos, molhados, desconfortáveis, um belo ponto de encontro.
Andei no "metro" pela primeira vez. Começou logo bem, tinha perguntado a uma senhora o caminho e ela não me largou enquanto não me ajudou a comprar o bilhete certo para o sítio onde eu queria ir. E ainda me explicou, tintim por tintim, como é que funcionava, quando é que aquilo andava debaixo da terra, e onde é que teria que estar atenta. Uma simpatia - e eu nem tinha perguntado nada. São estas coisas que dificilmente se encontram noutros sítios e que apaixonam uma pessoa logo à chegada.
Depois, a viagem. Logo num dia em que tinha apanhado por cá dois alemães a discutir porque um deles estava à conversa ao telemóvel num transporte público, em tom de voz completamente normal, e o outro se sentiu muito incomodado pelo barulho. No "metro" as pessoas falam ao telemóvel de maneira a que toda a gente ouça. E falam umas com as outras, vá lá, alto. Combinam o jantar - quem é que leva o quê, o que é que se vai comer, quem faz o arroz. (- Vai ser arroz de ervilhas! - Não, arroz de legumes! - Então fazes tu! - Pois faço!) E eu fico com água na boca, a pensar nas castanhas e na jeropiga, e até no arroz, de ervilhas ou de legumes, tanto me dá. (E o homem do arroz de legumes a insistir: "Eu sei fazer tudo! Só a massa de pizza é que o não-sei-quantos faz melhor que eu, mas é só porque trabalhou numa pizaria!)
O casal de gente "forte", a contar um ao outro como se sentiam injustiçados por comentários maldosos. Fortes, mas trabalhadores. Fortes sim, esforçados e empenhados, e a fazer pela vida, que quando a coisa fica preta gente assim vai buscar as forças todas e enfrenta o que vier de peito aberto sem se queixar. Cantando e rindo. Bem, não os ouvi cantar, mas a boa disposição não lhes faltava.
A chuva. Tudo cinzento. Os vendedores de rua, com guarda-chuvas grandes ("É a 5! É a 5, menina!"), que saudades dos providenciais vendedores que aparecem quando mais se precisa deles. Cá já apanhei muitas molhas, por falta de guarda-chuva e de vendedores de rua.
Santa Catarina quase vazia, pedintes e sem abrigo os únicos que ainda por ali resistiam. (E a senhora que veio falar comigo e me partiu a alma aos bocadinhos. E o rapaz novo encostado a uma parede, com um papelão escrito em mau português, que dizia ser alemão e querer ficar em Portugal, mas precisava de 40 euros para o passaporte.) E no fim, os Aliados - cinzentos, molhados, desconfortáveis, um belo ponto de encontro.
04 novembro 2009
O quadro
Isto de mudar de casa tem graça. Eu gosto imenso, é uma oportunidade de reorganizar tudo, até o modo como se vive, aquilo para que se olha durante o dia, aquilo que nos salta à vista à noite. E desta vez, algo mais. O súbito acréscimo de paredes brancas faz com que finalmente tenha hipótese de pendurar o que me apetecer nas paredes. Não tendo quase nada, há que começar da maneira mais simples - a típica visita ao IKEA. Eu gosto do IKEA, apesar de achar que o sucesso deles é também o maior defeito. Afinal qual é a graça de entrar na casa de alguém e poder dizer "olha, vi essa mesa/cadeira/estante/coisa" no IKEA. Uniformização à parte, a gente deixa passar pelo simples prazer que é encontrar ideias giras e poder implementá-las na nossa casa. Como as 5 molduras de acrílico ligadas na vertical, e com alguns postais convenientemente colocados mesmo ao lado, em grupos de 5, para uma pessoa poder escolher ao mesmo tempo que pensa "para agora ficam estes, depois ponho umas fotos giras".
