Isto:
"Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente."
eram as doze palavras. Para aqueles que têm sentido de humor. Ou uma mente distorcida, como a minha.
As outras doze, divididas por três posts, era eu a ser uma pessoa quase normal.
02 março 2008
12 palavras (3 de 3)
E ainda mais quatro palavras que me fazem crescer água na boca.
bola de berlim (ok, não é só uma palavra, mas quem é que disse que tinha que seguir as regras?)
pastel de tentúgal (idem)
éclair
nata (pastel de nata)
Estas quatro podiam ser condensadas em três: pastelaria das boas :)
bola de berlim (ok, não é só uma palavra, mas quem é que disse que tinha que seguir as regras?)
pastel de tentúgal (idem)
éclair
nata (pastel de nata)
Estas quatro podiam ser condensadas em três: pastelaria das boas :)
12 palavras (2 de 3)
4 palavras que alegram o dia a qualquer um
grátis
pechincha
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presente/prenda
Ia pôr saldos ou promoções, mas como nem sempre são bons negócios (pechinchas!), não entram aqui.
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12 palavras (1 de 3)
4 palavras que ouvia à minha avó, e que hoje em dia me fazem lembrar dela, se as ouvir, o que é raríssimo (o que diz da minha posição geográfica ao longo do tempo)
chanatos/chanatas -> o mesmo que chinelos/chinelas
bulir -> não bulas no lume!
abalar -> estou de abalada -> vou-me embora
catancho
só tenho pena de já nem me lembrar de tantas outras que cada vez menos pessoas utilizam
chanatos/chanatas -> o mesmo que chinelos/chinelas
bulir -> não bulas no lume!
abalar -> estou de abalada -> vou-me embora
catancho
só tenho pena de já nem me lembrar de tantas outras que cada vez menos pessoas utilizam
01 março 2008
12 palavras
Em resposta ao desafio do sniper (tarde e mal, como de costume, que isto de correntes tem que ser feito com tempo que é coisa que por aqui escasseia, não o tempo em si, mas o tempo para os blogues) aqui vão as palavras que neste momento eu mais aprecio. Ou penso que aprecio.
Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente.
Doze, não é? Já está. :P
Era bem mais fácil escrever as doze palavras que me chateiam profundamente.
Doze, não é? Já está. :P
Como na farmácia
Este inverno tem sido quentinho. Para inverno. Não chegou ao do ano passado (que pena), mas ainda assim, as temperaturas abaixo de zero têm sido coisa muito rara, e o próprio raspar do gelo do carro de manhã um desporto que quase nem foi praticado - e ainda bem, que das poucas vezes que tive que o fazer, a barriga metia-se no caminho e quase não chegava ao meio do vidro, que também precisa de ser limpo.
Entre dias de quase primavera - a maior parte - alguns dias de praticamente verão (melhores que alguns dias de verão, diria eu), de almoços na varanda em t-shirt e passeios em roupa de verão (enquanto as outras pessoas, as que não olham para o termómetro antes de sair, se passeavam com os casacões de inverno e suavam que nem porcos), hoje neva. Pouco, que já não há força para tentar convencer-nos de que é mesmo inverno. Sao os últimos suspiros, os esforços desesperados deste inverno fraquinho. Há um ano, mais ou menos, morreu um alpinista numa avalanche. Hoje está mau para andar nas montanhas, provavelmente mais pelo vento forte que pela neve. Como há um ano, está bom é para se ficar em casa, ao quentinho.
Entre dias de quase primavera - a maior parte - alguns dias de praticamente verão (melhores que alguns dias de verão, diria eu), de almoços na varanda em t-shirt e passeios em roupa de verão (enquanto as outras pessoas, as que não olham para o termómetro antes de sair, se passeavam com os casacões de inverno e suavam que nem porcos), hoje neva. Pouco, que já não há força para tentar convencer-nos de que é mesmo inverno. Sao os últimos suspiros, os esforços desesperados deste inverno fraquinho. Há um ano, mais ou menos, morreu um alpinista numa avalanche. Hoje está mau para andar nas montanhas, provavelmente mais pelo vento forte que pela neve. Como há um ano, está bom é para se ficar em casa, ao quentinho.
28 fevereiro 2008
Eu até estou de férias
O 29 de Fevereiro devia ser feriado. Lá porque o ano tem mais um dia, porque é que este é usado para trabalhar?
Sim, estou viva
Deitei-me às 21h30, pela primeira vez na vida (que me lembre) e adormeci quase imediatamente. Depois, foi dormir até à meia-noite, depois até às 4h30, e depois até às 8h30. E depois, quase que dormia mais quatro horas, mas só consegui dormir mais uma. A minha filha é um mimo.
