26 março 2009

Paridade

Diz que há partidos com dificuldades para cumprir quotas de mulheres (link). Que não seja por isso - eu ofereço-me já. Não podem é pôr-me no fim da lista. Nem dizer-me o que fazer (dizer podem, mas não esperem que eu faça o que me disserem). Nem obrigar-me à filiação no partido.
(pois... estou a ver... assim é capaz de ser difícil... mas não podem querer tudo! afinal de contas quem tem necessidades não pode ser esquisito.)

25 março 2009

This is who I am

Já deve ter dado para reparar que cada vez escrevo mais palavras estrangeiras neste blog supostamente português. E a verdade é que me tenho andado a reprimir, eu devia escrever ainda mais palavras e expressões estrangeiras. Para quem passa o dia a falar inglês, a ouvir alemão (e arranhá-lo também), e mais uma cacofonia de línguas, é difícil restringir-me a uma.
Recordo há alguns anos ter feito uma viagem de autocarro, em que três miúdos tagarelaram animadamente durante horas em três línguas. Mudavam de língua a meio das frases. Entendiam-se, e riam-se. Os adultos observaram a cena, admirados e até com alguma inveja. Geniais, os pirralhos.
Penso que nunca chegarei a esse ponto. Mas a partir de agora, vou deixar-me de tretas. Se o diria em inglês, I'll write it. E o mesmo serve para o alemão, francês, espanhol, ou o que calhar. Punkt.

my luck strikes again*

Passei horas concentrada numa árdua tarefa, fazer uma asneira bestial. E, pouco antes de a enviar para o mundo, apercebi-me da porcaria que tinha feito. Sim, perdi umas horas de vida que não serão recuperadas. Mas poupei-me à vergonha de a mostrar ao mundo. E aprendi uma lição. kids: always double check.


*trocadilho com uma música dos smiths

24 março 2009

19 março 2009

O futuro é pequeno. Bem vindo.

Há uns anos atrás, um visionário lembrou-se de criar um portátil pequeno e robusto, que servisse as pessoas em meios rurais e subdesenvolvidos. Houve logo que copiasse a ideia, talvez por uma questão de mercado, ou por solidariedade (ahah, como se eu acreditasse nesta), ou porque achasse que todo o mundo deveria ter um computador, mesmo que fosse movido a pedais - os da bicicleta acoplada ao gerador que carrega a bateria. (No meio disto fiquei sem saber de onde vem a ligação à net, porque não basta ter um portátil numa aldeia remota para se ficar automaticamente ligado ao mundo, mas isso são outros quinhentos.)

Algumas das pessoas por trás destes projectos apareceram na televisão. Falaram das suas ideias, pediram apoios. Levaram os tais computadores às tais crianças, às tais aldeias remotas, e sentiram-se bem consigo próprias. E um dia, alguém se lembrou que não é só nas aldeias remotas que as crianças não têm computadores. E quem diz crianças, diz adultos. Ou se calhar, alguém que andava a distribuir estes mini portáteis giríssimos (já viram o verde, do programa One Laptop per Child?), pensou "eu também gostava de ter um"...

O que é certo é que, quase de repente, apareceram os netbooks. E deve ter sido no momento certo, porque foram (são) um enorme sucesso. Algo excitante, que se quer partilhar com os amigos _ refiro-me à ideia de ter um netbook, não o netbook em si, que estes brinquedos são mais pessoais que qualquer computador pessoal. Umas máquinas pequenitas, que realmente se podem ter ao colo, ao contrário dos "portáteis" cada vez maiores e pesadões. E baratas, mais baratas que um telemóvel topo de gama. E, em alguns sítios pelo menos, subsidiadas pelas operadoras de comunicações móveis. (A sério - um acer aspire one 150X cá custa 1 euro, com ligação à net "flat rate", e contrato de dois anos por menos de 40€/mês.) Uns bichinhos tão amigos da nossa bolsa que de vez em quando são vendidos nos supermercados (Lidl e afins) como promoção da semana.

Um netbook é um vício que se espalha rapidamente, mesmo entre aqueles que nunca foram fãs de portáteis. O amigo traz para mostrar, e há logo quem compre um. Só precisa de ligação à net - em casa ou por todo o lado, consoante o tipo de utilização - e faz tudo e mais alguma coisa. Pesa cerca de um quilo. Um quilo. Arranca num instante, porque ou é linux (fabuloso, 16 segundos ao arranque!) ou, mesmo sendo windows, não se pode ter muita coisa instalada. A limitação tem as suas vantagens. Num netbook não se acumula lixo. Vê-se o mail do google, usa-se o office.org (grátis) para documentos privados ou sensíveis, usa-se o googledocs para documentos partilhados (com a família, os amigos...). Ouve-se música online - não se guarda nada no disco - mas pode-se manter uma playlist num dos muitos sites onde nós somos o DJ de serviço (por exemplo, o blip). Pode-se usar o skype para falar com os amigos - mas o mais certo é usar um messenger ou o twitter, que não ocupam espaço em disco.

1MB de RAM pode parecer muito pouco hoje em dia, bem como o processador de 1,6GHz, mas para a net é mais que suficiente - e também é suficiente para, em modo offline, trabalhar com documentos, ouvir música, ou ver vídeos. E depois, a net é um mundo de possibilidades. Podem-se editar fotos online no fotoflexer. Jogar jogos sem ter que ir comprar um processador/placa gráfica/RAM novos - pelo menos desde que sejam os pré-instalados ou jogos online (eu gosto dos do miniclip para quando não quero estar muito tempo a jogar, e outros jogos em rede mais complexos para outras alturas. E instalei alguns jogos linux que correm muito bem). Passar horas no youtube. Ler o jornal e os blogues. Pode-se levar a maquineta para todo o lado, pois tudo o que precisa é de uma ligação à net, que hoje em dia é relativamente comum em quase todo o lado. A partir de uma coisinha assim pequenina e simples, tem-se o mundo nas palmas das mãos. Nas pontas dos dedos. Num écran pequenino.

Será bom sinal?

Estou a ficar especialista em não ouvir quando não quero saber da conversa. E continuar a fazer outras coisas. People who talk to me, beware.

(por outro lado ando a ser perseguida por chatos que não se calam. e não deslargam. equaciono comer cebolas cruas para os afastar.)

12 março 2009

Falhas

"Eis que a falha humana voltou. Ficou a saber-se por estes dias que foi uma 'falha humana' que semeou um ror de asneiras nos jogos instalados no computador Magalhães, jóia da coroa do 'choque', do plano e do 'pacto' tecnológicos."
João Paulo Guerra, "Diário Económico", 12-03-2009
(da página principal do público)

Era capaz de apostar que esta é mesmo uma falha do computador (de software). É que os erros que são apontados ao Magalhaes soam a tradução automática. Das mazinhas. Pior que qualquer humano.

(em última análise, mesmo as falhas do software são falhas humanas. mas mesmo assim...)

o ponto de não retorno

Estou num impasse. Um tipo, com quem costumo passar tempo (em grupo), tem convicções com as quais discordo por completo. Até aqui, tudo bem. Eu respeito quem não pensa como eu, mas tudo tem um limite. E, para este tipo, o limite foi ultrapassado. Uma coisa é ser-se contra o aborto. É pá, tudo bem, acreditamos em coisas diferentes, a lei é para todos e o que ele pensa não interfere com a minha vida. Outra coisa é ser-se desumano. Quando alguém afirma convictamente que no caso da menina de 9 anos violada pelo padrasto desde os seis que o aborto dos gémeos que trazia foi feito utilizando uma desculpa esfarrapada, é o fim. Não haver justificação nenhuma plausível naquela cabeça para este aborto em concreto, ironizar com a vida de uma menina de 9 anos, é mais do que me apetece ouvir. Já deixei de falar com pessoas por menos que isto. E os meus amigos (o grupo) que me desculpem, mas vou-me deixar de certas actividades em conjunto. Há pessoas que me dão a volta ao estômago, e eu prefiro evitá-las. Eles que façam como quiserem. Eu não vou mais por ali.

Alguém me explique

eu até "vou para a neve", ou melhor, vivo no meio dela, mas não faço a mínima ideia... que raio é isso do "forfait"? É o "passe", o "bilhete" para poder usar as cadeirinhas ou aquelas coisas horrorosas em que um gajo sobe a montanha a deslizar agarrado a um pau (é quase isso)? ou é outra coisa qualquer?

11 março 2009

10 março 2009

be careful what you wish for...

Vinha no carro, a admirar a matrícula de um gajo (o que é que tinha de diferente dos outros? ah, era um português) e a pensar que se tivesse um acidente com ele ao menos havíamos de nos entender, mais berro menos berro, até que nos cruzámos com um carro da polícia. Primeiro vinha com calma, depois com pressa, depois havia mais trânsito e um semáforo, e eu ia observando o carro da polícia e pensando, aquela barra verde e azul, onde estão as luzes intermitentes, será que na parte do meio aparece texto se quiserem mandar parar alguém?
Segundos depois, uma camioneta mais à frente faz pisca à direita, e pára antes de virar, para deixar um peão atravessar. O carro atrás dela pára, e o seguinte ultrapassa. A camioneta lá avança, e o trânsito atrás dela, e o carro da polícia, que vinha mesmo atrás de mim, acelera rua acima - deve ter acelerado até aos 70km/h, isto dentro da cidade. E eu a pensar para os meus botões, estes gajos são doidos, ora vêm com uma calma do catano, ora se aceleram como se estivessem aflitos para ir à casa de banho. Dois semáforos à frente, o painel entre as luzes azuis acendeu-se. Só vi aquilo a dizer STOP, o gajo que tinha ultrapassado a parar, e quando passei por eles, olhei bem para a cara dos polícias (nada bem dispostos), que saíam do carro para se dirigir ao condutor que tinha ultrapassado a camioneta mais atrás. E pensei, mas que é que o gajo fez de errado? (que depois me apercebi ter sido ultrapassar num cruzamento) Mas às tantas, aquilo tudo só aconteceu para eu ficar a saber que sim, o painel entre as luzes azuis pode mostrar texto.

09 março 2009

Mais uma ideia... ;)

IF...
...desde que há banda larga, as pessoas descarregam coisas da net... (downloadam, parece que também se diz assim)
...a banda é cada vez mais larga, os downloads cada vez mais ilimitados, e não há assim tanta coisa legal que se possa descarregar que realmente utilize a velocidade ilimitada (até ao infinito!) e os downloads ilimitados (limitados apenas pela velocidade - mais pela do server que da do client)...
...e tendo em conta o que me contou o meu amigo dinamarquês, que na Dinamarca os CDs graváveis pagam uma taxa alta que vai para pagar os copyrights infringidos (verdade ou mentira, não vem ao caso)...

