Desta eu não estava à espera. (notícia aqui)
(Além de giro, com sentido de humor, capaz de matar moscas com as próprias mãos, e de saber dançar, ganha o prémio Nobel. O que virá a seguir.)
09 outubro 2009
08 outubro 2009
20 horas
O que é que se pode fazer em 20 horas? E em 20 horas em aviões com uns intervalos em aeroportos?
Dormir. Ler um livro até me fartar de ler. Ler o jornal que dão, mas que na realidade não me interessa muito. Fazer figas para que o filme que passam não seja muito mau. Fazer uns sudokus ou kakuros. Jogar no portátil. Fazer de conta que vou comprar alguma coisa duty free. Com alguma sorte, dormir mais um bocado. Ler o guia de viagens. E dar voltas ao(s) aeroporto(s) até os seguranças começarem a desconfiar dos meus bichos carpinteiros.
Outras sugestões?
Dormir. Ler um livro até me fartar de ler. Ler o jornal que dão, mas que na realidade não me interessa muito. Fazer figas para que o filme que passam não seja muito mau. Fazer uns sudokus ou kakuros. Jogar no portátil. Fazer de conta que vou comprar alguma coisa duty free. Com alguma sorte, dormir mais um bocado. Ler o guia de viagens. E dar voltas ao(s) aeroporto(s) até os seguranças começarem a desconfiar dos meus bichos carpinteiros.
Outras sugestões?
06 outubro 2009
ai pode?
O meu mais que tudo tem um ipod. Ofereceram-lho no Natal, e ele gostou tanto que até agora não o tinha sequer aberto. A sorte dele é que eu estou sempre pronta a ajudar, e finalmente decidi-me a experimentar o brinquedo. Infelizmente o resultado não foi bem o que eu estava à espera. Para começar, aquilo não funciona da maneira que eu estou habituada ou seja, "drag and drop", nada. Tive que instalar o itunes (tadinho do meu pc que foi invadido), que não é nada meigo e com a ajuda do firefox pôs o computador a arrastar-se (responsabilidade dividida irmãmente, só que o firefox já lá estava e o itunes ainda não tinha tido tempo para me tornar sua fã). Ainda nem tinha começado a ouvir música e já ia em três pontos negativos para o ipod/itunes. Sendo que o terceiro é não ter carregador - suponho que se carregue ligando aquilo ao computador, mas, quarto ponto negativo, o cabo/ligação não é standard.
Para piorar a coisa (as coisas podem sempre piorar) cometi o erro de deixar o itunes configurar-se e escolher as músicas a passar para o ipod. Devo ter carregado num botão com ar de inocente mas que se provou fatídico. O "problema" é que eu tenho mais de 20 Giga de música no PC (e ainda nem tive tempo para copiar todos os CDs que tenho para lá) mas o ipod só tem 8 giga. É um daqueles pequeninos, levezinhos, que parecem estar prontos a desaparecer a qualquer momento (isto à primeira vista pode parecer uma vantagem, mas eu não gostei muito - estou habituada a mexer em coisas mais... palpáveis, vá lá). Adiante. O itunes escolheu, sem me perguntar nada, 8 giga dos 20 que tinha à disposição. E eu não gostei da escolha (já o meu mais que tudo não se manifestou, a sua maior dúvida foi "como é que se desliga isto?" - dúvida essa à qual eu também não soube responder - nunca fui de ler livros de instruções). Tentei começar por apagar algumas das músicas que já estavam no ipod, mas sem sucesso. Sou capaz de apostar que deve ser simplicíssimo (yeah right) mas não encontrei maneira de o fazer. De modos que passei ao ponto seguinte, desconectar o ipod do pc, tendo o cuidado de passar pela casa da partida, que é como quem diz, fazer "eject", e começar a ouvir música. A audição era boa (quer dizer, nada a apontar), mas escolher o que ouvir provou ser relativamente mais complicado. Devo estar mal habituada com o meu leitor de mp3 "normal", em que escolho a directoria (já tenho tudo arrumadinho por álbuns mais uma directoria com singles à solta), porque quando cheguei ao ipod e tentei escolher aquilo tornou-se ligeiramente complicado. Além de que, por algum motivo, alguns álbuns não ficaram direitos - aquela cena não percebeu que o artista X cujos ficheiros de música contêm além do seu nome, um número (o número da faixa) e o título da música, pertencem a uma obra única. E ao tentar escolher a música por género, apercebi-me da disparidade enorme de "géneros" de música - tanta que eu hesitaria em utilizar um rótulo para algo que junta tão poucas músicas no mesmo.