A minha colega alemã que se engana SEMPRE a escrever o meu nome (será assim tão difícil copiar?) mandou-me os parabéns pela menina. Em português. Estou a pensar em perdoar-lhe o engano no nome. nah... quando lhe mandar mails, vou também enganar-me no nome dela. A ver se nota. :P
A minha colega alemã que se engana SEMPRE a escrever o meu nome (será assim tão difícil copiar?) mandou-me os parabéns pela menina. Em português. Estou a pensar em perdoar-lhe o engano no nome. nah... quando lhe mandar mails, vou também enganar-me no nome dela. A ver se nota. :P
21 fevereiro 2008
Lista
Posts por ler no bloglines a aumentar exponencialmente.
2 livros na mesa da sala.
1 jogo de consola por estrear e por abrir.
1 jogo de computador por estrear e por abrir.
1 jogo de consola por acabar.
5 séries do seinfeld por ver. (E pensar que há uns dias me lembrei que há algumas séries do 'allo 'allo que já saíram e que eu queria comprar.)
Mails por responder (pode-se mandar um email a 500 pessoas facilmente, mas é difícil responder às 300 que responderam).
Um monte de coisas para fazer.
E há ainda mais. Agora o tempo é pouco. E a paciência está reservada para a minha menina mais linda. Para tudo o resto, estou-me nas tintas.
2 livros na mesa da sala.
1 jogo de consola por estrear e por abrir.
1 jogo de computador por estrear e por abrir.
1 jogo de consola por acabar.
5 séries do seinfeld por ver. (E pensar que há uns dias me lembrei que há algumas séries do 'allo 'allo que já saíram e que eu queria comprar.)
Mails por responder (pode-se mandar um email a 500 pessoas facilmente, mas é difícil responder às 300 que responderam).
Um monte de coisas para fazer.
E há ainda mais. Agora o tempo é pouco. E a paciência está reservada para a minha menina mais linda. Para tudo o resto, estou-me nas tintas.
19 fevereiro 2008
09 fevereiro 2008
Jazz
Também conhecido por música de domingo de manhã. Quando a única coisa que se quer fazer é continuar a dormir.
06 fevereiro 2008
Coincidência?
Alguns dos blogues que sigo pelo bloglines mudaram-se agora para o sapo. Nas últimas horas não consigo ver nada no sapo. Alguém lhe terá comido as pernas? Ou aquilo de assapar era só uma brincadeira?
O sapo era um bom serviço quando era um motor de pesquisa. Depois passou a ser um portal de m****, e agora, é o que é. Lento, ineficaz, ineficiente. Uma coisa armada em boa mas que não vale grande coisa. Vendido.
O sapo era um bom serviço quando era um motor de pesquisa. Depois passou a ser um portal de m****, e agora, é o que é. Lento, ineficaz, ineficiente. Uma coisa armada em boa mas que não vale grande coisa. Vendido.
Partidos
O partido (separatista) da Baviera é tão radical que me dá vontade de rir. Por eles, falava-se só bávaro e todos os estrangeiros (alemães de fora da Baviera também) seriam expulsos desta bela região. Ao mesmo tempo, os cartazes para as eleições de Março apelam ao fumo livre* - em qualquer lado, suponho. E pedem que os anúncios no metro venham com sotaque da Baviera - só podem estar a falar dos anúncios gravados, porque nas linhas de U-bahn é normal os maquinistas que fazem os anúncios sejam bávaros, e às vezes até só fazem os anúncios em bávaro. Também advogam o forte policiamento (ainda mais forte do que é, deve ser difícil) das zonas de pedestres, contra os ciclistas malvados que insistem em montar as suas bicicletas nessas zonas. No entanto não é raro ver um polícia a multar um ciclista por ir na sua bicicleta em zona proibida, ou no sentido inverso à marcha da pista de ciclistas por onde vai. O mais engraçado de tudo é que eles advogam que as organizações extremistas não se devem poder manifestar em Munique...
*ainda estou para ver um partido em Portugal que tenha apenas este objectivo. E nem vejo porque não. Ouvi dizer que há uns anos o "Partido da festa" (traduzido à letra) se candidatou a eleições com o objectivo único de, com o dinheiro que se recebe pelos votos obtidos, fazer uma festa. E cumpriram a promessa. De onde se prova que por cá também há sentido de humor (ou grande apetência por festas, que vai dar quase ao mesmo).
