O que me está mesmo a apetecer... tostas de queijo com chocolate.
(duas fatias de pão centeio barradas por fora com azeite, queijo brie, chocolate 50% de cacau aos pedaços, umas folhas de manjericão por cima. vai à sanduicheira até o queijo começar a derreter. uma delícia)
22 julho 2009
21 julho 2009
os créditos dos filmes
Deviam ser obrigatórios, os créditos. Mesmo que possa haver quem não tenha pachorra para ouvir a musiquinha do final, ou as cenas não utilizadas, os bloopers, ou apenas uma sequência de letras que segue écran abaixo. Aquele par de minutos deviam ser aproveitados, para se deixar a história acabar de nos atingir, as últimas cenas a pairar ainda na nossa cabeça, ou apenas para jogar o jogo do "quantos apelidos portugueses se encontram". E depois, os créditos da banda sonora do filme podiam-nos fazer mais felizes, o descobrir ali e agora quem é o escritor e intérprete daquela música que havemos de trautear várias vezes. Os créditos são melhores que a publicidade em altos berros (e também são melhores que a maioria da publicidade transmitida com o mesmo volume). Devia ser um direito dos autores, que os créditos fossem obrigatoriamente transmitidos. Todos os créditos, até ao fim (e isto inclui o comentário de que o cão que foi brutalmente atropelado no filme era de borracha e se encontra bem de saúde).
18 julho 2009
All gone
Horas antes de ir de férias tinha um computador de secretária ligado à net, e a funcionar. Quando cheguei, a rede sem fios continuava a funcionar, mas a rede "ligada" estava morta. Pelo menos no desktop. Uma chatice, já que é no desktop que gosto de fazer as coisas "a sério" - este fim de semana contava avancar nos projectos álbum de fotografias do verão e selecção de músicas para o mp3 (que já não cabe lá tudo o que eu queria). Ora, para além de não ter net, o pior é ter que fazer o troubleshooting - uma seca - e ter um mais que tudo que é completamente iletrado nestas matérias. O que significa que a chatice fica toda para mim, e nem vale a pena perguntar-lhe nada (perguntei duas coisas e arrependi-me logo). Ao menos foi-me comprar um cabo novo (o XP dizia que o problema era do cabo), e nem se enganou nem nada (há dois tipos de cabo, perguntou antes de comprar). Infelizmente o problema nao era do cabo. Provavelmente, e depois de todos os testes que já fiz, será da ligação ao cabo que está na motherboard (pois é, fazem umas motherboards com uma data de coisas integradas e depois quando avaria como é?). Ou então do router, mas esse parece funcionar, pelo menos nas ligações wireless. Lá vou ter de comprar uma placa de rede (e antes disso verificar se há espaço na motherboard) e aproveitar para limpar o pó ao pc por dentro durante a sessão de abre-pc/fecha-pc. Para cúmulo, o carregador do portátil estourou (literalmente) - mandou um disjuntor abaixo (na minha casa não há fusíveis) e depois um cheirinho a qualquer coisa queimada... E como amanha é domingo e está tudo fechado, na melhor das hipóteses atrevo-me a usar o netbook do mais que tudo (ele é um amor e deixa) que também tem windows (grrr), e lá continuarei a surfar por mais uns dias. Em último recurso ainda há para aí uma máquina do século passado que posso ligar... (como é que um gajo vivia antes destas coisas, não sei não)
(já agora, para a janela de comandos de DOS não desaparecer depois de se executar um comando/programa, basta executar em primeiro lugar um cmd. só para o caso de tentarem fazer um ping ou um ipconfig e não terem tempo de ler os resultados, como me aconteceu)
[Adenda] Já liguei o cabo ao router e a outro pc. A ligação com fios funciona. O problema não é do router, só pode ser da placa de rede (ou ligação à rede, já que é onboard...)
(já agora, para a janela de comandos de DOS não desaparecer depois de se executar um comando/programa, basta executar em primeiro lugar um cmd. só para o caso de tentarem fazer um ping ou um ipconfig e não terem tempo de ler os resultados, como me aconteceu)
[Adenda] Já liguei o cabo ao router e a outro pc. A ligação com fios funciona. O problema não é do router, só pode ser da placa de rede (ou ligação à rede, já que é onboard...)
Coisas que não se dizem
Conheci uma miúda que começou a fumar porque estava convencida que isso a ia fazer emagrecer (ela diz que funcionou, mas eu só a conheci como fumadora e nunca a achei gorda). Isto foi já há uns 15 anos (ah, a velhice é lixada). Hoje em dia fico a olhar para certas pessoas, e leio certas opiniões (como esta), vejo certas reportagens e fico a pensar... sim, a droga é que é.
17 julho 2009
As férias dos outros
O meu amigo vai hoje de férias. Tenho muitos amigos, mas quando falo deles, posso chamar-lhes "o meu amigo", desde que no contexto apenas esteja um dos meus amigos. Sei que não me confundirei, porque os meus amigos são todos diferentes - muito diferentes, diria até.
O meu amigo, dizia eu, vai hoje de férias. 6 semanas. Um mês e meio de férias. 6 semanas com a mulher e as 3 filhas. Sim, que o meu amigo é um homem de mulheres, e parece que sempre quis que assim fosse, ele, a mulher, e as 3 meninas. O meu amigo tem que percorrer a distância mais curta possível entre a casa dele e o local onde vai passar as férias. Por opção própria, e não por condicionalismos externos, o meu amigo vai passar as férias em casa. Entre convidar os amigos e brincar com as miúdas, não compreendo a perspectiva de fazer férias em casa - o que é que será que se pode fazer durante tanto tempo? Eu em casa não consigo ter tempo para as coisas que faço em férias, longe das coisas do costume e dos sítios do costume. Sentir-se em férias em casa deve ser o paraíso. Se o conseguisse, teria férias todos os dias, pelo menos por umas horas. O meu amigo é um sortudo.
(Até consigo imaginar umas coisas que poderiam tornar umas férias em casa muito agradáveis. Mas implicam um certo esforço e planeamento, e em alguns casos, uns vizinhos tolerantes.)
O meu amigo, dizia eu, vai hoje de férias. 6 semanas. Um mês e meio de férias. 6 semanas com a mulher e as 3 filhas. Sim, que o meu amigo é um homem de mulheres, e parece que sempre quis que assim fosse, ele, a mulher, e as 3 meninas. O meu amigo tem que percorrer a distância mais curta possível entre a casa dele e o local onde vai passar as férias. Por opção própria, e não por condicionalismos externos, o meu amigo vai passar as férias em casa. Entre convidar os amigos e brincar com as miúdas, não compreendo a perspectiva de fazer férias em casa - o que é que será que se pode fazer durante tanto tempo? Eu em casa não consigo ter tempo para as coisas que faço em férias, longe das coisas do costume e dos sítios do costume. Sentir-se em férias em casa deve ser o paraíso. Se o conseguisse, teria férias todos os dias, pelo menos por umas horas. O meu amigo é um sortudo.
(Até consigo imaginar umas coisas que poderiam tornar umas férias em casa muito agradáveis. Mas implicam um certo esforço e planeamento, e em alguns casos, uns vizinhos tolerantes.)
O tanto que eu gosto de música
Esgotaram-se os 20Giga do meu leitor de mp3. Vejo-me obrigada a guardar toda a música no computador e à angústia antecipada de num momento me apetecer ouvir o disco XPTO e não poder, e manter apenas uma selecção. 20 Giga pode parecer muita coisa. Para mim não é. (E o Natal tão longe!)
Pular a cerca
A versão mais popular de pular a cerca é uma banda desenhada/filme. Pelo menos é tudo o que aparece na primeira página de resultados do Google sobre "pular a cerca". Tanto que até fiquei na dúvida e tive que pesquisar "o que significa pular a cerca" para confirmar o que eu já sabia. Pelos vistos, hoje em dia, pular a cerca só no cinema.
(para os mais gráficos, também há desenhos de pular a cerca para colorir)
(para os mais gráficos, também há desenhos de pular a cerca para colorir)
16 julho 2009
When Harry met Sally
Uma pessoa vem de férias, ainda meia zonza do calor e do sol e das mini-saias (que saudades que tinha de as usar) e dos bikinis, começa a entrar na rotina, a ver os 500 mails e a responder às coisas mais urgentes, e depois faz uma pausa para ler meia dúzia de blogues, que o primeiro dia nunca dá para mais, e depara-se com isto. "Isto" sendo uma discussão sobre o orgasmo feminino (a continuação, que já havia um ou outro post anterior a este), que é coisa da qual se fala e escreve pouco. E onde, meio na brincadeira, se lança a ideia de uma campanha pela masturbação. Porque não. Conhece-te a ti mesmo, já dizia o filósofo.
Balanço
Companhia de férias: Terry Pratchett, Matthew Klein e Maeve Binchy. Pela primeira vez, a questão: os homens escrevem de maneira diferente das mulheres? Ou apenas se põem na pele do que pensam ser o seu género (como as mulheres que escrevem com pseudónimos masculinos e vice-versa)? E não haverá um género híbrido?
De volta
Pela primeira vez regresso de férias e está sol e quentinho. Agora é aproveitar até que venham as próximas.
30 junho 2009
Enquanto molho os pés na água salgada
vou ali pensar na vida e já volto.
(que é como quem diz, vou de férias quinze dias. até já.)
(que é como quem diz, vou de férias quinze dias. até já.)
29 junho 2009
Côco
Nada cheira mais a férias do que côco. Deve ser por ser o perfume de muitos protectores solares.
Ainda não cheguei à praia, mas o cheiro, já o trago comigo.
(o que eu andei para encontrar um perfume que me cheirasse a férias)
Ainda não cheguei à praia, mas o cheiro, já o trago comigo.
(o que eu andei para encontrar um perfume que me cheirasse a férias)
27 junho 2009
(enquanto ouvia michael jackson)
estava para aqui a pensar que afinal a música nem sempre é assim tão importante, que a diversão pode ser independente de se estar a ouvir música pimba ou pop ou outra coisa qualquer. mentira, a banda sonora é sempre importante e ajuda a criar ou a mudar o ambiente. uma noite a ouvir schlager (e a pergunta era, mas há um termo para isto em qualquer outra língua? parece-me que na nossa se diria música pimba, mas não garanto a correspondência) intercalada com o summer of 69 e as pessoas a cantar e aos pulos. sim, a música é imporante e altera o estado ou o tipo de diversao. (those were the best days of my life vs a Anita com uma letra desconhecida... claro que é diferente)
26 junho 2009
Noites fantásticas
E um dia apercebo-me que vivo para alguns momentos. Umas horas de cada vez, aquelas que marcam para sempre, criam memórias indeléveis (ou às vezes nem tanto), e uma nostalgia interminável e vontade de as repetir ou recriar. Claro que a vida não é isto, mas se fosse fazer um filme promocional, eram estas as cenas que escolheria. E toda a gente quereria ver o resto. (a vida é uma viagem, e tal, e o caminho para chegar aos pontos altos também é bom, mas chegar ao topo e contemplar o caminho que se fez ou simplesmente sentir o céu mais perto, é maravilhoso. e depois ficar com a memória cheia de risos e sons e cheiros e até sabores, uma caixinha cheia de gavetas de coisas boas para mais tarde - ou logo a seguir - recordar, é bom. muito bom.)
Coisas que merecem ser partilhadas
O álbum novo dos Green Day é fantástico. E já tenho uma música favorita, este Peacemaker (hey hey hey hey hey).
a prova dos nove
quando bebo uns copos a mais posso ficar com dificuldade em equilibrar-me, com os reflexos mais lentos e a falar de coisas parvas, mas, apesar de tudo, continuo a saber fazer contas. pelo que, barmen deste mundo, estais lixados comigo, nada de gorjetas exorbitantes por incompetência da minha calculadora mental (ainda o tipo estava a pensar no quando custava cada bebida já eu tinha feito a conta, preparado o dinheiro e calculado a gorjeta que lhe ia dar. às tantas ele também tinha bebido uns copos.)
24 junho 2009
Imperdível
Hoje descobri um café maravilhoso, que parece uma casa de bonecas antiga em escala humana, com uns bolinhos fantásticos e um ambiente do século passado (de antes de eu ter nascido). É assim como que uma mistura da sala dos meus avós e uma mercearia portuguesa, com as mobílias todas em madeira, e nas vitrinas existem cadeiras e mesas, onde também nos podemos sentar a tomar um café. Além disto é também uma loja - poderia dizer-se de antiguidades ou apenas velharias - onde (quase) tudo o que se vê e se usa se pode trazer para casa. As mesas são grandes, todas de madeira mas de vários feitios, as cadeiras são quase todas diferentes, e apenas têm em comum o serem de madeira, e muitas delas têm o preço agarrado a uma das pernas. Só por curiosidade, a cadeira onde me sentei custava 85 euros. No meio da sala encontra-se uma vitrina onde se exibem as delícias, quer dizer bolos, do dia. Desde gateaux au chocolat (delicioso) ao brownie, passando por diversas tartes e bolos com chantily. Mas o mais engraçado são os cavalinhos de madeira puídos pelo uso e maltratados pelos anos que se encontram na montra, ao lado de uma cama muito curta, como as dos tempos dos reis, e coisinhas pequeninas como bules e panelas que parecem de brincar. As estantes atrás do balcão de madeira em que uma máquina de café antigo faz de conta que é uma balança têm imensas divisões, uma espécie de cubos onde se encontram boiões de tudo e mais alguma coisa. Na estante, brilhantemente enfiada entre duas vitrinas (as tais montras que incluem uma mesa e duas cadeiras, para além de cestos com livros e outros objectos decorativos) de modo a parecer apenas uma parede com reentrâncias forradas a madeira vêem-se frasquinhos pequeninos de compotas bem como garrafas estreitas de vinho e outros vidrinhos que não consegui identificar para que serviriam. Ao fundo, vê-se o mostrador de um relógio gigante, já sem ponteiros e com uma marca horizontal escura, numa das paredes, pintadas de com uma tinta de cor creme e já muito velha. Os soalhos são de madeira escura, uma espécie de tacos na sala propriamente dita, e no chão das vitrinas umas tábuas mais claras e compridas, cheias de marcas do tempo (ou de pregos), que me fazem lembrar o sobrado da casa dos meus avós.
Além de venderem as velharias (pergunto-me se o negócio terá sucesso), também fazem almoços e, por vezes, jantares especiais, à luz das velas, com reserva obrigatória (o próximo é na sexta, e se fosse mais perto da minha casa estava lá caidinha). O café não será o melhor de sempre (embora não seja mau). Mas o ambiente, ah, o ambiente, parece retirado de outro mundo e é absolutamente fantástico.
Só tenho pena de não ter levado a máquina fotográfica comigo. Este vai ser, garanto, garanto, um dos sítios onde vou passar a levar as minhas visitas. E os meus amigos mais especiais.
Além de venderem as velharias (pergunto-me se o negócio terá sucesso), também fazem almoços e, por vezes, jantares especiais, à luz das velas, com reserva obrigatória (o próximo é na sexta, e se fosse mais perto da minha casa estava lá caidinha). O café não será o melhor de sempre (embora não seja mau). Mas o ambiente, ah, o ambiente, parece retirado de outro mundo e é absolutamente fantástico.
Só tenho pena de não ter levado a máquina fotográfica comigo. Este vai ser, garanto, garanto, um dos sítios onde vou passar a levar as minhas visitas. E os meus amigos mais especiais.