THEN...
...então porque é que não se faz com a internet como com a tvcabo? Ali há copyright de muita gente envolvida, podemos ver (pagamos para isso), e gravar os programas para ver mais tarde ou passar aos amigos ou familiares (em DVD se for preciso, e com os anúncios cortadinhos e tudo, por isso é que inventaram a publicidade dentro dos programas). Já que há gente a ganhar com os downloads ilegais - e estou a falar dos ISPs, porque quem é que precisaria de internet a 500 Megas se não fosse para ir à net buscar "coisas"? - porque é que esses "facilitadores" não contribuem para os tais copyrights perdidos?

(sim, eu sei porquê... there´s a lot of business around the business... mas mesmo assim... um gajo pode sonhar acordado)

(disclaimer: eu acho que a telekom me anda a roubar quando aumenta a velocidade e "mantém" o preço da net. é que eu não preciso de net mais rápida. já preços mais baixos...)

Resolução do dia

Parar de procrastinar. Agora mesmo. Fazer logo aquilo que deve ser feito (ou que quero fazer).

(e se tiver que interromper o que estou a fazer para não adiar outra coisa qualquer? a ver vamos. este é o verdadeiro teste)

twitter

Um mês e tal depois, estou completamente viciada no twitter. Mais coisa menos coisa. De modos que às vezes nem me apetece escrever nada aqui - estou-me a especializar em mensagens de 140 caracteres. Para quem não sabe o que é ou para que serve, vejam este post do 100nada. Experimentem. Não dói nada. (e se quiserem fazer perguntas, há sempre gente disponível para responder, em tempo real. quer as perguntas sejam sobre o twitter ou um pedido de ajuda sobre qualquer outro assunto.)

06 março 2009

A recepcionista

Guardo ainda na agenda o endereço e telefone, e as indicações de como chegar por transporte público, de um médico onde costumava ir. O primeiro onde fui nesta terra. O médico simpático com um nome esquisito, que falava inglês, e nunca me mandou uma conta. Uma vez perguntei-lhe porquê. Ele respondeu-me que quando precisasse de um carro novo me mandaria as contas todas juntas. Muito estranho. Mas não foi por isso que deixei de lá ir. Nem por ficar completamente fora de mão. Foi por causa da recepcionista. Uma vez, mandou-me preencher um formulário e depois gozou comigo. Tipo rir-se de mim, em frente aos outros pacientes. Achei estranho, mas nem percebi bem o que se estava a passar, pelo que passei à frente. Mas não esqueci. O pior era que, na terra da pontualidade, nunca me atendiam à hora marcada. Aparecia para a minha consulta, e se estivessem 4 pessoas à espera tinha que esperar que essas pessoas fossem despachadas. Podia ter-me queixado. Podia ter perguntado porque é que era assim. Mas não tinha paciência para aquilo. Mudei para outro médico, bem mais perto, meu conhecido, que me atende sempre a horas e nem quis saber porque é que eu tinha deixado o outro. E cujas recepcionistas são relativamente simpáticas.

05 março 2009

as paredes têm ideias

as minhas ideias desenhadas - o meu aborrecimento, a minha atenção cerebral num sítio e a manual noutro.
as ideias de outros, impressas numa folha para me inspirar.
as minhas ideias em letras, o que vou fazer, o que gostava de fazer, o que seria genial fazer.
um desenho copiado para um post it.
flores a caneta azul e vermelha feitas enquanto estive ao telefone.
a fotografia do verão, da água azul e palha no campo.
o cartoon da indecisão.
o calendário de eventos desportivos.
o calendário de eventos laborais.
um mote: "no fim as coisas acabam sempre em bem, pelo que se as coisas ainda não estão bem, ainda não é o fim"
e tinta branca. a ser tapada por mais ideias.

04 março 2009

Há coisas fantásticas

A minha máquina fotográfica nova é tão boa, mas tão boa, que...
... já a tenho há mais de dois meses e pensei que tinha perdido o carregador. Lembro-me de me ter esquecido dele em casa no Natal, e ter usado outro para carregar a bateria. E depois disso, um grande vazio. Depois de muitas voltas a todos os locais onde costumamos guardar os carregadores, estava pronta a desistir. E umas horas depois da desistência, lembrei-me que talvez, por algum milagre, o carregador estivesse na caixa original. Sei lá, por engano. E não é que estava mesmo? Ainda embrulhadinho, nunca o tinha utilizado. A máquina é tão boa que a bateria dura, dura, dura, e eu nem tinha dado por nada.

01 março 2009

A miúda em mim

A parte melhor de ter filhos é podermos dar-nos ao luxo de ser miúdos outra vez. Termos desculpa para andar de trenó numa colina à beira da estrada (será que aquilo tem dono? deve ter, mas ninguém parece incomodar-se com isso. o dono podia deixar um bidão com uma caixinha a fazer a colecta). Ou deslizar colina abaixo sem trenó nem nada. Deixarmo-nos cair na neve só porque não dói, e fazê-los rir, e fazer-nos rir. Fazer batalhas de neve, ou enfiar gelo pela camisola de alguém abaixo. Comprar brinquedos giros e montá-los, e depois deixá-los destruir as coisas (se eram de montar, também eram de desmontar). Vê-los arrancar pernas a bonecas, ou abrir brinquedos para ver o que está lá dentro. Fazermos corridas parvas (quem chegar primeiro ao poste ganha). De nos lembrarmos do que gostávamos há muitos anos atrás e podermos fazer-lhes o mesmo. Andar pela mão dos tios e saltar poças de água. Ir ao café e brincar nas máquinas de jogos, mas sem moedas. Beber sumo de pêssego (nem gostava) e ouvir os crescidos falar. Ouvir bandas de garagem, ir ao parque infantil (vazio), subir o escorrega ao contrário. Saltar na cama, e esconder debaixo da cama, ou da mesa. Andar às cavalitas. Virar bancos ao contrário e fazer de conta que eram carrinhos de choque. Fazer de conta que se lavava o chão da cozinha para poder patinar. Andar de baloiço. Comer bolachas integrais com tulicreme, e esmagar uma contra a outra e ver sair minhoquinhas castanhas. Roubar rebuçados da despensa, e pôr a culpa no pai. Inventar jogos de tabuleiro, e fazê-los. Inventar jogos de bola e bicicletas com os amigos, jogar ténis em campos improvisados, jogar à bola contra a parede (e com regras!). Recordar a primeira vez que pudemos ir sozinhos para casa e nos sentimos crescidos. E ter desculpa para ir à net buscar as músicas da rua sésamo, para mostrar aos pequenotes.

26 fevereiro 2009

Natal é quando uma companhia quiser

Estamos quase em Março e a TAP ainda tem música de Natal no atendimento telefónico. E eu pensava que mantinha as decorações de Natal tempo demais.

25 fevereiro 2009

follow

a verdadeira espontaneidade é receber um mail a convidar-me a ir passar o fim de semana a portugal, e num instante comprar o bilhete. Comprar o bilhete é o passo decisivo para realmente ir seja onde for, que os bilhetes mais baratos nunca são reembolsáveis, e mesmo mudar a data sai mais caro que o que valem. Enquanto que há uma hora e pouco estava para aqui na minha vidinha, de televisão ligada a tentar perceber se o beverly hills que está a dar é novo ou antigo (e o que estava lá a fazer a kelly), com os olhos no netbook (e a barriga a aquecer), agora mal posso conter a excitação. Daqui a muito pouco tempo vou apanhar sol e vestir t-shirt na rua e não ter frio, por um fim de semana. É o universo a compensar-me por ficar por cá no carnaval.
(há gente assim especial, diz-me vem, e eu vou logo logo a correr)

24 fevereiro 2009

Draculinha

Tenho uma vampira em casa. Tão gira. com sangue a escorrer pelos cantos da boca. E uns dentitos meios de fora, e uma vontade enorme de trincar tudo o que lhe aparece pela frente - incluindo ela própria, o que às vezes pode não ser boa ideia.
A minha vampira corre por aí, divertida. E no meio de tanto sapo, leão, tigre, abelha, joaninha e princesas (tão enfadonhas), é a mais gira de todos. Só podia ser, pelo tamanho minúsculo, o andar esquisito, os poucos dentinhos, e o sorriso permanente. Saiam-lhe da frente se não querem levar uma dentada.

20 fevereiro 2009

twitter

Para uma coisa que não serve para nada, é viciante demais. O sucesso da coisa deve vir da pergunta (largamente ignorada) que nos faz - o que é que estás a fazer? Qualquer pessoa pode responder a isto. Estou a escrever, a olhar para o écran, a brincar com o telemóvel, a experimentar mais um software novo. Se o twitter perguntasse "o que é que estás a pensar?" é que era o caraças. Os pensamentos são para ser privados. E quando os decidimos partilhar não é por nos perguntarem o que pensamos. Ou há alguém que realmente responda com a verdade à pergunta "o que estás a pensar?".

18 fevereiro 2009

Por um triz

Se há coisas perigosas, uma delas é conduzir, mesmo a velocidades inferiores a 30km/h. Pelo menos quando há neve-gelo na estrada.
Finalmente percebi porque é que os alemães andam tão devagarinho (mas mesmo devagar!) com as viaturas quando está neve. É que o carro pode escorregar. Os travões podem não funcionar. E podem ir bater na traseira de outro que esteja perfeitamente parado, ou coisa pior. Que foi o que quase me aconteceu ontem, quando eu vinha para casa. A conduzir bem devagar (a menos de 30, de certeza, que tinha acabado de arrancar depois de um semáforo vermelho e estava numa rua onde nunca se pode ir depressa porque há vários semáforos dessincronizados e muito perto uns dos outros, e além do mais normalmente tem muito trânsito). Vi um táxi parado à minha frente, ainda longe. Ia ultrapassar, quando vi outro a vir na minha direcçao. Travei, e o ABS funcionou imediatamente. Estava-me mesmo a ver a enfiar o meu carro pela traseira do táxi, em câmara muito lenta - e o ABS ainda a abanar o travão debaixo do meu pé. E tive mais que tempo para escolher entre a traseira do gajo parado, ou o risco de bater no que vinha de frente mas talvez tivesse tempo de parar antes de eu lhe acertar. Fiz, provavelmente, a escolha errada (o carro que vinha de frente, que estava um bocado mais longe). Felizmente parei ainda antes de chegar ao táxi, mas foi por pouco. E fiquei com uma cãibra na perna que nem consegui continuar a conduzir por uns minutos, deixando o tipo que vinha de frente a olhar para mim feito parvo enquanto passava por mim, eu a ocupar um bocado do meio da estrada, e os que vinham de trás (tão pacientes os alemães) à espera (nem um que apitou, e ainda tive que pôr os 4 piscas por uns momentos).
Tive uma sorte de caraças. E ainda bem. Vou passar a ter mais cuidado com a neve.

