Estou a meio da tarefa de reformar o meu guarda-roupa. O primeiro passo é (tem sido) deitar fora (ou dar, se estiverem em bom estado) coisas que não me servem, que não gosto, que nunca uso, que usei uma vez há anos e depois nunca mais (certo tipo de vestidos, por exemplo). O segundo passo é criar um guarda roupa funcional, sem coisas a mais, de roupa para o dia a dia, que sirva para trabalhar e para estar em casa. E substituir a roupa de desporto, que a que tenho também está à beira da reforma. Sim, que isto de ter tido uma bebé fez com que há mais de dois anos e meio eu não faça compras de roupa para mim a sério. Portanto, out with the old, in with the new.
Não ter vindo a alterar o que visto de uma forma gradual, como é (era) costume, leva-me a ter uma perspectiva... científica, vá lá, da coisa. Ou seja, primeiro vejo o que existe, em catálogos, revistas, e, porque não, nas montras, decido que tipo de looks me interessam mais, e depois irei à procura do que quero. Com um pequenino problema. As revistas e catálogos só têm miúdas esqueléticas a fazer de cabides. A elas pode-lhes ficar lindamente uma camisola às riscas horizontais compridas por cima de umas leggings, mas aposto que a 95% das mulheres não. Não seria tempo de começarem a fazer catálogos (e revistas, se não for pedir muito) com modelos de tamanhos variáveis? Assim gente para usar um tamanho 36, em vez do 32? Apetecia-me passar o dia sentada em frente aos provadores a ver outras mulheres experimentar a roupa em vez de ter que ser eu a experimentar tudo a ver o que ficará bem...
09 setembro 2009
08 setembro 2009
Mais vale tarde do que nunca
Eu sei que tinha prometido umas fotografias de um certo café em Munique... finalmente, levei a máquina. Que é como quem diz, o telemóvel. Carregado. Faltam as fotos das montras e as que tirei não têm grande qualidade, mas... a minha vida não é isto, foi o melhor que se arranjou e com muita boa vontade. :)
De resto, os bolos recomendam-se, em especial os brownies...
De resto, os bolos recomendam-se, em especial os brownies...
Bois de Rose
Uma das coisas mais bonitas (entre tantas) que vi nas montras, durante as férias, foi uma escultura em pau rosa, pequena, que representava um monte de livros empilhados. Havia variações do tema, umas esculturas tinham um homenzinho encostado aos livros, noutras o homenzinho estava a descansar em cima da pilha, e outras ainda consistiam apenas nos livros. Gostava de ter trazido uma para casa, mas achei-as estupidamente caras. Fiquei tão chocada quando vi o preço quem já nem me lembrei de tirar uma fotografia. E agora, ao recordar aquelas esculturas, tarde demais, vem-me à ideia que podia ter pedido uma de prenda. :) Para compensar os aneis que não uso e que são muitíssimo mais caros.
07 setembro 2009
(aos saltos de contente)
Eu vou ao Porto! Eu vou ao Porto! Eu vou ao Porto!
(é só daqui a quase dois meses, pelo que ainda vou ter que dar muitos pulos até lá.)
(é só daqui a quase dois meses, pelo que ainda vou ter que dar muitos pulos até lá.)
04 setembro 2009
I ♥ amazon
Livros por um cêntimo, portes de envio 3 euros. Haverá mais barato que isto (sem descolar da cadeira?)
(no marketplace da amazon)
(no marketplace da amazon)
03 setembro 2009
Dúvida
To facebook or not to facebook.
Acho que o primeiro "convite" que recebi foi há anos. Bem, há um ano, pelo menos. E muitos outros se seguiram. E eu, que tinha experimentado o Hi5 e achado aquilo uma porcaria, recusei sempre, educadamente como a minha mãe me ensinou. Mas agora (547 convites depois) estou na dúvida. Aquela confusão dos Terms & Conditions há uns tempos tinha sido uma desculpa tão boa...
Acho que o primeiro "convite" que recebi foi há anos. Bem, há um ano, pelo menos. E muitos outros se seguiram. E eu, que tinha experimentado o Hi5 e achado aquilo uma porcaria, recusei sempre, educadamente como a minha mãe me ensinou. Mas agora (547 convites depois) estou na dúvida. Aquela confusão dos Terms & Conditions há uns tempos tinha sido uma desculpa tão boa...