21 junho 2009
O PG (suspiro)
O PG (suspiro) era o miúdo mais giro da escola. Andava um ou dois anos à minha frente, e passava os intervalos ao sol, no „canto dos queques“. Todas as miúdas da escola tinham um fraquinho pelo PG, que era, provavelmente, o único da escola que era sistematicamente referido pelo nome e apelido.O PG tinha dois irmãos mais velhos que ele, e eram todos diferentes. O mais velho era o menos giro (bem, nem era nada giro), o do meio também era giríssimo, moreno, de olhos castanhos enormes, e parecido com o irmão mais novo. E o mais novo, o PG, loiro de olhos azuis, meiguinho, com lábios grossos, fazia suspirar as meninas todas. Era o filho mais novo de uma família que queria ter tido uma menina, num tempo em que não se sabia o sexo dos filhos antes de eles nascerem, e tinha tido toda a vida um quarto pintado de cor de rosa. Ele não se importava. Aliás, ele foi o primeiro rapaz que algum dia vi usar uma camisola rosa pálido (ou quase isso) muito antes de a moda masculina ditar que os homens também se podem vestir de cor de rosa (embora nem a todos fique bem).
O PG „trabalhava“ na rádio local, e tinha uma voz que só por si derretia corações. Quantas miúdas ouviriam os programas dele, incluindo o programa do sábado à hora do almoço sobre fórmula 1, só para continuarem a suspirar.
Sendo o rapaz mais giro do nosso raio de acção, por onde ele passasse ficávamos a admirá-lo (suspiro). Quando ele arranjou uma namorada que vivia perto de mim, ficava a vê-lo desde o fim da rua até que passava quase à minha porta e depois seguia. Se fosse hoje, o PG provavelmente teria tido centenas de admiradoras que discretamente lhe tirariam fotos com o telemóvel, para depois, embevecidas, olharem e voltarem a adorar o rapaz mais giro que conheciam. (Qual Brad Pitt, o PG é que era.)
Claro que isto já foi há muito tempo. Se bem me lembro, o PG e a última namorada tiveram um bebé ainda antes de eu ter saído da minha terra, e provavelmente devem ter casado, deitando por terra os sonhos de algumas miúdas da zona (mas não os suspiros). Há uns tempos, alguém que nunca soube desta história veio-me contar o que faz agora o PG. Continua a viver no mesmo sítio, e tem um trabalho que implica ir a casa das pessoas resolver problemas. Quando ouvi isto (e não podia perguntar nada) tive logo que telefonar a contar as novidades às minhas irmãs. Sim, o PG ainda existe, e sabemos exactamente onde o encontrar (suspiro). E entretanto já fui à minha terra e passei por ele na rua. Continua tão giro como sempre foi. Deve continuar a arrancar suspiros ao mulherio, e não me admirava nada que certas coisas, em certas casas, „avariassem“ só para que ele tivesse que passar por lá. Ah, o PG (suspiro)!
O PG „trabalhava“ na rádio local, e tinha uma voz que só por si derretia corações. Quantas miúdas ouviriam os programas dele, incluindo o programa do sábado à hora do almoço sobre fórmula 1, só para continuarem a suspirar.
Sendo o rapaz mais giro do nosso raio de acção, por onde ele passasse ficávamos a admirá-lo (suspiro). Quando ele arranjou uma namorada que vivia perto de mim, ficava a vê-lo desde o fim da rua até que passava quase à minha porta e depois seguia. Se fosse hoje, o PG provavelmente teria tido centenas de admiradoras que discretamente lhe tirariam fotos com o telemóvel, para depois, embevecidas, olharem e voltarem a adorar o rapaz mais giro que conheciam. (Qual Brad Pitt, o PG é que era.)
Claro que isto já foi há muito tempo. Se bem me lembro, o PG e a última namorada tiveram um bebé ainda antes de eu ter saído da minha terra, e provavelmente devem ter casado, deitando por terra os sonhos de algumas miúdas da zona (mas não os suspiros). Há uns tempos, alguém que nunca soube desta história veio-me contar o que faz agora o PG. Continua a viver no mesmo sítio, e tem um trabalho que implica ir a casa das pessoas resolver problemas. Quando ouvi isto (e não podia perguntar nada) tive logo que telefonar a contar as novidades às minhas irmãs. Sim, o PG ainda existe, e sabemos exactamente onde o encontrar (suspiro). E entretanto já fui à minha terra e passei por ele na rua. Continua tão giro como sempre foi. Deve continuar a arrancar suspiros ao mulherio, e não me admirava nada que certas coisas, em certas casas, „avariassem“ só para que ele tivesse que passar por lá. Ah, o PG (suspiro)!
16 junho 2009
1-2-3
Não me apetece escrever nada. É do tempo (ah o tempo), que tem estado muito mau para a altura do ano, e eu já começo a desesperar a pensar que não vai haver verão. Dizem que não, que o verão vem amanhã (mas por quanto tempo? um dia, dois?), mas eu já não acredito em nada, e arrependo-me de não ter tirado licença sem vencimento em Julho e Agosto para poder ter um verão a sério, num daqueles países onde há verão a sério. Isto do tempo é uma coisa chata, uma pessoa cresce num determinado clima e depois só quer aquilo para o resto da vida e nada se lhe compara. À conta do clima da minha infância, só considero que está "calor" quando as pingas de suor escorrem pelos joelhos abaixo, o que implica alguns graus acima dos trinta, o que não há em todo o lado. E quando me faltam semanas sem uma nuvem, começo a pensar que vem aí o fim do mundo e nunca mais verei o sol - e a planear maneiras de escapar. Como, infelizmente, o último plano que tive para ir apanhar sol correu muito mal (o meu país a deixar-me ficar mal, não se admite), agora ando por aqui a entrar em paranóia, que as férias estão quase a chegar e será que desta vez é que é, e será que quinze dias de sol chegam para me curar. É que Junho já está na recta final e eu continuo tão branca como em Janeiro. Ou Fevereiro. (Ou Março, Abril, ou Maio. Isto está muito mau.)
Para me pôr a pensar em coisas mais felizes, está cá a Rita. Primeiro com a lembrança das Gémeas no Colégio de Santa Clara (ainda há uns dias discutia com as minhas irmãs a Mademoiselle, professora de francês, a quem as alunas chamavam "Mademoiselle Abominable" porque quando não gostava de alguma coisa dizia "C'est abominable!"). Andava a pensar em emprestar esses livros ao meu filho, mas eles foram tão lidos que estão a cair aos bocados, e duvido que sobrevivessem à falta de cuidados do meu rapaz. Mas talvez ainda mude de ideias. (E corra o risco que, a ele também, lhe apeteça fazer piqueniques à meia-noite, que os livros contribuem para acordar os bichos carpinteiros adormecidos.)
E depois, a Joanna. Que é como quem diz, o "só mais uma vez". A minha mãe dizia (ainda diz, quando lhe damos a oportunidade) que "a matemática é como as cerejas, quando puxamos uma vem logo outra agarrada". Mais ou menos isto. Eu diria que a música é como as cerejas, pensamos numa e lembramo-nos logo de outras. Ora o "Só mais uma vez" (amanhã talvez ♪♫) vem agarrado ao "dia de domingo" (da Gal Costa), que por sua vez vem agarrado ao "calhambeque" (pi!pi!♫) do Roberto Carlos, que me faz lembrar da Rosinha dos Limões (um fado, do Nuno da Câmara Pereira, se não estou em erro). E isto tudo traz-me verões passados agarrada ao meu transístor (sim, que aquilo nem era um rádio a sério nem nada), a ouvir a rádio da terra, onde uns rapazes engraçados faziam uns programas divertidos enquanto passavam estas e outras músicas (aquilo à noite melhorava bastante) e se riam pela noite fora com os microfones ligados. E nestas noites quentes e cheias de alegria do lado da emissão ficava a pensar que tinha que crescer mais um bocado, para também poder sair e divertir-me tanto quanto eles. Ainda hoje me custa ficar em casa à noite quando está mesmo calor e parece que se está tudo a passar lá fora (ah, eu bem oiço a música e os risos).
(e depois, um dia, parece que fica tudo sério e falamos sobre o tempo porque já não queremos partilhar o resto, ou porque já não podemos discutir a música que passa na rádio ou os desenhos animados e a rua sésamo, ou porque não temos intervalos para jogar à bola, e namorar nas traseiras do local de trabalho parece suicídio, e nem sequer devemos aparecer de calções e/ou joelhos esfolados durante a semana. e partidas, ah, mas que é isso, se nos atrevemos a mudar a imagem do desktop de alguém somos fuzilados com palavras e olhares, e ficamos sem vontade de partir para algo mais criativo. se calhar é por isso que temos filhos, para poder continuar com a diversão e ler-lhes o pequeno Nicolau. e é por isso que às vezes se levam umas garrafas de álcool para partilhar umas gargalhadas depois do expediente.)
Para me pôr a pensar em coisas mais felizes, está cá a Rita. Primeiro com a lembrança das Gémeas no Colégio de Santa Clara (ainda há uns dias discutia com as minhas irmãs a Mademoiselle, professora de francês, a quem as alunas chamavam "Mademoiselle Abominable" porque quando não gostava de alguma coisa dizia "C'est abominable!"). Andava a pensar em emprestar esses livros ao meu filho, mas eles foram tão lidos que estão a cair aos bocados, e duvido que sobrevivessem à falta de cuidados do meu rapaz. Mas talvez ainda mude de ideias. (E corra o risco que, a ele também, lhe apeteça fazer piqueniques à meia-noite, que os livros contribuem para acordar os bichos carpinteiros adormecidos.)
E depois, a Joanna. Que é como quem diz, o "só mais uma vez". A minha mãe dizia (ainda diz, quando lhe damos a oportunidade) que "a matemática é como as cerejas, quando puxamos uma vem logo outra agarrada". Mais ou menos isto. Eu diria que a música é como as cerejas, pensamos numa e lembramo-nos logo de outras. Ora o "Só mais uma vez" (amanhã talvez ♪♫) vem agarrado ao "dia de domingo" (da Gal Costa), que por sua vez vem agarrado ao "calhambeque" (pi!pi!♫) do Roberto Carlos, que me faz lembrar da Rosinha dos Limões (um fado, do Nuno da Câmara Pereira, se não estou em erro). E isto tudo traz-me verões passados agarrada ao meu transístor (sim, que aquilo nem era um rádio a sério nem nada), a ouvir a rádio da terra, onde uns rapazes engraçados faziam uns programas divertidos enquanto passavam estas e outras músicas (aquilo à noite melhorava bastante) e se riam pela noite fora com os microfones ligados. E nestas noites quentes e cheias de alegria do lado da emissão ficava a pensar que tinha que crescer mais um bocado, para também poder sair e divertir-me tanto quanto eles. Ainda hoje me custa ficar em casa à noite quando está mesmo calor e parece que se está tudo a passar lá fora (ah, eu bem oiço a música e os risos).
(e depois, um dia, parece que fica tudo sério e falamos sobre o tempo porque já não queremos partilhar o resto, ou porque já não podemos discutir a música que passa na rádio ou os desenhos animados e a rua sésamo, ou porque não temos intervalos para jogar à bola, e namorar nas traseiras do local de trabalho parece suicídio, e nem sequer devemos aparecer de calções e/ou joelhos esfolados durante a semana. e partidas, ah, mas que é isso, se nos atrevemos a mudar a imagem do desktop de alguém somos fuzilados com palavras e olhares, e ficamos sem vontade de partir para algo mais criativo. se calhar é por isso que temos filhos, para poder continuar com a diversão e ler-lhes o pequeno Nicolau. e é por isso que às vezes se levam umas garrafas de álcool para partilhar umas gargalhadas depois do expediente.)
10 junho 2009
Saudades da Mariah
Nunca conheci a Mariah. Lia-lhe o blogue, todos os dias, e os postes enormes até ao fim. Gostava de saber a vida dela, como lhe corriam os dias, das pessoas que encontrava, das coisas que fazia, dos livros que ela lia, as músicas que ouvia. A Mariah falava das suas amigas, das aulas de ginástica, das noites dançantes, dos homens que a queriam e dos que ela rejeitava. A Mariah gostava de marketing, como eu, e gostava de aprender. Fazia cursos de tudo e mais alguma coisa. Andava a ter aulas de guitarra, pouco tempo antes de terminar o blogue, e levava as músicas que queria aprender ao professor, que lhas ensinava, e já ia tocando de ouvido. A Mariah lia livros a metro e contava sempre se tinha gostado, e porquê. Gostava de um autor português, um homem relativamente novo (já me esqueci do nome dele, não faz parte das minhas leituras), e um dia pediu-lhe um autógrafo e depois mandou-lhe alguns emails, aos quais ele respondeu e ela inchou de orgulho (e, provavelmente, algo mais). Tenho saudades dos postes de um metro da Mariah, às vezes mais que um por dia, quer fossem muito alegres quer menos alegres. A Mariah era maquilhadora, e às vezes punha dicas de maquilhagem no blogue e comprava livros sobre o assunto, e ainda indicava sites de maquilhadores (algo que eu nem sabia que existia). A Mariah contava os cêntimos, mas tinha uma vida cheia, andava sempre numa azáfama e fazia imensas coisas. E tinha sempre uma listinha dos livros e CDs que queria comprar logo que tivesse mais algum dinheiro. A Mariah era uma mulher humilde, mas cheia de força e persistência, que nunca se deixava atrapalhar, e com a coragem de perseguir os seus sonhos. A Mariah era brasileira. Provavelmente o seu nome verdadeiro é Maria, mas sei que ela gostava que lho pronunciassem à inglesa, com aquele ah aberto no fim, tudo porque era grande fã da Mariah Carey. Li tanta prosa da Mariah que nunca acreditei que um dia chegasse ao fim, mesmo quando o fim se anunciou. A Mariah deixou de escrever porque mudou de casa, de terra, de trabalho, de vida. E eu, que já tinha visto tantos bloggers anunciar fins e depois regressar à escrita, nunca me convenci que a Mariah, viciada na escrita, deixasse um espaço tão grande vazio para não mais regressar. Já passaram anos, e de vez em quando encontro uma Mariah pela blogosfera, e logo vou espiolhar-lhe o blogue na esperança vã de que seja a mesma Mariah a quem sinto a falta. Não é, nunca é.
09 junho 2009
08 junho 2009
coisas que eu não sabia hoje de manhã quando acordei
"you have bitchin' legs" é um elogio. Enorme.