*ainda estou para ver um partido em Portugal que tenha apenas este objectivo. E nem vejo porque não. Ouvi dizer que há uns anos o "Partido da festa" (traduzido à letra) se candidatou a eleições com o objectivo único de, com o dinheiro que se recebe pelos votos obtidos, fazer uma festa. E cumpriram a promessa. De onde se prova que por cá também há sentido de humor (ou grande apetência por festas, que vai dar quase ao mesmo).
05 fevereiro 2008
5 filmes
Mais vale tarde que nunca (espero), aqui vai, finalmente, a lista dos 5 filmes que, cada um por um motivo diferente, poderiam ser considerados filmes que marcaram (mas pouco) a minha vida. A verdade é que eu nem gosto muito de filmes. Gosto muito de uma boa história, que é uma coisa que raramente apanho nos filmes. Quando vou ao cinema, são mais as vezes que saio de lá arrependida do que as que dou o dinheiro do bilhete por bem empregue. E por isto é que demorei tanto tempo a responder ao desafio do jsa.
Amelie - foi o primeiro filme (e único, que me lembre) que vi mais que uma vez no cinema, na mesma versão. E da segunda vez achei-lhe ainda mais graça, pois estava concentrada nas piadas que iam decorrendo. Há ainda um ou dois filmes infantis que vi duas vezes, uma em português com o meu miúdo, e a outra na versão original, que eu detesto dobragens.
Pelo cano abaixo - um filme infantil sobre um rato da cidade que se vê privado da sua vida de lorde a ser despejado pela sanita por um mauzão. Não sei se foi por ter visto o filme em alemão, mas foi a primeira e única vez que adormeci no cinema. E por uns bons 20 minutos ou mais.
Seven - fui obrigada (quase) a ir ver este filme. Detestei. Pode ser uma boa história, mas eu odeio filmes de terror, e tive pesadelos durante meses. Ainda hoje não consigo sequer pensar neste filme sem me arrepiar.
Texas chain saw massacre 2003 - é o que dá ir ao cinema ver um "sneak preview" no dia das bruxas. Foi a primeira vez que saí a meio de um filme - na verdade nem foi a meio, foi quase no início - apesar de já ter visto filmes muito maus até ao fim. O problema é que não suporto filmes de terror - aliás, qualquer filme em que haja gente aos gritos durante algum tempo é-me insuportável.
Cube - Uma boa história, suficientemente interessante para ultrapassar o sangue envolvido (que não é demais). Vi o primeiro, o segundo, e ainda ando para ver o zero. Quero mesmo saber como é que aquilo tudo começou.
Amelie - foi o primeiro filme (e único, que me lembre) que vi mais que uma vez no cinema, na mesma versão. E da segunda vez achei-lhe ainda mais graça, pois estava concentrada nas piadas que iam decorrendo. Há ainda um ou dois filmes infantis que vi duas vezes, uma em português com o meu miúdo, e a outra na versão original, que eu detesto dobragens.
Pelo cano abaixo - um filme infantil sobre um rato da cidade que se vê privado da sua vida de lorde a ser despejado pela sanita por um mauzão. Não sei se foi por ter visto o filme em alemão, mas foi a primeira e única vez que adormeci no cinema. E por uns bons 20 minutos ou mais.
Seven - fui obrigada (quase) a ir ver este filme. Detestei. Pode ser uma boa história, mas eu odeio filmes de terror, e tive pesadelos durante meses. Ainda hoje não consigo sequer pensar neste filme sem me arrepiar.
Texas chain saw massacre 2003 - é o que dá ir ao cinema ver um "sneak preview" no dia das bruxas. Foi a primeira vez que saí a meio de um filme - na verdade nem foi a meio, foi quase no início - apesar de já ter visto filmes muito maus até ao fim. O problema é que não suporto filmes de terror - aliás, qualquer filme em que haja gente aos gritos durante algum tempo é-me insuportável.
Cube - Uma boa história, suficientemente interessante para ultrapassar o sangue envolvido (que não é demais). Vi o primeiro, o segundo, e ainda ando para ver o zero. Quero mesmo saber como é que aquilo tudo começou.
29 janeiro 2008
O mundo aqui tão perto
Em Janeiro as cerejas sabem melhor que no fim de Junho. A percentagem de podres ou estragadas, em Janeiro, é menor. Suponho que venham de avião, já que são chilenas, mas não sei como fazem para que cheguem à banca, no centro da cidade, maduras, doces e rijas, de um vermelho escuro a clamar por umas dentadas. E nem sequer são muito mais caras que as do fim de Junho (fim de época), vindas de Espanha, Grécia ou Turquia, muitas das quais estragadas, ainda não completamente maduras (nunca chegarão a amadurecer tanto quanto deviam), e moles qb.