Batalhas no escritório

Encontrei no Jansenista, e achei uma ideia fantástica. Também há o calendário para 2010. E eu já mandei vir um da amazon. Ainda não sei para quem vai ser. Mas haverá aviões a voar onde ele for parar. :)
Speedy Gonzalez
O rapaz do correio tinha por hábito entrar e sair a correr. Olá - entrega as encomendas - retira o correio a enviar - adeus. Tudo em menos de 5 segundos. Não gostava deste rapaz do correio. Era demasiado rápido, nem sequer dava tempo para responder com um bom dia ou esboçar um sorriso. Era tão frustrante que já fugia dele, evitava a hora da entrega e recolha do correio.
Um dia o rapaz do correio abrandou. Deu tempo para receber um bom dia. E tempo para ouvir a resposta ao seu adeus. Ainda assim não teve direito ao sorriso da praxe que todos os outros rapazes do correio recebiam. O espanto tinha sido demasiado.
Um dia o rapaz do correio abrandou. Deu tempo para receber um bom dia. E tempo para ouvir a resposta ao seu adeus. Ainda assim não teve direito ao sorriso da praxe que todos os outros rapazes do correio recebiam. O espanto tinha sido demasiado.
02 setembro 2009
Deixem-me trabalhar
3 dias a mudar coisas, limpar, arrumar, pôr móveis num sítio, mudar de ideias e trocar tudo. Já não me aguento mais em casa.
01 setembro 2009
Mudanças
Mudei de casa uma data de vezes até hoje. Em média, de três em três anos, mais coisa menos coisa. E ainda continuo a achar mudar de casa divertidíssimo. É um bocado mais complicado não ter os pais a tratar de tudo (e a limpar, e a arrumar, e a tratar das burocracias), e o fim da mudança fica sempre mais longe (da última vez demorei um ano até terminar de desencaixotar tudo). Mas adoro tornar um conjunto de divisões na minha casa. Transformar quatro paredes brancas na minha sala, ou no meu quarto. Fazer experiências com a mobília. Trocar as lâmpadas e (mandar) colocar candeeiros. Já mudei tantas vezes de casa, que uma das mudanças mais giras até hoje tinha sido quando mudámos para uma casa do outro lado da rua, teria eu uns dez anos. (É assim que situo certos acontecimentos na minha vida, estão ancorados à casa onde vivia na altura.) Mas hoje, mudei de casa outra vez, e desta vez foi ainda mais especial. Mudar para o apartamento de baixo não acontece a toda a gente. Nem sequer a todas as empresas de mudanças. (Aos nossos homens fortes e musculados (e giros! e novos! e simpáticos!) que andaram a carregar a mobília nunca lhes tinha calhado.) Não é preciso camião. Nem bloquear a rua. E teve piada ver coisas a descer de uma varanda para a outra. E a piéce de resistance... A Telekom quase que nos tramou. No apartamento novo nao tenho nem internet nem telefone até sexta, se tudo correr bem. Felizmente estamos na era do wireless. O telefone continua a emitir lá em cima, e agora é utilizado cá em baixo. A internet a mesma coisa. Ah! Ah!
(Estou que nem posso. E pensar que tive pena de não ir à aeróbica. Doem-me os músculos todos.)
(Estou que nem posso. E pensar que tive pena de não ir à aeróbica. Doem-me os músculos todos.)
31 agosto 2009
Cura de emagrecimento
Passar o dia a subir e a descer escadas. E a carregar coisas pesadas. Se isto não chegar para abater os gramas que ganhei durante as férias, eles cá ficarão para sempre.
Das vantagens das bibliotecas
não é preciso andar com os livros de um lado para o outro. e as bibliotecas de praia? uma ideia maravilhosa.
Dos livros
Passei uma boa parte da infância enfiada na biblioteca. Comecei pela biblioteca itinerante da Gulbenkian - a carrinha cinzenta que passava de vez em quando - passei pelo que foi a biblioteca municipal (a que não emprestava livros, só permitia a sua leitura no local) e depois mudei-me para o que se tornou a mistura das duas (daquela estante não se podem levar livros para casa, das outras podem-se levar 5 de cada vez). Passei ali muitas manhãs, e muitas tardes, a ler os livros mais pequenos, levava sempre 5 para casa e nas férias de verão e nas outras todos os dias ia trocar por mais uma dose. Lia os meus e a maior parte dos que as minhas irmãs requisitavam, e quando os livros vinham já muito manuseados, às vezes colava-lhes as capas ou uma ou outra folha solta com fita cola. Nunca escrevi nos livros, e que me lembre, não era costume eles virem rabiscados.