(momento twitter)
(momento twitter)
E agora algo realmente importante
A minha bonequinha toma batidos de morango e banana comigo. A minha bonequinha vai às compras e entretém-se a andar nos carrinhos das lojas (aqueles para crianças não os das compras) enquanto o irmão joga playstation (por cá há umas lojas muito amigas das crianças). Quando a minha bonequinha vai à rua, sorri e diz olá a toda a gente - o que é um bocado estranho para os alemães que não sabem o que é "olá", mas ainda assim lhe sorriem de volta (que aprendam, só lhes faz bem ;)). A minha bonequinha só quer rua, embora diga "brrrua!", e tenta pôr os sapatos e vestir o casaco quando já não aguenta estar em casa nem mais um minuto. E vai buscar os nossos sapatos, e entrega-os ao dono. A minha bonequinha come de tudo, embora cuspa algumas coisas (poucas, tão poucas), e adora feijão como a mãe. A minha bonequinha gosta de experimentar roupa, e de abrir os armários e tirar tudo de lá para fora. A minha bonequinha já tem a sua primeira caixa de Legos mas, para já, só gosta de os desmontar. A minha bonequinha gosta de carros e de carrinhos, e consegue apontar o carro do papá a partir da janela de casa. E anda no carrinho de madeira dela pela casa toda, e nos carrinhos de plástico do biergarten como se estivesse numa pista de corridas. A minha bonequinha não anda, corre, e quando cai põe as mãos no chão e levanta-se outra vez. A minha bonequinha aponta para ela própria quando lhe perguntamos onde está, mas ainda não tem bem a certeza se a mamã é ela ou se sou eu. E sabe onde estão os pés dela, embora lhes chame "pá". A minha bonequinha adora o irmão grande, que lhe ensina malandrices e brinca com ela, e faz tantas coisas que ela também gostava de fazer. E joga à bola com ele. A minha bonequinha entende tudo o que lhe dizemos, e sabe muito bem o que quer e o que não quer. Embora não diga que sim (só abana a cabeça a fazer que sim), quando não quer algo sai-se com um claro "nã, nã". Sempre duas vezes, para ninguém ter dúvidas. A minha bonequinha gosta de brincar com papel e lápis. Ou canetas. Faz uns riscos que podiam ser expostos no museu de arte contemporânea. ;) A minha bonequinha sabe a diferença entre animais e seres humanos. Mas chama a todos os animais "wuf wuf". A minha bonequinha gosta de ver vídeos no youtube. De animais ou de músicas infantis. E de animais e músicas infantis.
A minha bonequinha é muito feliz e traz sempre na cara um grande sorriso. E nós somos felizes com ela.
A minha bonequinha é muito feliz e traz sempre na cara um grande sorriso. E nós somos felizes com ela.
(100%-62.97%)*31.69%
=11.73%
Mas que grande vitória. Menos de 1 em 8 eleitores votaram nos vencedores. Uma imensa maioria. Já era tempo de os votos brancos, nulos e abstenção significarem, na prática, alguma coisa. Principalmente quando a abstenção é grande a vencedora. Uma maioria absoluta invejável. (Por cá também ganhou a abstenção, outra maioria absoluta.)
(percentagens actuais no momento de escrita do post, com 4259 Freguesias apuradas (de 4260) – 34 Consulados apurados (de 71))
Mas que grande vitória. Menos de 1 em 8 eleitores votaram nos vencedores. Uma imensa maioria. Já era tempo de os votos brancos, nulos e abstenção significarem, na prática, alguma coisa. Principalmente quando a abstenção é grande a vencedora. Uma maioria absoluta invejável. (Por cá também ganhou a abstenção, outra maioria absoluta.)
(percentagens actuais no momento de escrita do post, com 4259 Freguesias apuradas (de 4260) – 34 Consulados apurados (de 71))
E em Portugal, não há?
O partido pirata sueco elegeu um deputado para o Parlamento Europeu (link). Ora aí está um partido em que eu gostava de ter votado.
04 junho 2009
A caixa
Há uns dias, estava sem nada que fazer, e lembrei-me de guardar os sapatos de bebé que já não servem à minha bonequinha. E para guardar algo tao especial nao podia fazê-lo de qualquer maneira. Aproveitei uma caixa de sapatos vazia, segui as instruções deste site e após muita medição, corte e colagem, voilá, a caixa. Ficou gira, mas deu mais trabalho do que o que vale. Provavelmente a não repetir.


Anis
Ontem à noite cheirei uma garrafa de um licor parecido com anis. Uma e outra vez. E mais um "passa para cá para mais uma snifadela" (beber não). Cheirava a rebuçados. Cheirava à minha infância.
02 junho 2009
Too Busy
Ia começar a queixar-me de que ninguém escreve (ou que a maioria dos bloggers do meu feed andam calados) mas depois lembrei-me que tenho feito o mesmo. Não é que não tenha assunto. Tenho coisas que me andam a moer a cabeça (mas só quando tenho uns minutos em branco), como a história das amigas que não são amigas embora por vezes me possam confundir, coisas curiosas como a incrível sorte do meu rapaz, o distraído-mor, algumas coisas que me andam a atrapalhar a vida, mas só até certo ponto porque mais eu não deixo, e outras coisas que me andam a entusiasmar muito. Entretanto arranjei um hobby novo - chamam-lhe digital scrapbooking, é coisa de dona de casa desocupada (pelo menos parece, a ver pela quantidade do perfis com "stay at home mum") e já me pôs a fazer coisas com o photoshop que nem sabia que se podiam fazer ou que, sabendo da sua possibilidade, não sabia como se podiam fazer - que me ocupa horas e me tira algum do tempo que normalmente deixaria para o blogue. De modos que, com poucas palavras não se contam grandes histórias, e portanto tenho-me ficado por aqui - pelo lado de cá do ecrãn. Entretanto terminei o projecto "forrar uma caixa de sapatos com papel de embrulho grosso e giro do IKEA por dentro e por fora" (sim, ficou muito giro, mas deu demasiado trabalho, devem ter sido umas 4 horas no total a medir, cortar, colar, ajeitar, esperar que seque...) e comecei a magicar o projecto "fazer um livro para a bebé mais linda". Sendo que o problema de fazer livros para bebés se fique pelo material a usar, uma vez que a miúda tem uma certa habilidade para rasgar papel. O conteúdo? Animais. A ver se ela deixa de chamar "cão" a dinossauros, gatos, patos, pássaros...
28 maio 2009
O meu livro de cozinha
(Isto podia dar início a outro blogue.)
De há uns anos para cá que, de vez em quando, encontro umas receitas na net. Umas vezes porque preciso desesperadamente de uma receita de bolo de abóbora e nozes (um bocadinho pesado, mas bom, um bolo de outono) ou uns rissóis de carne especiais (que na verdade ficam com ar de empadas, mas são muito bons), ou ainda porque estou com desejos de comer bolachinhas (estas são deliciosas e não dão demasiado trabalho, como todas as outras que encontrei e experimentei).
Outras vezes encontro-as por acaso, como estes barquinhos de amêndoa (no meu caso saem queques de amêndoa por não ter formas pequenas rectangulares) ou estas queijadas de iogurte (fiz a primeira dose com iogurte natural, e gostei tanto que logo a seguir fiz outra com iogurte de côco, levei tudo o que sobrou para o trabalho e desapareceram num instante entre mmms de satisfação), ou ainda este pato com laranja e gengibre que tive que experimentar e estava delicioso.
E isto são apenas alguns exemplos. Claro que também tenho diversos livros de receitas, mas como cheguei à conclusão de que, por melhor que seja o livro, nunca faço mais do que meia dúzia de receitas de cada um (nem tanto, na maioria dos casos), o meu livro de cozinha favorito é mesmo este que se encontra à vossa frente. Teclado, écran, ligação à net sem fios, computador a arriscar-se a ficar com dedadas gordurosas enquanto experimento mais qualquer coisa. E a surpresa é que quase todas as receitas que encontro nestas navegações quase ao acaso são muito boas. Mais pitada de sal ou pimenta, menos pitada de açúcar, encontro coisas fabulosas que consigo facilmente "melhorar" para melhor se adaptarem ao meu gosto. Não sou, de todo, cozinheira. Mas quando me dá vontade de comer alguma coisa, faço-o com todo o prazer. E estas experiências dão-lhe um toque especial que torna as comidas ainda mais saborosas.
De há uns anos para cá que, de vez em quando, encontro umas receitas na net. Umas vezes porque preciso desesperadamente de uma receita de bolo de abóbora e nozes (um bocadinho pesado, mas bom, um bolo de outono) ou uns rissóis de carne especiais (que na verdade ficam com ar de empadas, mas são muito bons), ou ainda porque estou com desejos de comer bolachinhas (estas são deliciosas e não dão demasiado trabalho, como todas as outras que encontrei e experimentei).
Outras vezes encontro-as por acaso, como estes barquinhos de amêndoa (no meu caso saem queques de amêndoa por não ter formas pequenas rectangulares) ou estas queijadas de iogurte (fiz a primeira dose com iogurte natural, e gostei tanto que logo a seguir fiz outra com iogurte de côco, levei tudo o que sobrou para o trabalho e desapareceram num instante entre mmms de satisfação), ou ainda este pato com laranja e gengibre que tive que experimentar e estava delicioso.
E isto são apenas alguns exemplos. Claro que também tenho diversos livros de receitas, mas como cheguei à conclusão de que, por melhor que seja o livro, nunca faço mais do que meia dúzia de receitas de cada um (nem tanto, na maioria dos casos), o meu livro de cozinha favorito é mesmo este que se encontra à vossa frente. Teclado, écran, ligação à net sem fios, computador a arriscar-se a ficar com dedadas gordurosas enquanto experimento mais qualquer coisa. E a surpresa é que quase todas as receitas que encontro nestas navegações quase ao acaso são muito boas. Mais pitada de sal ou pimenta, menos pitada de açúcar, encontro coisas fabulosas que consigo facilmente "melhorar" para melhor se adaptarem ao meu gosto. Não sou, de todo, cozinheira. Mas quando me dá vontade de comer alguma coisa, faço-o com todo o prazer. E estas experiências dão-lhe um toque especial que torna as comidas ainda mais saborosas.
27 maio 2009
Citações na parede
"Think back. Really far. Ten years ago." (Seth Godin)
(Se calhar já postei isto, mas não tem importância. É por isso que está na parede, para ir relembrando.)
(Se calhar já postei isto, mas não tem importância. É por isso que está na parede, para ir relembrando.)
26 maio 2009
História de uma flor
Ou "a flor mais grande do mundo". (Mais grande não, maior, diria a minha mãe. E agora eu. Mais grande não, maior.) História de José Saramago, em plasticina, com a voz do próprio, que me fez recordar o quanto gosto de histórias para miúdos, que são as melhores. O vídeo tem cerca de 10 minutos.
via O Caderno de Saramago
via O Caderno de Saramago
As séries da minha vida
Desafiada pelo sniper, aqui fica a minha resposta
Eu tenho séries da minha vida? Deixa cá ver...
Os Simpsons - gostava de ver quando era miúda, depois arranjei um mais que tudo que também gosta, e um filho-mai-lindo que se viciou. O que quer dizer que já transpiro Simpsons mesmo sem querer. (Ah-ah, diria o meu miúdo, na sua imitação do Nelson, e que entretanto começa a também ser imitado pela bebé lá de casa. Sim, os Simpsons são assim importantes)
Lost - Odeio estes gajos. Episódio atrás de episódio deixam uma pessoa agarrada ao televisor, à espera do que virá a seguir. É daquelas séries que preferia ter visto apenas no fim, tudo de enfiada, uma semana inteirinha colada ao sofá, de olhos fixos na caixa mágica.
Sex and the City - para meninas crescidas. Tive a sorte de só lhe achar alguma graça quando já tinha sido tudo transmitido 10 vezes. Depois de ver o mesmo episódio duas vezes, e esperar religiosmente pelos seguintes no canal dois ao sábado à noite, fartei-me e comprei a colecção numa caixinha de sapatos. E depois vi os episódios todos em tempo record.
'allo 'allo - "listen very carefully, i shall say this only once", "a voman of the opposite sex" "you stupid woman" são frases que não se esquecem. E o quadro "the fallen madonna with the big boobies" também não.
league of gentleman - primeiro estranha-se, depois estranha-se ainda mais, e finalmente, entranha-se. "this is a local shop for local people, we don't want strangers here". Um humor... peculiar
Fawlty Towers - já nem sei porque é que gostava tanto disto. Provavelmente por causa do Basil, o estalajadeiro rude. Tenho que rever.
E claro, as séries da minha infância:
Dartacão e os três moscãoteiros
As fábulas da floresta verde
os filmes de cowboys e índios (não é bem uma série, mas não importa)
o KITT
Alf - extra terrestre minorca com sete estômagos mais engraçado dos anos 80
Vickie, a menina robot
A menina da família (disto só me lembro dos totós da miúda, que eu também tinha que ter. Com 8 anos podem-se fazer totós à vontade.)
Rui, o pequeno Cid; Bel e Sebastião; Freddy
E ainda...
Sherlock Holmes
Miss Marple
Crime disse ela
E tudo o que fosse série de advogados e crimes.
E já que quebrei a primeira regra (era suposto responder com 15 séries) vou quebrar a última: quem quiser continuar a corrente esteja à vontade, quem não quiser que vá ver o House (ora aí está outra boa série). Ou outra coisa qualquer.
Eu tenho séries da minha vida? Deixa cá ver...
Os Simpsons - gostava de ver quando era miúda, depois arranjei um mais que tudo que também gosta, e um filho-mai-lindo que se viciou. O que quer dizer que já transpiro Simpsons mesmo sem querer. (Ah-ah, diria o meu miúdo, na sua imitação do Nelson, e que entretanto começa a também ser imitado pela bebé lá de casa. Sim, os Simpsons são assim importantes)
Lost - Odeio estes gajos. Episódio atrás de episódio deixam uma pessoa agarrada ao televisor, à espera do que virá a seguir. É daquelas séries que preferia ter visto apenas no fim, tudo de enfiada, uma semana inteirinha colada ao sofá, de olhos fixos na caixa mágica.
Sex and the City - para meninas crescidas. Tive a sorte de só lhe achar alguma graça quando já tinha sido tudo transmitido 10 vezes. Depois de ver o mesmo episódio duas vezes, e esperar religiosmente pelos seguintes no canal dois ao sábado à noite, fartei-me e comprei a colecção numa caixinha de sapatos. E depois vi os episódios todos em tempo record.
'allo 'allo - "listen very carefully, i shall say this only once", "a voman of the opposite sex" "you stupid woman" são frases que não se esquecem. E o quadro "the fallen madonna with the big boobies" também não.
league of gentleman - primeiro estranha-se, depois estranha-se ainda mais, e finalmente, entranha-se. "this is a local shop for local people, we don't want strangers here". Um humor... peculiar
Fawlty Towers - já nem sei porque é que gostava tanto disto. Provavelmente por causa do Basil, o estalajadeiro rude. Tenho que rever.
E claro, as séries da minha infância:
Dartacão e os três moscãoteiros
As fábulas da floresta verde
os filmes de cowboys e índios (não é bem uma série, mas não importa)
o KITT
Alf - extra terrestre minorca com sete estômagos mais engraçado dos anos 80
Vickie, a menina robot
A menina da família (disto só me lembro dos totós da miúda, que eu também tinha que ter. Com 8 anos podem-se fazer totós à vontade.)
Rui, o pequeno Cid; Bel e Sebastião; Freddy
E ainda...
Sherlock Holmes
Miss Marple
Crime disse ela
E tudo o que fosse série de advogados e crimes.
E já que quebrei a primeira regra (era suposto responder com 15 séries) vou quebrar a última: quem quiser continuar a corrente esteja à vontade, quem não quiser que vá ver o House (ora aí está outra boa série). Ou outra coisa qualquer.
19 maio 2009
O lixo de um homem é o tesouro de outro
No caso, o lixo da creche pode ser o tesouro da minha coisinha mais fofa.