Andava eu no IKEA à procura de impressões para colocar numa moldura, quando encontrei uma que achei gira lá para um canto na minha casa. Havia duas versões: vermelho ou azul. Gostei do vermelho - o azul não funciona para mim - e lá deitei a mão à única versão dessa cor. Imediatamente a seguir aparece-me uma senhora de moldura na mão que queria... bem, ela queria mesmo era o desenho que eu tinha acabado de apanhar, mas resignou-se a pedir para a deixar ver se era do formato que se adequava à moldura que ela tinha na mão. E eu deixei - claro que deixei - enquanto ia pensando, olha, tiveste azar, que cena mais parva até parece que isto vale alguma coisa, e fui deitando o olho à prateleira dos azuis. Lá no meio encontrei outro vermelho, disse à senhora que podia ficar com o primeiro, e fui à minha vida.
Quando cheguei a casa, qual não foi o meu espanto quando me apercebi do que realmente tinha trazido. Pois o IKEA é generoso e não quer os seus clientes a disputar imagens em dois tons, de modo que toda a gente leva para casa o azul (de um lado do cartão que usam para o papel não amarrotar) e o vermelho (do outro). Imagino como a outra senhora se deve ter sentido quando percebeu o mesmo.
Andava eu no IKEA à procura de impressões para colocar numa moldura, quando encontrei uma que achei gira lá para um canto na minha casa. Havia duas versões: vermelho ou azul. Gostei do vermelho - o azul não funciona para mim - e lá deitei a mão à única versão dessa cor. Imediatamente a seguir aparece-me uma senhora de moldura na mão que queria... bem, ela queria mesmo era o desenho que eu tinha acabado de apanhar, mas resignou-se a pedir para a deixar ver se era do formato que se adequava à moldura que ela tinha na mão. E eu deixei - claro que deixei - enquanto ia pensando, olha, tiveste azar, que cena mais parva até parece que isto vale alguma coisa, e fui deitando o olho à prateleira dos azuis. Lá no meio encontrei outro vermelho, disse à senhora que podia ficar com o primeiro, e fui à minha vida.
Quando cheguei a casa, qual não foi o meu espanto quando me apercebi do que realmente tinha trazido. Pois o IKEA é generoso e não quer os seus clientes a disputar imagens em dois tons, de modo que toda a gente leva para casa o azul (de um lado do cartão que usam para o papel não amarrotar) e o vermelho (do outro). Imagino como a outra senhora se deve ter sentido quando percebeu o mesmo.
03 novembro 2009
não me falem em comida
a não ser que saibam o que são azedas. eu contava onde apanho as minhas (entre duas árvores enormes em trás-os-montes) mas não posso, que não há azedas à venda em lado nenhum e nem sequer sei outro nome noutra língua qualquer para elas. as azedas são preciosas, apanhadas quando as há, onde as há (uns caminhos que não lembram ao diabo, felizmente). o meu sonho é plantar azedas no jardim (quando um dia tiver jardim) ou na varanda, e que elas não morram, que se reproduzam ao ponto de eu as poder comer sempre que tiver vontade. azedas com batatas cozidas e o melhor azeite do mundo. e um bifinho com molho a acompanhar. quem não sabe o que isto é não percebe nada de cozinha.
(e omoletes com acelgas? há quanto tempo não como uma destas...)
(e omoletes com acelgas? há quanto tempo não como uma destas...)
30 outubro 2009
Note to self
Se fizeres as coisas à tua maneira, fá-las-ás bem.
Se mostrares aquilo que te entusiasma, entusiasmarás os outros e a ti mesma.
Se te conheceres, poderás dar o melhor de ti.
Se mostrares aquilo que te entusiasma, entusiasmarás os outros e a ti mesma.
Se te conheceres, poderás dar o melhor de ti.
27 outubro 2009
Sou capaz de me habituar a isto
Esta moda dos sapatos de salto e plataforma tem uma certa graça. Por um lado, os sapatos são giros (e as botas! as botas!), por outro lado, com menos dificuldade de equilíbrio, uma gaja sobe 10 centímetro num instante. É giro ver o mundo de outra perspectiva.