Para finalizar, que isto não pode ser só dizer mal, o que eu tinha gostado no ipod do meu amigo que tinha estado a experimentar havia uns dias, era o software que escolhe o que ouvir com base nas preferências do utilizador e tipo de música. Isso pareceu-me uma ideia genial e gostava de experimentá-la a sério. Tão boa que tinha colocado o ipod-não-sei-quantos com 160giga de disco na minha lista de mp3 a considerar para substituir o meu pequenito de 20 giga onde já não cabe tudo o que eu quero ouvir. No entanto, depois desta experiência com um brinquedo alheio (não tão alheio quanto isso, o que é dele é meu, e tal), não me parece. É pena, porque parecia ter potencial. Mas pelos vistos o ipod não foi inventado para mim.
Ao menos os auscultadores eram standard, o que significa que posso utilizá-los para outra coisa qualquer.
Para piorar a coisa (as coisas podem sempre piorar) cometi o erro de deixar o itunes configurar-se e escolher as músicas a passar para o ipod. Devo ter carregado num botão com ar de inocente mas que se provou fatídico. O "problema" é que eu tenho mais de 20 Giga de música no PC (e ainda nem tive tempo para copiar todos os CDs que tenho para lá) mas o ipod só tem 8 giga. É um daqueles pequeninos, levezinhos, que parecem estar prontos a desaparecer a qualquer momento (isto à primeira vista pode parecer uma vantagem, mas eu não gostei muito - estou habituada a mexer em coisas mais... palpáveis, vá lá). Adiante. O itunes escolheu, sem me perguntar nada, 8 giga dos 20 que tinha à disposição. E eu não gostei da escolha (já o meu mais que tudo não se manifestou, a sua maior dúvida foi "como é que se desliga isto?" - dúvida essa à qual eu também não soube responder - nunca fui de ler livros de instruções). Tentei começar por apagar algumas das músicas que já estavam no ipod, mas sem sucesso. Sou capaz de apostar que deve ser simplicíssimo (yeah right) mas não encontrei maneira de o fazer. De modos que passei ao ponto seguinte, desconectar o ipod do pc, tendo o cuidado de passar pela casa da partida, que é como quem diz, fazer "eject", e começar a ouvir música. A audição era boa (quer dizer, nada a apontar), mas escolher o que ouvir provou ser relativamente mais complicado. Devo estar mal habituada com o meu leitor de mp3 "normal", em que escolho a directoria (já tenho tudo arrumadinho por álbuns mais uma directoria com singles à solta), porque quando cheguei ao ipod e tentei escolher aquilo tornou-se ligeiramente complicado. Além de que, por algum motivo, alguns álbuns não ficaram direitos - aquela cena não percebeu que o artista X cujos ficheiros de música contêm além do seu nome, um número (o número da faixa) e o título da música, pertencem a uma obra única. E ao tentar escolher a música por género, apercebi-me da disparidade enorme de "géneros" de música - tanta que eu hesitaria em utilizar um rótulo para algo que junta tão poucas músicas no mesmo.
Para finalizar, que isto não pode ser só dizer mal, o que eu tinha gostado no ipod do meu amigo que tinha estado a experimentar havia uns dias, era o software que escolhe o que ouvir com base nas preferências do utilizador e tipo de música. Isso pareceu-me uma ideia genial e gostava de experimentá-la a sério. Tão boa que tinha colocado o ipod-não-sei-quantos com 160giga de disco na minha lista de mp3 a considerar para substituir o meu pequenito de 20 giga onde já não cabe tudo o que eu quero ouvir. No entanto, depois desta experiência com um brinquedo alheio (não tão alheio quanto isso, o que é dele é meu, e tal), não me parece. É pena, porque parecia ter potencial. Mas pelos vistos o ipod não foi inventado para mim.