Maravilhas de viver em Munique.
Maravilhas de viver em Munique.
24 janeiro 2008
Objectos
Depois de a minha carteira-mochila de cabedal (ou imitação, eu sei lá) preto ter dado o berro e nenhuma alma caridosa se ter oferecido para ma substituir por ocasião do Natal (bem podiam ter aproveitado), tenho-me visto grega para resolver o problema onde carregar as cinquenta mil tralhas que preciso impreterivelmente de permanentemente ter comigo (máquina fotográfica, carteira, chaves, baton, anti-seca*, sei lá mais o quê), mais as outras que podem ser urgentemente necessárias devido ao estado de graça (yeah right) em que me encontro (caderneta da grávida, ben-u-ron, rebuçados, e comida :)). De modos que agora ando com uma carteira gigante onde antigamente (há uns meses) costumava transportar o equipamento desportivo, excluindo as sapatilhas, e sinto-me como um burro de carga. Infelizmente, tenho demasiada preguiça para trocar as tralhas todas para outra carteira, bem mais pequena mas onde ainda caberia tudo, e assim sigo, todas as manhãs a relembrar-me do que devia ter feito ontem e não fiz (trocar o conteúdo das carteiras).


Entretanto, e como prenda de natal tardia, houve um génio que me ofereceu o tal rádio com alarmes diferenciados consoante o dia da semana que eu estava desesperadamente a precisar. Posso dizer que é das melhores coisas de sempre, se bem que podia ser melhorado (como tudo na vida). Agora durmo ainda mais/melhor, porque nunca tenho que acordar para desligar o maldito alarme (rádio) - logo neste país, onde de manhã os animadores de rádio acordam cheios de speed(s) e não se calam um segundo, mesmo que seja fim de semana. Para quando um rádio despertador que saiba os feriados?
* anti-seca é um objecto absolutamente necessário nos dias em que sei que vou ter que estar à espera em qualquer sítio. Pode ser um livro, um jogo, ou qualquer outra coisa que me leve a esquecer do sítio onde estou a apanhar a dita seca.


Entretanto, e como prenda de natal tardia, houve um génio que me ofereceu o tal rádio com alarmes diferenciados consoante o dia da semana que eu estava desesperadamente a precisar. Posso dizer que é das melhores coisas de sempre, se bem que podia ser melhorado (como tudo na vida). Agora durmo ainda mais/melhor, porque nunca tenho que acordar para desligar o maldito alarme (rádio) - logo neste país, onde de manhã os animadores de rádio acordam cheios de speed(s) e não se calam um segundo, mesmo que seja fim de semana. Para quando um rádio despertador que saiba os feriados?
* anti-seca é um objecto absolutamente necessário nos dias em que sei que vou ter que estar à espera em qualquer sítio. Pode ser um livro, um jogo, ou qualquer outra coisa que me leve a esquecer do sítio onde estou a apanhar a dita seca.
22 janeiro 2008
#76
Depois do exemplo dos ginásios (apesar de o IVA ter baixado de 21% para 5% em muitos ginásios a conta a pagar pelo cliente não diminuiu), será que vale a pena baixar o IVA? É que se ainda para mais o IVA for reduzido, mas passado algum tempo (quando outro partido ganhar as eleições, por exemplo) aumentar outra vez, aposto que os consumidores só vão ver os preços a aumentar...
18 janeiro 2008
Porque é que não aumentam os preços?
Pois, aí está uma coisa que nunca pensei dizer. Até que trouxe comigo uns pacotes de Belgas caseiras (bem, de caseiras não têm nada a não ser o nome) para descobrir, tarde demais, que os pacotinhos individuais em vez das 6 bolachas de que eu estava à espera, só tinham 4. Isto não se faz. Eu queria comer 6 bolachas por pacote. Se em vez de manterem (?) o preço tivessem mantido a quantidade, ficava bem mais contente. Ainda para mais, parece-me que a embalagem de cartão continua com o mesmo tamanho (sacanice) e as embalagens individuais plástico-metalizadas também (até se sente o imenso ar/espaço livre dentro delas). Claro que este não é o único caso em que a quantidade diminui e o preço se mantém mais ou menos inalterado. Mas fico a pensar onde é que isto irá parar. Em seis embalagens individuais de uma bolacha?