Quando ia aos meus avós, tanto de um lado da família como do outro, uma das actividades que levava a cabo enquanto os adultos se abstraíam da minha presença (vá lá, quando eu desaparecia da vista deles sem que eles notassem) era investigar as casas. Na casa dos meus avós paternos rebuscava os quartos e as estantes à procura de tesouros (havia tantos!) e encontrava bichos em álcool, um microscópio, um pífaro que rapidamente desapareceu (hoje desconfio que foi o meu pai, farto de o ouvir, que lhe deu sumiço), livros e mais livros, e componentes eléctricos que na altura não sabia identificar. Na casa dos meus avós maternos rebuscava o quarto da minha tia, que tinha um poster dos ABBA na parede, e gostava de ir ao sótão, onde havia imensas teias de aranhas, alguns buracos na madeira do soalho, e a luz do sol entrava pelas frestas das telhas. A minha avó dizia para não ir lá para cima, que havia ratos, mas eu não só nunca tinha visto nenhum como não tinha medo - suponho que, nessa altura, se algum dia tivesse encontrado um rato ainda o transformava em animal de estimação ou então torturava-o para que aprendesse a voar. E nesta casa não me lembro dos livros, mas lembro-me de encontrar dezenas de revistas juvenis do tempo do antigo regime, que eu li de uma ponta à outra (bem, quase), que tinham histórias por capítulos e me faziam ansiar pelo exemplar que faltava lá no meio.
Quando fui viver para o Porto, já com 18 anos, terminou a minha infância - pelo menos a parte que eu me dava ao luxo de ser infantil 95% do tempo. Não voltei a frequentar bibliotecas por prazer, apenas por necessidade, não voltei a rir às gargalhadas sob o olhar severo da bibliotecária (que nunca acreditou que eu lia os livros que levava para casa, e nem lhe passou pela cabeça que eu também lesse os outros que as minhas irmãs traziam com elas), nem voltei a ler livros velhos em casa de familiares, e a coisa mais parecida com ler livros que passaram de mão em mão era partilhar os livros que comprava com as minhas irmãs e, de vez em quando, pedir um emprestado às amigas.
E depois...
...fui de férias. Encontrei uma estante com livros a chamar por mim. Livros deixados por outros viajantes, uns novos, provavelmente lidos apenas uma vez, outros semi-novos, e outros velhos, de folhas soltas e fita cola a prender a capa. E redescobri o prazer de ler um livro que já foi folheado uma e outra vez, de ler uma história que nitidamente já deu prazer a outras pessoas, de tocar aquelas páginas que já tinham sido tocadas por muitos outros dedos. Tenho saudades da "minha" bibilioteca, que funcionava num edifício antigo, de rés-do-chão e primeiro andar, das escadas que rangiam, do soalho de manteiga, do boneco da máquina de bolas-surpresa na loja do outro lado da estrada que dizia, em espanhol, "holla, como te llamas? quiero ser como tu. a ver se puedes divinar" todo o dia, sem se cansar, sem me incomodar.
(os meus vizinhos têm uma biblioteca imensa na cave. vou começar a levar livros emprestados.)
Quando ia aos meus avós, tanto de um lado da família como do outro, uma das actividades que levava a cabo enquanto os adultos se abstraíam da minha presença (vá lá, quando eu desaparecia da vista deles sem que eles notassem) era investigar as casas. Na casa dos meus avós paternos rebuscava os quartos e as estantes à procura de tesouros (havia tantos!) e encontrava bichos em álcool, um microscópio, um pífaro que rapidamente desapareceu (hoje desconfio que foi o meu pai, farto de o ouvir, que lhe deu sumiço), livros e mais livros, e componentes eléctricos que na altura não sabia identificar. Na casa dos meus avós maternos rebuscava o quarto da minha tia, que tinha um poster dos ABBA na parede, e gostava de ir ao sótão, onde havia imensas teias de aranhas, alguns buracos na madeira do soalho, e a luz do sol entrava pelas frestas das telhas. A minha avó dizia para não ir lá para cima, que havia ratos, mas eu não só nunca tinha visto nenhum como não tinha medo - suponho que, nessa altura, se algum dia tivesse encontrado um rato ainda o transformava em animal de estimação ou então torturava-o para que aprendesse a voar. E nesta casa não me lembro dos livros, mas lembro-me de encontrar dezenas de revistas juvenis do tempo do antigo regime, que eu li de uma ponta à outra (bem, quase), que tinham histórias por capítulos e me faziam ansiar pelo exemplar que faltava lá no meio.