Ao menos os auscultadores eram standard, o que significa que posso utilizá-los para outra coisa qualquer.
05 outubro 2009
Pezinhos
Sapatinhos muito giros, de boa qualidade (pelo menos os que comprei), e nada caros. Para as meninas e meninos mais lindos. A loja é na net, o serviço é cinco estrelas e até os emails são pessoais, e não automáticos. Fiquei cliente.
(não, isto não é publicidade. nem o seria se eu dissesse que me entusiasmei e comprei demasiados sapatos do mesmo número. como não me pagaram para dizer isto, e só estou a espalhar a notícia por puro altruísmo - por mero interesse, vá lá, não quero que uma loja tão boa vá à falência antes que a minha miúda deixe de poder usar sapatos destes...)
(não, isto não é publicidade. nem o seria se eu dissesse que me entusiasmei e comprei demasiados sapatos do mesmo número. como não me pagaram para dizer isto, e só estou a espalhar a notícia por puro altruísmo - por mero interesse, vá lá, não quero que uma loja tão boa vá à falência antes que a minha miúda deixe de poder usar sapatos destes...)
Not fair
Gajo alto, feio, gordo. Vestido de fato, e ainda assim desmazelado. Perfume fantástico. Não combina. (E daí, ao menos tinha uma coisa boa. Até dava vontade de o seguir, só para inalar aquele cheirinho maravilhoso por mais uns momentos.)
Dilema
Queria um stick USB para surfar a net (ainda mais, sim). As operadoras que os vendem, pré ou pós pagos, com contrato ou sem ele, todas dizem que as condições de venda expiram a 12 de Outubro, daqui a uma semana. Só queria adivinhar se daqui a uma semana os preços sobem, descem ou ficam iguais. Entretanto, fico indecisa. Coisa rara.
(apostaria no "descem", pelo que estou a pesar a minha impaciência quanto à espera versus a minha paciência para poupar uns trocos...)
(apostaria no "descem", pelo que estou a pesar a minha impaciência quanto à espera versus a minha paciência para poupar uns trocos...)
03 outubro 2009
O melhor leite creme do mundo
Receita do Chefe Silva (doze gemas para um litro de leite).
Ovos das galinhas mais felizes da Alemanha (as da minha sogra).
A companhia da família fanática por leite creme.
(A ver se o acabamos antes dos meus pais chegarem, que eles têm problemas de colesterol e nós não queremos que lhes aconteça nada de mal. Mas pelo que sobrou, não deve ser difícil.)
O leite creme da minha avó, do qual não me lembro mas que a minha irmã jura a pés juntos que lhe foi transmitido pela mesma e que embora ela tenha esquecido a receita ainda se recorda como era a coisa mais fantástica do mundo dos leites creme, não podia ser melhor que este. Ou talvez ligeiramente melhor, já que era ela que o fazia, e como se sabe aquilo que as avós fazem tem um sabor ainda melhor que algo exactamente igual feito por outra pessoa.
[Adenda, a 06.01.2013, porque vem muita gente parar a este post e eu não estou aqui para enganar ninguém]
A receita do melhor leite creme do mundo, na minha opinião e adaptada da original do chefe Silva:
1 l de leite
1 pau de canela
1 casca de limão
300 g de açúcar
2 colheres de sopa bem cheias de maizena
12 gemas
açúcar para polvilhar
Ferver o leite com o pau de canela e a casca de limão. Depois de ferver, retirar do lume. Tirar a casca de limão e o pau de canela do leite.
Misturar o açúcar com a maizena e depois com as gemas, mexendo bem. Juntar o leite aos poucos, e sem parar de mexer. Levar a mistura ao lume, até borbulhar.
Nessa altura retirar do lume, e servir imediatamente em de preferência em recipientes individuais que possam ir ao forno. Depois de frios, polvilhar com açúcar e queimar com um ferro quente ou um maçarico (eu prefiro o maçarico).