17 fevereiro 2009

Frase do dia

Ela tem um emprego a sério. Manda satélites para o espaço.

(afinal eram duas frases)

coisas para as quais eu gostava de ter tempo..

...brincar às casinhas. Mas tenho a impressão que mesmo que tivesse tempo, ia ter que fazer um upgrade ao pc.

(ainda nem sequer acabei o sims2 gestrandet (stranded? comprei isto em alemão e nem sei os títulos noutras línguas castaway) para a wii...)

16 fevereiro 2009

Um ano

Um ano é pouco tempo, para as coisas que correm sem que as possamos parar. Um ano é um tempo, uma primavera, um verão, um outono e um inverno, uma páscoa, um natal, um aniversário, umas férias grandes. Um ano também é muito tempo, para aquilo que planeamos e que nunca sai como queríamos, as coisas que queremos fazer e vamos adiando, e as outras que simplesmente demoram bem mais do que o que tínhamos imaginado, e quando nos apercebemos já passou o ano e ainda não fizémos o que pensávamos que já estaria terminado.
A minha bonequinha fez um ano de felicidade imensurável na sexta. Eu ainda estou a fazer o balanço.

13 fevereiro 2009

Surreal

Andava eu às voltas pelo departamento de lingerie masculina (mas isto existe?) numa loja enorme, à procura de umas cuequitas (boxers, slips, whatever, que eu não sou esquisita) para o meu mais que tudo, quando me sai na rifa um vendedor daqueles que não desgruda. Eu já tinha visto grande parte da roupa interior "normal", na sua grande maioria de algodão ou tecidos macios, branca preta ou até (imagine-se) vermelha, e trazia na mão uns boxers brancos com riscas pretas, de um tecido muito macio, mas bastante normais. Este solícito empregado encontrava-se na zona, digamos, mais colorida do dito departamento e mal cabia em si de contente por ter uma cliente a quem atender (é o que dá andar às compras no intervalo do almoço). E o homem (fato e gravata, mas que podia facilmente ter melhor aspecto, aí mais dois pontos numa escala de um a dez, trocando a roupa por algo parecido mas feito com tecidos mais leves) tratou logo de me mostrar as coisas mais doidas que por lá haviam, como se fossem o melhor, mais sexy, o mais erótico que há no mercado (juro que ele usou a palavra erótico, e juro que não estava numa sex-shop). Pois as cuecas-boxer (?) com malaguetas vermelhas e verdes de tecido transparente não me pareceram lá muito sexy, as "cuecas" que na parte do rabo tinham duas tiras (imaginem umas cuecas normais às quais fizeram um buraco na parte do rabo mas mantiveram umas tirinhas dos dois lados para que se segurassem) e só me faziam lembrar sexo entre dois gajos (e portanto, not for me), e a variedade enorme de cuecas e boxers em cores tão sexy e másculas como cor de rosa, amarelo forte e outras mais normaizinhas (?) como o laranja, azul quase fluorescente, verde florescente, amarelo pálido não me pareceram sequer levemente eróticas, antes ridículas e risíveis. Mas como se isto tudo não fosse por si só suficientemente carnavalesco, o homem não parava de elogiar as tais cuecas que eu achava... parvas... e dizer que ele também tinha e usava daquilo. E quando chegámos às cuecas-boxer, atreveu-se a sugerir que não só o meu homem poderia usá-las, mas que eu própria teria a possibilidade de partilhar a roupa interior (a dele, que a minha eu não empresto, pá!). E confidencia-me que a namorada dele também lhe usa as cuecas (deve ser isto a que chamam saltar para a cueca de alguém). Eu já só queria sair dali, mas ainda me dei ao trabalho de lhe explicar que gosto das minhas cuecas e não quero usar as do meu gajo, enquanto o prestabilíssimo vendedor me mostrava ainda umas cuecas-fato de banho em tons de cor de rosa, azul claro e algo entre o amarelo e o cor de laranja, que podiam ser usadas tanto na piscina como por baixo das calças, uma enorme vantagem daquela marca em particular. Enquanto tentava fugir dali, só me ocorria que este departamento de lingerie deve andar a fazer concorrência forte às Beate-Uhse (lojas para maiores de 18) entre as quais a que fica do outro lado da rua... às tantas até começaram por lhes roubar os empregados...

12 fevereiro 2009

Encontrei!

Não há fome que não dê em fartura... calças pretas de bombazine (kanz, alemã), casaco preto reversível, de um verde acinzentado às bolinhas pretas no interior (absorba, francesa), leggins pretas (absorba) e vestido preto de bombazine (Kanz), para a minha bebé, e tudo em saldos!!! e ainda tenho quinze dias para devolver, se me arrepender da compra. :) Mas para já, estou mesmo a ver a minha bonequinha transformada em drácula, tão gira que vai ficar ahahah.

Espero que os avós não entrem em pé de guerra por eu me atrever a vestir a bebé desta cor tão alegre (vá lá, também trouxe camisolas brancas e vermelhas que combinam lindamente com o resto!), mas na verdade estou-me nas tintas para os que acham que não se devem vestir os bebés de preto (a começar pelo meu querido pai). E já agora, então os góticos, não têm filhos? Como é que eles vestem os bebés? Não acredito que andem por aí a vestir azul bebé e cor de rosa aos seus rebentos... (encontrei na amazon uma data de bodies pretos, com frases e desenhos engraçados, mas isso não é bem roupa, ou é?)

E por falar em roupa de bebé, encontrei na Karstadt (loja tipo Corte Inglês mas alemã) roupa da Mayoral, com as etiquetas em português e tudo. (e depois, uma marca italiana que faz vestidinhos para bebés lindíssimos que custam o dobro ou o triplo dos que eu compro para mim... é melhor não voltar lá tão cedo, que se desta vez resisti, não prometo que da próxima me aguente.)

11 fevereiro 2009

Está aí alguém?

Alguém sabe da dificuldade que é encontrar roupa preta para bebé? Até agora só encontrei um conjunto de calças e casaco, tipo fato de treino, por cerca de 130 euros... não me parece...

Pensa outra vez

Duas semanas doente, duas semanas sem praticamente sair de casa, excepto para visitar o meu médico. Duas semanas convencida que não tinha dinheiro nenhum comigo (muito conveniente para não pagar pizas ao domicílio, pouco conveniente para quem precisava de ir às compras ou mandar alguém fazê-las por mim). Ao regressar ao trabalho encontro 30 euros junto com a minha identificação. Depois de ter ido levantar dinheiro, logo de manhã, com este frio. Só podia.

07 fevereiro 2009

IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL

O meu computador andava há meses a crashar sem razão aparente. Era tão frequente, que atribuí isso a tudo e mais alguma coisa - ao firefox novo, eventuais vírus, ao windows, enfim. Estava tão mau que nem dava para jogar fosse o que fosse - afinal, quase a única razão pela qual mantenho um desktop - o que me levou à solução de última instância, a que normalmente só uso em caso de trojans muito maus: formatar o disco. E não é que, com o computador limpinho, só com windows, antivírus e firefox, continuava a ver o écran azul com uma frequência irritante?! Pensei que talvez tivesse instalado os drivers errados para a placa de som ou para a placa de vídeo (já que não consegui perceber exactamente quais é que seriam), mas deixei para daqui a muitas luas a resolução do problema. Até que, há uns dias, finalmente tive tempo para abrir a caixa do computador, que era coisa que não fazia vai uns dois anos, mais ou menos. Lá dentro, a surpresa: a ventoinha do processador estava tão coberta de pó que a rede que fica ao lado dela parecia um bocado de plástico cinzento escuro. Lá limpei aquilo tudo, com a ajuda do pincel do pó (ah, a minha caixa de ferramentas...) e um aspirador de mão. Depois de voltar a pôr tudo no lugar, surpresa, maravilha das maravilhas... Acabaram-se os problemas do écran azul, os jogos já não me mandam o computador abaixo! Afinal, a causa da falha de software era o sobreaquecimento do processador. E agora, com a ventoinha limpinha, não só se acabaram os crashes, mas também o computador deixou de fazer tanto barulho (às vezes parecia que ia levantar voo). Ah, os milagres que podem ser feitos por um pincel...

05 fevereiro 2009

Nota-se muito?

Estou com uma constipação que não me larga há mais de uma semana. Não é tão divertido como (me) poderia parecer, à distância de quem, um dia, teve saúde para dar e vender. Ainda para mais, isto nem é uma doenca a sério. É só uma tosse sem fim, umas dores de cabeça que não acabam, as têmporas congestionadas, e dores musculares durante parte do dia. Nem uma febrezita que se veja, uma garganta inflamada, um nariz vermelho, nada. Uma doença parva, é o que é.

01 fevereiro 2009

A agonia da escolha

Acabo de perceber que tenho que marcar férias na Páscoa. Não sei onde. Nem sei se me apetece ter férias nessa altura. Quero um sítio quentinho e com comida boa. E sem miúdos aos berros. Assim de repente só me ocorre a minha casa.

pocketful of lemons

Por muito que uma pessoa se tente convencer disso, a internet não tem todo o conhecimento do mundo. Nem perto. E às vezes, para descobrir isso, basta procurar uma canção que temos guardada na cabeca. E que talvez tenhamos por aí num recanto, num cd obscuro. Nem nas "rádios" online, nem no google, nem no youtube, nem no itunes. Só na minha cabeça. E no cd que não me apetecia ir procurar.

31 janeiro 2009

a feira

Os "shoppings" (uns mini centros-comerciais, vá lá) de cá ao sábado tornaram-se nos shoppings portugueses ao domingo, em termos de frequência. Toda a gente vai lá parar, sabe-se lá porquê, até porque os ditos "shoppings" não têm assim tantas lojas e fecham às oito da noite - o que obriga o pessoal que lá quer jantar a comer lá para as seis, mais coisa menos coisa.
Não consigo perceber o interesse de pôr os pés num sítio assim a abarrotar de gente. Nem entendo como é que num espaco de tempo relativamente curto o shopping passou a ser tão frequentado. Não eram os alemães os maiores fãs dos passeios nas montanhas, do ski, das caminhadas, dos passeios de bicicleta, da vida ao ar livre? O que é que lhes aconteceu para se irem enfiar num shopping?