Há uns tempos compraram uma cadeira de baloiço para crianças pequenas. Coisa barata, dizem as educadoras, e eu acredito, até porque nunca tinha visto uma coisa daquelas. A minha miúda adorou a cadeira. Volta e meia sentava-se nela e "dava umas voltas", que é como quem diz umas baloiçadelas. E zangava-se se a obrigavam a sair de lá. Até que um dia... a cadeira rebentou. Uma das peças (pelo menos) estava a desfazer-se por dentro, a esfarelar. As educadoras mencionaram o facto ao meu mais que tudo, que, com pena de a nossa mafarrica perder o seu brinquedo favorito daquela parte do dia se voluntariou para a arranjar. Sim, que ele tem muito jeito para carpintaria, e não só, e além disso é bom rapaz e gosta fazer as pessoas felizes. Lá trouxe a cadeirinha, viu que a peça que se estava a desfazer precisava de ser reforçada, comprou uma outra peça para o reforço - uma espécie de cilindro estreito e comprido, do qual cortou uma pequena parte - furou a parte estragada, meteu lá a peça nova, aparafusou a cadeira em tudo quanto era junta, só para ter a certeza que não dava de si outra vez e algum dos miúdos se magoava, e devolveu à proveniência.
Passaram algumas semanas, se tanto, e a cadeira teve um acidente. Caiu de uma mesa. E os miúdos não tiveram nada a ver com isso. Um adulto pôs a cadeira em cima da mesa para poder limpar o chão, deu uma cotovelada na cadeira, que caiu, e partiu uma perna. A cadeira, não o adulto, nem a mesa. A educadora, frustrada com a cadeira que já pela segunda vez não mostrava ter a resistência necessária para sobreviver numa creche, achou por bem deitá-la fora. Quando soubemos da história entrámos em pânico. Bem, nem tanto. Mas tentamos logo saber se a cadeira já tinha ido desta para melhor ou se por acaso ainda havia hipótese de salvação. Felizmente ainda fomos a tempo. Mais uma reparação (mas desta não sei os pormenores, não prestei atenção) e a cadeira está como nova. E nós temos uma menina feliz, que não só se baloiça como arrasta a cadeira à frente dela pela casa toda. Whatever makes her happy. Nós também estamos contentes. E a cadeira, aposto que, se pudesse, agradecia ter-lhe saído a sorte grande.

(Quanto à foto: já experimentaram o FotoFlexer? É genial, não me canso de o dizer.)
Há uns tempos compraram uma cadeira de baloiço para crianças pequenas. Coisa barata, dizem as educadoras, e eu acredito, até porque nunca tinha visto uma coisa daquelas. A minha miúda adorou a cadeira. Volta e meia sentava-se nela e "dava umas voltas", que é como quem diz umas baloiçadelas. E zangava-se se a obrigavam a sair de lá. Até que um dia... a cadeira rebentou. Uma das peças (pelo menos) estava a desfazer-se por dentro, a esfarelar. As educadoras mencionaram o facto ao meu mais que tudo, que, com pena de a nossa mafarrica perder o seu brinquedo favorito daquela parte do dia se voluntariou para a arranjar. Sim, que ele tem muito jeito para carpintaria, e não só, e além disso é bom rapaz e gosta fazer as pessoas felizes. Lá trouxe a cadeirinha, viu que a peça que se estava a desfazer precisava de ser reforçada, comprou uma outra peça para o reforço - uma espécie de cilindro estreito e comprido, do qual cortou uma pequena parte - furou a parte estragada, meteu lá a peça nova, aparafusou a cadeira em tudo quanto era junta, só para ter a certeza que não dava de si outra vez e algum dos miúdos se magoava, e devolveu à proveniência.
Passaram algumas semanas, se tanto, e a cadeira teve um acidente. Caiu de uma mesa. E os miúdos não tiveram nada a ver com isso. Um adulto pôs a cadeira em cima da mesa para poder limpar o chão, deu uma cotovelada na cadeira, que caiu, e partiu uma perna. A cadeira, não o adulto, nem a mesa. A educadora, frustrada com a cadeira que já pela segunda vez não mostrava ter a resistência necessária para sobreviver numa creche, achou por bem deitá-la fora. Quando soubemos da história entrámos em pânico. Bem, nem tanto. Mas tentamos logo saber se a cadeira já tinha ido desta para melhor ou se por acaso ainda havia hipótese de salvação. Felizmente ainda fomos a tempo. Mais uma reparação (mas desta não sei os pormenores, não prestei atenção) e a cadeira está como nova. E nós temos uma menina feliz, que não só se baloiça como arrasta a cadeira à frente dela pela casa toda. Whatever makes her happy. Nós também estamos contentes. E a cadeira, aposto que, se pudesse, agradecia ter-lhe saído a sorte grande.

(Quanto à foto: já experimentaram o FotoFlexer? É genial, não me canso de o dizer.)
16 maio 2009
Estão a gozar...
Será que eu sou a única antiquada que compra CDs? Cenário: amazon.uk. A dar a volta às promoções, que já sei que os novos são estupidamente caros e mais tarde ou mais cedo o preço baixa. E depois, reparo nos preços dos downloads em MP3 (possivelmente com DRM que é para tornar a coisa quase inútil). Mas como é possível que o preço do download seja o mesmo do CD físico?! Ou, em certos casos, mais caro? E correndo o risco que um dia um vírus se instale no PC e mande tudo à vida?
A sério, enquanto não houver assinaturas ilimitadas, recuso-me a pagar por downloads de música. Mil vezes encher os gavetões dos móveis do IKEA com CDs. E as estantes. E as mesinhas de cabeceira.
A sério, enquanto não houver assinaturas ilimitadas, recuso-me a pagar por downloads de música. Mil vezes encher os gavetões dos móveis do IKEA com CDs. E as estantes. E as mesinhas de cabeceira.
15 maio 2009
Tanta imaginação...
"My Family" era uma das minhas séries preferidas da BBC. Vi-a não sei quantas vezes, algumas repetidas, e não me cansava. No Canal 2, e na BBC. Ou na SIC Comédia/Gold, já não tenho bem a certeza. E agora, alguns anos depois, a RTP gasta dinheiro para a copiar indecentemente. É que até os diálogos me parecem exactamente os mesmos. Algumas expressões traduzidas à letra soam estranhas. Será que os risos enlatados também são os mesmos?
Podiam ter feito uma coisa nova. Deviam ter feito uma coisa nova. Mesmo que fosse má, seria melhor que esta cópia coladíssima ao original. Ainda para mais, não devo ser a única a estar mais que farta que os programas sejam repetidos milhentas vezes. O que é que virá a seguir? Uma Liga de Cavalheiros?
Podiam ter feito uma coisa nova. Deviam ter feito uma coisa nova. Mesmo que fosse má, seria melhor que esta cópia coladíssima ao original. Ainda para mais, não devo ser a única a estar mais que farta que os programas sejam repetidos milhentas vezes. O que é que virá a seguir? Uma Liga de Cavalheiros?
14 maio 2009
Dois satélites, o mundo inteiro a olhar
Há mãos portuguesa a mandar satélites para o espaço. A minha irmã contribui com duas dessas mãos (e um cérebro genial). Sim, eu sei que para uma coisa destas se fazer é precisa muita gente, e qualquer pessoa envolvida é uma pecinha infinitesimal no processo. Mas mesmo assim, estou aqui a rebentar de orgulho. O Herschel e o Planck são lançados às 15h12 (14h12GMT), do outro lado do mundo. E com imensa gente a trabalhar neste lançamento espalhada pelo planeta. Mana, és a maior.
Votar ou não votar
Estou aqui num impasse. Votar ou não votar. Votar nos partidos portugueses ou votar nos partidos alemães. Votar nuns gajos em quem não acredito, ou votar noutros que não conheço, a não ser dos cartazes (alguns bem convincentes). Tenho poucas horas para decidir.
As senhoras dos consulados não ajudaram muito. Esclareceram umas coisas, mas baralharam outras. A do consulado de Estugarda nem me soube dizer se poderia votar em Munique ou se teria que me deslocar a Estugarda para exercer o meu direito de voto. Dream on. Fazer 400km para votar? Só podem estar no gozo.
Ainda tenho umas horas para me decidir a votar nos partidos alemães, convenientemente à porta de casa, isto se eles me deixarem (custa-me a acreditar que basta preencher o formulário, ainda para mais quando me perguntam quando é que dei baixa no meu local de voto, coisa que nem sei se se pode fazer). Ou então a não votar, porque para isso é preciso inscrever-me no consulado, e isso só em Estugarda (boa piada) ou em Munique uma vez por mês, não sei em que dia, e depois há os prazos e as esperas, e mais sabe-se lá o quê.
Eu até gostei de votar, enquanto vivia em Portugal. Hoje em dia parece-me um exercício demasiado trabalhoso, a não ser para as eleições locais e os referendos (engraçadíssimos). Mas depois pergunto-me, para quê? Quando me lembro que nas duas últimas eleições nacionais, os candidatos a primeiro-ministro prometeram ambos não aumentar os impostos e imediatamente a seguir a serem eleitos os aumentaram, começo a sonhar com um candidato que prometa aumentar os impostos, aumentar o desemprego e diminuir o salário mínimo nacional, na esperança que ele faça o contrário. Em relação aos políticos alemães, não sigo muito o que se passa, mas tenho alguns vislumbres de que não devem ser muito melhores... Pois há uns tempos tivemos um referendo engraçado perto do sítio onde eu moro (mas longe demais para eu me poder pronunciar). Perguntava-se qual o nome que se devia dar a uma certa praça/zona da cidade aos residentes dessa área (suponho que fosse escolha múltipla, ou pergunta "isto ou aquilo"). O certo é que os eleitores escolheram um nome, mas os políticos, depois do referendo, rejeitaram-no, dizendo que não se adequava. Se não queriam saber, para que é que perguntaram?
E por coisas assim parecidas, pela primeira vez, questiono-me se realmente valerá a pena o esforço que implica votar. (Para mim, nas minhas circunstâncias. De maneira nenhuma porei em causa a utilidade do voto do povo, que não gosto de ditaduras nem de monarquias.)
PS- O meu colega do lado é sueco e não tem estes dilemas. Pode votar à distância, por voto electrónico. Que inveja.
As senhoras dos consulados não ajudaram muito. Esclareceram umas coisas, mas baralharam outras. A do consulado de Estugarda nem me soube dizer se poderia votar em Munique ou se teria que me deslocar a Estugarda para exercer o meu direito de voto. Dream on. Fazer 400km para votar? Só podem estar no gozo.
Ainda tenho umas horas para me decidir a votar nos partidos alemães, convenientemente à porta de casa, isto se eles me deixarem (custa-me a acreditar que basta preencher o formulário, ainda para mais quando me perguntam quando é que dei baixa no meu local de voto, coisa que nem sei se se pode fazer). Ou então a não votar, porque para isso é preciso inscrever-me no consulado, e isso só em Estugarda (boa piada) ou em Munique uma vez por mês, não sei em que dia, e depois há os prazos e as esperas, e mais sabe-se lá o quê.
Eu até gostei de votar, enquanto vivia em Portugal. Hoje em dia parece-me um exercício demasiado trabalhoso, a não ser para as eleições locais e os referendos (engraçadíssimos). Mas depois pergunto-me, para quê? Quando me lembro que nas duas últimas eleições nacionais, os candidatos a primeiro-ministro prometeram ambos não aumentar os impostos e imediatamente a seguir a serem eleitos os aumentaram, começo a sonhar com um candidato que prometa aumentar os impostos, aumentar o desemprego e diminuir o salário mínimo nacional, na esperança que ele faça o contrário. Em relação aos políticos alemães, não sigo muito o que se passa, mas tenho alguns vislumbres de que não devem ser muito melhores... Pois há uns tempos tivemos um referendo engraçado perto do sítio onde eu moro (mas longe demais para eu me poder pronunciar). Perguntava-se qual o nome que se devia dar a uma certa praça/zona da cidade aos residentes dessa área (suponho que fosse escolha múltipla, ou pergunta "isto ou aquilo"). O certo é que os eleitores escolheram um nome, mas os políticos, depois do referendo, rejeitaram-no, dizendo que não se adequava. Se não queriam saber, para que é que perguntaram?
E por coisas assim parecidas, pela primeira vez, questiono-me se realmente valerá a pena o esforço que implica votar. (Para mim, nas minhas circunstâncias. De maneira nenhuma porei em causa a utilidade do voto do povo, que não gosto de ditaduras nem de monarquias.)
PS- O meu colega do lado é sueco e não tem estes dilemas. Pode votar à distância, por voto electrónico. Que inveja.
13 maio 2009
A coisa mais difícil de ter um bebé em casa é continuar a ter momentos a dois. Sair juntos, ir para a borga, ir a uma simples festa. Isto porque a família mora longe, e porque não confiamos a bebé a qualquer um ;). Pois, ela até passa o dia na creche e tal, mas não é a mesma coisa que deixá-la de noite, a dormir, com alguém que ela não conhece bem a tomar conta. 15 meses depois, já tivemos uma ou outra noite (poucas, tão poucas) em que deixamos a miúda ao cuidado dos avós, uma ou outra tarde em que fomos passear e ela ficou com a família. Mas estes momentos são raros, e como tal, preciosos. Apesar de eu nem ser fã de cinema nem de grandes saídas, confesso que tenho saudades de "ir à rua" mais vezes, de ter paz e sossego durante largas horas, não ter que fazer nada por um tempo considerável. E porque estas coisas da falta de nós próprios têm um preço muito alto, procuro as pequenas oportunidades de escapar com o meu mais que tudo para durante umas horas nos lembrarmos como é que é quando estamos só os dois. É que esta vida é muito comprida, e daqui a uns anos, quando os putos forem à deles, convinha que ainda quiséssemos viver um com o outro.
09 maio 2009
Sabemos que chegou a primavera...
...quando vemos um homem velhote bávaro a andar de bicicleta. A equilibrar uma barriga proeminente. Em tronco nu. De calções de nylon curtos. E nem me deu tempo de sacar da máquina fotográfica.
Sabes que tens CDs a mais...
Dou por mim à procura de músicas no Youtube, e depois a confirmar que as tenho no disco rígido, porque comprei o CD e depois guardei a cópia digital para ouvir no carro. Os CDs do carro vão-se estragando, eu nunca os substituo, e um dia quero a ouvir a tal música e nem me lembro de procurar na minha colecção.
(Andava à procura disto. E depois lembrei-me que tenho que por no carro os def leppard, que são dos meus preferidos para conduzir. Eles e os greenday.)
(Andava à procura disto. E depois lembrei-me que tenho que por no carro os def leppard, que são dos meus preferidos para conduzir. Eles e os greenday.)
Limpeza de Primavera
Aí está uma coisa que eu gostava de conseguir fazer. Dar a volta à casa toda, de uma ponta à outra, deitar fora o que já não serve ou está estragado, reciclar, e, porque não, limpar tudinho. O problema é que eu sou uma mulher de pormenores. Encontro uma coisa qualquer que já não via há anos e ponho-me a pensar. Será que nunca vou sentir a falta disto? Um dia destes se calhar dá-me jeito, como na ocasião X há anos e anos atrás - que, apesar de ter sido a única situação em que utilizei o tal objecto, ficou para sempre gravado na minha memória, e, como tal, torna-me agora impossível de me apartar de tal bem, que em certa altura foi essencial.