12 janeiro 2008
Vingança
A ameaça terrorista é uma coisa extraordinária. Há uns dias serviu para que os franceses (sim, os franceses) estragassem a festa a uma data de gente, ao causarem a anulação do Lisboa-Dakar. Sim, que todos os anos morre gente no rali, e até agora ainda ninguém se tinha queixado de terrorismo. Mas não perderam pela demora. Controladores aéreos portugueses a trabalhar na ilha açoriana de Santa Maria interceptaram "comunicações terrestres" onde se falava num "presumível ataque terrorista" contra a Torre Eiffel, em Paris. Ora cá está. A mensagem era em francês e inglês, com certeza para que certamente houvesse alguém que a entendesse. Pois, que se fosse em árabe era chato, podiam não saber do que se estava a falar. O teor da informação é "vago e confuso". Deve ser para salvaguardar a possibilidade de não ser nada. O recado foi assim mesmo transmitido aos franceses, que estão em alerta vermelho. Oh meus amigos. Então e fechar a torre Eiffel? Parece-lhes má ideia? Ah e tal, estão em alerta vermelho, mas os milhares de pessoas que diariamente sobem à torre dá demasiado lucro para que lhes fechem os portões? Como é que é? A ameaça era maior no Lisboa-Dakar? Ou isso foi só desculpa?
Quando eu andava na escola secundária, quase todos os anos havia uma ameaça de bomba. Muito provavelmente, algum engraçadinho a querer escapar de um teste. Nos seis anos que lá andei, só uma vez é que evacuaram a escola. Quer dizer, evacuaram o edifício, mas as pessoas aglomeraram-se em seu redor, pelo que se realmente tivesse havido uma bomba numa das salas ainda assim teria havido feridos.
Com esta história de terrorismo, parece tudo mais fácil. É que já nem é preciso fazer ameaças concretas, já nem é preciso telefonar para a polícia. Em Munique, todas as terças de Carnaval há uma festa no mercado. Há umas danças tradicionais e depois uma rádio põe música aos berros e muita gente participa da festa, bebendo até cair para o lado. Este ano, como vai haver eleições, a câmara decidiu que não vai haver festa. É que se houver algum problema, não podem garantir a segurança de todas as pessoas que ali se deslocam (e nem são assim tantas). Surpreendentemente ninguém se atreve a cancelar jogos de futebol, onde a afluência é muito maior. Aí não deve haver perigo.
Um dia destes vamos começar a ficar todos permanentemente fechados em casa. É que sair é demasiado perigoso.
Quando eu andava na escola secundária, quase todos os anos havia uma ameaça de bomba. Muito provavelmente, algum engraçadinho a querer escapar de um teste. Nos seis anos que lá andei, só uma vez é que evacuaram a escola. Quer dizer, evacuaram o edifício, mas as pessoas aglomeraram-se em seu redor, pelo que se realmente tivesse havido uma bomba numa das salas ainda assim teria havido feridos.
Com esta história de terrorismo, parece tudo mais fácil. É que já nem é preciso fazer ameaças concretas, já nem é preciso telefonar para a polícia. Em Munique, todas as terças de Carnaval há uma festa no mercado. Há umas danças tradicionais e depois uma rádio põe música aos berros e muita gente participa da festa, bebendo até cair para o lado. Este ano, como vai haver eleições, a câmara decidiu que não vai haver festa. É que se houver algum problema, não podem garantir a segurança de todas as pessoas que ali se deslocam (e nem são assim tantas). Surpreendentemente ninguém se atreve a cancelar jogos de futebol, onde a afluência é muito maior. Aí não deve haver perigo.
Um dia destes vamos começar a ficar todos permanentemente fechados em casa. É que sair é demasiado perigoso.
O pai Natal existe
Este ano ficou comprovado que o pai Natal existe mesmo. Só não se veste de vermelho, nem é tão velho quanto o pintam, e não tem barbas brancas. E o que traz consigo não são bem presentes. É que às oito da noite de 24 de Dezembro, depois de ter sofrido uma data de vezes pelos cortes de luz - alguma coisa estava a fazer curto-circuito, e ligar o disjuntor não adiantava por mais que uns minutos - enquanto a comidinha estava a fazer, só o pai Natal podia salvar a situação. E salvou. Lá porque durante os outros dias do ano o homem é electricista isso não lhe tira o mérito. E aparecer à minha porta enquanto ainda estava ao telefone é mesmo muito coincidência. Ou milagre. (Bem, o milagre completo teria sido se o bolo não se tivesse estragado. Mas não se pode ter tudo...)
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