(para mim, acabou-se. tenho horror a multidões)

30 janeiro 2009

Dos livros e das livrarias

Os livros alemães têm preço fixo (pelo menos se forem vendidos na Alemanha). Tanto faz que se vá à livrariazinha da esquina, à maior livraria do país, à amazon.de ou qualquer outra livraria online, o preço de capa é o preço que se paga. Há poucas excepções (reservadas a livros em fim de stock que não serão reeditados, segundo me disseram), mas em geral o preço é completamente fixo. De modos que houve uns gajos inteligentes que deram a volta à coisa: já que não podem baixar o preço, vendem os livros sem uma pessoa ter que sair de casa e cobrem os custos dos portes de envio, independentemente do valor total da encomenda. E com entregas ultra rápidas (nunca tive de esperar mais que um ou dois dias). Estava a falar da amazon. A maior livraria cá do sítio, com uma data de lojas e um site na net só envia os livros sem adicionar o custo dos portes para encomendas a partir de 20 euros. O que, juntando ao ar carrancudo de quem trabalha na livraria "brick & mortar" quando se lhes pede ajuda, mais a espera interminável e sem explicações quando se encomenda um livro que nunca mais chega mas ao qual está associado o nosso nome, faz com que uma pessoa tenha pouca vontade de lá ir, quer à versão real, quer à versão virtual.
Estranho é que os gigantes das lojas reais sejam cada vez menos apelativos em termos de preços e serviços. Será que nos tempos em que o cliente tinha sempre razão as coisas funcionavam melhor?

(inspirado aqui)

26 janeiro 2009

Se não estivessem -5 graus

era menina para me baldar ao trabalho (leia-se tirar um dia de férias) e ir apanhar sol para um parque ou à beira rio, na horizontal que é a minha posição preferida.
Como não sou muito amiga do frio, vou mas é trabalhar. (mas o que eu queria mesmo era passar as próximas 8 horas nas Caraíbas. para quando o teletransporte?)

Aviso ao governo

Vou entrar em falência. Vejam lá quanto é que têm nos cofres para me salvar.

Procura-se

Sexta-feira. Onde é que essa gaja se meteu?

22 janeiro 2009

Frase do dia

Ouvida por aí.

"o meu sonho é ver o meu chefe transferido para uma unidade em que o seu trabalho seja testar os altifalantes das emergências"

21 janeiro 2009

Hot Hot Hot

...é a única coisa que me vem à cabeça quando vejo o Obama. Ah, fala bem e tal, é presidente e mais não sei quê, anda a pôr o mundo doido (no bom sentido), mas na verdade o homem é giro que eu sei lá e pronto, não há mais nada a fazer a dizer ou a pensar. O resto, o que realmente importa, já foi escrito, reescrito, dito, repetido até à exaustão. Ilusões, desilusões, que é que isso interessa, este é, provavelmente, o presidente mais sexy do mundo. E vai aparecer mais vezes nas televisões que qualquer Brad Pit ou George Clooney. Não estamos nada mal, não.

Pelos caminhos...

Quando eu era pequena, muito pequena mesmo, devia ter bem menos de 6 anos, ia a Chaves frequentemente. Os meus pais tinham lá que fazer, e não tendo com quem deixar as filhas, lá íamos por arrasto. Lembro-me de poucas coisas. De brincar com um disco de plástico verde com uma ranhura do lado, onde enfiava uma palheta também verde que impulsionava o disco a voar. De fazer contas e mais contas na calculadora do meu pai, aquela à qual ele nunca mudou a pilha, em tantos anos com que brinquei com ela. De brincar com balões e rebentar alguns numa lâmpada. De esperar no carro enquanto o meu pai ia comprar cavacas, e o polícia a mandar vir porque ali não se podia estacionar. E dos rebuçados noivos, que por algum motivo só mos davam ali.
Este Natal, apeteceu-me ir a Chaves. Já não ia lá há muito muito tempo, mais de 20 anos, com toda a certeza, e não me lembrava de nada. Provavelmente o tempo invernoso, a forte geada e nevoeiro, não ajudaram a relembrar nenhum pormenor. Em tantos anos, também é muito provável que tudo tenha mudado muito. E em tudo o que vi neste passeio, só uma coisa me chamou a atenção, ainda lá estava, igualzinha, tão invulgar como sempre deve ter sido, um ponto de referência privado mas acessível à vista de toda a gente que ali passa. Não, não era uma igreja, uma capela, ou um monumento, uma estátua, uma rotunda, nem um semáforo. É a avioneta presa a um poste que desde sempre fez parte do jardim de uma casa, mesmo ao chegar a Chaves. A indicação de que se está mesmo quase a chegar ao destino. O momento a partir do qual podíamos sossegar, já não faltava quase nada. O elemento agora que faz a ligação entre o passado e o presente.

19 janeiro 2009

what are you doing?

Pergunta-me o twitter na página principal. Fácil, estou a olhar para um écran de computador, e a pensar nas mensagens de 140 caracteres que valerá a pena mandar. SMSs para a web, para quem as quiser receber, é o que me parece ser. E que não tenciono mandar do telemóvel, que isto de vícios a pagantes não é comigo. (há excepções, sim, mas esta é a regra)
Faz-me lembrar, e muito, os telemóveis. A gente telefona e pergunta logo "onde estás?", e quando por vezes telefona para um número fixo pergunta na mesma "onde estás? Em casa pá, é onde costuma estar o telefone fixo."
O que é que estou a fazer... a teclar. A debitar letras, a aquecer a barriga no netbook, a pensar na morte da bezerra.
Que é que isto interessa. A quem é que isto interessa. Não sei. Nem a mim me interessa o que é que eu estou a fazer. Mas enquanto não me farto, dou-lhe o benefício da dúvida.

twitter

E pronto. Agora também estou no twitter. Podia dizer-lhes para procurarem em "snowgaze", mas o Find People não está a funcionar. De modo que todo este hype me parece inútil.

18 janeiro 2009

Não gosto muito de redes sociais que funcionam sobre a internet. Soa-me mal, é-me estranho, não me vejo a meter-me em coisas dessas. Recusei imensos convites para o Hi5, Facebook, e outras redes cujos nomes já nem me lembro. Custa-me oferecer de mão beijada os meus dados pessoais e expôr-me a todo o tipo de SPAM. E depois lembro-me dos blogues. Dos chats. Dos MIRCS. Do MOO. Qual é a diferença?
Dei os meus dados SPAMmer unfriendly (nome falso, mail que se livra do SPAM) ao twitter, e logo me arrependi. Estava-me a meter naquilo só para ver como andava a Rita Maria. E logo tinha que tentar entrar nele quando o "Find People" não está a funcionar. Estas coisas fazem-me sentir estúpida. Pior, enganada. Raisparta. Rita Maria, como é que vão essas mudanças?

15 janeiro 2009

andam por aí postes muito sérios, assuntos muito sérios, e gente muito séria. eu ando a braços com gente real que me tira tempo e me dá sono (e não são os meus miúdos) e por isso estou sem pachorra para coisas mais sérias que o meu umbigo. abomino que me desperdicem a vida.

13 janeiro 2009

Paredes em branco

Estive mesmo vai não vai para comprar uma reprodução de um quadro de Van Gogh (o starry night). Gosto do original, e pensei, já que não posso tê-lo, porque não uma cópia. Não um poster, mas uma reprodução feita por outro artista. A ideia não era má. O problema é que devo ter visto demasiados filmes. É que nos filmes, as reproduções são sempre perfeitas, quase indistinguíveis dos originais. Na realidade, as reproduções que encontrei no ebay, tanto deste quadro como de outros de artistas menores (enquanto comparados com Van Gogh) são muito fraquinhas. Mesmo para mim, que não percebo nada de pintura, as diferenças entre os originais e as cópias são enormes. Não haverá por aí algum génio das reproduções que venda uns quadros a preços acessíveis?

12 janeiro 2009

11 meses

2 dentes a espreitar, que ainda não tinha antes do Natal. Estranhamente, são os incisivos superiores, mas não os dois da frente, os dos lados. Quando crescerem mais um bocadinho, se não lhe vierem mais dentes entretanto, vai parecer o drácula. Pelo que já tenho ideia para a máscara de carnaval.

dá 3 passos e depois cai sentadinha. Gatinha a alta velocidade, põe-se de pé, dá voltas à casa agarrada aos móveis, e passeia cadeiras. Um mimo.

ainda tem pouquinho cabelo

olhos cor-de-burro-quando-foge

muito sorrisos de orelha a orelha, o dia inteiro

todas as noites muito bem dormidas

nenhuma doença digna de nota, apesar de nos ter pegado algumas. Andámos bem pior que ela, os três a disputar um lugar na única casa de banho cá de casa.

2 palavras: "olá" e "dá", bem ditos, e com intenção

"diz" adeus

adora comer, principalmente da nossa comida. Não é nada esquisita, mas suponho que com a idade lhe passe.

encosta a cabecinha a nós para fazer miminhos. É um amor de bebé.

11 janeiro 2009

Ai o tempo e tal...

Pensava que era só no verão, por causa da falta de notícias, que os "jornalistas" se dedicavam à mais nobre das reportagens: a reportagem sobre o tempo. Afinal enganei-me. É que se há tema que nunca se esgota, é mesmo este.
Ontem à noite vi 7 minutos de um telejornal qualquer. Aqui se vê logo o meu erro, como é que isto foi acontecer, eu que nunca vejo as notícias, como é que que fui parar a um telejornal e não mudei logo de canal. Enfim, às vezes uma pessoa tem a televisão ligada e nem se apercebe do que está a acontecer lá dentro. 7 minutos completamente dedicados ao tempo. Talvez mais, depois mudei de canal. Parece que nevou em Portugal. Em sítios tão impressionantes como o Marão e outras serras, nevou. Aliás, é tão fora do comum, nem sei como é que no distrito de Vila Real existem 6 limpa neves. Os velhotes das zonas das montanhas foram entrevistados. Ah, e tal, está frio. Pois, há canalizações que gelam, e algumas até podem rebentar, mas isso, meus caros acontece todos os anos. A sério. E ninguém, para lá do Marão, se veste como se fosse "para a neve". Depois de Outubro, vejam lá, vêem-se as pessoas a respirar. Sabem o que isso quer dizer?
Quando eu andava na escola :) a neve era um acontecimento. Se nevasse bastante, e como não havia limpa neves, era provável que não houvesse aulas. O frio só, não bastava. Mas lembro-me perfeitamente de ir a pé para a escola, e patinar nuns terrenos alagados que o frio tinha gelado, de botas e tudo. De me entreter a escavacar poças de água congeladas. De a minha mãe tirar o gelo do pára-brisas com água morna. (se estivesse frio mesmo a sério, como em Munique, isso não seria possível) todas as manhãs, em todos os invernos. De enfiarmos gelo pelas camisolas adentro uns aos outros, no intervalo.
Se calhar até esteve um bocado de frio. É natural, é Inverno. Agasalhem-se melhor. Por aqui ouço sempre dizer que não há mau tempo, só roupa inadequada.
Mas agora a sério... em Novembro passei um fim de semana em Lisboa. Uma manhã acordei com uma locutora de rádio a dizer que estava frio. Saí à rua e estavam 18 graus e sol. Eu usava uma t-shirt e casaco. Os locais, andavam de camisa, camisola de lã e casaco.
E depois, isto dos alertas, é ridículo. Se as temperaturas descem abaixo dos 15 graus já aí vem um alerta amarelo. Se sobem acima dos 20, alerta amarelo. Se chove, alerta amarelo. Se chove um bocadinho mais, há logo inundações e alerta laranja. Gente, é só o tempo. É normal que no Inverno faça frio, é normal que chova, é normal que no Verão faça calor e haja alguns incêndios. Se vão começar a usar alertas em situações normais, vão ficar sem cores para as catástrofes.
Frio é um gajo ter que raspar o gelo do lado de dentro do carro. Respirar e sentir as vias respiratórias a enregelar, andar na rua e sentir os olhos a chorar, andar com a cara vermelha e a ponta do nariz como se fosse um cubo de gelo. E há bem pior que isto. Olhem os tipos a quem cortaram o gás que têm temperaturas bem mais baixas que esse país à beira-mar plantado. Em que alerta estarão? Ultra-vermelho?