É essencial usar ovos bons (com gema mais para o laranja que para o amarelo). Eu prefiro de galinhas criadas em casa, ou, na falta delas, ovos de galinhas alimentadas a milho. Em não havendo, prefiro ovos de galinhas que podem andar à solta (bodenhaltung, na Alemanha) aos biológicos (que na minha opinião são de qualidade inferior).
Bom apetite!
Ovos das galinhas mais felizes da Alemanha (as da minha sogra).
A companhia da família fanática por leite creme.
(A ver se o acabamos antes dos meus pais chegarem, que eles têm problemas de colesterol e nós não queremos que lhes aconteça nada de mal. Mas pelo que sobrou, não deve ser difícil.)
O leite creme da minha avó, do qual não me lembro mas que a minha irmã jura a pés juntos que lhe foi transmitido pela mesma e que embora ela tenha esquecido a receita ainda se recorda como era a coisa mais fantástica do mundo dos leites creme, não podia ser melhor que este. Ou talvez ligeiramente melhor, já que era ela que o fazia, e como se sabe aquilo que as avós fazem tem um sabor ainda melhor que algo exactamente igual feito por outra pessoa.
[Adenda, a 06.01.2013, porque vem muita gente parar a este post e eu não estou aqui para enganar ninguém]
A receita do melhor leite creme do mundo, na minha opinião e adaptada da original do chefe Silva:
1 l de leite
1 pau de canela
1 casca de limão
300 g de açúcar
2 colheres de sopa bem cheias de maizena
12 gemas
açúcar para polvilhar
Ferver o leite com o pau de canela e a casca de limão. Depois de ferver, retirar do lume. Tirar a casca de limão e o pau de canela do leite.
Misturar o açúcar com a maizena e depois com as gemas, mexendo bem. Juntar o leite aos poucos, e sem parar de mexer. Levar a mistura ao lume, até borbulhar.
Nessa altura retirar do lume, e servir imediatamente em de preferência em recipientes individuais que possam ir ao forno. Depois de frios, polvilhar com açúcar e queimar com um ferro quente ou um maçarico (eu prefiro o maçarico).
É essencial usar ovos bons (com gema mais para o laranja que para o amarelo). Eu prefiro de galinhas criadas em casa, ou, na falta delas, ovos de galinhas alimentadas a milho. Em não havendo, prefiro ovos de galinhas que podem andar à solta (bodenhaltung, na Alemanha) aos biológicos (que na minha opinião são de qualidade inferior).
Bom apetite!
02 outubro 2009
"o último dos queixais, que nasce nos adultos"
Há uns 13 anos, mais coisa menos coisa, que ando à procura do dentista ideal. De todos quantos corri, o meu favorito - desde há 17 anos - está demasiado longe, o que não dá jeito nenhum, principalmente em caso de emergência. (Aquela massa que ele me pôs num dente em 1993 e supostamente duraria uns 10 anos ainda cá está, alive and kicking, não se nota diferença de cor para o dente, e nunca em tempo algum houve outro dentista com a mesma habilidade para não pôr chumbos em dentes cariados. Além do mais, em 1993 era ele um jovem recém dentista, giro e simpático, o que é sempre abonatório em situações mais incómodas como estar de boca aberta e sem poder falar.) Já fugi de pelo menos 4 dentistas que me queriam arrancar os dentes do siso - confesso que fugi mais depressa das primeiras vezes, pois nessa altura ainda nem se via uma pontinha desses malfadados molares, mas ainda assim, a frase "temos que tirar esses sisos" era sentença certa de que nunca mais veria quem a proferisse.
Durante este tempo, os dentitos lá começaram a espreitar pelas gengivas. Os de cima, sem grandes problemas, alegres e bem dispostos, podem não servir para grande coisa mas também não estorvam. Os de baixo, malandros, meios escondidos, tentam a todo o custo aparecer em todo o seu esplendor, mas não têm espaço. Empurram então os outros dentes, moem-me a gengiva, chegam até a aleijar. Fazem-me render às evidências, e a procurar um artista que me diga que tem que mos arrancar, que depois de ter passado 3 dias a ibuprofeno qualquer um desiste. Se não consegues vencê-los, extrai-os.