Tenho uns botins novos com um salto assim. Uns 9 ou 10 centímetros debaixo do calcanhar, um centímetro e pico à frente. Comprei-os porque os achei super giros (e há imenso tempo que queria uns botins), mas nunca pensei que os fosse usar tanto. Atrevo-me a dizer que os acho muitíssimo confortáveis. A sério. Tanto que, se até agora os tinha usado para experimentar, a ver como se andava um dia inteiro neles, como é que andaria neles (mais ou menos desengonçada), cheguei ao cúmulo de ter que os usar porque tinha ficado sem meias, e não gosto de usar collants com sapatos normais. Agora não. Ando de botins porque são giros e confortáveis. E porque estou a gostar de ter mais 10 centímetros de altura.
Tenho uns botins novos com um salto assim. Uns 9 ou 10 centímetros debaixo do calcanhar, um centímetro e pico à frente. Comprei-os porque os achei super giros (e há imenso tempo que queria uns botins), mas nunca pensei que os fosse usar tanto. Atrevo-me a dizer que os acho muitíssimo confortáveis. A sério. Tanto que, se até agora os tinha usado para experimentar, a ver como se andava um dia inteiro neles, como é que andaria neles (mais ou menos desengonçada), cheguei ao cúmulo de ter que os usar porque tinha ficado sem meias, e não gosto de usar collants com sapatos normais. Agora não. Ando de botins porque são giros e confortáveis. E porque estou a gostar de ter mais 10 centímetros de altura.
24 outubro 2009
Sobre o Governo
O post mais engraçado que eu vi é este: uma aventura no governo. A piada está aqui (bem visto, muito bem visto) - como é que se pode ter a Isabel Alçada sem ter a Ana Maria Magalhães? (Elas existem uma sem a outra?;))
Curioso...
A imagem que me ficou gravada durante um passeio, ontem. Três velhotas, bem vestidas, a babar (em sentido figurado) para cima de uma montra onde se exibiam, entre outros, sapatos de griffe. (Já nem me lembro qual, Valentino ou outra do género). Pelo aspecto frágil delas, a questão que me ficou foi como será que se equilibram naqueles saltos de 10 cm.
22 outubro 2009
Têm-me dado uns ataques de parvoíce. Às vezes é uma vontade incontrolável de rir, outras vezes ando por aí aos saltos. É de andar estupidamente contente e bem disposta. Como se tivesse oito anos outra vez. Às vezes parece que as coisas não podiam correr melhor (podem sempre). Por isso, se postar alguma coisa que não devia, dêem um desconto. Neste momento é tudo cor de rosa forte.
20 outubro 2009
Um português, um francês e um inglês...
Fica aqui uma coisa light, que ando sem vida para isto. Com uma nota de rodapé, esta foi das anedotas que ouvi quando era pequenina e nunca mais me esqueci. E ainda me rio quando me lembro dela.
Um português um francês e um inglês iam num avião. Já a viagem durava algum tempo, o inglês estica o braço para fora da janela, e diz:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Londres.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Pus o braço de fora e toquei no Big Ben.
O francês, não querendo ficar para trás, deixa passar algum tempo e depois anuncia:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Paris.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Deitei o braço de fora, e toquei na Torre Eiffel.
O português começa a coçar a cabeça, muito pensativo, e passado algum tempo diz:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Lisboa.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Pus o braço de fora e roubaram-me o relógio.
Um português um francês e um inglês iam num avião. Já a viagem durava algum tempo, o inglês estica o braço para fora da janela, e diz:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Londres.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Pus o braço de fora e toquei no Big Ben.
O francês, não querendo ficar para trás, deixa passar algum tempo e depois anuncia:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Paris.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Deitei o braço de fora, e toquei na Torre Eiffel.
O português começa a coçar a cabeça, muito pensativo, e passado algum tempo diz:
- Meus amigos, estamos a sobrevoar Lisboa.
- Como é que sabes? - perguntam os outros.
- Pus o braço de fora e roubaram-me o relógio.
18 outubro 2009
Muito engraçado
Eu não escrevo (quase) nada ultimamente. Ando muito ocupada - muito mais que o costume. Mas ainda dou a volta aos blogues (mais ou menos). E encontro umas coisas giras. Por exemplo esta história da Susana, que me pôs aqui a rir à gargalhada. Até fiquei com umas lágrimas nos olhos. Pronto, e agora que já fiz a minha boa acção do dia, posso ir dormir.
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