10 janeiro 2009

Um gajo que percebe pouco de computadores, mas precisa de por uma cena a funcionar, e uma gaja que percebe de computadores, mas não do linguajar deles em alemão, dá o quê?
Um gajo e uma gaja agarrados aos computadores durante horas, ela a fazer pesquisas em inglês e a tentar decifrar o que é que aquilo daria num sistema operativo alemão, e ele, grande ajuda, a olhar. Mas no fundo, no fundo, só deu horas perdidas. É um bocado estranho ser a pessoa que percebe mais de computadores em casa. E, acima de tudo, chato. Estes bichos tendem a dar problemas (que mesmo que sejam simples dão sempre uma trabalheira até que se consiga descobrir o que fazer) e alguém tem que os resolver. Porque é que tinha de me calhar a mim?

09 janeiro 2009

Como é que se chama mesmo?

Enquanto usava o meu netbook, cliquei num link qualquer que me abriu um programa de email. Ena, esta cena dá para mandar emails, pensei. E depois, claro que dá, não é nada de mais ter um programa de emails... se bem que isso deve ter um nome. E conclui que já uso o gmail há tantos anos que me esqueci que há programas que servem para ir buscar o email e guardá-lo no computador em vez de os deixar no servidor a criar pó e arquivados para um uso do tipo "anytime, anywhere". Quatro anos e pouco é muito tempo. Tempo suficiente para mudar a maneira como uma pessoa pensa e vive. Pelo menos em alguns aspectos.

Frase do dia

"Pleasure is a human right."

E o dia ainda agora começou.

07 janeiro 2009

Começa bem

Se é que há quem ainda não saiba, o Miguel Esteves Cardoso agora escreve crónicas no Público. Todos os dias, li por aí, até ao fim do ano. A de ontem está aqui (ou estará, por algum tempo, que o Público não é de fiar). Antes de saber disto, antes de se me acabarem as férias, fui repescar à minha estante na casa dos meus pais, que guarda os livros "da comunidade" lá de casa, "As minhas aventuras na República Portuguesa". Recomecei a leitura enquanto o resto da casa andava num rebuliço, e tive paz e sossego para apreciar dois capítulos antes de ter que me pôr a bulir também. Logo me deu uma coisa forte cá por dentro, puxa, este homem escreve coisas lindas, escreve prosa como quem escreve poesia, mas mais bonita ainda, e trouxe o livro comigo. As crónicas serão boas crónicas. Os livros foram bons livros. A entrevista que vi no Youtube há uns meses era fabulosa (ide procurá-a, ide). E isto, meus amigos, é um ano a começar bem.

[Adenda] A crónica de hoje também já lá está.

06 janeiro 2009

Finalmente não estou enganada!

Como eu transitei directamente de 2007 para 2009 (deve haver para aí quem se recorde de há uns meses atrás eu ter atirado com coisas ao lixo porque expiravam em Fevereiro ou Março de 2009), não notei grande diferença na passagem de ano. Ah e tal, finalmente o mundo decidiu que eu tinha razão, era mesmo 2009. Ainda assim, e para variar, tomei uma resolução de ano "novo". A partir de agora vou deixar de fazer o que não gosto, pelo menos o que puder não fazer. A começar pelos brindes. Eu cá brindei ao ano novo com Compal. Champanhe, espumante, sekt, e outros que tais, não são para mim. Mil vezes água, sumo se o houver, que eu já não tenho idade para ceder às manias dos outros. As minhas manias é que são boas.

6 de Janeiro

Por aqui é feriado, mas já estou em casa, a sornar e a pôr as leituras em dias. Parece-me esquisito ver tanta gente no messenger a dizer que está a trabalhar, já tentei telefonar para casa de outras gentes que entretanto cumprem as oito horas diárias (ou mais, eu sei lá), e a neve que está lá fora não chega para cumprir a promessa de hoje irmos todos andar de trenó. Ela virá, que o Inverno ainda agora começou.
Dúvidas que me assolam: será que não é de mau tom enviar postais de natal electrónicos quase quinze dias depois da data? E porque é que o seria, afinal, o Natal é quando um homem quiser...
2007 foi um ano fantástico, 2008 foi fabuloso, e desconfio que 2009 não vai ficar atrás de nenhum deles. Pelo menos nas coisas que eu puder influenciar.

A todos que por aqui passam: que o vosso 2009 seja pelo menos tão bom como o meu vai ser (garanto, garanto).

O blogue prossegue como de costume, que uma pessoa habitua-se a isto e depois não quer outra coisa.

19 dezembro 2008

Boas festas

Então bom Natal, boas férias (para quem as tem), e até para o ano. Depois dos reis, cá estarei. Entretanto evitarei todo o contacto com a net. Até lá.

18 dezembro 2008

Da vida e da morte

A conversa continua :)

Não acho que o medo da morte seja irracional, pelo contrário, tenho-o como perfeitamente racional já que ninguém sabe o que está para lá da morte (assim com certeza mesmo, absoluta e incontestável) a não ser a morte em si. Parece-me mais irracional o medo da vida eterna (é isso a imortalidade, não é?), que é no fundo uma justificação para a morte (e portanto uma racionalização, e portanto racional, e já me contradisse numa só frase. Porreiro, pá). O medo do desconhecido é perfeitamente natural (e racional?).
Conheço muitos velhos que não se importavam nada de ficar cá para semente ;), vê-se-lhes nos olhos o medo de morrer, mesmo quando estão de perfeita saúde, e a pena que têm de ter que deixar este mundo.
Há uns dias ouvi um homem dizer que gostava de viver até aos 980 anos (mais coisa menos coisa, não me recordo precisamente do valor), porque, dizia, Noé também tinha vivido até essa idade. Quando ouvi aquilo, pensei, porque não 1000, já que estava tão perto? Outras pessoas dizem que gostavam de viver até aos 100, 150, 200 anos. É mais frequente ouvir alguém dizer que gostava de ir para além da esperança média de vida, do que o contrário. Porque será.
Havendo seja o que for (nada ou alguma coisa) depois de morrermos, gosto demais de cá andar para me fartar, e tenho pena de não poder viver (com alguma qualidade de vida, claro, que quando a saúde se acabar já a vida se me pode ter esgotado ainda que o coração possa ser forçado a continuar a bater). Por mais longa que fosse a minha vida, não me parece que me fosse cansar. Criando ou recriando, as possibilidades são infinitas. Quando achamos que descobrimos a partícula mais pequena ainda temos que descobrir do que é que ela é feita. Quando pensarmos que já sabemos os limites do universo, ficará por saber qual a grande caixa que contém essa caixa já enorme. E por mais tempo que aqui passássemos, é duvidoso que ficássemos a saber tudo. Digo eu. Penso eu. E fico à espera que me provem o contrário.

17 dezembro 2008

Já ganhei o dia

A senhora do café perguntou-me quantos anos tinha, se já andaria pelos 27. Digamos que já foi há algum tempo. Mas tendo em conta que acabei por comprar os Legos (só espero que a família não leia isto, para ver a cara deles quando perceberem que o pai Natal me trouxe uma prenda dessas) a minha idade mental ainda anda bem longe dos 27. Estou para aí com uns 7 anos portanto.

(Depois de brincar com a minha caixa de Legos vou guardar tudo muito bem arrumadinho, para a próxima criança. Seja ela a minha menina, ou outra qualquer. Prometo.)

16 dezembro 2008

Do consumismo, e os meus problemas de consciência

Sou daquelas pessoas que nunca deita um papel ao chão nem que tenha que andar quilómetros com ele no bolso, e que recicla o lixo porque tem que ser, e porque deve ser, mas nem sequer sou particularmente sensível à mensagem "verde" porque tenho a sensação que me andam a esconder metade da história. E metade (pelo menos) da poluição. Irritam-me as iniciativas do género pague lá este saco igualzinho ao que na caixa ao lado é de borla (hipermercados continente), porque acho que há sítios bem mais importantes onde se devia actuar - como na embalagem excessiva das coisas. E não me parece que o princípio do utilizador-pagador ajude alguma coisa, porque desculpabiliza quem paga (se pago o que poluo, então não há razão para me incomodar com a minha poluição, pelo menos enquanto puder pagá-la). Irritam-me as campanhas com criancinhas (não só as da reciclagem, as outras também) e pessoal vestido de uma cor estranha (experimentem sair de casa vestidos de amarelo da cabeça aos pés).
Explicada a minha (in)sensibilidade aos assuntos verdes posso ir directa ao assunto. Este sítio-programa-vídeo. A história das coisas pôs-me a pensar em coisas mais importantes do que a reciclagem, o lixo e o desperdício. Para onde vai a tralha toda que compramos quando deixa de ter utilidade. O que se faz aos objectos que já ninguém quer (nós não queremos), mesmo que estejam em óptimas condições. Porque é que é supostamente proibido emprestar os DVDs que vimos uma vez e nos quais já não temos interesse. Porque é que não se emprestam livros, porque é que as bibliotecas estão vazias. Porque é que as coisas são cada vez mais baratas. Como é que há 10 anos comprava t-shirts por mil paus, e agora as posso comprar por cinco euros. Porque é que cedemos aos miúdos que querem tudo e mais alguma coisa. E porque é que nós próprios temos tralhas a mais. Porque é que não compramos mais em segunda mão, pedimos emprestado, emprestamos. E para quê?
Calhou mal ter visto isto na altura do Natal. Tirou-me um bocado da alegria que tinha em comprar as prendas para a família. E tirou-me o prazer de comprar coisas para mim. Agora (por agora?) não consigo fazer compras por impulso. Continuo a comprar certas coisas em segunda mão (os jogos electrónicos no ebay). Penso duas vezes antes de comprar coisas novas (são mesmo necessárias? posso arranjar em segunda mão?). E quero emprestar tudo o que tenho (mas também nunca tive problemas em emprestar). Não quero deixar um rasto de lixo. Mas também não quero deixar de viver a vida normalmente. Estou lixada.