Não sendo capaz de atacar o todo, vou por partes, muito espaçadas no tempo, que há que definir prioridades e a arrumação não é uma delas. Decidi atacar as gavetas da roupa interior. O critério? Imagino que um dia, por algum motivo, tenho que ser internada de urgência no hospital. Nada de grave, mas os médicos querem que fique uma noite para observação. O meu mais que tudo tem que me fazer uma mala com os essenciais. Tudo o que eu não gostaria que ele trouxesse vai fora.
Não sendo capaz de atacar o todo, vou por partes, muito espaçadas no tempo, que há que definir prioridades e a arrumação não é uma delas. Decidi atacar as gavetas da roupa interior. O critério? Imagino que um dia, por algum motivo, tenho que ser internada de urgência no hospital. Nada de grave, mas os médicos querem que fique uma noite para observação. O meu mais que tudo tem que me fazer uma mala com os essenciais. Tudo o que eu não gostaria que ele trouxesse vai fora.
05 maio 2009
Não é justo
Uma data de vestidos lindos (na city22, para quem mora cá) e nem uma hipótese de os usar, a não ser no provador. Deixei todos na loja, para grande pena minha. Pode-se ir trabalhar como quem tem um casamento a seguir?
04 maio 2009
Coisas boas
Hoje deu-me para a culinária doçaria. No blogue de uma amiga falava-se de tiramisu de morango, e eu fiquei com água na boca. Encontrei este, fi-lo, e já comi um bocado, mesmo sem esperar as três horas de frigorífico que a receita pede. A lambarice e a impaciência são muito amigas.
(Sim, está muito bom e recomenda-se. Provavelmente irá parar à mesa na próxima festa para a qual eu tiver que fazer alguma coisa.)
(Já agora, uns pistácios partidos devem ficar lá muito bem...)
(Sim, está muito bom e recomenda-se. Provavelmente irá parar à mesa na próxima festa para a qual eu tiver que fazer alguma coisa.)
(Já agora, uns pistácios partidos devem ficar lá muito bem...)
Coisas que gostava de gostar...
... Espargos. Todos os anos chegam para me torturar. Verdes ou brancos, com ar fresquinho e saudável, a gritarem alto e bom som "come-me". Quase todos os anos lhes dou uma hipótese, e sempre me arrependo. Por outro lado, os espargos anunciam a vinda da época dos morangos. E isso, para mim, já vale a pena.
29 abril 2009
direitos de autor
Há uns anos toda a gente tinha um blogue. (Eu também: o meu primeiro blogue fez 5 anos há uns dias.) Eram tantos, e alguns tão bons, que uma parte deles acabou por ser publicada em livro. E vender. Ora aqui está uma coisa que aparentemente não faz sentido. Os textos estavam disponíveis livremente na internet. Qualquer pessoa com uma ligação podia aceder aos ditos blogues e lê-los de fio a pavio, sem ter que pagar por isso. Ou até mesmo imprimi-los e lê-los em papel. Mesmo aqueles cujos arquivos foram apagados poderiam ser encontrados através dos arquivos da internet. Quem nunca tinha lido os blogues que vieram a ser publicados provavelmente teria pouco interesse em comprar o livro, ainda para mais quando esses livros têm um formato estranho, da frente para trás.
No entanto...
... os livros venderam. Muito ou pouco, uma edição ou mais, mas venderam. Alguns autores conseguiram contratos para escrever outros livros. Outros não.
O estranho fenómeno é que houve pessoas dispostas a pagar por material existente em formato digital à borla, e que não implicaria infracção de nenhuma lei (ler um blogue que está publicado ou até copiá-lo para o disco para ler mais tarde não consiste num" download ilegal"). Porque será que isto aconteceu?
...não sei bem. Possivelmente houve compradores que não têm net, que não têm paciência para ler textos num écran, ou que simplesmente gostaram da capa e acharam que ficava bonita na estante. Ou que estariam a precisar de algo para equilibrar uma mesa com uma perna mais curta que as outras. Pessoalmente aposto nisto: todos gostamos de reconhecer o trabalho dos outros e de nos sentir perto deles. E por isso compramos os livros dos blogues que gostamos. Se não para nós, para oferecer aos amigos. E se calhar também é por isso que quem faz downloads de música acaba por comprar os CDs das bandas que realmente gosta. Para sentir nos dedos a proximidade das coisas de lhe são queridas. É que o virtual pode ser muito bonito, mas os nossos dedos e os nossos olhos precisam de algo mais.
No entanto...
... os livros venderam. Muito ou pouco, uma edição ou mais, mas venderam. Alguns autores conseguiram contratos para escrever outros livros. Outros não.
O estranho fenómeno é que houve pessoas dispostas a pagar por material existente em formato digital à borla, e que não implicaria infracção de nenhuma lei (ler um blogue que está publicado ou até copiá-lo para o disco para ler mais tarde não consiste num" download ilegal"). Porque será que isto aconteceu?
...não sei bem. Possivelmente houve compradores que não têm net, que não têm paciência para ler textos num écran, ou que simplesmente gostaram da capa e acharam que ficava bonita na estante. Ou que estariam a precisar de algo para equilibrar uma mesa com uma perna mais curta que as outras. Pessoalmente aposto nisto: todos gostamos de reconhecer o trabalho dos outros e de nos sentir perto deles. E por isso compramos os livros dos blogues que gostamos. Se não para nós, para oferecer aos amigos. E se calhar também é por isso que quem faz downloads de música acaba por comprar os CDs das bandas que realmente gosta. Para sentir nos dedos a proximidade das coisas de lhe são queridas. É que o virtual pode ser muito bonito, mas os nossos dedos e os nossos olhos precisam de algo mais.
28 abril 2009
momento twitter
às vezes a vida dá um pontapé e estraga-me os planos. e depois, eu dou-lhe a volta e estrago-lhe os planos. (riso maquiavélico: AhAhAhAhAh!)
Olhaquesta...
E se um dia, um gajo perguntar se estás a usar sapatos novos, não penses que é porque ele olhou sequer para os sapatos. Pode ser só por andares de uma maneira "estranha". Como se para evitar bolhas, ou porque já tens bolhas nos pés e dói ao andar. Só gostava de poder ver o "andar estranho", para perceber como e porque é que chama a atenção.
27 abril 2009
A primavera é o máximo. Está um tempo maravilhoso. Só apetece férias, mas nem sequer é tanto que não se esteja bem dentro de quatro paredes durante as 8 horas de trabalho (que a hora de almoço pode ser usada onde se quiser, até no passeio a ver passar as bicicletas). Ao fim do dia, ainda é dia, e o maior problema da época - que se irá agravar até fins de Junho - é ainda haver muita luz e sol por hora do jantar, o que dificulta o sono da minha bonequinha. Mas o melhor de tudo é que sexta é feriado. Devia ser sempre assim.
Mínima
Depois de uma "limpeza" ao guarda-fatos, a conclusão: preciso de um armário novo. Um que seja o dobro do actual.
24 abril 2009
Full time job
Coisas complicadas de gerir: a família. E a miúda ainda nem chegou à idade de actividades extra-curriculares, festas de ano, dormidas em casa dos amigos e passeios da escola. Esta altura do ano é terrível.
Vêm aí 4 fins-de-semana prolongados. E depois as férias de verão. E toda a gente anda de um lado para o outro - gerir a família não é só gerir aqueles que moram nas mesmas quatro paredes que nós, estende-se a gerir as visitas dos que/aos que partilham o mesmo sangue e aqueles que é como se o partilhassem. De modos que estou toda rota. O meu cérebro tem estado a mil à hora mas felizmente quase que vejo a luz ao fim do túnel. Que no entanto, só chegará em Julho, com as férias. Que até lá, com tanto reboliço, isto vai ser um vê se te avias. (já não posso com tanto fazer e desfazer malas, canso-me só de pensar nisso)
e de repente começo a compreender as pessoas que vão de férias todos os anos para o mesmo sítio. o stress de andar à procura de um sítio xpto com isto, aquilo e aqueloutro, porque toda a gente tem que ficar satisfeita, é grande. combinar o local/alojamento com o transporte, e tudo o que isso implica também não ajuda. acaba-se a precisar ainda mais das férias.
Vêm aí 4 fins-de-semana prolongados. E depois as férias de verão. E toda a gente anda de um lado para o outro - gerir a família não é só gerir aqueles que moram nas mesmas quatro paredes que nós, estende-se a gerir as visitas dos que/aos que partilham o mesmo sangue e aqueles que é como se o partilhassem. De modos que estou toda rota. O meu cérebro tem estado a mil à hora mas felizmente quase que vejo a luz ao fim do túnel. Que no entanto, só chegará em Julho, com as férias. Que até lá, com tanto reboliço, isto vai ser um vê se te avias. (já não posso com tanto fazer e desfazer malas, canso-me só de pensar nisso)
e de repente começo a compreender as pessoas que vão de férias todos os anos para o mesmo sítio. o stress de andar à procura de um sítio xpto com isto, aquilo e aqueloutro, porque toda a gente tem que ficar satisfeita, é grande. combinar o local/alojamento com o transporte, e tudo o que isso implica também não ajuda. acaba-se a precisar ainda mais das férias.
23 abril 2009
Pólen
Como é que se sabe que chegou a primavera? Não, não é pelas temperaturas amenas, nem pelo sol, nem pelos passarinhos a chilrear o dia todo. É pelo pó amarelo que se espalha por todo o lado, dentro e fora de casa.
22 abril 2009
Os rapazes do call center são fixes (alguns, pelo menos)
Há uns tempos a tvcabo mudou os pacotes de canais. Eu nem costumo ligar a essas coisas, desde que os canais que costumo ver continuem a dar quero lá saber se se chama pacote família, ou funtastic, ou o.seu.canal. Ah, mas quando mudam os "pacotes" de canais (mas porque é que lhe chamam pacotes? aquilo não vem encaixotado, nem dá para lhes tocar, quanto mais... ora experimentem pôr um selo e endereço a ver se os correios expedem...) costumam mudar também os preços, e aqui é que a porca torce o rabo (que bonito, já não via esta expressão há tanto tempo). Andava eu pela net a examinar os "pacotes" quando percebi que o meu novo pacote, que ninguém me perguntou se queria, custa mais 5 euros que outro que não tem os canais que eu nunca vejo. Claro que telefonei logo aos queridos operadores da tvcabo (a sério, o rapaz que me atendeu era um amor, se tivesse sido uma videochamada nunca se sabe o que poderia ter acontecido) a perguntar porque é que me tinham mudado o tarifário para um mais caro sem o meu consentimento, e se já agora me poderiam alterar o pacote para o outro mais em conta. Quando estou convencida que me estão a ir ao bolso isso costuma reflectir-se na minha atitude, mas felizmente, desta vez, até fiz as perguntas de maneira simpática, porque senão ia passar vergonha - é que o tarifário era o mesmo. (O mesmo do mês anterior, porque em 6 anos, se tanto, quase que já duplicou.) Mas o melhor de tudo é que me mudaram os canais, e a factura agora custa um bocadinho menos. Agora só me apetece telefonar para o rapaz da tvcabo a agradecer (outra vez). É que ainda tenho o nome dele guardado... (e isto, por causa de outra muito longa, e mais engraçada, história, para a qual não tenho tempo)
a propósito disto
a propósito disto
Dilema
O sol a brilhar, e uma gaja cheia de sono logo de manhã (manhã o caraças, antes do meio-dia é madrugada), e com os olhos meio fechados a não conseguir encontrar as meias. Sai de sandálias (por não ter encontrado as meias) e enquanto atravessa a ponte fica a remoer naquele sol, naquela água, naqueles seixos, na gente que ali vai estar quando voltar a atravessar a ponte no regresso a casa, e ocorre-lhe (mais uma ideia brilhante) que podia trocar o almoço entre quatro paredes por uma sandes à beira rio. Pena não ter trazido a toalha.
21 abril 2009
A crise à vista de todos
Portugal precisa de uns bons baldes de tinta. A sério. Não há para aí uma CIN que queira patrocinar aí um ou dois baldes de tinta (por casa) para pintar as casas por fora? Nem todas precisam, mas há tantas que nunca viram uma demão sequer (nem a primeira, quanto mais retoques). É a crise, suponho eu, a crise...
[Adenda] Isto é que era um golpe publicitário brilhante - uma CIN ou Barbot ou Robbialac ou outra marca qualquer a pintar uma cidade inteira, ou uma vila, ou uma aldeia, vá lá, uma rua... ;)
(não sei porquê, às vezes passo por sítios onde só me apetece pegar num balde de tinta e um rolo e começar a pintar...)
[Adenda] Isto é que era um golpe publicitário brilhante - uma CIN ou Barbot ou Robbialac ou outra marca qualquer a pintar uma cidade inteira, ou uma vila, ou uma aldeia, vá lá, uma rua... ;)
(não sei porquê, às vezes passo por sítios onde só me apetece pegar num balde de tinta e um rolo e começar a pintar...)
19 abril 2009
Raisparta
Foi preciso voltar a casa para apanhar sol decentemente. Há coisas piores, mas isso não me consola.
14 abril 2009
A capa dobrada
Apetecia-me marcar cada erro de que me apercebo no livro que ando a ler*. O livro é grosso, mais de quinhentas páginas (e nem uma imagem para além da da capa), e infelizmente esta seria uma tarefa árdua. Suspeito que, se o fizesse, ficaria com um livro cheio de palavras marcadas a cores florescentes e post-its, que em, vez de emprestar, seria obrigada a devolver à editora com a nota "se isto lhes serve, aproveitem, se nao, deitem-no fora e envergonhem-se". Mas hoje em dia ninguém tem vergonha de nada, nem do mau português pré ou pós acordo ortográfico, nem da má traducao (mas sao bem mais as gralhas que os erros de traducao). E eu, que me sinto semi-analfabeta, muito provavelmente iletrada face a quem traduziu e publicou o livro, e ainda assim incomodada face a tanta incompetência (ah, que quem fez este trabalho nao era, com toda a certeza, ignorante), eu que nao sei onde se devem colocar as vírgulas, que já li neste mesmo livro uma ou outra palavra difícil que nem sabia o significado - felizmente nao me coibi de usar o dicionário -, eu que nem sequer tenho um teclado português em que escrever, pergunto-me, porque raio nao me deixo de comprar livros na língua de Camoes. E, já agora, porque é que o "nao escrevas nos livros nem dobres os cantos das páginas" que ouvia quando miúda ainda me dita o comportamento.
*Nuvens entre as estrelas, Victoria Clayton, publicacoes europa-américa
(ah as gralhas, tao más que às vezes precisam de um esforco para decifrar o que seria que deveria estar ali, e nem sempre consigo lá chegar... malditas gralhas... se nao fosse a minha curiosidade a levar a melhor, há muito teria deitado o livro na fogueira para me aquecer, assim, quanto mais leio, mais me enfureco... e ainda me faltam mais de duzentas páginas de puro masoquismo)
*Nuvens entre as estrelas, Victoria Clayton, publicacoes europa-américa
(ah as gralhas, tao más que às vezes precisam de um esforco para decifrar o que seria que deveria estar ali, e nem sempre consigo lá chegar... malditas gralhas... se nao fosse a minha curiosidade a levar a melhor, há muito teria deitado o livro na fogueira para me aquecer, assim, quanto mais leio, mais me enfureco... e ainda me faltam mais de duzentas páginas de puro masoquismo)
12 abril 2009
acidente de páscoa
anda uma pessoa pela pátria a aproveitar a porcaria de tempo (mas porque raio nao fiquei sossegada em casa) e a compensar com visitas a paraísos gastronómicos (ainda para mais vou pagá-las na balanca) quando o país se farta da visita e resolve ripostar. ia eu a caminho do tal paraíso, já a salivar, quando o passeio resolveu atingir-me a canela. toma lá que é para aprenderes. vens cá só para te consolares com o marisco, atreves-te a queixar do tempo, toma lá mais uma que nao te ficas a rir. e ali fiquei eu agarrada à perna, que doía que se fartava (ainda dói), a olhar para o pino de cimento que me tinha atingido, atacado à traicao na escuridao da noite. ah, mas nao pensem que se livram assim de mim tao facilmente. nem do meu apetite. a comida era deliciosa, a bebida também, e quanto à perna, só espero que nao infecte. ainda tenho mais umas paragens gastronómicas a efectuar antes de abalar, e nao vai ser uma perna coxa que me vai impedir.