E aqui começa mais uma odisseia. E começa mal. O dentista que me recomendaram (um a quem eu ainda não tive o ensejo de fugir) tem uma daquelas recepcionistas que não percebe o conceito de "urgente". Perguntou-me se ia fazer um check-up. Não, não vou. Check-up só se for da constituição física do senhor doutor. Não, o meu problema é que ando há 3 dias a tomar analgésicos por causa dos malditos molares. Ah pronto, então se é só isso pode vir daqui a 3 semanas. Sacana. Se o dentista não for São Pedro em pessoa, ou então um Brad Pitt com mãos de artista, vou lá uma vez e não volto. Dentistas há muitos.
Durante este tempo, os dentitos lá começaram a espreitar pelas gengivas. Os de cima, sem grandes problemas, alegres e bem dispostos, podem não servir para grande coisa mas também não estorvam. Os de baixo, malandros, meios escondidos, tentam a todo o custo aparecer em todo o seu esplendor, mas não têm espaço. Empurram então os outros dentes, moem-me a gengiva, chegam até a aleijar. Fazem-me render às evidências, e a procurar um artista que me diga que tem que mos arrancar, que depois de ter passado 3 dias a ibuprofeno qualquer um desiste. Se não consegues vencê-los, extrai-os.
E aqui começa mais uma odisseia. E começa mal. O dentista que me recomendaram (um a quem eu ainda não tive o ensejo de fugir) tem uma daquelas recepcionistas que não percebe o conceito de "urgente". Perguntou-me se ia fazer um check-up. Não, não vou. Check-up só se for da constituição física do senhor doutor. Não, o meu problema é que ando há 3 dias a tomar analgésicos por causa dos malditos molares. Ah pronto, então se é só isso pode vir daqui a 3 semanas. Sacana. Se o dentista não for São Pedro em pessoa, ou então um Brad Pitt com mãos de artista, vou lá uma vez e não volto. Dentistas há muitos.
28 setembro 2009
12 horas
Quão difícil pode ser comprar um bilhete de avião? À partida, pouco. Para alguém que já planeou tantas viagens como eu, para mim e para outros, custa a acreditar que possa ser uma tarefa complicada. Desta vez, foi. Uma data de sites que não deixavam efectuar o clique final da compra (incluindo o da Air China), e teimaram em funcionar mal, até que, depois de muita persistência, quando já me começava a render à evidência que talvez tivesse que voar para Hong Kong e depois ir de ferry para Macau, ou então ir a uma agência de viagens que fizesse esta pesquisa toda por mim, lá consegui. Aleluia. Macau here I go. (A não ser que precise de um visto e não mo dêem. Batam aí na madeira, se fazem favor.)
(Já agora, um grande obrigado ao tripadvisor que através da expedia - que não me deixava fazer o que eu queria - acabou por me resolver o problema.)
(Já agora, um grande obrigado ao tripadvisor que através da expedia - que não me deixava fazer o que eu queria - acabou por me resolver o problema.)
Pergunto-me
O que será necessário para que alguém deixe de se importar com os resultados de eleições.
Complicado...
Vou a Macau. Ou melhor, estou a planear a ir. Quer dizer... inscrevi-me numa conferência que se irá realizar em Macau. (ponto 1, check) Teoricamente, para visitar Macau não preciso de visto, já que sou portuguesa, só que o avião fará escala em Pequim. Será que faz falta um visto só para sair de um avião e entrar noutro? Eu diria que não, mas não sei o que é que as autoridades chinesas pensam sobre o assunto. (ponto 2, ?) Tenho que verificar onde anda o passaporte e quando é que termina a sua validade, mas penso que deve estar em ordem. (ponto 3, ?) Já tentei comprar o bilhete de avião na internet, mas depois de ter escrito todos os dados e clicado no botão que torna a coisa oficial recebi uma mensagem de erro. Sim, é mesmo nessa altura que os clientes querem perceber que houve um erro. Entretanto telefonei para a agência (vá lá, ao menos tinham telefone) e disseram-me que o bilhete não tinha sido emitido e que me dariam novidades por email nas próximas duas horas. Não gosto disto. (ponto 4, alerta amarelo) Ainda me falta marcar o hotel, mas só me atrevo a fazê-lo depois de ter o bilhete de avião. Tal como só tentei obter o bilhete de avião depois de me confirmarem a participação na conferência. Só por causa dos azares, que ainda não acredito completamente que vou a Macau. Tão longe. Mais 6 horas que aqui (e por isso quase impossível de contactar a embaixada portuguesa de lá, só se for entre as 9 e as 10 - antes das 10, que tentei às 10h01 e já não deu). (ponto 5, suspenso).