(inspirado pela Luna)

15 dezembro 2008

Testando a sorte do rapaz

Estão a ver aqueles papelinhos das rifas de feira, aqueles bem enroladinhos? E se eu disser que passei várias horas a enrolar cerca de 125 com a ajuda de um palito? Quanto tempo é que um miúdo (ou graúdo) demorará a desenrolar um número de papelinhos suficiente para encontrar o único que lhe dá a informação que ele precisa? Muito, espero eu. 3 horas comigo a enrolar papelinhos (e a cortar, e a escrever mensagens parvas neles, e a carimbar desenhos noutros) têm que dar para entreter o miúdo por mais de 5 minutos. Até lá, vou fazendo figas.

Brincar às casinhas

A amazon devia deixar de me mandar mails. Às vezes até dá jeito, quando me vêm dizer que saiu mais um livro do meu autor favorito, ou um jogo novo dos que eu colecciono coleccionava (porque tempo para jogar não há), mas isto é demais. Só porque andei a ver Legos (que nem comprei), agora mandam-me avisos de que baixaram os preços, uma e outra vez, e agora têm daquelas casinhas que eu gosto com 30% de desconto e tudo. Não se faz, pá. O miúdo não liga a Legos, e a miúda é pequena demais, eu não tenho tempo nem desculpas para comprar uma caixa de Legos, pô-la debaixo da árvore e fazer de conta que não sei de nada e que realmente o pai Natal existe (neste caso, a mãe Natal, que eu ainda não mudei de sexo). Está mal. Ainda para mais tenho 3 dias para me tentar, porque eles entregam quase no dia seguinte (dois dias depois no máximo). Ando a resistir a uma destas casinhas giras, 3 em 1, milhões em 1 na realidade, há mais de um ano, quando as vi pela primeira vez na loja da Lego cá num centro comercial. Será que ainda me aguento?

13 dezembro 2008

Volta e meio deparo-me com coisas assim
"imagine life without death. everyday you would want to kill yourself"
mais aquela história da velha muito velha a quem já toda a família e amigos tinham morrido e que passava os dias a infernizar quem dela tratava, e continuava a vida miserável a que estava condenada a sobreviver a tudo e a todos
- e penso "tretas". Tretas de quem precisa de se resignar com a morte. Há para aí alguém que não tenha amigos mais novos? Que não chegue aos 30, 40, 50, 60, 70, e ainda encontre pessoas (até aí desconhecidas) no elevador a quem convidar para um café? A idade será mesmo determinante para definir os nossos amigos, as pessoas com quem convivemos, e quem nos estimula (intelectualmente e não só). Nem que eu viva 500 anos, e nem que vivesse para sempre, não me convencem que a imortalidade seria uma coisa má. Por mais que pareça que um dia hei-de esgotar o que tenho a dizer, a fazer, a ouvir, sei muito bem que isso não é verdade. Por mais comprida que fosse a vida, haveria sempre gente a criar coisas para as quais eu nunca teria tempo de experienciar. E só por isso posso dizer com certeza "tretas".

12 dezembro 2008

A vida é bela

Nunca cessarei de admirar a maneira como tantas pessoas se põem à disposição dos outros. Dentro do que podem, do que lhes sai da alma, das mãos, do cérebro, dos seus talentos, do que sabem fazer melhor. E nisso, a internet é uma fonte inesgotável de genialidade. Depois da roda, e depois da imprensa, terá sido provavelmente a maior invenção de sempre. Por causa dela, e de todos os que nela dão um bocadinho de si, todos os dias me enriqueço mais um bocadinho. Desde as imagens disponibilizadas por artistas fabulosos, pelo que fazem e pela facilidade com que oferecem o seu trabalho, e que uso para fazer etiquetas de presentes ou brincadeiras para o meu filho ou até embelezar as paredes, aos utilíssimos vídeos que ensinam a fazer uma data de coisas, à wikipedia, dicionários e outros sites que nos tiram dúvidas num instantinho, aos blogues de todos os géneros, aos sites e blogues de culinária onde de vez em quando lá vou tirar uma receita de mais bolinhos, e claro, o meu primeiro amor internautico, o email, que não serve só para mandar e receber mensagens dos amigos (e SPAM) mas também para me ajudar a gerir a minha própria vida (quem é que nunca mandou um mail a si próprio para se lembrar de fazer qualquer coisa).
Ando há quase um mês a preparar pistas para uma enorme e fabulosa caça ao tesouro para o meu menino mais lindo. Claro que não passo os dias a pensar nisso, mas de vez em quando tenho uma ideia nova e tomo nota, para a ir preparando logo que tenha algum tempo livre. Já imprimi imensas imagens de cogumelos (para a pista do "segue os cogumelos"), já me inspirei em coisas escritas pelos blogues, já pesquisei imagens de casinhas para colocar pistas nas janelas. E hoje, depois de tanto trabalho (ainda incompleto) e tanta coisa retirada deste mundo de bits e bytes, estou como o outro, maravilhada. O meu obrigada a todos os que tornam a vida melhor e mais fácil.

10 dezembro 2008

Coisas que me lixam

Chegam aos 5000 habitantes, e pensam, ena, tanta gente, devíamos ser cidade. Começam pelos semáforos, para regularem a meia dúzia de carros que passam nos dias de feira. Depois pelos GNR muito sérios, que isto agora já não é como nas aldeias, a multar o pessoal que não atravessa na passadeira. Mantêm a hora de almoço dos establecimentos comerciais porque afinal os donos já são velhos e não sabem nada dessas coisas do progresso, mas entretando abriram os Lidls e Ecomarchés, e os chineses, ai os chineses, e o pessoal até pode fazer compras à hora do almoço, mais à noitinha e até ao domingo, apesar dos veementes protestos do padre da terra e da associação de comerciantes, os tais velhos ultrapassados que costumavam comandar as horas de expediente das lojas todas (apesar do jeito ocasional que o ti António do minimercado fazia aos vizinhos) e ainda a feira anual do padroeiro da terreola, aproveitada como montra de exposição das alfaias agrícolas e local de espectáculo para os cantores pimba do momento, que por muito que se esforçem não puxam ninguém a mexer-se, que ali não há grandes motivos para cantar e abanar o capacete, deve ser por se terem esquecido de montar barraquinhas de bebidas alcoólicas e se terem limitado ao café e à KAS. Ah, e pela quantidade de velhos, de idade e de espírito.
Depois tem que vir mais progresso, fazem-se uns arruamentos e muitas rotundas, porque parece bem e sempre dá que fazer ao ti Manel, contratam-se uns jardineiros para tratarem das flores e limparem canteiros, compram-se mais enfeites de Natal e aumenta-se a dose de fogo de artifício do Natal e também a da festa do santo, que agora a terra já é grande, uma cidade como deve ser. Mas isto não chega, porque a cidade não pode parar, mesmo que esteja esquecida no meio do nada, onde nem o diabo se lembra de ir atentar as pessoas, e alguém tem a ideia peregrina que, já que a agricultura não dá nada, não há condições, os campos são pequenos e os donos velhos, e os filhos mudaram-se todos para longe e na terra ninguém quer saber de sujar as mãos, então vamos mas é virarmo-nos para o turismo. E então dão um jeito às aldeias, fazem mais umas estradinhas, limpam as fachadas das igrejas e capelas, fazem uns anúncios-reportagens na televisão e dizem aos turistas, venham até cá ver a nossa bela terra, com esta bela paisagem, e onde se podem aborrecer de morte em 3 dias que aqui a única sala de cinema é tão grande como a sala de jantar do Jaquim e por muito que queiram ir às compras, só terão sorte se vierem à cooperativa durante a semana e adquirirem o nosso azeite que é mesmo o melhor do mundo e o vinho que também não é mau.
E como não há turismo que se preze sem água, trata-se logo de promover a água mais próxima, seja ela um rio, uma barragem ou uma piscina-tanque na pensão da terra. E se não houver, vai-se para o meio do monte, onde costumava haver uma paisagem linda e gafanhotos e giestas à fartazana, mas que agora é dominada por meia dúzia de geradores eólicos que mais ninguém queria, e faz-se lá um buraco e põe-se a madeira ou a pedra da região à volta e chama-se-lhe spa, que é o que os turistas gostam. E se houver rios, pois que se façam passeios de barco, e campeonatos de jetski, que estas águas aqui estavam limpinhas de mais e os locais não merecem tomar banho em tanta limpidez. E já agora, com tanta terra abandonada, faz-se também um campo de golfe, que o golfe é que está a dar e já que não há mar, ao menos que haja golfe, sempre é uma actividade compatível com a ideia de calma e sossego que as pessoas têm do campo, mesmo que nesse campo esteja uma cidade. E para os que não gostam da calma, pode-se alugar umas motas, ou moto quatro que agora estão na moda, para darem uns passeios e assustarem as galinhas d'água e os javalis.
E o terreno onde se fazia a feira anual pode-se aproveitar durante todo ano, passa a chamar-se parque de exposições e podem-se ir fazendo mais feiras temáticas, a ver se o turista vem, que aqui não se passa mesmo nada, os restaurantes estão vazios, os cafés só dois ou três é que se safam e os comércios a mesma coisa, e o resto é paisagem, que só não fecha porque o dono tem que se ocupar com alguma coisa e já não tem idade para mais e afinal nem tem que pagar renda.
E as pessoas andam contentes, que o próximo projecto é que vai ser (nunca é), agora é que isto vai andar para a frente (fica sempre no mesmo sítio), os turistas vão vir (alguns até vêm) e nunca mais vão querer ir para outro sítio (fartam-se logo da pacatez e do frio ou calor extremos, e fogem para o bule-bule da cidade deles), e vai haver mais dinheiro (não vai), e a prosperidade chegará (não chega). E apesar de tudo, as coisas vão ficando na mesma, continua a haver feira, o mercado continua a atrair a mesma gente de sempre, a senhora da sapataria continua a apenas encomendar um número de cada modelo de sapato, o retornado a vender roupa caríssima e a fazer saldos de no máximo 30% e a começá-los apenas na altura da antiga lei ou até depois, no inverno continua a sentir-se o cheiro a lenha das lareiras, no verão continua a fazer um calor de morrer, as silvas continuam a dar amoras nos terrenos por construir e os prédios enormes continuam vazios por dentro e a tapar o gerador eólico e o resto da paisagem ao longe.
E os filhos da terra, os que se foram embora (os filhos da mãe que se atreveram a abandonar aquele pedaço de fim de mundo e ainda se atrevem a voltar a pôr lá os pés), de cada vez que regressam sentem que mais um bocado lhes foi arrancado, com cada semáforo, cada rotunda, cada café passado de mãos, cada escola primária remodelada, cada fonte abrilhantada, cada casa antiga substituída por um prédio enorme que ficará meio vazio, cada gerador eólico no horizonte. E perguntam-se, será que ainda há algum sítio onde não se passe mesmo nada?