(ah net móvel pré-paga é do melhor que inventaram nos últimos tempos. o único senao é que já se deviam ter lembrado disto há mais tempo.)
(ah net móvel pré-paga é do melhor que inventaram nos últimos tempos. o único senao é que já se deviam ter lembrado disto há mais tempo.)
03 abril 2009
Isto não é uma mentira
Está um belo dia de sol. E quentinho. E estou quase quase de férias. Eu mereço isto e muito mais. Podia era ter vindo mais cedo.
IUPIIIIIIIIIIIIIII
IUPIIIIIIIIIIIIIII
02 abril 2009
My generation...
Das palavras que ficaram na história: prolixo. E pró lixo.
(recordações avivadas pelos blogues da rita maria e da flor dos alpes.)
(podia escrever mais umas coisas. mas está sol, finalmente.)
(recordações avivadas pelos blogues da rita maria e da flor dos alpes.)
(podia escrever mais umas coisas. mas está sol, finalmente.)
31 março 2009
Os gajos de calções relativamente compridos e pernas e sobrancelhas depiladas
Se é para perderem (ou empatarem que é quase a mesma coisa) com tudo quanto lhes aparece à frente, mais vale não porem os pés no próximo evento internacional (parece que é o mundial). É que as gajas podem-se derreter por qualquer gajo musculado e menos feio que lhes apareça à frente, mas ninguém tem paciência para perdedores. Não, a sério. Desgraçadinhos ainda vá lá. Agora gente que ganha milhões num sítio e faz figura de urso quando está a ganhar um 'cadinho menos... nah...
29 março 2009
Manda chuva
O optimismo dos alemães é surpreendente. Há semanas sem fim que não se vê por aqui um dia de sol. Ontem deve ter sido o dia mais soalheiro com umas 5 horas de sol - que terminaram por volta das duas da tarde, que de manhã é que se deve aproveitar o dia, e não dormir. Há semanas que olho para a previsão do estado do tempo para os 15 dias que se seguem, sem que se vislumbre um dia sem nuvens. E hoje, pela primeira vez, aparece um dia com sol. Exactamente de hoje e oito dias. Se a previsão não falhar. E o comentário, do site da metereologia? "A primavera aproxima-se a passos largos. Apesar de algumas nuvens no sul, o sol brilhará com força brevemente." A sério. Just shoot me.
26 março 2009
Paridade
Diz que há partidos com dificuldades para cumprir quotas de mulheres (link). Que não seja por isso - eu ofereço-me já. Não podem é pôr-me no fim da lista. Nem dizer-me o que fazer (dizer podem, mas não esperem que eu faça o que me disserem). Nem obrigar-me à filiação no partido.
(pois... estou a ver... assim é capaz de ser difícil... mas não podem querer tudo! afinal de contas quem tem necessidades não pode ser esquisito.)
(pois... estou a ver... assim é capaz de ser difícil... mas não podem querer tudo! afinal de contas quem tem necessidades não pode ser esquisito.)
25 março 2009
This is who I am
Já deve ter dado para reparar que cada vez escrevo mais palavras estrangeiras neste blog supostamente português. E a verdade é que me tenho andado a reprimir, eu devia escrever ainda mais palavras e expressões estrangeiras. Para quem passa o dia a falar inglês, a ouvir alemão (e arranhá-lo também), e mais uma cacofonia de línguas, é difícil restringir-me a uma.
Recordo há alguns anos ter feito uma viagem de autocarro, em que três miúdos tagarelaram animadamente durante horas em três línguas. Mudavam de língua a meio das frases. Entendiam-se, e riam-se. Os adultos observaram a cena, admirados e até com alguma inveja. Geniais, os pirralhos.
Penso que nunca chegarei a esse ponto. Mas a partir de agora, vou deixar-me de tretas. Se o diria em inglês, I'll write it. E o mesmo serve para o alemão, francês, espanhol, ou o que calhar. Punkt.
Recordo há alguns anos ter feito uma viagem de autocarro, em que três miúdos tagarelaram animadamente durante horas em três línguas. Mudavam de língua a meio das frases. Entendiam-se, e riam-se. Os adultos observaram a cena, admirados e até com alguma inveja. Geniais, os pirralhos.
Penso que nunca chegarei a esse ponto. Mas a partir de agora, vou deixar-me de tretas. Se o diria em inglês, I'll write it. E o mesmo serve para o alemão, francês, espanhol, ou o que calhar. Punkt.
my luck strikes again*
Passei horas concentrada numa árdua tarefa, fazer uma asneira bestial. E, pouco antes de a enviar para o mundo, apercebi-me da porcaria que tinha feito. Sim, perdi umas horas de vida que não serão recuperadas. Mas poupei-me à vergonha de a mostrar ao mundo. E aprendi uma lição. kids: always double check.
*trocadilho com uma música dos smiths
*trocadilho com uma música dos smiths
24 março 2009
one liner
Não acredito que uma tempestade de neve no fim de Março não influencie negativamente a produtividade.
23 março 2009
19 março 2009
O futuro é pequeno. Bem vindo.
Há uns anos atrás, um visionário lembrou-se de criar um portátil pequeno e robusto, que servisse as pessoas em meios rurais e subdesenvolvidos. Houve logo que copiasse a ideia, talvez por uma questão de mercado, ou por solidariedade (ahah, como se eu acreditasse nesta), ou porque achasse que todo o mundo deveria ter um computador, mesmo que fosse movido a pedais - os da bicicleta acoplada ao gerador que carrega a bateria. (No meio disto fiquei sem saber de onde vem a ligação à net, porque não basta ter um portátil numa aldeia remota para se ficar automaticamente ligado ao mundo, mas isso são outros quinhentos.)
Algumas das pessoas por trás destes projectos apareceram na televisão. Falaram das suas ideias, pediram apoios. Levaram os tais computadores às tais crianças, às tais aldeias remotas, e sentiram-se bem consigo próprias. E um dia, alguém se lembrou que não é só nas aldeias remotas que as crianças não têm computadores. E quem diz crianças, diz adultos. Ou se calhar, alguém que andava a distribuir estes mini portáteis giríssimos (já viram o verde, do programa One Laptop per Child?), pensou "eu também gostava de ter um"...
O que é certo é que, quase de repente, apareceram os netbooks. E deve ter sido no momento certo, porque foram (são) um enorme sucesso. Algo excitante, que se quer partilhar com os amigos _ refiro-me à ideia de ter um netbook, não o netbook em si, que estes brinquedos são mais pessoais que qualquer computador pessoal. Umas máquinas pequenitas, que realmente se podem ter ao colo, ao contrário dos "portáteis" cada vez maiores e pesadões. E baratas, mais baratas que um telemóvel topo de gama. E, em alguns sítios pelo menos, subsidiadas pelas operadoras de comunicações móveis. (A sério - um acer aspire one 150X cá custa 1 euro, com ligação à net "flat rate", e contrato de dois anos por menos de 40€/mês.) Uns bichinhos tão amigos da nossa bolsa que de vez em quando são vendidos nos supermercados (Lidl e afins) como promoção da semana.
Um netbook é um vício que se espalha rapidamente, mesmo entre aqueles que nunca foram fãs de portáteis. O amigo traz para mostrar, e há logo quem compre um. Só precisa de ligação à net - em casa ou por todo o lado, consoante o tipo de utilização - e faz tudo e mais alguma coisa. Pesa cerca de um quilo. Um quilo. Arranca num instante, porque ou é linux (fabuloso, 16 segundos ao arranque!) ou, mesmo sendo windows, não se pode ter muita coisa instalada. A limitação tem as suas vantagens. Num netbook não se acumula lixo. Vê-se o mail do google, usa-se o office.org (grátis) para documentos privados ou sensíveis, usa-se o googledocs para documentos partilhados (com a família, os amigos...). Ouve-se música online - não se guarda nada no disco - mas pode-se manter uma playlist num dos muitos sites onde nós somos o DJ de serviço (por exemplo, o blip). Pode-se usar o skype para falar com os amigos - mas o mais certo é usar um messenger ou o twitter, que não ocupam espaço em disco.
1MB de RAM pode parecer muito pouco hoje em dia, bem como o processador de 1,6GHz, mas para a net é mais que suficiente - e também é suficiente para, em modo offline, trabalhar com documentos, ouvir música, ou ver vídeos. E depois, a net é um mundo de possibilidades. Podem-se editar fotos online no fotoflexer. Jogar jogos sem ter que ir comprar um processador/placa gráfica/RAM novos - pelo menos desde que sejam os pré-instalados ou jogos online (eu gosto dos do miniclip para quando não quero estar muito tempo a jogar, e outros jogos em rede mais complexos para outras alturas. E instalei alguns jogos linux que correm muito bem). Passar horas no youtube. Ler o jornal e os blogues. Pode-se levar a maquineta para todo o lado, pois tudo o que precisa é de uma ligação à net, que hoje em dia é relativamente comum em quase todo o lado. A partir de uma coisinha assim pequenina e simples, tem-se o mundo nas palmas das mãos. Nas pontas dos dedos. Num écran pequenino.
Algumas das pessoas por trás destes projectos apareceram na televisão. Falaram das suas ideias, pediram apoios. Levaram os tais computadores às tais crianças, às tais aldeias remotas, e sentiram-se bem consigo próprias. E um dia, alguém se lembrou que não é só nas aldeias remotas que as crianças não têm computadores. E quem diz crianças, diz adultos. Ou se calhar, alguém que andava a distribuir estes mini portáteis giríssimos (já viram o verde, do programa One Laptop per Child?), pensou "eu também gostava de ter um"...
O que é certo é que, quase de repente, apareceram os netbooks. E deve ter sido no momento certo, porque foram (são) um enorme sucesso. Algo excitante, que se quer partilhar com os amigos _ refiro-me à ideia de ter um netbook, não o netbook em si, que estes brinquedos são mais pessoais que qualquer computador pessoal. Umas máquinas pequenitas, que realmente se podem ter ao colo, ao contrário dos "portáteis" cada vez maiores e pesadões. E baratas, mais baratas que um telemóvel topo de gama. E, em alguns sítios pelo menos, subsidiadas pelas operadoras de comunicações móveis. (A sério - um acer aspire one 150X cá custa 1 euro, com ligação à net "flat rate", e contrato de dois anos por menos de 40€/mês.) Uns bichinhos tão amigos da nossa bolsa que de vez em quando são vendidos nos supermercados (Lidl e afins) como promoção da semana.
Um netbook é um vício que se espalha rapidamente, mesmo entre aqueles que nunca foram fãs de portáteis. O amigo traz para mostrar, e há logo quem compre um. Só precisa de ligação à net - em casa ou por todo o lado, consoante o tipo de utilização - e faz tudo e mais alguma coisa. Pesa cerca de um quilo. Um quilo. Arranca num instante, porque ou é linux (fabuloso, 16 segundos ao arranque!) ou, mesmo sendo windows, não se pode ter muita coisa instalada. A limitação tem as suas vantagens. Num netbook não se acumula lixo. Vê-se o mail do google, usa-se o office.org (grátis) para documentos privados ou sensíveis, usa-se o googledocs para documentos partilhados (com a família, os amigos...). Ouve-se música online - não se guarda nada no disco - mas pode-se manter uma playlist num dos muitos sites onde nós somos o DJ de serviço (por exemplo, o blip). Pode-se usar o skype para falar com os amigos - mas o mais certo é usar um messenger ou o twitter, que não ocupam espaço em disco.
1MB de RAM pode parecer muito pouco hoje em dia, bem como o processador de 1,6GHz, mas para a net é mais que suficiente - e também é suficiente para, em modo offline, trabalhar com documentos, ouvir música, ou ver vídeos. E depois, a net é um mundo de possibilidades. Podem-se editar fotos online no fotoflexer. Jogar jogos sem ter que ir comprar um processador/placa gráfica/RAM novos - pelo menos desde que sejam os pré-instalados ou jogos online (eu gosto dos do miniclip para quando não quero estar muito tempo a jogar, e outros jogos em rede mais complexos para outras alturas. E instalei alguns jogos linux que correm muito bem). Passar horas no youtube. Ler o jornal e os blogues. Pode-se levar a maquineta para todo o lado, pois tudo o que precisa é de uma ligação à net, que hoje em dia é relativamente comum em quase todo o lado. A partir de uma coisinha assim pequenina e simples, tem-se o mundo nas palmas das mãos. Nas pontas dos dedos. Num écran pequenino.
Será bom sinal?
Estou a ficar especialista em não ouvir quando não quero saber da conversa. E continuar a fazer outras coisas. People who talk to me, beware.
(por outro lado ando a ser perseguida por chatos que não se calam. e não deslargam. equaciono comer cebolas cruas para os afastar.)
(por outro lado ando a ser perseguida por chatos que não se calam. e não deslargam. equaciono comer cebolas cruas para os afastar.)
12 março 2009
Falhas
"Eis que a falha humana voltou. Ficou a saber-se por estes dias que foi uma 'falha humana' que semeou um ror de asneiras nos jogos instalados no computador Magalhães, jóia da coroa do 'choque', do plano e do 'pacto' tecnológicos."
João Paulo Guerra, "Diário Económico", 12-03-2009
(da página principal do público)
Era capaz de apostar que esta é mesmo uma falha do computador (de software). É que os erros que são apontados ao Magalhaes soam a tradução automática. Das mazinhas. Pior que qualquer humano.
(em última análise, mesmo as falhas do software são falhas humanas. mas mesmo assim...)
João Paulo Guerra, "Diário Económico", 12-03-2009
(da página principal do público)
Era capaz de apostar que esta é mesmo uma falha do computador (de software). É que os erros que são apontados ao Magalhaes soam a tradução automática. Das mazinhas. Pior que qualquer humano.
(em última análise, mesmo as falhas do software são falhas humanas. mas mesmo assim...)
o ponto de não retorno
Estou num impasse. Um tipo, com quem costumo passar tempo (em grupo), tem convicções com as quais discordo por completo. Até aqui, tudo bem. Eu respeito quem não pensa como eu, mas tudo tem um limite. E, para este tipo, o limite foi ultrapassado. Uma coisa é ser-se contra o aborto. É pá, tudo bem, acreditamos em coisas diferentes, a lei é para todos e o que ele pensa não interfere com a minha vida. Outra coisa é ser-se desumano. Quando alguém afirma convictamente que no caso da menina de 9 anos violada pelo padrasto desde os seis que o aborto dos gémeos que trazia foi feito utilizando uma desculpa esfarrapada, é o fim. Não haver justificação nenhuma plausível naquela cabeça para este aborto em concreto, ironizar com a vida de uma menina de 9 anos, é mais do que me apetece ouvir. Já deixei de falar com pessoas por menos que isto. E os meus amigos (o grupo) que me desculpem, mas vou-me deixar de certas actividades em conjunto. Há pessoas que me dão a volta ao estômago, e eu prefiro evitá-las. Eles que façam como quiserem. Eu não vou mais por ali.