25 setembro 2009
Um brilho nos olhos
A minha parte favorita nas pessoas, quase todas as pessoas (ia escrever todas mas nunca se sabe, não gosto de absolutismos, nem mesmo os meus), é o brilhozinho que trazem nos olhos. O entusiasmo que lhes causa seja o que for (e aqui lembro-me de uma ou duas coisas tenebrosas que aparecem nas notícias e pergunto-me se essa gente também traria esse brilho nos olhos, e foi por isso que não generalizei completamente). Desde o entusiasta do origami, que aborrece os outros quando se excede nas explicações do quão complicado pode ser fazer um Gandalf de papel (sem um único corte!) mas depois mostra fotografias de objectos extraordinários feitos com uma folha de papel e ainda oferece um morcego preto ao amigo, ao fanático por máquinas de café, extraordinariamente útil quando a nossa avaria, porque é provavelmente a única pessoa num raio de 500km que sabe procurar o problema, onde comprar as partes que avariaram, e trazer a comatosa máquina de volta à vida.
Quando conhemos alguém por vezes damo-nos ao trabalho de perguntar quais são os seus hobbies - e ainda assim frequentemente não fazemos a mínima ideia daquilo que faz vibrar pessoas com quem convivemos diariamente mesmo que por anos a fio. Aquele tipo que se senta a poucos metros de nós e trabalhou num jornal aos 18 anos, e desenha órgãos humanos a carvão (ia dizer a lápis, eheh), o que será que lhe traz um sorriso até à alma? E aqueloutro, o mestre dos projectos inovadores, que escreveu um livro sobre tapetes só porque um dia lhe deu para estudar o assunto nos tempos livres, que construiu uma máquina de pintar quadros e depois se virou para a pintura monocromática usando uma técnica com centenas de anos de que ninguém se lembra. O que será que faz brilhar os olhos daquela mulher que se veste de forma estranha e tem um sorriso triste como se carregasse o mundo nos ombros, o que será que lhe alivia o peso, ainda que momentaneamente.
Haverá algo mais contagiante que uma alma a sorrir, espelhada no brilho dos olhos de cada um de nós?
Quando conhemos alguém por vezes damo-nos ao trabalho de perguntar quais são os seus hobbies - e ainda assim frequentemente não fazemos a mínima ideia daquilo que faz vibrar pessoas com quem convivemos diariamente mesmo que por anos a fio. Aquele tipo que se senta a poucos metros de nós e trabalhou num jornal aos 18 anos, e desenha órgãos humanos a carvão (ia dizer a lápis, eheh), o que será que lhe traz um sorriso até à alma? E aqueloutro, o mestre dos projectos inovadores, que escreveu um livro sobre tapetes só porque um dia lhe deu para estudar o assunto nos tempos livres, que construiu uma máquina de pintar quadros e depois se virou para a pintura monocromática usando uma técnica com centenas de anos de que ninguém se lembra. O que será que faz brilhar os olhos daquela mulher que se veste de forma estranha e tem um sorriso triste como se carregasse o mundo nos ombros, o que será que lhe alivia o peso, ainda que momentaneamente.
Haverá algo mais contagiante que uma alma a sorrir, espelhada no brilho dos olhos de cada um de nós?
Fora de contexto
Gut...gut...sehr gut...
Gut...gut...sehr gut...
Gut...gut...sehr gut...
e depois de ouvir o homem dizer isto uma data de vezes com uma certa cadência, deu-me uma vontade incontrolável de rir.
(ainda me rio, de pensar nisto)
Gut...gut...sehr gut...