09 dezembro 2008

A Amazon é fixe

(quantas vezes já terei escrito isto?)

Já compro coisas na amazon há muitos anos, desde a altura em que só havia amazon.com e nunca mas nunca me chateei com eles. Se há sitio onde o cliente tem sempre razão, é ali. Se há sítio onde os erros, sejam eles de quem forem, são imediatamente corrigidos, é na melhor loja online do mundo. As entregas rápidas, o preço em geral abaixo do das lojas reais e outras online (sim, eu comparo), a facilidade de devolução (com a devolução também, da parte deles, dos portes de envio), são apenas alguns dos aspectos que fazem da amazon aquilo que é: um sítio onde dá gosto fazer compras.
Isto para dizer que há ano e meio ofereceram-me uma máquina fotográfica digital que foi comprada na amazon, com garantia de 2 anos (1 da marca, e o segundo da amazon). Há pouco tempo, um dos pixeis da máquina passou a estar sistematicamente vermelho, quando fazia filmes (nas fotos continuava a funcionar normalmente). Telefonámos para a marca para saber o que fazer, dado que ainda estava na garantia. E como já tinha passado a garantia normal de um ano, disseram-nos para enviarmos ao vendedor que nos tinha oferecido mais um ano. Devolvemos à amazon. Um dia depois (um dia!) recebemos a mensagem de que nos tinham creditado o valor pelo qual a máquina foi comprada na conta, e que podíamos comprar outra com esse valor. Por outras palavras, vou ter uma máquina mais actualizada porque a amazon é fixe. E nem é por ser (quase) Natal! Eu já disse o quanto gosto da amazon? ;)

04 dezembro 2008

'tadinha da menina ;)

Deixa cá esclarecer: é evidente que a minha bebé vai receber presentes. Só não vou ser eu a comprar-lhos, há os avós, as tias, e os amigos da família que com certeza lhe vão dar mais coisas do que as que ela precisa - e, lá está, de momento ela não "precisa" de nada. Quem tem 9/10 meses e tem brinquedos, roupa, comida, e brincadeira, precisa mais do quê?

Não penso que ela precise de ter tantas prendas como o irmão, pela tal questão da igualdade. Eles não são iguais, um é grandinho, a outra é muito pequenina. Mas também acho que ele não precisa de nada! :) (também não comprei prendas nenhumas ao meu rapaz, mas vou-lhe dar uma nota para ele juntar para a prenda que ele quer ter e eu acho demasiado cara - a minha menina dá tanto valor a uma nota como a uma folha de papel de embrulho ou de jornal)
Por outras palavras, a "igualdade" deve ser apropriada à idade. Quando a minha bebé tiver a idade do irmão terá com toda a certeza o mesmo tipo e quantidade de presentes que ele tem agora. Ah, mas a igualdade é uma utopia, todos os que têm irmãos ou irmãs sabem disto muito bem. Todos os irmãos mais velhos se queixam que os irmãos mais novos tiveram esta ou aquela coisa (ou direito ;)) muito mais cedo na vida do que os pobres, esforçados e batalhadores irmãos mais velhos. Todos os pais se debatem com a questão da igualdade, esforçando-se ao máximo para não darem mais a um filho que aos outros - e depois falham na mesma, de uma forma ou de outra. É que os filhos não são iguais, não têm necessidades iguais, e à medida que o tempo passa e os pais se tornam mais experientes (mais sábios!) mudam de opinião em relação a alguns assuntos.

O meu menino, quando era bebé, tinha sempre prendas a mais no Natal. Por um lado, porque toda a família queria mimar o menino e dar-lhe (muitos) presentes, por outro lado também porque há muita família e amigos que gostam de dar prendas no Natal uns aos outros, e principalmente às crianças. E o que acontecia era que na noite de Natal ele via uma árvore enorme com tantos presentes debaixo dela, a grande maioria para ele, que depois de abrir dois ou três ele já não tinha interesse em mais nenhum. E foi por esta razão que uns anos mais tarde eu tive a brilhante ideia (eu não sou de falsas modéstias, esta é mesmo uma ideia brilhante) de, em vez de ele apanhar uma seca a abrir aqueles presentes todos na noite de Natal, organizar uma espécie de caça ao tesouro com as prendas todas, e assim ele entretém-se durante uma hora ou mais a procurar as coisas pela casa. Tem a enorme vantagem de assim criar uma tradição boa que ele recordará pela vida fora, e ao mesmo tempo evitar estar a dizer às pessoas para não lhe darem prendas. Claro que dá muito mais trabalho do que ir a uma loja e comprar-lhe um brinquedo. Mas este é o meu presente para ele, sei que é o favorito dele e tem muito mais importância do que as coisas que ele recebe. Tanto que quando lhe dizemos para fazer uma carta ao pai Natal, ele diz que só quer a "caça às prendas" e que as prendas não importam, podem ser gomas ou rebuçados.

Numa família em que normalmente se abrem os presentes à meia noite, dificilmente a nossa bebé estará acordada (sim, a nossa bebé é bem comportada e de noite dorme) para se aperceber do que se está a passar. E, em sobrando apenas os presentes dela para abrir no dia seguinte, é provável que ela nem entenda que os outros receberam coisas, e pense que aquelas prendas são só para ela e mais ninguém teve nada. Claro que podíamos alterar a nossa maneira de fazer as coisas, e guardar os presentes para a manhã de Natal. No entanto, é a minha opinião que os bebés se devem adaptar à família onde chegam. Além de que somos todos demasiado impacientes para esperar pelo dia 25. Em breve a nossa menina conseguirá ficar acordada até mais tarde, e nessa altura divertir-se-á tanto ou mais que todos nós. Até lá, terá que abrir os presentes no dia de Natal, como muitos outros meninos. E está muito bem assim.


(evidentemente, ou não, reservo-me o direito de mudar de ideias a qualquer momento e sem aviso prévio. tudo depende das circunstâncias. e eu fico mais sábia ;) a cada minuto que passa)

03 dezembro 2008

Presentes para uma menina de 9 meses (quase 10)

Ela não precisa de nada. E como tal, vou-lhe dar isso mesmo, nada (a não ser que mude de ideias nas próximas 3 semanas). Segundo a minha bonequinha, que terá 10 meses no Natal, a lista de preferências (não necessariamente por esta ordem) vai para:
1 - garrafas plásticas de água, de preferência vazias (são mais fáceis de manejar)
2 - chupetas formato anatómico, para cuspir a longa distância (ela quer quebrar o seu próprio record)
3 - revistas e jornais sobre temas variados (parece que o papel sabe bem)
4 - cabos eléctricos (a chata da mãe nunca a deixa, mas ela bem queria mordê-los)
5 - controlos remotos, quantos mais botões melhor (fazem cócegas nas gengivas). O telefone também serve.
6 - caixas de supermercado (as que usamos para trazer as compras) (fazem uns belos comboios e dão para se sentar lá dentro)
7 - roupa pendurada num estendal (para passar por baixo e puxar, e depois brincar às escondidas)
8 - e por fim, cabelos da mãe. Fazem cócegas na cara dela e são mesmo bons para puxar com toda a força.

Gastar dinheiro para quê?

3 de dezembro

Ora aí está um belo dia para terminar as compras de Natal. Não tivesse sido apenas hoje informada que do convidado extra na ceia de Natal e estavam as prendas arrumadas. Assim sendo, para além dos embrulhos e organização de actividades para a noite de Natal - que isto não pode ser só comer e beber, há que merecer as prendas! - estou quase a acabar. Mas ainda tenho muito com que me entreter até à consoada.

A emissao prossegue dentro de momentos

Entretanto podem ir vendo o blogue da Blogotinha. Eu já nao ia lá há mesmo muito tempo e nem sei porquê. Os meus posts favoritos são... os da musiquinha do dia. Porque é que será ;)

29 novembro 2008

O Futuro é azul

Um dia destes vamos acordar, e vai haver internet de banda larga (a sério, não aquela treta de 500Kbps) sem fios em todo o lado, e o pessoal vai deixar de descarregar mp3 e passar a ouvir musica online a qualquer hora, em qualquer lugar.
Só pode ser esta a explicação para o google não ter uma pesquisa de mp3 decente. Para o youtube ter imensos vídeos de música cuja imagem consiste em fotos ou sequências de imagens paradas, ou até uma única imagem. E para os sites de música que descarregam directamente do youtube.

Procuram-se

18 músicas (mp3) para um CD novo para o carro. Que não estejam ainda em outros CDs no mesmo. Aceitam-se sugestões. Se acertarem em músicas que haja cá em casa em CD, melhor.

28 novembro 2008

Parece que não mas...

Um gajo pensa que jogar ping pong consiste em ficar em frente a uma mesa e ir mexendo o braço de vez em quando. Pois. Apesar da área em que se joga ser relativamente reduzida (mas hoje fui parar às barreiras várias vezes) e o braço também não poder ir longe, estou toda partida. Segunda há mais. E terça. E quinta. E sexta. Vai ser uma semana dura.

27 novembro 2008

No semáforo vermelho

Duas pessoas dentro de um carro a agredir-se mutuamente. E só reparei porque o tal carro estava exactamente à minha frente e a abanar muito. Pois, experimentem andar à porrada dentro de um carro a ver se não abana. Podiam ser marido e mulher, pai e filho, avô e neto, não sei. Fiquei a pensar se não devia decorar a matrícula e telefonar à polícia. Sei lá se andar à porrada dentro de um carro é crime público na Alemanha.
(e dizer o quê? ah, senhores guardas, estavam duas pessoas num carro a bater-se, mas quando o semáforo ficou verde viraram para outro caminho e por isso não sei se acabaram por bater contra uma árvore, atropelar alguém, ou simplesmente continuaram a sessão dentro de quatro paredes.)

26 novembro 2008

Pão

O rapaz giro, na fila do supermercado atrás de mim, com uma miúda que não parava de falar. Os dois em inglês, e eu a tentar perceber qual deles é que se estava a exprimir numa língua estrangeira. Era ela. No cesto das compras tinham massa, queijo, camarões (imensos), vinho, polpa de tomate, pão. E consideravam levar um monte de gomas, todos os pacotes que estavam em exposição mesmo antes da caixa, só porque estavam ali, e talvez lhes apetecesse fazer uma coisa doida. E eu ia deitando umas olhadelas ao rapaz (tão giro!), e apetecia-me perguntar-lhe donde vinha, só para saber (que eu de rapazes giros estou bem servida), e olhava para a miúda e queria perguntar-lhe onde é que tinha desencantado tamanho deleite para os olhos. Só por curiosidade. O telemóvel dela tocou, e enquanto ela dizia coisas que não ouvi, aproveitei para dar mais uma espreitadela ao rapaz, que pelo olhar dele devia estar a pensar "é pena, mas já estou ocupado". Pois, eu também.
Paguei, fui-me embora (não antes de deitar outra olhadela ao rapaz), e decidi que afinal há algo em Lisboa que vai para lá da comida, do tempo, dos portugueses, e das lojas abertas ao fim de semana e à noite.