Alguém me explique
eu até "vou para a neve", ou melhor, vivo no meio dela, mas não faço a mínima ideia... que raio é isso do "forfait"? É o "passe", o "bilhete" para poder usar as cadeirinhas ou aquelas coisas horrorosas em que um gajo sobe a montanha a deslizar agarrado a um pau (é quase isso)? ou é outra coisa qualquer?
11 março 2009
De vento em popa
Eu percebo que em Lisboa "poupa" (e mais alguns sítios, vá) se leia "popa". Mas a popa de um navio não tem nada a ver com poupas.
Já ganhei o dia
Para quem se quiser rir um bocado, vão ao blogue da Catarina Matos. Eu estou por lá (a ler, e a rir-me).
10 março 2009
be careful what you wish for...
Vinha no carro, a admirar a matrícula de um gajo (o que é que tinha de diferente dos outros? ah, era um português) e a pensar que se tivesse um acidente com ele ao menos havíamos de nos entender, mais berro menos berro, até que nos cruzámos com um carro da polícia. Primeiro vinha com calma, depois com pressa, depois havia mais trânsito e um semáforo, e eu ia observando o carro da polícia e pensando, aquela barra verde e azul, onde estão as luzes intermitentes, será que na parte do meio aparece texto se quiserem mandar parar alguém?
Segundos depois, uma camioneta mais à frente faz pisca à direita, e pára antes de virar, para deixar um peão atravessar. O carro atrás dela pára, e o seguinte ultrapassa. A camioneta lá avança, e o trânsito atrás dela, e o carro da polícia, que vinha mesmo atrás de mim, acelera rua acima - deve ter acelerado até aos 70km/h, isto dentro da cidade. E eu a pensar para os meus botões, estes gajos são doidos, ora vêm com uma calma do catano, ora se aceleram como se estivessem aflitos para ir à casa de banho. Dois semáforos à frente, o painel entre as luzes azuis acendeu-se. Só vi aquilo a dizer STOP, o gajo que tinha ultrapassado a parar, e quando passei por eles, olhei bem para a cara dos polícias (nada bem dispostos), que saíam do carro para se dirigir ao condutor que tinha ultrapassado a camioneta mais atrás. E pensei, mas que é que o gajo fez de errado? (que depois me apercebi ter sido ultrapassar num cruzamento) Mas às tantas, aquilo tudo só aconteceu para eu ficar a saber que sim, o painel entre as luzes azuis pode mostrar texto.
Segundos depois, uma camioneta mais à frente faz pisca à direita, e pára antes de virar, para deixar um peão atravessar. O carro atrás dela pára, e o seguinte ultrapassa. A camioneta lá avança, e o trânsito atrás dela, e o carro da polícia, que vinha mesmo atrás de mim, acelera rua acima - deve ter acelerado até aos 70km/h, isto dentro da cidade. E eu a pensar para os meus botões, estes gajos são doidos, ora vêm com uma calma do catano, ora se aceleram como se estivessem aflitos para ir à casa de banho. Dois semáforos à frente, o painel entre as luzes azuis acendeu-se. Só vi aquilo a dizer STOP, o gajo que tinha ultrapassado a parar, e quando passei por eles, olhei bem para a cara dos polícias (nada bem dispostos), que saíam do carro para se dirigir ao condutor que tinha ultrapassado a camioneta mais atrás. E pensei, mas que é que o gajo fez de errado? (que depois me apercebi ter sido ultrapassar num cruzamento) Mas às tantas, aquilo tudo só aconteceu para eu ficar a saber que sim, o painel entre as luzes azuis pode mostrar texto.
09 março 2009
Mais uma ideia... ;)
IF...
...desde que há banda larga, as pessoas descarregam coisas da net... (downloadam, parece que também se diz assim)
...a banda é cada vez mais larga, os downloads cada vez mais ilimitados, e não há assim tanta coisa legal que se possa descarregar que realmente utilize a velocidade ilimitada (até ao infinito!) e os downloads ilimitados (limitados apenas pela velocidade - mais pela do server que da do client)...
...e tendo em conta o que me contou o meu amigo dinamarquês, que na Dinamarca os CDs graváveis pagam uma taxa alta que vai para pagar os copyrights infringidos (verdade ou mentira, não vem ao caso)...
THEN...
...então porque é que não se faz com a internet como com a tvcabo? Ali há copyright de muita gente envolvida, podemos ver (pagamos para isso), e gravar os programas para ver mais tarde ou passar aos amigos ou familiares (em DVD se for preciso, e com os anúncios cortadinhos e tudo, por isso é que inventaram a publicidade dentro dos programas). Já que há gente a ganhar com os downloads ilegais - e estou a falar dos ISPs, porque quem é que precisaria de internet a 500 Megas se não fosse para ir à net buscar "coisas"? - porque é que esses "facilitadores" não contribuem para os tais copyrights perdidos?
(sim, eu sei porquê... there´s a lot of business around the business... mas mesmo assim... um gajo pode sonhar acordado)
(disclaimer: eu acho que a telekom me anda a roubar quando aumenta a velocidade e "mantém" o preço da net. é que eu não preciso de net mais rápida. já preços mais baixos...)
...desde que há banda larga, as pessoas descarregam coisas da net... (downloadam, parece que também se diz assim)
...a banda é cada vez mais larga, os downloads cada vez mais ilimitados, e não há assim tanta coisa legal que se possa descarregar que realmente utilize a velocidade ilimitada (até ao infinito!) e os downloads ilimitados (limitados apenas pela velocidade - mais pela do server que da do client)...
...e tendo em conta o que me contou o meu amigo dinamarquês, que na Dinamarca os CDs graváveis pagam uma taxa alta que vai para pagar os copyrights infringidos (verdade ou mentira, não vem ao caso)...
THEN...
...então porque é que não se faz com a internet como com a tvcabo? Ali há copyright de muita gente envolvida, podemos ver (pagamos para isso), e gravar os programas para ver mais tarde ou passar aos amigos ou familiares (em DVD se for preciso, e com os anúncios cortadinhos e tudo, por isso é que inventaram a publicidade dentro dos programas). Já que há gente a ganhar com os downloads ilegais - e estou a falar dos ISPs, porque quem é que precisaria de internet a 500 Megas se não fosse para ir à net buscar "coisas"? - porque é que esses "facilitadores" não contribuem para os tais copyrights perdidos?
(sim, eu sei porquê... there´s a lot of business around the business... mas mesmo assim... um gajo pode sonhar acordado)
(disclaimer: eu acho que a telekom me anda a roubar quando aumenta a velocidade e "mantém" o preço da net. é que eu não preciso de net mais rápida. já preços mais baixos...)
Resolução do dia
Parar de procrastinar. Agora mesmo. Fazer logo aquilo que deve ser feito (ou que quero fazer).
(e se tiver que interromper o que estou a fazer para não adiar outra coisa qualquer? a ver vamos. este é o verdadeiro teste)
(e se tiver que interromper o que estou a fazer para não adiar outra coisa qualquer? a ver vamos. este é o verdadeiro teste)
Um mês e tal depois, estou completamente viciada no twitter. Mais coisa menos coisa. De modos que às vezes nem me apetece escrever nada aqui - estou-me a especializar em mensagens de 140 caracteres. Para quem não sabe o que é ou para que serve, vejam este post do 100nada. Experimentem. Não dói nada. (e se quiserem fazer perguntas, há sempre gente disponível para responder, em tempo real. quer as perguntas sejam sobre o twitter ou um pedido de ajuda sobre qualquer outro assunto.)
06 março 2009
A recepcionista
Guardo ainda na agenda o endereço e telefone, e as indicações de como chegar por transporte público, de um médico onde costumava ir. O primeiro onde fui nesta terra. O médico simpático com um nome esquisito, que falava inglês, e nunca me mandou uma conta. Uma vez perguntei-lhe porquê. Ele respondeu-me que quando precisasse de um carro novo me mandaria as contas todas juntas. Muito estranho. Mas não foi por isso que deixei de lá ir. Nem por ficar completamente fora de mão. Foi por causa da recepcionista. Uma vez, mandou-me preencher um formulário e depois gozou comigo. Tipo rir-se de mim, em frente aos outros pacientes. Achei estranho, mas nem percebi bem o que se estava a passar, pelo que passei à frente. Mas não esqueci. O pior era que, na terra da pontualidade, nunca me atendiam à hora marcada. Aparecia para a minha consulta, e se estivessem 4 pessoas à espera tinha que esperar que essas pessoas fossem despachadas. Podia ter-me queixado. Podia ter perguntado porque é que era assim. Mas não tinha paciência para aquilo. Mudei para outro médico, bem mais perto, meu conhecido, que me atende sempre a horas e nem quis saber porque é que eu tinha deixado o outro. E cujas recepcionistas são relativamente simpáticas.
05 março 2009
as paredes têm ideias
as minhas ideias desenhadas - o meu aborrecimento, a minha atenção cerebral num sítio e a manual noutro.
as ideias de outros, impressas numa folha para me inspirar.
as minhas ideias em letras, o que vou fazer, o que gostava de fazer, o que seria genial fazer.
um desenho copiado para um post it.
flores a caneta azul e vermelha feitas enquanto estive ao telefone.
a fotografia do verão, da água azul e palha no campo.
o cartoon da indecisão.
o calendário de eventos desportivos.
o calendário de eventos laborais.
um mote: "no fim as coisas acabam sempre em bem, pelo que se as coisas ainda não estão bem, ainda não é o fim"
e tinta branca. a ser tapada por mais ideias.
as ideias de outros, impressas numa folha para me inspirar.
as minhas ideias em letras, o que vou fazer, o que gostava de fazer, o que seria genial fazer.
um desenho copiado para um post it.
flores a caneta azul e vermelha feitas enquanto estive ao telefone.
a fotografia do verão, da água azul e palha no campo.
o cartoon da indecisão.
o calendário de eventos desportivos.
o calendário de eventos laborais.
um mote: "no fim as coisas acabam sempre em bem, pelo que se as coisas ainda não estão bem, ainda não é o fim"
e tinta branca. a ser tapada por mais ideias.
04 março 2009
Há coisas fantásticas
A minha máquina fotográfica nova é tão boa, mas tão boa, que...
... já a tenho há mais de dois meses e pensei que tinha perdido o carregador. Lembro-me de me ter esquecido dele em casa no Natal, e ter usado outro para carregar a bateria. E depois disso, um grande vazio. Depois de muitas voltas a todos os locais onde costumamos guardar os carregadores, estava pronta a desistir. E umas horas depois da desistência, lembrei-me que talvez, por algum milagre, o carregador estivesse na caixa original. Sei lá, por engano. E não é que estava mesmo? Ainda embrulhadinho, nunca o tinha utilizado. A máquina é tão boa que a bateria dura, dura, dura, e eu nem tinha dado por nada.
... já a tenho há mais de dois meses e pensei que tinha perdido o carregador. Lembro-me de me ter esquecido dele em casa no Natal, e ter usado outro para carregar a bateria. E depois disso, um grande vazio. Depois de muitas voltas a todos os locais onde costumamos guardar os carregadores, estava pronta a desistir. E umas horas depois da desistência, lembrei-me que talvez, por algum milagre, o carregador estivesse na caixa original. Sei lá, por engano. E não é que estava mesmo? Ainda embrulhadinho, nunca o tinha utilizado. A máquina é tão boa que a bateria dura, dura, dura, e eu nem tinha dado por nada.
01 março 2009
A miúda em mim
A parte melhor de ter filhos é podermos dar-nos ao luxo de ser miúdos outra vez. Termos desculpa para andar de trenó numa colina à beira da estrada (será que aquilo tem dono? deve ter, mas ninguém parece incomodar-se com isso. o dono podia deixar um bidão com uma caixinha a fazer a colecta). Ou deslizar colina abaixo sem trenó nem nada. Deixarmo-nos cair na neve só porque não dói, e fazê-los rir, e fazer-nos rir. Fazer batalhas de neve, ou enfiar gelo pela camisola de alguém abaixo. Comprar brinquedos giros e montá-los, e depois deixá-los destruir as coisas (se eram de montar, também eram de desmontar). Vê-los arrancar pernas a bonecas, ou abrir brinquedos para ver o que está lá dentro. Fazermos corridas parvas (quem chegar primeiro ao poste ganha). De nos lembrarmos do que gostávamos há muitos anos atrás e podermos fazer-lhes o mesmo. Andar pela mão dos tios e saltar poças de água. Ir ao café e brincar nas máquinas de jogos, mas sem moedas. Beber sumo de pêssego (nem gostava) e ouvir os crescidos falar. Ouvir bandas de garagem, ir ao parque infantil (vazio), subir o escorrega ao contrário. Saltar na cama, e esconder debaixo da cama, ou da mesa. Andar às cavalitas. Virar bancos ao contrário e fazer de conta que eram carrinhos de choque. Fazer de conta que se lavava o chão da cozinha para poder patinar. Andar de baloiço. Comer bolachas integrais com tulicreme, e esmagar uma contra a outra e ver sair minhoquinhas castanhas. Roubar rebuçados da despensa, e pôr a culpa no pai. Inventar jogos de tabuleiro, e fazê-los. Inventar jogos de bola e bicicletas com os amigos, jogar ténis em campos improvisados, jogar à bola contra a parede (e com regras!). Recordar a primeira vez que pudemos ir sozinhos para casa e nos sentimos crescidos. E ter desculpa para ir à net buscar as músicas da rua sésamo, para mostrar aos pequenotes.
26 fevereiro 2009
Natal é quando uma companhia quiser
Estamos quase em Março e a TAP ainda tem música de Natal no atendimento telefónico. E eu pensava que mantinha as decorações de Natal tempo demais.
25 fevereiro 2009
follow
a verdadeira espontaneidade é receber um mail a convidar-me a ir passar o fim de semana a portugal, e num instante comprar o bilhete. Comprar o bilhete é o passo decisivo para realmente ir seja onde for, que os bilhetes mais baratos nunca são reembolsáveis, e mesmo mudar a data sai mais caro que o que valem. Enquanto que há uma hora e pouco estava para aqui na minha vidinha, de televisão ligada a tentar perceber se o beverly hills que está a dar é novo ou antigo (e o que estava lá a fazer a kelly), com os olhos no netbook (e a barriga a aquecer), agora mal posso conter a excitação. Daqui a muito pouco tempo vou apanhar sol e vestir t-shirt na rua e não ter frio, por um fim de semana. É o universo a compensar-me por ficar por cá no carnaval.
(há gente assim especial, diz-me vem, e eu vou logo logo a correr)
(há gente assim especial, diz-me vem, e eu vou logo logo a correr)
24 fevereiro 2009
Draculinha
Tenho uma vampira em casa. Tão gira. com sangue a escorrer pelos cantos da boca. E uns dentitos meios de fora, e uma vontade enorme de trincar tudo o que lhe aparece pela frente - incluindo ela própria, o que às vezes pode não ser boa ideia.