Gut...gut...sehr gut...
e depois de ouvir o homem dizer isto uma data de vezes com uma certa cadência, deu-me uma vontade incontrolável de rir.
(ainda me rio, de pensar nisto)
24 setembro 2009
facebook 1-2-3
O blogue está mais ou menos em standby porque entretanto me dediquei ao facebook. No entanto rapidamente me apercebi que uma coisa é o facebook, outra é o blogue, e escrever para os amigos e família não é a mesma coisa que escrever para um público largamente desconhecido. No blogue há uma liberdade que não há no facebook - são as vantagens do quase anonimato. E no facebook há uma liberdade que não há no blogue - são as vantagens de escrever para quem nos conhece a vida com algum pormenor. O que é talvez estranho é a certeza que tenho que nunca escreveria os meus postes favoritos no facebook - privados como são, ideais para lançar aos leitores que não me conhecem, impossíveis de partilhar de uma vez com todos os "amigos do facebook".
É engraçado como se pode compartimentar a vida assim, uns para um lado, outros para outro, uns sentimentos para aqui e outros para ali. A galhofa está bem para qualquer sítio e para qualquer lugar, a lamechice, quando a há, só pode ser partilhada com muito poucas pessoas de cada vez, ou com um monte de desconhecidos (embora alguns não tão desconhecidos como isso). E outras coisas, para mais tarde recordar se entretanto o blogger não desaparecer ou eu fizer uma cópia do arquivo, ficam aqui, sossegadinhas, quietinhas, preciosas e intocadas como aquilo que se guarda num baú e só se revê muitos anos depois - quando se muda de casa ou reorganiza as tralhas.
É engraçado como se pode compartimentar a vida assim, uns para um lado, outros para outro, uns sentimentos para aqui e outros para ali. A galhofa está bem para qualquer sítio e para qualquer lugar, a lamechice, quando a há, só pode ser partilhada com muito poucas pessoas de cada vez, ou com um monte de desconhecidos (embora alguns não tão desconhecidos como isso). E outras coisas, para mais tarde recordar se entretanto o blogger não desaparecer ou eu fizer uma cópia do arquivo, ficam aqui, sossegadinhas, quietinhas, preciosas e intocadas como aquilo que se guarda num baú e só se revê muitos anos depois - quando se muda de casa ou reorganiza as tralhas.
21 setembro 2009
Emergência
O miúdo cresceu 5 centímetros em dois meses. Mais coisa menos coisa. Enquanto andava de calções não se notava, mas agora todas as calças lhe ficam curtas. Mesmo as que lhe comprei em Junho, porque as anteriores também tinham deixado de servir.
E os pés? Não sei como, aumentou 3 números num ano sem dizer nada a ninguém. Tem os pés ligeiramente maiores que os meus. E desconfio que não vai ficar por aqui...
(Uma pessoa vê isto, e pensa para consigo, puxa, não tarda nada o puto não cabe na cama. E, se calhar por isso, a última moda entre os miúdos da idade dele é irem aobruxo médico para obterem uma estimativa da sua altura em adultos.)
E os pés? Não sei como, aumentou 3 números num ano sem dizer nada a ninguém. Tem os pés ligeiramente maiores que os meus. E desconfio que não vai ficar por aqui...
(Uma pessoa vê isto, e pensa para consigo, puxa, não tarda nada o puto não cabe na cama. E, se calhar por isso, a última moda entre os miúdos da idade dele é irem ao
18 setembro 2009
para mais tarde recordar
(um ano e meio da minha bonequinha)
Entre as sete e meia e as oito da noite, depois do jantar dela, levo-a para o quarto. mudo-lhe a fralda, visto-lhe o pijama, mostro-lhe a cama. E pergunto-lhe se quer ir dormir. Ela atira-se aos lençóis, eu tapo-a, e ali fica, sossegadinha e sem chorar, até ao dia seguinte, quando for hora de se levantar.
(não sei de que é os outros pais se queixam. os filhos são fáceis. os bebés ainda mais.)