25 novembro 2008

Dos blogues

A minha história, que nem é bem uma história, com Saramago começou com "todos os nomes". Abri-o numa livraria, li umas páginas, gostei, levei-o e ofereci à minha mãe. Depois comprei "o evangelho segundo jesus cristo", li umas páginas, detestei, e fiquei por ali. Não só o estilo da escrita me incomodou, como a história também - e não por motivos religiosos, longe disso.
Quando soube que Saramago (gosto deste nome) tinha um blogue tive que ir espreitar. Tenho lido quase todos os postes. E gostado. E por isso trouxe, de uma livraria, sem pensar muito nem espiolhar umas páginas antes de largar o pilim, "a viagem do elefante". Espero gostar. E agora que penso nisso, a minha mãe está a dever-me o empréstimo de "todos os nomes" há anos.
Há bebés que choram enquanto dormem. A minha ri-se à gargalhada. Deve ter uns sonhos mesmo bons.

24 novembro 2008

O tamanho é importante

Em Munique, chamam "gigantes" aos camarões que em Portugal serviriam para acompanhar cervejas. Em Portugal, chamam gambas "normais" a algo tão grande que aqui teriam que inventar novas palavras para descrever tal enormidade. De modos que me habilitei a fazer figura de parva ao pedir para ver a gamba "normal" para poder julgar com os meus próprios olhos se era suficientemente grande. E provavelmente fiz mesmo figura de parva ao ver a tal gamba "normal" e imediatamente salivar como o cão do Pavlov. Só faltou começar aos pulos na cadeira. Faltou muito pouco. (já para saltar na cama do quarto de hotel faltou altura ao quarto. eu bem tentei, mas era demasiado arriscado)

700km/h

E assim se passa de um sítio com 20 graus (t-shirt) para outro com neve. Por outras palavras, interrompi (por um fim de semana) o inverno. E gostei.

21 novembro 2008

Raisparta

Eu que nunca vou a Lisboa, pá... tinham logo que me brindar com um simulacro de terramoto mal o meu avião aterre? Não podiam esperar? Um tremor de terra a sério ainda se admite, agora brincarem aos tremores de terra nas parcas horas que tenho para enfardar todos e quaisquer bolos de creme de ovo que me aparecerem à frente (pastéis de Belém incluidos), comprar todas as revistas cor de rosa que encontrar, e apanhar todo o sol e calor que puder enquanto não me metem no avião de volta para os não-sei-quantos-graus-negativos-e-forte-nevão que vai haver aqui durante o fim de semana, isso é imperdoável. Vejam lá se se portam bem, e não me atrapalham a vida, que eu não tenho tempo para essas coisas e ainda me aborreço, e depois nunca mais volto aí. (Ai, se houvesse vôos directos para o Porto...)

Coisas que fazem diferença na vida de uma gaija

O meu gmail tá lindo. Ainda pensei em dar-lhe um look à anos 90 (até 94), assim um verde e preto do tempo dos terminais X, mas depois pensei, que se lixe, afinal estamos noutro milénio, quero é coisas bonitas para me animar o dia (e a noite). De modos que até o SPAM ficou mais bonito. Como é que os senhores do gmail não pensaram nisto há mais tempo? (ah, deviam estar muito ocupados com o gtalk, ou a aumentar as caixas de correio, ou a filtrar o SPAM ou outras coisas assim...)


(eu já disse que adoro o gmail?)

20 novembro 2008

Como é que isto me escapou

Ando demasiado ocupada para ter tempo de escrever. Mas ainda vou tendo tempo para ler. E encontrei um blogue fabuloso, que devia fazer parte dos meus favoritos desde o dia em que começou. Mais vale tarde do que nunca, e vivam os arquivos. Vão lá ver o não compreendo as mulheres.

18 novembro 2008

O Universo devolve

Atrasado, mas devolve. A máquina de uma das estações de comboios de Munique ficou-me com as moedas que usei para pagar qualquer coisa que ela não me deu. Hoje, uns meses mais tarde, outra máquina deu-me duas barras de amendoins pelas moedas de uma. Obrigadinha.

Digital

Para quem diz que o trabalho é 10% inspiração e 90% transpiração.
A transpiração é a parte para a qual precisas de um administrador porque não tens permissões.

O Futuro

As pens USB como suporte de software. Os CDs e DVDs estão ultrapassados. Quero todos os ficheiros guardados numa coisa que ocupa o espaço de um dedo. Ou menos.

14 novembro 2008

Partida

O meu filho, que não é uma pessoa que aprecie manhãs (as de escola, pelo menos), costuma ter dificuldade em despertar e manter uma conversa coerente na primeira hora desde que se levanta. Ora hoje, no meio dessa altura crítica, desata a rir-se sozinho. Tanta graça se achou, que teve que partilhar a piada.
Ontem, uns meninos disseram à professora que estava na hora de sair. Ela dizia que eram 3 menos 10, eles mostraram-lhe os telemóveis que indicavam 3 e 10 (que era a hora de saída daquela aula). Rendida às evidências, a professora caiu no truque mais velho do mundo, desde que há escolas. Saíram todos 20 minutos mais cedo. Estou para ver se ela tem sentido de humor quando tiverem a próxima aula.

13 novembro 2008

A sério...

Estando num ponto da vida em que um mestrado ou doutoramento não me adiantaria de nada (se é que alguma vez adianta) em termos profissionais, mas que, se o assunto realmente me interessasse me poderia dedicar a uma coisa dessas, fui à procura de mestrados no google. Para quem não tem ilusões sobre potenciais ganhos monetários com a coisa (nulos, para não dizer negativo se formos a contar o investimento em tempo, livros e dinheiro) a pesquisa tem que versar sobre o que realmente se poderá lucrar com tamanho projecto: diversão. Infelizmente, ninguém se interessa por coisa engraçadas ou divertidas, pelo que continuarei a ocupar os meus tempos livres a ler blogues e a brincar com os meus filhos.
Para quem tiver dúvidas, aqui ficam os resultados de mais uma ideia das minhas, vá lá, para quê ser modesta, ideias brilhantes:

No results found for "masters degree in something funny".

12 novembro 2008

Não há nada como ser expulso de um restaurante. Quando os empregados já todos jantaram, todas as cadeiras (menos as nossas) já estão viradas em cima das mesas, e finalmente percebemos que estamos a estorvar. Pagamos e saímos pachorrentamente, mas ficamos à porta, ao frio, porque a conversa tem impreterivelmente que continuar, e corremos o risco que os pobres moradores da zona, arrancados do sono por gargalhadas espalhafatosas - que não há conversas animadas sem elas-, chamem a polícia, as horas infindas a discutir "mas para onde é que vamos agora" e ninguém a arredar pé nem com intenções de ir para lado nenhum. Podia medir graus de felicidade assim. Quanto mais tarde, mais frio, mais gargalhadas, mais feliz.

(inspirado aqui)

Um café e um bagaço (mas sem o bagaço)

Diz-se que o homem é uma criatura de hábitos - por outras palavras, estamos tão habituados a ser lixados, que quando a coisa corre bem temos tendência a repeti-la até à exaustão. E se um dia, por acaso prevaricamos - como eu, que hoje fui tomar café a um sítio onde já não ia há muito tempo - arrependemo-nos imediatamente - já bebi água suja com melhor sabor que aquele "café" - e prometemo-nos logo ali nunca mais voltar a repetir aquele gesto. (Antes rapar frio e ir ao italiano que leva o dobro, mas cujo café se pode beber, apesar de vir com borra.) É por isso que quando vamos de férias para um sítio novo jantamos invariavelmente no primeiro restaurante que nos serviu relativamente bem, e é por isso que vamos sempre ao mesmo café, e nem notamos que o serviço já foi melhor e que em frente àquela esplanada agora passam 1000 carros por hora.

Por outro lado, "o homem é uma criatura de hábitos" - assim mesmo, com aspas - só tem 46 ocorrências no google. Se calhar não somos assim tanto de hábitos.

11 novembro 2008

O dia das luzes

11 de novembro, ora aí está o dia em que se ensina aos miúdos a reivindicar os seus direitos, desde os mais bebezinhos até aos mais graúdos. Todas as escolinhas organizam uma manifestação assim que escurece, para a qual os meninos devem levar uma lanterna, de modo a estarem devidamente apetrechados para protestarem contra a falta de iluminação na cidade nesta altura do ano tão crítica. Afinal de contas, nesta escuridão não há manif que se veja se uma pessoa não levar a sua própria luz. Não é que resulte (o protesto), mas os miúdos não desistem, e todos os anos repetem a façanha. Talvez acreditem no ditado "água mole em pedra dura...".

Eu cá preferia um magusto. Sempre podia fazer umas correrias atrás de uma vítima para enfarruscar (só são vítimas as que fogem, quem não foge é um compincha e tem pelo menos a obrigação de tentar enfarruscar-nos de volta (isto diz-se?)). E comia umas castanhas assadas.

10 novembro 2008

Atarantada

Deparei-me com isto, e fiquei a pensar, durante uns minutos, mas que raio é que eu fazia se soubesse que ia morrer dentro de 10 minutos. Dez minutos não são nada. Não dão para nada. De modos que se eu soubesse que ia morrer dentro de 10 minutos iria muito provavelmente passá-los desesperadamente a tentar não morrer. Ou morrer a tentar não morrer.

07 novembro 2008

Raisparta este tempo

Só me apetece comer chocolate. Rausch 47% (de entre umas 10 variedades que eles têm, sendo esta a mais difícil de encontrar). Ferrero Noir à caixa. Ritter Sport chocolate de leite com amêndoa. Lindt chocolate de leite. E uns bombons de uma loja artesanal aqui em Munique que agora não me lembro o nome e me fica muito fora de mão também marchavam.
Não acredito em cenas.
Pronto.
Está escrito.

04 novembro 2008

Small world?

Não é o mundo que é pequeno. Nós é que nos movemos em círculos.

(Isto dava uma série. E este primeiro post diria "hoje encontrei uma amiga, por vias travessas. Já não me lembrava dela - mas lembrava, de vez em quando, por causa de coisas que não interessam ao público em geral. E foi o máximo encontrá-la. E voltei a lembrar-me que gostava que a minha vida tivesse mais tempo, dias de 48 horas e semanas de 14 dias, embora nunca consiga utilizar o meu tempo livre nas coisas que gostaria de fazer porque passo demasiado tempo nos meus vícios mesmo quando tenho tempo livre. De onde deduzo que tenho que acabar com os meus vicíos. Ou libertar-me um bocadinho deles.)