A minha vampira corre por aí, divertida. E no meio de tanto sapo, leão, tigre, abelha, joaninha e princesas (tão enfadonhas), é a mais gira de todos. Só podia ser, pelo tamanho minúsculo, o andar esquisito, os poucos dentinhos, e o sorriso permanente. Saiam-lhe da frente se não querem levar uma dentada.
A minha vampira corre por aí, divertida. E no meio de tanto sapo, leão, tigre, abelha, joaninha e princesas (tão enfadonhas), é a mais gira de todos. Só podia ser, pelo tamanho minúsculo, o andar esquisito, os poucos dentinhos, e o sorriso permanente. Saiam-lhe da frente se não querem levar uma dentada.
20 fevereiro 2009
Para uma coisa que não serve para nada, é viciante demais. O sucesso da coisa deve vir da pergunta (largamente ignorada) que nos faz - o que é que estás a fazer? Qualquer pessoa pode responder a isto. Estou a escrever, a olhar para o écran, a brincar com o telemóvel, a experimentar mais um software novo. Se o twitter perguntasse "o que é que estás a pensar?" é que era o caraças. Os pensamentos são para ser privados. E quando os decidimos partilhar não é por nos perguntarem o que pensamos. Ou há alguém que realmente responda com a verdade à pergunta "o que estás a pensar?".
18 fevereiro 2009
Por um triz
Se há coisas perigosas, uma delas é conduzir, mesmo a velocidades inferiores a 30km/h. Pelo menos quando há neve-gelo na estrada.
Finalmente percebi porque é que os alemães andam tão devagarinho (mas mesmo devagar!) com as viaturas quando está neve. É que o carro pode escorregar. Os travões podem não funcionar. E podem ir bater na traseira de outro que esteja perfeitamente parado, ou coisa pior. Que foi o que quase me aconteceu ontem, quando eu vinha para casa. A conduzir bem devagar (a menos de 30, de certeza, que tinha acabado de arrancar depois de um semáforo vermelho e estava numa rua onde nunca se pode ir depressa porque há vários semáforos dessincronizados e muito perto uns dos outros, e além do mais normalmente tem muito trânsito). Vi um táxi parado à minha frente, ainda longe. Ia ultrapassar, quando vi outro a vir na minha direcçao. Travei, e o ABS funcionou imediatamente. Estava-me mesmo a ver a enfiar o meu carro pela traseira do táxi, em câmara muito lenta - e o ABS ainda a abanar o travão debaixo do meu pé. E tive mais que tempo para escolher entre a traseira do gajo parado, ou o risco de bater no que vinha de frente mas talvez tivesse tempo de parar antes de eu lhe acertar. Fiz, provavelmente, a escolha errada (o carro que vinha de frente, que estava um bocado mais longe). Felizmente parei ainda antes de chegar ao táxi, mas foi por pouco. E fiquei com uma cãibra na perna que nem consegui continuar a conduzir por uns minutos, deixando o tipo que vinha de frente a olhar para mim feito parvo enquanto passava por mim, eu a ocupar um bocado do meio da estrada, e os que vinham de trás (tão pacientes os alemães) à espera (nem um que apitou, e ainda tive que pôr os 4 piscas por uns momentos).
Tive uma sorte de caraças. E ainda bem. Vou passar a ter mais cuidado com a neve.
Finalmente percebi porque é que os alemães andam tão devagarinho (mas mesmo devagar!) com as viaturas quando está neve. É que o carro pode escorregar. Os travões podem não funcionar. E podem ir bater na traseira de outro que esteja perfeitamente parado, ou coisa pior. Que foi o que quase me aconteceu ontem, quando eu vinha para casa. A conduzir bem devagar (a menos de 30, de certeza, que tinha acabado de arrancar depois de um semáforo vermelho e estava numa rua onde nunca se pode ir depressa porque há vários semáforos dessincronizados e muito perto uns dos outros, e além do mais normalmente tem muito trânsito). Vi um táxi parado à minha frente, ainda longe. Ia ultrapassar, quando vi outro a vir na minha direcçao. Travei, e o ABS funcionou imediatamente. Estava-me mesmo a ver a enfiar o meu carro pela traseira do táxi, em câmara muito lenta - e o ABS ainda a abanar o travão debaixo do meu pé. E tive mais que tempo para escolher entre a traseira do gajo parado, ou o risco de bater no que vinha de frente mas talvez tivesse tempo de parar antes de eu lhe acertar. Fiz, provavelmente, a escolha errada (o carro que vinha de frente, que estava um bocado mais longe). Felizmente parei ainda antes de chegar ao táxi, mas foi por pouco. E fiquei com uma cãibra na perna que nem consegui continuar a conduzir por uns minutos, deixando o tipo que vinha de frente a olhar para mim feito parvo enquanto passava por mim, eu a ocupar um bocado do meio da estrada, e os que vinham de trás (tão pacientes os alemães) à espera (nem um que apitou, e ainda tive que pôr os 4 piscas por uns momentos).
Tive uma sorte de caraças. E ainda bem. Vou passar a ter mais cuidado com a neve.
17 fevereiro 2009
coisas para as quais eu gostava de ter tempo..
...brincar às casinhas. Mas tenho a impressão que mesmo que tivesse tempo, ia ter que fazer um upgrade ao pc.
(ainda nem sequer acabei o sims2 gestrandet (stranded? comprei isto em alemão e nem sei os títulos noutras línguas castaway) para a wii...)
(ainda nem sequer acabei o sims2 gestrandet (
16 fevereiro 2009
Um ano
Um ano é pouco tempo, para as coisas que correm sem que as possamos parar. Um ano é um tempo, uma primavera, um verão, um outono e um inverno, uma páscoa, um natal, um aniversário, umas férias grandes. Um ano também é muito tempo, para aquilo que planeamos e que nunca sai como queríamos, as coisas que queremos fazer e vamos adiando, e as outras que simplesmente demoram bem mais do que o que tínhamos imaginado, e quando nos apercebemos já passou o ano e ainda não fizémos o que pensávamos que já estaria terminado.
A minha bonequinha fez um ano de felicidade imensurável na sexta. Eu ainda estou a fazer o balanço.
A minha bonequinha fez um ano de felicidade imensurável na sexta. Eu ainda estou a fazer o balanço.
13 fevereiro 2009
Surreal
Andava eu às voltas pelo departamento de lingerie masculina (mas isto existe?) numa loja enorme, à procura de umas cuequitas (boxers, slips, whatever, que eu não sou esquisita) para o meu mais que tudo, quando me sai na rifa um vendedor daqueles que não desgruda. Eu já tinha visto grande parte da roupa interior "normal", na sua grande maioria de algodão ou tecidos macios, branca preta ou até (imagine-se) vermelha, e trazia na mão uns boxers brancos com riscas pretas, de um tecido muito macio, mas bastante normais. Este solícito empregado encontrava-se na zona, digamos, mais colorida do dito departamento e mal cabia em si de contente por ter uma cliente a quem atender (é o que dá andar às compras no intervalo do almoço). E o homem (fato e gravata, mas que podia facilmente ter melhor aspecto, aí mais dois pontos numa escala de um a dez, trocando a roupa por algo parecido mas feito com tecidos mais leves) tratou logo de me mostrar as coisas mais doidas que por lá haviam, como se fossem o melhor, mais sexy, o mais erótico que há no mercado (juro que ele usou a palavra erótico, e juro que não estava numa sex-shop). Pois as cuecas-boxer (?) com malaguetas vermelhas e verdes de tecido transparente não me pareceram lá muito sexy, as "cuecas" que na parte do rabo tinham duas tiras (imaginem umas cuecas normais às quais fizeram um buraco na parte do rabo mas mantiveram umas tirinhas dos dois lados para que se segurassem) e só me faziam lembrar sexo entre dois gajos (e portanto, not for me), e a variedade enorme de cuecas e boxers em cores tão sexy e másculas como cor de rosa, amarelo forte e outras mais normaizinhas (?) como o laranja, azul quase fluorescente, verde florescente, amarelo pálido não me pareceram sequer levemente eróticas, antes ridículas e risíveis. Mas como se isto tudo não fosse por si só suficientemente carnavalesco, o homem não parava de elogiar as tais cuecas que eu achava... parvas... e dizer que ele também tinha e usava daquilo. E quando chegámos às cuecas-boxer, atreveu-se a sugerir que não só o meu homem poderia usá-las, mas que eu própria teria a possibilidade de partilhar a roupa interior (a dele, que a minha eu não empresto, pá!). E confidencia-me que a namorada dele também lhe usa as cuecas (deve ser isto a que chamam saltar para a cueca de alguém). Eu já só queria sair dali, mas ainda me dei ao trabalho de lhe explicar que gosto das minhas cuecas e não quero usar as do meu gajo, enquanto o prestabilíssimo vendedor me mostrava ainda umas cuecas-fato de banho em tons de cor de rosa, azul claro e algo entre o amarelo e o cor de laranja, que podiam ser usadas tanto na piscina como por baixo das calças, uma enorme vantagem daquela marca em particular. Enquanto tentava fugir dali, só me ocorria que este departamento de lingerie deve andar a fazer concorrência forte às Beate-Uhse (lojas para maiores de 18) entre as quais a que fica do outro lado da rua... às tantas até começaram por lhes roubar os empregados...
12 fevereiro 2009
Encontrei!
Não há fome que não dê em fartura... calças pretas de bombazine (kanz, alemã), casaco preto reversível, de um verde acinzentado às bolinhas pretas no interior (absorba, francesa), leggins pretas (absorba) e vestido preto de bombazine (Kanz), para a minha bebé, e tudo em saldos!!! e ainda tenho quinze dias para devolver, se me arrepender da compra. :) Mas para já, estou mesmo a ver a minha bonequinha transformada em drácula, tão gira que vai ficar ahahah.
Espero que os avós não entrem em pé de guerra por eu me atrever a vestir a bebé desta cor tão alegre (vá lá, também trouxe camisolas brancas e vermelhas que combinam lindamente com o resto!), mas na verdade estou-me nas tintas para os que acham que não se devem vestir os bebés de preto (a começar pelo meu querido pai). E já agora, então os góticos, não têm filhos? Como é que eles vestem os bebés? Não acredito que andem por aí a vestir azul bebé e cor de rosa aos seus rebentos... (encontrei na amazon uma data de bodies pretos, com frases e desenhos engraçados, mas isso não é bem roupa, ou é?)
E por falar em roupa de bebé, encontrei na Karstadt (loja tipo Corte Inglês mas alemã) roupa da Mayoral, com as etiquetas em português e tudo. (e depois, uma marca italiana que faz vestidinhos para bebés lindíssimos que custam o dobro ou o triplo dos que eu compro para mim... é melhor não voltar lá tão cedo, que se desta vez resisti, não prometo que da próxima me aguente.)
Espero que os avós não entrem em pé de guerra por eu me atrever a vestir a bebé desta cor tão alegre (vá lá, também trouxe camisolas brancas e vermelhas que combinam lindamente com o resto!), mas na verdade estou-me nas tintas para os que acham que não se devem vestir os bebés de preto (a começar pelo meu querido pai). E já agora, então os góticos, não têm filhos? Como é que eles vestem os bebés? Não acredito que andem por aí a vestir azul bebé e cor de rosa aos seus rebentos... (encontrei na amazon uma data de bodies pretos, com frases e desenhos engraçados, mas isso não é bem roupa, ou é?)
E por falar em roupa de bebé, encontrei na Karstadt (loja tipo Corte Inglês mas alemã) roupa da Mayoral, com as etiquetas em português e tudo. (e depois, uma marca italiana que faz vestidinhos para bebés lindíssimos que custam o dobro ou o triplo dos que eu compro para mim... é melhor não voltar lá tão cedo, que se desta vez resisti, não prometo que da próxima me aguente.)
11 fevereiro 2009
Está aí alguém?
Alguém sabe da dificuldade que é encontrar roupa preta para bebé? Até agora só encontrei um conjunto de calças e casaco, tipo fato de treino, por cerca de 130 euros... não me parece...
Pensa outra vez
Duas semanas doente, duas semanas sem praticamente sair de casa, excepto para visitar o meu médico. Duas semanas convencida que não tinha dinheiro nenhum comigo (muito conveniente para não pagar pizas ao domicílio, pouco conveniente para quem precisava de ir às compras ou mandar alguém fazê-las por mim). Ao regressar ao trabalho encontro 30 euros junto com a minha identificação. Depois de ter ido levantar dinheiro, logo de manhã, com este frio. Só podia.
07 fevereiro 2009
IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL
O meu computador andava há meses a crashar sem razão aparente. Era tão frequente, que atribuí isso a tudo e mais alguma coisa - ao firefox novo, eventuais vírus, ao windows, enfim. Estava tão mau que nem dava para jogar fosse o que fosse - afinal, quase a única razão pela qual mantenho um desktop - o que me levou à solução de última instância, a que normalmente só uso em caso de trojans muito maus: formatar o disco. E não é que, com o computador limpinho, só com windows, antivírus e firefox, continuava a ver o écran azul com uma frequência irritante?! Pensei que talvez tivesse instalado os drivers errados para a placa de som ou para a placa de vídeo (já que não consegui perceber exactamente quais é que seriam), mas deixei para daqui a muitas luas a resolução do problema. Até que, há uns dias, finalmente tive tempo para abrir a caixa do computador, que era coisa que não fazia vai uns dois anos, mais ou menos. Lá dentro, a surpresa: a ventoinha do processador estava tão coberta de pó que a rede que fica ao lado dela parecia um bocado de plástico cinzento escuro. Lá limpei aquilo tudo, com a ajuda do pincel do pó (ah, a minha caixa de ferramentas...) e um aspirador de mão. Depois de voltar a pôr tudo no lugar, surpresa, maravilha das maravilhas... Acabaram-se os problemas do écran azul, os jogos já não me mandam o computador abaixo! Afinal, a causa da falha de software era o sobreaquecimento do processador. E agora, com a ventoinha limpinha, não só se acabaram os crashes, mas também o computador deixou de fazer tanto barulho (às vezes parecia que ia levantar voo). Ah, os milagres que podem ser feitos por um pincel...
05 fevereiro 2009
Nota-se muito?
Estou com uma constipação que não me larga há mais de uma semana. Não é tão divertido como (me) poderia parecer, à distância de quem, um dia, teve saúde para dar e vender. Ainda para mais, isto nem é uma doenca a sério. É só uma tosse sem fim, umas dores de cabeça que não acabam, as têmporas congestionadas, e dores musculares durante parte do dia. Nem uma febrezita que se veja, uma garganta inflamada, um nariz vermelho, nada. Uma doença parva, é o que é.
01 fevereiro 2009
A agonia da escolha
Acabo de perceber que tenho que marcar férias na Páscoa. Não sei onde. Nem sei se me apetece ter férias nessa altura. Quero um sítio quentinho e com comida boa. E sem miúdos aos berros. Assim de repente só me ocorre a minha casa.
pocketful of lemons
Por muito que uma pessoa se tente convencer disso, a internet não tem todo o conhecimento do mundo. Nem perto. E às vezes, para descobrir isso, basta procurar uma canção que temos guardada na cabeca. E que talvez tenhamos por aí num recanto, num cd obscuro. Nem nas "rádios" online, nem no google, nem no youtube, nem no itunes. Só na minha cabeça. E no cd que não me apetecia ir procurar.
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