Quando fui viver para o Porto, já com 18 anos, terminou a minha infância - pelo menos a parte que eu me dava ao luxo de ser infantil 95% do tempo. Não voltei a frequentar bibliotecas por prazer, apenas por necessidade, não voltei a rir às gargalhadas sob o olhar severo da bibliotecária (que nunca acreditou que eu lia os livros que levava para casa, e nem lhe passou pela cabeça que eu também lesse os outros que as minhas irmãs traziam com elas), nem voltei a ler livros velhos em casa de familiares, e a coisa mais parecida com ler livros que passaram de mão em mão era partilhar os livros que comprava com as minhas irmãs e, de vez em quando, pedir um emprestado às amigas.
E depois...
...fui de férias. Encontrei uma estante com livros a chamar por mim. Livros deixados por outros viajantes, uns novos, provavelmente lidos apenas uma vez, outros semi-novos, e outros velhos, de folhas soltas e fita cola a prender a capa. E redescobri o prazer de ler um livro que já foi folheado uma e outra vez, de ler uma história que nitidamente já deu prazer a outras pessoas, de tocar aquelas páginas que já tinham sido tocadas por muitos outros dedos. Tenho saudades da "minha" bibilioteca, que funcionava num edifício antigo, de rés-do-chão e primeiro andar, das escadas que rangiam, do soalho de manteiga, do boneco da máquina de bolas-surpresa na loja do outro lado da estrada que dizia, em espanhol, "holla, como te llamas? quiero ser como tu. a ver se puedes divinar" todo o dia, sem se cansar, sem me incomodar.
(os meus vizinhos têm uma biblioteca imensa na cave. vou começar a levar livros emprestados.)
Entre caixotes
(vazios, que esta mudança vai ser a mais hilariante de sempre, adianto que o tema é "para baixo todos os santos ajudam")
O blogue vai ter que prosseguir em modo post curto. Quase ao estilo do twitter, mas sem ter que me limitar, a não ser pela velocidade dos meus dedos (que é grande, aviso já que os meus dedos a teclar são como um corredor de automóveis fórmula 1). Por um lado, os postes serão curtos porque estou com falta de tempo, roubando uns minutos aqui e ali para vir à net, como uma viciada, por outro lado haverá postes porque simplesmente tenho que escrever.
[Actualização: se as regras são minhas, posso quebrá-las, não é? dizem que a excepção faz a regra, mas eu já estou na dúvida do que será a regra e do que será a excepção.]
O blogue vai ter que prosseguir em modo post curto. Quase ao estilo do twitter, mas sem ter que me limitar, a não ser pela velocidade dos meus dedos (que é grande, aviso já que os meus dedos a teclar são como um corredor de automóveis fórmula 1). Por um lado, os postes serão curtos porque estou com falta de tempo, roubando uns minutos aqui e ali para vir à net, como uma viciada, por outro lado haverá postes porque simplesmente tenho que escrever.
[Actualização: se as regras são minhas, posso quebrá-las, não é? dizem que a excepção faz a regra, mas eu já estou na dúvida do que será a regra e do que será a excepção.]
30 agosto 2009
Uma pessoa chega do outro mundo, e pensa nas imensas coisas geniais que tinha planeado postar durante as férias, como aquela ideia das memórias mais antigas que se têm, ou o maior susto da minha vida e de como não consegui dormir em condições durante uma semana (e sim, isto nunca me tinha acontecido), ou como ir a uma terra onde nunca se tinha estado e que aparentemente não tem nada de especial pode ser extremamente perturbador (de uma forma diferente da do maior susto da minha vida), ou até o plano de postar a pilha de livros e dvds que tinha planeado atacar antes das férias e da que efectivamente acabei por ler/ver, e ainda sobre o prazer de ler um livro que encontrei a cair aos bocados e colado com fita cola, e o outro livro que encontrei e que já ia a meio quando descobri que era uma auto-biografia e bolas para a miúda que tudo lhe acontecia - e ainda para mais há um segundo livro que conta o resto da história (mas será que ainda lhe podem acontecer mais desgraças?) mas não estava na estante e portanto vou ter que o procurar para poder ler (era perturbador mas não ao ponto de superar a minha curiosidade, e se a mulher escreveu o livro então a história não pode acabar assim tão mal). E havia mais coisas. Só que entretanto comecei a ler blogues (e a lembrar-me de outras histórias, como uma de trelas para crianças, outra de quadros, reproduções, e do pintor com um enorme sentido de humor), verifiquei que me esqueci das passwords do trabalho (e isto não é necessariamente mau), estou com remorsos por não ter ainda começado a encaixotar a minha vida (mas só amanhã é que me vou dedicar aos caixotes), e preocupo-me por estar a correr o risco de ficar sem telefone, internet e televisão por uns dias. apesar de ter acabado de passar duas semanas sem nenhuma destas coisas e nem lhe ter sentido a falta. A vida de todos os dias é estranha.
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