Entre as sete e meia e as oito da noite, depois do jantar dela, levo-a para o quarto. mudo-lhe a fralda, visto-lhe o pijama, mostro-lhe a cama. E pergunto-lhe se quer ir dormir. Ela atira-se aos lençóis, eu tapo-a, e ali fica, sossegadinha e sem chorar, até ao dia seguinte, quando for hora de se levantar.
(não sei de que é os outros pais se queixam. os filhos são fáceis. os bebés ainda mais.)
17 setembro 2009
Segredos
A desvantagem de organizar uma festa surpresa para alguém, é que essa pessoa pode decidir organizar outra festa.
(e agora temos duas festas para a mesma pessoa, com organização diferente, e local diferente, a menos de 24 horas uma da outra. mais vale festejar muito do que não festejar de todo.)
(e agora temos duas festas para a mesma pessoa, com organização diferente, e local diferente, a menos de 24 horas uma da outra. mais vale festejar muito do que não festejar de todo.)
16 setembro 2009
Prendas parvas
(ou melhor, mais uma ideia brilhante)
E se eu empacotasse todos os bonecos dos Kinder Surpresa que se escondiam nos recantos mais improváveis da minha casa (e agora foram encontrados com a mudança), embrulhasse, e desse de prenda a alguém? Era giro, não era?
(também os podia pôr em filinha a indicar o caminho numa daquelas brincadeiras do Natal para os miúdos)
E se eu empacotasse todos os bonecos dos Kinder Surpresa que se escondiam nos recantos mais improváveis da minha casa (e agora foram encontrados com a mudança), embrulhasse, e desse de prenda a alguém? Era giro, não era?
(também os podia pôr em filinha a indicar o caminho numa daquelas brincadeiras do Natal para os miúdos)
Os gatos
Eu até nem ligo muito a política, acho graça aos gatos, e já dei muitas gargalhadas à conta do esmiuçar dos sufrágios. E isto só com dois programas. Só me parece que as entrevistas têm um ritmo muito lento, o que é uma pena. Falta de prática, talvez.
Depois de ver, não só me parece uma ideia brilhante do ponto de vista televisivo, mesmo sendo copiada do Daily Show, como também é muito prometedor o espírito com que os dois políticos entrevistados até agora encararam as suas participações. É bonito ver um político a rir-se numa entrevista, a sorrir quando lhe são postas as perguntas que toda a gente gostava de ouvir - as tais que são apelidadas de parvas, mas às quais não é dada uma resposta séria. Os políticos portugueses até conseguem entrar na brincadeira. E material para a primeira parte - o gozo com a campanha - não falta. Aos gatos - e ao RAP, provavelmente a pessoa mais sexy em estúdio, mesmo quando acompanhado do primeiro ministro - tiro o meu chapéu. Uma coisa é certa, se este programa fosse para durar, duvido muito que os políticos continuassem a aparecer com sorrisos tão abertos.
Depois de ver, não só me parece uma ideia brilhante do ponto de vista televisivo, mesmo sendo copiada do Daily Show, como também é muito prometedor o espírito com que os dois políticos entrevistados até agora encararam as suas participações. É bonito ver um político a rir-se numa entrevista, a sorrir quando lhe são postas as perguntas que toda a gente gostava de ouvir - as tais que são apelidadas de parvas, mas às quais não é dada uma resposta séria. Os políticos portugueses até conseguem entrar na brincadeira. E material para a primeira parte - o gozo com a campanha - não falta. Aos gatos - e ao RAP, provavelmente a pessoa mais sexy em estúdio, mesmo quando acompanhado do primeiro ministro - tiro o meu chapéu. Uma coisa é certa, se este programa fosse para durar, duvido muito que os políticos continuassem a aparecer com sorrisos tão abertos.
15 setembro 2009
Os miúdos são tão giros
Anuncio ao meu mais velho (ah, nunca tinha dito isto, mais velho, como se fosse realmente velho, ou pelo menos muito crescido) que lhe vou meter o dinheiro que tem guardado no banco. E ele concorda, que ponha tudo no banco (ele já há muito que percebeu a história dos juros), mas que lhe deixe 10 cêntimos. 10 cêntimos? Sim, está a dever ao amigo.
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